sexta-feira, 21 de março de 2014

Dilma e Gerdau insistem em que não sabiam de nada no caso da compra da refinaria Pasadena


A seguir vai a relação dos conselheiros da Petrobrás que aprovaram a compra da refinaria Pasadena, Texas, EUA. Somente Dilma e Jorge Gerdau falaram sobre o escândalo, mas ambos tiraram o corpo fora, dizendo que as duas cláusulas lesivas aos interesses brasileiros não constaram das discussões que resultaram na aprovação da compra, o que é mais do que inverídico, já que se sabe que operações milionárias de estatais poderosas como a Petrobrás não vão para a mesa sem exames e aprovações detalhadas por parte de empresas de auditoria e consultorias jurídicas:

Dilma Roussef
Claudio Haddad
Glauber Vieira
Antonio Palocci
Jacques Wagner
Fábio Barbosa
Jorge Gerdau

Artur Sendas

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CHARGES DO DIA, por Roque Sponholz


E NO REINO DOS PETRALHAS…

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BOMBA NO COLO DELA

Se tivéssemos oposição, o desgoverno petralha acabava agora, mas…

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quarta-feira, 19 de março de 2014

CHARGE DO SINOVALDO

Esta charge do Sinovaldo foi feita originalmente para o

OBRA-PRIMA DO DIA (PINTURA) Marc Chagall: Praça do Mercado, Vitebsk (1917)

 Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa - 
19.3.2014
 | 12h00m

Chagall viveu a Era de Ouro do modernismo, convivendo com os expoentes do Cubismo, do Simbolismo e do Fovismo; participou também do surgimento do Surrealismo. Seus contemporâneos, entretanto, raramente deixaram de expressar a intensa admiração que sentiam por sua obra. “Quando Matisse morrer”, disse um dia Picasso, “Chagall será o único pintor vivo que compreende o que a cor verdadeiramente representa”.
Foi durante esse período que o artista firmou seu próprio estilo, baseado em tudo que testemunhara em Paris, no nascimento da arte moderna, na troca de ideias entre seus pares, mas também profundamente impregnado pela bagagem emocional que trazia de casa, de europeu oriental, e por sua visão da cultura popular judaica.
Passou os anos da I Guerra Mundial na Rússia, casou-se, e após a Revolução de 17 as portas da oportunidade se abriram, para se fechar logo em seguida. Chagall foi convidado para ser o Comissário para as Artes, criou o Colégio de Artes de Vitebsk e era considerado o mais destacado membro da vanguarda modernista em seu país.
No entanto, logo entrou em choque com o poderoso Kasemir Malevitch, que se aproveitou do anti-semitismo latente na Rússia e criticou abertamente Chagall por este se recusar a pintar a celebração do heroísmo do povo soviético.
Resultado, Chagall volta para a França levando sua mulher, para nunca mais voltar à Rússia. Sem jamais “abandonar” Vitebsk.
Hoje, aqui está a “Praça do Mercado, Vitebsk”, onde ele, com certeza, passou centenas de vezes. Não sei se vocês concordam ou se o lirismo de Chagall me contagiou: mas creio que não é difícil imaginar porque Vitebsk nunca o abandonou.
Chagall contrasta a grandeza da catedral barroca com a arquitetura modesta das lojas e quiosques. A perspectiva dramática e os ângulos e planos que se cruzam são usados de modo a fazer com que o olhar do espectador passeie por toda a cena. Eu, pessoalmente, gosto de descobrir as pessoas que estão fazendo compras ou vendendo no mercado... e tem um menino meio escondido que devia ser o "capetinha" do lugar...
Nascido na Bielorússia e falecido em Saint-Paul de Vence, sul da França (1887-1985), Marc Chagall foi um dos artistas mais queridos e compreendidos de seu tempo. Dou ênfase ao 'compreendido', pois em seu livro autobiográfico, "Ma vie", percebemos que a arte, para ele, era para ser de todos e não de uns poucos felizardos...

Praça do Mercado, Vitebsk, óleo sobre tela, 66,4 x 97,2 cm


Cartas de Paris: O pesadelo siriano e a coragem de César!


Danielle Legras
No sábado passado, uma manifestação de solidariedade ao povo siriano reuniu centenas de pessoas na esplanada dos Direitos Humanos que se encontra em face ao rio Sena, diante da torre Eiffel. Ao entrar na esplanada percebe-se a inscrição do artigo primeiro da Declaração dos Direitos do Homem "Os homens nascem e são livres e iguais em direitos".
O conflito siriano, que começou há exatos três anos, tem provado que tal artigo já não possui valor algum, bem como a vida humana. Os números oficias - que procuram identificar os estragos feitos durante esse período - são catastróficos.
Segundo as Organizações das Nações Unidas, 146 mil pessoas teriam sido mortas desde então e 570 mil teriam sido feridas. O número de refugiados no exterior é de 2,5 milhões. De acordo com as estimações da Unicef, cerca de 1 milhão de crianças se encontram atualmente em zonas de difícil acesso a qualquer tipo de ajuda humanitária.
Nos jornais franceses Libération e Journal du Dimanche deste final de semana, o leitor descobriu a existência de um dossier siriano contendo 54.000 fotos de 11.000 corpos torturados e executados.
As fotografias destes corpos martirizados foram feitas por um antigo agente do regime de Bachar El-Assad, conhecido pelo pseudônimo César.

O street artista Banksy realizou este vídeo em apoio às vítimas da guerra na Síria.

César trabalhava no departamento de documentação da segurança militar. Seu papel era o de fotografar os corpos dos prisioneiros mortos. A existência desses documentos se justificavam de duas maneiras: eles permitiam às autoridades do regime de El-Assad de enviar os certificados de óbito às famílias atestando uma parada cardíaca. Eles serviam também para mostrar à hierarquia que o "trabalho" estava sendo bem feito.
César se tornou um espião logo no início da revolução. Durante dois anos fotografou cadáveres que mesmo depois de mortos pareciam agonizar. Ele copiava as imagens num pendrive que depois escondia no corpo. Se ele fosse descoberto a punição estaria a altura de sua traição.
No ano passado, a morte de César foi simulada e ele foi exfiltrado pelo exército livre da Síria. Vendo as seis terríveis fotos publicadas nos jornais, entendi perfeitamente a importância do que ele fez. A tortura imposta aos traidores do regime (jovens estudantes, homens e mulheres de todas as idades) é tão cruel que é difícil acreditar que ela tenha sida imposta por um ser humano.
Os métodos usados são múltiplos e variados, mas sempre com a intenção de "assassinar" o inimigo lentamente, de modo que ele tenha a impressão de morrer muitas vezes.
O que me faz pensar com profunda tristeza e certo desespero no artigo V da declaração dos Direitos do Homem : "Ninguém será submetido à tortura, nem tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante."
A declaração dos Direitos do Homem é fruto da Revolução Francesa. Um texto que é o fundamento primordial do nosso futuro comum e bússola das nações. Teria ele se transformado num amontoado de palavras sem sentido?

Danielle Legras é jornalista e tem duas grandes paixões, seu métier e Paris. Há dez anos, decidiu unir o útil ao agradável.

Será o começo do fim da PM?


18/03/2014 12h16 - Atualizado em 18/03/2014 13h25

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O corpo é de uma mãe de quatro filhos, executada por PMs a tiros quando ia à padaria numa favela do Rio (Foto: Imagem de vídeo amador divulgada pelo jornal 'Extra')
Cláudia Ferreira da Silva, 38 anos, era auxiliar de serviços gerais e cuidava de quatro sobrinhos, além de criar os quatro filhos. Morava no Morro da Congonha, em Madureira, no Rio de Janeiro, com a criançada e o marido. Saiu para comprar pão e mortadela no domingo com R$ 6 e levou três tiros de curta distância. Tinha na mão um copo de café.
Foi jogada sem cerimônia nem pudor na caçamba de uma patrulha, e o porta-malas abriu no caminho do hospital. Seu corpo foi arrastado por 250 metros. Não se sabe se já havia morrido antes da queda. Mas estava morta ao chegar ao hospital. Para a família, foi dito que ela estava na sala de cirurgia, segundo depoimentos de parentes.
Os dois subtenentes responsáveis pela patrulha, Rodney Miguel Arcanjo e Adir Serrano Machado, já haviam sido indiciados antes por homicídio. Os dois e o sargento Alex Sandro da Silva, que também estava no carro, foram presos "disciplinarmente" na segunda-feira. O que pode não dar em nada.
Tudo errado. Tudo errado mesmo. Do início ao fim. Da ação ao "socorro". Se fosse para salvar Claudia, ela teria sido colocada no banco traseiro do camburão. Não adianta treinamento para esses PMs. É subtenente, é sargento, e não sabe o que fazer numa hora dessas? 
- Trataram minha mulher que nem bicho - disse o vigia Alexandre Fernandes da Silva, 41 anos, marido de Claudia. "Nem o pior traficante do mundo merece esse tratamento que ela teve". Ele disse ter visto o corpo dela no hospital, em carne viva. Claudia e Alexandre completariam 20 anos de casamento em setembro. Estavam juntos desde que ela tinha 18 anos.
Sempre fui a favor das UPPs. Perdi a conta de tudo que escrevi a favor da política de pacificação. E escrevi indo a campo, não de gabinete. Tanto na Colômbia quanto em favela carioca.
Foi a primeira vez, de verdade, que o Rio tentou um programa amplo de reconquista de territórios e fortalezas de traficantes, com o menor número possível de mortes. Ideal nunca foi, mas é um projeto de longo prazo, que precisa ser adaptado aos poucos, porque a todo momento surgem falhas de processo ou humanas. Até agora, não apareceu ninguém com proposta melhor, mais estudada e mais sensata. Milagres não existem, depois de tantas décadas de omissão e desmandos na área de Segurança. 
Só é contra o projeto quem não tem memória. Também tentam torpedear as UPPs os candidatos à eleição que querem ver o circo pegar fogo para se dar bem. São contra as UPPs os políticos que nunca fizeram nada para melhorar a segurança no Rio e se aliaram a bandidos quando estavam no Poder. Os traficantes também são contra as UPPs, claro. E também são contra as UPPs os PMs que achavam tudo ótimo antes...levando grana de tudo que é lado. Corrupção, brigas de gangue, armas contrabandeadas, jornalistas executados por traficantes, pedágio cobrado a moradores, jovens armados de fuzis nos supermercados, favelas invadindo áreas de risco ambiental... uma beleza...tudo sob o olhar complacente ou até cúmplice de alguns governantes.
Pelo menos uma vez na história, o Rio teve um secretário de Segurança sério, José Mariano Beltrame, ao mesmo tempo duro, atento aos problemas sociais das favelas e aberto a mudanças de procedimento. Disposto a saber que não podia prometer que acabaria com o tráfico. Seu esforço para tornar a PM uma instituição respeitável foi imenso. Milhares de policiais foram expulsos da corporação. Cursos de filosofia, gente enviada para o exterior para conhecer como procede a polícia sem fuzil. E mais policiais não estão presos porque a Justiça não contribui e acaba soltando. 
Mas essa cena aí de cima, com a Cláudia sendo arrastada, é MORTAL. Mortal para qualquer um que comande a PM carioca. Mortal para o futuro da corporação. Esse pessoal está fora de controle.
As autoridades policiais - incluindo Beltrame - reclamam que a sociedade não protesta com a mesma indignação quando um bandido mata um PM. Acho terrível o policial morrer em combate (sim, porque vivemos uma guerra) e deixar órfãos os filhos, a cargo de uma viúva descrente e infeliz.
Mas é preciso ter algo em mente: um bandido, por definição, mata. Por isso é bandido. Um traficante mata. Um assaltante mata. E, se mata inocentes desarmados como nós, por um celular, uma bicicleta, um relógio ou um carro, é claro que matará policiais. Não é desvio de conduta, está previsto, está escrito na carteirinha de "homicida delinquente e marginal".
Os PMs - está escrito na função deles - exis

Ministro diz que não devolverá dinheiro usado na viagem de sua esposa no carnaval


'Sou casado há 26 anos e sei como é o ambiente do carnaval', disse Arthur Chioro, titular da Saúde, para se justificar

19 de março de 2014 | 13h 41


LÍGIA FORMENTI - Agência Estado
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou em audiência pública na Câmara dos Deputados que não vai devolver recursos usados para financiar a viagem de sua mulher para três capitais do País durante as festas do carnaval. Ele afirmou que a companhia teve como objetivo evitar situações constrangedoras. "Sou casado há 26 anos e sei como é o ambiente do carnaval." Ele classificou a rotina, ao longo de quatro dias, como "absurdamente estafante."

Ministro se explicou em audiência na Câmara nesta quarta - Divulgação
Divulgação
Ministro se explicou em audiência na Câmara nesta quarta
No período, ele esteve em São Paulo, Recife, Bahia e Rio para reforçar ações de prevenção de DST-Aids , inaugurar serviços e conceder entrevistas. "Dormimos pouquíssimo", contou. De acordo com ele, o espaço obtido na mídia com informações passadas para prevenção, se pagos, custariam aos cofres públicos o equivalente a R$ 6 milhões.
O ministro disse também que não vai pagar a viagem a São Paulo, feita um dia antes de ele assumir o cargo de professor da Universidade Federal de São Paulo. Chioro usou avião da Força Aérea Brasileira. "Não fiz nenhum malfeito", disse. Para tomar posse do cargo de professor, o ministro pediu exoneração por algumas horas. Ele informou que a viagem foi feita no dia anterior à posse, antes de pedir exoneração e, portanto, ainda na condição de ministro. "Fiz tudo dentro do rigor da lei".