sábado, 23 de março de 2013

Saiba quem peitou Tarso, forçando-o a governar o governo

Políbio Braga

A apenas um ano e nove meses do final do seu melancólico governo, o sr. Tarso Genro encontrou alguém pela frente que o obrigará a fazer gestão pública de verdade no RS. . Quem conseguiu a façanha foi o STF.

. Tarso Genro está temeroso do que virá pela frente depois que o STF decidiu que ele terá que pagar imediatamente os precatórios que deve (R$ 8 bilhões). É que o desdobramento prático de uma situação como esta é a seguinte, como lembrou o governador, quarta-feira, na Federasul:

- Podem (os ministros do STF) bloquea algum valor do Tesouro e usar o dinheiro para pagar os precatórios. Isto inviabilizaria o governo do Estado.

. A dor ensina a gemer, parece lembrar em seu artigo desta sexta-feira o economista Darcy Carvalho dos Santos, ao lembrar que o STF derrotou o governo nos casos dos precatórios e do piso nacional do magistério, dois casos que se somam a outra dívida bilionária, a das empresas que possuem concessões de rodovias, já reconhecida pelo Daer.

. Se o governador Tarso Genro considera ser impossível governar para pagar o que deve, deve pedir o chapéu e ir embora, porque com boa gestão pública e sensibilidade política, inclusive a que ensina a transigência, tudo pode ser resolvido. O que não dá é para dar uma de cabeça dura, aferrar-se à retórica demagógica, populista, patrimonialista e retrógrada neomarxista, e não encaminhar alternativas, inclusive as que foram desenhadas e tentadas por governos anteriores, mas resultaram boicotadas pelo próprio Tarso Genro e seu Partido, o PT.

CLIQUE AQUI para ler o artigo "Mudança nos precatórios", do economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, publicado no Jornal do Comércio desta sexta-feira. 

Dicas de livros e publicações sobre marketing imobiliário e mercado imobiliário



PORTALVGV 
Confira algumas dicas de livros e publicações sobre marketing imobiliário.

Criando Competências: Corretagem Imobiliária e Marketing Imobiliário Integrado

(Ari Travassos)
Esta obra pretende oferecer um fundamento teórico ao mercado imobiliário, baseado na experiência profissional do autor. Pretende ainda promover uma reunião das matérias  que  compõem o conjunto de assuntos necessários ao desenvolvimento acadêmico dos corretores  de imóveis,  que deverão ser  utilizadas nas Faculdades de Gestão de Negócios Imobiliários, além de servir de material teórico para os cursos de TTI –Técnico em Transações Imobiliárias.
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livro-casos-e-casos-marketing-imobiliário-integrado-ari-travassosCasos & Casos : Marketing Imobiliário Integrado

(Ari Travassos)
Esta obra está destinada à narrativa de alguns casos de consultoria técnica de marketing imobiliário, realizados pelo Instituto Ari Travassos de Marketing Imobiliário, na pessoa do autor deste livro, e tem por principal objetivo atender as necessidades de um mercado carente dessa matéria, pois como sabemos, o marketing (MKT), na especialidade imobiliária, é novo, muito novo, estando afastado de toda a teoria acadêmica da cadeira do marketing (MKT) ensinado nas faculdades.
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Ganhe Muito Mais - Marketing Imobiliário - Compra e venda de imóveis

Ganhe muito mais – Marketing imobiliário – Compra e venda de imóveis

(Ari Travassos)
É uma obra destinada para os profissionais estudarem as mais modernas técnicas de corretagem imobiliária. Nela o autor faz uma análise critica dos principais temas da profissão.
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Dicas & Segredos - Compra e venda de imóveis

Dicas & Segredos: Compra e venda de imóveis

(Ari Travassos)
Este é um livro que tem como finalidade o desenvolvimento técnico/profissional dos corretores de imóveis e é considerado em todo país, como a “Biblia dos Corretores”.
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.Como Comprar e Vender Imóveis - Informações e Soluções

Como Comprar & Vender Imóveis

(Ari Travassos)
.Este livro pretende ser a oportunidade que os clientes imobiliários, precisam para tirar suas dúvidas quanto a realização de negócios imobiliários.
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É assim que se faz - Compra e venda de imóveis

É assim que se faz… – Compra e venda de imóveis

(Ari Travassos)
O autor, além de diversos temas tratados para o profissional da corretagem imobiliária, desenvolve temas de interesse para a formação de gerentes de vendas de imóveis.
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Corretagem de imóveis de A a ZCorretagem de Imóveis de A a Z

(Ari Travassos)
Este glossário tem o objetivo de esclarecer dúvidas, através de uma linguagem simples, ajudando o profissional da área em seu desenvolvimento técnico e profissional.
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Estratégias para o dia-a-dia

Estratégias para o dia-a-dia – Marketing Pessoal & Profissional

(Ari Travassos)
O autor propõe aos profissionais liberais a criação de uma imagem pessoal de alta credibilidade, pois entende que desta maneira é fácil vender qualquer produto ou serviço.
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livro-valentina-caran-sua-historia-e-seus-segredos-de-sucesso-no-ramo-imobiliario-angelo-iacoccaValentina Caran: Sua História e Seus Segredos de Sucesso no Ramo Imobiliário

(Angelo Iacocca)
Ela começou aos nove anos na roça e hoje, aos 46 anos trabalha das 9h à meia-noite, controla todas as operações diárias de sua corretora e fatura R$ 1,5 mil por mês vendendo imóveis. Conhecida como a Rainha da Avenida Paulista e com frases de efeito como “Não existe mercado parado, existem pessoas paradas”, Valentina Caran descreve um pouco de sua vida e ascensão nos negócios e considera ser um best-seller escrito pelos jornalistas Ângelo Iacoca e Marco Polo.
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livro-gestao-de-marketing-e-comunicacao-avancos-e-aplicacoes-mitsuru-higuchi-yanazeGestão de Marketing e Comunicação: Avanços e Aplicações

(Mitsuru Higuchi Yanaze)
O livro apresenta os principais conceitos e modelos de marketing e comunicação, orientando sua aplicação prática de uma forma dedicada à busca constante do conhecimento e do equilíbrio de dois potenciais: o potencial operacional e de oferta da empresa, e o potencial de demanda e de capacidade aquisitiva dos segmentos de mercado almejados. Por meio de atividades propostas, os leitores poderão simular a prática do marketing em situações reais e incorporar os paradigmas de marketing efetivamente.

TREINADOS NA PRAÇA DOS TRÊS PODERES


Magu
Há uma empresa, que produz e instala sistemas de lava-carros. Recentemente esta empresa instalou um Lava-Carros em Frederick, Md, USA. Estes sistemas são completos, e incluem até troca e recebimento de dinheiro na caixa automática. O problema começou quando o comprador deste sistema reclamou ao fabricante que a cada semana que passava um determinado montante de moedas desaparecia misteriosamente.
O dono do Lava-Carros chegou até a dizer que os funcionários do fabricante teriam a chave dos depósitos de moeda, e que provavelmente seriam eles a roubá-lo. Não acreditando em tal coisa, o fabricante instalou câmeras para apanhar o ladrão em flagrante. Descubram em baixo o que aconteceu:treinado em brasilia
1 - Como podem observar, está um passarinho sentado no orifício onde são colocadas as moedas:
2 – Agora o passarinho entra na caixa para agarrar nas moedas.
3 – Vejam o passarinho a carregar 3 moedas de US$0,75 com o seu bico. E o mais incrível é que foi constatado que este processo era efetuado  por vários passarinhos.
Uma vez identificados os ladrões do dinheiro, foram achados mais de US$ 4.000 em moedas de US $ 0,25 no telhado do Lava-Carros e em outros telhados das redondezas. Corre a voz que as aves tenham recebido treinamento intensivo na Praça dos Três Poderes em Brasília

ACABAR COM O PECULATO



Magu
Apesar da “presidenta” curtir seu “índice” de popularidade, o mesmo instituto informou também que a segurança pública tem a desaprovação de 68% dos entrevistados.
A população está vendo que cada dia mais as pessoas honestas ficam presas dentro de casa enquanto que os bandidos e ladrões infestam nossas ruas e o governo em Brasília.
Na Bahia e na Paraiba
Na Bahia e na Paraiba
Como no Brasil se vive um clima de surrealismo, não assustam muito  as soluções encontradas pelas Secretaria de Segurança de dois estados.
Na Bahia (com aga) o site oficial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) para orientar moradores e visitantes a enfrentar a criminalidade, diz: “Carregue um pouco de dinheiro (para satisfazer o ladrão), mas poucos cartões”.
Mas não para aí, além disso a SSP-BA,  recomenda aparência de calma e obediência às ordens do ladrão.
Na Paraíba a coisa é mais ou menos a mesma, só mais um pouco infeliz. A Secretaria de Segurança e Defesa Social, a pasta responsável pelo policiamento do sexto estado mais violento do país, também no site oficial recomenda às mulheres que acabaram de sair do banco, de fazer “cara de braba”, “franzir as sobrancelhas” e “falar alto consigo mesma”.
O site ainda orienta, entre outras curiosidades, que as mulheres mantenham no carro “uma bolsa à vista, com quinquilharias e algum dinheiro, para que um eventual ladrão possa levá-la sem lhe trazer muito prejuízo”.
Baseado nesses princípios sugiro que o contribuinte deixe de pagar seus impostos, pois assim os cofres públicos ficarão vazios de dinheiro, e acaba-se com o peculato por total falta do que roubar..

sexta-feira, 22 de março de 2013

O desafio de financiar um imóvel usado


O desafio de financiar um imóvel usado

Existem detalhes específicos para se obter sucesso com o financiamento de um imóvel usado. Há algumas diferenças entre o financiamento do imóvel usado, novo ou na planta. Conheça mais sobre o processo e prepare-se para vencer esse desafio.
Uma dificuldade passa muitas vezes pelo perfil do proprietário do imóvel que quer o pagamento à vista e no mesmo dia da escritura; apesar de receber a mesma quantia do banco e, geralmente, com mais garantias.
Porém se o proprietário optar ou aceitar que o seu imóvel seja adquirido através de um financiamento imobiliário, esse será mais exigente em relação à documentação do imóvel a ser apresentada. E é na checagem dos documentos que ocorre a maioria dos problemas que inviabilizam a liberação do financiamento. Dívidas, hipotecas, ausência de escritura definitiva e até o não pagamento de impostos desabilitam o imóvel para ser financiado.
É importante entender que o banco paga a maior parte da conta, concedendo o financiamento ao comprador; sendo assim, toda a documentação do imóvel precisa estar em dia, pois a garantia do agente financeiro é o bem alienado (Imóvel).
Outra consideração no momento de financiar um imóvel usado que faz diferença é a relação entre o valor da entrada e o saldo devedor a ser financiado. A dica nesse caso é esquecer a possibilidade de financiar um imóvel usado em 100%, mesmo que seja a prática mais comum. Isso porque, além do gasto com a compra, existem valores importantes que precisam ser desembolsados, como taxas, impostos, etc. Portanto esteja preparado para dispor em dinheiro de pelo menos 20% do valor do imóvel para outros gastos.
Uma noticia pode ser boa se o financiamento desejado estiver no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e se o comprador seguir todas as regras e exceções do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que pode ser utilizado para pagar parte do valor das prestações mensais do financiamento, além de poder amortizar e liquidar o saldo devedor. Mas muita atenção: é importante procurar a Caixa Econômica Federal para saber das condições de uso dos recursos do Fundo nos casos mencionados.
Outro ponto é sobre a avaliação do imóvel que você tanto gostou e deseja financiar. A avaliação do banco pode ser diferente do preço que o proprietário definiu para vender o seu imóvel. Nesse caso, quem define o valor final é o agente financeiro.
Existem mais questões importantes que envolvem o financiamento de imóveis usados, como os relacionados à sua documentação e, principalmente, à comprovação de renda. E para testar a real possibilidade de se obter um financiamento imobiliário, não deixe de fazer simulações nos principais bancos.
Então, por mais ofertas que os jornais e portais divulgam, é importante considerar pelo menos três aspectos citados neste artigo para comprar o seu imóvel usado com tranquilidade. Confira:
O proprietário deseja o pagamento à vista ou aceita financiar seu imóvel?
A documentação do imóvel está atualizada e livre de ônus?A avaliação do imóvel foi bem feita, o preço do imóvel é o de mercado?
Redação: Sergio Amaral do Blog Imovel e Dicas

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dilma deslocou para Roma a Corte de Dario; se Borat estivesse por lá, teria conseguido audiência



Se Borat estivesse em Roma, teria conseguido uma audiência com a Corte Persa de Brasília…
Democracia custa caro — ditaduras ainda mais… É claro que o deslocamento da presidente a Roma e alguns dias de estadia consomem uma boa grana dos cofres públicos. É do jogo. A questão é saber se estão gastando o razoável (ou “rasoavel”, segundo a nova ortografia da Escolinha do Professor Mercadante).
A embaixada do Brasil em Roma está num período de troca de titular: o embaixador antigo saiu, e o novo ainda não chegou. Assim, informa Fabiano Maisonnave, na Folha, Dilma e parte de sua comitiva se hospedaram no luxuoso hotel Westin Excelsior, na Via Veneto. Só ali ocuparam 30 quartos. Outros 22 foram alugados em hotel próximo — 52 ao todo. A diária da suíte presidencial é de R$ 7.700; o quarto mais barato sai por R$ 910. Informa ainda a reportagem: “Já a frota alugada inclui sete veículos sedã com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças.”
Caramba! E isso tudo porque Dilma, de fato, não tinha agenda nenhuma na capital italiana que não assistir à missa de entronização do papa Francisco no Vaticano. A comitiva fez um esforço para arrumar ocupação para a presidente: ela visitou uma exposição de Ticiano, encontrou-se com José Graziano, o pai do natimorto Fome Zero e hoje diretor-geral da FAO, esteve com Giorgio Napolitano, presidente da Itália, que está deixando o cargo. Tudo cortesia. Nesta terça, houve ainda um papo relâmpago com Cristina Kirchner, que chegou sem avisar. E houve alguns minutinhos com o papa neste quarta.
Reitero: Dilma não tinha agenda de trabalho nenhuma em Roma, zero! Mesmo assim, leva tal comitiva junto que se faz necessário alugar 52 quartos e 14 veículos (segundo o Estadão, 17), o que inclui micro-ônibus, vans etc. Talvez só a Corte de Dario, no Império Persa, fosse menos modesta do que a Corte de Brasília.
Parafraseando Drummond, escrevo: “Pra que tanta gente?, pergunta o meu coração?”. É bem verdade, e quase me escapa, que Dilma se reuniu também com Borut Pahor, presidente da Eslovênia, país de 2 milhões de habitantes. Só a Zona Leste da cidade de São Paulo abriga 3,6 milhões…
Os petistas classificam esse tipo de abordagem de “moralismo udenista”… Claro, claro! No dia em que Dilma se deslocar para assinar um tratado comercial verdadeiramente importante, quantos quartos serão necessários? Se, para não trazer um tostão ao país, 52 foram alugados, um acordo que nos rendesse R$ 1 já elevaria a necessidade de quartos ao infinito. Trata-se de um raciocínio puramente matemático, um saber que vai se tornando um exotismo reacionário no Brasil.
É…
A gente sabe como se dá o fenômeno da multiplicação de assessores. Vejam o caso: o ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) acompanhou a presidente. Faz sentido. Também estava lá Helena Chagas (Comunicação Social). Vá lá. Sempre há notícia… Mas o que fazia junto Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência)? “Ah, é que é ele o católico da turma; consta que o ex-seminarista ficava explicando a Dilma os passos da missa papal”. Tá. E Aloizio Mercadante? Foi renovar os seus votos de notório militante católico? Sabem como é… Cada um desses grandes tem seus respectivos assessores, estafetas e coisa e tal. E assim vai se formando a Corte de Dario e seu séquito de eunucos…
O PPS anunciou que quer saber quanto se gastou nessa viagem. Deve solicitar informações, na verdade, sobre o custo dos deslocamentos de Dilma ao exterior. Uma das pechas que o PT colou em FHC é que ele passava tempo demais fora do Brasil…
Numa de suas primeiras manifestações públicas, o papa Francisco instou seus conterrâneos argentinos a não gastar dinheiro se deslocando para Roma. Pediu que doassem o valor correspondente aos pobres. Dilma deslocou a Corte de Dario até Roma e lá reiterou seu compromisso com os despossuídos.
Dilma esteve com o tal Borut, presidente da Eslovênia. Se o que quase xará,  Borat, estivesse em Roma, teria conseguido uma audiência com a presidente. Afinal, era preciso preencher o tempo…
Por Reinaldo Azevedo

Enem – Mercadante tenta um truque novo para enganar os incautos. Ou seria “incaltos”, Voça Inselensa?



O MEC, por intermédio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), julga estar lidando com um bando de idiotas. Em muitos casos, é mesmo verdade. Afinal, o Enem, com todos os seus absurdos, a despeito de todas as suas barbaridades (e não só na prova de redação), é tratado como um sucesso, não é mesmo? No extremo da imbecilidade, há até quem saúde o “fim do vestibular”, como se o Enem fosse outra coisa… É o maior vestibular da Terra — só que mais incompetente do que a larga maioria.
Agora o Inep anuncia que vai mudar a regra e passará a zerar redações que apelem a brincadeiras no corpo do texto. Trata-se de uma medida trapaceira, que pode até mesmo provocar novas injustiças. A turma de Aloizio Mercadante, o ministro da tese-miojo, está tentando enganar a plateia. Esse critério já existe. Há cinco razões que podem zerar uma redação. Prestem atenção à primeira:
Razão 1 – Não atender à proposta solicitada ou apresentar outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo.
Razão 2 – Deixar a folha de redação em branco.
Razão 3 – Escrever menos de sete linhas na folha de redação, o que configura “texto insuficiente”. Linhas com cópias do texto de apoio fornecido no caderno de questões não são consideradas na contagem do número mínimo de linhas.
Razão 4 –  Escrever impropérios, fazer desenhos e outras formas propositais de anulação.
Razão 5 – Desrespeitar os direitos humanos.
Do modo como a correção é xucra, dada a forma como é selecionada a mão de obra, essa “nova orientação” poderia até mesmo acabar punindo o aluno que faz uma citação pertinente, ainda que engraçada.
O MEC está fazendo de conta que não entendeu o problema — mas entendeu e não tem resposta para ele. E o nome do problema é “qualidade da correção”. Está na cara que as redações com a receita de miojo e o Hino do Palmeiras não foram nem mesmo lidas. Bateram o olho do primeiro e no último parágrafos e pimba! Tascaram a nota do candidato.
Que resposta terá o Inep para as redações que obtiveram a pontuação máxima, mesmo a apelando a delicadezas como “enchergar”, “trousse” e “rasoavel”? Nesse caso, há uma hipótese ainda mais grave do que ler apenas o primeiro e o último parágrafos: o próprio corretor não conhecer a norma culta.
É plausível? É mais do que plausível! É muito possível. Vejam post há pouco publicado com o testemunho de um professora gaúcha, contratada para fazer a correção. Ela informa que não houve processo nenhum de seleção, nada! Tudo funciona na base do “QI”, do “Quem Indica”. Depois, há um treinamento mixuruca feito pela Internet. Na única reunião “presencial” (como eu detesto essa palavra, hoje empregada por 11 entre 10 pilantras que lidam com educação!; não nem todo mundo que a emprega é pilantra), os corretores foram orientados a pegar leve, incitados, claramente, a mascarar os resultados.
É com esse rigor científico que o ministro da tese-miojo pretende promover uma revolução no currículo do ensino médio. Não que o sistema não deva passar por correções de rumo e coisa e tal. Ocorre que há questões relevante não-respondidas:
a: é essa a prioridade?;
b: o governo federal dispõe de massa crítica para tanto?;
c: o saber gerado pelo Enem serve de norte?
Já nem digo que os desastres na educação estão sendo produzidos sob o silêncio cúmplice da maioria dos especialistas porque, nessa área, a maioria dos especialistas está orientada por critérios exclusivamente ideológicos. O Brasil deve ser o único país do mundo em que a educação ainda é vista como campo principal da luta de classes. Em vez de se criarem as condições, então, para que os pobres ascendam intelectualmente, por intermédio de políticas de qualificação, busca-se a aplicação de mecanismos de “justiça social”. Nem na Cuba comunista é assim… E, sim, há alguns poucos que têm alertado para os desatinos. Estão certos, mas não encontram eco político para a sua crítica.
O resultado é esse que estamos vendo, ano após ano. São inúmeros os países que saíram do atraso — não da linha da miséria dos R$ 70… — tendo a educação como um dos instrumentos da grande virada. Não foi o único, é certo. Na atual batida, é evidente que isso não acontecerá com o Brasil. Há dez anos no poder, o PT se ocupa em produzir números vistosos para sair exibindo por aí. São monumentalidades ocas.
Pior: estão sendo criadas amarras que nos roubam também o futuro. 
Por Reinaldo Azevedo