quarta-feira, 12 de junho de 2013

5 dicas de quem saiu da faculdade com o sonho de ser empreendedor

Por  em 10 de junho de 2013



O artigo de hoje foi escrito pela equipe do Tá Tri, buscador online de imóveis
Não sei se é assim com todos os empreendedores, mas eu entrei na universidade querendo ser publicitária e saí sonhando em ser empreendedora. Tenho certeza que isto aconteceu com, no mínimo, mais 4 pessoas: os meus quatro sócios.
Queríamos ser empreendedores, mas não sabíamos o que empreender. Depois de muito
procurar, encontramos um nicho de negócio e criamos um buscador de imóveis em Porto
Alegre, que depois expandiu para outras cidades do RS.
Neste ano, completamos 5 anos e nos reunimos para responder a seguinte pergunta: Com base na nossa experiência, o que diríamos para um formando que estivesse saindo da faculdade hoje com o sonho de ser empreendedor?
Dicas de quem empreendeu logo depois da faculdade
Desta reflexão conseguimos extrair uma dica de cada um dos nossos sócios, veja quais foram:
1. Escolha uma área para empreender que tenha alguma relação contigo (Rodrigo Robert | Gerente de Projetos)No Tá Tri, escolhemos o mercado imobiliário mais pela oportunidade que visualizamos ao não encontrar um agregador de ofertas aqui em Porto Alegre, do que pela nossa proximidade com esta área. Na verdade, não tínhamos qualquer relação com o mercado imobiliário: não sabíamos nem mesmo qual era o percentual que corretores/imobiliárias cobravam nas operações de compra/venda de imóveis.
Tivemos que dedicar muito tempo e esforço para aprender sobre o segmento que estávamos entrando. Foi um grande aprendizado para toda a equipe. Ainda há muito que aprender, mas hoje podemos dizer que compreendemos o mercado e seus players.
Então minha dica é esta: empreenda em uma área que já conheças ou que tenhas uma mínima noção. Pode parecer besteira, mas isto vai facilitar muito tua sobrevivência no negócio!
2. Tenha a certeza que algo dará errado e tenha força para dar a volta por cima (Gustavo Frainer | Desenvolvedor)Não é regra, mas boa parte dos grandes empreendedores fracassaram antes de atingir o sucesso. Aproveite o fracasso para aprender e fazer melhor.
O empreendedor aprende com os erros. Também é importante reservar forças para dar a volta por cima.
Várias vezes, no Tá Tri Imóveis, percebemos que estávamos indo no caminho errado e
foi preciso mudar a estratégia e recomeçar. Já tivemos até que adiar planos por conta de
necessidades mais imediatas. É um pouco decepcionante, mas uma ótima oportunidade para pensar no que estamos fazendo e aprimorar a ideia.
Nosso maior fracasso foi não termos sido aprovados no PRIME, um programa de subvenção econômica do governo. Ficamos quase um ano escrevendo o projeto e a decepção foi grande. Isso aconteceu no segundo ano da empresa.
Apesar disso, por termos muita convicção  no negócio, conseguimos seguir adiante e completar nosso quinto ano.
3. Acredite na sua ideia e seja humilde (Eduardo Zamin | Sócio Investidor)
Acredito que o segredo do sucesso é acreditar na ideia, amar e lutar para que ela se concretize. Porém, muitos confundem amar com uma espécie de posse cega.
É mais ou menos como a relação entre pais e filhos. Amar é orientar o desenvolvimento e as potencialidades. Pais possessivos oprimem tentando impor suas vontades.
Amar sua ideia de negócio é querer torná-la viável de qualquer maneira. Se formos possessivos, ficaremos cegos, sem enxergar falhas e problemas. O que pode ser sinônimo de fracassos irreversíveis e muito prejuízo.
Seja humilde para ouvir as opiniões dos outros e analisá-las profundamente. Se aquele amigo te disse que o negócio não vai dar certo, não o chame de negativo. Questione por que ele acha que não dará certo, entenda seu ponto de vista e seja humilde para aceitar que ele está querendo te ajudar. Busque soluções viáveis para os argumentos das pessoas que dizem que o negócio não vai dar certo. Não significa abandonar a ideia, mas viabilizá-la.
4. Encontre sócios que compartilhem sonhos e interesses (Guilherme G. Schneider | Comercial e Desenvolvedor)
Para mim, o mais importante é formar um grupo de amigos que compartilham o mesmo desejo de serem empreendedores. Manter este grupo ativo é fundamental para conversar sobre ideias e possibilidades. O grupo também vai lhe ajudar a conhecer as pessoas e ver com quais perfis você se identifica para ter como sócio.
A escolha de um sócio não deve se basear apenas na amizade ou companheirismo. Nem
sempre seu melhor amigo será um bom sócio. Arrisco dizer que o mais difícil, quando se
começa a empreender, é achar pessoas comprometidas e confiáveis para abraçar a ideia e trabalhar junto conosco.
Seus sócios precisam sonhar com você e é preciso objetivos similares. É recomendável que a escolha seja muito bem feita e pensada. Muitas empresas tem alto potencial de sucesso e só não dão certo por que os sócios tem interesses e expectativas diferentes, que não estão alinhadas. Isso infelizmente pode acabar com um próspero negócio.
5. Saia do Lugar e coloque a mão na massa (Lígia Buchfink | Comunicação e Marketing)
Acredito que o empreendedor precisa vencer a inércia todos os dias e sentir o negócio vivo em si. Para isso é preciso fazer, vestir o uniforme. Ser o primeiro a chegar e o último a sair.
Não deixe seu funcionário sozinho, esteja presente para que ele tenha certeza que pode contar com você. Faça com que perceba que está por dentro das dificuldades dele e que vai buscar a solução.
Se você é o empreendedor, você é o líder e o responsável pelo sustento da equipe que
trabalha com você. Não é apenas um negócio, é um sonho e são vidas que estão acreditando neste sonho com você. Esteja presente, assuma a responsabilidade, aprenda a delegar e terá parceiros (funcionários, sócios e clientes) lutando com você para que sua empresa prospere.
Conclusão: Uma ideia, 5 sócios, 5 anos
Tentamos com esta reflexão extrair o que de mais importante cada um de nós aprendeu com o empreendedorismo para compartilhar com aqueles que ainda sonham em serem empreendedores e também com os que já o são. Afinal, toda experiência nos ensina alguma coisa.
Tomara que nossas pequenas dicas sejam úteis e os ajudem em algum aspecto.
Abraços,
Equipe Tá Tri

O preço da excelência é a revolução de dentro pra fora


  
06. excelência
Faça apenas uma coisa um pouco melhor e terá uma mudança substancial em seus resultados, faça a mesma coisa com excelência,  e verá uma verdadeira revolução em sua própria vida.
Atualmente as empresas têm exigido dos profissionais, melhor desempenho e resultados acima da média, e isso,  só se consegue fazendo as coisas com excelência. Fazer as coisas com excelência não é uma questão de preciosismo, mas de uma necessidade primordial para todos que querem alcançar níveis de realização cada vez maiores.
Como nos tornamos excelentes? Alguns estudos mostram que é preciso praticar durante 10 anos,   8 horas por dia,  para se chegar a um nível de excelência e maestria naquilo que fazemos. Atletas como Tiger Woods , Michael Jordan, Leonel Messi, César Cielo, entre outros,  tiveram que treinar e treinar para se tornarem os melhores em sua área.
Entretanto, é preciso observar que existe um fato que poucos se atentam, e que é completamente desprezado; que o treinamento representa apenas 20% do potencial de um profissional, seja a área que for.
A psicologia do sucesso
O treinador Anthony Robbins diz que o sucesso é 20% estratégia, que envolve, treino, estatísticas e a repetição sistemática de qualquer ação.  Mas 80% do sucesso pessoal e profissional tem a ver com os aspectos psicológicos da pessoa. A psicologia está ligada à capacidade da mente em conseguir a manutenção dos estados emocionais durante o processo de crescimento e de execução de determinadas ações. Precisamos, inevitavelmente,  fazer uma reforma de dentro pra fora, para fortalecer nossa mente para o sucesso. Evitando, assim, que seus esforços caiam por terra quando as primeiras dificuldades surgirem. Abaixo listo 4 estratégias para melhorar seu desempenho na busca pela excelência.
01. Decida ser excelente.
A primeira coisa a fazer é querer ser e fazer melhor. Mesmo sabendo que apenas isso não basta, é preciso, primeiramente,  tomar a DECISÃO de fazer o que quer seja muito (MUITO) melhor do que do que você vem fazendo atualmente. Não importa o que seja, decida fazer melhor! Crie em sua mente a imagem dos resultados que quer alcançar em sua vida e siga firme nessa direção.
02. Seja sincero com você mesmo.
É preciso saber em qual nível você se encontra atualmente. É preciso olhar no “espelho da mente”, para ver se aquilo que você está fazendo é resultado do seu melhor desempenho. Senão for, será preciso fazer a tão (temida) desejada revolução, e essa revolução começa de dentro de você. Steve Jobs, o fundador da Apple, sempre preferiu fazer o melhor produto e entregar a melhor experiência aos seus clientes, e com isso, transformou a Apple na maior empresa do mundo. E você? Em que nível pretende chegar? O que você está fazendo para ser o melhor do mundo na sua área?
03. Pare de dar desculpas
Sempre haverão motivos para não fazer o que precisa ser feito, mas é preciso lembrar que a vida é um eterno resolver problemas, e isso só se faz, olhando para o que pode ser feito, ao invés, do que não pode ser feito.  É claro que é muito mais fácil não fazer, do que fazer, mas você já sabe o resultado de não fazer; não alcançar aquilo que você quer. Lembre-se; onde há desculpas não há resultados que valham a pena.
04. Não aceite menos do que aquilo que você pode oferecer
Esse é um ponto fundamental, pois é ai que muita gente acaba fazendo um trabalho muito abaixo do seu verdadeiro potencial. Nesse ponto você precisa trabalhar seu lado psicológico, pois muitos não acreditam que possam fazer melhor, tem baixa autoestima e nem sequer arriscam expandir suas capacidades para realizar alguma coisa extraordinária. Não aceite o que os outros dizem, sobre como as coisas são difíceis e o melhor é fazer o básico para garantir seu salário, emprego, e etc.

Vencer a si mesmo é a maior das vitórias


  1 Comentário
07. Superação
“Se você conhece os outros, você é sábio.
Mas se conhece a si próprio então é um iluminado”.
Provérbio Zen
Para ser um vencedor em qualquer área da sua vida é preciso ter consciência de que a maior das vitórias é vencer a si mesmo.
O profissional precisa estar sempre pronto para a ação, colocar em prática seus melhores talentos e transformar o conhecimento adquirido útil para as pessoas e para as empresas. E só existe uma maneira de fazer isso: entrando em ação agora.
Para isso, é preciso de uma boa proposição, seguida de uma embasada deliberação, coroada por uma firme decisão e finalizada com a ação. As pessoas têm reagido às mudanças, que estão cada vez mais rápidas, e mal têm tempo para a requalificação. É necessário muito esforço para ser pró-ativo, é preciso superação, ou melhor, dizendo “super ação”.
O homem pensa que é reflexo do meio em que vive e hoje traduzimos esse meio como de tensão, estresse, cansaço e competição acirrada, mas a verdade é que o meio é o reflexo do homem. Por isso é preciso tomar a firme decisão de mudar o paradigma atual de reação e começar a agir a partir de um estímulo interno, ouvindo a voz do coração para aquilo que realmente vale a pena.
Já dizia o filósofo: “A maior vitória é a vitória sobre si mesmo”, portanto, não perca tempo! Comece a mudar agora, faça suas proposições, pense se elas fazem parte do seu propósito e, depois de deliberar, ou seja, ver se vale a pena, tome a decisão e a coloque em prática.
O céu é o limite para quem sabe o que quer. Você pode chegar ao topo, mas é preciso agir com determinação para realizar seus objetivos.

Uma mesa desorganizada atrapalha a produtividade?

VÍDEOS / Sua Carreira

Organização | 01m24s


11/06/2013 08:00
São Paulo - Dezenas (senão centenas) de papeis espalhados, comida de um lado, objetos que não têm nenhuma relação com o trabalho, de outro. Para alguns profissionais, a própria mesa de trabalho é sinônimo de caos e, sem que saibam, isso pode ser um dos principais vilões da produtividade, criatividade e excelência no trabalho. Em mais um dos vídeos de carreira, Andrea Piscitelli, consultora em estratégia humana, explica as razões.

Apartamento pequeno não é desculpa para falta de decoração


Link encurtado para a publicação: http://goo.gl/3nMUA

Apartamento pequeno não é desculpa para falta de decoração. Mesmo quem sobre com a limitação das medidas da casa pode ter uma sala de jantar bem decorada. O segredo está em apostar nas tendências e usar a criatividade para aproveitar cada centímetro disponível com muita elegância. Para não fazer feio na decoração, não abra mão de objetos e cores que combinem com a sua personalidade. Ter um espaço agradável e cheio de conforto não é difícil.
Decorar uma sala de jantar não é uma tarefa impossível. Mesmo as menores salas podem ser compostas por cores, moveis e objetos cheios de charme. A melhor forma de ganhar espaço e criar uma decoração mais harmoniosa é integrar o projeto da sala de jantar com outros cômodos, como a sala de estar e a cozinha. Para obter um bom resultado na composição desse ambiente, nós separamos algumas dicas para você.
Como já dizemos várias vezes aqui, as cores claras são as mais recomendadas para a decoração de ambientes pequenos. Mas isso não quer dizer que a sua sala de jantar precisa ser monótona e sempre graça. O ideal é utilizar os tons neutros como base, para iluminar o ambiente e apostar em cores vibrantes e coloridas para compor o restante dos detalhes.
Outro truque infalível é o uso dos espelhos. Eles dão profundidade e amplitude aos espaços.
Luz natural e cortina são dois itens que não podem faltar em uma decoração. Para a combinação ficar perfeita, você deve apostar em tecidos leves que não pesam o ambiente e ainda permitem a entrada de claridade. E por falar em luz, que tal investir em um lustre especial? Essas peças são muito charmosas e são capazes de destacar qualquer composição simples. O piso deve ser claro e em tom único, principalmente em ambientes integrados.

Nem com Tiro aprendemos a lição

Revista Bula



Três mil anos depois e o Brasil não aprendeu a lição. Há várias passagens do Velho Testamento que dão conta de um rei longevo chamado Hiram, que governou Tiro, na antiga Fenícia (hoje no Líbano) por 34 anos. Seu governo (969-935 a.c) coincidiu parte com Davi e parte com Salomão, reis de Israel, o grande Império da época.
No início do reinado, o rei Hiram, juntamente com seus técnicos, fez um estudo minucioso das potencialidades do pequeno reino. Depois de levantamentos e discussões acaloradas, chegou à conclusão de que seu país tinha pelo menos duas potencialidades que poderiam fazer diferença: suas matas de cedros (que vieram a ser mais tarde os decantados cedros do Líbano) e sua facilidade de navegação, já que seu terreno tinha características insulares.
Hiram focou nas duas frentes. Primeiro verificou que a madeira bruta era um produto barato, como ocorre com as commodities e as matérias-primas até hoje. Se ele fosse vender as toras de pau, o faturamento seria baixo e em poucos anos suas matas estariam exauridas e o país ainda mais pobre. Ou pelo menos sem a madeira.
Reuniu novamente seus técnicos e um deles, o mais tímido e com certa dificuldade para se expressar, acabou sugerindo, lá do seu jeito, que era preciso agregar valor à madeira. Hiram sacou logo a novidade e investiu na formação de artífices. Em poucos anos seus carapinas se tornaram reconhecidos. Eram capazes de fazer qualquer peça entalhada ou esculpida em madeira, unindo beleza e utilidade como ninguém. Hiram mandou um diplomata agendar uma reunião com o poderosíssimo rei Davi de Israel. Esperou muito. Falar com ele não era fácil. Mas quando teve oportunidade, levou um barco cheio de peças e as presenteou ao vaidoso rei do grande império. O rei Davi achou a atitude normal, pois era comum receber bajulação de todo o mundo.
Estava lançada a isca, portanto. A rainha e as concubinas de Davi acharam aquelas obras tão extraordinárias que, daquele dia em diante, se precisassem de uma banqueta ou de um tamborete que fosse, nada servia se não fosse da grife de Tiro.
Ocorreu que o rei Davi estava projetando a construção do Palácio Real. Precisava importar muita madeira. Não necessariamente de Tiro. Mas como a diplomacia com aquele reino estava azeitada, mandou chamar o rei Hiram para adquirir dele as toras de pau.
O dono da madeira, sem muito trabalho, convenceu o poderoso interlocutor que ao invés de lha entregar bruta, poderia fornecer as peças já acabadas. Para isso bastava que Israel lhe fornecesse os pergaminhos com os desenhos das colunas, das vigas, dos tirantes, dos pontaletes, das portas, das janelas, dos batentes, das alfaias de ornamentação e tudo o mais. Inclusive, colocou à disposição do rei Davi seus artífices mais ladinos para verificar se o projeto estava nos conformes, se as ornamentações estavam dentro das últimas tendências da moda que os carapinas de Tiro agora ditavam.
Para resumir, Hiram saiu de lá, levando debaixo do braço, o pergaminho do contrato que lhe abriria as portas da esperança. Israel compraria todas as peças de madeira manufaturadas e entregues na obra. Hiram pegou um adiantamento para incrementar a marinha mercante tirense. (Não seria tirana?) Se não, como faria as entregas a tempo e a hora? Recebeu cereais para alimentar o povo e mais uns pedaços de terra agricultável, para ampliar o reino. Em pouco tempo, Tiro se tornou um país rico, de pleno emprego, de fartura de alimentos.
Com a morte de Davi, assumiu seu filho Salomão, que queria fazer obras ainda mais opulentas do que as do pai. (Freud ainda não explicava). Hiram fechou com ele também novos negócios. Contratou, além da madeira para as obras, a entrega das pedras já entalhadas, bem como os trabalhos em bronze para o soberbo Templo de Salomão. Como parte do pagamento, recebeu mais algumas aldeias na Galileia e uma vantajosa parceria no comércio de navegação exercido por Israel.
A simples atitude do rei Hiram, de agregar valor à suas toras de pau, marcou o início do grande movimento colonial fenício: espalhou cidades e mercados na Sardenha, na África e na Península Ibérica. O resto é a História de um poderoso império.
Em que o exemplo daquele reino remoto serve para o Brasil de hoje? Nossa madeira vai para o exterior, com casca e tudo, muitas vezes sem lhe agregar nem mesmo o valor de uma nota fiscal de exportação. É no contrabando puro e simples. Temos tanto descaso pelo setor, que até a profissão de carapina caiu no esquecimento. Inclusive o termo carapina é hoje uma palavra arcaica.
Há suspeitas de que o Brasil seja o maior produtor de diamantes do planeta. Embora isso não conste de nenhuma estatística oficial. O aço, o silício, a carne, a soja etc. vão embora brutos, ou quase, e voltam com beneficiamento fino, dezenas, às vezes centenas de vezes mais caros, gerando para os outros países emprego e renda. Somos, em suma, um dos maiores exportadores de matérias-primas do mundo, as chamadas commodities, com baixo ou nenhum valor agregado.
Para agregar valor às suas commodities, aquele rei antigo se preocupou logo com a educação do povo. A nossa a quantas anda? Segundo um recente relatório da ONU, numa comparação feita com 40 países emergentes, nossos estudantes arrebataram todas as posições do fim da fila. Ficaram em 40° lugar em matemática, 39º em ciências e 38º em leitura. Ou seja, uma maravilha para quem aprecia o que não presta. A continuar com essa administração de jerico, em poucos anos seremos um país ainda mais pobre, exaurido e mal falado. E ainda insistem em dizer que somos o país do futuro!
Ó Hiram de Tiro, socorrei-nos.

TUDO É UMA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO


Por Christian Barbosa
Se um dia você machucar seu dedo, seu pé ou qualquer outra parte do corpo experimente pegar um binóculo e olhar com a parte invertida para o machucado. Depois de algum tempo você perceberá que a dor diminui. Pesquisadores da Universidade de Oxford comprovaram que diversas sensações, como a de dor, são moduladas de acordo com aquilo que você vê.
Quando estiver com uma dor de cabeça, por exemplo, feche os olhos e imagine toda a sua dor dentro de uma bola, que pode ser grande, média ou pequena conforme sua dor. Visualize-se dando um chute nessa bola e ela voando para bem longe. Sua dor de cabeça também vai diminuir. Aplico essa técnica, desde que aprendi com meu amigo Gilberto Cury da SBPNL, nas poucas vezes que tenho dor de cabeça e, na maior parte dos casos, ameniza bastante.
Quando vamos viajar para um novo lugar, você já se deu conta de que o tempo de volta parece ser mais rápido do que o de ida, na maior parte dos casos? 
Esses exemplos mostram que na verdade, tudo é uma questão de percepção. Ter mais tempo é uma questão de como enxergamos nosso dia a dia, a rotina e nossos objetivos. Uma percepção que altera completamente a realidade.
Todo mundo reclama que não tem tempo, pois essa é a percepção que temos coletivamente, em ambientes abarrotados de e-mails, imprevistos, esquecimentos, estresse, etc. Quando o urgente e o circunstancial se tornam predominantes perdemos a percepção do importante e com isso só pioramos nosso estado de tempo.
E se invertêssemos o binóculo nesse caso? E se colocássemos mais coisas importantes nesses dias? Claro que em primeiro lugar, você precisa saber o que é importante para você, senão fica quase impossível ter essa percepção.
Acho que um bom começo é olhar ao redor, entre seus amigos, familiares, possíveis hobbies ou esportes pelos quais você tem curiosidade. Ache alguma coisa que estimule sua curiosidade e vontade. Tem que procurar, não adianta ficar com o bundão na cadeira e achar que tudo vai chegar até você.
Depois que achar uma ou outra coisa, comece a intercalar esses momentos na sua agenda. Se o seu dia foi rodeado por situações estressantes, inclua sua aula de Yoga. Se a semana foi cheia de problemas, aproveite o fim de semana para uma viagem rápida com a família ou para conhecer novos lugares na sua própria cidade. Está sem ideias para algo novo? Experimente um curso de dança, um novo livro, um filme, etc. 
Os filhos reclamam que você não tem tempo para eles? Experimente brincar de verdade uma ou duas vezes na semana! Ir à piscina ou praia e jogar uma bola com eles. Elogiar seus bons comportamentos em um almoço sem pressa, enfim, trabalhar com estas pequenas atitudes que farão a diferença no final.
A percepção é tão importante quanto as horas do seu dia, se você colocar o binóculo no lado certo, com certeza a recompensa será inevitável. Não acredite, experimente. É tudo uma questão de percepção.