domingo, 20 de abril de 2014

1962, por Luis Fernando Veríssimo


Como aquele personagem do poema do Eliot que podia medir a sua vida em colherinhas de café, posso medir a minha em copas do mundo. A partir da copa de 1986, no México, fui a todas, Mas as anteriores, que acompanhei pelo rádio, pela TV em preto e branco e pela TV (maravilha!) a cores também deixaram dores e saudades. Como a de 62, por exemplo, aquela em que o Pelé se machucou e o Garrincha viu que teria que ser tudo com ele, e foi.
1962. Eu tinha saído de Porto Alegre com a ideia de ganhar algum dinheiro no Rio e seguir para Londres, onde faria alguma coisa ligada a cinema, como diretor ou vendedor de pipoca, ainda era incerto. Me hospedei com uma tia, no Leme.
Não tinha diploma de nada e nenhuma vocação aparente, fora um discutível “jeito para desenho”. A Clarice Lispector, amiga da família e vizinha da minha tia, chegou a telefonar para o Ivan Lessa, que trabalhava em publicidade, para ver se me conseguia um emprego.
O Ivan e eu marcamos um almoço que, não me lembro mais por que, nunca aconteceu. Na verdade, nunca nos encontramos.


Chegou um amigo de Porto Alegre, companheiro de inconsequências, que ganhara uma bolada na venda de umas terras do pai e, entre aplicar bem o dinheiro ou queimá-lo todo num fim de semana carioca, optara pelo mais sensato: arrebanhara outros amigos e os trouxera para o Rio, e me convocou para ajudar a gastar o dinheiro.
Sim, tive meus três dias de condor, mandando baixar no “Fred’s” (o hotel Windsor, ex-Méridien, hoje se ergue sobre as suas cinzas) e requisitando coristas para acompanhar nossos delírios de paulistas. Coube a mim uma chamada Leticia, que, meu Deus, hoje deve ser avó.
Foi uma despedida tardia da adolescência. Depois começou a vida real. Fui trabalhar com um americano com a promessa de ficar rico e quase acabei preso, me casei, tentei um negócio que não deu certo e quatro anos depois de me mudar para o Rio, em vez de ir para Londres voltei para casa.
Em 1962, no Rio, você lia as colunas do Armando Nogueira, do Nelson Rodrigues, do Stanislaw Ponte Preta, do Antônio Maria, do João Saldanha, do Paulo Francis escrevendo sobre teatro e mandando pau na direita, nos jornais; e na “Manchete”, todas as semanas, as crônicas do Rubem Braga, do Paulo Mendes Campos e do Fernando Sabino e, na “Cruzeiro” as gloriosas duas páginas do Millôr.
Jango estava no poder, as reformas eram uma possibilidade (se o Lacerda deixasse, porque os militares estavam sob controle), mas, acima de tudo, havia o Garrincha. No auge, como todo mundo.

Luis Fernando Veríssimo é escritor.

Chutes no traseiro, por Mary Zaidan


Na quarta-feira, exatos 1.550 dias depois de derrotar Chicago, Tóquio e Madri, o Rio de Janeiro anunciou mais mundos e fundos para a Olimpíada 2016, elevando o custo total do evento a R$ 36,7 bilhões. Quase R$ 8 bilhões a mais do que fora orçado em 2008 e, seguramente, cifra inferior à conta que virá daqui a 840 dias, quando os Jogos começarem. Assim como nas obras da Copa do Mundo, ainda inconclusas a 72 dias do pontapé inicial, promete-se que pelo menos 43% do orçamento olímpico será pago pela iniciativa privada.
Difícil crer.
Em 2007, quando Lula brigou pela Copa da Fifa, a lengalenga era a mesma. As garantias do capital privado vinham de todos os lados. O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, assegurava que o Brasil não gastaria “um único centavo” para fazer a Copa.
“Faço questão absoluta de garantir que será uma Copa em que o poder público nada gastará”, corroborou Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, ainda durante as comemorações da escolha do País como sede.
Hoje, o gasto direto de dinheiro público somado à pendura no BNDES beira o total da conta Copa, que ninguém sabe ao certo quanto somará. Fala-se de números que variam entre R$ 25 bilhões e R$ 35 bilhões, uma margem de erro considerável, inadmissível em qualquer país minimamente sério.

Foto: Michael Buhozer

Acrescente-se aí a desfaçatez do atual ministro, Aldo Rebelo, ao afirmar que nas obras da Copa “não há recursos públicos, apenas empréstimos via BNDES”. Atenta contra a inteligência e desrespeita os brasileiros, que, ao fim e ao cabo, vão pagar a conta.
Além dos R$ 70 bilhões já previstos em orçamentos que crescem mais do que ervas daninhas a cada nova versão, os dois megaeventos esportivos encurtaram as calças do Brasil antes de seu início. Mesmo tendo pedido desculpas formais à presidente Dilma Rousseff pelo vocabulário chulo, não dá para esquecer a frase “o Brasil precisa de um chute no traseiro”, dita há dois anos pelo secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke.
Agora foi a vez do Comitê Olímpico Internacional (COI). Em ato inédito na história dos Jogos Olímpicos, o COI se viu obrigado a intervir em uma cidade sede. Seu presidente, Thomas Bach, anunciou que vai contratar um administrador de projetos para coordenar e acompanhar as obras de perto. Em resumo, chutou o traseiro, sem aviso prévio.
Quando penhorou o que não tinha nem ia ter para conseguir trazer a Copa e a Olimpíada para o Brasil, Lula vislumbrou a consagração. Dele e do projeto de poder do PT. Apostou no binômio megalomania e ufanismo, quase imbatível nos governos populistas e em regimes totalitários. Nas democracias, podem se virar contra o jogador e acabar em um chute no traseiro.

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas. Atualmente trabalha na agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'. Escreve aqui aos domingos. Twitter: @maryzaidan, e-mail: maryzaidan@me.com

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA O Eleitor no Observatório


CARLOS VIEIRA
Heleno tem 25 anos. Advogado, recém-aprovado em concurso para Juiz, salário decente, oriundo de uma família de classe média. Seus irmãos são três, sua mãe se restringe aos afazeres do lar, e seu pai acabou de se aposentar pelo INSS com um salário de um mil e trezentos reais. Moram numa cidade-satélite, ele Heleno, brasiliense e seus pais, candangos vindos do interior de São Paulo.

Heleno vive a angústia de um jovem num país em crise e sem projetos de futuro. Sabe que o nosso Brasil há anos é governado por homens políticos desprovidos em sua maioria, de uma noção de Política como um compromisso social. A Política ainda hoje, século XXI vem sendo a arte, ou a astucia de criar benefícios eleitoreiros e engordar a riqueza daqueles que nós elegemos. Culpados de nós, alienados, seduzidos por promessas fantásticas em véspera de eleições; classe média perdida, desinteressada, visando uma vida individualista, num mundo de concepção consumista. Culpados os responsáveis pela Educação nas escolas e universidades, onde jamais ensinam matérias de politização; culpados os representantes do Governo que a cada dia nos enganam com cálculos, índices, projeções de crescimento, promessas de aplicação do dinheiro do “pré-sal” que ainda continua no útero oceânico; culpados homens do Judiciário que não criam na população um sentimento consistente de justiça individual e grupal; culpados principalmente os homens do Congresso Nacional, mais preocupados com as vantagens partidárias e de trocas de partidos para benefícios próprios; culpadas as famílias, claro, muitas delas, que perderam um senso de ética na educação dos seus filhos.

E o nosso Heleno, jovem advogado, atônito, perdido, sem referência partidária, vive a angústia da responsabilidade de votar. Votar em quem, em qual partido, se programas não existem que determinem mudanças? Reforma Política, Tributária, da Previdência Social, enfim, reformas que criem melhoria para vida digna e justa à população.

Heleno conversa com seus amigos e continua a viver seu desconforto interno. Onde estão as lideranças estudantis, as reuniões e congressos para pensar o Pais, a preocupação de homens idôneos em criarem um fórum para refletir sobre o nosso Brasil? Por mais pessimista que parece minha escrita, vivemos num caos, num clima de descrença, povoado de insegurança, homicídios diários, atos de vândalos quebrando o patrimônio público e privado! Vivemos um momento em que é preciso e necessário que se faça alguma coisa, e não “promessas salvadoras emitidas por homens e partidos! Escândalos por todos os lados, atos de corrupção no passado e no presente, predominância de uma “burocracia de gestões burocráticas”, e não de programas de governo que ultrapassem os interesses de eleições e reeleições! 

Heleno, Heleno, que sua insônia ou seus sonhos elaborem decisões éticas e respeitosas na hora da urna.

E se o Brasil ganhar a Copa do Mundo? Tudo que qualquer torcedor almeja, mas com o cuidado da vitória não ser usada para faturar votos imorais em candidatos perversos! Futebol, carnaval e samba, às vezes são realizações de fantasias para acalentarem uma “depressão histórica” do banzo dos nossos ancestrais africanos. O Brasil hoje se divide em duas classes: uma que vive uma fantasia maníaca de um bem-estar ilusório, produto de lucros dos roubos e corrupções, e outra classe onde a incidência da depressão, a cada dia povoa os consultórios psiquiátricos e analíticos.

“Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus./ Tempo de absoluta depuração./ Tempo em que não se diz mais: meu amor./ Porque o amor resultou inútil./ E os olhos não choram./ E as mãos tecem o rude trabalho./ E o coração está seco.” (fragmentos dos versos do poeta em seu poema:”Os ombros suportam o mundo”.

Versos do nosso querido Drummond, versos que podem ser lidos pensando na falta de amor dos “Homens Públicos” pela população!

Em outro poema, do Carlos, gauche de Itabira, “Congresso Internacional do Medo”, poema de 1940, está escrito:” Provisoriamente não cantaremos o amor./que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos./ Cantaremos o medo, que esteriliza dos abraços...”

E agora Heleno, quando a noite cair e o sono estiver anunciando seu descanso, vamos deixar de lado o ódio, o ressentimento, a vingança, a violência, a inveja, a voracidade canibalística da sociedade pós-moderna e cantar o Amor!
Carlos de Almeida Vieira - psicanalista e psiquiatra.

Lula e Cabral já se preocupam em serem alvos da devassa da PF nos negócios de Eike Batista


Posted: 18 Apr 2014 07:31 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Os surpreendentes desdobramentos da Operação Lava Jato, que indica ligações com escândalos na Petrobras, só preocupam menos Luiz Inácio Lula da Silva do que o agora quase certo ataque direto ao empresário Eike Batista – investigado pela Polícia Federal, por indícios de crimes financeiros. Lula já avalia que o real objetivo é atingi-lo – e não apenas perseguir Eike, alvo da ira de investidores que perderam muitos milhões de dólares com o império X.

Um outro político sob tensão é Sérgio Cabral Filho - outro parceiro muito próximo de Lula e com fortes ligações com Eike. O ex-governador do RJ, que agora tenta uma complicada candidatura ao Senado, sabe que será atingido nos ataques a Eike. Serginho também teme o imprevisível desenrolar da Lava Jato, já que o caso já investiga outro grande amigo e parceiro de negócios: o empreiteiro Fernando Cavendish, que comandava a Delta. A Polícia Federal já o relaciona aos negócios com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e a turma de doleiros investigados por lavagem de dinheiro e outros delitos.

Quem complicou Eike Batista foi a Comissão de Valores Mobiliários. A autarquia do Ministério da Fazenda que fiscaliza o mercado de capitais no Brasil enviou um relatório ao MPF em 19 de março, listando evidências de que Eike tenha cometido três infrações: omissão de fato relevante, manipulação de preços (de ações) e prática não equitativa. Eike corre o risco de ser multado na merreca de R$ 500 mil pela CVM. Pagar tal multa, para aquele que ainda seria um bilionário, é uma “calça curta” – para usar uma expressão tão usada pelo empresário.

O pior é que, desde o dia 7 de abril, a pedido do MPF, Eike é investigado pela Polícia Federal, por supostos crimes financeiros envolvendo negociações de ações, em tese irregulares, realizadas em 2013, que causaram grandes prejuízos a investidores. Objetivamente, Eike se tornou suspeito de prática de três crimes, também denunciados por investidores ao MPF: manipulação de mercado, insider trading (uso de informação privilegiada) e lavagem de dinheiro.

Os crimes de manipulação de mercado e insider trading estão previstos na Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6.385/76). Rendem penas de 1 a 8 anos e de 1 a 5 anos, respectivamente. Já a lavagem de dinheiro, definida na Lei do Colarinho Branco (Lei nº 9.613/98), pode produzir uma pena de 3 a 10 anos de prisão. Caso seja julgado culpado, depois de muitos anos de infindáveis recursos, Eike corre sério risco de passar a vergonha de ser condenado a uma pena de até 23 anos de prisão.

Para quem sonhava ser o homem mais rico do mundo, e até já investia em uma ousada operação de marketing para construir uma imagem que lhe permitisse ser candidato a Presidente da República do Brasil em 2018, Eike vive um grande pesadelo – que só não é maior do que o sofrido pelos investidores que apostaram nele, destruindo um patrimônio acumulado ao longo da vida.

PT se vira contra Vargas


Os bem indicados

Reportagem de O Globo de hoje confirma que a diretoria da BR Distribuidora é dividida entre PT, PTB e PMDB.

Pelo loteamento, os cargos de diretoria da BR são ocupados por funcionários de carreira do sistema Petrobras, mas apenas após a indicação e o apoio desses partidos políticos.

Curiosamente, dos quatro principais dirigentes da subsidiária da Petrobras, dois foram indicados pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), presidente que sofreu impeachment em 1992 após um escândalo de corrupção.

Os padrinhos

O presidente da subsidiária, José Lima de Andrade Neto, foi indicado ao cargo pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), ligado ao imortal Presidente José Sarney.

Luis Alves de Lima Filho, diretor da Rede de Postos de Serviço, e Vilson Reichemback da Silva, diretor de Operações e Logística, assumiram os cargos em julho do ano passado, apadrinhados pelo senador Fernando Collor.

Andurte de Barros Duarte Filho, diretor de Mercado Consumidor, foi indicado pelo PT.

E o ex-diretor Financeiro, o agora em desgraça Nestor Cerveró, era do senador petista Delcídio Amaral.

Brilha, Brilha, estrelinha...


Danem-se os celulares...

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Alessandro Tramujas Assad, abriu um procedimento para investigar a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, do Ministério Público do DF.

O CNMP atendeu prontamente ao pedido do Advocado Geral da União, Luis Inácio Adams, (AGU), que fez uma reclamação disciplinar contra Márcia por ela ter sido autora de um pedido de quebra indiscriminada de sigilo de telefones celulares na área do Palácio do Planalto, entre 1º e 16 de janeiro.

O pedido de Márcia, que será intimada na terça-feira por sua ousadia, foi motivado por denúncia de que o reeducando José Dirceu de Oliveira e Silva teria usado o celular de dentro do presídio da Papuda, ao receber uma visita.

Foi-se

Será sepultado nesta sexta-feira, no Cemitério do Morumbi, o empresário Henry Maksoud, que faleceu ontem aos 85 anos.

Famoso por ser dono do Hotel Maksoud Plaza, Henry foi um grande empreendedor, pois fundou a Hidroservice Engenharia, em 1958, e mais tarde, criou o grupo editorial Visão, que publicava a revista “Visão”.

Entre 1988 e 1991, apresentou o programa semanal “Henry Maksoud e Você”, na TV Bandeirantes.

Pedindo penico ao EB?


Recadinho aos arapongas

Por favor, quem grampeia celulares, e-mails e rastreia o computadores, legal ou ilegalmente, deveria, pelo menos permitir duas coisas.

Deixar o computador funcionar direito, e os e-mails trafegarem normalmente, sem tanto atraso...

Permitir que as ligações telefônicas fiquem audíveis, e não caiam o tempo todo, para não atrapalhar as conversas...

E, no mais, deixar quem é honesto trabalhar em paz, torcendo para que o Governo do Crime Organizado pare de operar no Brasil de maneira tão intensa...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Abril de 2014.

GOLPE DE MESTRE

http://prosaepolitica.wordpress.com/2014/04/19/the-sting/


capa-dolares-de-cubaFoi divulgado um balanço dos investimentos do Governo na área de saúde nos últimos anos, onde somente uma pequena parcela da verba autorizada foi aplicada. Muitos projetos de investimentos na Saúde, prometidos pelo governo, não sairam do papel ou estão em fase de “aprovação”. Programas de televisão e jornais tem mostrado o caos no sistema de saúde com falta de hospitais, falta de médicos, falta de leitos, falta de medicamentos, etc, etc. A realidade do país na área de saúde é bem outra e bem diferente da propaganda do Governo, onde a corrupção rola em todos os setores.

Lembre que isto já aconteceu na eleição de Lula de 2002. Os dólares, chegaram ao Brasil num avião da Venezuela, acondicionados em caixas de bebida, andaram por Brasília e Campinas até chegar ao comitê eleitoral de Lula em São Paulo.  Os recursos clandestinos do PT vieram de Cuba, a ilha-estado onde o dinheiro é escasso até para colocar água potável nas escolas. Em Brasília o dinheiro ficou sob os cuidados de um cubano que servira como diplomata.

De Brasília, o dinheiro foi levado para Campinas, a bordo de um avião Sêneca, acondicionado em três caixas de bebida, sendo duas caixas de uísque Johnnie Walker e uma terceira caixa de rum cubano, o Havana Club. Quem levou o dinheiro foi um economista e ex-auxiliar de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto. Em Campinas, o dinheiro foi apanhado no Aeroporto de Viracopos por outro ex-auxiliar de Palocci. De Viracopos, o carro foi para São Paulo, para deixar as caixas no comitê de Lula na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista, aos cuidados do então tesoureiro Delúbio Soares. Confirmem na internet, onde há mais detalhes. Este escândalo, já esquecido (e que pode estar se repetindo) foi amplamente divulgado na época.

PRESTE MUITA ATENÇÃO! GOLPE DE MESTRE
Muito interessante e bem explicativo este e-mail. Sem dúvida, um perfeito golpe de mestre. Será que a grande turma mais esclarecida de estudantes que atuaram nas manifestações vai perceber esta malandragem, pois a maioria do pobre povo pouco instruído vai ser iludido facilmente.

Publicado no site TERRA.

“Vamos fazer uma conta rápida: A Dilma quer trazer 10.000 cubanos. Vai pagar R$10.000/cubano por mês, totalizando R$100.000.000,00/mês. Faltam 8 meses para a eleição, daqui até lá serão R$ 800.000.000,00 (OITOCENTOS MILHÕES de reais), mas os ‘médicos’ não receberão esse dinheiro, e sim o governo cubano. Se metade dessa dinherama voltar aos cofres (caixa dois, claro!) do PT, Cuba ainda fica com uma bolada e a campanha da Dilma está paga. Acho que veremos a maior campanha presidencial da história desse país! O mensalão não é nada perto desse golpe que estão realizando. Olha o que temos:

O governo põe a culpa do caos na saúde em cima dos médicos e declara guerra aos mesmos, vetando o principal artigo do ‘ato médico’ e com isso ganhando a simpatia dos milhões de profissionais das outras áreas da saúde (mal sabem eles que ela agora vai editar uma medida provisória que vai colocar o mesmo artigo de volta em seu devido lugar, afinal de contas diagnosticar e tratar é coisa de médico e ela bem sabe disso). Gasta uma FORTUNA com propaganda do programa mais médicos na tv, jornais, sites na internet, outdoor, etc e vai usá-lo para tentar alavancar a candidatura do Padilha ao governo de São Paulo e também na campanha presidencial. Vai ganhar o apoio de milhares de prefeitos que já começaram a demitir médicos que são pagos com o tesouro municipal e que agora serão pagos com verba federal, desonerando as prefeituras a um ano da eleição para que os prefeitos possam roubar mais e fazer caixa de campanha. Vai ter 10.000 cabos eleitorais (“médicos cubanos”) trabalhando de graça e em tempo integral durante um ano para angariar votos para o PT e seus aliados. – Vai ter o apoio de um exército de miseráveis que agora já não se satisfazem mais só com as bolsas e que querem mais. Vão ser ludibriados por cubanos que se equiparam a técnicos de enfermagem brasileiros. Nos primeiros meses vai ser ‘só love’,  vamos ver quase a exaustão na TV um velhinho numa currutela do norte abraçando um cubano e dizendo que nunca tinha tido acesso a um médico e que agora tem um que o atende em casa e que é ‘humano’ demais e vai agradecer a Dilma e o Padilha. As mortes e sequelas só aparecerão, SE noticiarem, depois da reeleição, se ocorrer.”

São 11  ANOS DE CORRUPÇÃO E PODER.


O que você viveu ninguém rouba


O mundo está repleto de ladrões. Não apenas na politicagem do dia a dia, como nos governos pegajosos. Nas igrejas, escolas, nos hospitais, nos órgãos de segurança pública os gatunos e salafrários de plantão estão à espreita. Ninguém escapa à sua roubalheira disseminada e compulsiva. Nem aquele santo recém canonizado. A noviça que virou freira. O professor que entrou para a academia, defendeu sua dissertação no mestrado e hoje ostenta o título de doutor — mas volta e meia engana seus alunos, saindo mais cedo de sala de aula.
Desnecessário sublinhar, entram para a lista a maioria dos advogados, policiais, taxistas, corretores imobiliários, já nascidos com o carimbo da ladroagem estampado na testa. Viva as exceções, felizmente. Que são poucas, lamenta-se. Sempre há a sanha incontrolável, quase automática, de passar a perna em alguém. Um certo prazerzinho, salivando escondido da nossa frágil sensatez e pretensas regras morais.
Dar fechadas no trânsito, “esquecer” de devolver o troco a mais recebido. Pegar emprestado e nunca mais devolver o livro, o batom da mãe, o tênis incrementado do irmão mais velho, o smartphone novinho do pai, o dinheiro esquecido por alguém na mesa da cozinha.
Roubar beijo da namorada do amigo, sem que ele note. Deixar escapar um sorriso sedutor para o ginecologista, ou o santo padre, concentrado em suas prédicas. Vade retro satanás. Multiplicar o número de amantes durante o casamento, sem perder jamais a expressão de candura no rosto. Atores e atrizes nota dez.
Entretanto, nesta história toda, vale ressaltar algo fundamental: ninguém rouba o que é seu, genuinamente. Aquilo que aterrissa bem dentro dos seus pensamentos e sonhos. Os defeitos, qualidades e intenções que passeiam em sua alma.  Alguns sentimentos contraditórios, emoções intensas, a presença selvagem do instinto, aquietados pela cumplicidade do silêncio.

Sim, podem deixar você nu em pelo no meio da rua, sem carteira, roupa, o óculos francês caríssimo, adquirido na última viagem a Paris. Podem invadir sua praia, assolada por arrastão sem tamanho. Podem enganar o porteiro e entrar na sua casa, sequestrar móveis, eletrodomésticos, os dólares guardados no fundo da última gaveta do armário. Arrancar das raízes do seu espanto as joias da sua bisavó, objetos de valor incalculável.  Surrupiar o laptop de quinta geração, seu desejo máximo de consumo dentre as novas tecnologias. Marido, mulher, filhos e empregada também integram sem distinção o pacote do sequestro e do estupro.
Fazer o quê, se todos neste momento já foram amarrados, amordaçados e humilhados pelos bandidos? Embora seus olhos devam manter-se abertos encarando o terrível pesadelo, você ainda possui algumas válvulas de escape. Cantarolar para si mesmo melodias que adora. Recitar sem sons poemas de Neruda, Drummond e Quintana. Lembrar das recentes visitas à obra de Manoel de Barros, poesia tão simples e rasteira quanto magistral — versos que se ocupam da beleza de lagartos, árvores e pedras, habitando a paisagem pantaneira.  A chuva fina e sincopada que namora as margens do riacho.
É certo, você pode fugir para recantos só seus, lugares com trejeitos camaleônicos, mudar de rumo quando lhe aprouver, em função das ordens do seu coração, ou dos anseios da sua fantasia mais dourada.
O que você viveu ninguém rouba. Seus amores secretos, tempestades e estiagens, sonhos alagados de ideais, as vezes tão pueris e ingênuos. Seu pendor artístico, os gestos incompletos, sorrisos entregues às luzes do anoitecer, pálpebras que piscam com suavidade, mistérios da alvorada.  Todas estas riquezas lhe pertencem. Esta é a sua abastada herança, que se manterá pulsante, enquanto você, com suas vestes de carne fresca ou amadurecida, deslizar entre a terra dos homens.
Você é seu redentor e algoz. Aquele que o aprisiona e algema a perversões sinistras, práticas escusas em quartos sujos e escuros. Mãos criminosas ou beatíficas que o conduzem ao voo de águias celestes e libertárias. Este universo é só seu e ninguém consegue extirpá-lo das suas entranhas.
Esteja você doente, há meses sobre uma cama. Talvez tenha perdido as pernas em um acidente de carro. Quem sabe se encontre injustamente atrás das grades. A família inteira disse adeus a você, em um acidente aéreo. Ou nada disso tenha acontecido.
A realidade e suas tragédias podem ter escapado às suas tentativas de controle e manejo. Mas é inútil dar às costas quando o destino tão avesso a comandos se aproxima, exibindo seu livre arbítrio. Afinal, tudo o que você amealhou intimamente, as histórias cúmplices dos seus desejos, a generosidade plantada a esmo e sempre em silêncio, todos estes valores são seus.
Ainda que você envelheça e já no limiar da morte, perceba fugirem suas memórias ou a consciência delas. Mesmo que submetido ao cansaço dos anos, se curve na presença de lembranças anêmicas, os seus pertences, desbotadas fotos, ainda estarão lá. Guardados na caixa de preciosidades que compõem toda a sua vida.
Ainda que você queira enterrar ou incinerar experiências, elas permanecerão flutuando. Ligeiras e leves como um pássaro pequeno. Enquanto a vida soprar em suas veias, em algum canto do seu coração, o seu álbum de histórias permanecerá intacto.
Mesmo que você tente se sabotar de diversas formas, sonegar da consciência pendores e raros talentos, eles ainda continuarão existindo. Talvez assustados, tímidos e encolhidos na antessala do seu espírito. Porque verdade seja dita: nem mesmo você, por mais que se esforce, consegue roubar a si próprio.

Pai pode doar imóvel a um filho somente?


 fonte: Exame

Internauta pergunta se a casa vendida por seu pai pode ser doada a apenas um dos filhos e se essa situação poderia ser contestada

 : Pai pode doar imóvel a um filho somente?
Prédio em miniatura passa de uma mão para outra: Doação pode ser feita, mas respeitando o direito de cada herdero
Dúvida de internauta: Meu pai acabou de vender sua casa. Existe alguma possibilidade de um dos filhos reclamar parte do imóvel? E no caso de apenas um dos filhos receber uma parte do valor da venda, os outros podem reclamar?
Resposta de Rodrigo da Cunha*:
A herança é apenas uma expectativa de direito dos herdeiros, pois não existe herança de pessoa viva. Neste caso, o seu pai vendeu o imóvel, o dinheiro apurado pertence exclusivamente a ele.
Para que vocês tenham direito sobre algum bem ou valor recebido pelo seu pai, é necessário que ele faça uma doação.
Caso a doação seja feita, ele deve respeitar o regime de bens do casamento ou da união estável e todos os herdeiros deverão ser beneficiados na mesma proporção, para que ela não seja invalidada posteriormente.
Segundo o Código Civil, metade do patrimônio de uma pessoa pode ser transmitida por testamento a quem o autor da herança desejar, mas os outros 50% devem ser repartidos igualmente entre os herdeiros necessários (que podem ser os filhos, os pais e o cônjuge ou companheiro).
Supondo que um pai tenha dois filhos e não seja casado, nem viva em uma união estável, e o imóvel seja doado a apenas um deles, o outro filho pode contestar a doação depois que o pai falecer caso ele não tenha obtido uma parcela do patrimônio compatível com o que é exigido por lei (que no caso seria o mínimo de 25% do patrimônio).
Quando o bem é doado em vida, no entanto, por mais que a doação seja contestada, ela pode não ser anulada porque só é possível concluir se um dos herdeiros ficou com parte do patrimônio inferior ao que é permitido por lei quando o autor da doação falece e todos os bens são repartidos.
É por isso que no caso da contestação de uma doação feita em vida é aberto um processo judicial para que a situação seja analisada com mais profundidade.
Além disso, se a doação feita em vida beneficiar um terceiro, sem que nenhum dos herdeiros receba parte do patrimônio, não pode ser feita qualquer contestação, uma vez que nenhum dos herdeiros foi beneficiado em detrimento de outro.
Ou seja, se o seu pai doar a casa a um amigo, nenhum de seus herdeiros pode contestar a doação.
Mas lembre-se, tanto sobre a doação como sobre a herança incide o imposto chamado de ITCMD, cujo valor da alíquota gira em torno de 5% (cinco por cento) sobre o valor do bem, dependendo de cada estado.
*Rodrigo da Cunha Pereira é advogado, mestre e doutor em direito civil e presidente do Instituto Brasileiro do Direito da Família (IBDFAM).

Fonte: Exame - Priscila Yazbek