terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CRÔNICA Cartas de Londres: o frio espanta o preconceito com a comida



Se existe uma coisa da qual os britânicos têm vergonha de terem orgulho é a culinária local. No resto da Europa a comida do Reino Unido é motivo de piada por conta do excesso de gordura e da falta de gosto especial (bom, eles são sempre comparados com pizzas, jamón ibérico, bacalhoadas e outras maravilhas). Mas quando o frio aparece e as pessoas se internam dentro dos bares é possível notar que os quitutes dos súditos da rainha não são terríveis.
O mais popular deles me dava a sensação de “nunca vou comer isso”, mas depois de testar vi como julguei mal os meus anfitriões. O Scotch Egg é o que um boteco paulista chamaria de bolovo. Não é saudável, não é elegante, não é bonito de ver. Trata-se de um espécie de coxinha, recheada por uma espécie de cozido de salsicha e um gigantesco ovo cozido, ainda com a gema mole.
É a comida de bar preferida de um amigo inglês que tem a rara coragem de comparar a comida local com a das melhores cozinhas do mundo. “Não sei porque falam tão mal se adaptamos nossa cozinha ao que veio de fora”, diz ele. “Se você coloca o molho de pickles no Scotch Egg e diz que é francês ninguém notaria e achariam muito chique. Os ingredientes são bons, não tem como ser ruim.”
Verdade. Mas nessa hora, de sacanagem, costumo apontar o sausage roll – uma coisa feita com massa folhada e uma linguiça diferente das brasileiras, porque é cheia de trigo. Eles cortam em fatias e enchem de mostarda ou de molho marrom (não tente esse). Mas nos dias de frio abaixo de zero, quando a opção é ficar onde você está ou ir procurar algo na gélida rua, vira uma iguaria.
Ao contrário do que pensam os turistas, os britânicos não ligam para aquela que é apontada como a principal comida de bar do país. O peixe com fritas (fish and chips) é cada vez mais parecido com a realeza: só os mais velhos ligam. No frio é a última opção para quem está no pub. “Meu avô come isso com os amigos dele”, me disse uma colega.
As opções britânicas são populares, mas eles parecem preferir algo mais internacional. Tapas espanholas, bruschettas italianas e hamburgueres alemães têm uma clara preferência. Eles topam defender os salgadinhos locais, ainda mais no frio.
Mas parecem fazê-lo com gosto só depois de estarem devidamente alimentados com o prato principal dos seus botecos: muita, muita cerveja. 

Maurício Savarese é mestrando em Jornalismo Interativo pela City University London. Foi repórter da agência Reuters e do site UOL. Freelancer da revista britânica FourFourTwo e autor do blog A Brazilian Operating in This Area - Twitter: msavarese. Email: savarese.mauricio@gmail.com. Maurício estará conosco todas as segundas-feiras.

Conab emprega filho de Renan e ex-mulher de Henrique Alves



  • Os dois chegaram à empresa quando Agricultura era chefiada por Wagner Rossi




Henrique Eduardo Alves concorre à presidência da Câmara e Renan Calheiros disputa o comando do Senado


Henrique Eduardo Alves concorre à presidência da Câmara e Renan Calheiros disputa o comando do Senado
BRASÍLIA — Conhecido feudo do PMDB, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriga em seus quadros gente muito próxima dos favoritos para comandar o Congresso Nacional a partir de fevereiro. Rodrigo Rodrigues Calheiros, um dos filhos do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato a presidir o Senado, recebe R$ 10,5 mil mensais como assessor de Contratos Especiais da presidência do órgão. Mônica Infante Azambuja, ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que pleiteia a presidência da Câmara, tem salário de R$ 10,1 mil como assessora de diretoria.

— Não sei se ele está de férias. Não está vindo nesses dias.
Rodrigo, de 28 anos, está na companhia desde abril de 2011, mas não é assíduo no trabalho, segundo servidores. Ontem à tarde, a secretária da Diretoria de Gestão de Pessoas, onde Rodrigo deveria despachar, informou que o servidor não estava:
Mas no site oficial da Conab, no relatório onde aparece a situação funcional dos servidores, Rodrigo aparece como “trabalhando”.
Mônica é designer gráfica e chegou à Conab em julho de 2011. Ambos ingressaram no órgão quando o ministro da Agricultura, pasta a qual a Conab é subordinada, era Wagner Rossi, um político do PMDB, com vínculos com o vice-presidente da República, Michel Temer. Denúncias de irregularidades afastaram Rossi da pasta.
Em 2002, quando Alves surgiu como vice de José Serra (PSDB) na coligação que disputaria a Presidência, Mônica acusou o ex-marido de ter dinheiro depositado em paraísos fiscais. O caso derrubou Alves da dobradinha com Serra. Foi substituído por Rita Camata (PMDB-ES). Mônica passou pela Infraero e entrou numa lista de demissionários da empresa. Alves brigou para mantê-la no cargo.
Rodrigo é lotado na presidência da Conab, mas sua mesa está instalada na diretoria de Gestão de Pessoas, cujo diretor é Rogério Abdalla, homem do PMDB, que está na companhia pelas mãos de Wagner Rossi. Abdalla é ligado à cúpula do PMDB. Foi ele quem se encarregou de levar Mônica e Rodrigo à Conab. Mônica trabalha na diretoria de Operações e Abastecimento, cujo diretor é Marcelo de Araújo Melo, candidato derrotado em Goiás como vice de Iris Rezende. Mônica chegou a ser assessora da presidência, na gestão de Evangevaldo dos Santos, ligado ao PTB, mas que obedecia aos pedidos do PMDB.
A Conab informou, por sua assessoria, que há cargos na assessoria da presidência e diretorias da Conab que são de livre nomeação, e que “tais indicações são políticas”. A companhia informou ainda que não só o PMDB indica pessoas, mas que, apesar do componente político, são competentes. “Os partidos da base aliada e outras legendas indicam pessoas qualificadas para o cargo, e o governo promove as nomeações. Tanto Rodrigo quanto Mônica foram contratados na época de Rossi (como ministro), e foram mantidos pela continuidade do cumprimento de suas funções”.
Alves informou, pela assessoria, que não comentaria o assunto. A assessoria de Renan não retornou os contatos.
O presidente da Associação dos Servidores da Conab, Sérgio Camelo, criticou indicações políticas:
— O critério de escolha sempre deveria ser técnico.


 

Sequestraram o Chávez?, por Ateneia Feijó



Estava a fazer uma arrumaçãozinha numa prateleira da estante e caiu-me nas mãos a Revista do Brasil, nº 1, de 1984. Não resisti e reli “Bolívar e a pátria americana”, um artigo de Darcy Ribeiro, naquela época secretário de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
E vice-governador de Leonel Brizola, fundador do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Entre os temas abordados nos discursos de Bolívar, Darcy se referia ao da complexidade da identidade latino-americana e ao desafio de formular o projeto político que permitisse unificar os americanos do Sul numa federação nacional. Na qual, nenhum deveria ser fraco em relação a qualquer outro; nem mais forte.
Darcy enxergava o ideal bolivariano nas gerações de seu tempo (e nas que lhe sucederiam) em luta pelo nascimento da “Nação Latino-Americana”. Acreditava que isso seria possível.
Mais: que ela garantiria liberdade, justiça social, igualdade e “coragem de lutar pela beleza e pela felicidade humana”. Darcy enaltecia a utopia bolivariana.
No ano anterior à publicação da revista, se comemorara o segundo centenário do nascimento de Simon Bolívar, falecido em 1830. Mesmo derrotado em seu megaprojeto, o “herói libertador” continuou inspirando ideólogos contemporâneos. A começar por Brizola, que defendia o “socialismo moreno”.
Porém, Brizola não conseguiu ser eleito presidente do Brasil. Apoiou Lula no segundo turno das eleições de 1989 ao transferir para ele os votos de seu eleitorado. Mas o petista perdeu.
Em 1990, inconformado com a queda do Muro de Berlim, Fidel Castro procurou Lula para criar o Foro de São Paulo. A meta? Derrubar o “neoliberalismo”. Para isso, a jovem revolução da Venezuela passou a financiar com barris de petróleo a velha revolução de Cuba; pagando os serviços cubanos de assistência social, saúde e educação.
Com o óleo venezuelano, o comando político permanece em Cuba. Já o Mercosul transformou-se em um tratado de integração de força econômica e política. Mais política do que econômica. A luta atual é para mitificar ídolos de carne e osso.
Bolivarianos são otimistas em qualquer situação. Até o momento em que escrevo não observei qualquer sinal de luto nos olhos e na expressão facial das autoridades latino-americanas visitadoras de Chávez em Havana.
Esta resumidíssima história pode ser lida de diversas formas, com liberdade de opinião. E em nome dela, sabe o que me disseram? Que Chávez pode ter sido sequestrado pelos hermanos Castro. Quanto vai custar o resgate?

Ateneia Feijó é jornalista

A longa espera pelo atendimento médico público



Pedro do Coutto
Na edição de sexta-feira, a Folha de São Paulo publicou reportagem de Talita Bedinelli revelando que existem 661 mil pedidos de consultas, exames e cirurgias no sistema de atendimento médico da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo aguardando atendimento.
Média de espera: 35 meses. Incrível. O novo Secretário, José de Filipi Júnior, acentua a matéria, pensa em realizar um mutirão. Uma iniciativa de emergência, melhor do que nada, mas que não vai ao encontro das raízes do problema.
Mutirão para consulta, ainda é possível, embora a rapidez seja contraproducente. Mas mutirão de cirurgias e de exames? O risco da sobrecarga no setor cirúrgico é enorme. E a cirurgia não termina praticamente com sua realização. Há necessidade de os pacientes serem internados para recuperação. Surge aí o problema dos leitos. Os números existentes são inferiores à necessidade. Verifica-se assim um outro impasse. Sem falar no volume de medicamentos necessários, no aparelhamento da rede hospitalar, na presença e ação dos médicos e paramédicos.
Os dados sobre o déficit de atendimento cingem-se à capital paulista. Imagine-se a situação em todo o país. No setor de exames, as solicitações acumuladas elevam-se a mais de 72 mil. Ora, os exames são fundamentais, vêm na sequência das consultas e são básicos para a efetivação das cirurgias. Caso contrário, a consulta pode ocorrer, mas o que vem depois dela? Na maioria dos casos os exames de sangue e de urina. Além de todos esses aspectos, é indispensável qualidade e confiabilidade.
VIDA E MORTE
A complexidade é enorme, inclusive o que distingue o atendimento médico, geralmente de urgência, das demais atividades do setor público. O atraso de um mês num processo pode ser compensado. Numa ação de saúde, trinta dias podem ser o limite entre a vida e a morte. O momento do início do tratamento também. Um retardamento pode causar danos enormes à integridade humana.
O Brasil investe pouco na Saúde. No plano federal e nas esferas estaduais e municipais. Investimento não é só o aspecto financeiro, embora este seja o principal no caso. Investimento encontra-se também na organização administrativa, na boa vontade das pessoas para com os que buscam serviços públicos, já que é impossível que possam pagá-los à rede particular.
Existem os planos de saúde, por certo. Mas as reclamações são muitas. Recentemente a Agência Nacional de Saúde desacreditou um número enorme de empresas que anunciam coberturas, mas que não as efetivam, cobrando pelo que não podem fazer, ou então iludindo setores da sociedade. O tema saúde é um desafio a ser enfrentado urgentemente, sobretudo para que o déficit existente não se agrave.
É imperioso que o atendimento às filas existentes seja maior que o surgimento de novos pedidos. Só assim, a vergonhosa situação poderá ser reduzida por etapas, na cidade de São Paulo e nas demais cidades brasileiras. O combate à violência, à imprudência nas ruas e rodovias faz parte do esforço aguardado. Até porque os acidentes de trânsito podem ser evitados. As doenças não. Sempre aconteceram, em maior ou menor escala. Infelizmente.

BAITA SANDUBA



De algum tempo para cá alguns de nossos shopping centers estão equipados com lojas de sanduíches do tipo “submarino”.
Basicamente são sanduíches em que o cliente vai passando por uma série de bandejas de produtos como presuntos, queijos, salames, molhos diversos, sanduba 1tipos diferentes de fiambres e instruindo o atendente para colocá-los entre duas fatias de pão ou um pãozinho que pode variar de comprimento.  São também conhecidos por sanduíche a metro.
Para mim estes sanduíches todos devem sua origem ao cartunista Chic Young, que criou o personagem Dagwood Bumstead e sua esposa Blondie em 1933.  Dagwood, filho de aristocráticos industrialistas foi deserdado por ter casado com Blondie, uma ex-corista de teatro. Agora trabalha como administrador em uma empresa e o casal vive uma vida de classe média. Dagwood adora Blondie, seus filhos, seu cachorro, dormir no sofá e … comer.
Após dormir das 21 hs. às 22hs no sofá ele costuma ir à cozinha para ver o que há na geladeira. Reúne frios, queijos, restos de comida, tomates, azeitonas, cerejas, pepinos em conserva e constrói verdadeiros monumentos entre duas fatias de pão.
Em suma, Dagwood deveria ser um ídolo para todo o amante de sanduíches e para toda dona de casa cujo marido assim se encarrega de evitar que restos de comida estraguem na geladeira.
Assim é tratado pelos leitores de sua tira de cartuns que segue popular, oitenta anos após sua criação (hoje desenhada e produzida por Dean Young, filho de Chic Young).
Sentiu um buraco no estômago tarde da noite?  Nada de envelope de sopa. Faça um Dagwood.
Mas alerta!  Em Porto Alegre na década de sessenta/setenta costumávamos parar tarde da noite, saindo da aula, do cinema ou do teatro,  num trailer que fazia um cachorro quente de lingüiça que continha quase tudo que se possa imaginar. O nome do lugar (que ainda existe mas é uma sombra do original) era Zé do Passaporte. O sanduíche se chamava “Passaporte pro Inferno”.  Por que “Passaporte pro Inferno”?  Já imaginou o tipo de pesadelo depois de ingerir 1500 calorias de comida gordurosa uma hora antes de ir dormir? sanduba 2
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Redução da maioridade penal pode ser votada, este ano, pelo Senado



José Carlos Werneck
Com o aumento do número de crimes violentos cometidos por menores e o forte clamor popular para que seus autores recebam uma punição à altura, o aumento da maioridade penal será um dos temas mais polêmicos em discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania em 2013.
Três propostas de emenda sobre o tema aguardam, no Senado Federal, decisão da Mesa Diretora para análise em conjunto. E o senador Ivo Cassol do PP de Rondônia, propôs a realização de plebiscito sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, a ser realizado já nas próximas eleições presidenciais, em 2014.
A Constituição Federal estabelece a não imputação aos menores de 18 anos, que por força deste dispositivo ficam sujeitos a punições específicas do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas é grande a pressão da sociedade para que os menores infratores possam ser penalmente responsáveis por suas ações.
CRIMES HEDIONDOS
Os três textos têm diferentes entendimentos. A PEC 33/2012, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo, restringe a redução da maioridade penal para 16 anos, aos crimes arrolados como inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, tais como tortura, terrorismo, tráfico de drogas e hediondos previstos no artigo 5º, inciso XLIII da Lei Maior. Também inclui os casos em que o menor tiver múltipla reincidência na prática de lesão corporal grave ou roubo qualificado.
O senador Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo, relator na Comissão, posicionou-se pela aprovação, destacando que “a sociedade brasileira não pode mais ficar refém de menores que, sob a proteção da lei, praticam os mais repugnantes crimes”. Segundo ele, o direito não se presta a proteger esses infratores, “mas apenas os que, por não terem atingido a maturidade, também não conseguem discernir quanto à correção e às consequências de seus atos”.
AOS QUINZE ANOS
Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia, foi além em sua proposta (PEC 74/2011): para ele, quem tem 15 anos também deve ser responsabilizado penalmente na prática de homicídio doloso e roubo seguido de morte, tentados ou consumados.
Ao justificar o projeto, Gurgacz cita, ainda, levantamento realizado pela Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e Juventude, segundo o qual os adolescentes seriam responsáveis por 10% do total de crimes ocorridos no Brasil.
A terceira proposta sobre maioridade é mais ampla que as duas anteriores. O texto, do senador Clésio Andrade, do PMDB de Minas, prevê o limite de 16 anos para qualquer tipo de crime cometido. O senador propõe a seguinte redação para o artigo 228: “A maioridade é atingida aos 16 anos, momento a partir do qual a pessoa é penalmente imputável e capaz de exercer todos os atos da vida civil”.
Na opinião de Clésio Andrade, quem tem 16 anos não só deve ser passível de processo criminal, como deveria ter direito de se casar, viajar sozinho para o exterior, celebrar contratos e dirigir, ou seja, deveria atingir também a plenitude dos direitos civis. Pela proposta, tornaria obrigatório o voto dos maiores de 16 e menores de 18, hoje facultativo.

REGULAMENTAÇÃO DA MEDICINA



Plínio Zabeu
Nosso país conta atualmente com 197 escolas médicas que formam 17 mil novos médicos por ano. Somos pelo menos 370 mil profissionais da saúde em atividade. Além disso,  em escolas precárias na Bolívia são mais   20 mil estudantes brasileiros  se “preparando” para a profissão no  Brasil.  A qualidade dessas escolas é  baixíssima e seus formandos esperam que políticos demagogos  no Brasil  acabem de vez com a prática chamada revalida, ou seja, para que eles possam desempenhar a função no país,  necessitam passar por exame de capacitação. plinioAté agora, apenas  2% deles foram aprovados.   Entre os que se formam aqui também  a qualidade precisa  ser muito melhorada. Por determinação do CRMESP (Conselho Regional de Medicina) todos os médicos formados no Estado de São Paulo em 2012  foram obrigados a passar por exame de suficiência para registro do diploma. Mesmo os que  foram reprovados (45%)  garantiram o direito de exercer a profissão.
Mas há tempos o CFM (Conselho Federal de Medicina) vem se preocupando com a qualidade da medicina que tem sofrido queda acentuada por falta de material, suporte financeiro, treinamento,  capacitação e sobretudo uma regulamentação definitiva da profissão. O projeto apresentado no  Senado em 2002  foi agora  aprovado  e resta a sanção presidencial.
A nova lei fará a regulamentação definitiva da profissão sem prejuízo de outros profissionais que também atuam no setor.  Há necessidade  urgente de  investimentos governamentais em todos os níveis,  para que a qualidade dos formandos seja   suficiente para uma medicina de qualidade sem os percalços que a imprensa mostra com freqüência assustadora.   O ministro da educação acha que são necessárias mais e mais escolas,  sem se preocupar com a qualidade. Para ele interessa apenas e tão somente a quantidade.