sexta-feira, 4 de abril de 2014

Trazida da Alemanha e adaptada para as necessidades brasileiras, a tecnologia sustentável construtiva tropicalizou o sistema wood frame e constrói casas em até seis meses



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As casas reduzem em 80% as emissões de CO² e em 85% os resíduos da construção, em toda a cadeia produtiva e entrega em até 6 meses
Trazida da Alemanha e adaptada para as necessidades brasileiras, a tecnologia construtiva Tecverde tropicalizou o sistema woodframe e se tornou pioneira em oferecer casas sustentáveis no país. Com 70% de seu processo industrializado, as casas reduzem em 80% as emissões de CO² e em 85% os resíduos da construção, considerados um dos mais poluentes do mundo.
As casas são resistentes e possui isolamento térmico e acústico. Além disso, oferece maior produtividade, podendo ser construída até três vezes mais rápida do que a construção tradicional. O arquiteto Diogo Cunha, testou a tecnologia sustentável residencial e construiu a própria casa com o sistema. “Não tenho dúvidas quanto às vantagens do woodframe de construção. Em 4 dias, minha casa estava de pé. Com a tecnolofia, saiu tudo conforme planejado”, entusiasma-se.
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De acordo com o diretor da fabricante, José Márcio Fernandes, a tecnologia de construção também pode ser utilizada para a Faixa 1 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida. “As sustentáveis são acessíveis à população, com desempenho termo-acústico superior ao sistema construtivo convencional”, destaca.
Seguindo esse modelo, em parceria com uma construtora, a fabricante irá entregar em abril o primeiro residencial sustentável e social do Brasil pelo Minha Casa Minha Vida. Chamado de Haragano, o condomínio tem 260 sobrados e 20 casas térreas com acessibilidade, incluindo uma especialmente preparada para deficientes visuais, além de uma escola pública.
Entre as vantagens apontadas pelo diretor da empresa, estão a redução de mão de obra. Nas estruturas e paredes essa redução está na modularização e industrialização; na industrialização do telhado e portas; na baixa carga suportada da fundação e economia com matéria prima e mão de obra devido à pintura interna sobre o gesso acartonado ser mais simples.
20140328112306411731i : Casas com tecnologia sustentável
Outros benefícios apontados pela fabricante são: a economia em gastos com energia elétrica, a construção da casa em até 6 meses, custos de mão de obra reduzidos pela metade em comparação à tecnologia convencional; redução de emissão de CO2 em 80% em toda a cadeia produtiva; redução de 90% nos resíduos de obra; sem surpresas com gastos a mais no custo e no prazo de execução da obra, além de conforto no sistema com isolamento térmico e acústico.
Segundo a fabricante, os projetos podem ser personalizados e financiados pelos bancos, pois o sistema construtivo foi homologado junto ao Ministério das Cidades e, portanto o financiamento é possível em diversas instituições, assegura o diretor da empresa. “uma parceria com o Banco Santander, que oferece o programa Construção Fácil, permite o financiamento de 100% do custo da obra limitados a 75% do valor do imóvel considerado pronto, em até 30 anos e com taxas bastante atraentes. A Caixa Econômica Federal também oferece o financiamento do imóvel, com prazo de 35 anos e financia até 80% do custo da obra”, assegura Fernandes.
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Fonte: Lugar Certo - Diane Lourenço - Correioweb

Dilma, Mantega e conselheiros da Petrobras podem sofrer no bolso por denúncia de investidores ao MPF


Posted: 03 Apr 2014 06:12 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Presidenta Dilma Rousseff e Guido Mantega (Ministro da Fazenda) agora são alvos de uma ação coletiva de responsabilidade civil que pede reparação de danos aos acionistas da Petrobras. A ação deve atingir outros conselheiros e membros da diretoria da empresa, especificamente na compra temerária da refinaria Pasadena, nos EUA: José Sergio Gabrielli, presidente da estatal na época, Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.

À beira de uma CPI que vai desgastar seu desgoverno ao limite, a Presidenta Dilma Rousseff começou a ser alvo ontem da primeira de uma avalanche de ações judiciais prometidas por investidores da Petrobras. O acionista minoritário Romano Allegro protocolou ontem reclamação no Ministério Público Federal pedindo a responsabilização da ex e do atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A notícia estourou bombasticamente na Assembleia Geral da companhia, ontem à tarde, no Rio de Janeiro. A ação tem o apoio do presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

A situação de Dilma fica complicadíssima. Na avaliação de especialistas em Direito Administrativo e Empresarial, será praticamente impossível salvar ela e os demais conselheiros da acusação de descumprir o "dever de diligência" de administradores, previsto no estatuto da Petrobras. Tudo fica ainda mais complicado porque a Presidência da República soltou uma nota oficial, no final do mês passado, confirmando que Dilma, quando presidia o conselhão da empresa, aprovou a compra da refinaria, com a questionável ressalva de ter sido mal assessorada sobre o assunto.

A pretensa tese das “informações incompletas” é derrubada pelo diretor afastado da Petrobras, Nestor Cerveró, responsável pelo relatório que recomendava a compra da refinaria Pasadena. Ontem, o advogado dele, Edson Ribeiro, sustentou a versão de que os membros do Conselho de Administração da Petrobras receberam, com antecedência de 15 dias, a documentação completa referente à compra da refinaria.

Edson Ribeiro derrubou a tradicional tese do “não sabia”, sempre repetida por membros do governo Lula-Dilma, sempre que algum grande escândalo vem à tona. O advogado garante que Cerveró vai provar que agiu corretamente: “No dia da apresentação de Cerveró foi feito o resumo de uma página e meia. Não havia as cláusulas de Put Option e de Marlim (que beneficiavam o grupo Astra, sócio belga na refinaria). Partiu-se do princípio que os conselheiros já tinham lido toda a documentação ou, então, tinham o aval de suas assessorias jurídicas. Nenhum conselheiro pode dizer que desconhecia”.

O destino que o MPF dará a ação judicial proposta pelos investidores pode escancarar o caminho para um futuro pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que seja apurada a participação dela, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, na compra superfaturada de uma refinaria defasada tecnologicamente e cheia de passivos ambientais bilionários, nos Estados Unidos.

Leia, abaixo, o discurso do Engenheiro Silvio Sinedino na Assembléia Geral da Petrobras: O constrangimento financeiro que o governo impõe a Petrobras

Confundindo o avião?


Versão reafirmada

O ministro Guido Mantega, alvo da ação dos investidores, repetiu ontem que a operação Pasadena foi corretamente aprovada pelo Conselhão da empresa:

“Eu tenho a certeza de que o Conselho agiu corretamente nessa ocasião. Ele é formado por pessoas da mais alta competência e analisou a compra com toda a profundidade necessária”.

Na quarta-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, reafirmou a posição do governo:

“Como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não recebeu, repito, não recebeu previamente o contrato referente à aquisição da refinaria Pasadena”.

Dias de agonia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou ontem que a instalação da CPI mista protocolada ontem pela oposição apenas será lida na sessão do Congresso marcada para 15 de abril.

Renan não atenderá ao desejo da oposição de convocar uma reunião extraordinária do Congresso, antes dessa data, para antecipar a leitura do requerimento.

Para dar uma providencial atrasada na inevitável instalação da CPI, Renan solicitou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado apreciasse a rejeição dele a um pedido feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Dividindo o ônus

Claramente, Renan não quer ser o avalista único da decisão de instalar a CPI que será fatal para o desgoverno, comprometendo a reeleição de Dilma.

Renan também não quer ser pintado pela opinião pública como o político que tenta sufocar a inevitável CPI:

“Depois da sessão de ontem, após várias questões de ordem, ficou evidenciado, a menos que haja insinceridade nas palavras proferidas, que segmentos políticos antagônicos no Senado desejam profundas investigações sobre os temas levantados. Ambos os lados apontaram fatos determinados que estão a merecer essa investigação política, ainda que sejam apuradas pelas outras instâncias competentes. A prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos narrados”.

China dominando a África


O governo de Moçambique entregou o projeto de implementação do Sistema de Radiodifusão Digital no país ao grupo Startimes Softwear Technology, da China.

A companhia vai operacionalizar o projeto de US$ 300 milhões através da sua subsidiária em Moçambique, resultado de uma parceria com a Focus 21.

Interessante é que a Focus 21 - uma holding da família do presidente da República, Armando Guebuza - controla 15% da referida subsidiária, designada Startimes Mozambique.

Poder familiar


A poderosa Valentina Guebuza, filha do Chefe de Estado, será presidente do Conselho de Administração da empresa com registro em Moçambique.

Valentina (bem na fita e na foto acima) cuidará da gestão da infra-estrutura, que irá garantir o funcionamento da rádio e televisão digital.

O consórcio será constituído ainda pela Televisão de Moçambique, Rádio Moçambique e Telecomunicações de Moçambique, ficando excluídas da gestão entidades privadas do setor.

Campanha pela Verdade Verdadeira

Acaba de ser lançada pelo Coronel de Infantaria e Estado Maior na Reserva, Paulo Ricardo da Rocha Paiva, a Campanha Nacional Verdade Verdadeira:

“Declaro que esta campanha é/está desencadeada por minha conta e risco, aproveitando tão somente os textos do Excelentíssimo Senhor General–de -Brigada R/1 Luiz Eduardo Rocha Paiva, que formato com ilustrações pelas quais assumo toda e qualquer responsabilidade”.

O coronel reúne textos e estudos que ilustra e repassa, por e-mail, a militares na reserva e na ativa.

Leia, abaixo, o texto de lançamento: Rebatendo os Juristas Ideológicos da Antianistia – I

Dane-se o avião?


Filme queimado


Escatologia premiada


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Abril de 2014.
Posted: 03 Apr 2014 06:16 AM PDT

Documento no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Silvio Sinedino

Prezados Presidente da Assembleia, Senhoras e Senhores Acionistas, Companheiras e Companheiros: Há pouco mais de dois anos me apresentava frente a vocês como o primeiro Conselheiro eleito para o CA como representante dos trabalhadores, e no meu discurso naquela Posse encontro passagens ainda atuais:

A Lei 12.353 do Governo Lula que permitiu essa eleição, antiga luta dos trabalhadores, trouxe também no seu bojo a proibição do Conselheiro eleito participar das discussões sobre questões trabalhistas incluindo Planos de Previdência. Não concordamos com essa limitação que tenta criar Conselheiros de duas categorias: uns, de 1ª categoria, que podem discutir tudo, e outro, de 2ª categoria, que só discute o que lhe é permitido. Lutaremos com os Sindicatos, Federações e Associações junto ao Congresso Nacional para acabar com essa interdição.

A Petrobrás, como sabemos, não foi criada em gabinetes, pelo contrário, foi a Luta do Povo nas ruas, na histórica Campanha “O Petróleo É Nosso” nas décadas de 40 e 50 quem a criou com o objetivo de servir à sociedade e ao desenvolvimento do País, o que fez durante o maior período da sua existência e merece ser resgatado.

Defendemos sem pejo a Petrobrás como empresa estatal. Assim ela foi criada e assim, também pelo esforço e competência dos seus trabalhadores, tornou-se esse gigante que é orgulho de todos os brasileiros.

Nosso Centro de Pesquisas tem que voltar a ser um gerador de conhecimento, tecnologia e patentes e não um gerenciador de contratos. O trabalhador tem que ser valorizado pelo seu esforço e realização, o desvio de função que frustra os novos profissionais e o assédio moral que aniquila os antigos devem ser combatidos.

Temos consciência da nossa responsabilidade e estaremos apoiados e fiscalizados pelos trabalhadores petroleiros. Manter essa ligação será nosso maior desafio e para isso teremos que, acima de tudo e de todas as divergências, aumentar a união da categoria em torno dos seus interesses estratégicos, para o que não economizaremos esforços. Lembramos que os Sindicatos e Associações são os trabalhadores organizados e devemos nos filiar maciçamente para que suas vozes sejam as nossas vozes.

Agora falemos um pouco do “hoje”:

O maior problema que a Petrobrás enfrenta no momento é o constrangimento financeiro que o Governo nos impõe. Em nome do combate à inflação, equivocado, já que em lugar nenhum do mundo o congelamento de preços domou a inflação, obriga-nos a vender por preços controlados o que estamos importando a preços internacionais.

Hoje não há mais o monopólio do petróleo, qualquer empresa pode importar derivados. Então por que obrigar a Petrobrás a vender derivados a preços subsidiados às próprias distribuidoras concorrentes? É isto o que o capitalismo chama de “livre mercado”?

Não bastando o prejuízo direto que nos causa essa política governamental, traz ainda malefícios marginais, pois para mantermos o ambicioso programa de investimento de US$46 bilhões/ano, estamos executando um plano agressivo de desinvestimentos movido muito mais pela necessidade financeira do que pela oportunidade de um bom negócio. Uma forma de canibalização da Companhia. Isso sem falar do nível de endividamento da Petrobrás que já é bem superior ao desejado pelo CA.

Ora, a Presidente Dilma tem um mandato que lhe confere o poder e a legitimidade para implantar suas políticas econômicas, mas não à custa do enfraquecimento daquela que é a locomotiva que puxa o crescimento do País. Vamos pensar um pouco: se a locomotiva fica mais fraca, o País cresce menos, a quem interessa? Com certeza não aos acionistas e muito menos ao Povo Brasileiro que é o dono da Petrobrás!

Se o Governo quer manter subsídios aos combustíveis, equivocado inclusive ambientalmente, deve fazê-lo às custas do Tesouro Nacional. Devemos lembrar que a Petrobrás não é propriedade do Governo de plantão. É da Nação. Os Governos passam e a Petrobrás permanece.

Com a representatividade que me foi conferida agora em segundo mandato, afirmo que não assistiremos calados, nem parados, a essa verdadeira sangria da Petrobrás. A se manter essa política de preços, tem que ser restabelecida com urgência uma “conta-petróleo” ou algo similar que estanque esse prejuízo que se dá a cada venda.

Outra grande preocupação é que o desespero pela produção a qualquer custo, comandado pela necessidade de fazer caixa, venha a fragilizar ainda mais a situação das nossas Plataformas e do nosso transporte aeronáutico. Os recentes acidentes tanto em Plataformas quanto em Refinarias vêm mostrar que há algo de errado em nossa política de SMES, e os Sindicatos, representação trabalhista legítima, devem ser mais ouvidos e acatados em suas reivindicações e denúncias.

Outro equívoco é dizer que o “conteúdo nacional” não é prioridade da Companhia. Já defendíamos na Posse anterior que a exploração do Pré-Sal deve se dar no ritmo do interesse nacional, o que inclui o estímulo à indústria nacional com bons empregos e salários. Não podemos nos esquecer do risco da chamada “doença holandesa” que é a desindustrialização em Países com grande receita em moeda forte pela exportação de produtos primários, como o petróleo.

Assim, rebaixar o “conteúdo nacional” é rebaixar a nossa indústria, é renegar uma história vitoriosa da Companhia que já chegou a ter três mil indústrias nacionais como suas fornecedoras. Sim, cabe à Petrobrás não só desenvolver-se, mas também levar junto com ela todo o País, é a sua Missão!

Ao mesmo tempo em que temos importado derivados por falta de capacidade de produção nacional, nossos Projetos de Refinarias atrasam e têm seus custos elevados ao limite da suspeição. A RENEST um projeto binacional que não tinha um Contrato Legal assinado, acabou (ainda não acabou!) sendo de um só País, o nosso, com custos realizados superiores a três vezes o orçamento original.

A obra do COMPERJ em área imensa de Itaboraí, tem hoje mais de trinta mil trabalhadores da construção civil distribuídos em centenas de canteiros de obra sob responsabilidade de dezenas e dezenas de terceirizadas e quarterizadas da Petrobrás. Além dos acréscimos de custo e atrasos de prazos já ocorridos, no momento há um clima de greve selvagem sem possibilidade de intermediação pelo Sindicato da Construção considerado pelego e que já teve um veículo queimado pelos trabalhadores revoltados.

Em recente Audiência Pública da Comissão do Trabalho da ALERJ foram dados testemunhos de comida estragada, falta de água e de água potável (em um verão de mais de 40o), alojamentos infectos, 60 a 70% de peões de fora da Cidade e do Estado. É urgente que a Petrobrás, dona da obra, como maior interessada no cumprimento dos prazos e dos custos previstos, tome a frente da negociação e encaminhe as soluções que não passam do cumprimento de direitos trabalhistas elementares.
        
As Refinarias ditas PREMIUM I e II, segundo a Presidente Graça logo após sua Posse, dependiam de provar suas viabilidades econômico-financeiras, o que pelo visto ainda não foi feito.

A Refinaria de Pasadena é foco de toda a imprensa a ponto de motivar o requerimento de uma CPI no Senado. Desde junho de 2012 é público que foi escamoteada do CA, pelo menos, a garantia dada pela Petrobrás ao sócio de uma rentabilidade de 6,9% a.a. Por que é cobrada agora a atuação da Presidente Dilma no caso, quando não tem mais ligação com o CA, e não é cobrado o atual Presidente do CA? Por que o Ministro Mantega não se interessou em pautar a apuração dessa responsabilidade pelo engano ao Conselho de Administração? Ou não é importante, no mínimo para que o fato não se repita? Por que não houve repercussão à época? Porque 2012 não tinha eleição presidencial ...

Se havia dúvida quanto à importância de um Conselheiro eleito pelos trabalhadores vê-se agora que há um aumento da transparência que é a melhor defesa da Petrobrás. Enquanto trabalhadores desejamos um ambiente de trabalho limpo e saudável, em todos os sentidos. Quem prejudica a Petrobrás não é quem revela o malfeito e cobra apuração e sim quem o pratica.

Não poderia terminar sem falar na Petros, nossa Fundação de Seguridade que teve um déficit técnico de mais de R$5 bilhões durante o ano de 2013. Como os Planos de Previdência da Petrobrás a têm como fiadora de última instância é imperativo que Diretoria Executiva se aproxime mais do seu dia-a-dia visando melhorar a qualidade de seus investimentos e evitar a continuação de transferências ilegais de patrimônio entre os diversos Planos administrados pela Petros, o que resultará em mais Ações Judiciais contra a Petros/Petrobrás.

Para concluir quero passar uma mensagem de otimismo e confiança no futuro da Petrobrás: temos um magnífico portfólio de blocos na área do Pré-Sal; temos conhecimento e tecnologia para explorar e produzir; nossos profissionais maduros são de grande qualidade e nossos jovens profissionais chegam cheios de novas ideias e vontade de aprender.

Temos sim que defender a Petrobrás nessa hora difícil para que todo o seu potencial se realize para o bem de seus trabalhadores, acionistas e principalmente para a população brasileira. A imprensa publicou que o número de acionistas da Petrobrás diminuiu em 16% nos dois últimos anos. Claramente os pequenos investidores assustados com os alarmes, até de quebra da Petrobrás, vendem suas ações enquanto os especuladores de mercado e espertos de plantão, prováveis responsáveis pelos boatos, as compram na “bacia das almas” reforçando suas posições, sabedores que são do futuro brilhante da nossa Companhia.

Termino esse discurso como há dois anos atrás: queremos renovar o compromisso assumido com os petroleiros e estendê-lo a todos os acionistas: trabalhar de forma independente para o desenvolvimento e perenidade da Petrobrás com a visão da sua criação, de ser um indutor do crescimento nacional, com valorização permanente do trabalhador, com respeito ao meio-ambiente e desenvolvimento social do País.

Um forte abraço às Companheiras e aos Companheiros, e muito obrigado pela atenção.


Silvio Sinedino, Engenheiro, é representante dos empregados no Conselho de Administração da Petrobras. Discurso lido ontem, 2 de abril, na Assembleia Geral da Petrobras, no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

21 propostas para o Conselho que autorizou a compra da Refinaria de Pasadena (para fazer jus ao Século 21)





Revista Bula

21 propostas para o Conselho que autorizou a compra da Refinaria de Pasadena (para fazer jus ao Século 21)

Em 2006, O Conselho de Administração da Petrobras, presidida pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, autorizou a empresa a comprar uma refinaria sucateada em Pasadena, na Califórnia (USA), por um valor astronômico, que no final chegou a mais de 1,3 bilhão de dólares. Sendo que a tal refinaria havia sido trocada de mãos um ano antes por meros 42 milhões de dólares. Questionada sobre o negócio ruinoso, a presidente disse que o relatório da diretoria que foi para análise omitiu informações que, se tivessem sido apresentadas, a compra não aconteceria. Sem entrar no mérito da questão, a lista abaixo sugere apenas alguns negócios, que com essa displicência, poderiam receber o “autorizo” do Conselho.  
1 — Uma indústria de extração e refino na Bolívia (a que tinha lá o Governo de Evo Morales confiscou);
2 — Uma joit venture petroleira com a Venezuela de Maduro, com aval (psicografado) de Hugo Chaves;
3 — Um mega lote de ações preferenciais da OGX, de Eik Batista;
4 — Uma rede de açougues daqueles outros Batista (os da Friboi, pendurados no BNDES);
5 — Uma mina de ouro no Cometa de Halley, para quando passar perto da Terra, em 2061;
6 — Um garimpo de diamantes em Netuno;
7 — Um lote de bilhetes de frete pela Ferrovia Norte-Sul (há 28 anos em construção e sem previsão de término);
8 — Uma fazenda a ser irrigada pela transposição do Rio São Francisco (por motivos óbvios);
9 — Um açude da Sabesp do Sistema Cantareira;
10 — Os direitos de um contrato de prestação de assessoria de Zé Dirceu;
11 — Uma doca no Porto de Mariel, em Cuba, para exportar a soja brasileira;
12 — O fundo de mercado dos bancos Bamerindus e Nacional com seguro do Lehman Brothers;
13 — Uma indústria de geladeiras na Groelândia;
14 — Lotes de CPRs da Boi Gordo e da Avestruz Master;
15 — Direitos de exploração de satélites do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno, em Alcântara, no Maranhão (explodido em agosto de 2003, dois dias antes da data prevista para o lançamento do primeiro foguete);
16 — Uma plataforma de petróleo sem âncoras de estabilização;
17 — Uma jazida de petróleo no pós-pre-sal (já chegando no Japão);
18 — Um porta-aviões da Segunda Guerra (testado e aprovado);
19 — Uma frota de aviões-caça que de tão novos nem foram testados ainda;
20 — Um pacote de energia elétrica, no atacado, das turbinas eólicas (não há rede de distribuição);
21 — Uma cobertura em Marte com vistas para os anéis de Saturno (para curtir a aposentadoria).

MARANHÃO? FICA NO BRASIL?


Anhangüera


 Não. É uma capitania hereditária que fica no… brasil. E nesse tal de Brasil ideal, que não sei onde fica, tem uma lei que PROÍBE que sejam dados nomes de pessoas VIVAS à logradouros.  Infelizmente a lei não previu os mortos-vivos…

Tem uma outra lei também que obriga a mais alta autoridade militar (abaixo da presidanta) a CAÇAR e CASSAR – pegar de volta medalhas militares concedidas à pessoas que venham a ser condenadas… como (se não me malha a femória) as de Pacificador, concedidas a Zé Dirceu e Genoíno.

Ao que eu saiba, autoridade que não cumpre a lei está cometendo CRIME DE PREVARICAÇÃO, né não?

Família Sarney
Família Sarney

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola  Sarney ou Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto,  Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá  até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade  particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.

Se estiver no  interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;

 - Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

 - Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue  a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se  quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José  Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…

Seria cômico, se não fosse tão triste….

terça-feira, 1 de abril de 2014

Governo da Venezuela obriga proprietários a vender imóveis a inquilinos


  • Medida vale para propriedades alugadas há mais de 20 anos
  • Donos têm 60 dias para fazer a oferta; multa inicial é de US$ 40 mil
Tópicos da matéria:


Manifestantes entram em confronto com policiais em Caracas, na noite de domingo
Foto: FEDERICO PARRA / AFP
Manifestantes entram em confronto com policiais em Caracas, na noite de domingoFEDERICO PARRA / AFP
CARACAS — O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu obrigar os proprietários de imóveis alugados há 20 anos ou mais a vendê-los a seus inquilinos. A medida, já publicada no Diário Oficial, determina que os donos terão 60 dias para fazer a oferta dos apartamentos, cujo preço será determinado por um órgão estatal. A medida provocou polêmica no país: apesar de o deficit de imóveis na Venezuela ser alto e afetar mais de 3,7 milhões de famílias, críticos tacharam a ação de inconstitucional.

A medida faz parte de uma série de intervenções econômicas chefiadas por Nicolás Maduro. O presidente venezuelano alega ser vítima de uma “guerra econômica” de especuladores que pretendem derrubar seu governo. Ele já pediu — e conseguiu — do Parlamento superpoderes para legislar sem obstáculos no campo econômico durante um ano. Desde então fixou valores máximos para aluguéis comerciais, estabeleceu limites de lucros para lojas e ordenou a diminuição de preços.A novidade prevê que os inquilinos tenham prioridade sobre a compra, mas, se não o fizerem, o imóvel deve ser vendido mesmo assim. Os proprietários que descumprirem o prazo para anunciar a venda serão multados em 2.000 unidades tributárias, o equivalente a 254 mil bolívares, ou US$ 40 mil. O valor deve ser pago em cinco dias; caso contrário, a multa será dobrada. Depois disso, o apartamento pode ser embargado.
Metro quadrado defasado desde 2013
Para Roberto Orta, presidente da Associação de Proprietários de Imóveis Urbanos (Apiur), a nova medida “destitui” a propriedade de seu dono, e desrespeita a Constituição, que só prevê a expropriação e o confisco de um imóvel com o pagamento de uma indenização. Outro problema, alegou, é que o governo ainda não fixou o valor do metro quadrado, defasado desde novembro de 2013 e que, devido à inflação acumulada — a uma taxa alarmante de 57,3% — não se ajustaria à realidade.
— Muitos desses edifícios são ocupados por pessoas da terceira idade, e o banco não concede crédito a idosos — acrescentou Orta.
A medida foi publicada na sexta-feira, mas só anunciada nesta segunda. No mesmo dia, Caracas amanheceu mergulhada em novos protestos, e ruas foram fechadas. A onda de manifestações já dura quase dois meses no país.
— Claro que nos incomoda a atitude do governo. Os estudantes presos, mortos, detidos, a falta de justiça — disse o estudante Andrés Núñez, de 28 anos.
A tensão também voltou a San Cristóbal, capital do estado de Táchira, e berço dos protestos antichavistas. Houve confrontos depois que militares e policiais tomaram as ruas para remover as barricadas levantadas por manifestantes.
— As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha, atacaram a população, entraram em casas e prenderam pessoas — denunciou o prefeito Sergio Vergara.
Ele assumiu o posto de Daniel Ceballos, condenado a um ano de prisão por “não evitar as barricadas”. Segundo Vergara, tropas do Exército e da Guarda Nacional permaneceram nas ruas para evitar a instalação de novos bloqueios.
Do estado de Lara, no Norte, o governador opositor Henri Falcón fez um apelo por diálogo à Mesa de Unidade Democrática (MUD):
— Já basta de tantos erros e violência. É preciso sentar-se numa mesa de diálogo e, como dirigentes da MUD, apresentar propostas e exigências ao governo nacional diante da incerteza no país.


em http://oglobo.globo.com/mundo/governo-da-venezuela-obriga-proprietarios-vender-imoveis-inquilinos-12045262#ixzz2xdS79OoO 

OBRA-PRIMA DO DIA (PINTURA) Giotto: Cenas da Vida de São Joaquim e Sant'Ana


A Capela:
A capela onde Giotto nos deixou o tesouro de seus afrescos foi mandada erguer por Enrico Scrovegni, um comerciante rico, politicamente ambicioso, que em 1300 adquirira as ruínas de uma antiga arena romana, em um terreno adjacente ao seu palácio.
Rico e poderoso, mas também usurário e orgulhoso, parece que seus contemporâneos não o tinham em muito alta conta. Mas o dinheiro sempre abrandou as antipatias e em março de 1302 ele obtém do bispo de Pádua autorização para erguer uma capela familiar.
O documento da autorização episcopal não mais existe, mas em 1304 o papa Bento XI publica uma bula concedendo aos visitantes da capela uma indulgência de um ano e quarenta dias se as visitas fossem feitas nos dias das festas da Natividade ou da Purificação e Assunção de Maria.
Em 1305 é publicada uma nota papal sobre a consagração de um dos altares da capela.

A Obra de Giotto:
A história de Joaquim e Ana é muito linda. Ele um dia vai ao Templo fazer oferendas e rezar para que Deus abençoe sua união com Ana e lhes dê o filho que aguardam há vinte anos, numa união que em tudo mais é feliz. O sacerdote o expulsa com rudeza, amaldiçoando-o por ser estéril.
Joaquim, deprimido, vai para o campo e se refugia entre pastores e rebanhos. Um dia um anjo lhe aparece e lhe diz que volte para Jerusalém e que vá se encontrar com Ana na Porta Dourada: os dois terão uma filha que se chamará Maria e que a menina, por sua vez, terá um Filho que mudará a face do mundo.


Joaquim segue a orientação do anjo e na Porta Dourada encontra sua mulher que também fora orientada por um anjo. Ana já carrega Maria em seu ventre. Os dois, num terno abraço, parecem se isolar dos outros à sua volta.
As pessoas ao redor são incapazes de fazer a distinção entre o sacro e o profano e não se dão conta, nem poderiam, que estão diante de um casal abençoado com a santidade. Os parentes e amigos se regozijam apenas com a felicidade daquele casal amigo.


O Encontro na Porta Dourada, em Jerusalém, é talvez o afresco mais conhecido de Giotto.
Muito se especulou sobre quem seria a mulher de preto, ao fundo da cena, que parece ser a única descontente com o que vê e que encobre o rosto. Estou convencida que é a fofoqueira da cidade.

O Sonho de Joaquim (dimensão: 2.00 x 1.85)
O Encontro na Porta Dourada, em Jerusalém (dimensão: 2.00 x 1.85)

Capella degli Scrovegni, Padova, Italia