segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Setor de imóveis mostra sinais de exuberância na Europa



Agência Estado
Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.
Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.
Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.
"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.
Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.
Alerta
O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.
O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.
Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.
Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido. (Fernando Nakagawa) - Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.
Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.
Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.
"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.
Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.
Alerta
O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.
O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.
Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.
Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fundo imobiliário rende até 11% ao ano com queda de cotas

Com cotas mais baratas, o retorno pago pelos fundos aos investidores aumenta por causa da renda dos aluguéis

Angelo Pavini, da 
Germano Lüders/EXAME
Imóveis na região do Jardins, São Paulo
Imóveis no Jardins, em São Paulo: Segundo a Uqbar, para cada 100 reais investido em cotas em dezembro, o investidor receberia 88 centavos 
São Paulo - A alta dos juros derrubou o valor das cotas dos fundos imobiliáriosnegociados na BM&FBovespa, o que acabou por ampliar o retorno em rendimentos, o chamado “dividend yield” esperado para essas carteiras para o maior nível dos últimos anos. O retorno médio dos fundos negociados em bolsa chegou ao equivalente a 11% ao ano líquidos em dezembro. Mas há riscos para o investidor, que precisa avaliar o que está comprando.
Segundo estudo da consultoria especializada Uqbar, o índice IFIX, que mede o desempenho das cotas dos fundos imobiliários na bolsa, atingiu dia 16 de janeiro 1.335 pontos, o menor nível desde maior de 2012, logo após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em elevar os juros a 10,5%. Desde o pico de 1.620,81 pontos em 4 de fevereiro de 2013, o IFIX perdeu 17,6% até dia 16. Em relação a dezembro, quando estava em 1.374,70, o IFIX perdeu mais 2,89%.
A queda é um reflexo que a concorrência das outras aplicações de renda fixa fazem aos fundos imobiliários. Aplicações em fundos, papéis do Tesouro ou de bancos, com juro maior, menor prazo e maior liquidez, acabam roubando investidores das carteiras imobiliárias.
Cota menor, “dividend yield” maior
A queda das cotas provoca, porém, um aumento do retorno pago pelos fundos aos investidores. Como os fundos imobiliários têm em suas carteiras empreendimentos que rendem aluguéis, como shopping centers, prédios comerciais e até prédios de hospitais, eles possuem uma rentabilidade relativamente estável, o que traz distribuições mensais aos cotistas. Assim, ao comprar uma cota de um fundo por um preço mais baixo, o investidor terá aplicado menos para ganhar o mesmo rendimento em aluguéis, o que amplia o retorno da aplicação.
Pelos cálculos da Uqbar, o rendimento médio dos fundos imobiliários atingiu em dezembro de 2013 0,88%. Ou seja, para cada R$ 100 reais em cotas, o investidores receberia R$ 0,88. Parece pouco, mas essa taxa equivale a um ganho anual de 11,09%, isento de imposto, mais que o juro básico Selic, de 10,5% hoje, percentual ainda sujeito a tributação. Em janeiro de 2013, a média de retorno dos fundos foi de 0,68% no mês.
Ganho superior ao CDI
Como comparação, o juro pago pelo referencial da renda fixa, o CDI, pagava 0,74% brutos e 0,63% líquidos, considerando uma alíquota de imposto de 15%, relativa a aplicações acima de dois anos de prazo. Como os rendimentos dos fundos imobiliários são isentas de imposto para pessoas físicas, a rentabilidade de 0,88% superava em 0,25 ponto o juro médio líquido do mercado, de 0,63% em dezembro. ”Analisando exclusivamente por esse ângulo, o mercado de Fundos Imobiliários terminou o ano em seu ponto mais rentável e barato”, afirma a Uqbar em artigo publicado em seu site.
E esses cálculos foram feitos com base nas cotas de dezembro. As cotas atuais estão ainda mais baixas, o que significa que o retorno deve ser ficado ainda maior.
Renda garantida tem fim
A consultoria alerta que há uma presença maciça de fundos imobiliários com renda garantida, ou seja, que por não terem ainda inquilinos, prometem determinado ganho ao investidor por um período definido. Caso não consiga alugar o empreendimento após essa fase garantida, ou se tiver de alugar por um valor mais baixo que o projetado, o rendimento do fundo pode cair. Por isso, o rendimento registrado nos últimos meses pode não se repetir, o que exige do investidor cuidado ao aplicar em cotas de fundos imobiliários.
Projeção de até 14,89%
A Uqbar fez uma lista dos fundos que projetam o maior retorno em termos de rendimentos nos próximos 12 meses, tendo como base o rendimento pago durante todo o ano de 2013 e o preço médio da cota do fundo em dezembro, discriminando também os que são de renda garantida e os que já estão com seus rendimentos definitivos.
Nesse cálculo, o fundo imobiliário com maior retorno projetado era o Floripa Shopping, com 14,89%, mas que está em processo de renda garantida. Em seguida vem o JS Real Estate Renda Imobiliária, com 13,24% de retorno, e que não está mais em renda garantida. O Vila Olímpia Corporate aparece com projeção de 12,86%, o BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower, de 12,57% e o Rio Negro, de 12,55%, todos em fase de renda garantida, ou seja, não há garantia que esse rendimento vai se manter.
Vacância maior
Há ainda outros riscos, como a crescente taxa de vacância dos imóveis em São Paulo. Se um inquilino deixa o imóvel, o fundo perde aquela rentabilidade até arrumar um novo. É o caso do BTG Pactual Corporate Office Fund, ou BC Fund, maior fundo do mercado. Em dezembro, o fundo informou que havia concluído a locação de um andar vago no edifício Eldorado Business Tower (Eldorad0), responsável pela maior parcela das receitas da carteira.
Mas, no mesmo comunicado, o fundo informou que dois locatários do mesmo imóvel estavam deixando oito andares. Odebrecht e sua controlada Braskem anunciaram que não renovariam seus contratos, que venciam em março, pois estavam mudando para um prédio próprio que ficará pronto este ano. Dessa forma, o gestor já estava tentando arrumar novos inquilinos para o prédio.
Os dois inquilinos representavam 9,2% da receita total do fundo. Em agosto, também a GE havia desocupado quatro andares do prédio, dos quais um foi ocupado somente em dezembro.
A Uqbar chama a atenção para o fato de que essa rotatividade de inquilinos mostra a tendência de alteração do mercado de edifícios corporativos em São Paulo e seu impacto nos fundos imobiliários. Há um aumento da oferta de prédios, com novos empreendimentos sendo entregues, e uma elevação da taxa de vacância, ou seja, de andares vazios.
O resultado é uma queda nos preços médios de locação de edifícios de alto padrão, de R$ 148 mil no fim de 2012 para R$ 145 mil o metro quadrado no terceiro trimestre de 2013, segundo relatório da CBRE citado pela Uqbar.
Esse é outro risco que o investidor em fundos imobiliários deve olhar com cuidado, sob o risco de esperar uma rentabilidade que pode demorar para vir, apesar dos preços mais baixos. Para a Uqbar, com a ampliação do estoque e a demanda menos aquecida, o valor das locações tende a se estabilizar ou até cair.
Já a taxa de vacância é crescente e já é a maior em cinco anos, o que pode levar a uma absorção mais lenta de novos imóveis pelo mercado, com impacto nos fundos imobiliários, especialmente no segmento de edifícios de alto padrão em São Paulo. Ou seja, o investidor pode demorar mais para receber o rendimento ou acabar com um ganho menor que o projetado.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Roseana é salva porque pedido de impeachment foi protolado sem cópia e reconhecimento de firma


Posted: 17 Jan 2014 04:05 AM PST
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

No Maranhão, a Família Sarney parece invencível. “Requerimento entregue em via única, sem cópias e sem reconhecimento de firma em todas as folhas”. Este foi o motivo supostamente “legal” e providencialmente burocrático apresentado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Arnaldo Melo (PMDB) para arquivar o pedido de impeachment feito por advogados contra sua companheira de partido, a governadora Roseana Sarney Murad, O processo nº. 0139/2014 foi para arquivado no lixo da História.

Melo informou que seguiu parecer da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa (PGA), de acordo com o qual o pedido de impedimento de Roseana não observou as exigências do artigo 277 do Regimento Interno da Assembleia. A regra impõe que a representação seja feita com firma reconhecida e rubricada folha por folha em duplicata, com uma das vias seguindo para a governadora, que teria 15 dias para se manifestar. Curioso é que o parecer que salvou Roseana leva o número 13. E foi providencialmente emitido em 15 de janeiro de 2015. Ou seja, anteontem...
Além do erro material, a PGA considerou não haver justa causa para o pedido de afastamento de Roseana. O pedido de impeachment foi apresentado por um grupo de advogados, liderado por Eloísa Machado de Almeida, que atuam na área de Direitos Humanos por conta da crise no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. O pedido se baseou no artigo 75 da Lei 1.079/1950, que permite a todo cidadão denunciar o governador por crime de responsabilidade.

“Sem cópia, não tem impeachment” foi a mais criativa e cínica desculpa burocrática que poderia ser arranjada para manter Roseana no poder no estado governado segundo normas quase feudais pelo clã do sempre poderoso imortal José Sarney. A resolução salvadora do deputado Arnaldo Melo foi publicada na página 3 da edição de ontem do Diário Oficial da Assembleia Legislativa Maranhense.

Mas o mais triste de tudo é que o Maranhão continua sem uma prisão com condições dignas para receber seus bandidos..

Tudo dominado

Circula como piada na internet, mas é muito sério o fenômeno Sarney no Maranhão.

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola  Sarney ou, Roseana Sarney;

- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto,  Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá  até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade  particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.

- Se estiver no  interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário: Sarney!

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue  a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se  quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José  Sarney.

- Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...

Minha casa, minha cela


O verdadeiro valor do aluguel da casa alugada em Brasília pelo filho Ronan, para o pai José Genoíno cumprir pena de prisão domiciliar pelo mensalão, é de R$ 14 mil e não apenas os R$ 4 mil revelados pelo Estadão de ontem.
A informação é de corretores imobiliários de Brasília – que acharam uma piada o primeiro valor informado.
Além de morar bem, Genoíno ainda vem obtendo sucesso na campanha de arrecadação para pagar a multa de R$ 667,5 mil imposta pelo STF.


Explica, Moreira
Texto de carta de leitor publicada hoje no Fórum do Estadão, assinada pelo Capitão de Mar e Guerra Paulo Roberto Gotaç:
“Seria aconselhável que o ministro da Secretaria de Aviação Civil, sr. Moreira Franco, uma das mais enigmáticas figuras da política brasileira, autêntico representante da cultura do fisiologismo de interesses, venha a público e esclareça, em termos simples e diretos, o significado real da estranha reviravolta verificada no episódio das concessões à iniciativa privada, coordenadas pelo Estado de São Paulo, anteriormente autorizadas pela Secretaria, de cinco aeroportos regionais. Declarar que se tratou de erro administrativo e exonerar o funcionário que presumivelmente o levou a assinar sem saber o que estava decretando é muito pouco. A sociedade merece e aguarda uma explicação mais plausível e convincente”.
A canetada esquisita do Moreira impede que São Paulo ganhe cinco aeroportos essenciais

Decisão sensata

“Se o tal movimento ‘rolezinho’, efetivamente vier a representar uma ameaça, compete então à Polícia agir, como assim recentemente fez, com competência, nos movimentos populares que se sucederam nas ruas das cidades de todo o país, combatendo eficazmente os atos de vandalismo. Como se viu, não houve proibição do desejo de reunião e manifestação de vontade, mas tão somente se reprimiu atos dos vândalos”.

Foi com essa decisão sensata que o juiz Alexandre Eduardo Scisinio
, da 9ª Vara Cível de Niterói, indeferiu, o pedido de liminar que pretendia impedir os chamados “rolezinhos” no Plaza Shopping, no Centro da cidade.

O triste é que, enquanto o juiz niteroiense age com sensatez, o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, se lança na mídia como defensor dos arruaceiros...

Protesto Italiano


“Battisti Assassino” é o título do cartaz que circula entre italianos, propondo um boicote á Copa da Fifa no Brasil, em função de o país ter dado asilo ao terrorista e assassino Cesare Battisti.

Kit cadeia


Perigo peemedebista


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Janeiro de 2014.

PERDA DE IDENTIDADE, por Rapphael Curvo


Li a grande bronca que o “Barba” deu na Dilma, sua aprendiz. Chamou a presidente no seu escritório em São Paulo e tascou-lhe uma descompostura política com argumentos de sábio enrolador dizendo a ela como se faz para ganhar votos. Olha Dilma, diz ele de forma dura em altos brados que até os visitantes escutaram, você precisa carregar nos braços aquela criancinha com “remelecho” nos olhos, caminhar com o povão, descer do salto alto, descer do palanque e por aí vai. Essa é a política no Brasil. Ganha-se eleições não com propostas e metas de governo, mas com abraço falso, ações falsas e atitudes debochadas e com desfaçatez.
O povo é um mero detalhe é deve ser usado como massa de manobra. Como está fazendo o Prefeito de São Paulo, o falso educador Fernando Haddad ao enviar mensageiros para debater com os comandos dos “rolézinhos”, aprovados por Dilma, com políticas de fachada como a voltada ao grupo consumidor de “crack” ao oferecer hotel, comida e diária que chegam a um ganho mensal de R$ 300,00 por quatro horas de trabalho, mesmo que não trabalhe, financiando com dinheiro público o consumo da droga sem qualquer contrapartida dos viciados em relação a tratamento ou compromisso de deixar a droga. Enquanto isso, outros desprovidos sociais ralam para serem corretos e batalham de sol a sol, enfrentam duras viagens com seu dinheiro suado e minguado, chegam em casa sem ter, muitas vezes o leite das crianças, tendo poucas horas de sono de descanso e moradia em favelas, sem qualquer apoio de governo. Vá te catar Fernando Haddad.
imagesOutra piada deste país da piada pronta é o aumento da taxa básica de juros, a Selic, para 10,5%. Parece que foi uma atitude voltada a defesa da economia brasileira, mas outra motivação existe por baixo do pano. É a ida da presidente a reunião Davos. O que se pretende com essa elevação da taxa é dar uma satisfação ao empresariado internacional que está em descrédito com a economia brasileira ante os riscos de quebra. A economia vai muito mal. “Contabilidades criativas” estão rolando em todos os setores para fechar contas que em 2013 ficaram por um risco. Não fossem os extras que entraram no milagre, não estavam previstos, e mais uma dúzia de calotes, contas a pagar encaixotadas para 2014 ou falte de repasse como o do SUS, a conta não fecharia.
Outro dia, o novo mago da educação, ministro Mercadante, debochadamente, diz que o Brasil avançou na área do ensino. Ficamos em 58º lugar na classificação dos 65 países que prestaram o exame de avaliação da OCDE. Esse resultado é a prova da desqualificação em que se encontra a educação brasileira. O MEC do ministro Mercadante, há muito já sabia da situação da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, com “c” mesmo. Nenhuma atitude foi tomada em todo o transcorrer do processo de dificuldade financeira do Grupo Galileu, mantenedor. Sabiam que o grupo estava caminhando para a paralisação. Mesmo assim, o MEC deixou 9.500 alunos jogados a própria sorte e agora estão todos sem qualquer rumo do que fazer, inclusive o MEC. “Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade……”, art. 285 / CF. Não tem como o Sr. Mercadante se eximir da responsabilidade como tem feito até agora.
É flagrante que o Brasil anda sem administradores no corpo do governo. A passagem de muitas obras e administração a iniciativa privada demorou. A privatização das estradas levou 12 anos para ser entendida e descobrir os benefícios desse procedimento adotado pelo FHC em seu governo. Dilma, ao associar-se ao “rolézinho” não irá evitar as grandes manifestações populares que certamente irão tomar conta das ruas das cidades brasileiras. Estão segurando o novo aumento dos combustíveis para junho dentro da ótica de que com a Copa do Mundo o impacto fica amortecido pela campanha do time do Brasil. É bem capaz que tal aumento seja anunciado logo após uma grande vitória. O governo e o País estão com perda de identidade.
Jornalista e Adv. Rapphael Curvo
raphaelcurvo@hotmail.com
Adv. Ellen Maia Dezan Curvo
OAB/SP 275669
ellendezan@hotmail.com
www.xprospector.com.br

A DANÇA DOS MENSALEIROS E SEUS PARTIDOS MARAVILHOSOS, por Luciana Macedo


253006_465688886795631_1158914596_nE na dança das denúncias do mensalão que já tem até ramificações, encontramos o governo do PT enrolado até para cima do pescoço, ficando só a cabeça do esquema do lado de fora.
Agora há a denunciação de que vultosos valores, cifras significativas evadiram divisas e foram parar do outro lado do atlântico. Nada mais, nada menos de contas nos banco suíços.
Seria por acaso que tal fato aconteceria?
A denúncia estampada nas páginas do jornal Folha de São Paulo é clara em demonstrar que o esquema ocorrido no Distrito Federal pelo então governador José Roberto Arruda ultrapassou a fronteira e que os Procuradores estão empenhados em repatriar os milhões de dólares para os cofres públicos, promovendo assim a justiça que o povo brasileiro merece.
Espertos? Corruptos? Ladrões?
Já não é possível encontrar um ou outro partido cujos seus membros sejam capazes de honrar o voto de seu eleitorado. Em cada partido político investigado há ao menos um envolvido em um processo de corrupção, ao menos.
Vai entender o que acontece com as pessoas que nos palanques apresentavam um programa de governo coerente com as necessidades de cada um dos eleitores!
Vai entender o que se passa na cabeça de uma pessoa que, quando está com o microfone na mão é uma pessoa e quando está atrás da mesa para deliberar sobre assuntos de interesse da população, é outra pessoa!
Vai entender quais as propostas são feitas por detrás dos panos ou na calada da noite quando os governantes e legisladores resolvem encontrar um caminho diverso daquele que o elegeu!
Fato é que as eleições estão bem aí, às portas de todo o brasileiro habilitado com um documento simples que lhe dá poder, poder que muitos nem imaginam o tamanho!!!
Será possível que o eleitor não vai aprender que só com mudança é possível encontrar candidatos competentes o suficiente para dizer não à esperteza, à corrupção e aos assaltos a mão armada?
É possível que haja um ou outro membro dentro desses partidos políticos em que possa ter reconhecido o valor do voto de cada eleitor brasileiro. Este é um bom momento para reflexão sobre esse candidato.

O preconceito vive

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Um restaurante que discrimina uma pessoa negra e sozinha deveria perder o alvará para funcionar

WALCYR CARRASCO
14/01/2014 07h00 - Atualizado em 14/01/2014 07h37
Em meio a tantas ONGs, grupos que vigiam cada frase da novela, tenho refletido sobre como o preconceito sobrevive, intenso, no cotidiano. Hoje mesmo fui surpreendido com um texto do escritor Aguinaldo Silva em seu blog. É público e notório que Aguinaldo e eu não somos os melhores amigos. Mas fiquei chocado com a situação que ele viveu. Aguinaldo foi a um restaurante em Petrópolis, da cervejaria Bohemia. Primeira situação de preconceito: não queriam arrumar mesa para alguém sozinho. É fato. Pessoas sozinhas sofrem preconceito em restaurante. Muitas vezes, nos japoneses, já me quiseram sentar no balcão. Como se o solitário não tivesse direito a ocupar uma mesa. Existe preconceito contra a solidão? Existe sim. Uma das primeiras perguntas sempre feitas a alguém que se separou é:
– Mas você está com alguém?

Há uma cobrança contínua de que a pessoa tenha alguém. Mesmo em novelas, atores que não terminam com um par romântico sofrem, como se o papel não tivesse valido a pena. Uma pessoa sozinha num restaurante é observada, encarada, como se tivesse algo errado.  Aguinaldo conseguiu sua mesa, improvisada numa área que não era responsabilidade de nenhum garçom. Portanto, ninguém o atendia. Óbvio, não o tinham reconhecido como Aguinaldo Silva, o grande autor de novelas. Aguinaldo é negro. Os garçons o trataram como um cliente de terceira categoria. Reclamou. Quando conseguiu pedir, o garçom, ao trazer o picadinho, espirrou no prato, enquanto seus colegas riam. Segundo o próprio Aguinaldo, ele comeu o picadinho com espirro e tudo. Eu jamais teria feito isso. Talvez atirasse o prato na cara do garçom, e terminássemos na polícia. Mas eu sou branco, não estou acostumado a conviver continuamente com situações de preconceito. Deve ser muito mais difícil para alguém que ao longo de uma vida toda é massacrado por olhares, atitudes, desrespeitos. A não ser quando o reconhecem como o grande autor que ele é.

Eu já vivi situações de preconceito sim, pela pobreza, durante boa parte da minha vida. Às vezes economizava para comprar uma camisa bacana. Entrava na loja do shopping, a vendedora me olhava de alto a baixo, respondia com voz gélida e má vontade. Desprezo absoluto. Uma conhecida, diretora de uma faculdade, é gorda. Veste-se com calças apertadas, camisetas soltas. Ia para o aeroporto. A alça da bolsa arrebentou. Parou no shopping, entrou numa loja e apontou uma bolsa, perguntando o preço. A vendedora:

– Olha, a senhora não tem condições de comprar essa bolsa.

Minha amiga é rica. Chamou a gerente, fez um barulho. Mas existe preconceito contra gordo, contra quem não é elegante e, principalmente, contra negros e quem é ou parece pobre.
É tão internalizado que às vezes a pessoa nem percebe. Tenho um amigo cujo filho é negro. É apaixonado pelo menino e ótimo pai. Se dá bem com a ex, negra. Em conversa,  ele não entendia por que eu acho que a existência de um elevador social e outro de serviço é preconceito.

– Se um médico vai dar consulta no apartamento de alguém, não pega o elevador de serviço. Ele é usado para discriminar os de aparência pobre ou negros. – Insisti. – O que impede a empregada do vizinho de subir no mesmo elevador que eu?

Meu amigo não havia pensado no assunto. Fui adiante.

– E o banheiro de empregada? Por que a empregada não pode usar o mesmo que o patrão?
O elevador de serviço e o banheiro de empregada estão tão banalizados no cotidiano que não se pensa no preconceito embutido em sua simples existência. É a discriminação, incorporada pelas imobiliárias.

Tenho um grande amigo, Júlio, filósofo, de meia-idade. É negro. Várias vezes, quando desce sua rua, próxima à Augusta, em São Paulo, nota que ela está deserta. Se há um casal mais adiante, ao vê-lo instintivamente a dupla atravessa para a outra calçada. O preconceito também funciona ao contrário: num recente assalto num prédio de luxo em São Paulo, um casal bem vestido apresentou-se na portaria. Imediatamente, abriram os portões. Foi a senha para depenarem o prédio todo. Em meu prédio, no Rio de Janeiro, várias pessoas entram sem ser anunciadas por estarem bem vestidas. É o preconceito na contramão.

Já fui contra a política de cotas para negros no trabalho. Hoje sou a favor. E também sou a favor de penalidades severas contra quem demonstra preconceito. Um restaurante que discrimina uma pessoa negra e sozinha simplesmente deveria perder o alvará para funcionar.