Posted: 20 May 2014 05:20 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Uma surpreendente decisão dominical do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, passando o rodo na Operação Lava Jato, representou uma perigosa interferência da mais alta Corte do País em instâncias inferiores do Judiciário – que têm independência. Até que ponto o STF, um tribunal eminentemente constitucional, mas que demora dezenas de anos para questões que deveriam ser seu foco, pode e deve se intrometer em ações criminais, antes mesmo dos julgamentos em primeira instância, só porque os casos envolvem parlamentares ou figuras “poderosas”?
A Drug Enforcement Administration, agência do governo dos EUA que atua no combate ao tráfico internacional de drogas, e a National Security Agency, agência norte-americana que monitora como o tráfico financia ações de terrorismo, via lavagem de dinheiro, odiaram a decisão do ministro Teori. Por debaixo dos panos, a DEA e a NSA colaboraram com as investigações da Lava Jato, e o Departamento de Justiça dos EUA chegou a requisitar à Justiça Federal do Brasil informações adicionais sobre o escândalo do Banestado – onde o doleiro Alberto Youssef (agora enrolado na Lava Jato) foi o grande delator dos operadores do sistema de lavagem de grana.
Teori mandou as investigações da Lava Jato pararem. O ministro tomou a decisão em caráter liminar (provisório). Assim que os inquéritos e processos chegarem ao STF, o presidente Joaquim Barbosa terá de agendar a votação em plenário. Os 11 ministros terão de resolver se o Supremo julgará o caso, tal como fez com o Mensalão, por envolver parlamentares com mandato, ou não. A tendência lógica é que sejam transferidos para a primeira instância os processos que não envolvem o absurdo privilégio do foro privilegiado (que não deveria valer em crimes comuns). O pleno do STF também decidirá se mantém ou anula definitivamente os atos jurídicos praticados nas investigações. Inclusive prisões revogadas agora liminarmente.
O rodo passado na Lava Jato, para inicialmente beneficiar o poderoso Paulo Roberto Costa (muito mais que um ex-diretor de Abastecimento da Petrobras) foi mais uma triste indicação de que o Brasil é mesmo o País da Impunidade e da Injustiça. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, já lançou publicamente e ao STF o alerta de que os principais envolvidos na Operação Lava Jato podem fugir do Brasil, pois têm contas no exterior.
Nos bastidores do Ministério Público Federal, o comentário ontem era que a decisão de Teori Zavascki sinalizou que a Lava Jato abalou os corruptos esquemas de poder da República Sindicalista do Brasil. Na versão dos principais lobistas de Brasília, Paulo Costa e o doleiro Alberto Youssef ameaçavam abrir o bico e envolver poderosos, se não fossem soltos o mais rápido possível.
A Operação Lava Jato escancarou um esquema de lavagem de dinheiro, em um montante que pode superar R$ 10 bilhões, em atividades ilegais de tráfico de drogas, corrupção de servidores públicos, sonegação fiscal, comércio irregular de obras de arte, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e desvio de recursos públicos – tendo prováveis relações com o mesmo Mensalão que redundou na condenação de alguns na Ação Penal 470.
O avanço das investigações poderia atingir fundos de pensão de servidores municipais, estaduais e de grandes estatais de economia mista – o que abalaria, profundamente, os maiores esquemas de aparelhamento da máquina capimunista feitos pelo PT, PMDB e demais partidos da base aliada. Teori aceitou a teoria de que o caso deve ser remetido ao STF porque, na investigação da Lava Jato, aparecem os nomes dos deputados André Vargas (Sem partido-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Não restam dúvidas de que o STF promoveu – a pedido dos advogados de Paulo Roberto Costa – uma questionável intervenção na Justiça Federal. Na visão do ministro Teori Zavascki, cabe ao Supremo – e não ao juiz de primeira instância – decidir se deve ou não desmembrar os processos. Se tal raciocínio prevalecer, fica mais barato acabar com a Justiça Federal e deixar que os semideuses do STF resolvam tudo. Novamente, o STF corre o risco de repetir o erro do Mensalão.
A Operação Lava Jato apenas demonstrou que o Mensalão continua impune na prática e sendo gerenciado de maneira ainda mais sofisticada por políticos e empresários corruptos que fazem a governança do crime organizado no Brasil.
Tio Sam PT da vida...
Ontem à tarde, já se comentava no maravilhoso mundo da arapongagem que o tiro em favor da turma do Lava Jato pode sair pela culatra.
A previsão é o estouro de mais denúncias, ainda mais graves e com provas consistentes, contra os corruptos da política e seus parceiros na governança do crime organizado no Brasil...
Portanto, vale a sábia advertência na véspera da “Copa das Copas”: quem tem fuleco tem medo...
Lava Alea jacta est
Dúvida do Magistrado
O juiz Sérgio Moro enviou um ofício ao STF pedindo que o ministro Teori Zavascki esclareça se a liminar que determinou a suspensão dos inquéritos e determinação de soltura do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa também atinge os doleiros, principalmente Alberto Yousseff, que figura como sócio de Paulo Roberto:
“Assim, muito respeitosamente, indago à V.Ex.ª o alcance da decisão referida, se estas três ações penais também devem ser remetidas ao Supremo Tribunal Federal e se devem ser colocados soltos os acusados neste feito, entre eles Carlos Chater, Nelma Kodama e Alberto Youssef. Informo por oportuno que há indícios, principalmente dos dois últimos, que eles mantêm contas no exterior com valores milionários, facilitando eventual fuga ao exterior e com a possibilidade de manterem posse de eventual produto do crime. Nelma Kodama, aliás, foi, na véspera da operação policial, presa em flagrante em tentativa de fuga do país quando portava, no aeroporto de Guarulhos, subrepticiamente 200 mil euros".
Dependendo do que Zavascki responder, a coisa pode ficar mais preta ou ainda mais obscura...
O Medinho...
O Alerta Totalrepete: a Caixa Preta dos Fundos de Pensão – principalmente os dos empregados das maiores empresas estatais – corre o risco de ser escancarada pelos novos passos da Operação Lava Jato – que investiga o esquema de lavagem de mais de R$ 10 bilhões.
Já existem provas de que alguns fundos de servidores municipais foram usados em esquemas iguais aos do mensalão, para lavagem de dinheiro e repasse aos políticos corruptos.
Se o escândalo atingir também os bilionários fundos das empresas de economia mista, derruba o governo ou inviabiliza a reeleição de Dilma Rousseff.
Esse é o maior e mais imediato temor da alta cúpula do PT e de seus parceiros do PMDB que loteiam as diretorias de fundos de pensão (principalmente as financeiras) desde 2003, quando o chefão Lula e seu “capitão do time” José Dirceu assumiram o governo.
Alívio já
A decisão de Teori foi um alívio para o governo petista em seu plano reeleitoral.
Paulo Roberto Costa comprovou que tem muito mais poder do que realmente parecia.
Mesmo indiciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e tentativa de destruição de documentos, o ex-dirigente da Petrobras e ex-conselheiro da Brasken (subsidiária do grupo Odebrecht) conseguiu se livrar da incômoda cadeia – que lhe impedia movimentos defensivos.
Como o parceiro dele, o doleiro Alberto Yousseff, também ganhou liberdade, muitas provas podem desaparecer, como mágica, depois que forem soltos – segundo temor de membros da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A mais importante bomba a ser desarmada é a que relaciona os personagens da Lava Jato com operações de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e prováveis mensalões a políticos e suas campanhas.
#Falei...
Em um país com Segurança do Direito em vigor, não teria havido a espetaculosa Ação Penal 470.
O caso deveria ter sido julgado, no seu devido tempo, nos tribunais federais em primeira instância.
Só chegaria ao STF para transitar em julgado, depois de passar pelos recursos.
Autoritarismo espetaculoso
Embora tenha punido alguns figurões com penas de prisão, o julgamento do Mensalão foi um desnecessário espetáculo autoritário.
No mínimo, foi um dos maiores erros institucionais da História da Justiça no Brasil.
A interpretação leviana do instrumento democrático do foro privilegiado colaborou para a aberração.
“Onde está a Honestidade?” – com Beth Carvalho
Impunidade te dá asas
O Alerta Totalrepete: a secada na Lava Jato é uma demonstração de que o esquema petralha continua mais hegemônico que nunca – com alto risco de perpetuação no poder, a não ser que ocorra uma improvável virada de mesa.
Até agora, os sinais externos são de que o governo Dilma perdeu a sustentação da Oligarquia Financeira Transnacional, que deseja trocá-la por outra marionete mais confiável para eles.
O problema é que, infestando a máquina, a petralhada ainda não está morta e consegue produzir reações desesperadas para postergar, ao máximo, o afundamento programado do PTitanic.
Bola pra frente?
A CPI da Petrobras, que já nasceu praticamente morta, perderá totalmente a força, com a paralisia mental gerada pela fanática torcida pelo “Brasil” na Copa do Mundo.
Agora, com o rodo passado na Lava Jato pelo STF, os gênios petistas acham que a situação tende a se acalmar.
Só faltou combinar a jogada com a turma da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF em Curitiba, com a força tarefa do Ministério Público e da Receita Federal, e com os colaboradores da DEA e NSA...
Confira, clicando ao lado, o relatório final da Operação lava Jato
E o povo, já pergunta com maldade…
Noel Rosa, em 1933, já indagava, com maldade: Onde está a Honestidade?
Mensagem Falsa
Não abra se você receber algum e-mail, supostamente enviado em nome do editor-chefe deste Alerta Total, com a mensagem: “E-mail do setor de venda”.
Caso ele não esteja em sua caixa, peço-lhe que verifique se o mesmo entrou como spam, e mande-o para o mesmo lugar para o qual mandamos aqueles que tentam, ilegalmente, nos hackear...
Tal mensagem, prometendo uma bolsa de estudos em troca do seu clique no link malicioso, é tão verdadeira quanto a nota de mil dólares com efígie de Lula...
O que vem por aí...
Do vice-Presidente da República, Michel Temer, em palestra ontem ao Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo, sobre a futura reforma política pretendida pela base aliada:
"A única forma de fazer reforma política é fazer uma mistura da democracia direta com a indireta, ou seja, o congresso nacional poderia convocar um plebiscito com perguntas determinadas que seriam colocadas ao povo e discutidas amplamente em programas eleitorais durante um mês, um mês e meio. E depois haveria um plebiscito sobre esse tema".
Posteriormente, segundo Temer, quando a população dissesse o que deseja, o Congresso formataria o que foi expressado no plebiscito nacional.
Mora em que planeta?
O bom maçom inglês Temer soltou ontem, na ACSP, uma pérola digna de quem parece não viver no Brasil:
"Vivemos hoje numa estabilidade institucional extraordinária. Uma estabilidade institucional e uma segurança jurídica que não se viu na História do Brasil desde a 1ª República".
Outra do Temer – que devia estar falando dos EUA ou de outro lugar que não aqui: "Não podemos viver uma democracia plena se não tivermos liberdade de imprensa plena, se não tivermos prestigiamento das associações que se manifestam em todo o país".
Justiça Militar
Até sexta, dia 23 de maio, a capital baiana será sede do X Encontro de Magistrados da Justiça Militar da União.
O evento reunirá os ministros do Superior Tribunal Militar e os juízes de primeira instância, que debaterão durante os cinco dias do evento temas concernentes ao Poder Judiciário e à rotina de trabalho dos magistrados.
Essa décima edição é coordenada pelos ministros José Coêlho Ferreira, José Américo dos Santos e pelo juiz-auditor da Auditoria de Salvador, Arizona D'Ávila Saporiti.
A programação completa pode ser acessada aqui: http://cejum.stm.jus.br/eventos/previstos/programacao_x_emjmu_13mai2014_2.pdf
Jovens de Responsa
A Ambev lançou edital destinado a distribuir até R$ 100 mil a novos projetos que tragam ações e ideias de abordagens sobre prevenção do consumo de bebida alcoólica antes dos 18 anos.
A iniciativa faz parte do projeto Jovens de Responsa, que desde 2010, em parceria com 23 organizações não governamentais, promove iniciativas para inibir o uso de álcool por menores de idade.
Com apoio, orientação e acompanhamento da Ambev, essas ONGs desenvolvem atividades nos âmbitos cultural, esportivo e lúdico para estimular atitudes conscientes nos jovens das comunidades onde atuam.
A inscrição é gratuita e deve ser realizada exclusivamente pelo aplicativo www.facebook.com/naresponsa.
Meirelles na jogada?
Boato que circula hoje cedinho indicava que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central na gestão Lula, pode ser o vice indicado para a chapa presidencial de Aécio Neves.
O probleminha a ser solucionado é como Gilberto Kassab fará seu PSD abandonar a base governista para saltar do Ptitanic no colo dos tucanos.
De repente, o surpreendente acordo passa pelo desenho de Kassab em ser o vice-governador na chapa reeleitoral de Geraldo Alckmin, em São Paulo...
Vai de Jegue
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
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terça-feira, 20 de maio de 2014
NSA e DEA dos EUA ficam PTs da vida com decisão do STF de passar o rodo na Operação Lava Jato
A MEDICINA DO BRASIL EXIGE RESPEITO - Relato de um médico residente, cursando o último ano de Cirurgia Plástica
20/05/2014
A. Raad
Relato de um médico residente, cursando o último ano de Cirurgia Plástica
“Como muitos sabem, sou médico residente de último ano de Cirurgia Plástica, mas faço plantões extras como cirurgião do trauma. Segue um breve relato do cotidiano de um médico plantonista:
Baixada fluminense, garota de 16 anos, lesão craniana por arma de fogo, com perda de massa encefálica. Atendimento em sala de trauma, via aérea assegurada por intubação orotraqueal, reanimação volêmica. Parada cardiorespiratório por 3 vezes revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras. Paciente estabiliza hemodinamicamente. Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo, assim como os demais reflexos tronco encefálicos ausentes.
O Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica, não suporta procedimento de retirada de órgãos. Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro. Todos os números possíveis, sem sucesso. Sequer uma gravação. Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos. Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos órgãos.
4 hs depois do primeiro contato, sim Quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solicita. A mesma pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga, pois através da central não teríamos sucesso. Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.
A paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores. Nova parada cardíaca. Reanimamos pela 4ª vez, mantemos o coração batendo, estabilidade hemodinâmica. Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de orgãos, vencemos o sistema … acende uma centelha de esperança na equipe.
Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado. O tempo corre. Perdemos a vaga. Paciente para pela 5ª vez. Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.
Frustração generalizada da equipe.
Converso com familiares, todos inconsoláveis. A falta é de tudo: O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores nos privaram do sucesso. Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera. Uma ambulância. Uma vaga. Um sistema que não te ajuda. Dramático, não?
Realidade cotidiana.
Sistema público de saúde colapsado. Estado colapsado. Bastava uma ambulância igual às da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão. Bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa, uma refinaria no valor de 48 milhões comprada pela Petrobras, estatal, por 1bi. Um bilhão menos quarenta e oito milhões.
A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros. O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos. Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre. Falta ambulância, falta vaga em hospital.
Falta discernimento para compreender o que representa o caso Passadena na vida deles. Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo. Vide o pequeno “engano” do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro. Pena que a pesquisa estava errada, pena que aparecem fatos como este para abafar os escandalos da Petrobras. Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho. Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.
Neymar, desculpe-me, mas vou torcer p’ro Messi. Ronaldo desculpe-me, mas eu quero hospitais. Dilma, desculpe-me, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no Metrô, no hospital, no elevador, no ‘Facebook’. Chato é não tentar”.
Guilherme A. Fritsch-Nunes
Desdobramentos da Lava Jato podem revelar bilionário esquema que usa fundos de pensão para lavagem
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A Caixa Preta dos Fundos de Pensão – principalmente os dos empregados das maiores empresas estatais – corre o risco de ser escancarada pelos novos passos da Operação Lava Jato – que investiga o esquema de lavagem de mais de R$ 10 bilhões. Já existem provas de que alguns fundos de servidores municipais foram usados em esquemas iguais aos do mensalão, para lavagem de dinheiro e repasse aos políticos corruptos. Se o escândalo atingir também os bilionários fundos das empresas de economia mista, derruba o governo ou inviabiliza a reeleição de Dilma Rousseff.
Esse é o maior e mais imediato temor da alta cúpula do PT e de seus parceiros do PMDB. Por isso, a tática é aproveitar o clima festivo de Copa do Mundo da Fifa, para tentar jogar para escanteio a CPI da Petrobras – que tem tudo para escancarar a porteira de revelações sobre os fundos (aparelhados em sua gestão por dirigentes ligados ao PT, desde o começo de 2003, quando Lula e seu cardeal José Dirceu assumiram o governo. A cúpula do PMDB também teria “loteamentos” semelhantes – agora alvos das apurações.
Agora, as diferentes forças tarefas do Ministério Público, Receita e Polícia Federal, que atuam nos desdobramentos da Operação Lava Jato, têm a complicada missão de descobrir se o doleiro Alberto Yousseff tem relações milionárias com grandes fundos de pensão de empresas “estatais”. Por enquanto, só se sabe que, entre 2012 e 2013 uma das empresas controladas por ele, a Marsans Brasil, conseguiu angariar cerca de R$ 23 milhões de reais de fundos de previdência dedicados a garantir pensões de servidores aposentados.
Segundo a Veja, desde pelo menos 2010, o doleiro Alberto Youssef ajudava na coleta de recursos para campanhas de políticos. Nos últimos meses, esbanjava intimidade com o poder. Tinha contatos frequentes com os deputados federais André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (SDD). Articulava negócios com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, com quem é acusado pelo Ministério Público de ter desviado mais de 8 milhões de reais de obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. E é acusado ainda de comandar um laboratório farmacêutico que conseguiria faturar até 35 milhões de reais, em cinco anos, na venda de medicamentos com uma parceria chancelada pelo Ministério da Saúde.
Jegue voador?
Lula declarou que dá para ir aos estádios da copa até de jegue, alegando ser babaquice exigir um metrô que leve o torcedor quase dentro das arenas.
Pena que seu filho pródigo, próspero empresário, Fábio da Silva, que detesta o apelido de Lulinha, não é burro não.
Acaba de adquirir um helicóptero novinho em folha, para os deslocamentos mais ágeis no trajeto sempre engarrafado entre o ABC e a cidade de São Paulo.
É Frozen...
Detalhe inusitado do telhado de uma casa, no bairro da Aclimação, na Zona Sul de São Paulo, depois da tempestade de granizo ontem na capital paulista - que deixou várias ruas com clima europeu pós-nevasca.
Naquele mesmo momento da chuvarada, o Figueirense derrotava o Corinthians na inauguração de sua arena no Itaquera.
E o técnico Ney Franco, em plena estréia no Maracaná, entrava na maior fria, com o Flamengo perdendo feio para o São Paulo.
Dica de Saúde
Marcha para o Zé
Super Alerta – Episódio 4
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Maio de 2014.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Maio de 2014.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Decisão do STF passa o rodo na Lava Jato e manda soltar Paulo Roberto, doleiro Yousseff e outros bichos
Noel Rosa, em 1933, já indagava, com maldade: Onde está a Honestidade?
Em mais uma prova de que o Brasil é mesmo o País da Impunidade e da Injustiça, uma decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal passou o rodo em todo o bom trabalho feito pela 13ª Vara Federal de Curitiba, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavascki avocou para si os outro processos do caso e mandou soltar todo mundo. Desde o doleiro Alberto Youssef, passando pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, até chegar a Rene Luiz Pereira, suspeito de envolvimento com tráfico internacional de drogas.
A decisão de Teori é um alívio para o governo. Paulo Roberto Costa comprovou que tem muito mais poder do que realmente parecia. Mesmo indiciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e tentativa de destruição de documentos, o ex-dirigente da Petrobras e ex-conselheiro da Brasken (subsidiária do grupo Odebrecht) conseguiu se livrar da incômoda cadeia – que lhe impedia movimentos defensivos. Como o parceiro dele, o doleiro Alberto Yousseff, também ganhou liberdade, muitas provas podem desaparecer, como mágica, depois que forem soltos – segundo temor de membros da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A mais importante bomba a ser desarmada é a que relaciona os personagens da Lava Jato com operações de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e prováveis mensalões a políticos e suas campanhas. A decisão individual de um ministro do STF – indicado para o cargo pelo Palácio do Planalto – é apenas a sinalização de que o PT consegue, mais uma vez, desmontar armadilhas da Justiça.
A CPI da Petrobras, que já nasceu praticamente morta, perderá totalmente a força, com a paralisia mental gerada pela Copa do Mundo. A secada na Lava Jato é uma demonstração de que o esquema petralha continua mais hegemônico que nunca – com alto risco de perpetuação no poder, a não ser que ocorra uma improvável virada de mesa. É por isso que o povo, cantando a música do imortal Noel Rosa, já pergunta com maldade: “Onde está a Honestidade? Onde está a Honestidade?”.
“Onde está a Honestidade?” – com Beth Carvalho
sábado, 17 de maio de 2014
REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' REVELA: ROSEMARY DE LULA FEZ CHANTAGEM CONTRA GOVERNO DILMA.
sábado, maio 17, 2014
A discrição nunca foi uma característica da personalidade da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha (FOTO). Quando servia ao ex-presidente Lula em Brasília, ela era temida. Em nome da intimidade com o “chefe”, como às vezes também se referia a ele, Rose fazia valer suas vontades mesmo que isso significasse afrontar superiores ou humilhar subordinados. Nos eventos palacianos, a assessora dos cabelos vermelhos e dos vestidos e óculos sempre exuberantes colecionou tantos inimigos — a primeira-dama não a suportava — que acabou sendo transferida para São Paulo. Mas caiu para cima. Encarregada de comandar o gabinete de Lula de 2009 a 2012, Rose viveu dias de soberana e reinou até ser apanhada pela Polícia Federal ajudando uma quadrilha que vendia facilidades no governo. Ela usava a intimidade que tinha com Lula para abrir as portas de gabinetes restritos na Esplanada. Em troca, recebia pequenos agrados, inclusive em dinheiro. Foi demitida, banida do serviço público e indiciada por crimes de formação de quadrilha e corrupção. Um ano e meio após esse turbilhão de desgraças, no entanto, a fase ruim parece ter ficado no passado. Para que isso acontecesse, porém, Rosemary chegou ao extremo de ameaçar envolver o governo no escândalo.
Em 2013, no auge das investigações, quando ainda lutava para provar sua inocência, a ex-secretária Rosemary procurou ajuda entre os antigos companheiros do PT — inclusive Lula, o mais íntimo deles. Desempregada, precisando de dinheiro para pagar bons advogados e com medo da prisão, ela desconfiou que seria abandonada. Lula não atendia suas ligações. O ex-ministro José Dirceu, às vésperas da fase final do julgamento do mensalão, estava empenhado em salvar a própria pele e disse que não podia fazer nada. No Palácio do Planalto, a ordem era aprofundar as investigações. Em busca de amparo, Rose concluiu que a única maneira de chamar a atenção dos antigos parceiros era ameaçar envolver figuras importantes do governo no escândalo. Mensagens de celular trocadas pela ex-secretária com pessoas próximas mostram como foi tramada a reação. Magoada com o PT por ter permitido que a Casa Civil aprofundasse as investigações sobre suas traficâncias, Rose destila ódio contra a então ministra Gleisi Hoffmann. Em uma conversa com um amigo, em abril do ano passado, desabafa: “Tão chamando a ministra da Casa Civil de Judas!!! Ela bem que merece!!!”. O interlocutor assente: “Ela vazou a porcaria toda. Vamos em frente”. Rose acreditava que o próprio Palácio do Planalto estava por trás das revelações sobre o desfecho da sindicância — “a porcaria toda” — que apontava, entre outras irregularidades, o seu enriquecimento ilícito no cargo.
Com o fundo do poço cada vez mais próximo, Rosemary decidiu arrastar para dentro do escândalo figuras centrais do Planalto e, se possível, a própria presidente Dilma Rousseff. A estratégia consistia em constranger os antigos colegas de governo pressionando-os a depor no processo que tramitava na Controladoria-Geral da União. “Quero colocar o Beto e a Erenice Guerra”, diz Rose em uma mensagem. “Você quer estremecer o chão deles?”, questiona o interlocutor. “Sim”, confirma Rose. “Porque vai bombar. Gilberto Carvalho também?”, indaga. “O.k.”, devolve ela. As autoridades que deveriam “estremecer” não foram escolhidas por acaso. Atual chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, Beto Vasconcelos era na ocasião o número 2 da Casa Civil. Ao lado da ex-ministra Erenice Guerra, ele servira a Dilma no Planalto durante anos. Rose os conhecia como a palma da mão e sabia que eles tinham plena consciência do seu temperamento explosivo. A conclusão da conversa no celular, resumida pelo interlocutor, revela as reais intenções da ex-secretária: “Vai rolar muito stress... Vão bater na porta da Dilma. Vão ficar assustados”.
LIGAÇÕES COM "DEUS"...
O plano embutia um segundo objetivo. Rosemary também queria se reaproximar de um ex-amigo em especial. Ao tentar “estremecer” o chão de Gilberto Carvalho, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência e homem de confiança de Lula, Rose tinha um propósito bem específico. Ela queria restabelecer as suas ligações com “Deus”, como a ex-secretária costuma se referir ao ex-presidente Lula. Em outra troca de mensagens de celular, um interlocutor diz a Rose que, com a indicação das testemunhas — Gilberto Carvalho, Beto Vasconcelos e Erenice Guerra — no processo da CGU, “o momento é oportuno para aproximação com Deus...”. Mas a ex-protegida de Lula se mostra cética e insatisfeita. “Vai ser difícil. Ele está com muitas viagens. Não posso depender dele”, diz Rose. Não se sabe exatamente o que aconteceu a partir daí, mas a estratégia funcionou. Um dos homens mais próximos a “Deus”, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, cuidou pessoalmente de algumas necessidades mais imediatas da família de Rosemary durante o processo. Além de conseguir ajuda para bancar um exército de quase quarenta juristas das melhores e mais caras bancas de advocacia do país, a ex-secretária reformou a cobertura onde mora em São Paulo e conseguiu concretizar o antigo projeto de ingressar no mundo dos negócios.
O plano embutia um segundo objetivo. Rosemary também queria se reaproximar de um ex-amigo em especial. Ao tentar “estremecer” o chão de Gilberto Carvalho, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência e homem de confiança de Lula, Rose tinha um propósito bem específico. Ela queria restabelecer as suas ligações com “Deus”, como a ex-secretária costuma se referir ao ex-presidente Lula. Em outra troca de mensagens de celular, um interlocutor diz a Rose que, com a indicação das testemunhas — Gilberto Carvalho, Beto Vasconcelos e Erenice Guerra — no processo da CGU, “o momento é oportuno para aproximação com Deus...”. Mas a ex-protegida de Lula se mostra cética e insatisfeita. “Vai ser difícil. Ele está com muitas viagens. Não posso depender dele”, diz Rose. Não se sabe exatamente o que aconteceu a partir daí, mas a estratégia funcionou. Um dos homens mais próximos a “Deus”, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, cuidou pessoalmente de algumas necessidades mais imediatas da família de Rosemary durante o processo. Além de conseguir ajuda para bancar um exército de quase quarenta juristas das melhores e mais caras bancas de advocacia do país, a ex-secretária reformou a cobertura onde mora em São Paulo e conseguiu concretizar o antigo projeto de ingressar no mundo dos negócios.
Rosemary comprou uma franquia da rede de escolas de inglês Red Balloon. Para evitar problemas com a ficha na polícia, o negócio foi colocado no nome das filhas Meline e Mirelle e do ex-marido José Cláudio Noronha. A estratégia para despistar as autoridades daria certo não fosse por um fato. A polícia já havia apreendido em 2012, na casa de Rose, todo o planejamento para aquisição da franquia. Os documentos mostravam que o investimento ficaria a cargo da quadrilha que vendia influência no governo. Na época, a instalação da escola foi orçada em 690 000 reais — padrão semelhante aos valores praticados atualmente no mercado —, dinheiro que Rosemary e seus familiares não possuíam. Como, então, a família que informava ter um patrimônio modesto conseguiu reunir os recursos? Procurada por VEJA, Meline Torres, responsável pela administração da escola, informou que todos os investimentos foram realizados a partir de “economias”. “Eu trabalhei muito durante a minha vida (Meline tem 29 anos). Trabalho desde os 18 anos com registro em carteira e tenho poupança. Meu pai também está me ajudando com recursos dele, aliás, do trabalho de uma vida”, explicou. Rosemary não quis se pronunciar. Do site da revista Veja
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