quinta-feira, 27 de março de 2014

Ordem do Governo é neutralizar CPMI da Petrobras e impedir que MPF investigue Dilma por responsabilidade


Posted: 26 Mar 2014 10:55 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Da mesma forma como Lula foi milagrosamente poupado do escândalo do Mensalão, dificilmente, em um ano eleitoral, a Justiça brasileira vai arrumar problemas contra Dilma Rousseff. No escândalo da Petrobras, apesar das evidências, a tendência é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encontre uma “brecha” para salvar Dilma com a tese (insustentável, na prática) de que os conselheiros da Petrobras não são os responsáveis diretos por decisões de gestão na companhia. Conforme tal drible jurídico, caberia aos diretores da empresa responderem pela responsabilidade dolosa ou culposa dos atos.

Se aqui dentro Dilma pode se salvar, na Justiça de Nova York, onde Dilma e demais conselheiros e diretores da Petrobras serão processados com pedidos de ressarcimento pelos prejuízos causados por suas decisões administrativas, a porca torce o rabo do processado. Como o ministério público novaiorquino recebe participação legal nas comissões sobre multas das condenações – geralmente milionárias -, é muito maior a pressão por resultados jurídicos mais rápidos e dolorosos para os réus. Mas o bicho tende a pegar porque, na Security and Exchange Comission (o xerife do mercado de capitais dos EUA) já correm pelo menos seis reclamações, que podem se transformar em investigações e, depois, em processos formais, contra a Petrobras e suas subsidiárias, agravando a situação assim que os investidores formalizarem ações judiciais.

Um caso que apavora mais os dirigentes da Petrobras que o desastrado superfaturamento na compra da refinaria texana Pasadena é o processo que corre nas justiças norte-americana, britânica e holandesa, para investigar o pagamento de propinas no aluguel de plataformas de petróleo. O escândalo lança luzes sobre uma até então pouco popular subsidiária Petrobras Global Finance B. V. – uma caixa preta sediada em Rotterdam, na Holanda. Não se sabe quem são os dirigentes da empresa que cuida das finanças da endividada Petrobras. Só se sabe que no mesmo endereço holandês, no segundo e terceiro andares da (Wenna 722, Weenapoint Tower A, 3014DA, em Rotterdam), funcionam a Petrobras Nederlands (PNBV), a Petrobras Global Trading (PGT) e a Petrobras International Braspetro BV (PIB). As subsidiárias holandesas, além de fechar contratos, captam recursos para a empresa em euro e dólar.

Diante de tanta complexidade investigativa, pelo menos na lenta Justiça brasileira, tende a dar em nada a boa intenção dos senadores independentes Pedro Simon (PMDB-RS), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Os sete entraram com pedido ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para que investigue a atuação da atual Presidenta Dilma Rousseff como ex-presidente do conselho de administração da Petrobrás, com base na Lei 8.429 – que trata dos crimes de improbidade administrativa. O artigo 10º (com incisos I, II, III, IV e XII) poderia ser fatal aos conselheiros e diretores investigados. O problema é sempre o relativismo como as leis são interpretadas ao sabor dos ventos políticos no Brasil.

O contorcionismo jurídico para livrar Dilma de ações será nada fácil. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva. A lógica é hierárquica. Como a Petrobras é controlada pela União (acionista majoritário), suas decisões estratégicas contam com o respaldo direto do Presidente da República (que no tempo de Passadena era Lula). Já Dilma, além de presidente do Conselhão da Petrobras, também era ministra das Minas e Energia e, depois, da Casa Civil, de onde saiu diretamente para reinar no Palácio do Planalto. Diluir a responsabilidade de Lula e dela é missão quase impossível. Mas o judiciário, aparelhado por interesses políticos, é capaz do impossível – como se viu, recentemente, no caso do Mensalão.

O Alerta Total já antecipou que, no Petrobrasgate, o alto risco da delação premiada é o que mais apavora o governo no decorrer das quase certas ações na Justiça brasileira e na de Nova York. A petralhada tem um temor concreto de que os ex-diretores e conselheiros da BR Distribuidora, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, resolvam abrir o bico e soltar o verbo para relatar tudo que sabem sobre o real comando da organização criminosa que, no mínimo, praticou crime de estelionato (auferir vantagem ilícita a custa de terceiros, através de ardil) contra a Petrobras.

O Alerta Total também já alertou que o pavor real é que se revele que parte do dinheiro desviado nos negócios na Petrobras e subsidiárias tenha servido para formar uma super-organização. O político que a comanda tem várias consultorias que gerenciam empreendimentos comerciais na África, hotéis em Cuba e na Venezuela, pelo menos três hotéis em Brasília, vários terrenos na capital federal e em São Paulo (registrados em nome de empresas no Panamá), além de fazendas produtoras de gado no Brasil, participações acionárias inferiores a 4% em várias empresas, e uma mini-frota de três jatinhos (em nome de laranjas, amigas empreiteiras).

Tais informações, que já são de conhecimento da espionagem informal feita pelos investidores externos da Petrobras, só aguardam a confirmação concreta dos depoimentos e das apurações oficiais do Ministério Público Federal brasileiro para alimentar as ações que vão correr na Justiça Federal brasileira e na Corte de Nova York, em cuja bolsa de valores a Petrobras é negociada. O Alerta Total repete a tese. Aqui dentro, o risco de impunidade é quase uma certeza. No entanto, lá fora, onde a promotoria recebe comissões em dólares pelo desempenho de vitória nos processos, a chance de derrota dos brasileiros é quase total. A Security and Exchange Comission, que fiscaliza o mercado de capitais nos EUA, já investiga seis denúncias contra a Petrobras e suas subsidiárias no exterior.

Os conselheiros da Petrobras e subsidiárias devem ser processados pelos escândalos envolvendo a compra da refinaria Pasadena, no Texas, a aquisição da refinaria Nansei, no Japão, além da aprovação dada pelos conselheiros para os empreendimentos temerários, como a refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, o Comperj, de Itaboraí, e a Gemini (agora GásLocal, joint venture entre a Petrobras e a White Martins), além do recente escândalo holandês para o aluguel de plataformas.


A situação fica feia para Dilma (ex-conselheira) e Guido Mantega, atual ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Também fica estranha para Graça Foster, atual presidente da companhia e ex-diretora na gestão Lula. Complicadíssima é a situação de José Sérgio Gabrielli e ex-presidente da Petrobras – que é considerado um dos homens de confiança de Luiz Inácio Lula da Silva. Tal qual o Mensalão, o Passadilma bate na portinha do chefão Lula...

O plano governista é reduzir o impacto dos problemas. A prioridade, agora, é neutralizar uma eventual CPMI da Petrobras. A ação simultânea é impedir que a Presidenta seja denunciada pelo MPF por crime de responsabilidade ou improbidade. A tática será empurrar com a barriga as investigações. Ontem, depois da aprovação do Marco Civil da Internet na Câmara dos Deputados, ficou claro que a base aliada, principalmente o eterno governista PMDB, não deseja criar problemas imediatos para Dilma, apesar das broncas pessoais do líder Eduardo Cunha com ela. Assim, o caminho político interno para a impunidade está escancarado.

Só ações judiciais de investidores na Corte de Nova York podem, de fato e de direito, ameaçar o governo Lula-Dilma, dirigentes e conselheiros da Petrobras. Qualquer outra manobra interna – seja política ou jurídica – não surtirá efeito em curto prazo. A briga promete ser mortal. Os petistas e aliados não dão sinais de que aceitam largar o osso do poder. Mas a Oligarquia Financeira Transnacional – que comanda nossos marionetes políticos – deseja o contrário. Na lógica do “manda quem pode mais”, Dilma está em apuros. Sem credibilidade externa – já perdida – sua reeleição já era.

O fato consumado mais provável é sua derrota, apesar da mágica da popularidade nas pesquisas amestradas – muito tempo antes da campanha reeleitoral ter começado oficialmente.

Lava Jato

Fausto Macedo, do Estadão, informa que  a Polícia Federal suspeita que o doleiro Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato, pagou R$ 7,9 milhões em propinas para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa entre 2011 e 2012.

Os pagamentos, segundo a PF, estavam “relacionados a obras da refinaria Abreu e Lima, licitada pela Petrobrás na qual o investigado (Costa) teve participação”.
Indiciado por corrupção passiva, Costa foi preso em regime temporário no dia 19 pelo prazo de 5 dias. Ontem, acolhendo pedido formal da PF, a Justiça Federal decretou sua prisão preventiva – a menos que consiga obter habeas corpus em algum tribunal, ele ficará preso até a instrução processual em juízo.

Datas e diálogos nervosos

Os pagamentos do doleiro para Costa ocorreram, segundo planilhas apreendidas pela PF, entre 28 de julho de 2011 e 18 de julho de 2012.

Interessante é o pesado teor de um diálogo captado pelo Guardião da PF, em 21 de outubro de 2013 entre Youssef e o empresário Márcio Bonilho, sócio proprietário da empresa Sanko Sider Comércio, Importação e Exportação de Produtos Siderúrgicos Ltda., no qual o doleiro faz referência a pagamentos que teria feito ao ex-executivo da Petrobrás:

“Não, porra, pior que o cara fala sério, cara, que ele acha que foi prejudicado, cê tá entendendo? É, rapaz, tem louco pra tudo. Porra, foi prejudicado? O tanto de dinheiro que nós demos pra esse cara… Ele tem coragem de falar que foi prejudicado. Pô, faz conta aqui cacete, aí porra, recebi 9 milhão em bruto, 20% eu paguei, são 7 e pouco, faz a conta do 7 e pouco, vê quanto ele levou, vê quanto o comparsa dele levou, vê quanto o Paulo Roberto levou, vê quanto os outro menino levou e vê quanto sobrou. Vem falar pra mim que tá prejudicado. Ah, porra, ninguém sabe fazer conta, eu acho que ninguém sabe fazer conta nessa porra. Que não é possível. A conta só fecha pro lado deles.”

Coisa russa


Os intrigantes de plantão pegaram pesado com o maridão da futura ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti.

Muitos militares criticaram o fato de o companheiro dela, o subtenente do Exército, Jefferson da Silva Figueiredo, ter viajado, de 28 de janeiro a 10 de fevereiro de 2014, para a Rússia, como participante do “Grupo de Trabalho para a Avaliação do Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura-PANTSIS-S1, sob a ótica dos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) 40/2013 (GTA-ROC) - instituído pela Portaria Interministerial nº 1.808- MD/MCT/MDIC/MF/MP/MRE, de 12 de junho de 2013”.

Embora seja Subtenente músico, Figueiredo é fluente no idioma russo, o que o habilita como intérprete, e tem também formação em Direito.

Em tempo: o grupo que viajou para a Rússia foi formado pelo General de Brigada Márcio Roland Heise (coordenador), Coronel QEM Elo Roberto Castelo Branco Jorge, Tenente Coronel Art Edson Ribeiro dos Santos Júnior, Cap QEM Elo Feraldo César Alves Costa, além do já citado marido da Ideli.

Notinha malvada


Fac-símile da notícia plantada para intrigar o Subtenente Figueiredo, um músico que entende o ritmo da Ideli Salvatti.

Marco Civil da Internet aprovado


Monstrengo inútil vai para o Senado, onde também deve passar facilmente, ajudando a fortalecer as bases do futuro controle estatal sobre a incontrolável internet

Briga de Juízes Grandes

Já que os militares estão oficialmente proibidos de qualquer celebração em 31 de março, o dia será de protestos no Judiciário, sem qualquer relação com a cinquentenária “Redentora”.

Juízes reivindicam o direito a uma gestão participativa com desembargadores no comando dos Tribunais de Justiça.

Por isso, dia 31 de março, os presidentes das associações de juízes estaduais protocolarão requerimento por eleições diretas para presidente dos Tribunais de Justiça em todo o Brasil.

Diretas, já!

Em ação conjunta, juízes pedirão mudança nos regimentos internos dos Tribunais para que todos os magistrados possam votar para presidente, independentemente de atuarem como juízes no primeiro ou segundo grau (desembargadores).

Atualmente apenas os desembargadores (magistrados mais antigos na carreira, responsáveis pelo julgamento dos recursos contra as decisões dos juízes de primeiro grau) têm poder de voto.

A campanha por uma espécie de “Diretas Já no Judiciário” é organizada pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), acontece em todos os Estados do país e no Distrito Federal.

Caso paulista

Só em São Paulo está em jogo a gestão de um Judiciário com orçamento de R$ 6,5 bilhões (dados de 2013), o equivalente a 7% do orçamento do Estado.

Em números frios, o orçamento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é bastante reduzido se comparado com o que o Estado gasta apenas com juros e encargos da dívida (R$ 8,5 bilhões) ou o que o Estado gasta apenas para amortizar a dívida (R$ 5,1 bilhões).

No entanto, o orçamento do Tribunal paulista é maior que muitos Estados da Federação.

Simpósio sobre migração

Professores e pesquisadores de  migração e relações de trabalho de Brasil, Espanha, Itália e Argentina estarão, em Brasília, nesta quarta e quinta-feiras, para participar do simpósio internacional sobre esse tema promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). 

Durante os dois dias, eles vão discutir as relações de trabalho a partir da preocupação contemporânea com as condições de pessoas que saem de seus países de origem para buscar oportunidades de emprego.


Contra trabalho escravo

O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, destaca que a migração é um fenômeno social, político e trabalhista na história da humanidade:

"Vários movimentos migratórios estiveram  nas raízes do desenvolvimento de alguns países e por  outro lado  na  tragédia de algumas pessoas e aí  nos chegamos ao trabalho escravo. Com a integração do Brasil, em blocos econômicos, como o Mercosul, os procuradores do Trabalho têm se preocupado também com a migração entre os países."

A abertura do simpósio será às 14h30min, no Memorial JK, Eixo Monumental, Brasília.

Chega


Seu Jorge, morando em Los Angeles, para gravar o filme em que vai interpretar Jimi Hendrix – um dos maiores guitarristas da história -, aproveitou a onda de protestos no ano passado para gravar, com Gabriel Moura e Pretinho da Serra, a música “Chega (não é pelos 20 centavos)”

Imagem ultrapassada?

Você se lembra dessa foto histórica foto que reúne Lula, José Dirceu e Aloísio Mercadante na campanha "Xô Corrupção", criada pelo publicitário Duda Mendonça, que recebeu R$ 280 mil do PT para produzir os comerciais de rádio e TV, no distante ano de 2001?


Tucanagem


Mistério do Avião

Ainda sobre a tese do avião da Malasya Airlines ter se destroçado por ter voado a baixa altitude, o veterano piloto comercial Lael Vital Brazil, filho do cientista Vital Brazil, deu um interessante depoimento pessoal, por e-mail, ao também veterano jornalista televisivo Marcos Hummel:

“É realmente muito complicado, penso que existe algo muito serio e planejado atrás disso, é inconcebível um avião desse porte com a tecnologia que possui desaparecer assim, a não ser que autoridades que tenham muito poder e assim o desejem entrem em ação. O consumo de combustível a 1500 metros é tão alto que não será preciso procurar muito longe, nenhum piloto iria voar nesta altura sem uma razão inevitável, no meio do oceano é quase suicídio. Nem sequestro explica.  A declarações das autoridade não fazem sentido algum. Enfim tem algo podre no reino da Dinamarca”.

O Comandante Vital Brazil, sem revelar a fonte do questionamento, pediu a um grande amigo e Coronel da FAB reformado, mas ainda na ativa, voando um executivo de primeira linha, a opinião dele:

“Meu querido Lael: Com a colaboração da tripulação, tudo é possível. Hoje, fala-se a bordo, como se estivesse no escritório. Se esse fato ocorreu ( carga), a tripulação foi selecionada e sabia que carregava algo estratégico. Se o Russo descobriu e informou Pequim, o gringo também se deu conta. Dai basta um telefonema ou mensagem, tipo sms pra bordo, com os plano alternados. Podem até terem pousado, descarregado a carga e atirado o avião n´água. Ou terem sido abatidos, em pleno voo. De toda forma, agora a correria deve ser grande, para chegarem logo e primeiro, nos destroços e na carga. O 707 da Varig, decolando de Tokyo, também suspeita-se disso”.

Dia da Verdade       


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Março de 2014.

Banco brasileiro sobreviveria a crise imobiliária superior à dos EUA, diz BC



Banco brasileiro sobreviveria a crise imobiliária superior à dos EUA, diz BC

Os bancos brasileiros sobreviveriam a uma crise imobiliária superior à experimentada pelos Estados Unidos no fim da década passada em termos de desvalorização dos imóveis residenciais, de acordo com simulação do Banco Central.
Uma queda de 33% nos preços em um único dia no Brasil, por exemplo, não deixaria nenhuma instituição com problema de capitalização. Esse percentual corresponde à desvalorização verificada nos EUA entre abril de 2006 e maio de 2009.
Somente uma queda nos preços de 55% levaria à insolvência bancária e, mesmo assim, de apenas um banco, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta quinta-feira (20).
Entre os fatores que explicam esses resultados estão, por exemplo, duas características do sistema nacional: valor médio de entrada de 30% do imóvel nas operações, o que melhora a relação entre dívida e garantia, e uso do sistema de amortização constante (SAC), que leva à redução mais rápida do saldo devedor.
Também contribuem o fato de os bancos terem reservas contra calotes superiores ao mínimo exigido e um nível de capital elevado.
BOLHA
Apesar de ter feito a simulação, o BC diz que não acredita em bolha imobiliária no Brasil.
“Não há nenhum dos elementos que podem caracterizar bolha. Não temos subprime, não temos segunda hipoteca, tivemos aumento significativo na renda e o crédito imobiliário ainda é pequeno em relação ao PIB, em torno de 8%”, afirmou o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles.
Meirelles afirmou também não acreditar que após a Copa do Mundo haverá uma mudança grande nos preços dos imóveis, como citam alguns analistas.
“Há uma discussão sobre o assunto e a gente precisa responder com dados concretos e testes robustos de simulações”, afirmou. “Se houvesse uma hecatombe nos preços, mesmo assim as nossas instituições financeiras seriam capazes de absorver esse choque.”
LUCRO
O relatório também mostrou que a desaceleração do crédito no ano passado afetou o ganho dos bancos, que aumentaram esforços para cortar despesas administrativas e para aumentar a venda de serviços.
O lucro líquido do sistema financeiro nacional cresceu de R$ 59,6 bilhões nos 12 meses encerrados em junho de 2013 para R$ 60,6 bilhões em todo o ano passado. As despesas administrativas recuaram R$ 4,7 bilhões na mesma comparação. As receitas com serviços aumentaram R$ 4,3 bilhões. O ganho bruto com intermediação financeira caiu R$ 3,8 bilhões.
No relatório, o BC diz ainda que mesmo diante do cenário de redução na liquidez global, provocado pela retirada dos estímulos de política monetária nos Estados Unidos, o sistema financeiro brasileiro se manteve com “baixo risco de liquidez e elevada resiliência” no segundo semestre de 2013.
“A solvência do sistema permanece em patamar elevado e os resultados dos testes de estresse concluem pela adequada capacidade de suportar efeitos de choques decorrentes de cenários adversos, inclusive aqueles de extrema deterioração das condições macroeconômicas”, diz o BC.
A expectativa da instituição é que esses resultados positivos se mantenham ao longo do semestre atual.
Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 26 de março de 2014

Veja quais são as entidades, profissionais e órgãos públicos que ajudam a Receita no cruzamento das informações e cair na Malha fina

em: FINANÇAS PESSOAIS   |  tags: Educação Financeira   |  fonte: Exame


 : IR: Malha fina   Cuidado com os dedos duros
Dedo apontando homem: Hospitais, bancos e imobiliárias são algumas das instituições que fornecem à Receita dados sobre o contribuinte – Stock.xchng/ Sebastian Fissore
A cada ano que passa, a Receita Federal aprimora sua capacidade de cruzar informações para descobrir erros e inconsistências (malha fina) nas Declarações de Imposto de Renda.
Com o maior acesso do Leão a informações sobre os contribuintes, quem não quiser cair na malha fina deve preencher a declaração com bastante atenção, sem esquecer nenhuma fonte de rendimento e informando os valores com bastante precisão.
Confira a seguir quais empresas, pessoas e entidades ajudam a Receita a cruzar informações e que podem acabar “dedurando” contribuintes desavisados ou os mais “espertinhos”.
Operadoras de cartões de crédito
Toda vez que a fatura do cartão de crédito supera 5 mil reais em um único mês, a operadora do cartão envia à Receita a Declaração de Operações com o Cartão de Crédito (DECRED), que traz o CPF e todos os gastos do contribuinte no cartão.
Ainda que poucos gastos com o cartão precisem ser declarados, as movimentações feitas com o plástico podem mostrar à Receita que o contribuinte está gastando mais dinheiro do que seus rendimentos poderiam suportar.
Se o contribuinte declara receber 3 mil reais por mês, por exemplo, mas gastou mais de 5 mil reais no cartão, o Leão certamente irá desconfiar que essa pessoa tem fontes de renda não declaradas.
Corretoras de valores
Quem negocia ativos de renda variável em bolsa, como ações, pode ser “dedurado” pela própria corretora. Como é o próprio investidor que recolhe o imposto de renda sobre os ganhos, alguns ficam inclinados a não pagar o IR, achando que o Fisco não terá como saber da operação.
Mas, justamente para que a Receita possa rastrear as operações tributáveis realizadas ao longo do ano, a corretora fica responsável por recolher um percentual simbólico de IR na fonte, apelidado de “dedo-duro”. Esse percentual é de apenas 0,005% nas operações comuns e de 1% nas operações day trade. Na hora de vender os papéis e apurar o imposto, o investidor pode inclusive deduzir esse IR já recolhido.
O seu empregador
As empresas são obrigadas a entregar, até o fim de fevereiro, a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), onde constam todos os pagamentos feitos a pessoas físicas e jurídicas sujeitos à tributação. Assim, se o contribuinte tenta declarar menos rendimentos do que de fato recebe daquele CNPJ, a Receita terá como cruzar as informações e convocá-lo a prestar esclarecimentos.
Mesmo que você seja autônomo, se sua relação com as empresas que foram suas fontes de rendimento ao longo de 2013 está regularizada, elas também vão entregar um informe de rendimentos no início do ano.
Autônomos que mudaram de emprego durante o ano devem ter atenção especial. Ainda que a intenção não seja burlar o Fisco para garantir uma restituição maior, podem ocorrer esquecimentos de uma fonte pagadora. É essencial ter os informes de rendimentos de todas elas.
Imobiliárias, construtoras e cartórios
Tanto os lucros obtidos na venda de imóveis , como a renda proveniente de aluguel podem ser tributados, mas em ambos os casos, é do contribuinte a responsabilidade de recolher o IR, por isso, novamente, alguns acham que é fácil driblar o Fisco nessas situações.
Imobiliárias, construtoras, incorporadoras e administradoras de imóveis que tiverem realizado compra, venda, administração, loteamento, intermediação, locação e sublocação de imóveis durante o ano são obrigadas a entregar a Declaração de Informação sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB). Essa declaração acusa todas essas operações, bem como as partes envolvidas.
Cartórios também podem “entregar” os contribuintes por meio da Declaração sobre Operações Imobiliárias (DOI), que repassa à Receita dados contidos em documentos lavrados, anotados, matriculados, registrados e averbados que caracterizam aquisição ou alienação de imóveis, independentemente do valor (veja como declarar a venda e a posse de imóveis).
Médicos, planos de saúde e hospitais
Despesas com saúde estão entre os principais motivos de retenção de contribuintes na malha fina. Sem limites para a dedução, alguns caem na tentação de declarar mais do que de fato foi pago, informam gastos sem comprovantes, não declaram reembolsos ou incluem despesas de pessoas que não são suas dependentes.
Essas e outras inconsistências são flagradas porque a Receita cruza as informações dos contribuintes com dados da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), entregue por profissionais de saúde, hospitais, laboratórios, serviços radiológicos ou de próteses, clínicas, estabelecimentos geriátricos classificados como hospitais e entidades de ensino voltadas à instrução de portadores de deficiência.
Na DMED constam: nome e CPF do pagador; nome e CPF do beneficiário do serviço (quando houver) e os valores recebidos. No caso dos planos de saúde, são informados os dados do titular e de seus dependentes, os valores de contribuição referentes a cada um e eventuais reembolsos.
Profissionais de saúde só são obrigados a entregar a DMED se forem registrados como pessoa jurídica. Nesse caso, eles emitem recibo e são responsáveis por receber pagamentos e remunerar empregados com quem mantêm vínculo empregatício. Podem ser médicos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e dentistas.
Bancos
No caso das instituições financeiras, o documento enviado à Receita para “dedurar” os contribuintes é a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (DIMOF). Ela é entregue toda vez que uma pessoa física sozinha movimenta mais de 5 mil reais em um semestre.
A DIMOF traz informações sobre depósitos à vista e a prazo, pagamentos em moeda ou cheques, resgates e emissões de ordens de crédito. Assim, movimentações altas demais e incompatíveis com o patrimônio e os rendimentos declarados, podem levar o contribuinte à malha fina.
Por outro lado, vale ressaltar que esse controle dos bancos também pode ser benéfico ao contribuinte que queira comprovar pagamentos efetuados cujos comprovantes não sejam aceitos pelo Leão.
Estados, municípios e outros órgãos públicos
A Receita também conta com a ajuda de outros órgãos públicos, nas esferas municipal, estadual e federal, para desvendar possíveis omissões.
O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é pago à Prefeitura quando se compra um imóvel, por exemplo, pode mostrar ao Leão detalhes sobre esse tipo de transação.
Da mesma forma, o recolhimento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), devido ao Governo do Estado quando se transmite herança ou se faz uma doação, acusa esses tipos de transmissão patrimonial. Ainda que as doações sejam isentas de IR é importante declará-las para justificar o aumento ou a diminuição do patrimônio das partes envolvidas.
Os Detrans, a Capitania dos Portos e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), também permitem que o Fisco se informe sobre a compra e venda de carros, motos, embarcações e aviões particulares. Portanto, ao comprar qualquer tipo de veículo, não só é preciso declará-lo como ter condições financeiras de pagar por ele.
O Fisco não reconhece que tem acesso aos gastos dos contribuintes por meio de programas como a Nota Fiscal Paulista ou a Nota Fiscal Eletrônica. Mas alguns especialistas em imposto de renda dizem que é possível sim recorrer a esses programas para cruzar informações.
Outros contribuintes
A Receita também cruza as informações das declarações de diferentes contribuintes. Por exemplo, um casal que declara separadamente não pode informar a posse integral do mesmo imóvel. O bem só pode aparecer nas duas declarações se for comum aos dois e repartido entre eles.
Outro erro comum é o casal declarar um mesmo filho como dependente. Ao fazer isso, eles poderão declarar duas vezes um mesmo rendimento e as mesmas despesas dedutíveis, o que certamente os levará à malha fina.
Qualquer pagamento ou doação que seja declarado por uma parte e não pela outra pode causar problemas a ambos. É o caso de pensões judiciais, doações de bens ou dinheiro de um parente para outro e o pagamento de aluguéis.

Fonte: Julia Wiltgen e Priscila Yazbek

Projeto Luminotécnico: A importância da Luz Artificial

 fonte: Click Habitação


RESIDENCIA 300x200 : Projeto Luminotécnico: A importância da Luz Artificial
Dentro do design de interiores, a iluminação ocupa um lugar extremamente importante. O bom uso da luz pode ser o ponto alto de qualquer ambiente. Porém, o mau uso desta, pode resultar num efeito que destrói qualquer boa ideia.
A utilização de fontes de luz deve ser projetada, antes de tudo, para resultar em uma visibilidade adequada, tanto na totalidade do ambiente quanto em setores independentes. Além disso, devemos procurar uma adaptação correta da luz com o ambiente, levando em consideração fatores como as cores, texturas, superfícies, mobiliário, etc. A base de toda iluminação é a luz.
SUITE ADOLESCENTE 300x199 : Projeto Luminotécnico: A importância da Luz Artificial
A natureza nos fornece um foco de luz muito importante que é o sol, porém somente ele não é suficiente, haja vista que nossa vida se desenvolve também no período noturno, período este que não podemos contar com a luz solar, necessitando assim de sistemas de luz artificiais.
SUITE MASTER 300x199 : Projeto Luminotécnico: A importância da Luz Artificial
Quando iniciamos um projeto de design de interiores é preciso pensar nas fontes de luz naturais e artificiais simultaneamente. A luz natural será protagonista durante o dia, à noite esse cargo passa para fontes de luz artificiais. A iluminação destas duas fases distintas deve ser projetada para que a iluminação esteja sempre de acordo com as necessidades do ambiente.

Maristela Di Oliveira
Arquiteta Urbanista, pós-graduada em Design de Interiores
marisdiol.arquiteta.designer@gmail.com
Cléber Cruzz
Designer de Interiores
www.clebercruzz.com
clebercruzz@gmail.com
A arquiteta/designer de interiores Maristela Di Oliveira/Cléber Cruzz
Realizam em seus projetos nos seguimentos residenciais, comerciais,corporativos e institucionais, o equilíbrio X função, proporcionando a forma dando contexto harmônico em seu ambientes.


Soluções térmicas e acústicas nos lares


  fonte: Lugar Certo

Criar ambientes sem interferências externas dos ruídos e temperaturas extremas (soluções térmicas e acústicas), proporciona criar espaços intimistas e confortáveis

20140325105034990464u : Soluções térmicas e acústicas nos lares
As soluções tornam os espaços mais aconchegantes e confortáveis, já que criam ambientes mais tranquilos e reservados
Um dos motivos pela busca por soluções térmicas e acústicas dentro de casa são as recorrentes queixas de barulho nas grandes metrópoles brasileiras, assim como temperaturas muito elevadas ou baixas. Com o uso de tecnologias adequadas é possível minimizar e até suspender esse tipo de efeito dentro do ambiente. Equipamentos instalados e posicionados de forma integrada proporcionam maior tranquilidade e conforto.
Para garantir a eficácia em soluções térmicas e acústicas é importante não apenas o material, mas uma instalação adequada e acompanhamento do desempenho. Algumas empresas especializadas no segmento produzem, instalam e monitoram o funcionamento de portas e janelas com tecnologia de isolamento térmico e acústico.
As alternativas tornam os espaços mais aconchegantes e confortáveis, já que criam ambientes mais tranquilos e reservados. “As soluções permitem criar ambientes com total isolamento sonoro de até 36 dB e de 10° a 15° em redução térmica, proporcionando um ambiente confortável”, explica Michael Lochner, gerente de marketing de uma empresa.

O uso estruturado de materiais como o PVC em esquadrias, aumenta a proteção térmica e acústica das portas, janelas, persianas e forros. Outra alternativa para quem ainda está no período de construção são sistemas construtivos, que permitem criar ambientes com isolamento feito já na parte estrutural.