segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O SEGREDO DOS DONS ESPECIAIS



Ralph J. Hofmann
Lembram dos super-heróis de antigamente? Ao contrário dos super de hoje que normalmente são resultados de mutações genéticas elaboradas em laboratório  ou por decorrência de exposição acidental a alguma radiação ou produto (vide o Hulk, que foi o precursor da tese, junto com “O Homem Invisível”), para esse super-heróis havia uma palavra mágica como “Shazam” ou “Faaaalcões” ou “Por São Jorge” que desencadeava poderes especiais.
Naturalmente havia também a criptonita verde do Superhomem ou o minúsculo ponto no cocuruto do topo da cabeça do Supercoelho, que neutralizava os superpoderes.
Informações de nosso agente em Teerã  nos levam a crer que Ahmadinejahd criou um instituto de pesquisa para avaliar a relação entre as melhores qualidades dos povos ocidentais e o que poderia ser o gatilho de sua criatividade excepcional.
A mesma instituição está tentando descobrir por que velhas e testadas tecnologias orientais não funcionam mais. Conta que já faleceram trinta e dois pilotos de prova tentando redescobrir o segredo dos tapetes voadores. Os tapetes são largados de um C-130 a 2.000 m de altitude mas não conseguem planar mais do que alguns metros.  Tentativas de cruzar cavalos com águias carecas tampouco deram resultado.
Certas suspeitas já existem:
Uma mistura de manjericão, polpa de tomate, rosmarino (alecrim) e alho parecem ser responsáveis pela geração de tenores, sopranos, compositores e designers industriais na Itália.
Tortas de frutas com nata batida seriam responsáveis pelo senso de organização e pesquisa metódica dos alemães?
Rosbife com batatas, conforme consumido na Inglaterra seria o fator chave de sistemas de governo constitucional? Ou seria “fish n’ chips” (peixe empanado frito com batatinhas fritas regado com vinagre) , comido diretamente de um cone de papel-jornal o responsável por isso?
Aparentemente estão estudando a provável causa do talento dos judeus. Acham que possivelmente seja causado pelo consumo de “bagels” (beiguels)1  com requeijão e salmão defumado, alimento comum em Israel e na maioria da comunidades judias. Há uma desconfiança de que para ser eficaz o bagel precisa ter cobertura de sementes de papoula. Gergelim não faz efeito.  Também há a probabilidade de haver algum ingrediente secreto na massa dos bagels. Há 55 agentes secretos iranianos aprendendo o dialeto iídiche para depois se empregarem nas padarias do Brooklin em New York para desvendarem este segredo, contudo persiste também uma suspeita de que o ingrediente secreto estaria no requeijão.
Contudo já houve um resultado claro nos estudos pessoais de Ahmadinejahd. Depois de seu contato com Lula, Hugo Chavez e com os irmãos Castro proibiu o consumo de feijão preto no Irã.
(1) O bagel é um produto de pão tradicionalmente feito de massa de farinha de trigo fermentada, na forma de um anel, feito sob-medida,  à mão e que primeiro é fervido em água e depois assado. O resultado é um interior denso, elástico e meio-cru com um exterior acastanhado e às vezes estaladiço. Os bagels são muitas vezes cobertos com sementes, cozidas sobre a crosta do pão, sendo as mais tradicionais as sementes de sésamo ou papoula. Alguns têm sal salpicado.
(2) Fotomontagem: O Super-homem de Ahmadinejahd.

Mônica Salmaso canta Insensatez



Mônica Salmaso

Ouça Insensatez, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes

“DAR OUVIDOS PARA A MALDADE, É PROLONGAR O MAL.” (Karla Tabalipa)



Francisco Marcos (1)
Do jeito que as coisas acontecem chegamos à conclusão de que deveremos utilizar protetores auriculares. Notadamente com a recente campanha política em que a desfaçatez, hipocrisia, falsidade campeiam de uma maneira soberba e achincalhante.
Uma regressão na comunicação acontece na via inversa, tanto o contato oral como o impresso sofrem deturpações. No oral temos o excesso e abuso de abreviação, tais como su para sucesso. preju para prejuízo, bora para embora, oque vai formando um linguajar chulo e que se transforma praticamente em código. No tocante ao escrito a disseminação do estupro é mais acentuada, msm significa mesmo, tb para também, dmq = de modo que, e outras que atingem milhares.
A brutal decadência do ensino aliada à praga do politicamente correto. Que nada mais é do que uma declarada política de alienação, pois é uma mentira moral segundo Felipe Ponde (foto). A politicanalha vigente se vale do jogo de palavras, colocações dúbias e sobretudo atinge um público despido de qualquer conhecimento para ter um poder de análise. A comunicação oral é a mais difundida, pois especialistas e estatísticas comprovam que a mensagem, escrita propicia trinta por cento a mais de retenção. A repetição continuada da mensagem oral faz com que as pessoas acabem gravando o conteúdo, nada se cria , tudo se transforma, Goebbels ainda existe. A maioria das mensagens contém maldades, inverdades, mas servem aos que se servem do poder para nele continuar, e o mal vai também se perpetuando, aliado que é dos exploradores da crendice popular. Manipulam números e os que lhe são desfavoráveis ficam esquecidos com como o Índice de Desenvolvimento Humano, vou cometer um pecado de abreviação o IDH. Falam muito em desenvolvimento e aumento dos postos de trabalho e ao mesmo tempo vão criando obstáculos aos jovens que querem ingressar no mundo do trabalho como aprendizes.
Este século para os marqueteiros, criadores de ilusões e necessidades é chamado do CONHECIMENTO, só se for o descobrimento e aumento dos analfabetos funcionais.
“Tudo é libertação, só que educação para o bem inexiste, mas para o mal persiste”.
Nota:O título fico grato a Lili pois retirei de uma correspondência dela.
(1) Cientista político.

Tarifas em queda, olho vivo no extrato


Muitas vezes serviço é debitado sem ser notado. Pesquisa do Idec mostra que bancos têm novas cobranças


SÃO PAULO — Depois da redução das taxas de juros dos empréstimos, cheque especial e do cartão de crédito, a pressão do governo agora se volta para as tarifas. O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, foi o primeiro a anunciar a queda de preços de 15 serviços considerados prioritários, seguindo o movimento de Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil, ambas instituições públicas. Mas quem quiser economizar não deve deixar de controlar cada movimentação de sua conta corrente, recomendam especialistas.

A economista Ione Amorim, responsável por uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), lembra que as despesas que os bancos debitam muitas vezes passam sem serem notadas pelo cliente, já que valores são pequenos. Mas, se forem somados no fim do mês ou do ano, o consumidor vai perceber que esses serviços levam uma fatia considerável. Por exemplo, um cliente que não tem um pacote de serviços e faz pelos menos cinco transferências eletrônicas via DOC, por mês, no Itaú Unibanco gasta R$ 66,5. Ao fim de um ano, a despesa será de R$ 798. Quem faz dez saques avulsos (sem ter pacote de serviços) por mês na CEF gasta R$ 126 num ano.
— O valor das tarifas de serviços no Brasil ainda é alto. A redução anunciada é bem-vinda para o cliente, mas ainda é muito tímida e ninguém deve descuidar do seu extrato — avalia Ione.
— O movimento de redução do valor das tarifas é positivo porque resulta em economia ao cliente e certamente deverá se ampliar para outros bancos. Mas, para ter alguma economia no bolso as pessoas precisam acompanhar seus extratos, saber quanto pagam pelas tarifas e optar pelos melhores pacotes oferecidos — concorda William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo.
Ganho com tarifas sobe 46%
Por outro lado, os bancos estão cobrando por serviços que antes não cobravam, segundo a pesquisa do Idec. Por exemplo, o envio de um SMS com informação da conta do cliente no Banco do Brasil agora custa R$ 0,12; no Bradesco R$ 0,18 e no Santander R$ 0,20. O HSBC, um banco global com filiais espalhadas pelo mundo, cobra R$ 11 do cliente que fizer um saque na rede Plus internacional. Um extrato consolidado na internet passou a custar R$ 3,70 no Itaú. Portanto, diz a economista do Idec, é bom começar a prestar atenção nestas pequenas novas despesas. E recusar a inclusão de novos “serviços especiais” nos pacotes já adquiridos.
— Os bancos compensam eventuais perdas de receitas cobrando novas tarifas. Outra forma de compensar é ganhando novos clientes — diz Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da consultoria Austin Rating.
A pesquisa do Idec confirma essa tese. Entre junho de 2011 e junho deste ano, os bancos ganharam 15 milhões de novo clientes. E o ganho com tarifas subiu de R$ 8 bilhões para R$ 11 bilhões no período, um crescimento de 46%. Na prática, segundo o Idec, os bancos reajustaram o valor de várias tarifas antes de anunciar a redução de outras. Segundo a pesquisa do Idec, o custo médio, por ano, com tarifas bancárias subiu de R$ 52,43 para R$ 69,86.
Procurados pelo GLOBO, o Santander informou que não reajustou tarifas no período mencionado pelo Idec. O Bradesco disse que ajustou suas cestas de serviços pela inclusão de novos serviços ao cliente, além de atualizar os custos operacionais envolvidos. O Itaú Unibanco informou que não poderia falar porque está em período de divulgação de balanços. O HSBC informou que as tarifas podem variar de acordo com o cliente.
Cuidado ao escolher pacote
As reduções de preços de tarifas anunciadas até agora aconteceram em serviços considerados prioritários, como saques em terminais eletrônicos, fornecimento de extrato, transferências via DOC ou TED (veja quadro acima). O valor é cobrado sempre que o cliente excede o número de transações gratuitas que os bancos são obrigados a oferecer ou quando o uso ultrapassa o previsto nos pacotes de serviços escolhidos (e pagos) pelos clientes.
Há alguns cuidados básicos que o cliente pode tomar para reduzir um pouco o gasto com tarifas, diz a economista do Idec. Os bancos são obrigados pelo Banco Central a fornecer gratuitamente aos clientes dez folhas de cheque, quatro saques em autoatendimento, dois extratos por mês no autoatendimento e duas transferências entre contas do mesmo banco, além de um cartão de débito. Quem não precisa mais do que isso para movimentar sua conta, diz a economista do Idec, não deve ficar vinculado a um pacote de serviços. Certamente estará pagando por operações que não utiliza, diz ela. Além disso, houve reajustes nos pacotes de serviços ultimamente. O pacote Maxi Conta, o mais econômico do Itaú, custava R$ 9,90 em abril deste ano. Agora, custa R$ 14,10.
— Os bancos oferecem aos clientes os pacotes mais caros. Muita gente paga pelo que não usa — diz Ione
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George Benson - Lately




Supertécnicos justificam a mediocridade Tostão (O Tempo)


Aos poucos, o estilo do futebol brasileiro, orgulho nacional, foi modificado e dilapidado. Criaram outro futebol.

Muitas equipes passaram a jogar com três zagueiros (três autênticos ou dois e mais um volante-zagueiro) a fazer marcação individual, como a de Adriano sobre Ronaldinho, no jogo entre Santos e Atlético, a jogar com dois ou três volantes brucutus, para proteger os zagueiros e fazer a cobertura dos laterais, a ter um único meia responsável por toda a criação de jogadas, a dar chutões, a privilegiar jogadas aéreas, a cometer um absurdo número de faltas e a tumultuar as partidas. Tudo programado e compartimentado.
Os técnicos criaram verdades e dogmas para justificar essa mediocridade coletiva, com o apoio de parte da imprensa. Todas as partidas passaram a ser analisadas a partir da conduta dos técnicos. Havia até um programa na TV, o “Super Técnico”. Era duro assistir a tanta prepotência.
O futebol feio, ineficiente e violento atingiu níveis insuportáveis. Até a turma do oba-oba tem reclamado. Muitas coisas começam a mudar, timidamente. São ilhas de esperança. Algumas partidas são excelentes, como a entre Fluminense e Grêmio, dois times organizados, que colocam a bola no chão. O jogo foi do mesmo nível técnico dos grandes clássicos europeus.
A mediocridade convive com alguns excelentes jogadores, geralmente veteranos, e com Neymar, um fenômeno. Ele, se tiver, com frequência, as mesmas atuações contra as melhores equipes do mundo, seja atuando pelo Santos, pela Seleção ou por um dos grandes times da Europa, se tornará um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Acho que isso é questão de tempo.
Um clube que tem um Neymar não possui um rápido e bom atendimento a atletas com graves problemas na partida. Muito mais importante que a entrada da ambulância é ter condições técnicas, tecnológicas e médicos capacitados para atender os jogadores, conduzi-lo à ambulância bem equipada e, em seguida, ao hospital. Na Inglaterra, exemplo de organização, as ambulâncias não entram no gramado. Todos os estádios brasileiros têm de ser, com frequência, vistoriados.
Quando a seleção, mesmo contra adversários medianos, como o Japão, mostra dois zagueiros que têm bons passes, volantes que marcam e atacam com qualidade, e quatro jogadores adiantados que são meias e atacantes, cria-se uma esperança de que o Brasil possa ter um ótimo time na Copa e que isso provoque mudanças nas equipes brasileiras.
Outros acham que, para reagir, a única solução é jogar mais e perder o Mundial. Cresce também o número de indiferentes. Penso que, depois da Copa, independentemente do que ocorrer, nosso futebol nunca mais será o mesmo, para melhor ou para pior.

Dias Toffoli vai para o trono como o pior ministro da História do Supremo


Carlos Newton

Num julgamento de tamanha magnitude, o ministro Dias Toffoli conseguiu uma verdadeira façanha, ao proferir um voto pior do que o ministro revisor Ricardo Lewandowski. O voto de Dias Toffoli foi um dos mais rápidos da História do Supremo. No afã de inocentar os 13 réus do mensalão acusados de formação de quadrilha, entre eles o ex-ministro José Dirceu, seu ex-chefe, Toffoli explicou aos demais ministros que posteriormente divulgaria um voto escrito, mas que na sessão de hoje se limitaria a acompanhar o voto do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição dos réus.
Como o voto do revisor também foi seguido pelas ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia, o placar ficou 4 a 1 pela absolvição. Mas depois votou Luiz Fux e diminuiu o prejuízo para 4 a 2.
Além de Dirceu, os quatros ministros consideraram inocente o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sua funcionária Simone Vasconcelos, além de réus ligados ao Banco Rural Kátia Rabello, Vinicius Samarane e José Roberto Salgado.
Os seis ministros votaram para inocentar dois outros réus, Ayanna Tenório e Geiza Dias, formando maioria pela absolvição.
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MENDES TAMBÉM CONDENA
Em seguida votou o ministro Gilmar Mendes. Disse  que houve a composição de “uma engrenagem ilícita” no esquema e votou pela condenação por formação de quadrilha de 11 réus dos núcleos político, publicitário e financeiro, entre eles o ex-ministro José Dirceu. O placar ficou 4 a 3.
Mendes seguiu o voto do relator Joaquim Barbosa, que também foi confirmado por Luiz Fux. Os ministros Ricardo Lewandowski, revisor, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli votaram pela absolvição desses acusados. Três ministros ainda precisam analisar o caso.
Além de Dirceu, o ministro considerou culpado o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sua funcionária Simone Vasconcelos, além de réus ligados ao Banco Rural Kátia Rabello, Vinicius Samarane e José Roberto Salgado.

OBRA-PRIMA DO DIA - PINTURA Enseada na Normandia (1909): Semana Georges Braque



Georges Braque nasceu em 13 de maio de 1882, em Argenteuil-sur-Seine, pertinho de Paris. Viveu parte de sua infância ali e outra parte no Havre. Em 1899, passou de aprendiz a pintor na firma de pintura decorativa de seu pai.
Em 1902, vai para Paris a fim de dar prosseguimento ao sonho de aprender pintura na Escola de Belas Artes. Ficou muito impressionado com o estilo ousado dos Fovistas, numa exposição que viu em 1905. Entre os Fovistas estavam Henri Matisse e André Derain que, com sua paleta de cores brilhantes e estrutura livre de formas rígidas, entusiasmaram Braque. Até 1907, foi a escola de pintura que ele seguiu.
Em 1907 conhece Pablo Picasso. A amizade entre esses dois homens talentosos, inteligentes, e extremamente criativos, resultaria numa revolução nas Artes Plásticas. São os criadores do Cubismo.
Na verdade, o germe do cubismo começou com Cézanne. Ele foi o primeiro a dizer que a pintura deveria se sujeitar às formas básicas e essenciais da natureza: cones, esferas e cilindros.
Mas Braque e Picasso foram ainda mais longe. Eles se propuseram a representar os objetos em suas três dimensões, numa superfície plana, com o uso das formas geométricas e o predomínio das linhas retas. É a desestruturação dos elementos, é o chamado cubismo analítico.
A decomposição dos elementos, isto é, o registro dos planos sucessivos e superpostos, todos os ângulos sendo examinados ao mesmo tempo, fragmentados, chegou a um ponto tal que já não se conseguia reconhecer qualquer figura nas pinturas e esculturas cubistas.
Temos a semana para falar das diversas fases dessa escola dos dois grandes mestres, e amigos, Braque e Picasso.


A tela cuja imagem mostramos hoje, Enseada na Normandia, foi pintada entre maio e junho de 1909. O farol e os barcos, parecendo brinquedos com suas formas básicas, oferecem ao espectador vários planos e facetas e como o céu e o mar recebem o mesmo tratamento, o todo se confunde e por vezes não distinguimos uma coisa da outra.
Tudo se desintegra e se separa à medida que o espectador olha de um para outro objeto, para só se reorganizar quando o espectador se afasta um pouco e olha o quadro todo.
Óleo sobre tela, 81.1 x 80.5 cm

Acervo The Art Institute of Chicago, Illinois, EUA