quarta-feira, 27 de março de 2013

Retrato Em Branco E Preto, por Ney Matogrosso




Ouça Retrato Em Branco E Preto, de Antônio Carlos Jobim / Chico Buarque

Os velhos vão ocupar as ruas, por Ateneia Feijó



Metade da população da Terra vive em cidades. Até 2050 deverá chegar a 70%, segundo a ONU. Pois bem, o Brasil está entre as nações com os maiores adensamentos populacionais. Para quem ainda não se tocou, quase 85% dos brasileiros são urbanos.
As políticas urbanas, conceitos e tecnologias têm de ser reformulados com urgência. Ou esse adensamento cada vez maior poderá desestabilizar irreversivelmente o desenvolvimento do país.
Para começar, há uma dramática falta de discernimento nos políticos eleitos e seus eleitores. Não entendem o planeta com limites. Quaisquer limites; nem os do próprio território nacional. Uma população a se expandir caoticamente seria para eles muito natural. Qual o problema?
Uma cidade não é um organismo vivo, dinâmico? Sim. Mas não dispensa planejamento. Aliás, a administração pública existe para isso. Habitação, por exemplo. Pessoas precisam, obviamente, morar em algum lugar. Digno.
As pobres e de classe média buscam de preferência locais que tenham água garantida, luz e transporte bom para se deslocarem ao trabalho. As de menor renda raramente ocupam um espaço com saneamento adequado. Ou se importam com a segurança topográfica.
A partir dessa consciência, não dá mais para aceitar despreparo de prefeitos, assessores e secretários na governança municipal. Por meio dela se tem o elo direto com os cidadãos, o que pode permitir um salto de melhoria social.
Ou os piores atos de corrupção, roubando quem está lá na ponta: os pobres, as vítimas das tragédias anunciadas. Um horror frequentemente denunciado. Mais do que noticiado.
Salvam-se prefeituras que se esforçam por eficiência, é verdade. Algumas recorrem àssmart cities, incluindo a internet ao cotidiano de sua administração. No Rio, o Centro de Operações usa centenas de câmaras num sistema integrado com serviços públicos para monitorar e solucionar crises.
E como será em 2050? O arquiteto neozelandês Mark Wigley considera provável que Rio e São Paulo se tornem uma megalópole.

Foto: Pedro Simões

Porém, em entrevista a Audrey Furlaneto, Segundo Caderno (O Globo 22/03), ele alerta que se olharmos nossas ruas, veremos que as cidades atuais não foram pensadas para os mais velhos nem para as crianças. Foram desenhadas para pessoas em idade de trabalho. E para os carros.
O aumento da expectativa de vida e a possibilidade de muita gente chegar aos cem anos vão exigir uma reinvenção da vida urbana. Tema que precisa entrar na política já, antes que o momento certo seja perdido.

Ateneia Feijó é jornalista

CHARGE DO FLÁVIO

Deputado quer limitar uso de penhora online por magistrados em todo o País


TERÇA-FEIRA, 26 DE MARÇO DE 2013



O deputado federal Nelson Padovani (PSC-PR) propôs nesta segunda-feira a limitação da prática de penhora online em execuções judiciais por magistrados do País. Segundo ele, o bloqueio de contas bancárias para pagar dívidas, por ordem da Justiça, é feita de forma equivocada, atrapalhando o andamento das empresas. Desta forma, ele quer alteração “urgente” da legislação a fim de limitar o uso do instrumento. Para ele, o ideal é que a justiça, antes de bloquear o dinheiro de uma conta, penhore os bens móveis ou imóveis apresentados pelo devedor. “A execução deve buscar um equilíbrio entre o direito do credor em haver o que lhe é devido e o direito do devedor em defender-se contra uma infundada pretensão de cobrança e de pagar um débito de forma com que não haja ofensa a sua dignidade, nem tão pouco gere conflito”, argumenta o parlamentar.

Um pouco de design faz um bem...



Carta branca para o décor de Leila Libardi em SP

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  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)
“Este projeto foi o que mais tive prazer de fazer, pois meus clientes me deram liberdade total para criar e ousar”, conta Leila Libardi ao se referir ao dúplex de 300 m² no Campo Belo, em São Paulo. Seus proprietários, um casal liberado da obrigação de abrigar seus dois filhos já crescidos e desmamados, interferiram pouco na concepção dos ambientes. Muito abertos e de mentalidade jovem, eles se dispuseram a aceitar em seu lar o bom humor que vem junto do décor de Leila. Desde o hall, vê-se o peculiar: as paredes do ambiente receberam aplicação de adesivos com grafismos abstratos de efeito 3D desenhados pela designer de interiores. O tapete abaixo segue o tema circular e a estética dos desenhos que ornam o ponto de entrada do lar. Neste espaço de perímetro curto, reina o alvinegro.
Porta adentro, o visitante se depara com ambientes altamente integrados e espaçosos. Proeza de Leila, não da construtora. Ela executou uma reforma que, além de demolir a pesada escada original, colocando no lugar outra leve e com sentido invertido, nivelou o piso e removeu o caixilho bruto que antes separava o interior do apartamento da varanda. As palavras de ordem foram: leveza, amplidão e contemporaneidade. Termos estes que foram estabelecidos depois de longos inquéritos construtivos que a designer impôs aos seus clientes. “São muitas perguntas que faço antes de iniciar meu processo de criação”, conta. “Quero saber tudo o que puder sobre meus clientes para acertar a mão – não só o que gostam é importante, mas também preciso saber o que detestam”, continua.
Na decoração, o mobiliário assinado marca presença. Apesar de os moradores no início terem torcido o nariz frente à ideia de investir em peças de designers, hoje, as cadeiras Masters, de Philippe Starck, que circundam a mesa de jantar, são um xodó do casal. Uma alegria para Leila, que prima por valorizar seus colegas de profissão. “Em geral, meus clientes temem que os móveis de designers pequem no quesito da ergonomia”, explica. “Adoro quando posso desmistificar esse clichê”, completa. Outra coisa que Leila gosta é de soltar o punho em traçados próprios. Uma das criações de que mais se orgulha neste apartamento é o móvel que liga o estar e a sala com tevê na ala comum. Trata-se de uma peça que serve de ponto de apoio para comes e bebes nas ocasiões em que a morada recebe visitas. “O móvel já lhe rendeu contatos e contratos”, conta.
  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)
Na cozinha, Leila realizou um desejo do casal: um cômodo temático que levasse em conta a alma viajante dos dois. Eles escolheram um país – a Grã-Bretanha –, e ela transformou uma cidade numa cozinha (ou uma cozinha numa cidade). A parede, estampou com uma foto em preto e branco do Big Bang, e a bandeira britânica, ela desmembrou na bancada de Silestone vermelha, nos móveis azuis da Florense e no branco da persiana da Luxaflex. Vidro e aço predominam no ambiente. De rústico, para quebrar tamanha assepsia, um charmoso banco de madeira pintada de azul-royal e com estofado vintage reforça o conceito do cômodo. Perto dali, no lavabo, há uma coroa, mas erra quem pensa que o elemento faz referência à monarquia. “Para mim, a bacia cubo com caixa acoplada da Deca é um verdadeiro trono”, brinca Leila.
Dos cômodos, o quarto do casal é o mais clean. O esposo fez questão de uma ambientação clara e leve, pois a composição escura do dormitório antigo do casal o traumatizara. Quis um lugar neutro, ideal para o absoluto repouso. Ainda que os filhos não vivam ali – um de cada integrante do casal –, há na morada dois quartos de hóspedes preparados para recebê-los. Além disso, no andar superior, fica a sala de cinema. A televisão no andar debaixo serve prioritariamente para veicular DVDs de música durante os eventos nos quais o casal recebe amigos e familiares. Cada detalhe foi pensado para responder às necessidades dos moradores. Ainda assim, o trabalho de Leila não chegou ao fim. Felizes com o resultado, o par propôs à designer que reformulasse a decoração de seu lar uma vez ao ano.
  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

  (Foto: Salvadore Busacca/ Divulgação)

Quem está apto a realizar avaliações de imóveis, o porteiro ou o corretor?


O caso acima me faz lembrar de uma história verídica e, ao mesmo tempo, cômica: em certa ocasião uma pessoa foi levar seu cão em um veterinário e, para sua surpresa, o veterinário ao invés de fazer o exame no animal, puxou os olhos do dono do cachorro para baixo, dizendo-lhe: "o senhor está com anemia!". Parece piada, mas aconteceu comigo. Ao sair do veterinário, entrei no carro, juntamente com minha esposa e o Toddy, nosso cachorro, e fomos para casa. O primo da minha esposa, que é médico (de seres humanos), ficou sabendo do ocorrido, e após algumas risadas, me examinou e disse: você está bem, fique tranquilo.

Esses dois acontecimentos mostram, mesmo que sem prejuízo aparente, que devemos ter cuidado a quem contratamos para nos prestar serviços. E, em muitos dos casos, com o intuito de economizar, o consumidorcontrata o "faz tudo". Cuidado, o barato pode sair muito caro, principalmente quando se trata de bem imóvel.

Em determinadas situações acabamos por escutar várias opiniões de pessoas que não estão legalmente habilitadas para dar pareceres técnicos e profissionais sobre determinados assuntos.

Obviamente que para o profissional ser valorizado conforme gostaria, e, sem desmerecer o trabalhador que atua na área de portaria, zeladores, etc., ele, o corretor, deve expor todos os detalhes necessários para uma avaliação técnica, o que certamente o diferirá dos demais pseudos corretores.

Se um carro precisa de revisão devemos procurar um mecânico, não um mestre de obras; se uma casa necessita passar por reformas devemos procurar um profissional da construção civil, não um médico; da mesma forma, na hora de avaliar, vender ou alugar um imóvel devemos procurar um corretor, não o porteiro do prédio.

Hoje o corretor é reconhecidamente apto em apresentar pareceres técnicos de avaliações imobiliárias.  "...o Sistema Cofeci-Creci ganhou, em última instância, o processo que assegura aos corretores de imóveis a  atribuição legal de realizar avaliações imobiliárias em todo o território brasileiro. “Com a decisão final do Poder Judiciário não há mais o que discutir. A Resolução Cofeci nº 957/2006, depois aperfeiçoada com a Resolução Cofeci nº 1.066/2007, que a substituiu, não pode mais ser contestada judicialmente. Seu conteúdo assegura aos corretores de imóveis a emissão de avaliações imobiliárias..." Para saber mais informações acessem o link a seguir: http://www.publicidadeimobiliaria.com/2013/03/cofeci-ganha-acao-que-assegura.html



Por: Rodrigo Barreto

Sócio da Baroli Imóveis, Administrador de Empresas, habilitado em Marketing (nível superior), Corretor de Imóveis e Membro: NAR of Realtors® USA (Corretor de Imóveis Internacional).

Networking e a construção de uma rede de contatos sólida



Em um mundo globalizado e constantemente conectado, estar próximo às pessoas é imprescindível para ter sucesso no mercado corporativo. Nesse sentido, é preciso ter e manter bons contatos, fortalecendo o networking, sem, no entanto, tornar-se inconveniente.
Networking é o segredo para o sucesso, principalmente para quem quer se destacar no mercado imobiliário | Foto: Free Digital Photos.
Para evitar confusões e tirar bom proveito da estratégia, confira as dicas!
Em primeiro lugar, invista em qualidade. Esta é uma norma para os negócios e para a vida. Não acumule cartões e direções que não sejam realmente aproveitáveis. Além disso, é preciso construir diálogos e ideias que façam as pessoas ter necessidade de se comunicar com você e sua empresa. Isso porque não basta querer aumentar as vendas, é preciso pensar na relação, sempre.
Para alcançar a qualidade, a estratégia é fundamental. Ou seja, é importante traçar objetivos e ter metas claras. Para isso, defina o perfil do público que pretende atingir. É desse modo que serão produzidos conteúdos relevantes, que, aliás, são as melhores maneiras de fidelizar a audiência. Vale lembrar que além de bons materiais é preciso que eles sejam apresentados com regularidade.
Além disso, é preciso marcar presença, ou seja, estar conectado. Especificamente sobre as redes sociais, há muitas possibilidades, cada qual podendo ser usada para diferentes objetivos. Facebook, Orkut, Linkedin e Google+, assim como o Twitter são as mais conhecidas. Trocar informações por meio dessas redes é essencial.
Em suma, para construir uma rede de contatos sólida, é necessário estabelecer relacionamento com potenciais clientes e parceiros. A melhor maneira de fazer isso ainda é oferecer e trocar informações e experiências. Isso porque toda a base da humanidade está fundada sobre a comunicação.