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domingo, 30 de julho de 2017

Frase de Sergio Moro sobre os políticos brasileiros



“Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção.
Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusivamente de policiais, procuradores e juízes. No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção”.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A ORIGEM DA EXPRESSÃO “UAI” - Momento Cultural

Tchio Marcelo 


Segundo o odontólogo Dr. Sílvio Carneiro e a professora Dorália Galesso*, foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a lhe pesquisar a origem.

Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou explicação provavelmente confiável.

Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam- se através de senhas, para se protegerem da polícia lusitana.
Como conspiravam em porões e sendo quase todos de origem maçônica, recebiam os companheiros com as três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos.

Lá de dentro, perguntavam:
– Quem é ? – e os de fora respondiam:
– UAI – as iniciais de ‘União, Amor e Independência’ .
Só mediante o uso dessa senha a porta seria aberta aos visitantes.

Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as pessoas das Alterosas…

Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a incorporaram ao vocabulário cotidiano, quase tão indispensável como ‘tutu’ e ‘trem’. Uai sô…

A material acima saiu no Jornal Correio Brasiliense.

sábado, 1 de julho de 2017

Wall Street e a Revolução Bolchevique


Posted: 30 Jun 2017 04:08 AM PDT
Lênin da Capa Preta

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi transcrito da página MARXISMO CULTURAL

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Por que é que a Missão Americana da Cruz Vermelha de 1917 enviada para a Rússia incluía mais homens ligados às finanças do que médicos?

Em vez de cuidar das vítimas da guerra e da revolução, os seus membros pareciam mais interessados em negociar contractos com o governo de Kerensky e, subseqüentemente, com o regime Bolchevique.

Numa investigação corajosa, Antony Sutton disponibiliza evidências históricas sólidas que estabelecem uma ligação entre os capitalistas Americanos e os Comunistas Russos.

Baseando-se nos ficheiros do "State Department", documentos pessoais de figuras importantes de Wall Street, biografias e histórias convencionais,

Sutton revela:
1) O papel que os executivos banqueiros da Morgan tiveram em canalizar ouro Bolchevique ilegal para os EUA;
2) O uso da Cruz Vermelha por parte de forças poderosas de Wall Street;
3) A intervenção por parte de fontes de Wall Street para libertar o revolucionário Marxista Leon Trotsky, cujo objectivo era derrubar o governo Russo;
4) Os acordos feitos pelas grandes companhias como forma de capturar o enorme mercado Russo uma década e meia antes dos EUA reconhecerem o regime Soviético;
5) E O patrocínio secreto feito ao Comunismo por parte de homens de negócios de topo, que em público davam o seu apoio vocal ao mercado livre.

"Wall Street and the Bolshevik Revolution" [Wall Street e a Revolução Bolchevique] focaliza o financiamento ocidental feito à União Soviética.

De forma desapaixonada e fundamentando-se em evidências sobrepujantes, o autor pormenoriza uma fase importante na formação da Rússia Comunista.

Este estudo clássico foi publicado pela primeira vez no ano de 1874 como parte duma trilogia  - é publicado aqui na sua forma original

                                         * * * * * * *

Como acontece quase sempre no esquerdismo, a verdade é totalmente diferente daquela que nos é apresentada.

A luta dos esquerdistas "contra" os capitalistas é uma das fachadas mais bem construídas do século 20. Na verdade, o Comunismo sempre dependeu do dinheiro capitalista para sobreviver. Ainda hoje, a agenda cultural esquerdista (feminismo, gayzismo, aborto, multiculturalismo, etc) é financiada pelos mesmos grupos económicos que deram o seu apoio à Revolução Comunista. E o objetivo continua a ser o mesmo.

O propósito do Comunismo não foi, não é, nem nunca vai ser só estabelecer um sistema econômico; o propósito do Comunismo é entregar o poder total nas mãos de uma elite não-representativa das intenções da maioria da população. O que a elite faz quando chega ao poder é irrelevante: o que interessa é que eles fiquem perpetuamente no poder.

Para um comunista, a Coréia do Norte e Cuba são modelos políticos a seguir porque nestes países os Comunistas têm o poder total. O fato desses países viverem na miséria absoluta é periférico, desde que os esquerdistas tenham o Poder.

Para um esquerdista, é melhor um país pobre, mas controlado por esquerdistas, do que um país rico não-controlado por esquerdistas. É precisamente por isso que um esquerdista pode dizer barbaridades como "temos que fazer todo o possível para que a História humana não volte a produzir um país como os EUA", ao mesmo tempo que se mantém em silêncio em relação à já mencionada Cuba, à Coréia do Norte ou em relação a qualquer outro regime controlado por Comunistas - responsáveis pelas maiores barbáries da história da humanidade, só superadas pelas matanças do Islam.

Em algumas partes do mundo os Comunistas lutam por um leque de causas, mas noutra parte do globo lutam por causas exatamente opostas. Para uma pessoa normal, isto não faz sentido nenhum, mas para um esquerdista isto faz sentido porque o que lhe interessa não é ser consistente e coerente, mas sim obter o Poder.

Portanto, sempre que virmos um Comunista militando contra o capitalismo, podemos ter a certeza que estamos perante um mentiroso ou um idiota útil (ou ambos).

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Lendas urbanas sobre o nazismo



Coisas Judaicas
Mitos sobre o nazismo que as pessoas precisam parar de repetir

10. A suástica é um símbolo do mal 

Também chamada de cruz gamada, ela é muito mais antiga do que o nazismo. É um símbolo universal, encontrada amplamente decorando casas e templos na Grécia e Roma antigas e até na África Central e entre os índios norte-americanos. Seu significado varia muito de povo para povo. Para os greco-romanos, era relacionada a moinhos de água, mas usada principalmente como elemento decorativo. Os budistas e hinduístas ainda fazem uso amplo do símbolo, que não tem qualquer conotação negativa. Ao contrário do que talvez você tenha ouvido, uma suástica apontando em sentido anti-horário (ou horário) não é "do mal" (a dos nazistas era em sentido horário). Em sânscrito svastika significa algo como “existência de felicidade”. 

9. Hitler era judeu 

A ironia pode ser irresistível, mas não tem base na realidade. A dúvida surgiu porque a avó de Hitler era mãe solteira. Durante os julgamentos de Nuremberg, seu ex-assessor Hans Frank afirmou que o pai do ditador era filho de um judeu para qual a avó trabalhou como doméstica na cidade de Graz. O problema é que não havia judeus em Graz. Eles só puderam entrar em 1860, quando Alois Hitler, o pai do ditador, tinha mais de 20 anos. Em 2010, um teste de DNA sugeriu que ele teria ascendência semita, mas foi bastante contestado – os pesquisadores nem disseram o que eles testaram, de onde tiraram o DNA. 

8. Só os judeus foram mortos pelos nazistas

Nazismo não era apenas contra judeus, mas também a "decadência moral" e a "poluição genética". Os primeiros exterminados pelo regime foram deficientes físicos e mentais, para evitar que passassem seus genes. Embora os judeus tenham se tornado as mais conhecidas vítimas do nazismo, ciganos, homossexuais, maçons, comunistas e até testemunhas de jeová também estavam entre os assassinados pela política de Hitler. Mais de 100 mil gays foram presos e pelo menos 10 mil executados. Cada tipo de prisioneiro usava uma insígnia diferente no uniforme. Judeus, famosamente, a estrela amarela. Homossexuais, um triângulo rosa - que foi um símbolo inicial do movimento gay, até a adoção do arco-íris, nos anos 1970, já que o primeiro era muito deprimente.

7. Nazistas criaram a ideia de uma raça superior

Eles a levaram ao extremo, mas não foram seus inventores. No mundo inteiro, era fácil achar gente defendendo a superioridade dos brancos. A palavra "eugenia", em nome da qual os nazistas proibiram casamentos entre judeus e alemães e mataram deficientes mentais, foi criada pelo primo em segundo grau de Charles Darwin, Francis Galton. Os Estados Unidos foram o primeiro país no mundo a criar leis de eugenia. Ninguém menos que Winston Churchill as defendeu em livro, duas décadas antes de o nazismo nascer. 

6. Auschwitz e os outros eram campos de concentração

Campo de concentração é um local onde manter prisioneiros de guerra ou políticos em massa. As condições variam muito, desde um quase retiro rural aos gulags soviéticos. Mortos em campos de concentração são vítimas colaterais. Nazistas tinham campos de concentração, usados para prender soldados de países ocidentais. Que eram surpreendentemente bem tratados, aliás, pois a Alemanha havia assinado a Convenção de Genebra, dispondo sobre o tratamento de prisioneiros de guerra. O propósito dos campos como Treblinka, Sobibor e Auschwitz era matar as pessoas desde que chegavam (Auschwitz começou como um campo regular e ganhou depois instalações letais). Tinham uma estrutura industrial para isso. O certo é dizer que são campos de extermínio. Como a União Soviética não havia assinado a Convenção de Genebra, prisioneiros soviéticos iam para os campos de extermínio, não concentração.

5. Todos os alemães eram nazistas

Ninguém era obrigado a se filiar ao partido – ainda que isso tivesse óbvias vantagens. O maior general da Alemanha nazista, Erwin Rommel, não era filiado - e acabou sendo forçado a se matar sob suspeita de participar de uma conspiração para assassinar Hitler. Outros oficiais - como o almirante Canaris - simplesmente boicotavam o regime nazista  tanto quanto podiam. Alguns membros do partido praticaram resistência passiva, como Oscar Schindler. E o grupo estudantil Rosa Branca chegou a realizar passeata contra o nazismo nas ruas de Munique. 

4. O exército alemão era formado apenas por alemães

Havia muitos estrangeiros nas forças alemãs, inclusive as SS. Muçulmanos dos Bálcãs, simpatizantes espanhóis, franceses, ingleses e mais. Até mesmo judeus da Finlândia ajudaram os nazistas. Quase no fim da guerra. cerca de 10% do Exército alemão estacionado França era de soldados russos, fugidos do regime soviético. Após o Dia D, Yang Kyoungjong, um coreano, foi capturado pelos americanos entre as forças nazistas, servindo na França. Ele havia lutado pelo Japão, depois no Exército Vermelho, por fim a Wehrmacht. Morreu em 1992.

3. Os nazistas esconderam ouro roubado

Os nazistas de fato esconderam muito ouro roubado – mas não no chão, como se fossem piratas de filmes (piratas reais também não faziam isso). A maior parte dele foi “escondida” nos cofres da Suíça e da Suécia durante a guerra. Depois do conflito, outra parte foi levada para os Estados Unidos e para a URSS. Tudo com o consentimento dos respectivos governos. 

2. O Brasil tinha o maior número de nazistas fora da Alemanha

Os membros do Partido Nazista no Brasil eram menos de 3 mil. Todos alemães nativos, não descendentes, porque esses eram vistos como mestiços degenerados, que perderam sua cultura, e ninguém nem se dava ao trabalho de conferir seus ancestrais. Nos Estados Unidos, somente a Liga Germano-Americana tinha 25 mil filiados com fortes vínculos com o nazismo – eles desfilavam com bandeiras americanas ao lado da suástica. Antes da guerra, o nazismo era tido por uma ideologia tolerável, se antipática.

1. Alemães são "arianos"


Essa é uma das maiores bizarrices nazistas. Arianos eram invasores do Cáucaso que, há quase 4 mil anos, conquistaram a Índia e a Pérsia - Irã, nome que a Pérsia assumiu em 1935 quer dizer “terra dos arianos”. Teóricos do século 19 levantaram a hipótese de que esses conquistadores também chegaram à Europa, porque lá se fala línguas indo-europeias, aparentadas ao sânscrito, hindi e persa (incluindo o português). Uma migração do Cáucaso é o coerente com o que se acredita ainda hoje, ainda que a palavra "ariano" se refira apenas à leva asiática. Mas os nazistas tinham outra parte: para eles, só no norte da Europa os arianos se mantiveram "puros" – isto é, os alemães seriam mais "arianos" do que povos com real ligação com os arianos, os indianos e iranianos. Isso tem zero base na realidade.

domingo, 16 de abril de 2017

O Discurso de Rui Barbosa no Senado em 1914



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja                    

Um texto histórico que vale a pena reler – como se fosse uma peça atualíssima:

A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.

A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.

Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando.

Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.

E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..."

Fonte: Rui Barbosa – Discursos Parlamentares – Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – TOMO III – pág. 86/87.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Arqueólogos fazem novas descobertas sobre Pergaminhos do Mar Morto - Alefnews


MAr_Morto
Arqueólogos israelenses que exploravam uma caverna no deserto a oeste de Qumran, na região do Mar Morto, garantem que ela abrigou os Pergaminhos do Mar Morto. A equipe é liderada por Oren Gutfeld e Ahiad Ovadia, da Universidade Hebraica de Jerusalém: “Esta escavação é o ponto mais próximo a que chegamos de descobrir novos pergaminhos nos últimos 60 anos. Até agora, era aceito que os pergaminhos do Mar Morto estavam em apenas 11 cavernas em Qumran, mas não há dúvida de que esta é a décima-segunda”, afirma Oren, diretor da escavação.
Embora tenha sido encontrado “somente” um pedaço de pergaminho enrolado, a descoberta indica que a caverna continha outros. Os achados incluem os frascos em que os rolos e sua cobertura estavam guardados, uma alça de couro para encadernação, um pano que os envolveu os pergaminhos, tendões e pedaços de pele conectando os fragmentos, e mais. Israel Hasson, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel, afirmou: “Essa importante descoberta atesta o fato de que há muito trabalho a ser feito no deserto da Judeia e que descobertas de grande importância ainda estão por vir”.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"Quantas gerações serão perdidas?"- por Priscila Cruz


O Globo

Apenas 7% dos estudantes do fim do ensino médio tinham aprendido o mínimo adequado em Matemática em 2015. O pior que pode acontecer é nos acostumarmos a isso


Os jovens que concluíram o ensino médio no fim do ano passado e estão entrando agora no mercado de trabalho vão trabalhar até mais ou menos 2065. Até lá, quantas inovações tecnológicas, sociais e institucionais eles vão enfrentar? Não há como antecipar. Há 50 anos, não era possível imaginar que 80% dos brasileiros teriam em mãos um aparelho pelo qual poderiam trocar mensagens, tirar fotos, jogar, acessar uma rede mundial de informações, telefonar e muito mais. Mas o que dá para antecipar é que, sem educação de qualidade que assegure as aprendizagens básicas a esses jovens, eles não terão as ferramentas necessárias para navegar nesse século XXI.

Infelizmente, não estamos cumprindo essa missão. O monitoramento da Meta 3 do movimento Todos Pela Educação mostra que apenas 7% dos estudantes do fim do Ensino Médio tinham aprendido o mínimo adequado em Matemática em 2015. Apenas 7%!

O pior que pode acontecer é nos acostumarmos com esses resultados. É engolir tão facilmente que a maioria dos alunos — principalmente os mais pobres, os que mais precisam — tem acesso à escola, mas não a uma educação de qualidade.

Está certo. Temos que valorizar avanços importantes, como os do ensino fundamental 1. 

Mas as vitórias nessa etapa não estão sendo transmitidas para as seguintes.

O sistema de gestão educacional num país como o nosso é gigantesco, e continuamos com a lógica da ampliação do acesso, com ênfase nos insumos — que são pressupostos importantes, mas não suficientes para garantir aos nossos jovens experiências e resultados de aprendizagem efetivos e sustentáveis. O sistema atual “de cima para baixo” e uniforme (tudo igual para todos) precisa dar lugar a outro mais flexível, específico, descentralizado, operado localmente, aberto às produções e exemplos de outras escolas, orientado para resultados educacionais (que vão muito além do que as avaliações conseguem medir), com profissionais conectados e trabalhando de forma colaborativa, e apoiados técnica e financeiramente. Um sistema que reconheça que a educação não melhora no papel, mas com a ação de milhões de pessoas, os profissionais que estão no dia a dia das escolas.

Esse é o desafio mais importante do Brasil.

Se já pagamos um preço altíssimo por ter hoje uma população sem acesso a uma educação de qualidade, como será daqui a alguns anos? Melhor não deixarmos a realidade responder a essas perguntas.

Priscila Cruz é presidente executiva do Movimento Todos Pela Educação

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O POEMA PERDIDO DE FERNANDO PESSOA



Fernando Pessoa é uma mina de diamante inesgotável. Quando se acredita que não há mais nada a descobrir, aparece alguma coisa, e relevante. Agora, surge um novo e belo poema, pelas mãos do advogado brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho. O biógrafo do bardo português adquiriu um “livro de autógrafos”, no qual, durante uma travessia marítima, em 1918, o adolescente José Osório de Castro Oliveira (1900-1964) colhia recordações de seus companheiros de viagem.
No lugar de uma anotação trivial, Fernando Pessoa escreveu um poema:
Cada palavra dita é a voz de um morto.
Aniquilou-se quem se não velou
Quem na voz, não em si, viveu absorto.
Se ser Homem é pouco, e grande só
Em dar voz ao valor das nossas penas
E ao que de sonho e nosso fica em nós
Do universo que por nós roçou
Se é maior ser um Deus, que diz apenas
Com a vida o que o Homem com a voz:
Maior ainda é ser como o Destino
Que tem o silêncio por seu hino
E cuja face nunca se mostrou.
Fernando PessoaO poema foi publicado pelo jornal “Folha de S. Paulo” e alcançou repercussão em Portugal. O jornal “Público”, do país de Fernando Pessoa, menciona que o poema havia sido recolhido por “João Dionísio na edição de 2005 da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, ‘Poemas de Fernando Pessoa: 1915-1920’. Só que a versão que agora veio a lume é anterior e substancialmente diferente da já publicada, e tudo leva a crer que é a versão definitiva do poeta. Foi escrita, aparentemente de uma só penada, em 1918 — tinha Pessoa 30 anos”.

FONTE - http://www.revistabula.com/6742-o-poema-perdido-de-fernando-pessoa/

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O que significa o “Politicamente Correto”?

Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida

Doutor em Economia (UnB) e Pós-Doutor (University of Alabama) orientado pelo Prof. Walter Enders. Lecionou economia na University of Texas - Pan American e foi consultor short-term do Banco Mundial para Angola. Atualmente é pesquisador do IPEA. Publicou vários artigos nacional e internacionalmente, sendo de acordo com Faria et al. (2007) um dos pesquisadores brasileiros mais produtivos na área de economia.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Imperialismo Muçulmano Chega às Nações Unidas

  • A UNESCO juntou forças com o Estado Islâmico. Os fundamentalistas já contam com uma nova arma: resoluções aprovadas pelos subservientes órgãos internacionais.
  • Um atraso anterior, fora a oposição da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, haviam despertado esperanças que esta atitude jihadista, bárbara, injusta e francamente de um chauvinismo arrogante poderia ser rejeitada. Mas não foi. Agora uma nova mentira foi sancionada pela maior e mais irresponsável organização do planeta, cuja função é a de preservar lugares consagrados e não de distorcê-los.
  • As mentiras utilizadas pela UNESCO para reescrever a história, apagando todos os vestígios do judaísmo e do cristianismo em favor de uma fantasia extravagante do jihadismo islâmico já estavam em andamento em 2015. A UNESCO, fraudulentamente, renomeou dois milenares lugares bíblicos judaicos: o Túmulo de Raquel e o Túmulo dos Patriarcas como lugares islâmicos. Historicamente, o Islã sequer existia até o século VII.
  • Esta é a história do Islã, como se apodera − tanto por meio da jihad violenta quanto da jihad light (usurpando a história, a migração "Hégira", infiltração política e cultural) e intimidação (jihad light com a ameaça velada da jihad violenta). O mais triste é que muitas vezes, assim como nesta votação, isto é imposto com a cooperação e a submissão voluntária do Ocidente.
  • Antes que as Nações Unidas, com seus blocos de votação autoritários, antidemocráticos, terminem de erradicar a civilização ocidental judaico-cristã, o que ela está claramente tentando fazer, vale dizer que já está mais do que na hora das democracias ocidentais saírem correndo, não simplesmente andando, antes que ela lhes cause ainda mais danos, como certamente promete fazê-lo.
No último mês de agosto a UNESCO programou uma votação sobre o status histórico do Monte do Templo em Jerusalém e do adjacente Muro das Lamentações. Naquela época o autor deste artigo afirmou que o plano da UNESCO era negar o elo judaico ao mais importante de todos os lugares sagrados dos judeus, de jogar no lixo uma história que remonta milhares de anos e declarar que tanto o Monte quanto Muro são lugares islâmicos.
O Islã acredita que é eterno e consequentemente precedeu as outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o cristianismo, muito embora tenha emergido para o mundo através de Maomé no século VII d.C, mas com o direito de destronar as duas religiões mais antigas.
As mentiras utilizadas pela UNESCO para reescrever a história, apagando todos os vestígios do judaísmo e do cristianismo em favor de uma fantasia extravagante do jihadismo islâmico já estavam em andamento em 2015. A UNESCO, fraudulentamente, renomeou dois milenares lugares bíblicos judaicos: o Túmulo de Raquel e o Túmulo dos Patriarcas − abracadabra − lugares islâmicos
Historicamente o Islã sequer existia até o século VII.
Esta é a história do Islã, como se apodera − tanto por meio da jihad violenta quanto da jihad light (usurpando a história, a migração "Hégira", infiltração política e cultural) e intimidação (jihad light com a ameaça velada da jihad violenta). O mais triste é que muitas vezes, assim como nesta votação, isto é imposto com a cooperação e a submissão voluntária do Ocidente.
O Túmulo dos Patriarcas em Hebron passa a ser de agora em diante, de acordo com esta organização altamente comprometida, teoricamente a "Mesquita Ibrahimi" e o Túmulo de Raquel em Belém se tornou a "Mesquita Bilal ibn Rabah", muito embora ela jamais poderia ter sido uma mesquita. Como diz o ditado, "chamar um gato de porco não o torna um porco".

A mais recente resolução da UNESCO de negar qualquer elo dos judeus ao Monte do Templo em Jerusalém, o mais central de todos os lugares sagrados judaicos, não foi a primeira que a organização tentou reescrever e falsificar, uma história que remonta milhares de anos. A UNESCO havia declarado anteriormente o Túmulo dos Patriarcas em Hebron (esquerda) como "Mesquita Ibrahimi" e o Túmulo de Raquel em Belém (direita) como a "Mesquita Bilal ibn Rabah". (imagens: Wikimedia Commons)

Desta vez a nova mentira foi sancionada pela maior e mais irresponsável organização do planeta, cuja função é a de preservar lugares consagrados e não de distorcê-los.
Em 13 de outubro a notícia transmitida foi a de que a UNESCO havia aprovado, por maioria, esse estupro da história bíblica e arqueológica. Na terça-feira seguinte, a resolução foi aprovada pelo Conselho Executivo das Nações Unidas. Se a maioria da organização, no entanto, é formada por membros da Organização de Cooperação Islâmica (OIC, um bloco composto de 56 países islâmicos além da "Palestina", provavelmente o maior bloco da ONU), um resultado fraudulento como este não deveria causar nenhuma surpresa.
Um atraso anterior fora a oposição da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, haviam despertado esperanças que esta atitude jihadista, bárbara, injusta e francamente de um chauvinismo arrogante poderia ser rejeitada. Mas não foi. Após a votação, Bokova emitiu um comunicado de grande impacto condenado-a, ressaltando entre outras coisas o seguinte:
"A herança de Jerusalém é indivisível e cada uma das suas comunidades tem o direito do reconhecimento explícito de sua história e relacionamento com a cidade. Negar, ocultar ou apagar qualquer uma das tradições, seja ela judaica, cristã ou muçulmana compromete a integridade do lugar e vai contra os desígnios que justificaram sua inscrição na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
"Em nenhum lugar do mundo além de Jerusalém as heranças e tradições judaicas, cristãs e muçulmanas compartilham espaço e se entrelaçam a ponto de darem suporte umas às outras. Essas tradições culturais e espirituais têm como base de apoio textos e referências conhecidos por todos, que são parte intrínseca da identidade e história dos povos".
De agora em diante tanto o mundo dos cristãos quanto o dos judeus terão que lidar com as ramificações da resolução, a primeira delas é que todas as democracias teriam que ser racionais o suficiente para abandonarem imediatamente as Nações Unidas ou no mínimo parar de financiá-la, antes que ela lhes cause ainda mais danos, como certamente promete fazê-lo.
A resolução foi proposta inicialmente à UNESCO por sete estados muçulmanos (Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão em nome da Autoridade Palestina − todos macacos de auditório da OIC − em outubro de 2015. Qualquer órgão respeitável com autoridade para proteger os milenares lugares sagrados a teria rejeitado categoricamente e dado aos responsáveis uma resposta daquelas.
As Nações Unidas, pais da UNESCO, têm ao longo de muitos anos, gradativa e incessantemente se mostrado menos transparente, menos prestadora de contas e sem a mínima credibilidade − do desfalque de US$100 bilhões, jamais acionada a prestar contas em relação ao escândalo petróleo por alimentos exposto em 2004, aos "mantenedores da paz da ONU" que exigiam sexo de crianças em troca de alimentos, sua incessante, maquinada perseguição a um estado membro, no caso Israel, dando ao mesmo tempo aprovações ilimitadas aos mais suntuosos violadores de direitos humanos em outras nações.
Antes que as Nações Unidas, com seus blocos de votação autoritários, antidemocráticos, terminem de erradicar a civilização ocidental judaico-cristã, o que ela está claramente tentando fazer, vale dizer que já está mais do que na hora das democracias ocidentais saírem correndo, não simplesmente andando, da ONU.
Dos 195 Estados Membros da UNESCO, 35 nações são totalmente islâmicas, outras 21 são membros da Organização de Cooperação Islâmica e quatro são Estados Observadores da OIC. Isso significa que 60 nações representam um bloco favorável às resoluções de inspiração muçulmana e, no entanto, o Conselho da UNESCO é composto por apenas 58 membros. Esse conselho aprovou a Resolução 19 com 33 votos a favor, seis contra e 17 abstenções. Gana e Turcomenistão estavam ausentes. Apenas seis países votaram contra a resolução − EUA, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Lituânia e Estônia. De forma reveladora, França, Espanha, Suécia, Rússia e Eslovênia estavam entre aqueles que a apoiaram. Não é difícil identificar a causa da maioria dos votos.
O Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a decisão como mais uma resolução "absurda" da ONU:
"A UNESCO ignora o singular elo judaico com o Monte do Templo, o local de dois templos por 1.000 anos e o lugar para o qual os judeus oraram por milhares de anos... A ONU está reescrevendo uma parte fundamental da história humana, provando que não há profundeza de poço a que ela não possa descer".
Estão testando no limite a paciência dos judeus na Terra Santa.
A votação da UNESCO é apenas o mais recente exemplo do chauvinismo muçulmano conforme externado na demolição, redefinição e total expropriação dos lugares de culto, templos e outros edifícios ligados a outras religiões − invariavelmente religiões que precederam, e muito, o próprio Islã, incluindo o hinduísmo e budismo, bem como o judaísmo e o cristianismo. O processo começou no ano 630, dois anos antes da morte do Profeta Maomé, quando suas forças conquistaram sua cidade natal Meca. Em sua breve estadia, antes de retornar à Medina, ele ordenou que todas as 360 estátuas e imagens na Kaaba e também todas que estivessem em casas particulares fossem destruídas. A própria Kaaba, de longa data um centro de adoração pagã, foi transformada, da noite para o dia, na edificação mais importante da fé islâmica, a Quibla local para o qual os muçulmanos ainda se viram para orar cinco vezes ao dia. Ela se encontra no coração da Masjid al-Haram, a mesquita mais importante do mundo muçulmano.[1]
Os primeiros muçulmanos mais do que expropriaram a edificação para seus próprios propósitos. Eles criaram uma lenda para justificar a posse do lugar. [2]
Mas o Alcorão e a subsequente tradição muçulmana não se contentam em reescrever a história, tirando Abraão da Terra de Canaã, na longínqua Península Arábica. Eles metamorfosearam o próprio Abraão. De acordo com o Alcorão (3:67): "Abraão não era judeu (yahudian) nem cristão (nasranian) e sim um puro adorador de Deus (hanifan), em síntese, muçulmano..."
Isso faz parte de um empreendimento bem mais amplo. Na doutrina islâmica, toda religião verdadeiramente monoteísta, foi desde o início, somente o Islã. Assim, Adão foi o primeiro muçulmano e o primeiro profeta. Abraão era muçulmano e profeta. Moisés era muçulmano e profeta. Noé era muçulmano e profeta. Jesus era muçulmano e profeta. No início, todo mundo era muçulmano e todas as terras pertenciam ao Islã. No Alcorão, lê-se:
"Dize: Cremos em Deus, no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos, e no que, de seu Senhor, foi concedido a Moisés, a Jesus e aos profetas; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos".
Essa última frase diz nahnu lahu muslimun. A leitura pode ser entendida genericamente: "aqueles que se submetem a Deus", ou mais especificamente "nós somos muçulmanos."
A crença de que todas as verdadeiras religiões envolvem submissão a Deus e que, nesse sentido, toda verdadeira religião pode ser definida como "Islã" (literalmente "submissão"), pode ser entendida como uma declaração abrangente e unificadora, de uma verdade universal, sem prejuízo a ninguém, exceto "idólatras" como hindus e budistas.
Essa generalização foi logo esquecida quando os muçulmanos se viram competindo com seguidores de outras religiões: judeus em Medina, cristãos por todo o Império Bizantino e zoroastrianos no Irã. No início Maomé pregava sua religião em harmonia com os pontos de vista do "Povo do Livro", judeus e cristãos, que receberam de Deus suas próprias escrituras. Não muito tempo depois dele conquistar Medina, virou-se contra as três importantes tribos judaicas da cidade, expulsando duas e, em seguida, atacando a terceira, os Banu Qurayza, decapitando todos os homens e adolescentes do sexo masculino, tomando mulheres e crianças como escravas. Daí em diante, o Alcorão fica repleto de condenações aos judeus como povo e aos cristãos como corruptores das Escrituras Sagradas: "Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos" (Alcorão 05:51)
Assim que os exércitos muçulmanos saíram em busca da conquista da Pérsia, Turquia, Grécia, Levante, todo o Norte da África, Bálcãs, Hungria, Polônia, seguiram logo conquistando Portugal, Andaluzia no sul da Espanha e outros territórios cristãos, toda a percepção de identidade com o povo do livro como, em certo sentido, companheiro muçulmano, foi por água abaixo, sendo substituído por um sentimento dhimmi em relação a eles, ou seja: submissão, cuja preservação das suas vidas e propriedades dependiam do pagamento de uma taxa de proteção (a jizya) e na concordância em viver como habitantes humilhados sob leis especiais de subjugação em terras governadas pelos califados islâmicos.
Uma das consequências desse relacionamento desigual foi a criação de inúmeras leis, incluindo vestimentas especiais com marcas de identificação que antecederam o compulsório uso da estrela de Davi amarela que os judeus foram obrigados a usar durante o Terceiro Reich de Hitler, isso sem falar que igrejas e sinagogas não poderiam ser fundadas, restauradas, reconstruídas ou ter algum tipo de destaque que pudesse competir com as mesquitas, também não poderia haver nenhum chamamento sonoro para as orações dos judeus ou dos cristãos.
Mais do que isso, a ocupação e transformação das terras de religiões anteriores − Pérsia, Turquia, Grécia, todo o Norte da África e grande parte da Europa Oriental − prosseguiram a todo vapor durante as irrefreáveis conquistas islâmicas. Em Jerusalém, duas estruturas foram erguidas no Monte do Templo (dando origem ao pedido de reconhecimento da UNESCO): a Mesquita de Al-Aqsa (Masjid al-Aqsa, "a Mesquita mais distante", embora ninguém tivesse a menor ideia de onde isso poderia ter sido, muito provavelmente na Arábia) e a Qubbat al-Sakhra, a Cúpula da Rocha, construída no lugar do suposto sacrifício de Abraão, não mais de Isaac mas agora de Ismael, progenitor dos árabes. Ambas foram construídas no primeiro século do Islã.
Não há nenhuma necessidade de listar todas as igrejas que foram transformadas em mesquitas durante os séculos seguintes. Mais notáveis são as igrejas de Hagia Sophia do Império Bizantino Cristão em Constantinopla, Eregli, Nicaea e Trebizond remodeladas em mesquitas após a conquista otomana em 1453.[3]
Nos dias de hoje, o Estado Islâmico destruiu ou transformou igrejas, santuários e outros monumentos (incluindo patrimônios muçulmanos) no Iraque e na Síria.
Devastação semelhante ocorreu sob diversos estados islâmicos na Índia, algo em torno de 2.000 templos hindus destruídos para dar lugar a mesquitas e outras estruturas muçulmanas, um destino parecido se abateu sobre outros.
Este extraordinário grau de fanatismo não é exclusividade do Islã (basta lembrar Oliver Cromwell e os puritanos na Inglaterra), mas no caso do Islã tem sido muito mais extenso e tem continuado por muitos séculos a mais.
É um puritanismo totalitário. A resolução de hoje contra a fé judaica deve ser colocada neste contexto.
Hoje, a Meca e a Medina do primeiro e segundo séculos da fé islâmica foram praticamente destruídas, não pelo Estado Islâmico ou por outra entidade radical mas pelo governo wahhabista saudita. Nas últimas duas décadas, os principais patrimônios históricos em Meca e Medina, todos relacionados à época do Profeta Islâmico Maomé e logo depois, foram destruídos ou desfigurados a ponto de nenhuma cidade ser mais reconhecível salvo a Kaaba, a Grande Mesquita em Meca e a Mesquita do Profeta em Medina. E as duas grandes mesquitas foram, elas próprias, ampliadas e modernizadas.[4]
A UNESCO colocou nomes muçulmanos em lugares judeus nas mãos muçulmanas no coração da capital de Israel, para tentar lentamente destruir o estado judeu. A UNESCO não engana ninguém.
Não irá demorar muito até que lugares sagrados cristãos e igrejas em Jerusalém, Belém e Nazaré também sejam entregues de bandeja para aplacar as forças do Islã, temerosos do que eles podem fazer não só no Oriente Médio mas na Europa e América do Norte, satisfeitos por ter alguém que finalmente tente eliminar aqueles judeus irritantes. Todos os países judaico-cristãos seriam racionais o suficiente se abandonassem as Nações Unidas ou no mínimo parassem de financiá-la... antes que seja tarde demais para eles também.
Denis MacEoin é Ilustre Colaborador Sênior do Gatestone Institute. Ele acaba de concluir o trabalho de um grande estudo sobre os interesses ocidentais em relação ao Islã.

[1] Consulte William Montgomery Watt, Muhammad at Medina, Oxford University Press, 1956, p. 69. Consulte também Yousef Meri, Ka'aba, Oxford Bibliographies Online Research Guide, Oxford University Press, 2011
[2] Há mais de uma versão deste conto, mas em linhas gerais é o seguinte: a Kaaba foi inicialmente construída pelo Profeta Adão com a ajuda dos anjos, em seguida, destruída no dilúvio de Noé e finalmente reconstruída pelo Profeta Abraão e seu filho Ismael. O próprio Alcorão apresenta a história sobre o papel de Abraão:
"Lembrai-vos que estabelecemos a Casa, (ou seja: a Kaaba) para o congresso e (local de peregrinação) local de segurança para a humanidade: Adotai a Estância de Abraão por oratório. E estipulamos a Abraão e a Ismael, dizendo-lhes: "Purificai Minha Casa, para os circundantes (da Kaaba), os retraídos, os que genuflectem e se prostram. E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo". (Alcorão 2: 125, 127)
[3] A antiga Catedral portuguesa de Tânger, agora a Grande Mesquita da cidade, a Basílica cristã de São João Batista, capturada em 634 e transformada na Grande Mesquita dos Omíadas, uma das mais antigas e considerada o quarto lugar mais sagrado do Islã, a pequena Basílica Católica de São Vicente de Lérins, após a conquista de Umayyad foi demolida para abrir caminho para a Grande Mesquita de Córdoba (restaurada como catedral, após a Reconquista em 1236). Sob os otomanos, igrejas em Chipre e na Hungria foram transformadas em mesquitas e quando colônias francesas ficaram independentes no século xx muitas igrejas foram transformadas em mesquitas, incluindo a Catedral St. Philip em Argel, a Cathédrale de Notre-Dame des Douleurs de Sept em Constantine (Argélia), a Catedral de Trípoli e a Catedral de Benghazi na Líbia.
[4] O gigantesco cemitério Jannat al-Baqi, que contém uma enorme quantidade de restos mortais da família de Maomé, companheiros mais próximos e os primeiros muçulmanos santos, foi destruído e todas as cúpulas e mausoléus viraram pó. Essa destruição seguiu as destruições anteriores perpetradas pelos wahhabis em 1906 e pelos ultra-wahhabis Ikhwanem 1925. Destas fazem parte as destruições dos túmulos dos mártires da batalha de Uhud e Hamza, tio do Profeta e defensor mais amado. Também a Mesquita de Fátima (filha de Maomé), a Mesquita de Manaratayn (as minaretes gêmeas) e a cúpula que marca o lugar onde se encontra enterrado o dente incisivo do profeta. Medina também é a casa da mulher etíope de Maomé, Mariam, onde seu filho Ibrahim nasceu, foi inteirinha pavimentada. Em Meca casa de sua primeira esposa, Cadija, primeira pessoa a quem ele divulgou sua missão, foi transformada em banheiros públicos. Em 1998, o túmulo da mãe do Profeta, Amina bint Wahb, foi destruído em Abwa e depois incendiado com gasolina.