domingo, 23 de março de 2014

Depois de pouco mais de dois anos do desabamento do edifício Liberdade, no Rio, o país passou a ter uma norma com regras para reformas

em: ARTIGOS   |  tags: Construção ,Reforma   |  fonte: Folha


reforma de imóvel : Reformas de imóvel: regras ABNT
No acidente no Rio, o edifício passava por uma reforma e, ao cair, levou consigo duas construções vizinhas. Dezessete pessoas morreram.
14080845 : Reformas de imóvel: regras ABNT
Editoria de Arte/Folhapress
Publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) na última quinta-feira, a norma entrará em vigor no próximo dia 18 e valerá inclusive para reformas no interior dos imóveis.
O documento apresenta um roteiro de procedimentos a seguir antes, durante e depois de uma obra. Moradores deverão enviar ao síndico um planejamento do que será feito, detalhando empresa contratada e duração da obra.
Como toda reforma exigirá um responsável técnico, o condômino precisará de um laudo assinado por engenheiro ou arquiteto, mesmo no caso de obras pequenas, como uma pintura, diz o redator da norma, Jerônimo Cabral.
O síndico terá o poder de autorizar ou proibir a reforma, caso considere que ela causa risco à edificação ou aos moradores. Para tanto, precisará recorrer a um especialista para validar ou não o laudo.
A veterinária Carolina Pontoldio, 33, conta que o conhecimento técnico foi decisivo para a opção de contratar uma arquiteta para a reforma do apartamento. “Sabia que a estrutura do imóvel estaria garantida”, diz.
No caso da advogada Anamaria do Amaral Andrade, 51, seu apartamento teve alteração na parede da cozinha, instalação de ar-condicionado e ampliação da sala com a varanda.
“Para retirar uma esquadria, por exemplo, preciso pegar todo o formulário de uso do prédio e analisá-lo. Não posso propor algo para a minha cliente que eu não possa executar”, diz a arquiteta Camila Klein, responsável pelas mudanças no apartamento de Anamaria.
FAZ-TUDO
O conhecido “faz-tudo” ou o “pedreiro de confiança” não poderão fazer reformas em uma edificação, segundo o redator da norma, Jerônimo Cabral. As obras deverão ser tocadas, dependendo da complexidade, por empresas capacitadas ou especializadas.
Empresa capacitada, segundo a norma, refere-se a uma organização ou pessoa que tenha recebido capacitação e orientação de um profissional habilitado e que trabalhe sob responsabilidade dele. Empresas especializadas são organizações ou profissionais liberais que exerçam função de competência técnica específicas.
APLICAÇÃO
Embora concordem sobre a necessidade de uma norma para reformas, entidades do setor de condomínios criticam o fato de não terem sido procuradas para participar das discussões.
Elas afirmam que faltou informar os moradores, administradoras e síndicos da norma, e que a necessidade de laudos tende a onerar os condomínios, gerando dificuldades na sua aplicação.
Dostoiéviscki Vieira, diretor da associação Pró-Síndico (associação de síndicos), diz que a tendência é que a norma não seja seguida nos condomínios mais populares, por razões econômicas.
“Vai sobrar para os síndicos ouvir chorumelas se tiver de começar a exigir o laudo dos condôminos.”
Para Omar Anauate, diretor da Aabic (associação de administradoras de condomínio), nenhuma administradora se disporá a “dar um ok” a um projeto por solicitação do síndico nem terá interesse em fazer isso.
“Síndicos e administradoras passaram ao largo dessa discussão. É em prol da segurança de todos, mas precisaria detalhar melhor a questão operacional dessa norma.”
Já Ricardo Pina, coordenador da comissão de estudos da norma e membro do SindusCon-SP (sindicato da construção), diz que, aos poucos, haverá uma mudança na cultura dos condomínios e que a iniciativa representa um passo nesse sentido.
“Há prédios que parecem um queijo suíço depois de reformas feitas sem controle”, afirma Pina.
Fonte: Folha - DANIEL VASQUES

sábado, 22 de março de 2014

Políbio Braga: Eu usei a Lei de Acesso à Informação para exigir que entreguem a ata da refinaria malcheirosa.

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Políbio Braga cobra do Governo a Ata da Compra da Refinaria de Pasadena (EUA)

Paulo Martins: SBT PR - O DESMANTELAMENTO DA PF E DAS FORÇAS ARMADAS


CHARGE DO PELICANO

Esta charge do Pelicano foi feita originalmente para o

DILMA DEU BILHÕES DE PREJUÍZOS AO PAÍS PORQUE NÃO LÊ O QUE ASSINA. AGORA CORTA VERBAS DO IBGE E DEIXA O BRASIL SEM ESTATÍSTICAS CONFIÁVEIS

sexta-feira, 21 de março de 2014


Com o corte de 50% no orçamento do Ministério do Planejamento, o IBGE, que é vinculado à pasta, vai ter que adiar pesquisas. A Contagem da População, que atualiza o Censo Demográfico, ficou para 2016. Estava previsto para 2015, cinco anos após o Censo ter ido a campo. O custo total da pesquisa é de R$ 1,7 bilhão. Para este ano, estava previsto gasto de R$ 200 milhões, valor maior que o orçamento do próprio instituto, que é de R$ 170 milhões. A Contagem é uma demanda recorrente dos prefeitos, pois baliza a repartição do bolo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Uma pesquisa desse tamanho precisa de muito tempo de planejamento. São 200 mil pessoas em campo para contar a população. Os R$ 200 milhões são para organizar essa estrutura", afirmou a presidente do IBGE, Wasmália Bivar. Diante do corte, o instituto terá que fazer uma escolha: ou deixar de fazer a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o maior levantamento socioeconômico depois do Censo Demográfico, ou adia o início da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) para o ano que vem. A Pnad do jeito que vem sendo feita vai acabar de qualquer jeito. Mas a expectativa era que este ano ainda fosse a campo. O levantamento será substituído pela chamada Pnad contínua, que trará resultados nacionais sobre o mercado de trabalho de todo o país a cada trimestre. Até agora, o desempenho desse mercado era medido mensalmente, mas restrito a seis regiões metropolitanas. A Pnad trazia o quadro nacional, mas os resultados só eram divulgados um ano depois. "Ainda estamos decidindo qual a melhor saída. Ou fazemos a última Pnad e adiamos a POF para o início do ano que vem ou desistimos da Pnad e começamos a POF este ano", diz Wasmália. A POF é feita de cinco em cinco anos e atualiza a estrutura de gastos das famílias para o cálculo dos índices de inflação. É um levantamento aprofundado do consumo familiar. É realizado durante um ano, com os domicílios sendo visitados diversas vezes, para apurar o consumo sazonal das famílias e as condições de vida. Também são feitas medições antropométricas (de peso e de altura). A Pnad custa entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, e a POF exige uma despesa em torno de R$ 14 milhões. Não é a primeira vez em que a Contagem da População é adiada por corte no orçamento. A última vez foi em 2005. A pesquisa só foi feita 2007, ainda assim restrita a pequenos municípios. — Chegamos a pensar em não fazer mais a Contagem, pois ela acrescentava pouco por só pesquisar sexo e idade da população, mas as demandas se avolumaram — afirma a presidente do instituto. Dessa vez, a contagem será mais rica, segundo Wasmália. Algumas informações sobre o domicílio e as pessoas serão incluídas no questionário: — Vamos fazer um pequeno questionário. Cada vez mais cresce a demanda por informações municipais, como acesso à energia elétrica. Como o serviço está praticamente universalizado, somente com levantamento censitário é possível saber onde ainda não há luz. É um instrumento importante para dimensionar público alvo e políticas de infraestrutura. Os pesquisadores vão a campo em 2016, ano em que também vai acontecer o Censo Agropecuário. A estrutura desse censo será usada pela Contagem. A Contagem da População de 2007 foi o primeiro levantamento que informou o número de casais gays no país. Como foi restrita a pequenos municípios, só captou 17 mil arranjos familiares desse tipo naquela época. Com o Censo Demográfico de 2010, esse número subiu para 60 mil.