sexta-feira, 6 de abril de 2012

Prefeitura do PT envolve São Leopoldo num clima de desordem, com denúncias, ameaças de morte e tentativas de assassinato


Publicado no Blog do Políbio Braga
- É de insegurança e desordem o cenário social e político no município de São Leopoldo, governado há oito anos pelo PT. Dossiês com denúncias devastadoras levaram o Ministério Público e a Polícia a devassar cinco órgãos da prefeitura, numa operação policial sem precedentes na cidade. O clima político azedou e correm risco a vida de políticos e administradores públicos envolvidos com as denúncias. Eles foram ameaçados de morte e um deles foi esfaqueado esta manhã.
Sob a alegação de que quer disputar internamente a indicação do PT para a prefeitura de São Leopoldo, RS, renunciou hoje o  chefe do Escritório de Representação do Governo do Rio Grande do Sul em Brasília, Ronaldo Teixeira da Silva.
. Esta tarde, na Rádio Gaúcha, Teixeira da Silva deixou transparecer que busca ser uma opção ao candidato oficial do prefeito Ary Vannazi, Paulo Borba, já que a administração local do PT é acusada por improbidade administrativa e responde a denúncias  até por peculato e formação de quadrilha. Isto tudo integra o dossiê entregue à Polícia e ao Ministério Público pelo ex-secretário da Indústria e Comércio de Vannazi, Marco Antonio Pinho.  Na quinta-feira da semana passada, 400 policiais vasculharam repartições municipais, cumprindo mandatos de busca e apreensão.
. A entrevista de Ronaldo Teixeira da Silva, homem ligado estreitamente a Tarso Genro, foi imediatamente contestada pelo prefeito Ary Vannazi, que o atacou com violência:
- Ele conspira contra o meu governo e contra o Partido. Tenho gravações de reuniões de Ronaldo com adversários, visando desestabilizar o meu governo.
- O clima político de São Leopoldo, Grande Porto Alegre, cidade dominada há 8 anos pela DS, fração neotrotskista do PT, é de desordem e violência. Marco Antonio, ex-secretário de Vannazi, que fez as denúncias, foi ameaçado de morte, mas outros líderes locais do PT também resultaram ameaçados. Nesta quinta-feira de manhã, o ex-diretor do Hospital Centenário, Carlos Arpini, objeto de investigações sobre malfeitorias na prefeitura, foi esfaqueado. A Polícia pediu que ele procure proteção.

FGTS endurece regras para investimento em imóveis



As regras para liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investimento em habitação ficaram mais rígidas. Com isso pretende-se impedir uso do dinheiro do trabalhador em empreendimentos que tenham unidades com preço acima do limite do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que é de R$ 500 mil.

No início do ano o Conselho Curador do FGTS aprovou uma série de medidas para dar prioridade à construção de edifícios com unidades habitacionais com valores inferiores a R$ 500 mil.

Até então, não havia limitação. O FGTS podia comprar cotas de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - que aplicam recursos em recebíveis, como desconto de duplicadas, exportações, aluguéis - em empreendimentos nos quais a cobertura, por exemplo, tinha um valor superior a R$ 500 mil.

O aperto nas regras para liberação dos recursos do fundo foi feito recentemente pela Caixa Econômica Federal, por meio de circular publicada no "Diário Oficial da União". O vice-presidente de fundos de governo e loterias da Caixa, Fabio Cleto, disse que a imposição de restrições foi uma solicitação do Conselho Curador do fundo.

A preocupação do conselho é evitar que brasileiros com renda elevada acabem sendo beneficiado pelo FGTS, que tem como prioridade atender à população de menor renda. Ou seja, se o trabalhador não pode sacar o dinheiro para comprar um imóvel de mais de R$ 500 mil, então, o recurso do fundo não deve ser investido neste tipo de empreendimento.

A nova circular da Caixa estabelece, ainda, que 60% dos recursos do FGTS destinados a FIDC, debêntures e recebíveis devem ser destinados à construção de imóveis de até R$ 170 mil e os valores devem ser distribuídos regionalmente conforme o déficit habitacional, que atualmente é de cerca de 6 milhões de moradias.

Segundo Cleto, a Caixa não terá que fazer grandes ajustes em sua carteira porque boa parte dos recursos do FGTS destinados para as operações de mercado já estão direcionados para empreendimentos imobiliários abaixo de R$ 170 mil.

Do total de R$ 12 bilhões disponibilizados para essa modalidade de aplicação em 2008, R$ 10 bilhões em projetos já foram aprovados e os desembolsos atingiram R$ 9,748 bilhões. Desses, segundo ele, 70,9% estão enquadrados nos novos limites. Os restantes R$ 3,753 bilhões são projetos ainda em análise.

 "As mudanças que foram exigidas pelo Conselho Curador vão impactar pouco", acredita o vice-presidente. "As regras só oficializam uma postura que a Caixa já adotava", acrescentou. Para este ano, se houver necessidade de recursos, já existe uma reserva de R$ 3 bilhões do Fundo de Garantia para investimentos em habitação por meio de compra de cotas de fundos, debêntures e recebíveis.

O orçamento do FGTS de 2012 prevê investimentos de R$ 44 bilhões. Desse total, R$ 29,5 bilhões serão aplicados no setor de habitação e R$ 10 bilhões em saneamento básico e infraestrutura urbana. Outros R$ 4,5 bilhões serão utilizados para bancar os descontos concedidos pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: Midiamax

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Piso aquecido proporciona conforto sem ocupar espaço


Sistema é instalado embaixo do revestimento do chão e aquece não apenas o piso, mas todo o ambiente

Conforto sem ocupar espaços. Essa é a promessa do sistema de calefação por piso radiante - o chamado piso aquecido. Ao contrário do aquecedor a óleo ou do ar-condicionado quente/frio, que ocupam um espaço do chão ou da parede do cômodo, essa tecnologia fica sob o revestimento, no chão, e não é vista - apenas sentida.
A lógica de funcionamento do sistema é física básica: o ar frio desce, o ar quente sobe - como o vapor do chuveiro, no inverno. O aquecimento se dá a partir de um circuito de resistências com cabos aquecedores, colocados sob o contrapiso. "O calor é dissipado por radiação, esquentando não só o revestimento mas todo o ambiente", explicou o empresário do setor, Daniel Jover, ao programa Estilo Casa&Cia, da TVCOM RS.
Camada de isolamento fica entre a laje e os cabos do circuito
Para que a laje não absorva o calor, entre ela e os cabos é colocada uma manta isolante de polietileno, específica para esse fim. Por cima, tudo como em qualquer outra casa: argamassa de regularização (contrapiso) e revestimento de qualquer tipo (carpete, piso frio, parquê, etc). Se o imóvel já estiver pronto, a instalação do sistema exige quebra-quebra, pois o circuito obrigatoriamente precisa estar abaixo do contrapiso, para que haja espessura mínima para camada isolante, cabos, e camada de proteção.
Controle Em cada ambiente da propriedade existe um termostato, ou até mais de um se o espaço for grande, onde se pode regular a temperatura do espaço. "O confortável para o ser humano é 20 graus, valor que pode variar um grau a mais ou a menos dependendo da idade e do peso da pessoa", explica Jover.
Uma vez ajustado o termostato, o sistema tem regulação automática e mantém a temperatura interna em equilíbrio, ajustando diferenças em relação ao frio exterior. Por ser dissipado por radiação, o calor aquece todo o ambiente, incluindo roupas e camas, por exemplo, o que também ajuda a evitar o mofo.
Cabos têm 50 anos de garantia
Preço e consumo Segundo Jover, o piso aquecido é um dos sistemas mais econômicos - comparando-se seu funcionamento com o ar-condicionado split, usados para manter o espaço a 20 graus durante as 24 horas do dia, em 30 dias. O consumo, como o preço, varia de acordo com a potência do circuito.
O valor das resistências do sistema, também compradas pela capacidade, segue a mesma lógica - quanto mais potente, mais caro. Em Porto Alegre, considerando as médias térmicas da cidade, o empresário afirma que o custo por metro quadrado fica entre R$ 100 e R$ 150.
Na opinião da arquiteta Helena Karpouzas, do escritório Inverso AA, o investimento é muito alto, comparado ao gasto com aquecedores portáteis ou condicionadores de ar, por exemplo. A profissional indica que se use o piso aquecido, se for o caso, nos banheiros das residências.
Daniel Jover contra-argumenta que os cabos usados têm garantia de 50 anos, e que apesar de inicialmente caro, o circuito tem baixa manutenção: a única peça que eventualmente será trocada é o termostato, e ainda assim, garante o empresário, a cada 15 ou 20 anos. "Além disso, valoriza o imóvel, então o custo benefício acaba sendo bem razoável", finaliza.

As regras básicas para ter uma rotina mais leve


Especialista ensina quais as estratégias mais eficazes para diminuir os riscos de estresse e aumentar sua felicidade no trabalho

  
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Mulher pulando
Mudar a maneira de pensar sobre os problemas pode ajudar a ter uma vida mais leve e mais saudável
São Paulo - Para além da carga excessiva de trabalho e pressão típicas do ambiente corporativo, os próprios profissionais portam-se como vilões da qualidade de vida no trabalho, de acordo com Fabiane Cardoso, coordenadora nacional de qualidade da Adecco Brasil.
“Os profissionais erram por não ter um olhar para essas necessidades. A empresa tem a responsabilidade de oferecer um ambiente saudável, mas cabe aos profissionais cuidar das boas práticas de qualidade de vida”, afirma.
Regra 1. Organize-se
A batalha diária contra o relógio é o principal fator de estresse no trabalho (e na vida). Dica básica para colocar um ponto final nisso? Encarando a administração do tempo (e de cada detalhe da sua carreira) como prioridade.
“Ao estabelecer um cronograma, ser mais presente no controle da própria agenda, a pessoa tem mais condições de melhorar sua qualidade de vida e até a produtividade”, diz a especialista.
Agora, é fato que a vida profissional é recheada de fatos inesperados e aprender a encará-los com uma postura analítica é fundamental, afirma a especialista. “Você tem que parar e refletir: Esta questão impacta diretamente a minha área? Se sim, quem pode resolver? Qual é o nível de urgência deste fato diante dos outros que já agendei?”
Regra 2. Discipline-se
Tal postura exige uma dose, digamos, colossal de disciplina e comprometimento consigo mesmo. “Primeiro, você tem que desprender tempo para preparar sua agenda e tem que internalizar na sua rotina as etapas de planejamento, execução e avaliação”.
Regra 3. Equilibre-se
Abra espaço na sua (apertada) agenda para dedicar tempo para outras tarefas que não seu trabalho. “Para ser mais produtivo, todos precisam oxigenar suas ideias, pensamentos e sentimentos”, diz a especialista. “Trabalhar doze horas e não tirar a cabeça do trabalho depois disso não traz equilíbrio”.
Por isso, comprometa-se consigo mesmo a fazer atividades que proporcionem prazer. Da prática de um hobby a uma atividade física, vale de tudo para colocar a cabeça em sintonia com suas necessidades emocionais.
Agora não vale também “entrar numa rotina frenética de trabalho e academia. Dedique tempo para a família e amigos”, afirma Fabiane.
Regra 4. Cuide-se
Nesta toada, é essencial colocar sua saúde em lugar de destaque nas suas prioridades de vida. Ou seja, deixar para ir ao médico apenas quando a dor aparecer não é a atitude mais adequada. “É preciso equilibrar a saúde física com a emocional”, diz a especialista da Adecco.
Exames preventivos e consultas médicas esporádicas devem entrar para a sua rotina. Bem como um cuidado dobrado com a postura no ambiente de trabalho e com os hábitos alimentares. “Se continuar convivendo com práticas ruins de alimentação e postura, sua vida vira uma bomba relógio”, afirma Fabiane.
Regra 5. Apaixone-se
Agora, de nada adianta toda esta lista de cuidados, se você se dedica a um trabalho que odeia. Sim. Pesquisas recentes apontam: quanto maior a felicidade de um profissional, maior a sua produtividade. Não se encante apenas com os deslumbrantes pacotes de remuneração. Invista em uma carreira que, realmente, faça seus olhos brilharem.

ONU critica decisão do STJ sobre estupro de crianças


Tribunal inocentou um homem da acusação de estupro contra três meninas de 12 anos na semana passada

Fachada do prédio do Superior Tribunal de Justiça, Brasília
Fachada do prédio do Superior Tribunal de Justiça, Brasília (Cristiano Mariz)
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que inocentou um homem da acusação de estupro contra três meninas de 12 anos na semana passada desagradou os representantes de direitos humanos das Nações Unidas. Nesta quinta-feira, a instituição divulgou um comunicado classificando como "deplorável" a decisão dos ministros do tribunal.

No julgamento, o STJ decidiu que nem sempre fazer sexo com menor de 14 anos pode ser considerado estupro. No caso específico, o acusado manteve relações com as três menores, que, segundo a defesa, eram prostitutas. O tribunal concluiu que a presunção de violência no crime de estupro pode ser afastada em algumas circunstâncias.

“É impensável que a vida sexual de uma criança possa ser usada para revogar seus direitos”, afirmou Amerigo Incalcaterra, representante do Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Segundo o representante, a decisão do STJ contradiz os tratados internacionais de direitos humanos já ratificados pelo Brasil. Para ele, “a decisão do STJ abre um precedente perigoso”.

A manifestação das Nações Unidas acontece um dia após o STJ emitir uma nota afirmando que a corte não institucionalizou a prostituição infantil e não incentiva a pedofilia com a decisão. "A exploração sexual de crianças e adolescentes não foi discutida no caso submetido ao STJ, nem mesmo contra o réu na condição de ‘cliente’", diz a nota do STJ. "A prática de estupro com violência real, contra vítima em qualquer condição, não foi discutida", acrescenta.

De acordo com o tribunal, a decisão dos ministros não desrespeitou a Constituição e há precedentes, inclusive do Supremo Tribunal Federal (STF). O STJ garante que não promove a impunidade. "Se houver violência ou grave ameaça, o réu deve ser punido. Se há exploração sexual, o réu deve ser punido. O STJ apenas permitiu que o acusado possa produzir prova de que a conjunção ocorreu com consentimento da suposta vítima."

Doença incurável (por Dora Kramer)


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Finalmente descortinou-se ao menos uma razão de ser para o Ministério da Pesca: servir de ponte para o trânsito do dinheiro público aos cofres de um partido. No caso, o PT que, diga-se, não é o único a se valer do expediente.
A mesma prática revelou-se em episódios anteriores e voltou a aparecer nas denúncias que levaram ministros à queda ou à berlinda ao modo de uma derrocada em dominó.
Havia nos escândalos recentes envolvendo ministros do PC do B, PDT, PMDB, PR e PSB, o traço - em alguns mais acentuadamente que em outros - do uso da máquina administrativa para algum tipo de favorecimento privado. Partidário ou familiar e, portanto, pessoal.
A denúncia sobre o ministério da Pesca é tão cristalina quanto as que durante o ano passado detectaram a transformação de pastas em feudos de partidos usuários do aparelho (nos dois sentidos) de Estado como fonte de financiamento.
A diferença aqui é que quando se trata do PT o tratamento é mais brando do lado do governo e mais petulante, para não dizer cínico, da parte dos acusados em sua infinita capacidade de negar as evidências. Por mais evidentes que sejam.
Vejamos resumidamente o que nos mostra o "caso das lanchas", a partir de minuciosos relatos dos repórteres do Estado: em 2009, o Ministério da Pesca concluiu uma negociação com a empresa Intech Boating para a compra de 28 lanchas-patrulha no valor de R$ 31 milhões.
A transação deu-se sem necessidade de comprovação da necessidade da aquisição - tanto que a maior parte (19) não foi usada - e acabou caindo na rede do Tribunal de Contas da União sobre licitações supostamente dirigidas.
Em 2010, o secretário de Planejamento do ministério, Karim Bacha, pediu uma doação para a campanha do PT ao governo de Santa Catarina de R$ 150 mil ao dono da empresa fabricante das lanchas. Pedido feito, pedido obviamente aceito por aquele que ganhara um contrato cujo valor, na comparação, tornava a doação irrisória.
Pois a questão aqui não é de montante, nem do fato de os recursos terem sido devidamente contabilizados. A contribuição foi legal, como alega a hoje ministra das Relações Institucionais e à época candidata ao governo de Santa Catarina, Ideli Salvatti, e depois titular da Pesca.
Ilegítima - para dizer bem pouco, já que o direcionamento da licitação é ainda uma suspeita - foi a "troca" perfeitamente caracterizada na solicitação feita por intermédio do ministério.
Aqui não está em jogo só a conduta dos ministros (Ideli e seu antecessor Altemir Gregolim), embora esteja também.
O dado mais relevante é a prática que se repete, se estende aos outros partidos participantes do governo e é responsável pela produção de denúncias numa série, pelo visto, interminável.
Mata-borrão. A julgar por algumas reações diante dos ótimos índices de aceitação da presidente Dilma Rousseff, as pesquisas seriam, além de uma espécie de salvo-conduto ao erro, um fator de aniquilação do senso crítico.
Celebrar a avaliação positiva é uma coisa. Inclusive porque se as pessoas estão gostando da atuação de Dilma, governo e governistas devem mesmo comemorar.
Outra coisa bem diferente é achar que pontuação em pesquisa é um valor absoluto perante o qual devem se curvar os fatos nem sempre levados em conta pela maioria.
Maioria esta que na mesma pesquisa condena a pesada carga tributária, mas não conecta o fato ao desempenho da presidente.
Aparências. Ainda pensando na dupla face do senador Demóstenes Torres: havia no governo Lula algo mais respeitável que as maneiras, a fala e a figura de Antônio Palocci?
Foi praticamente o fiador da ascensão do PT ao poder e acabou, com todo o reconhecimento de valor, sob os escombros de uma casa de lobby em Brasília.
O ensaio de ressurreição que viria depois, com Dilma, foi apenas um estertor.

Muito Boa a Charge de Néo Correa


Publicado no Blog do Noblat 

A Charge de Néo Correia