segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vitimização de Dilma - MERVAL PEREIRA


O GLOBO - 18/10
O truque já foi usado uma vez, recentemente, e não funcionou, ao tentarem fazer da presidente Dilma uma coitadinha quando foi vaiada na abertura da Copa do Mundo no Itaquerão. Nada indica que funcionará desta vez. Transformar a presidente Dilma em uma senhora delicada que foi tratada com grosseria por seu adversário Aécio Neves no debate do SBT, na quinta-feira, não é um relato fiel do que aconteceu, nem faz jus à história da presidente e do PT. Beira o ridículo.

O mal-estar da presidente ao final do debate pode ter sido provocado pelo calor da discussão e do estúdio de televisão, e prenuncia uma fragilidade emocional dela, conhecida por seu vigor verbal, digamos assim. Ontem, Dilma, antes de adiar uma vinda ao Rio "a conselho médico" que depois foi desmentido, disse algo como "o PT não é de briga, mas sabe enfrentar desafios". Nada menos verdadeiro.

Ao contrário, o PT só sabe fazer política na base do confronto, precisa de um inimigo para mobilizar seus militantes, que andam meio desanimados ultimamente. Esse clima de guerra permanente foi instalado pelo PT no país, que não sabe fazer política sem radicalizar. A prática do "nós contra eles", aprofundada nesta campanha com uma tentativa de jogar o PSDB contra os nordestinos, acaba levando a exacerbações.

Na ocasião da abertura da Copa, escrevi que a grosseria é um problema nosso, de uma sociedade que precisa encontrar novamente o caminho da civilidade e da convivência pacífica entre os contrários. A vaia é um problema da presidente Dilma e do PT. Naquela ocasião, a presidente Dilma passou a ser tratada como uma senhora frágil e desacostumada a essa linguagem, quando ela própria já demonstrou, em reuniões com ministros e empresários, que sabe lidar com esse tipo de problema. Que o digam os ministros que já saíram chorando de seu gabinete depois de uma boa espinafração, muitas vezes com uso de palavras nada convencionais.

O ex-presidente Lula voltou a tentar o truque depois do debate da Bandeirantes, dizendo que, "quando eu vejo um homem na televisão ser ignorante com uma mulher, como ele tem sido nos debates, eu fico pensando: se esse cidadão é capaz de gritar com a presidenta, fico imaginando o dia que ele encontrar um pobre na frente: é capaz de ele pisar ou não enxergar".

Lula, evidentemente, está fazendo baixa política, sem muita chance de dar certo. A própria presidente Dilma não dá razão para esse tratamento condescendente com ela, pois, quando soube que a ex- candidata Marina Silva havia chorado ao ser atacada pela propaganda petista, saiu-se com esse comentário: "um presidente da República tem de resistir à pressão".

Em discurso dirigido a movimentos negros em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Dilma afirmou que quem não quer ser criticado "não pode ser presidente".

- Um presidente da República sofre pressão 24 horas por dia. Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República. Acho que, (para) ser presidente, a gente tem que aguentar a barra - disse Dilma.

Se a vitimização de Marina não teve sucesso, e ela só reagiu à altura dos ataques muito tempo depois, quando sua votação já se esvaía, agora o candidato do PSDB, Aécio Neves, está enfrentando de frente os mesmos ataques, o que coloca um dado novo na disputa presidencial. Na verdade, Aécio é o primeiro candidato tucano que enfrenta o PT sem receios, resgatando o legado de Fernando Henrique Cardoso e exorcizando de vez a demonização que o PT vem fazendo dos governos tucanos pelos últimos 12 anos.

Tanto Serra quanto Alckmin entraram na disputa contra o PT com receio de se indispor com Lula e seus seguidores, e tiveram dificuldades para defender as políticas do PSDB, quando não evitaram simplesmente temas polêmicos como as privatizações. A postura de Aécio Neves já mostrou que há um projeto político para enfrentar o lulismo, e defendê-lo não tira votos.

Intolerância à francesa - OSIAS WURMAN


O GLOBO - 19/10

Trilogia liberdade, igualdade e fraternidade, slogan da Revolução Francesa de 1789, parece não mais valer para os judeus franceses



A trilogia liberdade, igualdade e fraternidade, slogan da Revolução Francesa de 1789, parece não mais valer para os judeus franceses. Uma comunidade judaica milenar, com cerca de 600 mil pessoas, registra a decadência em seu direito de, livremente, viver em sua pátria natal, e preservar a sua liberdade religiosa.

O momento atual, para os judeus franceses, remete aos idos do século XIX, quando o capitão judeu alsaciano Alfred Dreyfus foi sentenciado como traidor e, somente após sua degradação e prisão, foi julgado inocente e libertado por pressão na mídia de indignados intelectuais como Émile Zola, que acusaram o governo de ter praticado uma terrível injustiça.

Vale lembrar que, em época mais recente, na década de 40, cerca de 70 mil judeus franceses, sendo 1.500 crianças, foram arrancados de seus lares e enviados para os campos de concentração na Polônia, onde foram assassinados pelos nazistas.

Durante a mais recente guerra em Gaza, usada como pretexto por extremistas para insuflar o ódio aos judeus, mais de 150 mil manifestantes saíram às ruas de Paris e, empunhando bandeiras da Autoridade Palestina e faixas de apoio ao Hamas, voltaram a gritar slogans antijudaicos que lembraram o ocorrido nas ruas da capital francesa, na época do caso Dreyfus. A mais recente demonstração de intolerância antijudaico-sionista ocorreu próxima à segunda mais populosa cidade francesa, Marselha, que tem uma enorme população muçulmana, e onde o desemprego dos jovens é de cerca de 40%.

A cineasta israelense premiada Hilla Medalia sempre participa de acaloradas discussões e debates sobre seus filmes, mas ela nunca tinha experimentado o que aconteceu na exibição de seu filme “Dançando em Jaffa” num festival de cinema israelense, em Carpentras.

Cerca de 20 membros da plateia se levantaram e começaram a gritar slogans anti-Israel. Em seguida, eles atiraram bombas de mau cheiro. “Isto foi muito frustrante para mim, especialmente porque este filme é sobre como entender e respeitar o outro”, disse a diretora.

É neste clima de ódio explícito a Israel e aos judeus — que representam cerca de 1% da população francesa totalizando 600 mil pessoas, comparados aos seis milhões de muçulmanos franceses — que milhares de membros da comunidade judaica botaram um pé na Terra Santa. Cerca de 50 mil famílias francesas adquiriram, nos últimos anos, uma segunda moradia em Israel.

Para este ano são esperados mais de seis mil judeus franceses, que imigrarão para o Estado Judeu, sendo que a quantidade anual tende a aumentar.

Na atual situação de discriminação na França, os judeus franceses estão tendo que optar por apoiar o partido anti-islâmico da Frente Nacional da radical Marine Le Pen, com 46% da comunidade nesta situação, ou emigrar para um país onde encontrarão a definitiva liberdade, igualdade e fraternidade: Israel.

A volta do cipó - DORA KRAMER


O ESTADÃO - 19/10


Desde o início estávamos todos devidamente avisados de que o bicho iria “pegar”, mas pelo visto não suficientemente preparados para o quanto os candidatos seriam capazes de fazer “o diabo” na disputa pela Presidência da República.

Causou espanto o grau de agressividade entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves nos dois primeiros debates da campanha do segundo turno, notadamente o embate de quinta-feira transmitido pelo SBT. Surpresa até certo ponto injustificada, pois a guerra de extermínio estava anunciada.

O tom da sinfonia também já havia sido dado pelo PT no primeiro turno, quando Marina Silva apresentou-se como uma ameaça concreta. Aquele comercial dos banqueiros celebrando a falta de comida no prato do brasileiro já indicava que não haveria limite nem nada parecido com a prometida “campanha propositiva”.

Marina sucumbiu. À força dos ataques, mas também devido às próprias fragilidades. Como a campanha do PT se concentrou na destruição da adversária mais perigosa, o tucano foi poupado e conseguiu atrair o eleitorado de oposição.

A fim de não ter o mesmo destino da antecessora no ringue, Aécio precisava entrar no segundo turno preparado para enfrentar a artilharia pesada.

Até porque o PSDB vinha sendo freguês do PT desde 2002. Nas sucessivas vezes em que o mineiro insinuava intenção de ser candidato, e mesmo agora, os petistas sempre disseram que seria muito fácil derrotá-lo. Espalhavam versões de todo tipo, envolvendo a existência de material supostamente explosivo nunca exibido.

Os tucanos sabiam que o adversário atacaria com mão pesada. Não foram, portanto, pegos de surpresa. O dado surpreendente e que parece ser a causa de tanto espanto é a reação do PSDB, um combatente sempre moderado. Um partido de oposição criticado por excesso de condescendência no exercício da atividade.

Aécio Neves hoje só não é mais conhecido do público porque não teve a atuação de líder oposicionista que dele se esperava quando deixou o governo de Minas Gerais para assumir uma cadeira no Senado. Ficou ali naquele trabalho de bastidor sem importunar o governo. A “pegada” da oposição nesses anos foi reconhecidamente leve.

Assim o PT estava acostumado a ser tratado. Batendo com ferro, na ofensiva, só ficando na defensiva quando lhe interessava o papel de vítima. Uma exceção apenas: na eleição de 1989, quando o então candidato Luiz Inácio da Silva ficou acuado pelos ataques antiéticos e brutais do oponente Fernando Collor, hoje seu aliado.

De onde o elemento surpresa desse segundo turno é o revide dos tucanos, que nos últimos 12 anos aceitaram apanhar praticamente calados. Viram o PT se apropriar dos feitos dos governos Fernando Henrique Cardoso sem saber direito como se defender.

Nas campanhas presidenciais subsequentes a oposição deixou o PT nadar de braçada, sem aproveitar seus flancos objetivamente. Do ponto de vista da luta política, o PSDB foi inexplicavelmente delicado na época do escândalo do mensalão, ao atender à solicitação do advogado Márcio Thomaz Bastos para deixar passar em branco a denúncia do publicitário Duda Mendonça de que recebera dinheiro de caixa dois na campanha de Lula em 2002.

Os tucanos foram tão ingênuos na campanha de 2010. Agora estão dispostos a vestir a roupa de briga e ir para o meio da rua invocando Geraldo Vandré na volta do cipó de aroeira, pedindo o castigo “no lombo de quem mandou dar”.

A quem interessa. A campanha da presidente Dilma não tem razão para comemorar a confissão de Paulo Roberto Costa de que pagou propina ao tucano Sergio Guerra para esvaziar uma CPI da Petrobras em 2009. Afinal, atuava a serviço do governo.

Molecagem! - RICARDO NOBLAT


O GLOBO - 20/10

Qual Lula é o verdadeiro? O bem-educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora? Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país afora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?

O SEGUNDO É o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo porque o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim. A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Urna vez lá, corrompeu-se. Quanto a ele... Não sabia de nada. Nunca soube.

JUSTIÇA SEJA FEITA a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse. Na primeira reunião ministerial do seu governo em 2003, Lula se irritou com um ministro e desabafou: "Toda vez que me guiei pela esquerda me dei mal"

RETIFICO: ELE NÃO disse que se deu mal. Usou um palavrão. Nada de mais para o sujeito desbocado que nunca pesou o que diz. Grossura nada tem a ver com infância pobre. Lula é um sucesso do jeito que é. Mudar, por quê? Todos admiram sua astúcia. Muitos se curvam à sua sabedoria. E outros tantos temem ser apontados como desafetos do retirante nordestino que se deu bem.

UMA DAS CHAVES do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece - às favas a verdade. No último sábado, em comício em Belo Horizonte, Lula disse que nunca foi grosseiro com adversários. Textualmente: "Não tive coragem de ser grosseiro contra Collor, Serra, Alckmin, Fernando Henrique. Pega uma palavra minha chamando candidato de mentiroso e leviano" É fácil.

LULA CHAMOU SARNEY de ladrão. E Itamar Franco de filho da puta. Resposta de Itamar em maio de 2003: "Gostaria de saber o que aconteceria se a situação fosse inversa, ou seja, se esse indivíduo arrogante e elitista fosse o presidente da República, e alguém lhe chamasse disso. (...) Minha mãe se chamava Itália Franco. Mas, fosse um filho da p., certamente teria por ela o mesmo amor filial'!

VOCÊ PENSA QUE Lula ficou constrangido com a resposta de Itamar? Foi ao velório dele. Assim como foi ao velório de Ruth Cardoso, mulher de Fernando Henrique. Chorando, lançou-se aos braços do ex-presidente. Pouco antes da morte de Ruth, a Casa Civil da então ministra Dilma montara um dossiê sobre despesas com cartão de crédito do casal FH. Depois, a ministra se desculpou.

LULA NÃO É HOMEM de se desculpar. Nem mesmo quando trata um assessor a pontapés. Como governador de Minas Gerais, no auge do escândalo do mensalão, Aécio lutou para que o PSDB não pedisse o impeachment de Lula. Conseguiu. Mais tarde, Lula tentou convencê-lo a aderir ao PMDB para disputar a Presidência com o seu apoio. Aécio não quis.

DE VOLTA AO COMÍCIO de Belo Horizonte. Antes de Lula falar, foi lida a carta de uma psicóloga acusando Aécio de espancar mulheres e de ser megalomaníaco. Ele ainda foi chamado de "coisa ruim'," "cafajeste" e "playboy mimado" Por fim, a plateia foi ao delírio ao ouvir Lula dizer sobre o comportamento de Aécio em debates: "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo"

Dilma esconde Gleisi durante visita a Curitiba, com medo de chafurdar na lama do “Petrolão”


Gleisi Hoffmanngleisi_hoffmann_53 Mantendo distância – No primeiro turno das eleições, quando disputava o governo do Paraná, a senadora petista tentou se descolar da presidente Dilma Rousseff e do PT. Tirou o vermelho da propaganda política e chegou a cancelar uma caminhada com a presidente na Rua XV de Novembro. No segundo turno, depois de um fiasco eleitoral histórico (3ª colocada com 14% dos votos) e de ter transformado o PT do Paraná em um partido nanico, Gleisi se converteu em uma espécie de alma penada da política paranaense, assombração da qual qualquer um quer distância.
A situação agravou-se sobremaneira depois que vazou a informação de que a campanha de Gleisi recebeu R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, do esquema da Petrobras, através de Alberto Youssef, velho conhecido da petista e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo da Silva (Comunicações).
Na caminhada que fez pelo centro de Curitiba, na última sexta-feira (17), Dilma vetou a presença de Gleisi, temendo a exploração de sua imagem ao da mais nova envolvida no escândalo do Petrolão que veio à tona na edição do último sábado (18) do jornal “O Estado de S. Paulo”. O PT tentou justificar a ausência de Gleisi na caminhada – e no comício de Dilma – com a desculpa de que a ex-ministra estaria ocupada cabalando o apoio de Christiane Yared (PTN), deputada federal mais votada no Paraná, para a presidente e companheira de legenda. Tosco, o argumento naufragou em seguida pela inconsistência, depois que Yared reafirmou em sua página no Facebook que não pretende qualquer candidato no segundo turno.


A situação de Gleisi Hoffmann não é das melhores, pois seu envolvimento em eventos graves e explosivos tem dificultado qualquer estratégia para reverter o quadro. Entre os imbróglios recentes que pontuam o currículo de Gleisi merecem destaque a perseguição ao estado do Paraná quando ocupou a Casa Civil, a contratação de um pedófilo para cuidar das políticas do governo federal para menores e o fato de ter recebido dinheiro do escândalo conhecido como “Petrolão” para sua campanha ao Senado.
De tal modo, a carreira política de Gleisi parece se encaminhar para um fim precoce e melancólico. Pelo menos é o que mostram os números das últimas eleições. Em 2006, quando concorreu ao Senado Federal (e perdeu), a petista arrancou das urnas 2.299.088 votos. Em 2010, obteve 3.196.468 votos quando disputou e se elegeu senadora. Na disputa pelo governo paranaense, Gleisi teve apenas 881.857 votos. Dentro do PT já se fala que a ex-ministra-chefe da Casa Civil deve se contentar em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018, quando encerra seu mandato no Senado.
Para quem um dia sonhou em substituir Dilma Rousseff na Presidência da República, Gleisi é um fenômeno às avessas. Esse calvário que cresce a cada dia é reflexo da presunção da senadora e principalmente da forma truculenta como tenta intimidar a imprensa nacional, quando vê as suas bizarrices divulgadas por veículos de comunicação. O editor do ucho.info foi uma das vítimas desse apreço de Gleisi Hoffmann pela censura, apenas porque se valeu dos direitos constitucionais de informar e de manifestar livremente o seu pensamento

CABEÇAS VÃO ROLAR


CARLOS CHAGAS -
Quando chegarem ao Supremo Tribunal Federal as íntegras dos depoimentos dos dois bandidos que roubaram a Petrobrás, na forma de delações premiadas, dependerá dos ministros Ricardo Lewandowski, presidente, e Teori Zavaski, relator, dar início aos processos contra deputados, senadores, governadores e até ministros envolvidos na lambança. A começar pelos que foram reeleitos e terão, até a conclusão dos julgamentos, tomado posse e entrado no exercício de seus mandatos. Coisa para mais de um ano. A impressão geral na mais alta corte nacional de justiça é de que, mesmo sem as características singulares do ex-ministro Joaquim Barbosa, o atual chefe do Poder Judiciário será inflexível na aplicação da lei. Convém aguardar.
INDECISOS COISA NENHUMA
Dos 143 milhões de eleitores no Brasil, qual o percentual de indecisos? Por mais que os institutos de pesquisa batam cabeça, é impossível calcular a partir de consultas feitas a 5 ou 9 mil cidadãos. Mesmo assim, indicam a lógica e o bom senso que a uma semana das eleições, será mínimo o número de eleitores sem se ter definido. Sendo assim, não serão os indecisos que decidirão por Dilma ou por Aécio. A escolha já está feita pela imensa maioria, ainda que só na noite do próximo domingo possamos saber qual.
O FILHO INGRATO
O Lula  foi um produto da imprensa. Como líder sindical, não chegaria a líder político sem estar todo dia nas primeiras páginas dos jornais e na capa das revistas. Vê-lo hoje denegrindo os meios de comunicação é irônico, além de injusto.
ALÍVIO
Felizmente, falta pouco para nos livrarmos das abomináveis informações ouvidas todos os dias a respeito de  “o nível de confiança dessa pesquisa é de 95%” ou “pela margem de erro o candidato pode receber dois pontos para cima ou dois pontos para baixo”. Trata-se de um engodo destinado a abrir  janelas para desculpar notórios erros dos institutos.
Outra praga de que nos livraremos será a pejorativa denominação dos postulantes a cargos eletivos de “CANDIDATO (A)”.Pejorativa porque jogada sobre quem disputa eleições na forma de uma diminuição. Ganhando ou perdendo, até o fim do ano Dilma voltará  a ser PRESIDENTA  e Aécio, SENADOR. Depois da posse do eleito, a situação poderá inverter-se para o tucano, mas a companheira merecerá até o fim da vida o tratamento de PRESIDENTA, devido a quantos ocuparam a chefia do governo.
JÁ FOI  PIOR
Virou moda classificar a atual campanha presidencial como a mais baixa e lamentável de todas, na história da República, pela sucessão de agressões entre os candidatos. Pode não ser bem assim,  apesar do triste espetáculo encenado por Dilma e Aécio. Poucos lembram que  Jânio Quadros ia para os comícios levando um rato  na ponta de um bambu,   para sugerir que era Ademar de Barros, enquanto este balançava no seu bambu um gambá, igualmente apontado como o seu adversário.
OS MINISTÉRIOS
A partir de segunda-feira que vem começarão as especulações  sobre o ministério do presidente eleito. Se for Dilma, imagina-se que passará o rodo na atual equipe, da qual apenas dois ou três permanecerão, de um total de 39. No caso da eleição de Aécio,  não deve ser esperado o retorno em massa dos ministros de Fernando Henrique Cardoso. Lá e cá, a palavra de ordem será  renovação.

DOLEIRO REVELA QUE A TURMA DO PT E DA DILMA DISTRIBUIA PROPINAS DO PETROLÃO EM DINHEIRO VIVO USANDO JATINHOS E ATÉ MESMO CARRO-FORTE


Um parte significativa da propina paga a parlamentares com recursos desviados de contratos superfaturados de empreiteiras com a Petrobras foi transportada em jatinhos e em voos domésticos, segundo a investigação da operação Lava-Jato e informações do doleiro Alberto Youssef. Desde o dia 24 de setembro ele presta depoimentos diários de até seis horas a um delegado da Polícia Federal (PF) e a um procurador da República no âmbito da delação premiada celebrada com o Ministério Público Federal (MPF).
A Lava-Jato já tinha conhecimento de que a prática era comum e que Youssef era o responsável pela logística de distribuição da propina a agentes políticos. As interceptações telefônicas judicialmente autorizadas permitiram aos investigadores identificar os responsáveis pela entrega de malas de dinheiro. Os diálogos captados nas escutas telefônicas mostram que o doleiro preocupava-se em assegurar que as "encomendas" chegassem a seus destinatários.
Ouvido na condição de testemunha de acusação em ação penal resultante da investigação federal na Petrobras, um agente da PF detalhou como os executores do esquema Youssef transportavam o dinheiro vivo: "Ocultado no corpo ou, nós temos conhecimento, que por algumas vezes eles tinham disponibilidade de aviões particulares. Mas por algumas vezes a gente conseguiu identificar que esse dinheiro era embarcado em um voo doméstico, um voo comum, provavelmente no corpo, em alguma valise e era transportado por eles."
A testemunha também contou que parte da propina era entregue com o uso de veículos blindados."Eu ouvi relatos de que eles disponibilizavam de um veículo blindado na cidade de São Paulo e que por diversas vezes foi transportado em malas, maletas dentro do carro. Dinheiro em espécie", afirmou.
O policial disse também que a investigação indicou que os pagamentos eram feitos em dólares e reais, sempre em dinheiro vivo, para "ocultar a transferência" e dificultar o rastreamento da propina.A PF deverá cruzar dados sobre decolagens e pousos de jatos no eixo São Paulo - Brasília com informações obtidas pelos inquéritos da Lava-Jato e relatadas por Youssef em seu termo de delação premiada. O pedido sobre a frequência das operações com aviões particulares terá de ser encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Com os detalhes esmiuçados pelos relatos de Youssef, a PF espera obter novas evidências sobre o volume de propina pago a políticos. Com o detalhamento de informações, a expectativa é que a possibilidade de identificação de políticos subornados se multiplique. No entanto, eventuais quebras de sigilos fiscais e bancários só poderão ser consideradas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), já que senadores e deputados federais contam com privilégio de foro. 
A homologação da delação premiada de Youssef, assim como a de Paulo Roberto Costa, será ser conduzida pelo ministro relator do caso no STF, Teori Zavascki. Ainda não se sabe como o relator dará prosseguimento à Lava-Jato na Corte. Em sua delação, Costa teria nominado e indicado provas do recebimento de propinas por pelo menos 32 parlamentares.(Valor Econômico/Via Blog do Coronel)

AÉCIO DENUNCIA: APARELHAMENTO PELO PT DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS QUE ENVOLVE ESQUEMA DE ROSEMARY DE LULA TEM IMPACTO DIRETO NA CRISE HÍDRICA


Aécio visitou santuário em Caeté, no interior de Minas Gerais, repetindo uma visita que seu avô Tancredo Neves costuma fazer frequentemente
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal tem culpa pela crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo. Na avaliação do tucano, o governador Geraldo Alckmin agiu adequadamente ao propor bônus para os consumidores que reduzirem o consumo, mas o aparelhamento da Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, prejudicou o combate ao problema. Aécio falou com a imprensa durante uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG).
ROSEMARY DO LULA
Aécio disse que, se for eleito, vai atuar em parceria com os Estados - o que, na avaliação dele, a gestão de Dilma Rousseff não faz. "Talvez o que tenha faltado seja uma parceria maior do governo federal. Por exemplo, a Agência Nacional de Águas, se não tivesse no governo do PT servido a outros fins - nos lembramos bem quais foram os critérios para ocupar cargos de diretoria na ANA -, poderia ter sido uma parceria maior do governador", afirmou. Em 2013, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal desmantelou um esquema de negociação de pareceres técnicos que envolvia desde o número dois da Advocacia-Geral da União (AGU) até a chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha. O chefe do esquema era Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor da ANA.
O comentário foi feito quando Aécio foi indagado a respeito da exploração da seca em São Paulo pela campanha da presidente Dilma Rousseff. O tucano disse que o tema não serve como arma eleitoral. "Eu vi essa questão da água ser muito discutida na eleição de São Paulo. E nós vimos o resultado", declarou ele, mencionando a vitória de Alckmin no primeiro turno.
Na entrevista, o tucano também disse que o debate deste domingo na TV Record, quando ele e Dilma Rousseff trocaram menos ataques do que nos encontros anteriores, foi positivo. "Eu prefiro esse tipo de debate, onde as pessoas podem falar de ideias, de propostas. É o que continuarei a fazer até o final da campanha. Apenas não aceitarei a infâmia, a mentira, a calúnia e a deturpação. Obviamente elas serão sempre respondidas", afirmou.
RAÍZES E VALORES
Aécio participou de uma rápida celebração conduzida por dois padres em uma capela do santuário, que fica no alto da Serra da Piedade, a menos de 100 quilômetros de Belo Horizonte. Aécio ouviu a leitura do sermão da montanha, em que Jesus fala das bem-aventuranças. Depois, ele fez uma prece silenciosa.
O tucano afirmou que a visita serviu para que ele pedisse "forças e capacidade para vencer as eleições e enfrentar adequadamente os desafios que nós teremos pela frente".
Aécio já havia comparecido ao local no início da campanha. A visita ao santuário é uma tradição na família do tucano. O avô dele, Tancredo Neves, ia ao local em momentos importantes de sua carreira política. "Não é um ato de campanha. É um retorno às minhas origens, às minhas raízes, aos meus valores", disse Aécio. O candidato do PSDB embarcou para Belém (PA), onde participa de um comício no início da noite. Do site da revista Veja

O que 2015 nos reserva independentemente de quem ganhar as eleições?

Ricardo Amorim

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09/2014


Restaurantes de Porto Alegre investem em food truks e miram no mercado de franquias


20 de outubro de 2014
Divulgação
Quadro Fique de Olho, no Destaque Econômico. Por Angela Chagas (angela.chagas@rdgaucha.com.br)
Comuns na Europa e nos Estados Unidos, os veículos que vendem comida nas ruas também ganham espaço em Porto Alegre. Dois restaurantes da Capital começaram a investir nos food trucks este ano e já projetam a abertura de franquias.
O restaurante mexicano Pueblo, criado há dez anos, lançou seu primeiro food truck há cerca de um mês e pretende iniciar a operação no mercado de franquias no ano que vem. O proprietário Eduardo Mallmann gastou cerca de R$ 250 mil para adaptar um veículo com espaço para vender os tradicionais pratos mexicanos.
Ele acredita que o modelo de franquia seja mais em conta para os pequenos empreendedores, já que os custos para montar a estrutura podem ser financiados e o número de funcionários necessários nesse modelo de negócio é menor.
- A grande questão é que o caminhão é 100% financiado. Então precisa muito menos capital de giro próprio para esse mercado do que se tivesse uma área fixa. Além disso, tem a questão dos custos fixos, que são bem menores, como aluguel, energia elétrica. Também trabalharia com menos funcionários.
Mallmann acredita na expansão deste modelo de negócio, como já acontece em São Paulo. Ele aposta em um produto de qualidade com preços mais em conta aos cobrados nos restaurantes. No Pueblo, por exemplo, o preço das refeições no food truck varia de R$ 10  a R$ 15.
Outra empresa que aposta no modelo de negócio é a temakeria Japesca, que investiu cerca de R$ 300 mil para adaptar a primeira van do restaurante. O veículo já é usado em eventos privados em Porto Alegre e a ideia é levar para o Litoral Norte durante o verão.
Rafael Lemos, gestor da proposta de expansão da Japesca, conta que a empresa trabalha no projeto há mais de um ano, mas que ainda está em fase de análises das possibilidades.
- A gente se preocupou primeiro em estreiar e avaliar. Agora estamos planejando os novos passos, mas obviamente a ideia é explorar novos espaços, novos lugares, como o litoral e a Região Metropolitana. E retornar a Porto Alegre em março com um ponto fixo.
Ele disse que antes do processo de franquia, a empresa pretende dominar o negócio, já que embora o cardápio oferecido no food truck seja semelhante ao das lojas fixas, a operação exige uma gestão diferente.
Legislação
Uma das dificuldades, segundo os dois empresários, é que não há uma legislação específica para os food truks em Porto Alegre. Sem regras claras para a operação nas ruas, eles aguardam uma posição da Secretaria de Indústria e Comércio (Smic). Por enquanto, investem em eventos privados. O Pueblo, por exemplo, vai colocar seu caminhão pela primeira vez em um jogo de futebol, na próxima quarta –feira na Arena do Grêmio.
De acordo com a Smic, hoje a prefeitura da Capital utiliza uma lei de 2008 – sobre a comercialização de cachorro-quente em veículos – para os food truks. A legislação em vigor proíbe o preparo dos alimentos dentro dos veículos, permitindo apenas a comercialização.
- Todo o food truck terá de ter uma cozinha (em local fixo) e também devidamente licenciada pela Secretaria Municipal da Saúde para servir de base para preparo dos alimentos, que serão apenas montados no veículo. – explica o chefe da Seção de Licenciamento de Atividades Ambulantes, Gilberto Simon.
Atualmente tramitam na Smic 10 pedidos de alvará para a instalação de food trucks em Porto Alegre. Apenas um foi expedido até agora. Entre as solicitações que aguardam uma definição da Smic estão as do Pueblo e da Japesca.

CHARGE DO SINOVALDO




Esta charge do Sinovaldo foi feita originalmente para o

O líder da escória sindical e política brasileira está com os dias contados

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/10/o-lider-da-escoria-sindical-e-politica.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+JornalistaPolibioBraga+(Jornalista+Polibio+Braga)

Este canalha desprezível abastardou a política brasileira desde que o general Golbery o entronizou na liderança do sindicalismo brasileiro, criando para ele a CUT, e dividiu a oposição, dando-lhe os instrumentos necessários para criar o PT. Ele é o atual líder da escória política do Brasil. No domingo, será varrido para a lata de lixo da história. 


O  PSDB reagiu neste sábado aos ataques e insultos proferidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o tucano Aécio Neves, em um comício realizado durante a manhã em Belo Horizonte. Candidato a vice na chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes Ferreira emitiu uma nota em que critica a postura do ex-presidente. "No momento em que se pede para elevar o nível do debate, o ex-presidente Lula dá as mais baixas declarações em uma campanha presidencial da história", diz a nota. O tucano atribui a postura de Lula ao "desespero" e ao risco de perder a eleição. Aloysio diz que o episódio deste sábado são mais graves que os de Fernando Collor contra Lula em 1989: 

Acaba de surgir um novo personagem na política brasileira. Falta só definir um nome: Fernando Lula de Melo ou Luiz Inácio Collor da Silva.

. No ato deste sábado, Lula afirmou que Aécio costuma "partir para cima agredindo" mulheres. Também mencionou o episódio em que o tucano se recusou a soprar o bafômetro em uma blitz. Lula chamou Aécio de "filhinho de papai", o comparou a Fernando Collor - o mesmo que hoje sobe em palanques com Dilma Rousseff. Lula ainda ouviu, sem se pronunciar, militantes fazendo menção ao uso de drogas por parte do tucano.

. Para o cientista político Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília, o episódio mostra que o PT nunca se converteu totalmente ao regime democrático e ainda carrega um "DNA totalitário". "É uma postura perigosa. Mas, em se tratando do Lula, não deveríramos demonstrar tanta perplexidade, tanto espanto. Os petistas dificilmente conhecem limites quando se trata de lutar pelo poder ou conservá-lo."


. O comício deste sábado deixou claro qual será o papel de Lula na reta final de campanha: o de fazer o jogo sujo petista contra o adversá

Tudo que Dilma não pode responder a Aécio



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Enfim, os sinais de que o mundo vai acabar para os petralhas começam a ser claramente enviados. Em um surto milagroso de apedeutismo, Dilma Rousseff foi forçada admitir, pela primeira vez, a existência de roubalheira na Petrobras. Só falta, agora, ela assumir que sabia de tudo. É o que se espera de quem é Presidenta da República (representante máxima da União, a controladora da empresa), com o agravante de ter sido Ministra das Minas e Energia, Ministra da Casa Civil da Presidência e ter ocupado, nada menos, que o cargo de “presidente” do Conselho de Administração da Petrobras – atualmente função de Guido Mantega, seu demissionário ministro da Fazenda.

Ontem, a candidata a perder para o Aécio Neves e para a Oligarquia Financeira Transnacional teve de reconhecer o que todo mundo já sabia e denunciava. Vestindo seu agora tradicional “azul-tucano”, abandonando o vermelhão comunista do PT, Dilma confessou em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada (residência oficial que o Tribunal Superior Eleitoral deixou se transformar em indevido palanque de campanha): “Eu farei todo o meu possível para ressarcir o País. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta... Se houve, não... Houve, viu?!”.

Dilma deve estar se borrando de medo porque o escândalo da Petrobras ultrapassou as fronteiras da campanha reeleitoral. Agora, quem investiga as falcatruas é o órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos da América – país onde Dilma não é bem vista desde os tempos dos atos de terror da luta armada. Dilma, que só entra nos States porque tem passaporte diplomático, tem tudo a temer com o rigor investigatório da Security and Exchange Commission. Até porque a SEC também é presidida por uma mulher com fama de durona: Elisse Walter – defensora de medidas de proteção aos investidores em ofertas privadas de ações.

Os escândalos de gestão na Petrobras serão um prato feito para a rigorosa Elisse e uma turma de 28 auditores da SEC e do Departamento de Justiça dos EUA que investigarão de que forma os dirigentes executivos e conselheiros da Petrobras (alvos de denúncias de corrupção em processos oriundos da Operação Lava Jato) descumpriram as normas antifraudes SOX (Lei Sarbanes-Oxley). O Alerta Total antecipou que já tem promotor e magistrado em Nova York estudando, seriamente, a possibilidade de que seja suspensa a negociação de ADRs da Petrobras (recibos de ações negociados na Bolsa de Valores). A restrição poderia valer sine die, até que a Petrobras comprove ao mercado internacional que opera inteiramente dentro do nível 1 de governança corporativa.


Perder o trono imperial de Presidenta do Brasil e ainda sofrer uma ação da SEC em Nova York (por ter sido conselheira-presidente da Petrobras) são os maiores temores atuais da Dilma, que neste domingão à noite voltará a ser alvo de ataques duros de Aécio Neves sobre as denúncias na Petrobras - comprovadas pelas “colaborações” premiadas de Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Yousseff e de outros menos votados membros da turma investigada pela Lava Jato. Detalhe que vai pegar contra a petralhada: os 28 auditores norte-americanos já estiveram por aqui na BM&F Bovespa, este ano, cavucando informações sobre os problemas na Petrobras... Como a SEC não pode ser aparelhada pelo PT, o bicho tende a pegar...  

Já alarmada com a SEC no encalço de sua turma, Dilma ineditamente admitiu os “desvios” na Petrobras, mas já deu sua tradicional tirada de corpo fora, avisando que não cabe a ela punir os mal-feitos: “Daqui para frente, a não ser que eu seja informada pelo Ministério Público ou pelo juiz, não tenho medida nenhuma a tomar, não é o presidente que processa. Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos, mas ninguém sabe ainda o que deve ser ressarcido, porque a chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós. Até eu pedi, como vocês sabem, tanto ao Ministério Público, quanto para o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, mas ambos disseram que estava sob sigilo”.

O rival Aécio Neves deve explorar a explícita “confissão de responsabilidade” de Dilma Rousseff sobre os desmandos na Petrobras, no debate de fim de noite de domingo, na Rede Record. Aécio não deve se intimidar, novamente, com o fato de Dilma repetir a informação de que Paulo Roberto Costa teria denunciado que o falecido presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teria pedido propina para abafar uma CPI aberta a pedido do senador tucano Alvaro Dias. Aécio deve insistir em perguntas que, previamente, sabe-se que Dilma não tem condições morais de responder com base na verdade.


Aécio tem o dever de exigir que Dilma descreva como foi sua atuação como Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Dilma tem de falar não só sobre a polêmica compra da refinaria de Pasadena, que teve o aval dela, gerando grandes prejuízos à Petrobras. O caso da refinaria Nansei, no Japão, teve o mesmo problema, porém sem a mesma repercussão. Dilma também deve explicações sobre as denúncias de superfaturamento nas obras bilionárias da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí. Aécio também deve cobrar de Dilma explicações sobre o escândalo Gemini (tão denunciado aqui neste Alerta Total, com provas, pelo engenheiro João Vinhosa) – que pode ser um modelo de como podem ser leoninos os contratos das Sociedades de Propósito Específico entre a Petrobras e grandes empresas daqui e de fora.

Além da Petrobras, Aécio tem de cobrar de Dilma uma resposta que ela não deu no último debate do SBT – e a mídia amestrada pela petralhada fez questão de não levantar poeira. Dilma tem obrigação de responder: Quem foi a responsável pela nomeação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para receber polpudos jetons como membro do Conselho de Administração da “estatal” Itaipu Binacional? A resposta é simples: Só pode ter sido ela mesma – que tem a caneta do Diário Oficial da União para nomear livremente. Dilma precisa ter a retidão moral de admitir que nomeou o sucessor de Delúbio Soares – o famoso tesoureiro punido no Mensalão.

Aécio deverá lembrar novamente a Dilma e ao grande público que o tesoureiro petista Vaccari, o mesmo que cuida das finanças da campanha de Dilma, foi denunciado na “colaboração premiada” de Paulo Roberto Costa como o sujeito que recebia os repasses das comissões de 2% que sobravam das negociatas de corrupção com empreiteiras que prestam serviços à Petrobras. Vaccari é o mesmo processado por fraudes na gestão da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop), na qual fora diretor financeiro entre 2003 e 2004 e presidente de 2005 até fevereiro de 2009. O Ministério Público denunciou que a Bancoop bancava campanhas petistas...

Além do mar de lama da corrupção, Aécio também deverá seguir com sua agenda propositiva. Por isso, custaria nada se o tucano perguntasse para Dilma, novamente: como ela vai combater, efetivamente, a inflação? Peça a ela que diga, claramente: o ministro Mantega ainda é ministro da Fazenda de fato ou apenas de faz-de-conta? Indague também a Dilma: como a senhora teria condições de baixar os impostos, fazendo uma reforma tributária, se inchou a máquina pública de gente, aumentando os gastos e os desperdícios de um governo muito mal gerenciado pelos petistas?

O encontro de logo mais na emissora do Bispo Edir Macedo tem tudo para ser uma reedição piorada do (de)bate-boca no SBT. Aécio não pode deixar de ser ofensivo, mantendo a educação e a postura tranquila. Não pode permitir que Dilma parta para o ataque, porque a baixaria, a demagogia e as mentiras repetidas sem parar são especialidades da petralhada. O negócio de Aécio será, pela terceira vez, fazer perguntas que Dilma não tem condições de responder com sinceridade. Novamente, será fundamental elevar a pressão de Dilma de 13 para 45, até o debate final de quinta-feira à noite, na Rede Globo...

Se neste domingo se repetir o massacre do SBT, fatalmente Dilma vai alegar algum probleminha de saúde para inviabilizar o programa global de quinta-feira. Se Dilma não puder ir, a audiência vai adorar. É melhor curtir as beldades do The Voice Brasil que ouvir a voz dela cantando mentiras ou leviandades...

Ministra da Justiça?



Papo feijoada



Azulou de vez


Maquiagem necessária




© Jorge Serrão. Segunda Edição do Blog Alerta Total de 19 de Outubro de 2014.