quarta-feira, 20 de junho de 2012

Imobiliários seguem uma trajetória de crescimento


Quem apostou nos fundos imobiliários não tem do que se queixar. O segmento registrou nos últimos anos desempenho melhor do que quase todos os outros investimentos e segue uma trajetória de crescimento que nem mesmo a desaceleração da economia ou a expectativa de estabilização nos preços dos imóveis parece abalar.

“A trajetória é de bom desempenho nos anos em que o mercado de ações vai bem e de resistência nos períodos de crise”, diz José Diniz, diretor da Rio Bravo. “São um porto seguro em momentos de crise”, afirma Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages. “É um produto que se protege bem da desvalorização dos ativos”, endossa Carlos Massaru, presidente da BBDTVM.
“A cota valoriza ou desvaloriza, mas o potencial do mercado e as vantagens tributárias compensam”, afirma Eduardo Forestieri, superintendente de produtos de investimentos do Citibank. “É cada vez mais atrativo”, completa Vitor Hugo dos Santos Pinto, gerente nacional de fundos para o setor imobiliário da Caixa Econômica Federal.
Os fundos imobiliários surgiram há pouco mais de uma década. Se antes se voltavam mais para imóveis residenciais, hoje focam os escritórios comerciais, galpões logísticos e shopping centers. Desde 2005 têm rendido em média 27,3% ao ano, contra 12,6% da Selic e 12,4% do Ibovespa.
A Brazilian Mortgages é a líder e pioneira do setor com 40% de market share. A carteira, que começou em 1999 com o Fundo Imobiliário Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, hoje engloba 34 fundos com volume de recursos de R$ 9,2 bilhões. A Caixa Econômica Federal, com R$ 5 bilhões em fundos imobiliários, e a Rio Bravo, com R$ 4,1 bilhões e uma carteira de 27 fundos, vêm logo atrás.
Os fundos da Brazilian Mortgages valorizaram 21,6% até abril deste ano contra 3% de Selic e 9% do Ibovespa antes da grande queda de maio. Dois dos fundos do grupo são o Torre Almirante, na avenida Almirante Barroso, no Centro do Rio, alugado à Petrobras, e o Torre Eldorado, do Shopping Eldorado, em São Paulo.
Os fundos da Rio Bravo tiveram este ano rentabilidade de 15% até abril. Só o Pátio Higienópolis, que tem patrimônio de R$ 370 milhões e garante rentabilidade com o aluguel das lojas do Shopping Higienópolis, subiu 40%. A cota, vendida por R$ 100,00 no lançamento, em 1999, hoje vale R$ 630,00. O Fundo de Renda Corporativa, mais conservador e com patrimônio de R$ 190 milhões, acumulou variação de 20% nos quatro primeiros meses deste ano.
A CEF se prepara para oferecer ao mercado nos próximos nove meses R$ 1,5 bilhão em novas ofertas em fundos imobiliários. A Caixa tem ainda entre as carteiras que administra o Fundo de Investimentos Almirante Barroso, do prédio do banco no Centro do Rio, o Porto Maravilha, que capitalizou a prefeitura carioca para a revitalização da região portuária da cidade, e o Caixa Cedae, que capitalizou R$ 80 milhões para a construção da nova sede da companhia de abastecimento de água do Rio. O FII BB Progressivo, com ativos locados para o Banco do Brasil no Rio e em Brasília teve a melhor valorização de cota em 2011: 50%.

Fonte: Valor Econômico

Prazo de 35 anos tem custo elevado


Optar pelo tempo máximo de quitação do financiamento requer avaliação criteriosa
18 de junho de 2012 | 17h 36
Gustavo Coltri, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Nunca pareceu tão fácil comprar um imóvel por financiamento bancário. Juros em queda e o inédito prazo de 35 anos para a quitação da dívida reduziram o patamar de renda exigido para a obtenção de crédito e ampliaram o universo de potenciais mutuários. Mas o endividamento mais prolongado tem um custo elevado e, por isso, demanda cuidado financeiro das famílias que investem na compra da casa própria.
Desde a última segunda-feira, a Caixa Econômica Federal - o mais importante agente de financiamento habitacional no País, com a previsão de conceder até R$ 100 bilhões em crédito neste ano - permite a escolha de 35 anos para o pagamento das dívidas. Os juros por lá também estão mais baixos do que nunca: para imóveis novos, passaram de 9% ao ano para 8,85%, podendo chegar a 7,8% para os clientes com conta-salário vinculada à instituição financeira.
No dia 6, o Banco Santander também anunciou a ampliação do prazo de financiamento, embora tenha mantido as mesmas taxas de juros. As novas regras entram em vigor 30 dias depois da divulgação, em 6 de julho.
O Banco do Brasil (BB) alterou sua tabela de juros no dia 1º, nos financiamentos abarcados pelo programa "Bom Pra Todos". Segundo a instituição, a redução pode chegar a 21%: os índices passaram de 10% ao ano para 8,9% na aquisição de imóveis avaliados em até R$ 500 mil. Se o cliente tiver uma conta-salário na instituição financeira e ainda mantiver seus pagamentos em dia, a taxa chega a 7,9% anuais.
Para o diretor executivo de estudos financeiros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, o prazo mais longo deve beneficiar principalmente compradores com menos renda e poupança. "Na medida em que se estende o prazo, a prestação fica menor. Entretanto, a grande desvantagem é que o preço final pago é superior."
Pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) - mais comumente adotado -, o abatimento da dívida é igual em todas as prestações, e a incidência de juros ocorre sobre o saldo devedor, que é maior no início do prazo. Por isso, o valor das prestações é decrescente no decorrer do pagamento da dívida, e também por essa razão o montante pago tende a crescer à medida em que o período de quitação se estende.
Em uma simulação feita na Caixa para um imóvel de R$ 350 mil financiado por uma pessoa com renda familiar bruta de R$ 8 mil, apenas R$ 4 é a redução no valor da prestação inicial com a ampliação do financiamento de 30 para 35 anos. O total pago pelo cliente após a última prestação, porém, aumenta R$ 78.307, se o crédito for esticado por esses cinco anos (veja a simulação completa no quadro abaixo).
Na quinta-feira, a administradora e empresária Maria Josileide Andrade, de 43 anos, assinou com a Caixa Econômica um financiamento de 35 anos para pagar uma casa nova de quatro quartos que comprou em 2010 na região de Socorro, zona sul de São Paulo. "O valor da prestação mais baixo compensava, mas pretendo quitar o contrato em um prazo de sete a dez anos." Ela é cotista de um consórcio e, se contemplada, irá abater parte do valor devido ao banco.
Uma opção para quem adquire imóveis de até R$ 500 mil pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) é também sacar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a cada dois anos para usá-los no pagamento do saldo devedor.
Mais amplo. O vice-presidente de habitação econômica do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Prando, atribui à ampliação do crédito à dinâmica do setor nos últimos anos. "Até 2004, o mercado trabalhava com 15 anos de prazo e 12% de juros ao ano. Hoje, ele migrou para juros de 7,8% e para prazos de até 35 anos. Isso, de fato, colocou no bolso da classe média a possibilidade de comprar um imóvel", diz.
O aumento do prazo beneficia, segundo ele, principalmente consumidores com dificuldades para a obtenção de crédito em 30 anos. Os bancos exigem em regra que as prestações iniciais não comprometam mais de 30% da renda familiar. Se o valor devido mensalmente se reduz com o prazo maior, a renda mínima pedida pelas instituições também fica menor. Mais gente pode, portanto, ter acesso ao financiamento da casa própria
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Especialistas falam sobre a proibição do crack pelo tráfico


Enviado por Jorge Antonio Barros - 
19.6.2012
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20h11m
DROGAS


Traficantes de drogas proibirem a venda de crack é mais ou menos como as farmácias decidirem suspender o comércio de remédios de tarja preta. Especialistas em segurança pública ainda não sabem explicar o que levou o tráfico de drogas a anunciar que vai proibir o crack em favelas do Rio, mas concordam que a estratégia é parte de mudança estrutural pela qual passa o crime organizado na cidade além da consequência do crescimento da repressão ao crack. Luiz Eduardo Soares, que acabou de lançar "Tudo ou Nada" (Editora Nova Fronteira) -- que conta a história de um traficante internacional de drogas -- afirmou que o anúncio da proibição de venda do crack pelos próprios criminosos é reflexo das transformações que vêm ocorrendo no tráfico do Rio em consequência também do projeto de pacificação de favelas.
-- A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) acaba promovendo a modernização do tráfico, que está se tornando cada vez mais nômade -- afirma Luiz Eduardo, lembrando que os traficantes do Rio já haviam decidido não vender crack, mas voltaram atrás, possivelmente influenciados por parcerias com a maior facção criminosa de São Paulo.
Soares lembra que "os protagonistas da economia do tráfico são capazes de avaliações e certamente chegaram à conclusão de que o negócio com o crack tem alto risco e baixa lucratividade".
-- Os traficantes sabem que o crack liquida em pouco o tempo o consumidor. Persistir nesse negócio é como matar a galinha dos ovos de ouro -- diz Luiz Eduardo.
O professor Michel Misse, outro pesquisador importante da área de segurança, observou que não se sabe o motivo da decisão do tráfico de drogas, mas há apenas hipóteses que explicariam a medida.
-- O quadro de repressão ao crack com certeza é um dos fatores. Sendo assim seria uma decisão racional deixar de transacionar esse produto. Isso ajudaria a evitar a chamar a atenção para o negócio das drogas como um todo -- diz Misse, acrescentando que a pesquisa de campo nas favelas tornou-se sido cada vez mais difícil, desde a morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e a partir do projeto de pacificação de favelas, em 2008.
A delegada-titular da Dcod (Delegacia de Combate às drogas), Valéria de Aragão Sádio, disse que já tinha obtido a informação de que os traficantes da maior facção criminosa iriam parar a venda de crack na Faixa de Gaza -- favelas da Zona da Leopoldina, na Zona Norte do Rio, como revelou hoje a coluna de Ancelmo Gois.
-- Se confirmada a informação é realmente uma vitória de toda a sociedade, não importa a intenção dos criminosos -- afirmou a delegada, lembrando que é o momento de o poder público investir no tratamento dos dependentes químicos.
Isso também é assunto para outro post.

Emendas à venda


Enviado por Rádio do Moreno - 
19.6.2012
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9h33m
LUIZ GARCIA


Há mais de 300 anos, um poeta inglês chamado William Congreve ganhou o direito de ser lembrado até hoje ao afirmar que não há fúria no inferno tão forte quanto a de uma mulher desprezada. A sua frase pode ser uma boa epígrafe para o registro do mais recente escândalo político de Brasília.

No nosso caso, há na verdade duas women scorned. São a ex-mulher, Isabela Suarez, do deputado João Carlos Bacelar, do PR baiano, e a sua irmã, Lilian, que está brigando com ele por questões de herança. A primeira contou para a outra que o ex-marido administrava um rendoso negócio de compra de emendas parlamentares ao Orçamento no Congresso. E Lilian imediatamente botou a boca no trombone. Denunciou não só o irmão como dois deputados e um ex-deputado que apresentaram emendas parlamentares beneficiando redutos eleitorais de Bacelar.

A denúncia pode ir longe, de duas maneiras. A primeira será um reforço considerável na investigação iniciada no ano passado pelo Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União sobre as emendas de Bacelar. Reforço, a propósito, aparentemente indispensável, como se percebe por declarações de deputados como o líder do PT, Jilmar Tatto, e o do PMDB, Henrique Eduardo Alves: ambos se declararam tão indignados como surpreendidos pelas denúncias. Não é possível duvidar da surpresa — mas parece evidente que os eleitores podem cobrar de ambos um pouco mais de atenção no serviço.

E ganha força, a propósito, uma proposta radical, do deputado Miro Teixeira: acabar com as emendas individuais e de bancada ao orçamento. Considerando-se que existe no Congresso um animado comércio de emendas, comprovado em reportagem recente do GLOBO, pode ser a única forma de dar mais eficiência — para não falar em honestidade — aos recursos públicos.

Mas melhorar o sistema é apenas parte da solução. A Câmara está devendo ao eleitorado, antes de mais nada, uma investigação séria sobre outras iregularidades, como a compra de emendas: deputados financiam as campanhas de candidatos e estes pagam essa generosidade com a apresentação de emendas de interesse dos padrinhos.

É, sem dúvida alguma, um comércio sujo. O Conselho de Ética da Câmara anunciou que vai investigá-lo, assim que um partido fizer um pedido a respeito, o que, parece, deve acontecer esta semana. É curioso que não possa fazê-lo por sua própria iniciativa. Um interessante ponto de partida para a investigação poderia ser a lista de presentes de Natal de Bacelar: em 2010, por exemplo, ela incluia 57 funcionários públicos e autoridades da Esplanada dos Ministérios. É espírito natalino que não acaba mais.
Publicado no Globo de hoje.

Parlamentares querem que juiz que pediu afastamento deponha na CPMI


|  ISTOÉ Online |  19.Jun.12 - 19:32 |  Atualizado em 20.Jun.12 - 01:09


Segundo o magistrado Moreira Lima, desde que assumiu a Operação Monte Carlo, ele vem recebendo informações de que pode ser alvo de atentados

Agência Brasil
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Senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira fizeram nesta terça-feira (19) um desagravo ao juiz Paulo Moreira Lima, que pediu afastamento do caso depois de alegar que está recebendo ameaças de policiais supostamente ligados ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) manifestou apoio ao magistrado e disse que irá colocar em votação requerimentos para que as ameaças sejam apuradas.
“A CPMI se manifesta, por meio de seus membros, desagravando toda e qualquer pressão que possa ser imposta contra a magistratura nacional. Nós entendemos que a magistratura tem que ter a liberdade de ação, que é pré-requisito ou prerrogativa máxima do Poder Judiciário. Eu tenho que, disciplinadamente, colocar em votação os requerimentos que possam tratar dessa matéria”, disse o senador.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), também defendeu que a CPMI investigue as denúncias de ameaças ao juiz Moreira Lima. Na opinião dele, o próprio juiz deveria dar depoimento aos parlamentares para contar o que ocorreu. “Se o juiz afirma que membros da sua família estão sendo ameaçados por policiais, é bom que ele preste depoimento à comissão parlamentar de inquérito”, defendeu. Para Dias, o Estado tem condições de oferecer proteção aos magistrados, mas está lidando com um “caso excepcional” que requer mais atenção, inclusive do ministro da Justiça.
Em discurso no plenário do Senado, Pedro Taques (PDT-MT), que também é membro da CPMI, comparou a ameaça ao magistrado aos casos que ocorriam na Colômbia dos cartéis de drogas e na Itália dos mafiosos. “Aqui é a Colômbia daqueles momentos terríveis? Aqui é a Itália, onde se matavam juízes? Será que daqui a pouco vão ameaçar os parlamentares que participam da CPMI? Nós não podemos permitir que esse magistrado, Paulo Moreira Lima, e esses dois procuradores [que comandam o caso] Léa Batista e Daniel Salgado, sejam, daqui a pouco tempo, nomes de estradas e monumentos”, disse o senador.
Taques cobrou das autoridades ações para proteger o juiz e membros do Judiciário envolvidos com o caso Cachoeira. “O Ministério Público Federal tem que tomar providências. O Poder Judiciário e o Ministério da Justiça também não podem ficar em silêncio. E, para nós, do Congresso Nacional, que estamos participando da CPMI do Cachoeira, esses fatos estão todos ligados. Nós estamos diante de uma organização criminosa que mata, que ameaça pessoas, que busca a intimidação através de arapongagens, do pagamento de propina, de ameaças como nós estamos aí a notar”, disse.
O senador ainda criticou o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto, por ter concedido habeas corpus para libertar Carlinhos Cachoeira. “É uma decisão equivocada, tanto que os outros dois juízes não deram ouvidos ao desembargador Tourinho Neto. A questão não é essa decisão, a questão é proteção à vida desses magistrados, de membros do Ministério Público e policiais que estão combatendo o crime organizado enquanto aqui em Brasília alguns entendem que só existe crime organizado em filmes de péssima categoria”, reclamou.
Na Câmara, o deputado Miro Teixeira (PTB-RJ) disse que o Congresso não pode aceitar como natural o afastamento de Moreira Lima do caso e que o Estado precisa garantir a integridade do magistrado. "Ele precisa receber do Estado brasileiro toda expressão da sua força, não da violência, para que ele continue desempenhando suas tarefas", disse o deputado, que também integra a CPMI do Cachoeira. Miro ressaltou que, com o afastamento do juiz, os acusados é que saem vitoriosos.
Carlinhos Cachoeira, que está preso no Distrito Federal, é o principal investigado pela CPMI que está em andamento no Congresso. Ele é apontado pela Polícia Federal como chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais, corrupção de agentes públicos e tráfico de influência.
Segundo o juiz Moreira Lima, desde que assumiu a Operação Monte Carlo, ele vem recebendo informações de que pode ser alvo de atentados e que está obrigado a se submeter a um rígido esquema de segurança. Em um dos episódios citados pelo juiz, policiais procuraram parentes dele para falar sobre a Operação Monte Carlo, “em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram”.

OBRA-PRIMA DO DIA - OURIVESARIA Objetos de Arte - Taça em jaspe com tampa (1575)



Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa - 
19.6.2012
 | 12h00m
Bartolomeo Sarachi era cristaleiro em Milão. Seus cinco filhos trabalharam com o pai; o mais velho, Giovanni-Ambrogio, nascido em 1540, teve quatro filhos. Desses netos de Sarachi, dois foram cristaleiros como o avô e o pai e dois ourives e foi essa geração que transformou o ateliê Sarachi na potência que foi.
Trabalhando em conjunto, como cristaleiros e ourives, a montagem das peças podia ser feita inteiramente em família, não dependiam de ninguém. Com isso, e com a reconhecida competência, talento e criatividade da família, o ateliê dos Sarachi muito rapidamente galgou fama e se beneficiou de uma clientela que podia pagar e que sabia reconhecer o que era bom e valioso.
Trabalharam para os duques da Baviera, os duques de Savoia, os grão-duques da Toscana e os duques de Mântova. Criaram peças em cristal de rocha e vasos em pedras coloridas, quase sempre montados em ouro esmaltado, decorados com pérolas e pedras preciosas, como a taça que está no Louvre e que hoje mostramos.
 
É uma taça em jaspe talhado em seis gomos, sendo que os dois maiores comportam os bicos formados por duas pequenas máscaras em relevo, de olhos puxados, nariz achatado e longos bigodes, que infelizmente não se vê na imagem. A parte mais larga destina-se à fixação das alças e a tampa, que também é em gomos, tem como pegador uma semente contornada por pequenas pérolas.
Esse tipo de montagem é facilmente reconhecido como do ateliê Sarachi: o botão de pressão, a orla da tampa, o círculo que orna o pé e a borda da base, são em ouro trabalhado e decorado com esmalte branco. Nas bordas, além do belo rendado em ouro esmaltado, eles colocaram belíssimas pérolas barrocas e rubis.
As alças adotam formas femininas e aladas: os rostos e os corpos são em ouro aparente, os corpos têm um cinturão em ouro esmaltado e as asas são em esmalte multicor. 

A taça com tampa, em jaspe e ouro esmaltado, tem dez rubis e nove perolas.

Acervo Museu do Louvre

Maluf sobe no ranking da Interpol


19/06/2012
 às 15:42
Augusto Nunes


Depois do acerto com o PT do mensalão, Paulo Maluf subiu 20 posições no ranking da Interpol.
Se José Dirceu aparecesse na fotografia, teria chegado à liderança.