domingo, 15 de novembro de 2015

Revista Época diz que Luis Claudio, filho de Lula, não soube explicar contrato com "valores absurdos" na Polícia Federal

sábado, 14 de novembro de 2015



Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e o lobista Mauro Marcondes, da consultoria Marcondes & Mautoni, não conseguiram esclarecer os contratos entre a empresa do filho do ex-presidente e a consultoria, de acordo com reportagem da revista Época. Segundo a revista, "é como se um não soubesse por que pagou e outro não soubesse por que recebeu". Marcondes optou por ficar em silêncio em boa parte de seu depoimento e não soube explicar como escolheu a empresa do filho de Lula. Ele, entretanto, admitiu que sabia que o valor pago pelo serviço era "absurdo". Segundo o empresário, um estagiário de sua empresa fez uma pesquisa "superficial" de preços antes de contratar Luís Claudio. "Ele constatou que eram (valores) absurdos", disse Marcondes no depoimento, de acordo com a revista. Apesar da constatação de valores "absurdos", a empresa de Marcondes fez repasses à LFT Marketing Esportivo, aberta em março de 2011 por Luís Cláudio, que recebeu R$ 2,4 milhões. O filho do ex-presidente é alvo da Operação Zelotes, que apura esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Luís Cláudio declarou à Polícia Federal que prestou serviços à Marcondes & Mautoni nos anos de 2014 e 2015 e, por isso, recebeu "os valores que foram contratados". Marcondes & Mautoni está sob suspeita de compra de Medidas Provisórias para favorecer o setor automotivo. Em seu depoimento, de acordo com a revista, Luís Cláudio não apresentou relatórios que comprovassem os serviços prestados. À Polícia Federal, ele disse que produziu relatórios e que ficou com cópias, mas que havia entregue a seus advogados depois da reportagem de O Estado de S. Paulo revelar a ligação de Luis Claudio e Marcondes, suspeito de "comprar" medidas provisórias editadas entre 2009 e 2013 para favorecer montadoras, por meio de incentivos fiscais. Em 26 de outubro Marcondes foi preso. O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal faça a apuração do suposto vazamento do depoimento de Luis Cláudio nas investigações da Operação Zelotes. O ministro decidiu pedir a investigação depois que a defesa de Luis Cláudio protocolou uma representação na última sexta-feira. Os advogados podem que seja analisado se houve vazamento das informações dadas pelo empresário aos policiais federais. O advogado de Luís Cláudio, Cristiano Zanin Martins, publicou uma nota na qual reafirma a experiência de seu cliente na área esportiva, critica o vazamento de documentos, diz que a revista "manipula as informações contidas no depoimento". Segundo ele, "não é verdade" que Luís Cláudio tenha dito à Polícia Federal que "nunca havia feito um projeto parecido ao que entregou à Marcondes & Mautoni". "A afirmação que consta no depoimento vazado à revista é que o trabalho entregue ao contratante foi original, pois não havia sido feito anteriormente para outro cliente, considerando que o objeto do estudo se dá em situação nova para o próprio País, caso da preparação do Brasil para os megaeventos, como a Olimpíada de 2016, onde conta a experiência dos demais países na execução desse tipo de evento", explica Martins. Segundo o advogado, o filho do ex-presidente esclareceu em seu depoimento que todos os serviços prestados à Marcondes & Mautoni e, no dia seguinte, entregou à Polícia Federal, por intermédio de seus advogados, todos os contratos firmados com tal empresa e, ainda, todos os materiais relativos aos trabalhos realizados. "A própria revista confirma que também no caso dos contratos estes foram vazados", diz.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A doença dos medíocres é a grande praga do Brasil - Hiago Rebello

Hiago Rebello

Hiago Rebello

Graduando em História, Licenciatura, pela Universidade Federal Fluminense, colunista do Instituto Liberal.

Lei anti-bullying: uma piada de mau gosto - João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As mentiras de Lula e de FHC - João Cesar de Melo

as mentiras de lula e fhc
Certa vez, Sócrates e Hípias debateram o valor do mentiroso a partir da comparação entre os personagens Aquiles e Odisseu. Sagaz, Sócrates primeiro alimentou as argumentações de Hípias para que ele afirmasse e reafirmasse que uma pessoa multiforme, ou seja, mentirosa, age por inteligência e que esta mesma pessoa pode abrigar tanto a mentira quanto a verdade. Em seguida, Sócrates lhe provocou questionando sobre como mentir no cálculo e na ciência. Sem perceber, Hípias começou a argumentar contra seus próprios argumentos, o que foi muito bem aproveitado por Sócrates que, ao final do debate, sugere que “é próprio do homem bom agirvoluntariamente, e do mau, involuntariamente”.
Sócrates ficaria confuso diante de Lula e de Fernando Henrique Cardoso.
Um dos maiores trunfos de Lula é sua estampa de homem semianalfabeto e que por causa disso muitas vezes se expressa de maneira errada e contra suas próprias ideias. Ser visto como ignorante já lhe absolveu de muitas acusações.
Lanço algumas perguntas: Qual o peso da consciência e da ignorância nas manifestações de Lula? Qual o mérito de suas mentiras? Onde estão suas verdades? O que, afinal, deve ser levado em conta?
O mesmo Lula que se gaba de ter tirado milhões de brasileiros da pobreza afirma que seu governo tornou os ricos ainda mais ricos, o que contradiz a convicção socialista de que quanto mais uns enriquecem, mais outros empobrecem.
Lula também diz que graças a ele a corrupção agora é combatida no Brasil. Graças a ele a Polícia Federal e o Ministério Público são instituições independentes e com poder para investigar tudo o que é suspeito. Porém, é comum que no discurso seguinte afirme que o PT, que Dilma e que ele próprio são vítimas de perseguição da mesma PF e do mesmo MP.
Lula usa as mentiras como forma de atordoar o público, os adversários e o restinho de imprensa livre que existe para fazê-los passar a maior parte do tempo tentando desmascarar as mentiras enquanto ele próprio dá continuidade aos seus projetos mais importantes.
O mesmo Lula que frequentemente diz que as acusações de que Dilma praticou estelionato eleitoral não passam de uma ardilosa tentativa de golpe da oposição, disse com todas as letras: “Nós ganhamos as eleições com um discurso e depois das eleições nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não iria fazer. Isso é um fato”. Falando isso, Lula fez com que a imprensa perdesse mais tempo decifrando suas palavras do que denunciando a pressão que ele vem fazendo para que não se leve a diante as investigações sobre o envolvimento seu e de sua família em esquemas de corrupção.
Entre a ignorância e a burrice existe um universo. Lula é ignorante, mas não é burro. Aprendeu a viver da malandragem; e toda malandragem necessita fundamentalmente de mentiras muito bem contadas.
Lula demonstra inteligência ao dividir seu discurso em duas, em três, em quantas outras versões sejam necessárias. Diante da mídia, pede diálogo. Diante de seus militantes, incita a guerra contra todos os seus críticos. Diante da mídia, se diz inocente e perseguido. Diante de seus militantes, confessa os desvios seus e de seu partido como forma de distribuir a culpa entre todos que levantam sua bandeira para, assim, também distribuir a responsabilidade sobre o acobertamento dessa culpa.
Numa de suas provocações, Sócrates pergunta a Hípias: Os que mentem voluntariamente não se mostram superiores aos que os fazem involuntariamente?
Lanço outra pergunta: O que Lula seria se tivesse estudado em bons colégios, se tivesse feito uma boa faculdade? Respondo: Lula seria alguém como… Fernando Henrique Cardoso, aquele que mente involuntariamente.
FHC acredita nas mentiras que conta. Conta as mentiras que aprendeu na faculdade. Acredita que seu partido faz oposição ao PT. Acredita que o Brasil deve ser salvo pelo mesmo PT que o corrompeu.
Lula não acredita em nada do que diz. Ele apenas diz. Ele apenas mente. Solta todas as mentiras que vem à cabeça sem qualquer pudor porque não se sente responsável por elas, como vimos em recente entrevista concedida ao SBT.
Lula mente porque sabe que precisa mentir. O socialismo é feito disso.
Lula mente para o povão enquanto Fernando Henrique Cardoso mente para ninguém, pois ninguém, nem seus companheiros, acreditam em suas mentiras.
Fernando Henrique Cardoso conta as mesmas mentiras há trinta anos enquanto Lula reinventa as suas dia a dia, moderniza cada uma delas em função de cada situação e de cada público.
A multiformidade de Lula é moldada pela ignorância de seus militantes e eleitores, conscientes e inconscientes. Lula é um mentiroso útil a uma causa inútil. FHC é um mentiroso inútil à mesma inutilidade.
O certo é que o Brasil está cada dia mais distante de um futuro diferente do seu presente. Velhas mentiras continuam sendo substituídas por novas mentiras. Todos mentem.
Sócrates nos pergunta: “Você não percebe, então, que agora está claro que uma mesma pessoa é mentirosa e verdadeira de tal modo que, se Odisseu era mentiroso, torna-se agora também verdadeiro e que se Aquiles era verdadeiro, torna-se agora também mentiroso, não sendo esses homens diferentes nem opostos, mas semelhantes?”.

CHARGE DO SPON - No dos outros, pimenta.....


O FANTASMA DE BOLSONARO


logo-elgien1    Elgien


Caros editores. Achei o artigo interessante. Observem que a maioria da população não tem representação política. Poucos políticos refletem o conservadorismo real da população brasileira apesar de anos e anos sendo culturalmente massacrados pela ativa esquerda. Eis que surge Bolsonaro com um discurso coerente, sem papas na língua e dizendo o que pensa. Pois olha o que está acontecendo e que dificilmente sairá na mídia que o abomina.

Eles percebem o perigo. E nós, enxergamos a oportunidade?
Dois jornalistas e dois generais. Essas são as peças dum pequeno quebra-cabeças que vamos montar para demonstrar, pela enésima vez, algo em que temos insistido nos últimos artigos: ou a Direita aproveita a oportunidade que a História lhe oferece nos próximos 24 meses, ou o Brasil afunda na anarquia, na haitização ou na guerra civil.
Não vou dizer o nome dos jornalistas. Não há necessidade, pois correspondem aos estereótipos da classe: odeiam os militares. Quanto aos generais: um da ativa, Gen. Mourão, Comandante Militar do Sul o outro, Gen. Carlos Augusto Fernandes dos Santos, reformado.

A coisa começou há três semanas, quando o Gen. Mourão, em palestra a alunos do CPOR de Porto Alegre, advertiu sobre a corrupção e a esbórnia geral da política brasileira, tão graves que ameaçam a estabilidade das instituições.
Entra a primeira jornalista. Em artigo publicado num grande jornalão, ela enquadrou o Gen. Mourão por ter-se atrevido – vejam a audácia! – a falar de política. Segundo ela, militares não podem dar palpites porque “o Brasil avançou muito nos últimos trinta anos. (…) Escolhemos a democracia e a volta dos militares aos quartéis. Defintivamente.”
O Gen. Carlos Augusto tomou a defesa do Gen. Mourão. Segundo ele, a jornalista “quer chefes militares fracos , como freiras enclausuradas no claustro, alienados dos aspectos políticos (…). Chefes eunucos, desprovidos de indignação e honra, que continuem bovinamente assistindo ao país despencar ladeira abaixo, na senda da roubalheira descarada, conduzida por políticos desprezíveis e bandidos que frequentam o esgoto da política, sem qualquer manifestação de inconformidade. Generais são líderes e têm responsabilidades e a história pátria está cheia de exemplos.” E continuou:
“O que incomoda a jornalista e sua grei política é ver surgir nova liderança nas Forças Armadas, embasada em alicerces e princípios morais e éticos inatacáveis. O Brasil anseia por governantes com esse perfil e com essa coragem.”
“Tenho certeza que parcela expressiva da humilde e necessitada população brasileira aspira por mudanças e acalenta o sonho de voltar a ser conduzida por homens honrados. Não aceitam mais corruptos e políticos medíocres que, usando as chicanas da esperteza, só buscam benefício próprio.”
“A palestra proferida pelo Gen. Mourão sugere o nascimento de nova liderança militar. A decisão do Marechal Castelo Branco, de limitar o tempo de permanência dos generais no serviço ativo, retirou dos quarteis as nefastas discussões político-partidárias e terminou de vez com caudilhos militares deixou, entretanto, uma séria lacuna: o desaparecimento de Lideranças Militares autênticas e competentes, tão necessárias nos desastrosos e trágicos dias vividos pelo país.”
Poucos dias depois, o IBOPE publicou nova pesquisa de intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. Resultado: forte aumento da rejeição aos principais nomes cotados para disputar a sucessão de Dilma: Inácio, 55% Aécio, 47% Marina, 50% Alckmin, 52% Serra, 54%. Rejeição significa: “não voto nele de jeito nenhum”. Do outro lado, da aprovação (eleitores que com certeza votarão no candidato), a coisa continua ruim para todos: Inácio, 23% Aécio, 15% Marina, 11% Serra, 8% Alckmin, 7%.
Nesse ponto, entra o segundo jornalista. No seu blog na Internet, ele avisa: “O dado mais significativo apontado pelo Ibope mostra que o aumento da rejeição das principais lideranças políticas do País é generalizado, com a queda da popularidade de Lula não beneficiando nenhum dos possíveis candidatos da oposição.”
E conclui, alarmado: “O levantamento reflete o crescente descontentamento da população com a classe política, sem que surjam novas lideranças nos grandes partidos. É um cenário favorável ao aparecimento de candidatos radicais nos extremos do espectro partidário, que se apresentam nestas horas como “salvadores da pátria”, sempre um perigo para a democracia.”
Juntemos as peças. Será que se encaixam? Dum lado, o fato incontestável: dentro da esculhambação geral, as FFAA são vistas como única instituição confiável. Doutro lado, o eleitorado rejeita todos os políticos chapa-branca, quer sejam da quadrilha no poder ou da falsa oposição.
Ora, se o povo admira os militares e neles deposita suas esperanças, mas a constituição de 1988 o obriga a escolher nomes que ele, povo, rejeita, a única saída seria – falemos sem rodeios – o golpe militar. Mas os militares não querem nem ouvir falar disso.
Existe solução? Está na cara: um candidato com possibilidades de se eleger dentro das normas da constituição, mas identificado com os militares.
Parafraseando o Manifesto Comunista de 1848: um fantasma assusta a República Federativa de Bruzundanga: o fantasma do Bolsonaro.

Artigo publicado no Jornal Inconfidência, Minas Gerais


FONTE - https://prosaepolitica.wordpress.com/2015/11/12/elgien-o-fantasma-de-bolsonaro/

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Suécia à Beira do Colapso - Ingrid Carlqvist

  • Se a onda migratória continuar, em 10 ou 15 anos os suecos serão minoria em seu próprio país. Que há de fato uma troca de populações em andamento deveria estar claro em qualquer avaliação séria.
  • "A consequência final da... política de imigração da Suécia é que a economia entrará em colapso porque, afinal de contas, quem irá pagar por tudo isso? E colapsos econômicos, quando ocorrem, sempre ocorrem com extrema rapidez". — Lars Hedegaard.
  • Nas últimas duas semanas mais de 1.000 "crianças refugiadas desacompanhadas" chegaram da Alemanha pelas balsas, mais da metade delas desapareceu e se encontra na lista de desaparecidos.
  • Nas últimas semanas, a estação central de trens da terceira maior cidade da Suécia, Malmö, foi invadida por imigrantes, e os voluntários que apareceram nos primeiros dias com comida, água e roupas, ao que tudo indica, perderam o interesse.
  • Não levará muito tempo até que os suecos percebam que o estado não irá mais cuidar deles. Há apenas 20 anos o país, que era considerado um dos mais seguros e prósperos do mundo, agora corre o perigo de se transformar em um estado falido.
A Suécia está se aproximando rapidamente do colapso total. Mais e mais municipalidades estão soando o alarme alertando que se os migrantes continuarem chegando nesse ritmo, o governo não será capaz de garantir o funcionamento normal dos serviços aos seus cidadãos. Além disso, declarações nefastas proferidas por autoridades do governo estão deixando os suecos apreensivos quanto ao dia de amanhã. Se a onda migratória continuar, em 10 ou 15 anos os suecos serão minoria em seu próprio país.
Em uma entrevista coletiva à imprensa concedida em 9 de outubro, o Primeiro Ministro Stefan Löfven disse que a Suécia se encontra em estado de crise. Quando lhe pediram para esclarecer o que ele queria dizer com isso, Löfven não foi capaz de elaborar uma única frase coerente.
Três ministros apareceram à entrevista coletiva à imprensa ao lado do primeiro-ministro, convocada às pressas, logo após uma reunião extraordinária do governo. Ao que tudo indica o objetivo da entrevista coletiva era transmitir dois recados:
  1. explicar ao mundo e ao povo sueco que a Suécia está diante de "uma das maiores iniciativas humanitárias da história sueca".
  2. que não há mais moradias disponíveis e que os migrantes terão que aceitar morar em tendas.
Na entrevista coletiva, logo após os discursos dos ministros, o jornalista Tomas Ramberg da Rádio Estatal Ekot fez a seguinte pergunta: "o senhor diz que a Suécia está se preparando para uma situação de crise, o que o senhor quer dizer com isso"?
A resposta de Stefan Löfven foi incompreensível:
"sim, bem, antes da mais nada, estamos diante do que eu levo muito a sério quando digo, quando me expresso, um grande obrigado a todos pelo seu belíssimo trabalho, porque se trata de uma iniciativa humanitária, é exatamente o que o Ministro da Justiça e Migração acaba de dizer. O que nós estamos fazendo na realidade é salvar vidas de pessoas que estão fugindo das bombas, de, de matanças, da opressão, suas vidas estão destruídas. Nós, nós os ajudamos e isso é uma, é uma grande iniciativa humanitária, e obviamente agora que podemos ver o número de pessoas que dependem dela, que procuram proteção, portanto se trata de uma das maiores iniciativas humanitárias. E quanto à situação de crise que estamos enfrentando, isso acontece em parte porque eu, nós estamos delineando hoje que também estamos nos preparando para uma situação em que talvez tenhamos que alojar pessoas em tendas, isso porque defendemos a política humanitária para refugiados, direito a asilo, mas também podemos agora perceber que não podemos fechar os olhos para o fato de estarem vindo mais refugiados do que nunca, em espaço de tempo tão curto, e que temos que providenciar um teto para essas pessoas. Consequentemente, é possível que sejam necessárias outras medidas".
Entretanto, o simples fato do governo estar conjecturando alojar migrantes em tendas, pode ser um sinal que a Suécia, apesar de tudo, não deseja mais estar na linha de frente da batalha "humanitária". A perspectiva de passar o gélido inverno sueco em uma tenda pode fazer com que os migrantes escolham outros países em vez da Suécia. Caso contrário, o sistema sueco estará diante de um iminente colapso.
Em 2014, o analista social e historiador dinamarquês Lars Hedegaard observou, de maneira profética no livro "Farliga ord" (Palavras Perigosas), que a ruptura da economia de uma nação sempre ocorre de maneira rápida e inesperada:
"se há uma lição a ser tirada da história, é que aquilo que se acredita que não irá acontecer, acontece. E acontece o tempo todo. A consequência final da política de imigração do Ocidente e acima de tudo da Suécia é o colapso da economia porque, afinal de contas, quem irá pagar por tudo isso? E colapsos econômicos, quando ocorrem, sempre ocorrem com extrema rapidez".
Agora mesmo, o governo sueco está tomando dinheiro emprestado do exterior para bancar a imigração. Esse montante, no entanto, não é o suficiente. Esse montante, no entanto, não é o suficiente. Em média o imposto de renda municipal já se encontra na casa dos 32%, isso sem falar do Imposto de Renda Federal, também pago por muitos suecos. Um aumento de 2% na alíquota de imposto significará 15.000 coroas suecas ($1.825) a mais em impostos a cada ano para uma família média.
Autoridades e políticos do primeiro escalão confirmam que a situação é extremamente grave. Em 1º de outubro o Ministro para Assuntos Internos Anders Ygeman disse que a atual onda de imigrantes irá causar "gigantescas pressões econômicas" e alguns dias depois o Diretor Geral do Serviço de Imigração Anders Danielsson explicou que "considerando a estrutura do sistema que temos, estamos nos aproximando do fim da linha". Ninguém nunca ouviu declarações dessa natureza na Suécia, principalmente em relação à "sagrada" questão da imigração. Até agora, os suecos foram incessantemente doutrinados a acreditarem que eles vivem em um país rico, que não apresenta nenhuma dificuldade em acomodar todos os candidatos a asilo que desejarem vir a este país.

O Primeiro Ministro da Suécia Stefan Löfven (esquerda) disse na semana passada que a Suécia se encontra em estado de crise. À direita imagem de distúrbios em um subúrbio de Estocolmo, dezembro de 2014.

Na esteira dos 1,5 milhões de migrantes esperados este ano na Alemanha, o maior país da União Européia (81 milhões de habitantes), uma torrente de migrantes também está chegando na bem menos populosa Suécia. Geograficamente a Suécia é um país extenso, porém formado por florestas e descampados, com menos de 10 milhões de pessoas residindo no país. Até 2010 a Suécia acolheu cerca de 25.000 migrantes por ano. Entretanto, em 2010 o então Primeiro Ministro Fredrik Reinfeldt fez um acordo com o Partido Verde (Miljöpartiet), pró-imigração, que ele próprio admitiu, com o objetivo de punir eleitores por terem permitido o ingresso do Partido Democratas Suecos (Sverigedemokraterna) no parlamento.
O acordo de Reinfeldt abriu as comportas da imigração. Em 2014, 81.000 pessoas procuraramasilo na Suécia, sendo que 33.500 receberam a concessão do benefício. Contudo, tendo em vista que muitos imigrantes subsequentemente trouxeram seus parentes, o número aumentou drasticamente. No ano passado foi concedido o status de residente a 110.000 pessoas na Suécia. É necessário adicionar a esse número os inúmeros estrangeiros ilegais.
Já se fala de 180.000 candidatos a asilo ingressando na Suécia em 2015. Esse número é mais do que o dobro do ano passado. Se a metade deles receberem a concessão de asilo e se cada um deles trouxer três parentes, estaremos falando em cerca de 270.000 novos imigrantes na Suécia, isso em apenas um ano. Mais de 8.000 pessoas chegaram semana passada, 1.716 delas eram as assim chamadas "crianças refugiadas desacompanhadas".
Os suecos que acompanham somente os noticiários através da grande mídia têm a impressão de que todos os migrantes são refugiados de guerra da Síria, mas na realidade o número de sírios constitui a metade desse total: semana passada 2.864 pessoas alegaram ser da Síria. 1.861 disseram ser do Iraque e 1.820 do Afeganistão. Indubitavelmente muitas pessoas de países que não estão em guerra estão se arriscando, aproveitando-se da situação, requisitando asilo na Suécia, mas isso é uma coisa que a grande mídia não considera ser adequado informar a seu público.
O fato de haver uma troca de populações em andamento deveria estar claro em qualquer avaliação séria. O economista sueco Tino Sanandaji (de descendência iraquiano-curda e por isso mesmo mais duro do que a maioria dos suecos, que ao criticarem a política de imigração são imediatamente acusados de racismo), assinala em seu blog que os suecos logo poderão ser minoria em seu próprio país:
"de 1.000 a 1.500 candidatos a asilo por dia, durante 15 anos equivalem 5,5 a 8,2 milhões de candidatos a asilo. No final de 2014, o Departamento Central de Estatística SCB, calculou que 21,5% da população sueca eram de descendência estrangeira: 2,1 milhões de um total de 9,7 milhões. O número de pessoas de descendência sueca, isto é, nascidos na Suécia com pai e mãe também nascidos na Suécia, tem se mantido estável em cerca de 7,7 milhões e espera-se que se mantenha estável ou que aumente ligeiramente por conta do excedente de nascimentos. Caso haja um aumento de cerca de 5,6 milhões no número de descendentes de estrangeiros, eles se tornarão maioria".
Trelleborg (população de 43.000 habitantes), localizada no sul da Suécia, é uma das cidades que recebeu uma avalanche de migrantes. Mais de 100 " crianças refugiadas desacompanhadas" chegaram da Alemanha de balsa, em um dia comum. Nas últimas duas semanas mais de 1.000 desses jovens foram registrados, mais da metade deles desapareceu e se encontra na lista de desaparecidos. Ninguém sabe a razão deles terem sumido ou para onde foram. Some a esse número 13.000 adultos candidatos a asilo.
Foram criados alojamentos temporários improvisados em centros esportivos, ringues de patinação no gelo e no hotel do aeroporto de Sturup, só para mencionar alguns locais.
Trelleborg enviou uma desesperada carta de apelação solicitando ajuda do governo, assim como já o tinha feito em vão, há poucas semanas o governo municipal de Örkelljunga. O prefeito e o diretor municipal de Trelleborg, que assinaram a carta em 1º de outubro, assinalaram o seguinte:
"no passado, muitos candidatos a asilo se dirigiam pela rota através da Dinamarca para Malmö, mas isso mudou há cerca de duas semanas. De 10 de setembro até a madrugada de 1º de outubro, 14.100 candidatos a asilo chegaram em Trelleborg pelas balsas. Não há nenhum indício que o ritmo esteja diminuindo, muito pelo contrário, ele está aumentando sem parar. Na segunda-feira, 22 de setembro, Trelleborg recebeu um comunicado do Serviço de Imigração informando que a cidade onde as crianças e jovens aportam, é por lei a autoridade responsável em providenciar alojamentos, assistência e despesas com manutenção até que o Serviço de Imigração decida em qual cidade eles serão abrigados. ... Rapidamente Trelleborg se encontrou em uma situação em que os serviços corriqueiros à comunidade correm o risco de serem afetados. ... O propósito dessa carta é chamar sua atenção para a enorme pressão que estamos enfrentando".
Desde então, pelo visto, o Ministro da Justiça e Migração Morgan Johansson, tem estado em contato com o prefeito de Trelleborg, por telefone, para encontrar as possíveis soluções. Em 9 de outubro o Serviço de Imigração decidiu que Trelleborg estaria dispensada de ser cidade designada para crianças desacompanhas. Entretanto, não está claro como isso irá aliviar a pressão sobre Trelleborg no que tange à chegada de novos migrantes. A única ajuda de fato, até o presente momento, veio de cidades vizinhas, que abriram suas dependências para que alguns dos migrantes, ora em Trelleborg, pudessem ser alojados.
Malmö, a cerca de 29 km de Trelleborg, também está passando por momentos difíceis. Nas últimas semanas, a estação central de trens da terceira maior cidade da Suécia foi invadida por imigrantes, e os voluntários que apareceram nos primeiros dias com comida, água e roupas, ao que tudo indica, perderam o interesse. O diário Sydsvenska Dagbladet resumiu a situação desesperadora em Malmö, onde até a cadeia vazia da cidade foi cogitada (e rejeitada) como possível abrigo para crianças refugiadas. Agora cogita-se que a cadeia poderá ser utilizada para abrigar refugiados adultos.
Recentemente o Prefeito de Filipstad, do Partido Social Democrata, também soou o alarme assinalando que sua cidade de 6.000 habitantes não será capaz de proporcionar escolas e assistência à infância para 1.100 requerentes de asilo agora alocados para a sua cidade.
A resposta do Ministro da Justiça e Migração Morgan Johansson para esse pedido de socorro foi a seguinte: "se necessário for, Filipstad terá que expandir suas operações".
A falta de sensibilidade de Johansson nessa declaração fez com que o prefeito da cidade vizinha de Årjäng Daniel Schützer rodasse a baiana. Ele postou no Facebook o seguinte sobre seu companheiro de partido:
"perdoe o meu francês, mas Morgan Johansson é um maldito idiota no último.Expandir diz ele. Não se trata de malditos tijolos e tábuas, o que está faltando são professores!!!!"
O Serviço de Imigração, cuja tarefa é analisar a razão da imigração dos candidatos a asilo, está compreensivelmente abarrotado de trabalho. Mesmo antes da última "crise de refugiados" e apesar do fato de 1.200 novos funcionários terem sido contratados no ano passado, o staff continua se debatendo. O sindicato dos empregados já está soando o alarme em relação ao constante crescimento de incidentes de violência, vandalismo e tentativas de suicídio, no corrente ano (até agosto), foram registrados 1.021 incidentes desse tipo.
"As condições de trabalho nos órgãos responsáveis são extremamente tensas. A pressão é gigantesca. O ambiente de trabalho se deteriorou drasticamente", assinalou Sanna Norblad, presidente local do sindicato ST, ao diário Norrköpings Tidningar.
Enquanto tudo isso acontece, grandes parcelas da população sueca assistem horrorizadas, à distância, e se perguntam quando irá ocorrer o inevitável colapso. Ao mesmo tempo, uma parcela surpreendentemente grande de cidadãos ainda acredita, de forma exagerada, que o "Papai Estado" irá resolver tudo. É o modo sueco de ver as coisas, como os desejos das crianças, que Peter Santesson, dirigente do instituto de pesquisas Demoskop, explica em seu Website Dagens Opinion. Santesson diz que os suecos acreditam, de maneira bastante incomum, na ordem social e que eles estão convencidos de que "em algum lugar no escalão mais acima, sempre haverá alguém mais inteligente, mais bem informado, que irá assumir a responsabilidade e garantir que tudo irá funcionar como manda o figurino". Se as autoridades do governo se mostrarem incapazes de resolver o caos dos refugiados que eles próprios criaram, a consequência poderá ser desastrosa. Santesson continua,
"Tomadores de decisão responsáveis precisam ponderar sobre a confiança que o povo depositou neles e eles precisam tratar com cuidado essa confiança, nessa crise tão complicada. Se a confiança do povo for traída por eles, ou seja, se não forem capazes de resolver a situação, se a Suécia não aparecer com uma cura milagrosa e a crise se tornar incontrolável, o resultado poderá acarretar consequências políticas e sociais que irão muito além do problema da imigração".
O blogueiro Johan Westerholm, um Social Democrata, crítico ao governo, destaca em uma entrada no blog de 7 de outubro intitulada "Infarto no sistema, no Sistema de Imigração", que além daqueles que já se encontram na Suécia, é necessário incluir aqueles que tiveram seu pedido de asilo negado na Noruega e Finlândia e que consequentemente serão enviados de volta ao último país em que estavam, a Suécia. Considerando que a Finlândia rejeita 60% dos pedidos de asilo, é plausível supor que nas próximas semanas o caos irá se agravar ainda mais.
Westerholm assinala que a situação em Malmö está "fora de controle" afirmando: nós não temos a mínima ideia de quem são essas pessoas que estão chegando à Suécia:
"um enorme grupo de administradores (no Serviço de Imigração) não sabe sequer quais são as organizações designadas como terroristas, fora isso, também há os simpatizantes, pessoas que por princípio jamais denunciarão alguém ao departamento de segurança do Serviço de Imigração, por razões ideológicas. Outro grupo considerável está amedrontado e se mantém em silêncio. Em uma organização marcada pelo medo e estresse, não fazer nada é um meio infalível de não perder o emprego. E quando, mesmo assim, uma suspeita vem à tona, normalmente não acontece nada. Se a vida ou a saúde de um terrorista é ameaçada, o que ocorre com frequência, ele consegue obter a concessão para permanecer no país. Inicialmente lhe é concedido permissão para residir temporariamente, o que na prática se transforma em residência permanente".
Os 152 candidatos a asilo reportados ao Serviço de Segurança até agora, somente no ano em curso como possíveis ameaças à segurança nacional, são provavelmente só a ponta do iceberg.
Os suecos que já perderam a fé nas autoridades e nos políticos estão se preparando para o inimaginável, que a sua sociedade segura de outrora está à beira do colapso. No Website72timmar.se, a Agência de Contingenciamento Civil informa o público sobre as "nossas cinco necessidades básicas: água, comida, aquecimento, dormir e segurança". Os leitores são instruídos a armazenarem água e enlatados em casa e assegurarem o aquecimento da residência.
"Precaução" está se tornando mais comum na Suécia. No verão passado, o diário Svenska Dagbladet publicou uma matéria sobre a primeira loja sueca online para os precavidos e o interesse foi gigantesco. De acordo com o instituto de pesquisa Sifo, até recentemente sete em cada dez suecos estavam totalmente despreparados para enfrentarem uma crise capaz de causar um apagão, consequentemente bagunçando a infraestrutura. O proprietário da loja online Fredrik Qvarnström, contou ao jornal que segundo sua estimativa, a população sueca é a menos preparada do mundo para enfrentar uma crise:
"muito se fala sobre o efeito estufa e a crise econômica. Parece que as pessoas estão conscientes de que há problemas, mas eu acredito que elas não sabem o quão vulneráveis nós realmente estamos. Confiamos que o estado cuidará de nós, como tem sido no passado".
Não levará muito tempo até que os suecos percebam que o estado não irá mais cuidar deles. Há apenas 20 anos o país, que era considerado um dos mais seguros e prósperos do mundo, agora corre o perigo de se transformar em um estado falido.
Ingrid Carlqvist,é uma jornalista radicada na Suécia e Ilustre Colaboradora Membro do Gatestone Institute.