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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Empresa israelense apresenta veículo blindado futurístico



Blindado




segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A NATIMORTA DEMOCRACIA BRASILEIRA - por Almir M. Quites


Fonte: http://almirquites.blogspot.com.br/2017/11/a-natimorta-democracia-brasileira.html

A democracia brasileira foi... nada mais que uma linda ilusão!

Chamamos de
​ ​
ditadura o regime no qual o governo está separado da Sociedade Civil e o Poder não vem do Povo. Ditadura é o regime em que a Sociedade Civil não elege seus Governantes ou é submetida a uma farsa eleitoral, como na Coréia do Norte, na Venezuela, Cuba, Angola, Congo, Guiné Equatorial, Zimbabwe, Omã, Rússia, China, Egito etc. A lista é longa, especialmente na África!

Para que o povo possa fazer escolhas lúcidas e tomar decisões a favor, ou contra, as políticas de governo, todas as mídias devem ser livres, da imprensa as meios eletrônicos e telemáticos de comunicação. Não se enganem, quando o governo impõe censura ou controla direta ou indiretamente os corpos editoriais: é ditadura.

As ditaduras geralmente se disfarçam de democracia perante o povo, que aos poucos se aliena, substitui a sua capacidade de observação e crítica pela fé e sua iniciativa pela submissão. Percebe-se o despotismo dissimulado quando políticos, que ainda não podem prender ou mesmo matar seus opositores, usam métodos substitutivos como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação e usam a mídia para distorcer os fatos, usando recursos públicos ou ilícitos para impor uma versão alternativa de sua conveniência.

O comportamento tirânico de um político muitas vezes pode ser visto pelas altas verbas gastas em publicidade governamental, nos níveis municipal, estadual e federal.

Atualmente, mais de 50 países vivem em regime ditatorial, também denominados de “autocracias”. Muitos destes países, não permitem o voto popular periódico para escolher os governantes e tampouco liberdade de expressão. Outros se auto denominam de democráticos e até organizam eleições. No entanto, os candidatos de oposição e de situação se articulam nos bastidores, enquanto aparecem se digladiam em público; ou os candidatos da oposição são ameaçados e acabam desistindo ou morrendo “misteriosamente” pouco antes do pleito; ou o sistema eleitoral é organizado de modo que o governo possa ter o controle dos resultados eleitorais, ou ainda a apuração eleitoral não é transparente ao controle dos eleitores e os resultados são muito duvidosos, com diversas evidências de fraude que não são esclarecidas.

Aldous Huxley, no livro 'Admirável Mundo Novo' ('Brave New World" na versão original em inglês, 1931) escreveu: — “A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão”.

Recuso-me a falsificar conceitos. São eles que nos permitem distinguir uma Ditadura de uma Democracia, por mais que se tente falsificá-la. Se formos atentos aos conceitos, os governantes que chamam de Democracia o que de fato é Ditadura não nos enganarão. Nós saberemos que eles estarão ludibriando e zombando do povo.

Feito este preâmbulo, vamos focar nossa atenção no Brasil.

Dirijo-me a todos os brasileiros para dizer, sobretudo aos jovens, que não há democracia no Brasil, mas podemos e devemos lutar por ela de novo!

Depois da ditadura militar, penosamente superada, pensávamos que recuperaríamos a democracia, mas foi apenas mais uma ilusão. A tão sonhada democracia nasceu morta em 1985.

A década de 1980 foi uma transição pacífica do regime militar para o regime mafioso. Nela se consolidou um grande caporegime, ou seja, uma hierarquia que tem, no topo, o poderoso chefão de diversos caporegimes subalternos com suas tropas de militantes, ordenanças e soldados de alto soldo. Os "capos" possuem status social importante e grande influência na organização criminosa.

A Constituição Anticidadã de 1988 foi feita pelos políticos para garantir-lhes poder e impunidade. Com ela, a organização criminosa apoderou-se do Estado e passou a controlar o orçamento nacional. Assim, a República Federativa do Brasil morreu sem nunca ter nascido.

A existência da organização criminosa foi comprovada pela Operação Lava Jato. Por certo esta organização já existia embrionariamente, embora sem uma estrutura mafiosa típica, desde o final do século passado, principalmente em prefeituras petistas do Estado de São Paulo, onde até protagonizou atos terríveis  como em Campinas [Nota 1] (assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT), Santo André [Nota 2] (Assassinato do Prefeito petista Celso Daniel) e Monte Alto [Nota 3] (assassinato do prefeito petista Gilberto Morgado). Estes são exemplos que ficaram bem conhecidos. Porém, cresceu como um tumor e começou a se enraizar na estrutura do Estado brasileiro a partir de 2002, como manancial financeiro para a eleição do ex presidente Luis Inácio Lula da Silva à presidência da República, quando integrantes do PT se aliaram a grupos econômicos mediante a promessa do candidato de atender seus interesses privados em troca do apoio financeiro.

Com isso, Lula foi eleito e a Organização Criminosa passou a ganhar corpo e poder. Então, estruturou-se secretamente para, na frase do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, "cobrar propina em diversos órgãos públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista controladas pela União e Casas do Congresso Nacional, a partir de negociações espúrias com as empresas que tinham interesses em firmar negócios no âmbito do governo federal e na aprovação de determinadas medidas legislativas". Então, foram nomeadas para cargos públicos (responsáveis por grandes orçamentos) pessoas previamente comprometidas com a arrecadação de propina. Essas pessoas, que compuseram o núcleo administrativo da organização criminosa, faziam a ponte com os empresários (núcleo econômico), que, por sua vez, pagavam os valores indevidos por meio de doleiros, depósitos em contas no exterior em nome de "offshores" (empresas de "paraísos fiscais"), doação eleitoral oficial e, também, em alguns casos, de estruturas desenvolvidas no âmbito das próprias empresas para ocultar a origem dos recursos ilícitos. Esses operadores eram os responsáveis pelo núcleo financeiro da organização criminosa.

O esquema petista foi ampliado para os partidos aliados, caracterizando a compra de votos dos parlamentares das duas casas do Congresso. Assim, o esquema ilícito serviu também para atender interesses escusos de integrantes de outras agremiações partidárias. Então começou a existir também a venda de cargos no governo ou empregos públicos.

Todos os integrantes desta organização criminosa, independente de partido, tinham em comum, obter o máximo de vantagem econômica indevida, a partir dos negócios disponíveis no âmbito da Administração Pública Federal direta e indireta e do Congresso Nacional. O Estado brasileiro estava à venda. Os interessados compravam, com propinas, todo o tipo de vantagem indevida, independentemente de tais negócios atenderem ou não a algum interesse público.

Em 2005 explodiu o caso conhecido como Mensalão, até então, o maior escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil. O caso teve como protagonistas alguns integrantes do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Popular Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista Brasileiro (PSB), Republicano Progressista (PRP), e Progressista (PP), sendo objeto da ação penal de número 470, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF).

Hoje, a estrutura criminosa está bem desenvolvida. Há, no topo da hierarquia, uma Organização Criminosa Maior (OrCriM) que controla uma miríade de organizações criminosas menores que abarcam os três poderes constitucionais nos níveis federal, estadual e municipal. Os partidos políticos são faces de um mesmo poliedro irregular e criminoso. Se o atual presidente do Brasil, Michel Temer, fosse ator e representasse o poderoso chefão de uma máfia internacional, incorporaria o personagem tão perfeitamente que nunca mais se dissociaria dele.

As ditaduras que o Brasil teve, sempre tiveram eleições. Logo, não é a existência de eleições que caracteriza uma democracia. Até a pior ditadura do mundo atual, a Coréia do Norte, tem eleições. O que caracteriza uma democracia é a qualidade do processo eleitoral.

Os brasileiros podem salvar o Brasil nas eleições de 2018? Não! O Brasil é hoje uma cleptocracia, ou seja, um Estado governado por ladrões, no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político. Esta cleptocracia é o que nominamos como Organização Criminosa Maior (OrCriM).

Acreditar no processo eleitoral num país em que todos os poderes chafurdam no lama da corrupção é um erro fatal. A grande organização criminosa controla o processo eleitoral, engana e explora o povo brasileiro.

Para entender melhor como o nosso processo eleitoral é controlado, leia aqui:
A FARSA ELEITORAL
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/08/a-farsa-eleitoral.html

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o órgão mais poderoso da República e é também o maior suspeito de fraudes! Tudo indica que estamos sendo iludidos há muito tempo! Parece exagero? Então, leia aqui:
O TSE É O CENTRO DOS PROBLEMAS
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/06/o-tse-e-o-centro-dos-problemas.html

Você acredita que não houve fraude na apuração da eleição presidencial de 2014? Se você acredita que as eleições foram honestas, então terá que admitir que o povo brasileiro seja completamente idiota, porque elegeu a presidente Dilma Rousseff por maioria simples e, com pouco mais de dois meses de mandato, já a rejeitava por maioria qualificada de 2/3. Se a hipótese da idiotia dos eleitores for correta, então a eleição direta seria tolice! Sai dessa!

Para entender este "paradoxo", leia aqui:
FRAUDE ELEITORAL OU IDIOTIA DOS ELEITORES
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/05/houve-fraude-eleitoral-ou-idiotia-dos.html

Quando o Senador Aécio Neves enfrentou a candidata a reeleição Dilma Rousseff, na eleição de outubro de 2014, parecia-me evidente que ele não se impunha na campanha eleitoral. Eu o via evitando os temas mais inconvenientes para a sua rival, principalmente nos debates pela TV. Isto me deixava perplexo, pasmado.

Hoje, suspeito que Aécio não pretendia mesmo vencer aquela eleição, bastava-lhe cumprir seu papel na farsa eleitoral. Mesmo assim, com toda a corrupção que aportava muito mais recursos ilícitos na chapa Dilma & Temer, ele quase ganhou. Parece-me, embora seja impossível comprovar, que nem mesmo o suposto "diferencial Delta" (assegurado no software da urna eletrônica) foi suficiente para garantir a vitória da chapa Dilma & Temer. Então, foi preciso interferir diretamente nos algoritmos da totalização dos boletins de urna, a qual é feita nos computadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para entender melhor este último parágrafo, convido você, Leitor, para fazer uma viagem no tempo, uma volta ao passado, para assistir, junto com outros viajantes, a marcha da apuração da eleição presidencial de 2014.

Para acessar o portal do tempo, clique aqui:
VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/03/viagem-ao-passado-dificil-de-engolir.html

A mesma desconfortável sensação de que Aécio Neves sabia que não deveria vencer as eleições, tive também em 2010, quando José Serra foi derrotado por Dilma Rousseff. Parecia-me que Serra também evitava assuntos espinhosos para a sua rival. Por exemplo, eles nunca mencionaram, nem ele nem Aécio, os objetivos criminosos do Foro de São Paulo, a aliança com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e, por extensão, com o narcotráfico. Aliás, o mesmo pode ser dito com relação à eleição presidencial de 2006, quando tivemos Geraldo Alckmin x Lula e em 2002, quando tivemos José Serra x Lula. Nestes dois pleitos presidenciais, nos debates que assisti pela TV, eu vi Lula, um ignorante, que tropeçava nas palavras e expressava pensamentos sonsos, digladiando com um oponente que, embora dominasse a língua portuguesa, procurava se nivelar ao oponente como se quisesse proteger um filho que está em dificuldade.

Hoje está provado: todos os partidos políticos estão na rede da OrCriM!

————— Notas de rodapé —————

Nota 1: Em 2001, veio à tona o caso da morte de Antonio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT, prefeito de Campinas. O assassinato de Toninho tem contornos de crime político porque Toninho tinha feito denúncias de desvio de verbas e favorecimento por parte de funcionários da prefeitura e também fez denúncias à CPI do Narcotráfico, que investigou políticos, empresários e traficantes da cidade. Toninho foi morto enquanto dirigia o seu carro na saída de um shopping em Campinas. Os criminosos portavam uma pistola 9,0 milímetros, de uso exclusivo dos militares, e deixaram pertences no Palio de Toninho, como celular, documentos, roupas novas e uma bandeira do MST. Mesmo assim, o caso foi facilmente abafado porque a mídia se concentrou no evento do dia seguinte, o fatídico 11 de setembro, no qual as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, foram atacadas.

Nota 2: Prefeito de Santo André, cotado para o ministério do primeiro mandato de Lula, Celso Daniel foi morto com 13 tiros na noite de 18 de janeiro de 2002. As investigações oficiais não foram conclusivas quanto aos motivos do assassinato. O Ministério Público avalia que o caso teve motivação política e denunciou o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, ex-segurança que estava no carro com o prefeito, como mandante do crime.

Nota 3: Gilberto Morgado (PT), prefeito de Monte Alto, um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, foi encontrado morto (09/06/2006) num prédio de apartamentos, na Avenida Rebouças, na zona sul. Morgado caiu do 23º andar, onde estava hospedado com a mulher, Rosa Maria de Oliveira Morgado, que entrou em estado de choque. Os peritos que estiveram no apartamento afirmaram que foi encontrada uma cadeira junto à janela e remédios de tarja preta, cuja venda sem receita médica era proibida.  Segundo a delegada, a mulher do prefeito afirmou que ele teria feito denúncias envolvendo a empresa Leão Leão.  A empresa Leão Leão foi denunciada pelo advogado Rogério Buratti, ex-assessor de Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto. O advogado afirmou que o também ex-ministro da Fazenda recebia R$ 50 mil por mês da empresa, responsável pela coleta de lixo. E citou outras prefeituras envolvidas, entre elas Monte Alto.

𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Posso Usar O FGTS Para Financiar Um Imóvel Com Minha Esposa?



Internauta questiona se pode usar recursos do seu FGTS para ajudar a esposa a quitar o financiamento de um imóvel
Dúvida do internauta: Minha esposa tem um imóvel financiado. Posso utilizar o meu FGTS para abater o financiamento dela? Existe alguma exceção de acordo com o regime de casamento?
Resposta de Alex Strotbek
A utilização do FGTS para aquisição de imóveis e amortização de financiamentos é regulamentada pela lei 8.036 / 90 e as regras são muito rígidas.
A sua pergunta me leva a crer que você não é parte no contrato de financiamento, portanto não é titular ou coobrigado. Assim sendo, você não poderá usar os recursos do FGTS para amortizar ou quitar o financiamento de terceiros, mesmo que esse terceiro seja sua esposa.
A questão aqui é contratual: uma das condições para a utilização dos recursos do FGTS é justamente ser titular ou coobrigado no contrato de financiamento. Ou seja, para usar o FGTS você teria que ser parte (contratante) no contrato com a instituição financeira.
No seu caso, a questão do regime de casamento adotado não influencia na possibilidade de utilização dos recursos do FGTS.
O regime de casamento teria influenciado na hora da compra do imóvel e no ato da contratação do financiamento no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Sua pergunta foi muito sucinta, mas suponho que sua esposa tenha adquirido o imóvel e contratado o financiamento antes do casamento, ou, se o fez durante o casamento, o regime adotado por vocês é o de separação total de bens.
O regime de casamento, portanto, só será importante no falecimento de um dos cônjuges ou na separação; mas não ajudará no seu desejo de utilizar seus recursos de FGTS para amortizar o imóvel financiado pela sua esposa.
Para que você possa usar os recursos do seu FGTS, você e sua esposa teriam que buscar a instituição financeira para fazer uma alteração contratual (aditamento contratual) que o incluísse como coobrigado no contrato de financiamento e vocês precisariam registrar essa alteração no Ofício de Registro de Imóveis competente.
Somente a partir daí você poderá utilizar os seus recursos. Ainda assim, você deverá cumprir outras condições normalmente exigidas para que o FGTS possa ser utilizado para a aquisição de imóveis.
Entre elas, você terá que comprovar o mínimo de três anos sob o regime do FGTS (somados, mesmo que em períodos e empresas diferentes); deverá estar adimplente com suas obrigações, ou seja, não poderá ter nenhuma parcela em atraso no momento da solicitação; e, como já dito, deve ser o titular ou coobrigado no contrato de financiamento
Sua inclusão no contrato de financiamento terá outras consequências, sendo que uma delas é justamente que você não passará somente a ser coobrigado, porém também poderá se tornar coproprietário.
As regras de utilização dos recursos do FGTS estão na própria lei 8.036 / 90, mais precisamente em seu art. 20, a partir do inciso V em diante. Esse artigo explica em quais situações a conta vinculada do trabalhador pode ser movimentada.
O inciso VI trata de casos como o seu, pois fala sobre a liquidação ou amortização do saldo devedor de financiamento imobiliário. Transcrevi abaixo o artigo e seus incisos e itens para que você veja a íntegra da lei:
“Art. 20. A conta vinculada do trabalhador do FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:
V – pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação – SFH, desde que:
a) o mutuário conte com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes;
b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de doze meses;
c) o valor do abatimento atinja, no máximo, oitenta por cento do montante da prestação;
VI – liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas a de que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício mínimo de dois anos para cada movimentação;
VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, observadas as seguintes condições:
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes;
b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;”
Além das condições citadas acima, existem exigências e regras que são aplicadas não só ao seu caso, mas que valem para qualquer pessoa que pretende usar o FGTS para compra de imóveis. A saber:
– O  uso de recursos do FGTS para moradia terá que se encaixar nos moldes do SFH, cujo limite de valor atual é de 750 mil reais para imóveis dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e do Distrito Federal e de 650 mil reais para os demais estados.
– O imóvel deve ser residencial urbano, pode ser novo ou usado, já pronto ou em construção, valendo lembrar que se pronto, o imóvel deverá estar em condições próprias para uso imediato.
– O imóvel deve ser próximo ao seu trabalho, seja no mesmo município, seja em município limítrofe à localização de seu trabalho.
– O imóvel deverá servir obrigatoriamente à moradia principal do trabalhador
– Uma nova utilização do FGTS para outro imóvel só poderá acontecer depois de três anos da última transação
– E por último, mas não menos importante, o imóvel deverá ter sua documentação em ordem, devidamente registrado junto ao Ofício de Registro de Imóveis.
Por: Alex Strotbek – Consultor imobiliário especializado na gestão executiva de novos negócios no mercado imobiliário nacional e internacional. Graduado em Administração de Empresas, Comércio e Contabilidade pela escola de comércio Schweizerische Alpine Schule Davos, na Suíça, possui expertise em contratos imobiliários de compra e venda, permutas física e financeira, incorporações e lançamentos imobiliários e já gerenciou e acompanhou diversas negociações na área – desde o desenvolvimento e planejamento, até a execução das vendas.
Editado por Priscila Yazbek
Fonte: Exame

domingo, 30 de julho de 2017

Consumir sem Produzir (Excelente Texto)


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Os Abrigos Para O Fim Do Mundo Construídos Para Os Super-Ricos


Todas as unidades do Survival Condo, feito em um silo abandonado no Kansas, Estados Unidos, foram vendidas.
Empresas investem em acomodações que protegem “preparados” que querem escapar com requinte de um potencial apocalipse.
O empresário americano Larry Hall sai do elevador e entra em um dos muitos apartamentos de seu recém-construído empreendimento imobiliário.
A entrada do bunker de Larry Hall no Kansas é guardada como uma instalação militar
O espaço é mobiliado de maneira elegante. Hall diz que a qualidade do acabamento e a atenção aos detalhes têm de ser proporcionais à resposta entusiasmada de seus clientes.
“Tive clientes chorando de emoção quando visitaram”, conta ele.
Mas há algo incomum nesses apartamentos. Eles estão muitos metros debaixo da terra, em um silo nuclear obsoleto, no meio do Estado americano do Kansas. Trata-se do Survival Condos. São bunkers de luxo para que, nas palavras de Hall, ricos e super-ricos possam não apenas se proteger em caso de uma hecatombe, mas dar prosseguimento a uma rotina bonne vivant.
“Queremos cuidar da proteção física, mas também do bem-estar mental das pessoas”.
Quando alguém se refere a “preparados”, pessoas (americanas, sobretudo) que investem tempo e dinheiro tentando não serem pegas de surpresa por alguma catástrofe de proporções globais, a imagem clássica é a de indivíduos solitários, vivendo em condições austeras – pense em um indivíduo usando roupas camufladas e enchendo um porão com enlatados.
O medo do apocalipse, porém, parece estar chegado às classes mais altas. Pelo menos a julgar por uma série de empreendimentos nos EUA e na Europa voltados a oferecer para super-ricos uma “chance de escapar do fim do mundo”. A companhia americana Vivos, por exemplo, especializou-se em adaptar abrigos nucleares subterrâneos da época da Guerra Fria para as necessidades de consumidores em busca de sobrevivência com requinte.
Na Alemanha, a Vivos conta com o Europa One, aproveitando um bunker escavado no interior de uma montanha, que durante a Guerra Fria serviu de depósito de armas e munições do exército soviético. Em vez da aparência austera de instalação militar, o lugar agora conta com 34 aposentos que, segundo a empresa, oferecem proteção contra uma variedade de catástrofes (de desastres nucleares a terremotos). E sem perder o estilo.
Cada aposento tem 2.500m2 de área e poderá ser customizado pelos ocupantes. Nas áres comuns, haverá desde um festival de mimos como bares, restaurantes e canis a serviços como hospital, transporte e segurança. O preço é guardado a sete chaves, até porque os futuros ocupantes serão selecionados através de convites.
A Survival Condo, também aproveitou um resquício dos tempos em que americanos e russos temiam um holocausto nuclear, e a demanda por “preparados” mais endinheirados.
Embora promova o luxo das instalações de seu prédio de 15 andares, o grande chamariz da Survival Condo para seu condomínio de luxo é a robusteza do prédio, incluindo a redoma da cobertura, resistente a ventos de mais 800km/h, de acordo com a brochura eletrônica no site da empresa.
Quando Hall anunciou o empreendimento, o preço dos apartamentos começava em cerca de R$ 4,5 milhões. Ele diz ter vendido 11 dos 12 apartamentos postos à venda – isso porque uma das unidades é para ele e sua família.
“Muitos clientes não querem que os outros saibam que eles têm um bunker, pois pode provocar a mesma reação do que alguém dizer que viu um disco voador”, explica o investidor.
Os abrigos para o fim do mundo construídos para os super-ricos
Um dos compradores, porém, falou à New Yorker. O empreendedor imobiliário Tyler Allen pagou US$ 3 milhões por um dos apartamentos. Teme conflitos sociais nos EUA e mesmo um surto do vírus Ebola. “Podem me chamar de maluco, mas estou tomando providências para proteger minha família”.
Os ataques de 11 de setembro foram uma tragédia em que Hall enxergou uma oportunidade de negócios. Na época da tragédia, ele era um empreendedor digital e diversas empresas buscaram soluções para salvar seus dados em caso de ataque. Hall teve a ideia de criar um centro de processamento de dados que resistisse a ataques nucleares.
Clientes em potencial mostraram interesse pela ideia, que Hall logo ampliou para abrigos para seres humanos. A instalação no Kansas, desativada nos anos 60, era uma escolha óbvia diante do fato de já vir com proteção contra ataques nucleares, algo bastante cômodo diante dos custos assustadores de criação de um projeto do zero.
Hall, segundo estimativas da mídia americana, gastou dezenas de milhões de dólares para equipar o complexo com tudo o que há de mais moderno em termos de conforto e segurança. O prédio, por exemplo, tem capacidade para sobreviver cinco anos sem contato com o mundo exterior.
E um exército particular é a garantia contra potenciais invasões – comunidades de “preparados” acusaram Hall de discriminação e prometeram insurgir contra o condomínio – a Vivos, por sinal, não se esqueceu deste mercado e conta com uma linha de bunkeres “populares”, que podem ser instalados até em quintais (parecem mais contêineres que apartamentos de luxo, diga-se de passagem).
Hall conta que clientes deixaram de ver os apartamentos apenas como uma espécie de “seguro de vida” e passaram a usar o complexo como residência de veraneio.
Para os mais claustrofóbicos, uma opção parece ser manter distância dos principais centros de poder. Segundo a New Yorker, super-ricos americanos estão investindo na aquisição de terras na Nova Zelândia e mais de 13 mil cidadãos do país declararam interesse de emigrar junto às autoridade neozelandesas desde a eleição de Donald Trump, como parte de um programa de vistos de residência para investimentos mínimos de US$ 1 milhão. O país é geograficamente isolado o suficiente para acalmar os nervos de quem teme tempos turbulentos.
E outra medida de que super-ricos também contemplam o fim do mundo é que, na mesma reportagem da revista americana, o milionário Steve Huffman, fundador da rede social Reddit, conta ter feito uma cirurgia ocular corretora para sua miopia, em 2015, não por uma questão de estética our praticidade. Huffman crê que uma visão melhor calibrada lhe dará mais chance de sobreviver ao terror.
“Se o mundo acabar ou tivermos problemas sérios, conseguir óculos ou lentes de contato será um senhor problema”.
Fonte: G1

terça-feira, 25 de julho de 2017

Um caso de cura da nossa doença


25 de julho de 2017
Ha 100, 120 anos atras os Estados Unidos estavam numa crise muito parecida com a do Brasil de hoje. O fim da cultura rural, a urbanização caótica, a explosão da miséria e da violência nas grandes cidades, a descoberta da economia de escala esmagando o trabalho, as novas tecnologias (ferrovias) proporcionando a ocupação econômica de territórios virgens antes que houvesse regras para a sua exploração, os “robber barons” que primeiro trilharam esses caminhos criando monopólios com ajuda de políticos corruptos e levando a patamares nunca sonhados o poder de subornar…
Com o problema e suas causas essencias diagnosticados o remédio, formulado na legislação antitruste para impedir a criação de monopólios, não era ministrado por um sistema tomado por caciques que controlavam ha décadas as portas de entrada da politica e do serviço público. A separação dos poderes, a independência de um judiciário também venal, a blindagem dos mandatos, todas as instituições criadas pelos fundadores para garantir a hegemonia da vontade popular estavam sendo usadas para anulá-la. A expressão da vontade dos eleitores exclusivamente por meio de canais de representação combinada com a intocabilidade dos mandatos tinham sido pervertidas em garantias de impunidade contra a falsificação dessa vontade. Ia morrendo numa odiada tirania da minoria o sonho do governo do povo, pelo povo e para o povo.
As esperanças começaram a renascer com o movimento Progressista (1890-1920) que se inspirava no modelo suiço de recurso a ferramentas de democracia direta para contornar instâncias de representação recalcitrantes. O foco concentrou-se em dois instrumentos importados e uma adaptação nacional. Os direitos de referendo das leis dos legislativos municipais e estaduais e de propor leis por iniciativa popular como se fazia nos cantões suiços para criar um acelerador para forçar reformas e um freio contra leis viciadas por interesses espúrios. Eleições primárias diretas para neutralizar o primeiro foco de acordos contra o direito de escolher que estava no poder dos caciques de decidir quem podia ou não se candidatar. O “recall” ou retomada de mandatos a qualquer momento por iniciativa popular viria mais adiante para quebrar resistências. O objetivo era “manter a opnião pública sempre em posição de ascendência sobre as instituições de representação para amarra-las concretamente à vontade popular”.
Por aquela mesma altura o jornalismo americano passou por uma revolução com o surgimento da revista McClure e seu jornalismo investigativo em profundidade revolvendo a sujeira (“muckraking”) da política, desmascarando os “robber barons” e seus métodos de ação e indicando os remédios contra a institucionalização da mentira. A matéria de Ida Tarbell sobre Rockefeller e seus esquemas com as ferrovias, que tinham “departamentos de política” exatamente semelhantes em métodos e propósitos aos das nossas odebrechts e JBSs, tornou-se um icone desse novo jornalismo. E as circulações saltaram para a casa dos milhões de exemplares.
Em 1901, o presidente McKinley é assassinado antes da posse e Theodore Roosevelt, um “outsider” que entrara para a política para desafiar “o sistema”, fizera fama em Nova York desvendando grandes esquemas de corrupção e, por ter sempre desafiado os velhos caciques republicanos, tinha “sido contemplado” com a vice-presidência numa manobra para tira-lo da eleição presidencial de 1900, torna-se presidente da Republica e passa a “governar com os jornalistas”, abraçando amplamente as reformas e procurando, com inédito sucesso, coordenar com eles a comunicação de suas investidas nesse campo.
São Francisco e Los Angles tinham feito os primeiros ensaios e houve outras experiências no nivel municipal mas o movimento toma impulso decisivo ao se transformar em bandeira de luta do governo nacional. Em 1902 o estado de Oregon inscreve em sua constituição os direitos de iniciativa e referendo. Ali estabeleceu-se o modelo de coleta de assinaturas que ficou nacionalmente conhecido como o “Sistema do Oregon”: 8% do eleitorado para qualificar uma lei de iniciativa popular e 5% para forçar um referendo. Com eles nas mãos, os eleitores foram construindo por ensaio e erro todo o resto da receita. Entre 1902 e 1913, 108 leis de inciativa popular foram a voto no Oregon. A primeira delas para instituir as primárias diretas. Até 1915, quando a 1a Guerra Mundial esfriou o movimento, outros 15 estados tinham adotado o modelo. A Califórnia foi o primeiro a incorporar o “recall” em 1911. Isso acabou com as resistências e consolidou a revolução.
Hoje nenhum servidor público ou representante eleito, aí incluídos os juizes, é estavel em seu cargo ou em seu mandato e tudo é passivel de ir a voto direto nos EUA. Seja tomando carona nas eleições do calendário normal (a cada dois anos, incluindo legislativas e majoritárias), seja por meio de eleições especialmente convocadas, leis de inciativa popular, veto a leis dos legislativos, cassação de cargos e mandatos são diretamente decididos pelos eleitores. Na ultima eleição para presidente a média nacional de quesitos nas cédulas foi de 72. Impostos, emissão de divida, gestão de escolas publicas, temas ambientais, leis sobre usos e costumes, direitos do consumidor, regulamentos de negócios, salário minimo, alimentação e agricultura, legislação penal, tudo pode ser proposto ou desafiado mediante coleta de assinaturas ou mecanismos automáticos impondo esse procedimento aos próprios legislativos em assuntos sensiveis nos municípios e nos estados americanos. Ha mais de uma duzia de modelos diferentes de “ballot measure” ou “medidas para votação” passiveis de serem incluidas na cédula da próxima eleição para um “sim” ou “não” dos eleitores.
Foi isso que pos a política jogando a favor da nação, reduziu drasticamente a corrupção e fez deles o povo mais rico e mais livre da história da humanidade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

A cultura de negócios de Israel


A cultura de negócios em Israel é muito mais informal do que você está acostumado. Israelenses são diretos, assertivos e persistentes. Os negócios ocorrem em ritmo acelerado e frequentemente conduzidos com senso de urgência. Ao mesmo tempo, conexões pessoais são de grande importância entre  colegas e parceiros que se  esforçam para conhecer uns aos outros e socializar.
Comunicação – A interação entre colegas é muito direta, espontânea e aberta, sem formalidades e eufemismos. Israelenses apreciam honestidade e transparência e esperam o mesmo de você. Eles não lidam bem com imprecisão ou sutilezas e frequentemente podem interpretá-las como desonestidade. Esta postura direta pode muitas vezes ser vista como grosseria, mas saiba que este não é o caso.
Relacionamento interpessoal – No trabalho, israelenses geralmente optam por resolver diferenças através da comunicação direta, cara-a-cara, o que pode incluir o uso de um tom mais elevado de voz e críticas diretas. A comunicação verbal é usada para expressar sentimentos, pensamentos, ideias e também para manter um ambiente de trabalho onde os problemas de relacionamento são resolvidos de forma rápida e eficiente. Após uma conversa honesta, os israelenses retomam as relações quase que imediatamente e sentem-se satisfeitos e prontos para seguir em frente com o trabalho.
Estilo de trabalho – Israelenses valorizam ações rápidas para resolver problemas e tendem a escolher o improviso em detrimento a um plano de trabalho cuidadosamente planejado e bem detalhado. Os planos podem mudar no último minuto para gerar mais eficiência e adaptar-se a uma situação específica. Eles vão sempre preferir tomar a iniciativa em vez de esperar por um longo processo burocrático que muitas vezes é interpretado como um desperdício de tempo. Flexibilidade, inovação, iniciativa e adaptabilidade são características altamente respeitadas assim como a habilidade de trabalhar em equipe e se comunicar abertamente com seus colegas de trabalho.
Pontualidade e tempo – De um modo geral, israelenses tem uma visão mais flexível de tempo, o que leva a uma diminuição da utilização de calendários, programações e agendas de horários precisos para início e término de reuniões. No entanto, isso não afeta o conteúdo ou eficiência das mesmas, que costumam ter todas as questões necessárias resolvidas de forma objetiva.
Hierarquia no ambiente de trabalho – Israelenses interagem abertamente com qualquer nível hierárquico e não atribuem importância a vários tipos de autoridades nas empresas. A atmosfera na maioria das empresas é muito profissional, mas ainda assim agradável e amigável em um nível interpessoal. A hierarquia que você deve estar acostumado não é a regra em Israel. Como em toda empresa, existe uma estrutura hierárquica de gerenciamento, mas até mesmo um novo funcionário pode comunicar-se livremente com qualquer nível gerencial, contanto que o assunto seja apresentado de forma profissional ou caso necessite ajuda em alguma área. Dependendo de sua importância, decisões são tomadas durante reuniões de equipe. Todos têm o direito de expressar suas opiniões sobre o tópico em questão já que na maioria das vezes as reuniões têm o formato de discussões abertas. Se o supervisor estiver presente, as pessoas podem espontaneamente sugerir ideias, dar opiniões ou até mesmo reclamar. Comunicação não-oficial é encorajada. Não existe muita burocracia e o funcionário não precisa passar por uma corrente de comando para falar com ninguém.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Por que os americanos não tiram férias?


Os americanos possuem menos tempo de férias, quando possuem. Mas a que isso está relacionado?


 Geison Silva, 
Em uma discussão em busca para se saber por que o os americanos não têm muito tempo de folga ou muitas vezes não tem férias, o jornal americano NYTime.com abriu uma seção de debate para examinar essa questão. Mas antes de falar sobre isso, vamos verificar qual a cultura de férias em outros países.
Na Coreia do Sul, de acordo com estudo da Mercer, o tempo de férias pode chegar a 19 dias para trabalhadores com mais de 10 anos de carreira. Enquanto que, no Canadá, os trabalhadores possuem direito a 2 semanas corridas por ano, e em países como Alemanha, Brasil e França a quantidade pode chegar a 30 dias de férias por ano.
Na página de opinião “Room for Debate” do NYTimes.com John de Graaf, diretor executivo de Take Back Your Time, destaca a não casualidade de os Estados Unidos serem chamados de "no-vacation nation" (nação sem férias em uma tradução livre). Esse fato pode ser atribuído ao medo que os profissionais têm do momento econômico difícil, fazendo com que alguns se sintam preguiçosos quando tem descanso e trabalhando mais para não ficarem sem seus postos de trabalhos. Outros, acham que é perca de tempo tirar férias, pois ao retornar da diversão e do lazer, haveria de enfrentar o trabalho acumulado. Já Ellen Bravo, destaca que o problema vem da noção de que o tempo livre é apenas um benefício adicional que pode ou não ser concedido pelo empregador, baseado na sua bondade e/ou capricho.
Também, há o fato de que as pessoas estão optando por perder suas férias, pois acreditam que sucesso advém do trabalho duro, sendo assim compensado. Em sua pesquisa, Adam Okulicz-Kozaryn, que é professor assistente de políticas públicas na Universidade de Rutgers, mostra que americanos que trabalham mais de 40 horas por semana são mais felizes do que aqueles que trabalham menos porém, vale ressaltar, isso não é uma receita para o sucesso econômico. Já os europeus são diferentes pois, segundo a pesquisa de Adam eles preferem optar por mais tempo de lazer e consequentemente, os que trabalham mais de 40 horas por semana são menos felizes do que aqueles que trabalham menos.
Então, podemos destacar que o sentimento da necessidade de férias pelo trabalhador está totalmente relacionado a fatores sociais, culturais e econômicos e, portanto, os americanos, assim como em outros países, optam por trabalhar mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A incompetência, uma praga em nossas estatais - por Ruth de Aquino



Juiz afasta por falta de qualificação seis vice-presidentes dos Correios indicados pelo governo Temer

RUTH DE AQUINO
13/01/2017 - 19h06 - Atualizado 13/01/2017 20h09





A base do pedido foi a recente Lei das Estatais, em vigor desde junho do ano passado. Como o Brasil é, historicamente, um país que valoriza o Q.I. (Quem Indica), foi necessário aprovar uma lei que estipula o óbvio. Tenta-se evitar, nas empresas estatais, as indicações políticas que beneficiam o amiguinho, o afilhado ou o parente de alguém importante ou muito chegado, numa troca amoral de favores. Diz o texto da lei que diretores de estatais devem ter “reputação ilibada, notório conhecimento mediante comprovação de experiência profissional, formação compatível com o cargo e ficha limpa”. Não deveria ser sempre assim?
Nenhum desses seis vice-presidentes dos Correios, eleitos em agosto, comprovou qualificação técnica. Não foram analisados seus currículos. O Conselho dos Correios pediu a análise, mas não foi ouvido. Maria Inês Capelli, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios, foi ouvida pelo Bom Dia Brasil: “O prejuízo [dessas indicações] estamos vendo agora. [Os Correios são] uma empresa deficitária, por muito tempo reconhecida por sua alta credibilidade e pelo serviço que prestava. O aparelhamento da empresa é a causa maior de sua decadência”.
No fim, os Correios convocam seus próprios funcionários a cobrir o rombo com descontos no contracheque ou com a adesão a programas de demissão voluntária. Em 2015, o prejuízo dos Correios passou de R$ 2 bilhões. No ano passado, chegou perto: R$ 1,9 bilhão no vermelho. Agora, os vice-presidentes dos Correios prometem recorrer da sentença do juiz Márcio de França Moreira. Afirmam não ter tido chance de se defender. Não sabemos se o afastamento é justo ou não. Mas os Correios não estão sozinhos no apadrinhamento de incompetentes nas estatais.
Se algo ficou claro para os brasileiros no expurgo da Lava Jato é que a politicagem estimula a corrupção. O que aconteceu com Petrobras, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil – e por aí vai – foi uma injustiça com o país e com o trabalhador. A imagem do Brasil sofre lá fora. Pela primeira vez, passamos a China num ranking internacional de propina, elaborado nos Estados Unidos por um site especializado em legislação anticorrupção. Os três campeões nesse ranking são Brasil, China e Iraque.
O preço da má gestão, aliado à cobrança de subornos, é muito alto. O desemprego vai aumentar em 2017. Será o pior quadro entre as 20 maiores economias no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Mais de 1,2 milhão de brasileiros perderão seu emprego. Ao todo, teremos 13,6 milhões de desempregados, ou 12,4% da população com idade para trabalhar.
Os Correios não têm concorrente. Estão sozinhos no mercado. Precisava ser uma empresa tão deficitária e crivada de denúncias de desvio e fraudes, também no fundo de pensão, o Postalis? Precisava ter gestores nomeados por partidos políticos, para encher as burras individuais de dinheiro? Todos devem lembrar que o escândalo do mensalão começou com a CPI dos Correios, em 2005. Um vídeo mostrou um executivo dos Correios, Maurício Marinho, negociando propina com empresas e agindo em nome do deputado Roberto Jefferson. Jefferson cunhou o neologismo “mensalão”. Seu depoimento derrubou o ministro-chefe da Casa Civil de Lula, Zé Dirceu.
Governos após governos ignoram o anseio da sociedade para acabar com os cabides enferrujados de empregos, onde se penduram marajás não qualificados para os cargos. Isso não quer dizer que a privatização resolva os males da incompetência. Uma empresa privada precisa de boa gestão tanto quanto uma estatal. O Q.I. pode levar à falência empresas privadas.
O presídio de Manaus é um exemplo drástico de como uma “semiprivatização” malsucedida serve para disfarçar a omissão do Estado. Era o Estado que deveria ter saneado as condições carcerárias explosivas em Manaus, detectadas desde 2013. É o Estado que precisa agora dar as devidas respostas para a segurança dos presídios, em vez de defender o indefensável: que se gravem as conversas entre advogados e presos. Michel Temer ainda não percebeu os males da incompetência em seu Ministério. Como Dilma Rousseff, cercou-se de vários ministros que podem afundá-lo.