segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cresce a procura por imóveis mais sofisticados




Afastando rumores de bolha imobiliária  e desaquecimento do mercado imobiliário, o ano de 2014 prometecontinuar com altos índices de compra de imóveis. Em 2013, a Caixa Econômica Federal registrou o valor recorde de R$ 134,9 bilhões em contratações, referentes a crédito imobiliário. A previsão da instituição financeira é que o crédito imobiliário siga em alta, devendo ficar entre 10% e 20% maior do que no ano passado. Grande parte desse montante em financiamentos foi destinada a compra de imóveis que fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida. Mas, o perfil de quem está adquirindo imóveis está mudando. É grande a procura por apartamentos maiores e com mais vantagens e benefícios, em comparação aos imóveis comercializados dentro do programa subsidiado pelo Governo. Segundo a corretora de imóveis Sueli Fernandes, muitas famílias estão priorizando conforto, localização e acabamento com mais qualidade na hora de comprar um novo imóvel. “As pessoas que geralmente moravam em residências e hoje estão optando por morar em apartamentos, por exemplo, procuram um imóvel com um piso melhor, com mais vagas de garagem, elevadores. É um perfil depúblico mais exigente”, explica a corretora.
Seguindo esse perfil de comprador, muitas construtoras têm lançado projetos com três quartos, suíte, sala para ambientes maiores e uma gama de serviços dentro do próprio estabelecimento, como academia e área gourmet mais completa. Além disso, os materiais usados na finalização da obra também são mais qualificados. Revestimentos como porcelanatos, sistema de aquecimento a gás, garagens cobertas, entre outros itens, são características analisadas pelos compradores na hora de escolher um novo imóvel neste padrão. Conforto dentro de casa: novos empreendimentos já atendem perfil mais exigente Em São José dos Pinhais, cidade em franco desenvolvimento imobiliário, muitas das opções de apartamentos já se encontram nesse novo perfil de comprador. É o caso do San Diego Residence: alto padrão de acabamento que inclui revestimentos em porcelanato nas áreas frias, três dormitórios sendo uma suíte máster com closet, hidromassagem, banheiro com duas cubas e duas duchas, sacada com churrasqueira a carvão, dois elevadores e áreas comuns mobiliadas, como o espaço gourmet, espaço fitness, hall social, e sala de reunião. O prédio ainda conta com sistema de segurança com câmeras, videoporteiro e playground.

Segundo Sueli, que comercializa as unidades do San Diego Residence, a proposta da construtora é exatamente promover mais qualidade de vida e sofisticação a essa parcela de público que busca imóveis diferenciados. “Além da segurança e do conforto, esses apartamentos oferecem facilidades aos futuros moradores, como sistema de aquecimento a gás, dois elevadores, entre outras vantagens”, destaca a corretora. A localização também é um ponto positivo para o empreendimento: o San Diego Residence fica no centro da cidade e as unidades estão prontas para morar.


Por: Franciele Lima

Fonte: IBRAFI 

DIRETORES DA ASTRA VIRARAM ACIONISTAS DA REFINARIA DE PASADENA, SEM PAGAR NADA POR ISSO

domingo, 6 de abril de 2014


A Petrobras e a Astra Oil não foram as únicas sócias da refinaria de Pasadena. Logo após a estatal brasileira adquirir 50% do negócio por 360 milhões de dólares, a Astra firmou um acordo interno com seus funcionários atribuindo-lhes participação no negócio, segundo documentos obtidos pelo site de VEJA na Justiça do Texas. O porcentual foi retirado da fatia da Astra e transferido a alguns de seus diretores. O valor pago pelas ações, segundo depoimentos dos próprios executivos, foi zero. Mike Winget, então presidente da Astra, ficou com 7% das ações, enquanto o brasileiro Alberto Feilhaber e outros diretores abocanharam cifras mais singelas — de 1,7%. Em seu depoimento na Câmara de Arbitragem, Feilhaber reconheceu que a Astra lhe havia oferecido participação no negócio. Questionado se ele havia desembolsado algo por elas, o executivo, visivelmente nervoso, afirmou que não sabia. "Então essa participação lhe foi dada?", questionou um dos árbitros. "Eu acho que sim. Eu acho que foi algo como um bônus, algo assim", disse Feilhaber, de maneira vaga. Em outros depoimentos, diretores da Astra, incluindo o presidente Mike Winget, detalharam melhor o modelo de participação. Em vez de receberem bônus pelos resultados alcançados pela empresa belga, os executivos poderiam escolher ser premiados com ações da refinaria de Pasadena. Em troca de e-mails entre Winget e Chuck Dunlap, um dos poucos funcionários provenientes da Astra que ainda estavam em Pasadena em julho de 2008, Dunlap deixava claro que a única razão de estar ainda no grupo era a perspectiva da venda da participação da Astra para a Petrobras — e, consequente, o valor que embolsaria sendo acionista. Dunlap questionava Winget se ele continuaria protegendo seus interesses de acionista, mesmo se a situação se tornasse insustentável em Pasadena e ele se visse obrigado a pedir demissão. Dunlap pedia uma confirmação por escrito da existência do acordo que dividia as ações entre alguns diretores. "Se você naufragasse em seu barco na Costa Rica ou batesse a cabeça numa prancha de surfe, eu não iria querer ter de convencer Gilles (Samyn, presidente da controladora da Astra) dos termos do acordo que nós firmamos, sobretudo porque os termos desse acordo não estão claros", escreveu o diretor. Winget respondeu tentando tranquilizar o subordinado. Afirmou que garantiria o pagamento da participação a todos os envolvidos, não importasse o valor da venda da refinaria. "Eu não posso garantir qual valor será porque ainda não sei. Mas você receberá o mesmo patamar que o resto de nós, ajustado ao porcentual que você detém", disse o então presidente. Os documentos da Justiça americana não confirmam se a diretoria da Astra e alguns de seus representantes na refinaria de Pasadena, de fato, receberam seu porcentual correspondente pela venda à Petrobras. Mas, caso Winget tenha honrado o acordo firmado com os funcionários e convencido a Bélgica a aceitá-lo sem vetos, ele próprio teria recebido cerca de 50 milhões de dólares ao fim do litígio, enquanto Feilhaber teria abocanhado 12 milhões de dólares. Winget, atualmente, está aposentado — e o comando da Astra Oil Trading nos Estados Unidos está nas mãos do brasileiro Feilhaber, que acumulou mais de vinte anos de experiência como trader da Petrobras.

As estatísticas do IPEA e outras peças de ficção

http://www.chuvaacida.info/2014/04/as-estatisticas-do-ipea-e-outras-pecas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+chuvaacida%2FADqO+%28Chuva+%C3%81cida%29
Posted: 07 Apr 2014 02:28 AM PDT
POR JORDI CASTAN



A divulgação, de forma irresponsável, de uma pesquisa elaborada pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) e que, entre outros dados, informava que 65% dos brasileiros achavam que a forma de vestir das mulheres era um incentivo ao estupro, gerou uma forte reação em todo o país. Os dados apresentados pelo IPEA colocaram de uma hora para outra o Brasil na Idade Média ou na barbárie da Índia de hoje.



Se a fonte não fosse o IPEA, um mínimo de sentido comum deveria ter permitido identificar que os dados apresentados não faziam sentido. Se é verdade que isto não é Suécia tampouco vivemos na Índia ou no Afeganistão, países e sociedades em que o estupro não é visto como uma brutalidade inaceitável e milhares de mulheres são estupradas anualmente, com o silêncio cúmplice de toda a sociedade.

No Brasil, os casos de furtos, roubos e estupros lideram as pesquisas e junto com homicídios, latrocínios e assaltos ocupam um lugar predominante no ranking da violência e da criminalidade, neste país em que a vida vale cada dia menos.

Voltemos às pesquisas. A minha pesquisa favorita é a que utiliza a "teoria do frango" como metodologia. Ela parte da premissa que se hoje eu comi um frango e você nenhum, cada um de nos comeu meio frango. E estamos bem alimentados. Outros denominam esta metodologia "do freezer", aquela que diz que se colocamos a cabeça no forno e os pés no freezer a temperatura média será perfeita.

Aplicando esta lógica simples, para que 65% dos brasileiros achassem que a forma de vestir incentivava o estupro, seria preciso que em algumas regiões ou grupos pesquisados, praticamente a totalidade da população pesquisada manifestasse a sua concordância, para compensar o grupo, entre os que me incluo, que acha que cada um é livre para se vestir da forma que achar adequado, sem que isso possa servir de justificativa para que alguém seja estuprado.

As perguntas que não saem da minha cabeça são:
- Por que divulgar esta pesquisa justamente agora?
- Quem á encomendou e com que objetivo?
- Por que não houve uma análise mais criteriosa dos dados, quando foram divulgados?
- Ninguém percebeu o absurdo do resultado? Casualidade?

Não acredito em casualidades, tampouco acredito que Deus jogue dados. Acho sim que os pesquisadores do IPEA jogaram com os dados. Pode ser que os dados utilizados pelo IPEA sejam aqueles com seis lados, em que cada um dos lados está numerado de 1 a 6 e que são lançados ao azar, para quem gosta de acreditar na sorte.

Este episódio me deixa com a impressão que o nosso índice de crendice é muito elevado e a capacidade de análise dos dados e informações que recebemos a cada dia é cada vez menor. E assim ficamos mais vulneráveis e fazeis de manipular.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Trazida da Alemanha e adaptada para as necessidades brasileiras, a tecnologia sustentável construtiva tropicalizou o sistema wood frame e constrói casas em até seis meses



20140328112250774145e : Casas com tecnologia sustentável
As casas reduzem em 80% as emissões de CO² e em 85% os resíduos da construção, em toda a cadeia produtiva e entrega em até 6 meses
Trazida da Alemanha e adaptada para as necessidades brasileiras, a tecnologia construtiva Tecverde tropicalizou o sistema woodframe e se tornou pioneira em oferecer casas sustentáveis no país. Com 70% de seu processo industrializado, as casas reduzem em 80% as emissões de CO² e em 85% os resíduos da construção, considerados um dos mais poluentes do mundo.
As casas são resistentes e possui isolamento térmico e acústico. Além disso, oferece maior produtividade, podendo ser construída até três vezes mais rápida do que a construção tradicional. O arquiteto Diogo Cunha, testou a tecnologia sustentável residencial e construiu a própria casa com o sistema. “Não tenho dúvidas quanto às vantagens do woodframe de construção. Em 4 dias, minha casa estava de pé. Com a tecnolofia, saiu tudo conforme planejado”, entusiasma-se.
20140328112257573461o : Casas com tecnologia sustentável

De acordo com o diretor da fabricante, José Márcio Fernandes, a tecnologia de construção também pode ser utilizada para a Faixa 1 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida. “As sustentáveis são acessíveis à população, com desempenho termo-acústico superior ao sistema construtivo convencional”, destaca.
Seguindo esse modelo, em parceria com uma construtora, a fabricante irá entregar em abril o primeiro residencial sustentável e social do Brasil pelo Minha Casa Minha Vida. Chamado de Haragano, o condomínio tem 260 sobrados e 20 casas térreas com acessibilidade, incluindo uma especialmente preparada para deficientes visuais, além de uma escola pública.
Entre as vantagens apontadas pelo diretor da empresa, estão a redução de mão de obra. Nas estruturas e paredes essa redução está na modularização e industrialização; na industrialização do telhado e portas; na baixa carga suportada da fundação e economia com matéria prima e mão de obra devido à pintura interna sobre o gesso acartonado ser mais simples.
20140328112306411731i : Casas com tecnologia sustentável
Outros benefícios apontados pela fabricante são: a economia em gastos com energia elétrica, a construção da casa em até 6 meses, custos de mão de obra reduzidos pela metade em comparação à tecnologia convencional; redução de emissão de CO2 em 80% em toda a cadeia produtiva; redução de 90% nos resíduos de obra; sem surpresas com gastos a mais no custo e no prazo de execução da obra, além de conforto no sistema com isolamento térmico e acústico.
Segundo a fabricante, os projetos podem ser personalizados e financiados pelos bancos, pois o sistema construtivo foi homologado junto ao Ministério das Cidades e, portanto o financiamento é possível em diversas instituições, assegura o diretor da empresa. “uma parceria com o Banco Santander, que oferece o programa Construção Fácil, permite o financiamento de 100% do custo da obra limitados a 75% do valor do imóvel considerado pronto, em até 30 anos e com taxas bastante atraentes. A Caixa Econômica Federal também oferece o financiamento do imóvel, com prazo de 35 anos e financia até 80% do custo da obra”, assegura Fernandes.
20140328112325497302u : Casas com tecnologia sustentável

Fonte: Lugar Certo - Diane Lourenço - Correioweb

Dilma, Mantega e conselheiros da Petrobras podem sofrer no bolso por denúncia de investidores ao MPF


Posted: 03 Apr 2014 06:12 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Presidenta Dilma Rousseff e Guido Mantega (Ministro da Fazenda) agora são alvos de uma ação coletiva de responsabilidade civil que pede reparação de danos aos acionistas da Petrobras. A ação deve atingir outros conselheiros e membros da diretoria da empresa, especificamente na compra temerária da refinaria Pasadena, nos EUA: José Sergio Gabrielli, presidente da estatal na época, Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.

À beira de uma CPI que vai desgastar seu desgoverno ao limite, a Presidenta Dilma Rousseff começou a ser alvo ontem da primeira de uma avalanche de ações judiciais prometidas por investidores da Petrobras. O acionista minoritário Romano Allegro protocolou ontem reclamação no Ministério Público Federal pedindo a responsabilização da ex e do atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A notícia estourou bombasticamente na Assembleia Geral da companhia, ontem à tarde, no Rio de Janeiro. A ação tem o apoio do presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

A situação de Dilma fica complicadíssima. Na avaliação de especialistas em Direito Administrativo e Empresarial, será praticamente impossível salvar ela e os demais conselheiros da acusação de descumprir o "dever de diligência" de administradores, previsto no estatuto da Petrobras. Tudo fica ainda mais complicado porque a Presidência da República soltou uma nota oficial, no final do mês passado, confirmando que Dilma, quando presidia o conselhão da empresa, aprovou a compra da refinaria, com a questionável ressalva de ter sido mal assessorada sobre o assunto.

A pretensa tese das “informações incompletas” é derrubada pelo diretor afastado da Petrobras, Nestor Cerveró, responsável pelo relatório que recomendava a compra da refinaria Pasadena. Ontem, o advogado dele, Edson Ribeiro, sustentou a versão de que os membros do Conselho de Administração da Petrobras receberam, com antecedência de 15 dias, a documentação completa referente à compra da refinaria.

Edson Ribeiro derrubou a tradicional tese do “não sabia”, sempre repetida por membros do governo Lula-Dilma, sempre que algum grande escândalo vem à tona. O advogado garante que Cerveró vai provar que agiu corretamente: “No dia da apresentação de Cerveró foi feito o resumo de uma página e meia. Não havia as cláusulas de Put Option e de Marlim (que beneficiavam o grupo Astra, sócio belga na refinaria). Partiu-se do princípio que os conselheiros já tinham lido toda a documentação ou, então, tinham o aval de suas assessorias jurídicas. Nenhum conselheiro pode dizer que desconhecia”.

O destino que o MPF dará a ação judicial proposta pelos investidores pode escancarar o caminho para um futuro pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que seja apurada a participação dela, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, na compra superfaturada de uma refinaria defasada tecnologicamente e cheia de passivos ambientais bilionários, nos Estados Unidos.

Leia, abaixo, o discurso do Engenheiro Silvio Sinedino na Assembléia Geral da Petrobras: O constrangimento financeiro que o governo impõe a Petrobras

Confundindo o avião?


Versão reafirmada

O ministro Guido Mantega, alvo da ação dos investidores, repetiu ontem que a operação Pasadena foi corretamente aprovada pelo Conselhão da empresa:

“Eu tenho a certeza de que o Conselho agiu corretamente nessa ocasião. Ele é formado por pessoas da mais alta competência e analisou a compra com toda a profundidade necessária”.

Na quarta-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, reafirmou a posição do governo:

“Como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não recebeu, repito, não recebeu previamente o contrato referente à aquisição da refinaria Pasadena”.

Dias de agonia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou ontem que a instalação da CPI mista protocolada ontem pela oposição apenas será lida na sessão do Congresso marcada para 15 de abril.

Renan não atenderá ao desejo da oposição de convocar uma reunião extraordinária do Congresso, antes dessa data, para antecipar a leitura do requerimento.

Para dar uma providencial atrasada na inevitável instalação da CPI, Renan solicitou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado apreciasse a rejeição dele a um pedido feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Dividindo o ônus

Claramente, Renan não quer ser o avalista único da decisão de instalar a CPI que será fatal para o desgoverno, comprometendo a reeleição de Dilma.

Renan também não quer ser pintado pela opinião pública como o político que tenta sufocar a inevitável CPI:

“Depois da sessão de ontem, após várias questões de ordem, ficou evidenciado, a menos que haja insinceridade nas palavras proferidas, que segmentos políticos antagônicos no Senado desejam profundas investigações sobre os temas levantados. Ambos os lados apontaram fatos determinados que estão a merecer essa investigação política, ainda que sejam apuradas pelas outras instâncias competentes. A prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos narrados”.

China dominando a África


O governo de Moçambique entregou o projeto de implementação do Sistema de Radiodifusão Digital no país ao grupo Startimes Softwear Technology, da China.

A companhia vai operacionalizar o projeto de US$ 300 milhões através da sua subsidiária em Moçambique, resultado de uma parceria com a Focus 21.

Interessante é que a Focus 21 - uma holding da família do presidente da República, Armando Guebuza - controla 15% da referida subsidiária, designada Startimes Mozambique.

Poder familiar


A poderosa Valentina Guebuza, filha do Chefe de Estado, será presidente do Conselho de Administração da empresa com registro em Moçambique.

Valentina (bem na fita e na foto acima) cuidará da gestão da infra-estrutura, que irá garantir o funcionamento da rádio e televisão digital.

O consórcio será constituído ainda pela Televisão de Moçambique, Rádio Moçambique e Telecomunicações de Moçambique, ficando excluídas da gestão entidades privadas do setor.

Campanha pela Verdade Verdadeira

Acaba de ser lançada pelo Coronel de Infantaria e Estado Maior na Reserva, Paulo Ricardo da Rocha Paiva, a Campanha Nacional Verdade Verdadeira:

“Declaro que esta campanha é/está desencadeada por minha conta e risco, aproveitando tão somente os textos do Excelentíssimo Senhor General–de -Brigada R/1 Luiz Eduardo Rocha Paiva, que formato com ilustrações pelas quais assumo toda e qualquer responsabilidade”.

O coronel reúne textos e estudos que ilustra e repassa, por e-mail, a militares na reserva e na ativa.

Leia, abaixo, o texto de lançamento: Rebatendo os Juristas Ideológicos da Antianistia – I

Dane-se o avião?


Filme queimado


Escatologia premiada


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Abril de 2014.
Posted: 03 Apr 2014 06:16 AM PDT

Documento no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Silvio Sinedino

Prezados Presidente da Assembleia, Senhoras e Senhores Acionistas, Companheiras e Companheiros: Há pouco mais de dois anos me apresentava frente a vocês como o primeiro Conselheiro eleito para o CA como representante dos trabalhadores, e no meu discurso naquela Posse encontro passagens ainda atuais:

A Lei 12.353 do Governo Lula que permitiu essa eleição, antiga luta dos trabalhadores, trouxe também no seu bojo a proibição do Conselheiro eleito participar das discussões sobre questões trabalhistas incluindo Planos de Previdência. Não concordamos com essa limitação que tenta criar Conselheiros de duas categorias: uns, de 1ª categoria, que podem discutir tudo, e outro, de 2ª categoria, que só discute o que lhe é permitido. Lutaremos com os Sindicatos, Federações e Associações junto ao Congresso Nacional para acabar com essa interdição.

A Petrobrás, como sabemos, não foi criada em gabinetes, pelo contrário, foi a Luta do Povo nas ruas, na histórica Campanha “O Petróleo É Nosso” nas décadas de 40 e 50 quem a criou com o objetivo de servir à sociedade e ao desenvolvimento do País, o que fez durante o maior período da sua existência e merece ser resgatado.

Defendemos sem pejo a Petrobrás como empresa estatal. Assim ela foi criada e assim, também pelo esforço e competência dos seus trabalhadores, tornou-se esse gigante que é orgulho de todos os brasileiros.

Nosso Centro de Pesquisas tem que voltar a ser um gerador de conhecimento, tecnologia e patentes e não um gerenciador de contratos. O trabalhador tem que ser valorizado pelo seu esforço e realização, o desvio de função que frustra os novos profissionais e o assédio moral que aniquila os antigos devem ser combatidos.

Temos consciência da nossa responsabilidade e estaremos apoiados e fiscalizados pelos trabalhadores petroleiros. Manter essa ligação será nosso maior desafio e para isso teremos que, acima de tudo e de todas as divergências, aumentar a união da categoria em torno dos seus interesses estratégicos, para o que não economizaremos esforços. Lembramos que os Sindicatos e Associações são os trabalhadores organizados e devemos nos filiar maciçamente para que suas vozes sejam as nossas vozes.

Agora falemos um pouco do “hoje”:

O maior problema que a Petrobrás enfrenta no momento é o constrangimento financeiro que o Governo nos impõe. Em nome do combate à inflação, equivocado, já que em lugar nenhum do mundo o congelamento de preços domou a inflação, obriga-nos a vender por preços controlados o que estamos importando a preços internacionais.

Hoje não há mais o monopólio do petróleo, qualquer empresa pode importar derivados. Então por que obrigar a Petrobrás a vender derivados a preços subsidiados às próprias distribuidoras concorrentes? É isto o que o capitalismo chama de “livre mercado”?

Não bastando o prejuízo direto que nos causa essa política governamental, traz ainda malefícios marginais, pois para mantermos o ambicioso programa de investimento de US$46 bilhões/ano, estamos executando um plano agressivo de desinvestimentos movido muito mais pela necessidade financeira do que pela oportunidade de um bom negócio. Uma forma de canibalização da Companhia. Isso sem falar do nível de endividamento da Petrobrás que já é bem superior ao desejado pelo CA.

Ora, a Presidente Dilma tem um mandato que lhe confere o poder e a legitimidade para implantar suas políticas econômicas, mas não à custa do enfraquecimento daquela que é a locomotiva que puxa o crescimento do País. Vamos pensar um pouco: se a locomotiva fica mais fraca, o País cresce menos, a quem interessa? Com certeza não aos acionistas e muito menos ao Povo Brasileiro que é o dono da Petrobrás!

Se o Governo quer manter subsídios aos combustíveis, equivocado inclusive ambientalmente, deve fazê-lo às custas do Tesouro Nacional. Devemos lembrar que a Petrobrás não é propriedade do Governo de plantão. É da Nação. Os Governos passam e a Petrobrás permanece.

Com a representatividade que me foi conferida agora em segundo mandato, afirmo que não assistiremos calados, nem parados, a essa verdadeira sangria da Petrobrás. A se manter essa política de preços, tem que ser restabelecida com urgência uma “conta-petróleo” ou algo similar que estanque esse prejuízo que se dá a cada venda.

Outra grande preocupação é que o desespero pela produção a qualquer custo, comandado pela necessidade de fazer caixa, venha a fragilizar ainda mais a situação das nossas Plataformas e do nosso transporte aeronáutico. Os recentes acidentes tanto em Plataformas quanto em Refinarias vêm mostrar que há algo de errado em nossa política de SMES, e os Sindicatos, representação trabalhista legítima, devem ser mais ouvidos e acatados em suas reivindicações e denúncias.

Outro equívoco é dizer que o “conteúdo nacional” não é prioridade da Companhia. Já defendíamos na Posse anterior que a exploração do Pré-Sal deve se dar no ritmo do interesse nacional, o que inclui o estímulo à indústria nacional com bons empregos e salários. Não podemos nos esquecer do risco da chamada “doença holandesa” que é a desindustrialização em Países com grande receita em moeda forte pela exportação de produtos primários, como o petróleo.

Assim, rebaixar o “conteúdo nacional” é rebaixar a nossa indústria, é renegar uma história vitoriosa da Companhia que já chegou a ter três mil indústrias nacionais como suas fornecedoras. Sim, cabe à Petrobrás não só desenvolver-se, mas também levar junto com ela todo o País, é a sua Missão!

Ao mesmo tempo em que temos importado derivados por falta de capacidade de produção nacional, nossos Projetos de Refinarias atrasam e têm seus custos elevados ao limite da suspeição. A RENEST um projeto binacional que não tinha um Contrato Legal assinado, acabou (ainda não acabou!) sendo de um só País, o nosso, com custos realizados superiores a três vezes o orçamento original.

A obra do COMPERJ em área imensa de Itaboraí, tem hoje mais de trinta mil trabalhadores da construção civil distribuídos em centenas de canteiros de obra sob responsabilidade de dezenas e dezenas de terceirizadas e quarterizadas da Petrobrás. Além dos acréscimos de custo e atrasos de prazos já ocorridos, no momento há um clima de greve selvagem sem possibilidade de intermediação pelo Sindicato da Construção considerado pelego e que já teve um veículo queimado pelos trabalhadores revoltados.

Em recente Audiência Pública da Comissão do Trabalho da ALERJ foram dados testemunhos de comida estragada, falta de água e de água potável (em um verão de mais de 40o), alojamentos infectos, 60 a 70% de peões de fora da Cidade e do Estado. É urgente que a Petrobrás, dona da obra, como maior interessada no cumprimento dos prazos e dos custos previstos, tome a frente da negociação e encaminhe as soluções que não passam do cumprimento de direitos trabalhistas elementares.
        
As Refinarias ditas PREMIUM I e II, segundo a Presidente Graça logo após sua Posse, dependiam de provar suas viabilidades econômico-financeiras, o que pelo visto ainda não foi feito.

A Refinaria de Pasadena é foco de toda a imprensa a ponto de motivar o requerimento de uma CPI no Senado. Desde junho de 2012 é público que foi escamoteada do CA, pelo menos, a garantia dada pela Petrobrás ao sócio de uma rentabilidade de 6,9% a.a. Por que é cobrada agora a atuação da Presidente Dilma no caso, quando não tem mais ligação com o CA, e não é cobrado o atual Presidente do CA? Por que o Ministro Mantega não se interessou em pautar a apuração dessa responsabilidade pelo engano ao Conselho de Administração? Ou não é importante, no mínimo para que o fato não se repita? Por que não houve repercussão à época? Porque 2012 não tinha eleição presidencial ...

Se havia dúvida quanto à importância de um Conselheiro eleito pelos trabalhadores vê-se agora que há um aumento da transparência que é a melhor defesa da Petrobrás. Enquanto trabalhadores desejamos um ambiente de trabalho limpo e saudável, em todos os sentidos. Quem prejudica a Petrobrás não é quem revela o malfeito e cobra apuração e sim quem o pratica.

Não poderia terminar sem falar na Petros, nossa Fundação de Seguridade que teve um déficit técnico de mais de R$5 bilhões durante o ano de 2013. Como os Planos de Previdência da Petrobrás a têm como fiadora de última instância é imperativo que Diretoria Executiva se aproxime mais do seu dia-a-dia visando melhorar a qualidade de seus investimentos e evitar a continuação de transferências ilegais de patrimônio entre os diversos Planos administrados pela Petros, o que resultará em mais Ações Judiciais contra a Petros/Petrobrás.

Para concluir quero passar uma mensagem de otimismo e confiança no futuro da Petrobrás: temos um magnífico portfólio de blocos na área do Pré-Sal; temos conhecimento e tecnologia para explorar e produzir; nossos profissionais maduros são de grande qualidade e nossos jovens profissionais chegam cheios de novas ideias e vontade de aprender.

Temos sim que defender a Petrobrás nessa hora difícil para que todo o seu potencial se realize para o bem de seus trabalhadores, acionistas e principalmente para a população brasileira. A imprensa publicou que o número de acionistas da Petrobrás diminuiu em 16% nos dois últimos anos. Claramente os pequenos investidores assustados com os alarmes, até de quebra da Petrobrás, vendem suas ações enquanto os especuladores de mercado e espertos de plantão, prováveis responsáveis pelos boatos, as compram na “bacia das almas” reforçando suas posições, sabedores que são do futuro brilhante da nossa Companhia.

Termino esse discurso como há dois anos atrás: queremos renovar o compromisso assumido com os petroleiros e estendê-lo a todos os acionistas: trabalhar de forma independente para o desenvolvimento e perenidade da Petrobrás com a visão da sua criação, de ser um indutor do crescimento nacional, com valorização permanente do trabalhador, com respeito ao meio-ambiente e desenvolvimento social do País.

Um forte abraço às Companheiras e aos Companheiros, e muito obrigado pela atenção.


Silvio Sinedino, Engenheiro, é representante dos empregados no Conselho de Administração da Petrobras. Discurso lido ontem, 2 de abril, na Assembleia Geral da Petrobras, no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

21 propostas para o Conselho que autorizou a compra da Refinaria de Pasadena (para fazer jus ao Século 21)





Revista Bula

21 propostas para o Conselho que autorizou a compra da Refinaria de Pasadena (para fazer jus ao Século 21)

Em 2006, O Conselho de Administração da Petrobras, presidida pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, autorizou a empresa a comprar uma refinaria sucateada em Pasadena, na Califórnia (USA), por um valor astronômico, que no final chegou a mais de 1,3 bilhão de dólares. Sendo que a tal refinaria havia sido trocada de mãos um ano antes por meros 42 milhões de dólares. Questionada sobre o negócio ruinoso, a presidente disse que o relatório da diretoria que foi para análise omitiu informações que, se tivessem sido apresentadas, a compra não aconteceria. Sem entrar no mérito da questão, a lista abaixo sugere apenas alguns negócios, que com essa displicência, poderiam receber o “autorizo” do Conselho.  
1 — Uma indústria de extração e refino na Bolívia (a que tinha lá o Governo de Evo Morales confiscou);
2 — Uma joit venture petroleira com a Venezuela de Maduro, com aval (psicografado) de Hugo Chaves;
3 — Um mega lote de ações preferenciais da OGX, de Eik Batista;
4 — Uma rede de açougues daqueles outros Batista (os da Friboi, pendurados no BNDES);
5 — Uma mina de ouro no Cometa de Halley, para quando passar perto da Terra, em 2061;
6 — Um garimpo de diamantes em Netuno;
7 — Um lote de bilhetes de frete pela Ferrovia Norte-Sul (há 28 anos em construção e sem previsão de término);
8 — Uma fazenda a ser irrigada pela transposição do Rio São Francisco (por motivos óbvios);
9 — Um açude da Sabesp do Sistema Cantareira;
10 — Os direitos de um contrato de prestação de assessoria de Zé Dirceu;
11 — Uma doca no Porto de Mariel, em Cuba, para exportar a soja brasileira;
12 — O fundo de mercado dos bancos Bamerindus e Nacional com seguro do Lehman Brothers;
13 — Uma indústria de geladeiras na Groelândia;
14 — Lotes de CPRs da Boi Gordo e da Avestruz Master;
15 — Direitos de exploração de satélites do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno, em Alcântara, no Maranhão (explodido em agosto de 2003, dois dias antes da data prevista para o lançamento do primeiro foguete);
16 — Uma plataforma de petróleo sem âncoras de estabilização;
17 — Uma jazida de petróleo no pós-pre-sal (já chegando no Japão);
18 — Um porta-aviões da Segunda Guerra (testado e aprovado);
19 — Uma frota de aviões-caça que de tão novos nem foram testados ainda;
20 — Um pacote de energia elétrica, no atacado, das turbinas eólicas (não há rede de distribuição);
21 — Uma cobertura em Marte com vistas para os anéis de Saturno (para curtir a aposentadoria).