quinta-feira, 26 de julho de 2012

OBRA-PRIMA DO DIA - OBJETOS DE ARTE Porcelana Oriental - Vaso Lobulado (c.1100/1150)


Publicado no Blog do Noblat

Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa - 
26.7.2012
 | 12h00m

Na Coreia as porcelanas com vitrificação translúcida e queimadas em altas temperaturas de aproximadamente 1300 °C, começaram a ser produzidas no século 15.
A vitrificação conhecida como celadon, ou porcelana celadon, é a que é feita com esmaltagem “craquelée”. O óxido de ferro geralmente dava um tom verde-pálido aos celadons. Mas há peças em que o tom vermelho acobreado predomina: tudo dependia do modo como aplicavam a cor antes de queimar e “selar” a peça.
A irregularidade do esmalte aplicado em grossas camadas é que permitia o predomínio da verdadeira cor.


Este raríssimo vaso lobulado, em formato cônico, com boca estreita e gargalo curto, forma conhecida como "maebyong", tem oito lóbulos distintamente divididos por ranhuras bem pronunciadas.
Os lóbulos apresentam alternadamente ramos de peônias e de flor de lótus pintados em tinta marrom antes da aplicação do celadon. Próximo ao gargalo, há uma faixa de nuvens estilizadas. Na base, outra faixa, mas essa com pétalas de flor de lótus.
Peônias e Lótus eram extremamente populares durante a dinastia Koryo (918/1392), quando este vaso foi criado.
A borda do gargalo e parte da base sofreram danos e foram restaurados. Dimensão: 30,5 cm

Acervo Victoria and Albert Museum, Londres

Arquivou, mas…, por Lauro Jardim



Lauro Jardim, Radar on Line
Livre do tráfico de influência, mas enrolada no Coaf?
Na decisão em que determina o arquivamento da investigação contra Erenice Guerra pelos crimes de tráfico de influência e corrupção ativa e passiva, o juiz Vallisney de Souza sustenta que “nada de substancial” foi encontrado no decorrer das investigações, mas deixa escapar algo que pode complicar Israel Guerra, filho da ex-ministra, e outros investigados no caso (além dela própria):
– Do relatório da autoridade policial, depreende-se apenas que as movimentações financeiras de Israel Guerra, Vinícius de Oliveira Castro, Stevan Knezevic e de Marco Antônio Marques de Oliveira, foram consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal.
O juiz ainda destaca na decisão que relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), “indicando prática de crime de lavagem de dinheiro”, estão em análise na Polícia Federal. Registra Souza:
– O delegado da Polícia Federal que preside as investigações informou que os relatórios produzidos pelo Coaf indicando possível prática de crime de lavagem de dinheiro, já foram encaminhados ao MPF e à Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal visando a instauração de inquérito policial.
Para quem não lembra, o quarteto (Israel, Vinícius, Stevan e Marco Antônio) citado pelo juiz aparece enrolado em diferentes episódios envolvendo as empresas Capital Assessoria e Synergy Assessoria, que vendiam, entre 2009 e 2010, facilidades de acesso aos cofres públicos a empresários interessados em contratar com o governo federal.
As duas empresas eram controladas por Israel, e pelos ex-servidores da Casa Civil Vinícius e Stevan. O trio tinha como trunfo a imagem de Erenice, então servidora de alta patente no Planalto.

 

Sobre a Capital e a Synergy, o juiz ainda destaca que ambas “teriam deixado de prestar informações sobre as rendas auferidas nos anos de 2009 (Capital) e 2010 (Capital e Synergy)”, mas que não haveria motivos para abrir ação penal porque tais delitos de sonegação fiscal somente se consumam após a “constituição definitiva do crédito tributário na esfera administrativa”.

Inadimplência e spread bancário, por Murillo de Aragão



Atualmente, existe um grande debate sobre inadimplência no Brasil. E com toda razão. Afinal, de acordo com a Serasa Experian, o nível de inadimplência do consumidor encerrou o primeiro semestre de 2012 com crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2011.
Para a Associação Comercial de São Paulo, o calote nos pagamentos cresceu 18,5% na primeira quinzena de julho em relação ao mesmo período do ano passado. Imediatamente, alguns poucos defensores dos elevados spreads bancários passaram a justificar a necessidade de se aumentar o custo do dinheiro.
Alegam que o risco de emprestar aumenta e que, portanto, a existência de margem de segurança justifica cobrar mais caro. É uma explicação cínica. Até mesmo pelo fato de o custo absurdo do dinheiro no país ser razão determinante para a inadimplência. Em uma sociedade que é deslumbrada com o consumo, tal situação é crítica.
Considerando o Brasil de hoje, a justificativa é inacreditavelmente tendenciosa e sua finalidade é tão somente manter o custo do dinheiro nas alturas. Mesmo com a dramática redução da taxas de juros, o spread bancário no país é um dos mais altos do mundo. E visa, obviamente, manter a lucratividade do setor acima da média mundial.
Em maio, o Ministério da Fazenda apresentou um estudo em que o Brasil aparecia com um spread bancário acima de países com economias combalidas e em precária situação fiscal, como Portugal. No México, Rússia, China, Uruguai, Canadá e Coreia do Sul o spread está entre 4% e pouco mais de 1%. No Brasil estava, em maio, acima dos 28%!
Como se sabe, o spread é cobrado a partir de uma fórmula que envolve custos administrativos, depósito compulsório e carga tributária. Mesmo considerando o “custo Brasil”, que é maior do que o de outros países, não há justificativa plausível para se aumentar o spread bancário. Tampouco mantê-lo no atual patamar.
Nem devemos acreditar que a inadimplência justifique tamanha margem. A questão da inadimplência se relaciona com a oferta de crédito. Temos uma oferta de crédito próxima dos 50% do PIB. A inadimplência também se relaciona com o custo do crédito.
Ora, com spreads estratosféricos, é natural que o custo do dinheiro seja abusivo e provoque inadimplência. Por fim, a questão também dialoga com a qualidade do crédito. Caso esta não seja boa, existe uma boa opção para não penalizar todo o sistema: não oferecer o crédito.
Há muito as cláusulas leoninas podem ser revistas por conta do direito. No Brasil de hoje, quem se aventurar a questionar judicialmente um contrato bancário cai em uma lista negra e fica praticamente banido do meio.
O fato de o Brasil ter vivido tanto tempo como pedinte junto ao mercado financeiro nacional e internacional gerou uma espécie de complacência nefasta com o absurdo dos juros e do spread bancário.
Aos poucos, o Brasil acorda dessa letargia. A partir dos ataques de Dilma e Mantega, o sistema financeiro foi constrangido a se enquadrar. No entanto, existe muito a ser feito para colocar o spread bancário brasileiro no nível daquele praticado no México, por exemplo.
O governo não deve parar de pressionar o sistema financeiro privado nacional a se adequar à nova realidade do Brasil. Nenhum dos grandes bancos vai quebrar. A margem de manobra deles é imensa.

Murillo de Aragão é cientista político

Cartas de Paris: Um conselho para quem quer visitar a França


pUBLICADO NO bLOG DO nOBLAT

CRÔNICA


A França é riquíssima em paisagens, cultura e cidades interessantes. Por isso, não é nenhuma novidade que ela seja, por mais um ano, o destino mais visitado no mundo.
Em 2011, o país recebeu 81,4 milhões de turistas, segundo o relatório anual da Direção Geral da Competitividade, da Indústria e dos Serviços francesa, batendo um novo recorde. O número de turistas de países emergentes como Rússia, China e Brasil progrediu 17% em relação ao ano passado.
Talvez você seja um destes turistas que sucumbiu ao charme deste país ou talvez pense em vir nos próximos meses ou anos para engrossar as estatísticas.
Eu não sou boa para dar conselhos de viagem. Acho que a experiência com uma cidade ou com um país é muito pessoal. Além disso, tenho a impressão de que a França não tem mais segredos para ninguém e conta com uma infraestrutura que permite a todo mundo encontrar o que busca.
O único conselho que costumo dar às pessoas que vêm a Paris – e que quase nunca é levado em conta – é: deixe seus preconceitos em casa e tente se abrir para a cidade, seus hábitos e cultura.
Libere o antropólogo que existe em você e encare o mau humor dos parisienses como algo pitoresco, para contar na mesa do bar quando voltar para o Brasil. Afinal, o que procuramos quando viajamos é exatamente sair da rotina, não é mesmo?
Respeite os hábitos locais. Se você tira os sapatos ao entrar nas lojas na Tailândia, porque não dizer “bonjour” ao entrar nos cafés e restaurantes de Paris? Se achamos normal perguntar em inglês “how much?” nos Estados Unidos para saber os preços, por que não podemos dizer “combien ça coûte?” na França?
Quando não morava na França e vinha a Paris como turista, vivi, em cada visita, experiências maravilhosas. Apesar de não falar quase nada de francês nesta época, me esforçava para me comunicar. Em contrapartida, os parisienses sempre eram muito simpáticos, se ofereciam para me ajudar com as malas nas escadarias do metrô ou para me indicar um endereço.
Claro que meu conselho não é infalível e talvez, apesar de seus esforços para respeitar a cultura local, você tenha que passar por situações desagradáveis porque fazer turismo, sair do aconchego de casa, envolve muitos riscos. Na França o maior deles é não querer ir embora ou ser “obrigado” a voltar a cada ano.

Ana Carolina Peliz é jornalista, mora em Paris há cinco anos onde faz um doutorado em Ciências da Informação e da Comunicação na Universidade Sorbonne Paris IV. Ela estará aqui conosco todas as quintas-feiras.

Degelo sem precedentes na Gronelândia assusta cientistas


Posted: 25 Jul 2012 06:54 PM PDT
Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil e Esquerda.net

Cientistas chegaram a duvidar da veracidade das imagens de satélites que mostram que uma enorme parte da camada de gelo da ilha desapareceu em apenas quatro dias, um fenómeno nunca antes visto. Imagens de satélites que mostram a Gronelândia entre os dias 8 e 12 de julho e registam que o degelo saltou de 40% para 97% neste curto período.

“Isto é tão extraordinário que a princípio eu questionei os resultados: é mesmo real ou a leitura está errada?”, afirmou Son Nghiem, investigador da agência espacial norte-americana (Nasa).

Imagens de satélites que mostram a Gronelândia entre os dias 8 e 12 de julho
e registam que o degelo saltou de 40% para 97% neste curto período
O que levou Nghiem e outros cientistas a duvidarem do que estavam a ver foram imagens de três satélites que mostram a Gronelândia entre os dias 8 e 12 de julho e registam que o degelo saltou de 40% para 97% neste curto período.

É comum que a Gronelândia perca boa parte do gelo durante o verão, porém nunca antes havia sido registado um degelo tão rápido e extenso. A média das últimas três décadas é de 55%.

“Literalmente uma onda de calor varreu a região e derreteu tudo pelo caminho”, explica Tom Wagner, da Nasa.

Outros centros de investigação foram consultados e todos confirmaram os dados da agência norte-americana.

“O degelo extremo coincide com uma série de ondas de ar quente, descritas como ‘redomas de calor’. Cada uma dessas ondas tem sido mais forte do que a anterior”, destacou Thomas Mote, da Universidade da Geórgia.

Este foi o segundo evento raro visto na Gronelândia nos últimos dias. Na semana passada um iceberg de 119 quilómetros quadrados, duas vezes o tamanho de Manhattan, desprendeu-se do glaciar de Petermann. (ver notícia em Instituto CarbonoBrasil)

O verão de 2012 está tão intenso, que mesmo na área ao redor da chamada Estação de Encontro, que fica mais de dois quilómetros acima do nível do mar, existem sinais de degelo, algo que não acontecia desde 1889.

“Houve períodos em que o degelo pode ter ocorrido a essa altitude, mas apenas por um ou dois dias. Agora, um derretimento com essa extensão, por toda a Gronelândia, era desconhecido, com certeza nunca havia acontecido desde o início da monitorização por satélites”, salientou Jay Zwally, glaciologista da Nasa, em entrevista ao jornal “The Guardian”.

Os investigadores não podem determinar se o degelo foi resultado de um raro evento natural ou das mudanças climáticas. Mas o que afirmam com certeza é que a camada de gelo está a ficar mais fina a cada ano devido ao aquecimento global.

“Quando vemos um fenómeno assim, nunca observado antes, somos obrigados a parar e pensar: o que está a acontecer? É um sinal que temos que analisar e entender nos próximos anos”, declarou Waleed Abdalati, chefe dos investigadores da Nasa.

Mensaleiros serão julgados. O Supremo Tribunal Federal, não!


Enviado por Ricardo Noblat - 
26.7.2012
 | 9h45m
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Quando tarda, a Justiça falha, por Ilimar Franco



Ilimar Franco, O Globo
O TSE distribuiu na terça-feira, dia 24, a cota deste mês do fundo partidário aos partidos políticos. Surpreendentemente, o PSD, a despeito da decisão adotada no dia 29 de junho pelo pleno do próprio tribunal, continuou a receber parcela como se fosse um partido nanico.
Pela lei, 5% do Fundo são divididos entre todos os partidos, e 95%, entre os que têm representação na Câmara dos Deputados. O Tribunal alegou motivos burocráticos para não dar o que é de direito ao partido. Quando a Justiça tarda, ela falha.
A falta de agilidade do TSE em assegurar o direito do PSD começa a prejudicar o partido também nos estados. Dirigentes regionais reclamam que vários TREs não incluem o partido no cálculo da distribuição do tempo no horário eleitoral na televisão e no rádio.
Os juízes eleitorais alegam que não receberam comunicado do TSE para incluir o PSD nos cálculos do horário eleitoral. Isso, mesmo o STF tendo enviado ofício à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, sobre a decisão do processo 4.430, relatado pelo ministro Dias Toffoli.