sábado, 31 de maio de 2014

O Partido do Crime


Não se trata de um evento trivial. Luiz Moura (PT-SP), deputado estadual, foi surpreendido numa reunião na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, de que ele é presidente de honra, em companhia de 13 pessoas que, segundo a polícia, são ligadas ao PCC. Um assaltante de banco foragido participava do convescote. Segundo a polícia, o encontro tinha o objetivo de planejar novos incêndios contra ônibus na capital. Os veículos atacados pertencem invariavelmente a empresas privadas, nunca às tais cooperativas.
Moura integra o grupo político de Jilmar Tatto, deputado federal licenciado (PT-SP) e secretário de Transportes da gestão Fernando Haddad. O próprio Tatto é muito influente nisso que já foi chamado "transporte clandestino", tornou-se "alternativo" e acabou sendo oficializado. Hoje, as cooperativas celebram contratos bilionários com a prefeitura.
Não há um só jornalista ou um só político de São Paulo que ignorem o fato de que o PCC se imiscuiu na área de transportes por meio de cooperativas. Em 2006, foi preso um sujeito chamado Luiz Carlos Efigênio Pacheco, então presidente da Cooper-Pam. Conhecido como "Pandora", o homem foi acusado de financiar uma tentativa de resgate de presos de uma cadeia de Santo André. Ele negou ligação com o crime organizado, mas disse que, por ordem de Tatto, então secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy, levou para a sua cooperativa integrantes do PCC. O chefão petista repeliu as acusações. Só não pode repelir a sua óbvia proximidade com as ditas cooperativas e o incentivo que deu, ao longo de sua carreira, a essa, vá lá, "modalidade de transporte".
Há muito tempo a PF já deveria ter se interessado por esse assunto –e não só em São Paulo. Seja o deputado Luiz Moura culpado ou não –já volto a seu caso–, o transporte público tem sido uma das portas de entrada do crime organizado no Estado brasileiro. O setor está se transformando numa lavanderia do dinheiro sujo, com tentáculos no Executivo e no Legislativo. Para saltar para o Judiciário, se é que já não ocorreu, é questão de tempo.
Agora volto a Moura. Na quarta-feira, o deputado discursou na Assembleia Legislativa. Ele se disse inocente e afirmou que está sendo perseguido pela imprensa. Entenda-se por "imprensa", leitor amigo, aquela gente que decide noticiar o que é notícia, o que costuma incomodar os companheiros, daí que eles tenham convencido a presidente Dilma a abraçar a tese da "regulação da mídia". Li, na quinta, nesta Folha, a seguinte declaração de Moura: "Hoje, a imprensa, indiscriminadamente, noticia que fui um ladrão, que fui um assaltante, sempre relembrando o passado. E a Constituição é muito clara: diz que todo o cidadão tem o direito de se recuperar".
Bem, em primeiro lugar, ele realmente foi "ladrão e assaltante". E não cumpriu os 12 anos de pena a que foi condenado porque fugiu. No dia 5 de janeiro de 2005, ao obter o perdão judicial –e isso também foi noticiado–, assinou uma declaração de pobreza em juízo, afirmando "ser pobre na acepção legal do termo, não tendo, portanto, condições de prover as custas e demais despesas processuais e o ressarcimento da vítima, sem prejuízo do sustento próprio e de sua família". Tadinho!
Quatro anos depois, ele já era dono de um posto de gasolina onde funcionava um caça-níqueis. Ao concorrer a deputado federal, em 2010, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5.125.587,92 (mais de R$ 1 milhão por ano, desde aquela sua pobreza fabulosa). Pergunta: agora que é milionário, fez alguma coisa para "ressarcir a vítima"?
No PT, Moura já não é um qualquer. Na sua festança de aniversário, a figura de destaque foi Alexandre Padilha, ex-ministro e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Discursou com entusiasmo. Se Padilha vencer, Moura poderá ajudá-lo a cuidar da área de transportes, como ajudou Marta Suplicy e Fernando Haddad. Está em sua honrada biografia.
reinaldo azevedoReinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e autor de um blog na revista 'Veja'. Escreveu, entre outros livros, 'Contra o Consenso' (ed. Barracuda), 'O País dos Petralhas' (ed. Record) e 'Máximas de um País Mínimo' (ed. Record). Escreve às sextas-feiras.

    A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

    sábado, 31 de maio de 2014


    Leia a “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar hoje aos leitores.

    CARTA AO LEITOR
    Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.
    Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.
    Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.

    CHARGE DO FRANK

    Esta charge do Frank foi feita originalmente para o

    sexta-feira, 30 de maio de 2014

    Efeito do Medinho: advogados dos petralhas abandonando o PTitanic e aposentadoria de Barbosa ferram Dilma



    2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
    Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

    A nada surpreendente aposentadoria de Joaquim Barbosa, da Presidência e do emprego vitalício no Supremo Tribunal Federal, terá impactos altamente negativos sobre a campanha reeleitoral do PT. Assim que Ricardo Lewandowski assumir, mandará soltar os mensaleiros, e esta noção imagética de impunidade representará um altíssimo desgaste para o partido. Além disso, Barbosa de palestrante franco-atirador vai alvejar a petralhada mais que índio doido nos protestos contra a Copa do Jegue. Barbosa deve tirar o time dele após a Copa ou perto do final do torneio, até o meio de julho.

    O pavor de perder a eleição – frustrando os planos de ocupação do poder por décadas – já é um sentimento real dos membros da cúpula do Partido dos Trabalhadores. A tática de propaganda, baseada na chamada “Estratégia do Medo”, apenas reflete, psicologicamente, a tensão defensiva dos petistas – que tem tudo para se transformar, na hora do desespero diante da derrota, em atitudes ofensivas no estilo extremista e violento de regimes totalitários (nos moldes nazistas e comunistas).

    Os efeitos colaterais da Operação Lava Jato foram psicologicamente mais destruidores para os petistas que a forçada condenação no Mensalão – que mantém alguns dos líderes do partido-ópio atrás das grades. Já se nota um movimento apavorante de advogados de alguns réus ilustres ensaiando um jeitinho de parar com o trabalho para os encrencados judicialmente no regime petralha. O temor máximo é que, antes, durante e depois da campanha, investigações atinjam o elo mais frágil da corrente: a família de Luiz Inácio Lula da Silva – que tem uma evolução patrimonial inimaginável.

    A avaliação sobre o temor petista que começa a sair de controle já é repetida nas conversas de vários lobistas de Brasília e adjacências. O medo concreto de Lula – que será evidenciado no aumento de sua agressividade durante a contraofensiva de campanha – se transformou no ponto mais frágil e vulnerável do petismo, em sua estratégia de manter o poder federal. Concretamente, o PT sabe que corre perigo de ser lavado a jato, se as denúncias bilionárias de lavagem de dinheiro não forem interrompidas pela pizza sabor covardia no forno infernal do judiciário.

    A conjuntura política e econômica piora tudo. O clima é de descrença e muita desconfiança. A inflação é real – sem trocadilho. Na avaliação geral, principalmente de analistas do mercado financeiro, Dilma Rousseff perdeu o controle da política econômica, mantendo a alta carga tributária, apesar de algumas desonerações pontuais, para continuar sustentando alto gasto improdutivo e o desperdício de recursos na inchada máquina estatal. A impressão generalizada de descontrole da situação aumenta as chances de derrota do PT na eleição presidencial.


    A desorganização para a “Copa do Jegue”, com obras inconclusas e promessas descumpridas, junto com o aumento real do custo de vida, causam impacto negativo na avaliação do governo. Só os muito carentes, beneficiados pelo clientelismo federal nas bolsas assistencialistas, seguem fiéis ao PT. O resto do eleitorado (cerca de 70%, segundo a maioria das pesquisas) deseja mudanças de governo. Os estrategistas do PT se apavoram porque a propaganda ufanista não tem dado os resultados esperados. A esperança deles é a vitória da Seleção Brasileira no Mundial de Futebol. Se o “Brasil perder”, o PT tende a ser jogado para escanteio. O PTitanic afunda, e tudo de errado e ruim vem à tona.

    Os pragmáticos aliados de ocasião, que já pressentem o afundamento do PTitanic, ainda fingem seguir no barco, mas já têm planos alternativos para desembarcar na candidatura oposicionista que se mostrar mais viável, no provável segundo turno eleitoral. A traição ao PT é programada. Seu risco cresce com o aumento concreto do risco de derrota, apesar do escandaloso e incompetente aparelhamento da máquina estatal capimunista.

    Resumindo o pagode (marca cultural brasileira que a desastrosa Dilma deixou a Fifa ficar dona até o fim do ano): as pessoas de bem estão de saco cheio e a maioria parece pronta para apertar o “botão F”.

    Dia de Branco


    Medinho sentido na pele


    Erro de Comunicação?


    Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

    O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


    A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

    © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Maio de 2014.

    ADAMS, UM DOS COTADOS PARA O STF, ENROSCOU-SE NA OPERAÇÃO PORTO SEGURO; JOSÉ EDUARDO CARDOZO, OUTRO, SERIA O COMEÇO DO TRIBUNAL BOLIVARIANO


    Já começou, a bolsa de apostas para o substituto de Joaquim Barbosa. Como no poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, pode acontecer o óbvio, mas também pode aparecer um J.Pinto Fernandes que não havia entrado na história, né? Quem são os cotados? Desde sempre, está na parada Luís Inácio Adams, titular da Advocacia Geral da União. Faz tempo que é cotado. Em 2012, seu prestígio sofreu um forte abalo por causa da Operação Porto Seguro. Uma das pessoas alvejadas foi o seu então segundo na AGU, José Weber Holanda, considerado uma espécie de chefe da turma à qual pertencia Rosemary Noronha, a Primeira-Amiga de Lula. Weber era mais do que um subordinado de Adams. Era mesmo um amigo. Seu esforço para emplaca-lo em cargos públicos foi imenso, mesmo sabendo que o rapaz estava envolvido em alguns casos nebulosos, inclusive com processo na Justiça, de quando ainda era procurador-geral do INSS. Considerou-se, ora vejam!, que tinha bens incompatíveis com os seus rendimentos. Em 2012, Adams estava cotado para a Casa Civil, e o episódio derrubou a sua candidatura. Voltou a cair nas graças do Planalto com o caso do programa “Mais Médicos”, do qual foi um defensor ardoroso. Um jornalista lhe perguntou o que aconteceria se os cubanos pedissem asilo ao Brasil. Ele não titubeou: “Nesse caso me parece que não teriam direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos.”

    Cardozo
    Outro candidato, também já faz algum tempo, é, acreditem, José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça. Nego-me, vamos dizer assim, a analisar a hipótese. Se for indicado, será a escolha clara pela, digamos, “bolivarianização” do tribunal. Cardozo foi um dos coordenadores da campanha de Dilma à Presidência. Simpaticamente, ela o apelidava de um de seus “Três Porquinhos” — os outros dois eram Antonio Palocci e José Eduardo Dutra. As declarações antigas e recentes de Cardozo — que se comporta sempre como militante do PT, nunca como ministro da Justiça — o desqualificam, obviamente, a fazer parte da Suprema Corte do País. Por Reinaldo Azevedo

    LINDA COLEGA

    Enviado por Guilherme Radin

    TEU LINDO SORRISO
    PENETRA NO MEU OLHAR,
    ME TIRA DE ORBITA
    POR ALGUNS INSTANTES
    ESTE SORRISO ENCANTADOR
    REFLETE A BELEZA DO TEU SER
    É UMA MÚSICA QUE ME EMBALA
    E REVELA A TERNURA DO SEU CORAÇÃO

    Um pequeno grande poema do meu amigoGuilherme Radin

    Amarildo, hoje na Gazeta (ES)