quarta-feira, 26 de junho de 2013

discurso que Dilma não fez, por Cristovam Buarque

 

“Jovens do Brasil, brasileiras e brasileiros:
Nós erramos. Erramos todos nós que recebemos de vocês mandato para governar bem o Brasil, esquecendo os sonhos de vocês. Nós todos, os políticos e seus partidos, erramos. Mas devo admitir que nós que há 10 anos governamos o Brasil erramos mais e, especialmente, eu própria errei ainda mais, como a presidenta de vocês.
Nós erramos ao sermos a 6ª economia do mundo e a 88ª nação em educação; ao deixarmos o Brasil ser o mais violento país do mundo, fora de guerra; ao priorizarmos sempre o privado, especialmente transporte, em detrimento do público; ao tolerarmos a corrupção e não conseguirmos punir aos corruptos; ao consumir o presente sem investir no futuro; ao deixarmos toda juventude sem sonhos de utopia para seu país e parte dela sem o atendimento do essencial para seu presente; ao montarmos governos de acordos, lotando os cargos, nem sempre utilizando os mais capazes.
Nós erramos e temos que agradecer a vocês que foram para a rua manifestar indignação com a realidade política do Brasil. E erraremos muito mais se não entendermos que dois milhões de pessoas nas ruas não podem aceitar menos do que uma revolução.
Creio, e gostaria de ouvir a opinião de vocês, que no momento não se trata de uma revolução econômica e social, como aquela que me levou às ruas e até à lutas mais radicais, algumas décadas atrás.
Para mim, a economia e a sociedade precisam de fortes reajustes, de uma inversão nas prioridades, mas a revolução pela qual vocês vão às ruas está na subversão da atual estrutura política.
Fazer uma revolução na política para que nossos dirigentes tenham o sentimento das necessidades e vontades que estão na alma do povo, e que nossos executores tenham o mérito necessário para ocupar as diversas posições com a competência que o Estado moderno exige.
Este é meu sentimento, como a presidenta do Brasil, mas quero ouvir vocês, sentir o que pensam, pedindo que escolham e me enviem interlocutores, sem que quaisquer deles tenham monopólio, ouvirei todas as vozes e não só aquela de meu partido e de minha base de apoio.
Quando o povo coloca dois milhões de pessoas nas ruas, o governante não pode ter a cegueira de ficar restrito aos seus apoiadores e assessores. Até segunda feira, submeterei ao Congresso a proposta de realização de uma constituinte exclusiva para definir o marco legal de uma revolução na política.
Antes de entrar em vigor, a proposta destes constituintes será submetida a um plebiscito, para saber se ela está de acordo com o que o povo deseja.
Determinarei também aos meus ministros uma reanálise completa das prioridades dos investimentos e gastos governamentais, não apenas para os meses que restam de meu mandato, mas também para o futuro do nosso país.
Como quem na juventude lutou como vocês por um Brasil melhor, fico entusiasmada e grata pelo fato de a história ter me colocado o desafio de presidir um país, onde 2 milhões de pessoas estão nas ruas protestando pelo acúmulo de tantos anos de erros, especialmente de meu governo.
Eleita, democraticamente, agora preciso ir além da eleição e me ajustar à vontade do povo. São desafios como estes que permitem um governante na história, não apenas como administradora da herança recebida, mas como estadista do futuro a ser construído.
Eu agradeço a vocês não apenas pelo alerta, mas, sobretudo pela chance histórica que me ofereceram. Não vou deixar de ouvi-los, não vou decepcioná-los, podem ficar certos de que dedicarei cada instante do que me resta do mandato para estar à altura do momento e de vocês.
Muito obrigada, viva a democracia, viva o Brasil que vocês querem construir”.

Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.

Faz sucesso na internet uma proposta de emenda para moralizar a atividade dos parlamentares


Carlos Newton
O autor do projeto é como o líder das passeatas – totalmente desconhecido. Mas a proposta faz grande sucesso na internet e está sendo repassada velozmente a praticamente todos os internautas do país, por e-mail ou pelas redes sociais.
Chama-se Lei de Reforma do Congresso de 2013, embora na verdade seja uma Proposta de Emenda à Constituição, uma PEC de iniciativa popular, como a que gerou a Lei da Ficha Limpa:
1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.
2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.
3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.
6. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.
7. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.
8. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não um uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.
###
Realmente, um parlamentar se aposentar com apenas 8 anos de mandato é uma  piada grosseira e grotesca. Mas o difícil é fazer com que essas coisas mudem. Os parlamentares em exercício hoje, em sua grande maioria, jamais aceitarão perder esses privilégios.

MUDANÇA DE PARADIGMA – METRÔ DE NY


Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.
Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o clima mudou instantaneamente.
O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.
Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse:
– Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?
O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:
– Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar com isso.
Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava, sentia e agia de um jeito diferente. Minha irritação desapareceu. Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento, meu coração ficou inundado com o sofrimento daquele homem. Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente.
– Sua esposa acabou de morrer? Sinto Muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar em alguma coisa? – Tudo mudou naquele momento.
Muita gente passa por uma experiência fundamental similar de mudança no pensamento quando enfrenta uma crise séria, encarando suas prioridades sob nova luz. Isso também acontece quando as pessoas assumem repentinamente novos papéis, como marido, esposa, pai, avô, gerente ou líder.
Do livro: “Os sete hábitos das pessoas muito eficazes” de Steven R. Covey – Ed. Best Seller

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA – 7


Magu
61 – Todo mundo gosta de dizer magérrima, magríssima, mas o superlativo de magro é macérrimo.

62 – Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são
 os do 2º grau. E nunca: os alunos melhor preparados…

63 – Essa história de mal com l, e mau com u, até já cansou. É só decorar: Mal é antônimo de bem, e mau é antônimo de bom. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.

64 – Pronuncie máximo, como se houvesse dois s no lugar do x (mássimo).frase-ultima-flor-do-lacio-inculta-e-bela-ouro-nativo-que-na-ganga-impura-a-bruta-mina-entre-olavo-bilac-136971
65 – Toda vez que disser “É meio-dia e meio” você estará errando. O certo é: meio-dia e meia. Ou seja, meio dia e meia hora.

66 – Não tenho nada a ver com isso, e não haver com isso.

67 – Nem um nem outro leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu.
68 – Toda vez que usar o verbo gostar tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Ex: a coisade que mais gosto é passear no parque. A pessoa de que mais gosto é minha mãe.
69 – Não se acentuam os paroxítonos homógrafos (mesma escrita) de palavras proclíticas (palavras átonas que, apoiando-se na palavra seguinte, com ela forma uma unidade acentual. No Português, são proclíticos os artigos, as contrações, as preposições e as conjunções átonas).
Para (verbo parar), homógrafa da preposição para. ex: O Brasil para de exportar minério para a Europa. (veja mais deste caso específico na segunda página).

70 – eu pelo (verbo pelar) homógrafo da contração da preposição antiga per com os artigos o, a, os, as: pelo
- o pelo (substantivo), pela mesma razão.
Vejam o exemplo: Eu pelo o pelo do porco pelo método mais fácil.

Para com, para e pra: eis três modalidades de expressões que compartilham das nossas interações linguísticas do cotidiano. A exemplo dessas ocorrências, referimo-nos aos seguintes exemplos, somente a título ilustrativo:
Pra quem as encomendas foram entregues?
Dando um prazo maior para a entrega da pesquisa, estarei sendo justa para com toda a turma.
Aprimorar seus conhecimentos é necessário para o aprimoramento da sua competência linguística.
No que tange à preposição para, uma vez concebida como uma das poucas que se revelam sem autonomia fonética e, portanto, átona, deve ser integralmente pronunciada, sobretudo, em se tratando de situações específicas de interlocução, como é o caso da modalidade escrita da linguagem. Dessa forma, aplicamos tal postulado ao terceiro dos enunciados.No que se refere ao primeiro caso ilustrativo, demonstrando se tratar de uma linguagem informal, aquela vivenciada no dia a dia, constatamos o uso de tal preposição sob a forma reduzida (pra). Nesse sentido, sobretudo tendo em vista o contexto em questão (ora demarcando uma situação coloquial), cabe ressaltar que o uso se torna perfeitamente aceitável. Outra situação, que também a ela se destina, é a chamada licença poética, destinada a artistas, poetas, enfim, pois ao se utilizarem de tais recursos, mesmo que esses transgridam o padrão formal da linguagem, a intenção é justamente conferir ênfase à mensagem que ora proferem.
Por último, temos que o segundo dos enunciados revelam situações ditas extremamente formais, nas quais se manifestam o chamado discurso tenso, ou seja, aquele em que o emissor está aplicando de forma bastante consciente as regras padrões do sistema linguístico, haja vista que são também recorrentes, mesmo que em se tratando de contextos bastante específicos, constituídos de um tom mais erudito.
Munidos de tais percepções, constatamos que as três modalidades são aplicáveis, desde que façamos a distinção entre as situações as quais requisitam tais uso
(*) Fonte: Vânia Duarte – graduada em letras

TARIFAS


Anhangüera
Um economista fez um estudo sobre tarifas de ônibus em algumas cidades do mundo e, como sempre, o Brasil tem posição privilegiada. Vejamos:onibus-hg-20101225
- O trabalhador de São Paulo despende 14 minutos do horário trabalhado para pagar uma passagem de ônibus.
- O trabalhador do Rio de Janeiro despende 12 minutos.
- O de Buenos Aires, na Argentina, despende 1,5 minutos.
- Na Europa, em geral, é inferior a 1 minuto.
Conclusão: Como 5 salários são empregados, na soma, para pagar impostos, o que resta ao trabalhador?
E o Líder Supremo do País ainda comemora 10 anos de PT governando o Brasil e pensando no retorno.
Faço coro com as vozes da Rua, nesta copa de manifestações.

CONTINUANDO A PRESSIONAR


Orlando Sabka
Vinte anos se passaram para que o povo brasileiro acordasse da letargia em que se encontrava. Os governos sucessivos davam ao povo pão e circo, mais migalhas do que alimento digno e, com a manipulação da grande mídia, comprada a peso de ouro, total ênfase às mentiras deslavadas apresentadas como verdadeiras ao público.roque panis O carnaval, então, endeusado, belas mulatas, como também o futebol, as novelas envolventes e programas sem nenhum proveito ou mensagem de bem, algo que se pudesse aproveitar na maioria algo digno de se jogar no lixo. Mas nossa gente, a grande massa populacional, sem uma estrutura familiar, cultural e educacional, é de fácil manobra pela maioria dos políticos que visavam tão somente o voto do povo e jamais atender suas necessidades. Os anos foram passando, as roubalheiras aumentando, assim como a impunidade. O Congresso Nacional deixou de ser a Casa do Povo, para se tornar balcão de negociatas para seus membros e grupos interesseiros.
Os serviços públicos como saúde, educação, segurança pública, transporte, moradia, saneamento básico, creches, etc. sempre deixaram a desejar e, na última década, mais do que nunca, algo jamais imaginado que pudesse acontecer em nosso país, uma vez que a arrecadação de impostos sempre foi extraordinária, mas a destinação dos recursos era desviada para finalidades inconfessáveis e, ultimamente, para a construção de suntuosos estádios de futebol, como se isso fosse prioridade número um, relegando nossa gente ao esquecimento, ao abandono, ao “deus” dará. A população se tornou massa de manobra por parte de políticos inescrupulosos, muitos deles ligados ao governo federal e nossa gente marchava silenciosamente igual gado para o matadouro. Triste realidade.
Mas, como existe limite para todas as coisas, a gota d’água foi o aumento geral no transporte urbano e suburbano no país em 20 centavos. O povo acordou da letargia, dessa sonolência provocada pelas mentiras, repetidas mil vezes e deslumbres dos espetáculos e foi às ruas protestar e reivindicar seus direitos constitucionais. Justo, democrático e dentro da Lei. Direto de exigir o retorno dos impostos caríssimos pagos em forma de serviços de primeira e não as migalhas que o governo e os políticos deixavam cair das mesas opulentas onde se empanturravam, acompanhados de vinhos finos e champanhas importados, enquanto que milhões de brasileiros passavam fome e sede, na mais completa miséria e abandono, sem nunca sequer vislumbrar um horizonte de esperança. O povo clama por dignidade, direitos e respeito.

A ANSIEDADE MATOU A VENDA


Por Luís Marins
Chego no balcão e sou prontamente atendido pelo vendedor. Quando comecei a dizer a ele o que queria, chegou um outro cliente e ficou ao meu lado. Imediatamente o vendedor virou-se para esse outro cliente e disse: ” – Um momento eu já vou atendê-lo”. O vendedor voltou-se para mim e disse: ” – Pois não, desculpe, o que mesmo o senhor deseja?”. Quando comecei novamente a dizer o que queria chegou um terceiro cliente. O vendedor me pediu licença e dirigiu-se ao terceiro cliente e disse: ” – Um momento eu já vou atendê-lo”. Voltou-se novamente para mim, pediu desculpas e disse: ” – Pois não, vamos lá então…”.
Desde o momento da chegada do segundo cliente, eu percebi pelos olhos, pelo jeito e comportamento do vendedor que ele não estava prestando a mínima atenção ao que eu estava dizendo. Ele estava preocupado em não perder os outros dois clientes ao meu lado. A cada dois minutos, enquanto eu tentava explicar o que queria, ele virava-se para os dois clientes e dizia: ” – Só mais um momentinho que já vou atendê-los”. E novamente voltava-se para mim querendo que eu fosse o mais rápido possível.
Quando percebi que ele estava mais preocupado em vender para os outros dois clientes do que me ouvir, acredite, chegou um quarto cliente, contando comigo.  E ele novamente virou-se para essa quarta pessoa e disse: ” – Um momento e eu já vou atendê-lo”.
Não tive outra reação a não ser me despedir e ir embora sem comprar. Fiquei por uns minutos na porta da loja observando. Ele fez a mesma coisa com os demais clientes. Não ouviu nada do que eles lhe diziam e a cada instante virava-se para os demais e dizia: ” – Só mais um momentinho que já vou atendê-los”. Pouco tempo depois, todos os clientes saíram da loja sem comprar.
O que aconteceu? Ocorreu que a ansiedade de querer vender para todos os clientes que chegavam fez com que ele não vendesse para nenhum. Todos os clientes com quem conversei disseram que viam nos olhos do vendedor que ele não estava ouvindo nada do que diziam. Ele queria vender para o “outro” e o “outro” e o “outro” e assim não vendeu para ninguém! Na ânsia de querer ganhar comissão de vendas, sozinho, ele não deixava que outros colegas atendessem os novos clientes que chegavam. Ele queria tudo para ele. Não vendeu. Não ganhou nada.
Será que isso que aconteceu comigo e acontece todos os dias com dezenas de clientes e vendedores, também não está acontecendo conosco em nossa vida pessoal e profissional?
Seja em vendas ou no que quer que façamos, a ansiedade pode ser um grande fator impeditivo do sucesso. Fazemos uma coisa ou uma tarefa qualquer, pensando o tempo todo na próxima, na próxima e na próxima sem prestar atenção ao que estamos fazendo no momento. E tudo sai mal feito. E tudo é feito pela metade, sem qualidade.
Assim como a ansiedade matou a venda, tem matado muitos profissionais e até empresas. A competição acirrada que estamos experimentando, o fluxo negativo de caixa, o ciclo de vida curto dos produtos faz com que a ansiedade seja quase inevitável. Mas se existe uma “ansiedade positiva” que nos empurra para frente, ela, na verdade é quase sempre negativa e pode derrubar o nosso sucesso pessoal e profissional. Justamente quando a concorrência é maior e o poder está com o cliente e com o mercado e não mais conosco é que precisamos nos diferenciar pela calma, atenção aos detalhes, conhecimento, comprometimento. E isso não se consegue com demasiada ansiedade.
Daí também a importância de revermos os velhos métodos de comissionamento por vendas. As empresas pagam um salário base baixo e o restante de forma variável pelas vendas de cada vendedor. Na ansiedade e na necessidade de garantir um ganho razoável, o vendedor torna-se um poço de ansiedade. Quem perde é a empresa. Ele não venderá com tanta ansiedade.
E é preciso que nos lembremos das velhas aulas de psicologia que ensinavam que a ansiedade gera tensão que por sua vez gera mais ansiedade que gerará ainda mais tensão. Esse círculo vicioso ansiedade-tensão-ansiedade é quase sempre fatal para o sucesso.
Pense nisso. Acabe ou pelo menos controle a sua ansiedade nestes tempos loucos em que vivemos.