quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Inflação do aluguel desacelera em setembro, mostra FGV


IGP-M passou de 1,43% em agosto para 0,97% em setembro.

No ano, o indicador acumula alta de 7,09% e, em 12 meses, de 8,07%.


Do G1, em São Paulo


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), chamado de inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel, subiu 0,97% em setembro, ante elevação de 1,43% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (27). No ano, o indicador acumula alta de 7,09% e, em 12 meses, de 8,07%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral, teve alta de 1,25%, após subir 1,99% em agosto, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, avançou 0,49%, frente alta de 0,33% no mês anterior.
A principal contribuição para o acréscimo do IPC partiu do grupo transportes, cuja taxa passou de -0,34% para 0,18%. Nesse grupo de despesas, o maior destaque ficou com o item automóvel novo (de -0,49% para 0,54%).
Também foram registrados acréscimos nas taxas de variação de vestuário (de -0,58% para 0,44%); alimentação (de 1,00% para 1,18%); e habitação (de 0,29% para 0,33%).
Na contramão, apresentaram recuo os grupos de educação, leitura e recreação (de 0,54% para 0,10%), comunicação (de 0,31% para 0,21%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,38%).
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no índice geral, registrou elevação de 0,21%, depois de subir 0,32% em agosto.
O IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.


condenado a 278 anos de prisão por 56 crimes de estupro contra suas pacientes




Foragido desde janeiro de 2011
Foragido desde janeiro de 2011, o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 56 crimes de estupro contra suas pacientes, teve um pedido de habeas corpus negado pela ministra do STJ Laurita Vaz.
No pedido, os advogados de Abdelmassih lançaram a bizarra tese de que os estupros aconteceram “sem violência real”, por isso, o Ministério Público não poderia ter proposto uma ação contra o médico, somente as mulheres estupradas.
Como a negativa de Laurita Vaz foi em caráter liminar, a quinta turma do STJ ainda terá de reavaliar o pedido de habeas corpus.
Por Lauro Jardim

Macedo em campanha



Macedo em campanha
O bispo Edir Macedo resolveu entrar com tudo na campanha de São Paulo – em favor de Celso Russomano, claro. E elegeu Fernando Haddad como o seu alvo preferencial.
Num post que publicou hoje em seu blog, o chefe da Igreja Universal reproduz um longo e-mail de alguém que se assina “Amigo” (assim mesmo, com maiúscula).
O tal Amigo lista cinco razões para não se votar em Fernando Haddad e outras cinco para se eleger Celso Russomanno.
Entre os motivos para descer a borduna em Haddad, “aquele que tem como principal objetivo nos afastar dos valores fundamentais de nossa vida”, o kit gay, o vazamento do Enem, as “mentiras” do petista sobre as propostas de Russomanno na área de transportes e o mensalão (“Roubaram o Brasil e agora assaltarão São Paulo”).
Os valores religiosos, tão caros ao bispo Macedo, como sabe quem acompanha sua trajetória de chefe religioso, entraram no pacote de ataques. Eis um exemplo:
- Os cinco pontos podem ser resumidos em uma frase: o senhor Haddad não tem compromisso com a verdade, não é um homem de fé, não respeita minimamente os valores essenciais à vida de quem escolheu o Senhor Jesus como guia. Por isso não tem o meu voto e não pode ser prefeito de São Paulo.
Entre as razões para dar o voto a Russomanno, Amigo começa na mesma toada religiosa:
- O PRB, partido de Russomanno, tem em seus cargos de direção verdadeiros homens de Deus.
O recado do “amigo” de Macedo já está sendo devidamente espalhado pelas redes sociais ligadas ao bispo.
Macedo entra na campanha justamente no momento em que Russomanno  – a quem garantiu recentemente, num culto, que não conhece – começa a cair nas pesquisas.
Por Lauro Jardim

Barbosa volta a ser alvo de campanha racista no Twitter. Gente asquerosa!


Os asquerosos que tentam montar a rede de apoio a José Dirceu também decidiram atacar Joaquim Barbosa, que está sendo chamado, entre outras delicadezas, de “capitão do mato”.

É evidente que se trata de uma manifestação de cunho discriminatório, racista. “Capitães do mato”, originalmente, eram as pessoas encarregadas de capturar escravos fugidos. Mais tarde, passou a designar pessoas que caçam quaisquer tipos de fugitivos.
Os capitães de mato eram, na esmagadora maioria dos casos, negros ou mulatos libertos. Eram considerados uma escória tanto pelos escravos, que os odiavam por razões óbvias, como pelos brancos, que não os aceitavam como um dos seus. As próprias forças de segurança regulares os viam com desprezo. É evidente que não tentariam desqualificar o ministro dessa maneira se ele fosse branco. Ora, se lhe imputam uma suposta falha em razão da cor de sua pele, e evidente que se trata de manifestação de caráter racista.
Falta pouco para que os salafrários racistas chamem Barbosa de “negro de alma branca”…
Pois é… Esses caras tinham a certeza de que o ministro lhes beijaria a mão pela suposta dádiva que lhe concederam. Barbosa preferiu, digamos, beijar a Constituição e as leis. E a canalha está furiosa por isso.
Que o ministro continue a ser o capitão da Constituição e cace (e casse), de modo implacável, os fugitivos da ordem democrática.
Por Reinaldo Azevedo

Com avaliação sofrível da saúde, governo quer agenda positiva



por Gerson Camarotti 

A decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de suspender a venda de 301 planos de saúde foi tomada em sintonia com o governo. Havia uma cobrança interna para criar uma agenda positiva para o setor.
As ações do governo Dilma na área da saúde permanecem como o maior índice de rejeição pela população, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada.
De acordo com o levantamento, 65% dos entrevistados “desaprovam” as políticas de saúde adotadas pelo atual governo. No núcleo palaciano, há preocupação com esse desempenho da área comandada pelo ministro Alexandre Padilha.
Aliás, não é a primeira vez que o governo Dilma faz ações cirúrgicas para dar respostas à população em áreas com avaliação sofrível. Recentemente, Dilma liderou uma cruzada para a redução da taxa de juros. Depois disso, a avaliação do governo subiu nessa área.
O mesmo também ocorreu com a decisão da Anatel de punir operadoras de telefonia que índices elevados de reclamação. Outra ação bem avaliada foi o anúncio da redução da tarifa de energia para o próximo ano.
“A estratégia do governo é encontrar agendas positivas para áreas críticas. Independente de eleição, é lógico que isso tem um reflexo positivo na popularidade”, revelou um ministro ao Blog.

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA Recortes humanos



CARLOS VIEIRA
Onde se encontra a calma plácida dos anos que se perderam no passar do tempo? Será que ainda se brinca de jogo de chimbra, na inocência de uma competição juvenil e despretensiosa? Ainda se vive um encontro marcado, às cinco da tarde, na beira do rio para nadar e sentir o gostinho de ousar atravessar de uma margem à outra. Foi aí que Paulo contraiu esquistosomose, pois era na tardinha que as cercarias pululavam e infectavam. 
Que saudade o tempo deixa na memória das cavalhadas. Carlos tinha um cavalo lindo, chamado de “pampa”. Pampa significa castanho com listras brancas. A banda tocava, o apito do chefe de cerimônia autorizava a gente começar a correr, para transpassar a lança pela argola justaposta a uma cordinha linda de colorida. Quando acontecia de ter sucesso, a banda tocava, as garotas da cidade, eternas torcedoras, davam pulos de gritos juvenis. O cavaleiro exitoso ganhava prenda oferecida pela organização da festa folclórica, e a menina de olhos verdes, linda, lindíssima, entregava. O cavaleiro fazia um esforço para tentar beijar seu rosto. Sempre acontecia no dia de São Sebastião, 20 de janeiro. A Banda da cidade tocava um dobrado ou uma valsinha doce, harmônica, com uma melodia suave, tonal e de forma clássica. 
Cadê a calma da praça, a praça em frente ao grupo escolar? Os passarinhos se embeveciam com certa elegância, meio nariz empinado, a bicar, olhar, bicar e voltar a olhar. Desconfiados, eles os pássaros, sempre atentos com o desprezo e estupidez de alguma criança. 
Os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição anunciavam a missa do cair da tarde de domingo. Henrique, o pequeno e mais importante dos coroinhas se excitava antes do começo do ritual católico. Um dia, descobrimos que ele estava de namorico com Tânia. No momento da comunhão da linda garota, ele encostava a patena no queixinho dela e com um olhar insinuante anunciava o encontro, após a missa, na praça, onde a Bandinha do Mestre Jacó fazia sua retreta dominical com dobrados, chorinhos e valsinhas. 
Será que o tempo destruiu, ou melhor, que o “homem-econômico” acabou com a doçura da vida e com a crença na afetuosidade romântica de um tempo de paz? 
“Não há mais coisas para viverem conosco. Há, somente, coisas para nos servirem. Não nos podemos demorar diante da paisagem pela simples alegria de a sentirmos bela. É preciso seguirmos o caminho da vida. Mas para onde é que leva essa vida que os homens inventaram? Por que é que os homens acreditam que ela é melhor que a outra, a outra que nasceu de si mesma, que brotou como as fontes e que iria cantando até o mar.” Esse fragmento é a doçura da pena de escrever de Cecília Meireles, compondo prosa poética em seu lindo livro “Episódio Humano”, numa profunda lição existencial que sua crônica nomeava – “Aquele mundo que perdemos...” 
Ah! Que saudades do Grêmio Literário! Já não se declama poesia para sublimar a angústia da vida e para pensar a própria experiência humana! Os autores, os nossos queridos autores brasileiros: Jorge de Lima, Manuel Bandeira, Machado, Drummond, Mário de Andrade, Clarice, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, e um rosário de ícones da literatura brasileira, sem falar nos cânones da literatura universal, são violentamente compactados, espremidos, falseados e liquidificados em “livros compactos” para responder perguntas de vestibular. Longe da ideia de ler, reler para assimilar cultura humanística. 
O vento não sopra mais a beleza da cavalhada; da missa em latim e de se ensinar latim nas escolas. O Canto Gregoriano ficou refugiado em poucos mosteiros. A cultura do “jeans” escondeu a beleza do tecido amassado de uma calça ou uma camisa de linho – Braspérola. 
Nem tudo está desfeito! O chapéu de “panamá” voltou, viva, viva! A lástima é o preço reservando a poucos a beleza da palha, da fita preta que o envolve circularmente, sem falar no charme dickborgadiano brasileiro. 
Termino por hoje uma vez mais, com Cecília Meireles: “Não subimos às árvores para cair...Foi para sentir como os pássaros sentiam e ver como eram as coisas olhadas do alto...”
Carlos.A.Vieira, médico, psicanalista, Membro Efetivo da Sociedade de Psicanálise de Brasilia e de Recife. Membro da FEBRAPSI e da I.P.A - London.

HUMOR A Charge do Chico Caruso