sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A hipocrisia na alfândega

Quando se viaja, todos acham que é para a terra de Papai Noel. Pedem uma “lembrancinha”

WALCYR CARRASCO
13/01/2015 07h00


Em época de férias, salta aos olhos a hipocrisia das normas que regem a entrada e saída do país. Quero frisar: nada contra os agentes alfandegários, que exercem seu ofício. Soube, por ouvir falar, que há uma nova leva de agentes extremamente ética. Na última vez que voltei do exterior, constatei a seriedade do pessoal da alfândega no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O problema é que a lei existente transforma tudo isso numa piada.

Só se pode fazer compras, lá fora, no valor máximo de US$ 500. A quem querem enganar? Mesmo os turistas mais modestos, de excursões, gastam mais. Alguém de menos posses economiza para viajar. Sabe que gastará mais de US$ 500 em compras. Na volta, é uma palhaçada. As pessoas cortam as etiquetas novas, para provarem que é de uso pessoal. Uma amiga rica, muito rica, chega ao cúmulo de riscar as solas dos sapatos com pregos para mostrar que é “usado”. Não estou falando de contrabandistas, e sim de gente que viaja, faz compras lá fora, mas para quem a cota de US$ 500 é risível. No exterior as grandes grifes custam muito mais barato, cerca de 50% daqui. Em liquidações botam 60% em cima disso. Quem não quer aproveitar? Alguns perfumes e duas camisetas já ultrapassam a cota, porém.

O pior é que, quando se viaja, todos os parentes, vizinhos e amigos acham que é para a Lapônia, na fábrica de Papai Noel. Pois pedem uma “lembrancinha”, um perfume, fazem encomendas. Querem que a gente volte cheio de presentes, como se fosse Natal. Pessoalmente, não aceito pedidos. Nem trago muitos presentes. Vou para conhecer os lugares. Encomendas, nem pensar. Uma vez perdi dois dias à procura de um tênis que depois não serviu. Horror: quem pede encomenda não costuma reembolsar. A cota de US$ 500 é útil pra dar desculpa:

– Não vai dar para trazer porque ultrapassa a cota...

Mas todo mundo sabe que é mentira de pão-duro. Na minha opinião, raramente alguém fica abaixo dela. Há casos. Tenho um amigo, vice-presidente de uma grande empresa, que viaja muito, sempre só com a malinha de mão. Juro. Lá cabem escovas de dentes, cremes variados, perfumes, e toda a roupa, segundo ele diz. Imagino o estado das cuecas numa viagem de 15 dias.

Outra falsidade: a proibição de laticínios e produtos de origem animal. Deve haver algum motivo técnico. Mas  queijos franceses e salames espanhóis são vendidos no país, em mercadões e supermercados de luxo. Então por que eu não posso trazer? Há quem traga bebidas muito além da cota, também. A alfândega se modernizou, tem máquinas de raios X. Mas vai enquadrar todo mundo por duas garrafas de vinho a mais ou quatro camisetas, dois pares de meias e um jeans? (Aí já foram os 500.) Tanta rigidez pararia o aeroporto. Pior, nem mesmo o agente mais ético e dedicado daria conta de tanto trabalho.

Outra falsidade: só se pode sair do país com o equivalente a R$ 10 mil em moeda estrangeira. Claro, as pessoas têm cartão de crédito e fazem a festa. Mas já aconteceu comigo: meu cartão foi cortado no exterior. Quase tive de fugir do hotel sem pagar. Uma senhora que vá com os  netinhos para a Disney pode confiar só no cartão? E se um deles ficar doente, num país estranho? Não precisa ter uma reserva? E tem: mesmo as velhinhas levam uns dólares a mais, sem declarar. Também não se pode entrar com eles. Há muitos anos fui para Las Vegas. Não sou jogador, mas, digamos, tive um bom desempenho nos caça-níqueis. Fiquei no Caesar Park, que é um cassino-shopping. Comia caviar todos os dias, me enchi de roupas. E voltei com mais do que saí. Era crime? Eu nem sabia na época. Ninguém viu, eu só estava feliz e, se soubesse, teria declarado alegremente. Aviso: se foi, já está prescrito. Faz mais de 20 anos!

Sei que neste ano a alfândega se tornará mais rígida, inclusive escolhendo os revistados a partir de reconhecimento facial, classe de voo escolhida etc. Estou tranquilo, nunca comprei nada que não fosse para mim mesmo ou presentes originais para os mais próximos. (Originalidade é um jeito de comprar baratinho e ninguém perceber.) Tão tranquilo que me atrevo a escrever tudo isto, porque, a partir de agora, posso ser o eleito de todas as alfândegas. Está na hora de rever, e bem revistos, os valores que os turistas podem gastar lá fora. Ou continuaremos sempre com uma situação hipócrita: senhoras e senhores de classe média fazendo contrabando – e os agentes alfandegários sem condição de pegar quem realmente interessa.

Elucubrações sobre A Guerra do Brasil



by fernaslm
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Vejo Leilane Neubarth entrevistando o governador Pezão, do Rio de Janeiro, na Globo News. O tema é bala perdida. Mais de 30 atingidos só no mês de janeiro.
De vez em quando alguma coisa faz o Brasil lembrar da maior guerra do mundo ... que é precisamente a sua. Outro dia assisti, na mesma Globo News, um chororô de uma das apresentadoras da tarde encima dos "orfãos do Ebola". Mostrava-se indignada com o pouco que o mundo tem feito por eles, apesar da ONU ter alguns programas em curso para isso e de gente como os Gates, da Microsoft, ter investido alguns milhões para conter a praga.
Fui ao Google. O ebola, desde que começou, contaminou uns 15 ou 16 mil e matou cinco mil e poucos. Dez vez menos do que o Brasil mata a tiro por ano.
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E o Estado Islâmico, que horroriza o mundo?
Fui ao Google de novo. Em outubro passado a ONU fez um levantamento "completo" e publicou um relatório que o mundo inteiro, a imprensa brasileira inclusive, chamou de "aterrorizante". Nos 10 meses até aquele momento, o EI tinha matado entre 9 e 10 mil pessoas. Cinco, quase seis vezes menos do que o Brasil mata a tiro por ano...
Socorro, ONU! Socorro, Bill Gates! Nós somos cinco, seis Estados Islâmicos, com tiro de fuzil calibre 308 na cabeça de bebê, "micro ondas" e o diabo!!!
O nosso é um país muito doente. Talvez o mais doente do mundo porque nós somos como os bêbados, como os drogados: não admitimos; quase não percebemos que estamos doentes.
E volto pra Leilane Neubarth. Ela e Pezão vão emendando as frases um do outro:
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"Não adianta só polícia.; tem de criar um ambiente favorável à paz. Tem de ter um esforço nos tres niveis de governo, municipal, estadual e federal. Escolas, comunidades, tudo tem de ser mobilizado. Escola em tempo integral. Trancar todo mundo o dia inteiro na escola. Fechar as fronteiras do Brasil ao armamento pesado. Mudar o Estatuto do Menor que mata e não paga e mata de novo"...
Todos esperam tudo do governo. O próprio governo espera tudo do governo...
E rola a mentira. Metade mentira, metade perplexidade.
E quem é que quer ficar o dia inteiro nas escolas que temos? Quem ainda engole as escolas que temos é quem já não vai mesmo pegar no fuzil. Não é exatamente quem tem; é quem, apesar de tudo, ainda insiste em ser família.
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E a família? A instituição família? O que é que restou da família? Quem é que está destruindo a família? O quê é que está destruindo a família? O que é que não "tanto faz" nesse Brasil que sobrou? O que é que não é "tudo bem"; "normal"?
Ninguém põe a mão na própria consciência, a começar pelas TVs. Fechar as fronteiras às armas é impossível. Tem 40 vezes mais fuzil por habitante na Suíça e nada. Ou até nos Estados Unidos com aqueles louquinhos super "hype". O que nós precisamos é fazer mais gente achar que não vale a pena viver do fuzil. Não é só punir quem usa o fuzil que resolve a coisa. É principalmente punir quem faz tanta gente no Brasil achar que nesta merda só mesmo vivendo do fuzil. Quem prova todos os dias ao Brasil que aqui só se vence pela força. Ou arrumando uma têta no governo. É tratar de fabricar as provas de que aqui se vence pelo esforço. De que quem "faz" paga, desde lá de cima. A começar por quem "faz" com o dinheiro público, com o dinheiro dos miseráveis, inclusive pra dispensar a família até de ser família.
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O que nós precisamos é tratar de criar e vender um outro horizonte ético; um outro ideal de ser que não seja a assimilação do canalha e a louvação da canalhice de todas as novelas que o brasileiro traga desde que nasce onde não ha ninguém que não traia a tudo e a todos; onde não ha ninguém que não seja canalha mas nem por isso pode ou deve ser apontado como tal. O que nós precisamos é descontaminar nossas escolas da estruturação "científica" da canalhice empurrada covardemente, dolosamente, goela abaixo de crianças virgens por "professores" consciente e deliberadamente acanalhados.
Não vai parar...
Nossa doença é sistêmica. Pega-nos de cabo a rabo. Requer um tratamento sistêmico. Uma reforma das linguagens e das sensibilidades. E nessa ordem. Uma reforma; um realinhamento semântico do Oiapoque ao Chuí. As sensibilidades não se reformarão, nem antes, nem independentemente da linguagem. É preciso tomar a linguagem como um remédio. É o primeiro e o mais importante dos remédios. Se já nos esquecemos como é; se não conseguimos mais sentí-lo natural e espontaneamente, é preciso teatralizar o escândalo e o choque; produzi-los artificialmente e encena-los diante do que é escadaloso e chocante até que se restabeleça num novo encadeamento de causas e efeitos.
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Recusar; policiar-se para recusar adotar, no jornalismo e na vida, a linguagem e a lógica dos bandidos apenas porque são os bandidos que ganham sempre, apenas porque são eles que se tornaram a norma É preciso voltar a ser Quixote, obrigar-se a voltar a ser Quixote. Fazer disso uma disciplina até que voltemos a tomar como normal a normalidade.
Senão, não nos iludamos: a maior guerra do mundo não vai parar nos 56 mil mortos por ano.a
fonte - http://vespeiro.com/2015/02/05/elucubracoes-sobre-a-guerra-do-brasil/

O que são capacitores e eles podem mesmo carregar nossos celulares em segundos?

Acabou a bateria do seu celular. De novo. Quem nunca sonhou com um futuro no qual celulares carregam instantaneamente e permanecem assim para todo o sempre? Com os capacitores — ou ultracapacitores — ficando cada vez melhores em armazenar energia, muito em breve eles podem vir a substituir baterias e realizar pelo menos metade desse sonho.
Tanto as baterias como os  capacitores são dispositivos que armazenam energia, o que faz com que a diferença entre eles fique meio confusa. Mas, basicamente, é o seguinte: baterias armazenam energia por reação química, enquanto capacitores a armazenam por campo magnético.
Saber a diferença entre os processos é determinante para compreender por que capacitores funcionam onde baterias falham. Então vamos entender como energia é armazenada em um campo magnético.

O que é exatamente um capacitor?

Simplificando, um capacitor é formado por duas chapas de metal (condutores) separadas por um isolante (cerâmica, metal ou plástico) no meio. Elétrons se acumulam em uma das placas, fazendo com que um lado fiquei com a carga negativa e o outro com a positiva. Quando os elétrons fluem de um lado paro o outro, um capacitor funciona.
Já as baterias de íons de lítio dependem de uma reação química para produzir energia que depois é transformada num circuito elétrico. Capacitores não precisam desse passo extra, por isso eles podem descarregar e carregar com muito mais rapidez. Outra vantagem de pular a reação química é que capacitores não acabam inutilizados depois de algumas centenas de carregamentos, como a bateria do seu laptop e celular.
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O problema do capacitor — um grande problema, inclusive — é que ele só consegue armazenar uma pequena fração de energia enquanto uma bateria do mesmo tamanho pode armazenar muito mais. E é aqui que os ultracapacitores entram.

Tá, mas o que é um ultracapacitor?

Pelo nome já dá para saber que ele é muito melhor, mas a maneira como ele funciona é um pouco mais complicada: as chapas de metal do ultracapacitor são revestidas com uma espécie de carbono esponjoso — nanotubos de carbono ou grafeno são ideais porque são bem finos. Tudo é imerso em eletrólito, um líquido com um monte de íons em sua composição.
Quando o ultracapacitor é carregado, os íons positivos são atraídos para o elétrodo negativo e vice-versa. Lembre que as cargas de um capacitor são separadas por uma camada isolante. Em um ultracapacitor, a distância entre as cargas é cerca de dez mil vezes menor. Como o tamanho do campo magnético é inversamente relacionado à distância entre cada carga, o ultracapacitor tem muito mais capacidade de armazenamento. E a porosidade do carbono significa uma área de superfície muito maior para os íons se agarrarem.
Cientistas esperam criar ultracapacitores com densidade de energia comparável às baterias–mas ainda não estamos lá.

A tartaruga e a lebre

Os pontos fortes e fracos de ambos os dispositivos são muito bem explicadas por Santiago Miret, da Berkeley Energy and Resources Collaborative, que os compara à fábula da tartaruga e a lebre.
A bateria representa a tartaruga, pois é uma forma lenta, mas estável para grandes demandas de energia, e o supercapacitor representa a lebre, uma forma rápida de carga e descarga e ideal para demandas pequenas.
Então qual máquina é um bom exemplo para usar capacitores como forma de energia? Os ônibus! Eles são projetados para parar após percorrer alguns metros (o que é bem frustrante quando se fica atrás de um deles). Mas ônibus abastecidos por ultracapacitores podem carregar rapidamente a cada parada, eliminando a necessidade de cabos de energia e baterias pesadas.
Além disso, os ultracapacitores podem ser carregados com freadas, da mesma forma que a bateria do Prius é. A Sinautec criou ônibus híbridos que fazem exatamente isso.
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Um ônibus híbrido que usa capacitores. Imagem: Maxwell
Capacitores podem ter um papel importante no futuro da energia reutilizável. Energia solar e eólica tendem a gerar energia em pequenas explosões que nem sempre correspondem ao momento que as pessoas usam mais eletricidade (geralmente durante as tardes, especialmente no verão). Em alguns casos, elas geram tanta eletricidade fora da necessidade que os fornecedores precisam pagar consumidores para receber esse extra — aí  o preço da energia se torna negativo. E mesmo assim é preciso manter energias à gás e carvão em funcionamento caso as renováveis não consigam suprir a demanda. A solução para estes problemas é, teoricamente, óbvia: armazenamento. E é aí que os capacitores entram.
Existem algumas ideias loucas de capacitores por aí. São dispositivos tão diferentes das baterias que eles meio que destroem as ideias convencionais que temos sobre armazenamento de energia. Por exemplo, capacitores são volumosos, lembra? Bem, ano passado cientistas criaram um capacitor super forte que um dia poderia ser usado em paredes, transformando uma casa inteira em um armazém de energia.
Mas isso nos leva de volta aos nossos celulares e pequenos aparelhos tecnológicos, aos quais os ultracapacitores acabam não sendo muito aplicáveis. Telefones com ultracapacitores poderiam carregar em questão de segundos, mas a bateria ainda duraria apenas um dia, o que é um limitação irritante.
Mas existe um lugar que o ultracapacitor tem potencial para quebrar barreiras: o carro elétrico.

Baterias e capacitores podem funcionar juntos?

A Tesla, uma companhia de carros elétricos está construindo uma fábrica de baterias gigantesca no meio do deserto, fazendo uma aposta enorme nas tecnologias de bateria que tornariam possível uma frota de carros elétricos. Mas Elon Musk, CEO da Tesla reconhece o poder transformacional dos capacitores — quando a tecnologia chegar.
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Em 2013, pesquisadores da Coréia do Sul criaram supercapacitores de grafeno com uma densidade de energia quase comparável as bateria de íons de lítio. A noticia foi recebia com louvores, mas ainda tem um porém: ninguém descobriu como fazer grafeno em massa de forma barata. Baterias de íons de lítio podem ser pesadas e imperfeitas, mas ainda são o mais prático para os carros elétricos que temos no momento.
Mas a solução pode não ser necessariamente baterias ou capacitores, mas, sim uma junção dos dois. A tartaruga e a lebre possuem pontos fortes distintos que complementam um ao outro. Aceleração consome muita energia, então se carros elétricos pudessem acelerar usando capacitores, que também descarregam rapidamente, a bateria poderia ser menor e mais leve, dessa forma aumentando o alcance do carro. O carro de corrida híbrido da Toyota, o TS040, usa uma estratégia parecida: um supercapacitor que acrescenta 480 cavalos ao motor.
Ultracapacitores que ultrapassem o poder atual das baterias podem um dia fornecer energia para nossos carros — e talvez até nossos celulares, seja lá como eles vão ser no futuro distante. A tecnologia do ultracapacitor ainda é nova e, em um futuro a curto prazo, baterias e capacitores têm papeis a cumprir, e não como rivais, mas complementadores.
Imagem de destaque: Um capacitor de chapas paralelas. Neste caso, a camada isolante no meio das chapas é o ar. Crédito:Wikimedia Commons/Hannes Grobe

Dilma comete suicídio político ao escolher Bendine, amigo de Lula e Rose, para presidir a Petrobras



Segunda Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Dilma Rousseff e a cúpula petistas conseguem mesmo se superar em termos de incompetência. É simplesmente temerária e catastrófica a escolha de Aldemir Bendine para presidir a Petrobras. A não ser que o objetivo seja que Bendine possa explicar aos investigadores da Operação Lava Jato como funcionou o estranho esquema de um fundo chamado BB Milenium 6 - que é alvo de denúncias de investidores, inclusive em atas de assembleias da Petrobras. Se não for isto, a solução Bendine é suicídio político de Dilma.

Com a ida de Bendine para a Petrobras, Alexandre Abreu, que é vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil, assumirá a presidência do BB. Uma coisa já se pode escrever, sem medo de errar. Bendine será o atalho para o impeachment de Dilma. Sua nomeação desencavará o abafadíssimo Rosegate. Também ficou claro que nada muda na Petrobras. O acionista controlador, o governo da União, continua mandando e desmandando. Até para fazer escolhas catastróficas como a de Bendine.

Aldemir Bendini é alvo de uma investigação sigilosa do MPF, por indícios de lavagem de dinheiro. A culpa é de um motorista que trabalhou para Bendini durante seis anos.  Sebastião Ferreira da Silva, conhecido como “Ferreirinha”, também dirigiu para a melhor amiga de Luiz Inácio Lula da Silva, a poderosa Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, investigada por tráfico de influência.

Foi o então presidente do BB, Aldemir Bendine, quem ajudou a escolher onde funcionaria o escritório paulista da Presidência, em um andar da sede do BB. Bendine atendeu aos pedidos do ex-presidente Lula e de sua amiga Rosemary. Foi por influência e amizade também que Rose emplacou o ex-marido como suplente de conselheiro na Brasilprev ou seguradora Aliança.


Foi o Ferreirinha (ex-piloto da Rose, na foto) quem revelou à procuradora federal Karen Kahn que realizou vários pagamentos em dinheiro vivo a pedido do presidente do BB. O motorista também testemunhou ter visto Bendini carregar sacolas de dinheiro para encontros com empresários. Um caso concreto, relatado por Ferreirinha, envolve a entrega de uma bolsa lotada de maços com notas de R$ 100 ao empresário Marcos Fernandez Garms.

Ferreirinha tem a memória viva de muitos esquemas petistas. Em 2002, ele trabalhou para a campanha presidencial de Lula – na época do conturbado assassinato de Celso Daniel. Em 2003, ele passou a dirigir para a repartição de Rosemary, que funcionava em um dos andares do prédio do Banco do Brasil, em São Paulo. Em 2007, Ferreirinha teria brigado com a poderosa Rosemary, mas não foi despedido. Acabou virando motorista de Bendini, que agora vai dirigir a Petrobras. A previsão é de desastre.

Reportagens requentadas lembram que Bendine foi acusado de favorecimento à socialite Val Marchiori por meio de empréstimos concedidos pelo BB. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o banco emprestou R$ 2,7 milhões para Marchiori a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, o que contrariaria normas internas dos dois bancos, já que a empresária teria crédito restrito por não apresentar capacidade financeira, além de não ter pago empréstimo anterior ao BB. Bendine negou as irregularidades. Para rebater a denúncia, o banco afirmou que a análise do empréstimo foi dada por três comitês, que envolveram no mínimo 17 técnicos de carreira antes do aval do BNDES.

O jornal O Globo também recorda que, em agosto do ano passado, o novo presidente da Petrobras pagou multa de R$ 122 mil à Receita Federal após ser autuado por não comprovar a procedência de aproximadamente R$ 280 mil informados na sua declaração de Imposto de Renda. Segundo a Receita, os bens do executivo aumentaram mais do que seria possível com sua renda. Ele entrou no radar do Fisco depois da denúncia da compra de um apartamento no interior de São Paulo, por R$ 150 mil, pagamento feito em espécie.

O Petrolão vai se linkar com o Mensalão e o Rosegate. A Polícia Federal investiga relações da quadrilha apanhada pela Operação Porto Seguro com negócios incomuns feitos por fundos de pensão. O principal caso sob análise resulta de queixas feitas por investidores sobre uma eventual influência da quadrilha em decisões estratégicas sobre aplicações feitas pelo poderoso Previ (Fundo de Previdência dos empregados do Banco do Brasil) – um dos aplicadores líderes de nosso sistema capimunista tuiniquim. A Lava Jato já apura as ligações perigosas entre os principais fundos de pensão (Previ, Petros, Funcef e Prece), além do sistema BNDES e BNDESpar, com vários negócios bilionários em que petistas e aliados estão envolvidos.

O principal alvo das investigações é descobrir se existe um elo de negócios entre a influente “Doutora Rosemary” e um outro grande amigo pessoal dela, Ricardo Flores, ex-presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e que se tornou presidente da Brasilprev - uma das maiores empresas de previdência complementar no Brasil, com 1,4 milhão de clientes. Virou “fato público relevante” que Rosemary tentou influenciar em indicações e cargos da cúpula do Banco do Brasil, aproveitando-se da amizade com Bendine. Rose toureava as pressões petistas por posições estratégicas no BB junto com o então ex-vice-presidente da área de governo do banco, Ricardo Oliveira. 

A escolha de Bendine revela o dilema da Presidenta da República. Ou ela é mesmo muito anta para tomar uma decisão equivocada como esta substituição forçada da amiga Graça Foster. Ou ela é totalmente refém e marionete da cúpula petista que coloca, de novo, no comando da Petrobras, um sujeito da mais alta confiança de Lula, como foi o agora quase em desgraça José Sérgio Gabrielli. Bendine foi a pior opção possível. O mercado já reage pessimamente. As ações da Petrobras tendem a despencar - facilitando os planos de quem deseja conseguir o controle da empresa, na bacia das almas. E, por ironia, muita grana desviada no Petrolão pode até ser esquentada nesta operação supostamente feita por "estrangeiros".  

Nesta zona toda do Petrolão, só morrendo de chorar ao lembrar o que o gênio Lula proclamou, em 23 de setembro de 2007, sete anos antes da descoberta de que foi ele quem instalou na direção da Petrobras os quadrilheiros que transformaram uma empresa petroleira em fábrica de bandalheiras bilionárias:

“Os companheiros que dirigem a Petrobras têm capacidade para chefiar qualquer empresa do ramo em qualquer lugar do mundo”.



© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Fevereiro de 2015.

CHARGE DO SPON - Ainda não foi dessa vez...

Esta charge do Sponholz foi feita originalmente para o

A obra de arte mais cara de sempre? Gauguin terá ganho a Cézanne

Dois franceses, dois pós-impressionistas, duas referências do mundo da arte que atraíram atenções no Qatar. A venda não teve os habituais intermediários – nada de leilões ou galerias – e a informação chegou através do diárioThe New York Times, que cita apenas fontes bem informadas dos mercados europeu e norte-americano, sem mencionar nomes.
Ao que tudo indica, Paul Gauguin destronou Paul Cézanne, tornando-se o autor da mais cara obra de sempre.Nafea Faa Ipoipo (1892), qualquer coisa como “Quando irás casar?” (101X77cm), acaba de ser vendida por 300 milhões de dólares (271 milhões de euros), mais 50 milhões (cerca de 45 44 milhões de euros) do que a soma atingida em 2011 pela pintura Os Jogadores de Cartas (1895), comprada pela família real do Qatar a um magnata grego.

Trata-se de um pintura representando duas jovens mulheres ao ar livre, executada um ano depois de o pintor ter chegado ao Taiti para a primeira das duas estadias na polinésia francesa que viriam a marcar em definitivo a sua obra. Uma delas, a de maior movimento e que desvia o olhar do observador, está vestida de forma tradicional, com os braços nus e uma flor branca na cabeça. A outra, um corpo hirto que parece aprisionado num vestido de corte ocidental semelhante aos que os missionários costumavam impor aos nativos que tentavam evangelizar, interpela quem a vê. À combinação das duas mulheres atribuem alguns historiadores uma ligação aos dilemas pessoais e artísticos do pintor, sempre entre dois mundos.
Fonte: Público
Nafea Faa Ipoipo (1892), de Gauguin

fonte - http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2015/02/nafea-faa-ipoipo-1892-de-gauguin.html

ALDEMIR BENDINE, EX-PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL, É O NOVO PRESIDENTE DA PETROBRAS; ELES NÃO TOMAM JEITO....

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015



O presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Bendine, Ele terá liberdade para formar equipe. Bendine esteve à frente do Banco do Brasil desde 8 de abril de 2009, em substituição ao então chefe do banco, Antonio Francisco de Lima Neto. Ele foi escolhido para o cargo na gestão do ex-presidente Lula X9 (ele alcaguetava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") para reduzir os juros banco e o aumentar do volume de crédito. Na ocasião o mercado não gostou da mudança, e as ações do BB caíram 8,15% em que dia em que a Bovespa subiu 0,82%. Investidores viram a troca como uma interferência do governo, que estaria insatisfeito com a demora do BB em reduzir suas taxas para estimular a economia e amenizar a crise de então. Nesta sexta-feira (6), a indicação de Bendine também não agradou; as ações da Petrobras desabaram mais de 6% após a indicação de Bendine, que é funcionário de carreira do BB. Ivan Monteiro, atual vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, será o novo diretor financeiro da Petrobras. O cargo é chave para enfrentar a atual crise pela qual a petroleira passa. Na quarta-FEIRA (4), Graça Foster e outros cinco conselheiros pediram demissão do cargo. O Conselho de Administração da companhia está reunido na manhã desta sexta-feira (6) para escolher os novos nomes da diretoria. O conselho é composto por dez pessoas e é presidido por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda. Ele está no conselho por indicação do acionista controlador, ou seja, o Tesouro Nacional – portanto, o governo. Os demais membros são conselheiros. Graça Foster também participa. Confira os membros e quem elegeu cada um para ocupar o cargo:
Guido Mantega, eleito pelo acionista controlador
Maria das Graças Silva Foster, eleita pelo acionista controlador
Luciano Galvão Coutinho, presidente do BNDES, eleito pelo acionista controlador
Francisco Roberto de Albuquerque, eleito pelo acionista controlador
Márcio Pereira Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, eleito pelo acionista controlador
Sérgio Franklin Quintella, eleito pelo acionista controlador
Miriam Aparecida Belchior, ex-ministra do Planejamento, eleita pelo acionista controlador
José Guimarães Monforte, eleito pelos acionistas preferencialistas
Mauro Gentile Rodrigues da Cunha, eleito pelos acionistas minoritários
Sílvio Sinedino Pinheiro, eleito pelos empregados

Val Marchiori, a preferida do petista Aldemir Bendine  - ela agora vai vender ações da Petrobras?