domingo, 20 de agosto de 2017

Lava Jato, Lava Voto e Lava Toga

Posted: 19 Aug 2017 06:16 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Estado-Ladrão do Brasil, se ainda não faliu, já se desmoralizou e precisa sofrer uma mudança estrutural. A maior dificuldade para a transformação é a falta de caráter da maioria de um povo histórica e culturalmente moldado para ser escravizado por uma zelite canalha e corrupta. O andar de cima não tem visão patriótica. Sua mentalidade é rentista, escravagista e improdutiva. Acostumou-se a enriquecer, mamando nas tetas estatais, enquanto suga o que pode da “sociedade”. O curioso é que exploradores e explorados são, ao mesmo tempo, sugados e beneficiados pela máquina estatal.

Eis o triste resumo do Capimunismo selvagem brasileiro que molda o regime do Crime Institucionalizado, sob domínio do autoritário cinismo sistêmico. A bandidagem organizada dita as regras de uma guerra de todos contra todos os poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar). O crime como princípio, meio e fim exerce hegemonia sobre uma sociedade sem caráter. Assim, todos sobrevivemos em simbiose com o ente fictício chamado Estado. Novamente, a contradição entre exploradores e explorados serve de enredo para o conflito institucional que tende a uma ruptura (ou que, segundo alguns analistas, já se rompeu, se corrompeu e se desmoralizou).

Atingimos, no momento, um ponto de alta tesão na guerra de todos contra todos. O fenômeno é visível. O Efeito Mensalão evoluiu para o Efeito Lava Jato e agora tende a chegar ao Efeito Lava Voto (termo empregado pelo partido Rede), com grande chance de agravar o Efeito Lava Toga.  Executivo e Legislativo – há muito desmoralizados – agora se defrontam com um Judiciário (ou Judasciário) em perigoso processo de desmoralização e em batalha aberta com o Ministério Público (o quarto ou quinto poder republicano).

Essa guerra particular entre magistrados e “promotores de Justiça” é o resultado previsível de um Estado-Ladrão com defeitos e vícios danosos: regramento excessivo, rigor seletivo (para punir ou perdoar quem convém aos “poderosos de plantão”) e conseqüente sensação social de impunidade e injustiça. A tragédia se agrava porque a ladroagem estatal é a causadora de várias crises (sobretudo políticas e econômicas). O mais sensível e devastador efeito da roubalheira sistêmica é a explosão de violência e consequente insegurança.


A guerra de todos contra todos não tem moderador. Os militares não querem exercer tal papel. Pelo menos, abertamente, evitam falar do assunto. O Judiciário, que poderia cumprir tal missão moderadora, se divide em três grupos: os que desejam “fazer justiça” de modo implacável, os que foram abduzidos pelo esquema do Crime Institucionalizado e aqueles que só pensam nos polpudos contracheques (agora questionados publicamente, inclusive por parte da cúpula judiciária – no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça).

O bicho vai pegar porque os jogos são brutos. Carmem Lúcia x Salários Altos dos Magistrados. Gilmar Mendes x Ministério Público. Executivo x Legislativo. Legislativo x Judiciário. Lava Jato x políticos ladrões (e seus sócios ou vítimas empresariais). Eleitorado x Políticos. Equipe Econômica x Cidadão-contribuinte e empresas). Assistimos a embates que empatam em goleadas de covardia, pancadaria e jagunçagem. Por enquanto, apenas os Militares assistem à guerra na beira do campo destruído de várzea. O risco é perderem o campeonato por WO... Na arquibancada, o povo idiotizado e a militância radicalóide, extremista, não importa por qual ideologia torça.

No momento, o mais eletrizante é acompanhar os conflitos nos quais o Judiciário se meteu. Até porque, como bem lembra o sociólogo e advogado Sérgio Alves de Oliveira, o Judiciário brasileiro não tem independência, equilíbrio e harmonia em relação aos outros poderes (principalmente o Executivo e o Legislativo) que têm capacidade de indicar quem pode subir da primeira instância judicial para os cobiçados tribunais superiores. Os beneficiados por políticos e governantes enfrentam o dilema de julgar seus “padrinhos”. Quando perdoam, são acusados de conivência. Quando condenam, são tachados de traidores por quem lhes promoveu aos olimpos dos Palácios de Justiça.

Bacana é ver um País sendo passado a limpo, mesmo contra a vontade da grande canalhada de corruptos ou covardes. Lava Jato, Lava Voto e Lava Toga são fenômenos irreversíveis. A guerra de todos contra todos vai gerar e consolidar as pré-condições para a inevitável Intervenção Institucional – que não vai acontecer via “golpe militar”, mas sim por imposição direta de um povo que não aguantará mais ser explorado ou vitimado pela máquina estatal que tritura gente e dinheiro público.

Quem não terminar impedido, pode acabar detido... E haja Dart Vader para mandar soltar... Haja Dodge Dart para pedir para arquivar... E haja Moro ou Bretão para mandar bandido para a prisão... Mas se a Carmem cortar o salário da toga, os deuses vão se rebelar no inferno... A Maju já éstá pronta para anunciar o furacão e o tsunami no Jornal Nacional da Rede Globo...

O CONGRESSO É FINGIDOR - Coluna Carlos Brickmann


 – 16/08/2017

BRICKMANN 2
Carlos Brickman

Os assuntos em debate são da maior importância para o futuro de todos nós: reforma política, reforma da Previdência, reforma trabalhista. Mas, para quem os debate, o futuro de todos nós não tem a menor importância: Suas Excelências só querem saber o que é bom para suas carreiras. Até que acertem o deles, fingem que debatem o que precisaria ser debatido a sério.

A reforma política deve buscar um sistema de governo que funcione, uma campanha eleitoral mais barata, uma representação mais autêntica. Para que o Governo funcione, é preciso ter menos partidos – mas enquanto houver abundância de dinheiro público à disposição, mais partidos serão criados. Fala-se numa campanha eleitoral mais barata, única maneira de evitar que os candidatos sejam reféns de seus doadores de campanha; e se imagina o tal “distritão”, que exigirá campanhas mais caras que as atuais, já que os políticos de agora entram na disputa com tremenda vantagem. E nem se pensa em representação mais autêntica – nada que dificulte a vida, por exemplo, de um exibicionista que tatua nos ombros seu puxa-saquismo.

A reforma da Previdência não levou em conta, até hoje, sua capacidade de pagamento. Não dá para usar metade do dinheiro pagando aposentadoria integral a 10% dos aposentados, e a outra metade pagando pouco a 90%. Falta dinheiro, o Tesouro cobre; e quando acabar o dinheiro do Tesouro? A reforma vai gerar chiadeira. Mas que se há de fazer, se falta o dinheiro?

O custo da campanha

Imaginemos que o caro leitor queira se candidatar a deputado por Minas. É honesto, competente, mas não famoso, como Tiririca; e não tem um reduto próprio, como o sindicalista Paulinho da Força. Terá de fazer campanha em 853 municípios, montar uma frota (cada carro com quatro funcionários, dois motoristas e dois pregadores de cartazes, em dois turnos), pagando pneus, combustível, seguro, consertos, alimentação e hospedagem de toda a equipe. Terá de imprimir cartazes anunciando a candidatura. Precisará de cabos eleitorais, sempre pagos.

Pense no custo. O voto distrital reduziria os gastos. Claro que o desenho dos distritos vai gerar chiadeira. Quem foi eleito pelo atual sistema não quer outro que possa lhe causar problemas. Mas ou muda o sistema ou cada candidato dependerá de doadores incapazes de decepcioná-lo – e bem capazes de cobrar por isso.

A festa do dinheiro

A próxima campanha já tem, garantidos, R$ 5 bilhões e 400 milhões de recursos públicos – o seu, o meu, o nosso dinheiro. Há 3,6 bilhões a dividir pelos partidos; há R$ 1,8 bilhão gastos no pagamento das emissoras pelo horário “gratuito”. Há ainda o Fundo Partidário: perto de R$ 1 bilhão por ano, pingando mês a mês no caixa dos partidos. Há poucos anos, quando o fundo era de pouco mais de um terço do atual, o presidente de um partido obscuro se queixava de receber “a merreca de R$ 100 mil mensais”. Se há dinheiro sobrando, haverá partidos sobrando. Por que não criar um partido para receber o Fundo Partidário, alugar seu horário gratuito na TV, oferecer a legenda para algum candidato correto – ou seja, que pague em dia – se tudo está disponível para isso? Com dinheiro se faz até uma aliança sincera.

Quem é quem

E, esquecendo todos os fatos acima, é bom lembrar quem é que discute a reforma política. O maior partido, o PMDB, é dirigido por Romero Jucá; o PT, por Gleisi Hoffmann; o PP, por Ciro Nogueira – por coincidência, os três com problemas no Mensalão. Quem preside o PSDB é Aécio Neves, que acaba de se livrar do inquérito de Furnas. O PTB é controlado por Roberto Jefferson, que já cumpriu pena por seu papel no Mensalão, e o PR segue Valdemar Costa Neto, que há pouco deixou a prisão.

Difícil, não?

Nuvens passageiras

Política, ensinava o mineiro Magalhães Pinto, é como nuvem: você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou. Não vale a pena, pois, especular, faltando mais de um ano, sobre o candidato do PSDB às eleições de 2018. Mas pode-se dizer que a guerra Dória x Alckmin existe mais na torcida de quem não gosta de um ou de outro do que na vida real. Alckmin e Dória, aparentemente, repetem a dança (que deu certo) da escolha do primeiro presidente civil da República, após a ditadura militar: Tancredo e Ulysses posicionados, Franco Montoro à espera, e o que estivesse em melhor posição no momento da escolha sairia candidato com o apoio dos demais. Saiu Tancredo e se elegeu com apoio de Montoro e Ulysses.

A vida como ela é

Diversão garantida hoje, na Câmara dos Deputados: está marcada para hoje a sessão em que representantes da empresa argentina Pampa Energía serão ouvidos sobre a compra da Petrobras argentina por US$ 892 milhões, no último dia do Governo Dilma, e efetivada pelo presidente da empresa, Aldemir Bendine, hoje preso. O PSDB considera que o preço foi baixo.


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sábado, 19 de agosto de 2017

“Reforma” que não reforma - por Lillian Witte Fibe


Impressionante como a péssima situação fiscal segue em perigoso processo de deterioração. Impressionante como as medidas anunciadas em Brasília a título de emendar as contas públicas não passam de peça de ficção. 
Basta passear pelo noticiário de corrupção, dar uma olhada nas operações Brasil afora da incansável Polícia Federal, para perceber que o alegado déficit provém de um poço de ladrões.
Estimativa de especialista da Fundação Getúlio Vargas sobre o tamanho da sonegação relativa só às apostas do jogo do bicho – na companhia, agora, das apostas de futebol: R$ 30 bilhões. Está no jornal O Globo de hoje. Pra não falar da crucial Lava Jato. E a gente continua a assistir a um bla bla bla do Planalto que dá vontade de chorar. É previdência isso, é custeio aquilo, é frustração de receita etc etc etc.
Cadê as medidas contra corrupção?
Bem, pessoal pedindo o link do vídeo que fiz há 10 dias lá na TV da revista Veja. Incrível como tudo se agravou de lá pra cá. A única coisa que está superada – por ora – é a infeliz ameaça do presidente da República de aumentar imposto. O que, ainda uma vez, só prova que a eterna vigilância é o instrumento que nos resta. Ele só recuou porque viu, através das redes sociais, o tamanho do absurdo que propunha.
Estou bem curiosa pra ver como vai trabalhar a nova procuradora-geral da República a partir do mês que vem. Torço para que ela me surpreenda positivamente. Porque, se dependermos do que sai dos poderes Executivo e Legislativo, o País não melhora. Não muda. Só regride.
As operações contra corrupção destampam, finalmente, a caixa preta de um câncer que consome as finanças nacionais há décadas. Por mais óbvio e repetitivo que isso seja, não podemos, não devemos abrir mão delas.
Abraço,

É PRECISO A VERDADE - por Rapphael Curvo



Raphael-Curvo
Rapphael Curvo

O Brasil precisa muito da verdade, deixar de lado as mentiras que são passadas ao povo brasileiro todo santo dia.

Não é mais possível continuar a viver se organizando pensando com base em informações mentirosas, propostas ardilosas e enganadoras que são transmitidas diariamente pelo governo e o Congresso Nacional.

Estes ardis já têm ramificações em toda a estrutura dos Poderes da Nação. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal tem tomado atitudes que confrontam com a boa conduta que deveria ter e transmitir a população. Decisões realizadas pelas turmas tem mostrado a tendência, e forte, de que a política está determinando os votos dos seus membros.

Articulam-se para criar escape aos malfeitores que desmantelaram o País. Pressupõe-se que dedicam simpatias aos senhores meliantes e, principalmente, ao chefe do bando, o ex presidente e seu grupo. Agem com cautela e se utilizam de todos as chicanas jurídicas para o favorecimento dessas pessoas que levaram, não só o dinheiro que estava dentro do cofre, mas toda a economia do Estado brasileiro.

Utilizando-se da mídia que é dependente do dinheiro público para sobreviver, dada a carência de cultura do povo que, em razão, não é mercado consumidor dos seus produtos, o governo federal, mesmo os estaduais e municipais, realiza um festival de mídia com propostas de reformas que são verdadeiras obras de ficção. Partem, seus estudos, de bases que não se sustentam na aceitação popular e mesmo aos mais sensatos membros que ainda existem no parlamento do Brasil.

As reformas, sempre são “reformadas” no nascituro e ao final descaracterizadas. Aí estão as reformas da Previdência, Trabalhista e Política como exemplos. Esta última beira a irracionalidade e, de forma clara, a crença dos parlamentares que neste País pode-se tudo, até intitular o eleitor brasileiro de idiota e otário.

Os 3,6 bilhões para campanha foi a maior aberração apresentada entre muitas outras e que ainda tentam fazer vigorar, como o Distritão e a sorrateira tentativa da permissão de doação com sigilo, já recusada por ser um escândalo. Escondem a verdade de que todas as linhas das reformas são bem pensadas armadilhas para manter a população sob controle.

Mentem deslavadamente ao povo brasileiro. Este ainda acredita e tem fé que o juiz Sérgio Moro irá dar um mínimo de decência ao Brasil, mesmo solapado por Gilmar Mendes e várias trupes. O ministro encontrou caminho na busca de mídia para visibilizar sua provável candidatura ao governo de Mato Grosso.

A mentira que contam aos brasileiros está em todos os setores da vida no Brasil. Propagam o desenvolvimento com dados enganosos que tentam levar a população a acreditar que estamos bem. A inflação está em queda, não pela relação de mercado, mas pela falta de consumidor que abandonou forçosamente as compras. Queda nos juros para salvar o sistema financeiro que perdeu tomadores de empréstimos.

Desde há muito tempo, idos de 2003, escrevia, apesar de sofrer até ameaças, de que o Brasil não poderia ser sustentado a base de crédito. Nossa população era e é desprovida de bases consistentes para nos evoluirmos e chegarmos ao patamar de povo desenvolvido, mas as mentiras vigoraram com os petistas e fizeram escola.

A mentira de que a economia está reagindo é a pior das farsas, pior do que a da educação. Temos, segundo o empresômetro, cerca de 20 milhões de empresas, mas 76,8% são Micro Empreendedores Individuais, 16,4% são Micro Empresas e 6,9% as demais categorias. O pequeno empresário, o maior empregador do País, tem medo de investir e empregar mais, pois não existe uma política econômica séria e estável. Estabilidade só para o setor público de Brasília e dos altos escalões com seus mega salários e penduricalhos todo final de mês.

O que esperar em termos de avanço econômico em um cenário desse? O governo cria ilusões para se viabilizar em 2018. Hoje vemos como Roberto Campos foi maltratado pelo povo brasileiro, mambembes economistas e os intelectuais de botequim, que resolvem os problemas da Amazônia em mesa de chopp do Garota de Ipanema ou no Baixo Gávea.

É fácil perceber que todo o dinheiro da Nação está sob controle de poucos empresários e de restrito grupo político que mantém a política brasileira sob rédeas. São 81 Senadores e 513 Deputados Federais e apenas um pequeno grupo deles comanda, por décadas, toda a articulação política brasileira. Pense nisso eleitor e verá que a tal renovação dos políticos tão desejada e manifestada em pesquisas dificilmente acontecerá, pois no Congresso todo mecanismo para a permanência dos usurpadores do Poder está em plena montagem com a chamada Reforma Política.

O Brasil precisa se divorciar da mentira e amasiar com a verdade.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Música no ambiente de trabalho: ajuda ou atrapalha?

Em todos os lugares que trabalhei antes de me tornar um nômade digital e realizar minhas tarefas de forma remota, o campeão de desentendimento entre funcionários respondia por "ar condicionado".
Você certamente já ouviu os monólogos abaixo.
— Ui! Que frio nessa sala!
5 minutos depois...
— Nossa! Vocês não estão com calor?
O segundo lugar no ranking das pequenas discussões diárias eu diria que pertence ao fundo musical. As pessoas tem o costume de ouvir o tipo de música que está na moda. No Brasil, nos últimos anos, o sertanejo universitário (aliás, quando esses caras se formam? — brincadeira, tá?) tem dominado as paradas musicais. Pra um cara do rock, como eu, não era fácil se concentrar e ser produtivo ao som de "Tchu", "Tchá", "Tchê" ou "Tchererê". Nada contra quem curte esse tipo de música, mas não é a minha.
Eles coletaram alguns dados interessantes:
— 61% dos funcionários escutam música no trabalho para se sentirem mais felizes e produtivos.
— 88% deles realizam um trabalho mais preciso quando estão ouvindo música.
— 77% de donos de pequenos e médios negócios acreditam que a música levanta o astral da equipe.
Mas, que tipo de música ouvir?
— Música ambiente (eletrônica ou instrumental) aumenta a precisão da análise e do preenchimento de dados em 92%.
— Música clássica melhora a eficácia do trabalho para 12% dos funcionários.
— Música pop reduz a incidência de erros para 14% dos funcionários.
— Música animada (dance music) aumenta a velocidade de leitura para 20% dos funcionários. 
O estudo ainda mostra que, se você precisa aprender coisas novas, deve ouvir músicas instrumentais, pois as letras podem interferir na sua capacidade de reter novas informações.
Quando você ouve música com letras, seu cérebro tem que processar dados auditivos em cima das informações e fatos que você está tentando aprender. Esta multitarefa pode fazer com que seu cérebro interprete incorretamente as informações ou cometa erros sobre o que precisa armazenar.
No meu caso, cuja atividade principal é a escrita, desde que comecei a trabalhar em home office tenho ouvido músicas instrumentais — e percebi que faço parte do grupo que tem a sensação de produzir mais. 
Inclusive, criei uma lista de músicas no Spotify que chamo de "Playlist da Produtividade". São 8h30 de músicas instrumentais e eletrônicas que tem me ajudado no expediente. Para não enjoar, sempre dou play no modo aleatório. Assim, cada dia ouço uma sequência diferente.
Caso você divida uma sala com mais pessoas e não possa utilizar fones de ouvido enquanto realiza suas atividades, a chave para o entendimento com os colegas é o bom e velho diálogo. Não adianta tentar impor o tipo de música que você gosta. Assim como eu não gosto de sertanejo, meus ex-colegas não gostavam de rock. Então negociar horários para ouvir um ou outro tipo de música é uma boa. Assim todo mundo fica feliz — pelo menos enquanto suas músicas favoritas estiverem tocando.
E você: qual sua opinião sobre o tema? A música te ajuda ou te atrapalha durante o trabalho?
Publicado originalmente em matheusdesouza.com.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Schwarzenegger doa 100 mil dólares a grupo judaico de combate ao ódio


Arnold Schwarzenegger
Após a violenta manifestação da extrema-direita em Charlottesville/EUA, Arnold Schwarzenegger doou US$ 100 mil para o Centro Simon Wiesenthal, que combate o antissemitismo, o ódio e o fanatismo. Ex-governador da Califórnia, ele afirmou que estava “horrorizado” pela marcha que reuniu neonazistas, supremacistas brancos e grupos racistas. “Fiquei horrorizado com as imagens e tive o coração partido ao ver que um terrorista doméstico tomou uma vida inocente. Minha mensagem para eles é simples: vocês não ganharão. Nossas vozes são cada vez mais fortes”.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Brasileira ganha dispositivo israelense de visão artificial mais avançado do mundo


orcam-1


Giulia Rodrigues, filha do atacante Roger do Botafogo, que é cega, postou no Instagram uma emocionante mensagem ao receber os óculos de fabricação israelense especial para deficientes visuais. Os óculos ajudam pessoas cegas a “ver”, permitindo entender textos e identificar objetos.
A OrCam é uma empresa israelense, fundada em 2010, que tem por missão desenvolver um “sistema visual portátil e com capacidades humanas para pessoas cegas e com deficiência visual”, através do uso da inteligência artificial da computação e da realidade aumentada.
O dispositivo possui uma pequena câmera conectada por um cabo fino a um computador portátil, projetado para caber no bolso do usuário. O sistema se encaixa nos óculos do usuário com um pequeno ímã e usa um alto-falante de condução óssea para oferecer uma fala clara, pois lê em voz alta as palavras ou objetos apontados pelo usuário.
O sistema é projetado para reconhecer e falar artigos de jornal, bem como números de ônibus, e objetos tão diversos como marcos, semáforos e rostos de amigos. Embora o sistema seja utilizável por pessoas que são cegas, a OrCam planeja inicialmente vender o dispositivo para pessoas com deficiência visual ou com baixa visão. Saiba mais: acesse.

domingo, 13 de agosto de 2017

O INTERMINÁVEL MAR DE LAMA - por Fernando Gabeira




Fernando Gabeira

“Quantas toneladas/exportamos de ferro? Quantas lágrimas/disfarçamos sem berro?” Estes versos de Drummond contam uma longa história da mineração em Minas. Uma história que se confirmou pela anulação do processo de Mariana sobre o mar de lama que provocou 19 mortos, dezenas de lares perdidos e um rio envenenado.

O processo foi anulado porque a polícia teria lido e-mails da empresa, sem autorização. Ela só poderia ler e-mails de um período determinado. O argumento da anulação: violência contra a privacidade da Samarco.

Tenho dificuldades em entender por que a quebra da privacidade de uma empresa é superior à morte de 19 pessoas, destruição de comunidades e envenenamento do mais importante rio do litoral brasileiro.

Foi o maior desastre ambiental do Brasil. Precisa ser julgado. Se a polícia leu e-mails demais, basta neutralizar as informações não permitidas. O essencial está lá: a lama, as mortes. O desastre não é um segredinho da Samarco. É uma realidade que todos que viram sentiram e choraram.

No fim da semana, ao chegar em casa, soube que houve um saque a um caminhão de carne tombado. Para mim isso não é novidade. Vejo e filmo, constantemente, saques a caminhões nas estradas brasileiras. No entanto, este tinha um componente especial: ninguém se importou em socorrer o motorista. O saque se prolongou por quase uma hora, antes que chegassem os bombeiros e retirassem o pobre homem dos escombros.

Se junto esses fatos é para enfatizar como é grave um momento em que a vida humana perde seu valor. Um vereador do Rio chegou ao extremo de cobrar propina para liberar corpos do IML. A própria morte passa ser um objeto de negociação.


No seu livro sobre o homo sapiens, Yuval Noah Harari reflete sobre a linguagem humana. Ela não nasceu apenas da relação com as coisas, da necessidade de alertar sobre o perigo, ou mesmo do interesse das pessoas pela vida das outras, da fofoca. Uma singularidade da linguagem humana é sua capacidade de falar de coisas que não existem materialmente, de um espírito protetor, de um sentimento nacional. Esses mitos que nos mantêm unidos ampliam nossa capacidade produtiva e nossas conquistas comuns.

O que está acontecendo no Brasil é o esgarçamento dessa ideia de pertencer ao mesmo país, de partilhar uma história e um futuro.

O mito da nacionalidade é bombardeado intensamente em Brasília por um sistema político decadente. Eles voltam as costas para o povo e decidem, basicamente, aquilo que é de seu interesse pessoal.

Os laços comuns se dissolvem. Não há mais sentimento de comunidade, e daí para adiante é fácil dissolver os laços entre os próprios seres humanos.

No sentido de partilharmos aspirações comuns, já não somos mais um país. E caminhamos para uma regressão maior desprezando as possibilidades abertas pela linguagem, pelos ancestrais que a usavam para grandes conquistas coletivas.

Somos dominados por um sistema político cínico, que se alimenta, na verdade, da repulsa que nos provoca. Mais repulsa, mais indiferença, isto é, menos possibilidade de mudanças reais.

Quando visitei Israel, um motorista de ônibus, ao ver um incêndio, parou, desceu e foi apagá-lo. Muitas vezes na Europa vi gente reclamando quando se joga lixo na rua. E os próprios suíços chamando a polícia quando há barulho depois das dez da noite.

Isso não é aplicável à nossa cultura de uma forma mecânica. Eu mesmo devo fazer barulho depois das dez. Mas o que está por baixo dessas reações é a sensação de pertencer a um todo maior, de ter responsabilidades com ele.

A degradação política conseguiu enfraquecer esse sentimento no Brasil. Eles fingem encarnar um país e quem os leva a sério acaba virando as costas também para esse país repulsivo.

O resultado desse processo destruidor está aí. Reconheço que mecanismos de desumanização estão em curso em todo o mundo e que fazem parte de um processo mais amplo. Mas é uma ilusão pensar que nossas vidas são apenas um reflexo de uma época que tritura valores. Existem razões específicas, made in Brazil, que nos fazem recuar em termos civilizatórios.

A expressão “elite moralmente repugnante” foi durante muitos anos aplicada aos setores dominantes do Haiti. Ela pode ser transferida para Brasília.

A coexistência silenciosa e indiferente diante dessa realidade vai minar os próprios fundamentos da vida comum.

Os versos de Drummond não se limitam a descrever a tragédia mineral: quantas toneladas de ferro, quantas lágrimas disfarçadas?

O Brasil vai recuperar a força de sua humanidade quando se rebelar. Enquanto aceitar silencioso as afrontas que vêm de cima, a tendência é abrir mão de suas conquistas de homem sapiens e mergulhar numa noite de Neandertal.

O sinais estão aí. Adoraria estar enganado.

domingo, 30 de julho de 2017

Lei Aprovada Facilita A Regularização De Imóveis Irregulares Em Todo O Brasil



Registrar imóveis por meio do instituto da usucapião extrajudicial ficou mais fácil em todo o Brasil. Isso porque foi sancionada a Lei Federal nº 13.465, que retirou a obrigatoriedade da anuência do proprietário e confrontantes sob o imóvel usucapiendo.
Na prática, a iniciativa vai valorizar o imóvel de muitos cidadãos, uma vez que vai resgatar propriedades que atualmente se encontram fora do mercado imobiliário e alimentam uma perigosa prática de transações informais. Para se ter uma ideia, segundo o Ministério das Cidades, o Brasil possui mais de 50% dos seus imóveis urbanos com alguma irregularidade fundiária.
“Isso significa que aproximadamente 100 milhões de pessoas moram em imóveis irregulares e estão privadas de algum tipo de equipamento urbano ou comunitário”, explica Andrey Guimarães Duarte, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, entidade que congrega os cartórios de notas paulistas.
Usucapião de imóvel é um modo originário de aquisição da propriedade que se dá pela posse prolongada do bem, de acordo com os requisitos legais. O primeiro passo para quem pretende usucapir um imóvel pela via administrativa é ir ao cartório de notas para fazer uma ata notarial, na qual deverá constar a declaração do tempo de posse do interessado e da inexistência de ação possessória ou reivindicatória envolvendo o imóvel usucapiendo.
Posteriormente, o interessado, representado por advogado, deverá apresentar a ata notarial e os demais documentos necessários ao Registro de Imóveis. O procedimento de reconhecimento extrajudicial da usucapião envolve a análise da documentação apresentada, a publicação de edital, a manifestação dos confrontantes e do Poder Público.

Quais São Os Documentos Necessários?

• Documentos pessoais;
• Planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no respectivo conselho de fiscalização profissional, e, se possível, pelos titulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo e na matrícula dos imóveis confinantes;
• Certidões negativas dos distribuidores da comarca da situação do imóvel e do domicílio do requerente;
• Justo título ou quaisquer outros documentos que demonstrem e origem, a continuidade, a natureza e o tempo da posse, tais como pagamento dos impostos e das taxas que incidirem sobre o imóvel.
Sobre o CNB/SP
O Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP) é a entidade de classe que representa institucionalmente os tabeliães de notas do estado de São Paulo. As seccionais dos Colégios Notariais de cada Estado estão reunidas em um Conselho Federal (CNB/CF), que é filiado à União Internacional do Notariado (UINL). A UINL é uma entidade não governamental que reúne 87 países e representa o notariado mundial existente em mais de 100 nações, correspondentes a 2/3 da população global e 60% do PIB mundial.
Website: http://www.cnbsp.org.br
Fonte: Exame