segunda-feira, 13 de julho de 2015

Guerra de gigantes: 28 faróis que resistem ao bravo mar - CASA VOGUE


Imagens impressionantes mostram o mais lendário porto seguro

10/08/2014 | POR REDAÇÃO; FOTOS REPRODUÇÃO

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)
Há quem os buscam para acalmar o coração e saber que chegaram em casa, como é o caso dos marinheiros, e os que brilham os olhos de lembrar do primeiro beijo da juventude nos fundos da fortaleza. Símbolo de segurança e orientação de quem vem de longe, o farol é um dos pontos turísticos mais famosos das cidades litorâneas do mundo.
E mesmo que nos dias atuais sua supremacia está em baixa, o farol ainda é um marco de resistência, principalmente das tormentas marinhas que invadem as praias de Norte a Sul do mundo. E tal força motivou fotógrafos de todos os cantos a registrarem essas fortalezas em imagens incríveis e de tirar o fôlego. Confira!
28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

28 faróis que resistem ao mar bravo (Foto: reprodução)

Política e realismo mágico - Fernando Gabeira


“O Brasil é de uma fidelidade a si mesmo enorme. Muda para não mudar. É metade corrupção, metade incompetência”. Esta frase do historiador Evaldo Cabral de Mello define nossos principais problemas. Mas ele, que é um grande historiador, deve concordar também que existem pessoas talentosas, grupos capazes, ilhas de excelência no Brasil. Aqui no Rio aconteceu algo interessante. Liderado pela professora Suzana Herculano-Houzel, um grupo de pesquisadores brasileiros fez importante descoberta sobre o córtex cerebral.
O resultado da pesquisa foi publicado na revista “Science”. O estudo brasileiro desfez um mito sobre o córtex e sua relação com os neurônios. Um feito mundial. O grupo liderado por Suzana, no entanto, trabalha numa universidade em crise e ela colocou dinheiro do próprio bolso para comprar reagentes. Se quiser avançar em sua pesquisa, o grupo talvez tenha de escolher o caminho do aeroporto. A ilha de excelência corre o risco de naufragar no oceano de incompetência e corrupção.
O Brasil subestima a ciência e a pesquisa. É uma escolha que nos distancia do mundo. Deve haver mil razões para este fenômeno. Uma frase que ouvi na televisão talvez dê uma pista: os asiáticos construíram fábricas, e os latino-americanos, shoppings centers. De fato, muitas conquistas da ciência e da tecnologia desembocam nas prateleiras das lojas. Mas esta não é uma escolha acertada para o longo prazo. Falar em longo prazo no Brasil de hoje é quase heresia. Estamos enredados nas armadilhas do cotidiano. A política é um nó, a própria presidente evoca o seu impeachment e convida: venham me derrubar.
Não somos Macondo, o território mítico criado por García Márquez, mas nossa política, às vezes, se aproxima do realismo fantástico. Guardo alguns momentos na memória. Ulysses Guimarães, certa vez, cumprimentou o corneteiro numa solenidade. Houve um certo zunzum. Será que caducou, deixou de tomar o remédio diário? Mas eram momentos líricos. E para dizer a verdade, entre tomar remédios e cumprimentar corneteiros, talvez a última seja a solução mais branda. Esse lirismo já não existia mais nas intempéries de Collor: eu tenho aquilo roxo, dizia ele num acesso de arrogância.
Quando Dilma começou aquela frase: precisamos comungar o milho com a mandioca, percebi que estávamos vivendo mais um momento de realismo fantástico. No dia seguinte, na rua, um homem me abordou na rua e disse que a explicação estava na dieta que Dilma faz para emagrecer.
Caetano Veloso escreveu um verso: “esse papo já tá qualquer coisa/ você já tá pra lá de Marrakesh”. No auge da crise, parece que dentro de Dilma mexe qualquer coisa doida. Mexe qualquer coisa dentro: numa outra oportunidade, ela saudou o fogo e a cooperação como as maiores criações tecnológicas da Humanidade. Pra lá de Teerã.
O filósofo inglês John Gray, que escreve interessantes ensaios, passou pelo Brasil e disse sobre a Europa: é possivel viver sem esperar que o mundo necessariamente melhore. Tudo bem. Nesse momento, no Brasil, estamos aprendendo a viver com a certeza de que o mundo vai necessariamente piorar. Dilma fez preleções sobre o fogo e a mandioca, mas é incapaz de dizer uma frase, ainda que não tenha muito sentido, sobre a crise nas universidades. Ela usou o slogan “Pátria educadora” como se usa um boné em dia de sol. Esqueceu no armário, com as outras quinquilharias produzidas pelo marketing.
Berço da filosofia ocidental, a Grécia passa por dificuldades. Entre o ajuste financeiro e as últimas medidas de Dilma, sobretudo a de cobrir parte do salário para evitar desemprego, há uma pequena contradição. Ela diz que será moleza permanecer no poder. Acho que continua saudando a mandioca. Não tem base política confiável, não consegue definir um ajuste e é cercada de problemas que partem de três direções: TCU, pedaladas; TSE, caixa dois; Operação Lava Jato, corrupção na Petrobras. Se ela conseguir superar esses problemas, com 9% de aceitação popular, no auge de uma crise econômica que produz desemprego, perda de renda, estarei saudando a mandioca.
Seria preciso combinar o milho com a mandioca, levar ao fogo para cozinhar no caldeirão a receita que salve o barco. No momento, ele navega rumo ao Triângulo das Bermudas. A comandante e seus marujos podem sumir nele. O país é grande demais para isso. O que sei é que esses tempos de incerteza nos atrasam. Não só o que acontece na universidades é desolador. Muitos projetos estão paralisados à espera de uma definição. Num país em que a presidente desafia a oposição a derrubá-la, quem vai fazer planos para o futuro? Ela mesma nos convida a adiar projetos e esperar o desfecho de seu mandato. Dilma é um manual ambulante da inabilidade política. Sua capacidade de complicar as coisas talvez contribua para uma saída mais rápida. Mas, ainda assim, vivemos num compasso de espera. É o tipo de situação que não pode se prolongar. Sair do buraco em que nos meteram é grande tarefa nacional.

CHARGE DO SPON

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Mutuários inadimplentes: atenção com retomada do imóvel


 
1699
 
Fonte: Click Habitação

Compradores ou mutuários inadimplentes de contratos de financiamento imobiliário devem ter atenção para não atrasar a prestação da casa própria e ter a retomada do imóvel


Mutuários inadimplentes: atenção com retomada do imóvel
O motivo é que para contratos com garantia alienação fiduciária o processo de execução da dívida é muito mais rápido. Isso permite que o imóvel seja retomado e vá a leilão, caso haja um atraso superior a 30 dias no pagamento da parcela do financiamento.
Uma das medidas iniciais de cobrança do Banco é incluir os devedores nos Cadastros Informativos de Crédito (Ex. SPC e SERASA, dentre outros).
A alienação fiduciária é a modalidade de garantia em que o devedor/comprador cede ao Banco os direitos creditórios que detém em face de contrato de alienação de bem imóvel, até que se dê a liquidação da dívida. O Banco fica com a propriedade fiduciária e resolúvel do imóvel, cabendo ao mutuário a posse direta deste. É uma situação similar ao que ocorre nos casos de financiamento de veículo.
A propriedade plena é aquela em que o proprietário detém todos os direitos sobre o imóvel – posse, uso, gozo e disposição, ou seja, em que pode dispor livremente do bem. O mutuário adquire a propriedade plena no momento em que quita o financiamento.

Quanto tempo demora o Banco iniciar a Execução?

O inicio do processo de execução, nos contratos com garantia de alienação fiduciária não é necessariamente com o mínimo de 03 prestações em atraso.
A lei deixou a critério do Banco, devendo obrigatoriamente ser estipulada em contrato o prazo de constituição em mora dos devedores para fins de Intimação. A maioria dos Bancos definiu 60 dias de atraso, que vai coincidir com o dia do vencimento da 3ª prestação. Mas, legalmente pode ser fixado qualquer prazo.

Como se dá a intimação do mutuário inadimplente, nos contratos garantidos por alienação fiduciária?

A Intimação dos compradores é efetivada após a caracterização da inadimplência mínima estipulada no contrato de financiamento (em geral 60 dias de atraso).
O Banco encaminha a solicitação de intimação  junto ao Ofício de Registro de Imóveis. A intimação é feita pessoalmente a todos os codevedores, inclusive marido e mulher. Caso os devedores não sejam encontrados ou se recusem a receber a intimação, o Oficial procede à publicação de edital de intimação.
A intimação deverá ser feita pessoalmente a todos os participantes do contrato, inclusive marido e mulher, sendo nulo, de pleno direito, os procedimentos de INTIMAÇÃO caso algum dos codevedores não sejam intimados.
Após a Intimação efetivada os devedores têm prazo de 15 dias para purgar a mora (pagar a dívida em atraso ou negociar a dívida com o Banco). Feitas as intimações, o Ofício de Registro de Imóveis encaminha os comprovantes ao Banco.
Decorrido o prazo improrrogável de 15 dias após a Intimação de todos os mutuários/devedores  e eles não paguem ou negociem a dívida, o Banco deve recolher o ITBI e o laudêmio, se for o caso, e requerer ao Ofício de Registro de Imóveis a averbação, na matrícula do imóvel, da consolidação da propriedade em nome do Banco.

Leilões

Uma vez consolidada a propriedade em nome do Banco, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da averbação, o Banco deverá promoverá público leilão para a alienação do imóvel.
  • Se, no primeiro público leilão, o maior lance oferecido for inferior ao valor do imóvel será realizado o segundo leilão, nos quinze dias seguintes.
  • No segundo leilão, será aceito o maior lance oferecido, desde que igual ou superior ao valor da dívida, das despesas, dos prêmios de seguro, dos encargos legais, inclusive tributos, e das contribuições condominiais.
Esses leilões são efetuados por leiloeiros oficiais, contratados pelo Banco.
Para os fins da atribuição dos valores de dívida e despesas, entende-se por:
Dívida:
O saldo devedor da operação de alienação fiduciária, na data do leilão, nele incluídos os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais;
Despesas:
A soma das importâncias correspondentes aos encargos e custas de Intimação e as necessárias à realização do público leilão, nestas compreendidas as relativas aos anúncios e à comissão do leiloeiro.
Nos 5 (cinco) dias que se seguirem à venda do imóvel no leilão, o Banco entregará ao devedor/mutuário a importância que sobejar, considerando-se nela compreendido o valor da indenização de benfeitorias, depois de deduzidos os valores da dívida e das despesas e encargos de que tratam, fato esse que importará em recíproca quitação.
Se, no segundo leilão, o maior lance oferecido não for igual ou superior ao valor mínimo, considerar-se-á extinta a dívida e exonerado o credor da obrigação de devolver qualquer quantia aos devedores.
Neste caso o Banco, no prazo de 5 (cinco) dias a contar da data do segundo leilão, dará ao devedor/mutuário a quitação da dívida.

Conclusão

Respeitados os prazos mínimos dos procedimentos do processo de execução a retomada do imóvel pelo Banco pode ocorrer em 180 (cento e oitenta) dias do início do atraso pelo mutuário/comprador.
É um prazo relativamente curto.
Assim os compradores devem ser atentos e procurarem negociar com o Banco o mais rápido possível, no sentido a retornar o pagamento ou solicitar um período de moratória, em função de perda do emprego ou de doença grave na família.
GILBERTO RIBEIRO DE MELO
ESPECIALISTA – CRÉDITO IMOBILIÁRIO

O PODER E O DESASTRE - artigo de Luis Milman, jornalista e filósofo

domingo, 12 de julho de 2015


Os petistas, acuados, estão vivendo num estado misto de transe e tara política, orientados por seus líderes e, com isto, levando o País para o caos institucional. O encontro clandestino de Dilma Roussef e Ricardo Lewandowski para tratar da Operação Lava Jato, em Portugal, demonstra que não há mais qualquer resíduo de pudor, decência e vergonha no comando da República. Em nenhuma circunstância Lewandowski poderia ter se encontrado com Dilma, fora de uma agenda protocolar e pública, muito menos para tratar de assunto que vai desaguar no Judiciário, que ele preside. Cornelius Castoriadis escreveu, no ensaio "A Indústria do Vazio", a propósito da decadência moral da academia francesa, um diagnóstico que se aplica à nossa República dos tempos atuais. Transcrevo pequeno trecho: " 'Na República das Letras' há - ou havia, antes da ascensão dos impostores - costumes, regras e padrões. Se alguém não os respeita, cabe aos outros chamá-lo à ordem e pôr o público de sobreaviso. Se isso não é feito, a demagogia incontrolada, como se sabe de longa data, conduz à tirania. Ela engendra a destruição - que progride ante nossos olhos - de normas e comportamentos efetivos, públicos, sociais, que estão pressupostos na busca em comum da verdade. Aquilo porque somos todos responsáveis, precisamente enquanto sujeitos políticos, não é verdade intemporal, transcendental, da matemática; se ela existe, ela está imune a todo o risco. O que é de nossa responsabilidade é a presença efetiva dessa verdade na e para a sociedade em que vivemos. E é essa presença que está sendo arruinada tanto pelo totalitarismo como pela impostura publicitária. Não se insurgir contra a impostura, não a denunciar, equivale a tornar-se co-responsável por sua eventual vitória... . A democracia só é possível onde há um ethos democrático: responsabilidade, pudor, franqueza, controle recíproco e consciência aguda de que as vantagens públicas são também vantagens pessoais de cada um de nós. E, sem um tal ethos, não pode mais haver República, mas apenas pseudoverdades administradas pelo Estado, pela mídia". Castoriadis está constatando que a degeneração moral e a empulhação destróem a democracia. O Congresso é ainda o poder mais representativo do povo e é do povo que o único poder legítimo emana. Não podem os congressistas, diante de tamanha degradação, se omitir mais uma vez. Se o fizerem, diante do atual quadro de ruína moral daqueles que ocupam os mais altos cargos da República, preocupados apenas em sobreviver em suas posições, a qualquer preço e por meio de negociatas clandestinas, estará escancarada a porta da insegurança institucional, estarão revogadas as nossas garantias jurídicas e, em consequência, um estado de coisas fora da lei pode tomar conta do País. Não podemos confiar, apenas, na atuação heróica de um magistrado, no caso o juiz Sérgio Moro, e na devassa que ele está fazendo nos porões dos mecanismos de corrupção entranhados na Petrobrás e Eletrobrás. As ações de Moro estão limitadas por sua jurisdição e todas se encaminharão para os tribunais superiores. Enquanto isto, o PT se sustenta no poder por meio de arranjos obscuros e de um mandato cuja legitimidade material já não existe. A cada dia que passa, mais surgem elementos que provam a sua articulação com esquemas de corrupção com empreiteiras, entranhados na administração da Petrobrás e da Eletrobrás. Estes esquemas atingem diretamente a presidente da República, que perdeu toda a autoridade recebida das urnas para governar com base em padrões éticos. Dilma Roussef não é mais do que uma desgraçada personagem de folhetim político vulgar, que só permanece no cargo porque seu partido conta com a sustentação de uma elite que domina a mídia e patrocina aquilo que Castoriadis chama de administração de pseudoverdades. Fosse um político de outro partido, editoriais sucessivos e indignados já teriam, há muito tempo, exigido a sua renúncia. Se nossas elites corromperam-se pela adesão psicótica ao petismo, como se observa numa simples leitura de um grande jornal brasileiro, cabe à maioria esmagadora do povo preservar sua sanidade e exigir que esta farsa continuada, desastrosa para a nação, tenha fim.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Fogo amigo entre aliados, para manter o poder, agrava guerra política, judicial e midiática no Brasil



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O infernal fogo amigo começa a consumir, em processo de autofagia, os "aliados" que partilham o poder no "Condomínio" Brasil. A construção de um processo democrático e transparente no País, se a Elite Moral conseguir botar na ordem do dia uma pauta de mudança estrutural, ganha imensa contribuição com a autodestrutiva batalha, midiática, política e judicial, com poucas chances de acordo, conchavo ou conciliação, entre Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha & cia.

A alta probabilidade de novos indiciamentos de figurões pela Lava Jato e o risco de Dilma Rousseff tomar no TCU por causa das ilegais pedaladas fiscais bagunçam com a desgovernança do crime institucionalizado. Tudo fica ainda mais tenso porque o cidadão-simples-mortal que começa a sofrer, na pele e no bolso, os efeitos perversos de uma das maiores crises política, econômica e moral nunca antes vista em nossa História. Todo mundo fica pt da vida (sem trocadilho infame). O impasse institucional se amplia. O risco de ruptura é visível no horizonte. O desfecho deste caos ainda é imprevisível.  

Sinal de que o conflito e caos se aprofundam foi abertura oficial de ação de improbidade contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a partir das investigações sobre o caso em que o senador foi acusado de receber propina da Mendes Júnior para bancar despesas com a jornalista Mônica Veloso, amante com quem teve um filho numa relação extraconjugal. Renan virou réu por denúncia de seis procuradores do núcleo de combate à corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal que foi acatada pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.  

Na outra ponta da guerra de gigantes, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar, nos processos da Lava Jato, Antônio Palocci Filho - super-consultor de empresas e ex-ministro (da Casa Civil e da Fazenda). O caso afeta diretamente Dilma Rousseff. A investigação é para saber se Palocci captou dinheiro, via doleiro Alberto Youssef, para a campanha presidencial de 2010 - conforme denúncia na delação premiada de Paulo Roberto Costa - ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e que foi abastecido pelo corrupto esquema do Petrolão com pelo US$ 23 milhões de dólares (em acordo de devolução judicial).

Igual a Palocci, Renan também é alvo de um inquérito na Operação Lava-Jato. A Mendes Júnior também figura o "clube de empreiteiras" investigadas pelos desvios da Petrobras. O senador é acusado de se beneficiar o esquema de corrupção denunciado por Paulo Roberto Costa - aquele que, nos bons tempos, Lula chamava, intimamente, de "Paulinho". Sobre o rolo atual, Renal finge tranquilidade: "Toda e qualquer investigação é oportunidade para a pessoa se defender e esclarecer tudo. Estou absolutamente tranquilo. Trata-se de uma pseudo denúncia muito antiga, café requentado com óbvias motivações. Mas, como sempre, de forma clara, pública, como já o fiz há 8 anos, farei todos os esclarecimentos que a Justiça desejar. Nada ficará sem respostas concretas e verdadeiras".

A temperatura pode subir ainda mais no inferno invernal do cárcere da Lava Jato. O juiz Sérgio Moro voltou a defender a manutenção da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que leva o sobrenome dele e do avô. Moro argumentou indícios de conivência do investigado com o crime, já que a empresa sequer buscou firmar qualquer acordo de leniência e sempre negou todas as acusações feitas pelos "colabores premiados".

Além de Moro, a Força Tarefa do MPF fornece um consistente argumento para manter as prisões na Lava Jato: “O tipo de operações, altamente sofisticadas, para dissimular pagamentos de propinas, mostra que o sistema atual permanece em risco, caso os réus permaneçam em liberdade. Como não usaram o sistema oficial, mas sim o informal, é impossível fiscalizar e impedir novos pagamentos de propinas sem a sua prisão cautelar”.


O cerco de aperta ainda mais. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal recusaram proposta de delação premiada apresentada por advogados do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso desde janeiro, em Curitiba. PF e MPF só aceitam um acordo se Cerveró apresentar provas de fatos já apurados e também fizer revelações novas, inéditas. Alegando estar abalado psicologicamente no cárcere, Cerveró é acusado de receber US$ 40 milhões no esquema de corrupção investigado pela Lava-Jato. Cerveró já foi condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro na compra de uma cobertura de R$ 7,5 milhões em Ipanema por meio de uma offshore no Uruguai.

A guerra política e judicial ganha novos componentes. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou acesso do PSDB à delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC. Investigado na Lava-Jato, Pessoa também é testemunha numa ação da Justiça Eleitoral, movida pelo PSDB, que pede a cassação da presidente Dilma. O empreiteiro teria dito que doações legais da UTC à campanha do PT estavam ligadas à corrupção na Petrobras. Pessoa também citou doações ao senador tucano Aloysio Nunes (SP) - que disputou a vice-Presidência da República na chapa de Aécio Neves, na eleição passada.
O tal e tão esperado "Juízo Final" estaria próximo? Esta ainda é a grande dúvida no Brasil da impunidade ampla, geral e irrestrita, com rigor seletivo que pune, apenas, aqueles escolhidos como "inimigos de ocasião" do sistema. Até os mais céticos percebem que as coisas mudam. Só a Lava Jato, em um ano, já propôs 20 ações criminais contra 103 pessoas na primeira instância da Justiça Federal. Também são investigadas outras 50 autoridades, com o absurdo direito a foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal.

A certeza, comprovada pelos fatos, é que "a chapa está esquentando". A maioria da sociedade começa a perder a paciência com tanta sacanagem que ainda não puniu os corruptos do topo da pirâmide do poder. Sempre que a insatisfação cresce e se torna insuportável, a História demonstra que algum movimento de reação mais brusco e intenso pode mudar o rumo dos acontecimentos...

Até no Brasil, onde tudo acontece diferentemente de outros lugares do planeta Terra, o ambiente atual de impasse institucional (provocado pela desqualificação da corrupta classe política), a crise econômica (causada por deficiências estruturais) e a desagregação social (gerada pela combinação caótica destes fatores) têm tudo para gerar as pré-condições para uma profunda transformação... Ou não?! 

Perdidos na bolsa que assusta

A Bolsa Brasileira já perdeu mais de 13% de investidores pessoas físicas.

A continuar baixa a maré, a previsão para 2016 é que tenhamos apenas 250 mil investidores no Brasil.

Só para comparar, nos EUA são 30 milhões e, na Europa, 50 milhões de investidores pessoas físicas.

Tem culpa quem?

Alguns tentam explicar o "efeito manada" com o medo da perda em grande escala.

Mas especialistas de mercado garantem que a fuga dos investidores é um efeito da corrupção que gerou estranheza em relação aos papéis mais fortes e blues chips.

Também apontam que a crise resulta de uma fiscalização tardia, inócua e ineficiente da Comissão de Valores Mobiliários - um órgão direta e equivocadamente vinculado ao Ministério da Fazenda.

Mudança estrutural

Se a Xerife CVM não acordar e punir com dez anos de inabilitação os responsáveis por grandes escândalos na gestão de empresas, principalmente as estatais de economia mista, a tendência é que, daqui a 5 anos, restarão uns 50 mil aplicadores pessoas físicas.

Para que isso aconteça será necessária uma profunda mudança estrutural que dê independência, de direito e de fato, à CVM, blindando-a das influências da politicagem e do poderio econômico.

Além disso, será preciso mudar a legislação com sanções mais rápidas e multas mais altas contra os infratores e delinquentes contumazes do mercado de rentismo tupiniquim.

Paulada preliminar

A direção da Petrobras ficou pt da vida porque o Tribunal Arbitral proferiu decisão cautelar considerando como um único campo as concessões de Baleia Anã, Baleia Azul, Baleia Franca, Cachalote, Caxaréu, Jubarte e Pirambu.

A decisão obriga a Petrobras a depositar, trimestralmente, em favor da Agência Nacional de Petróleo & Gás, aproximadamente R$ 350 milhões.

O montante correspondente às diferenças históricas que chegam a R$ 2,2 bilhões e que deixaram de ser cobradas até a data da decisão preliminar da ANP.

Redução da Maioridade Penal - Chega de impunidade


Adendo rubro-negro

O Inter jogou mal demais. A forte chuva atrapalhou ambos os times. O Flamengo, no entanto, não jogou muito diferente dos jogos anteriores, onde perdeu. O meio de campo continua lento demais na comunicação com o ataque. O Paolo Guerrero teve de recuar, várias vezes, para buscar a bola, quanto a bola é que tem de chegar a ele... A defesa continua insegura, embora ontem não tenha falhado, a não ser no final do jogo - a síndrome de sempre do Clube de Regatas do Flamengo nesta temporada... Mais uma vez, temos um time para brigar pelo décimo lugar no campeonato, naquele sistema de perde e ganha. O Flamengo não vai longe sem um treinador de peso e alta capacidade técnica, como tinha o Luxemburgo, burramente demitido pelo Conselho Gestor de Rentistas, que só enxerga ganhos no curto prazo...



© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Julho de 2015.