sábado, 14 de setembro de 2013

LINDBERGH FARIAS É ACUSADO DE COMPRA DE SENTENÇA JUDICIAL

sexta-feira, 13 de setembro de 2013


A revista Época que está chegando nas bancas apresenta denúncia contra o senador Lindbergh Farias, nome do PT para disputar o governo do Rio em 2014. Reportagem fala em uma “máquina de dinheiro”, que seria a peça-chave de um inquérito aberto neste ano no STF para investigar o senador e o desembargador José Carlos Paes, do Rio de Janeiro. O empresário carioca Murillo de Almeida Rego, acusado pela CPI dos Correios de montar operações contra fundos de pensão de empresas estatais é, segundo a reportagem, personagem central na denúncia do suposto esquema, porque ele teria filmado uma conversa de 2008, quando um assessor do senador levou R$ 150 mil para ele, dinheiro que serviu para derrubar uma decisão judicial de José Carlos Paes, que prejudicaria o petista. Confira texto na íntegra:
"Em 2005, o empresário carioca Murillo de Almeida Rego foi acusado pela CPI dos Correios de montar operações para lesar fundos de pensão de empresas estatais. Depois do episódio, abandonou a carreira no mercado financeiro. Como suvenir daquele tempo, conservou em casa uma máquina de contar dinheiro. O aparelho voltou a ser útil na manhã chuvosa de 22 de fevereiro de 2008, quando Jayme Orlando Ferreira bateu à porta de seu apartamento, no Rio de Janeiro. Jayme era assessor de Lindbergh Farias. Naquela época, o hoje senador do PT do Rio era prefeito da cidade fluminense de Nova Iguaçu. Jayme trazia uma mochila cheia de dinheiro. A maquininha contou R$ 150 mil. Murillo tinha uma câmera escondida na sala de visitas. O equipamento registrou a maquininha em ação e gravou 40 minutos de uma conversa nada republicana. A primeira menção ao vídeo foi feita em maio de 2008, numa reportagem publicada pelo jornalista Mino Pedrosa. No texto, ele acusou o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira, de ser o destinatário de propina do grupo ligado a Lindbergh. Incitado por Marfan, o Ministério Público do Estado moveu uma ação por calúnia contra Pedrosa e, em 2009, solicitou uma perícia da gravação. A Justiça constatou que Pedrosa deturpou os diálogos do vídeo e, por isso, ele foi condenado. Procurado por ÉPOCA, Pedrosa não se manifestou até o fechamento desta edição. Agora, ÉPOCA obteve com exclusividade a degravação do vídeo, feita por uma perícia do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. No diálogo, duas coisas intrigaram especialmente os procuradores. A primeira é a pergunta óbvia: quem mandou e a quem se destinava o dinheiro da mochila? A segunda é um trecho do vídeo em que o assessor Jayme Ferreira menciona um acordo para derrubar uma decisão judicial que prejudicaria o então prefeito Lindbergh, candidato à reeleição em 2008. Jayme fala num dinheiro destinado ao desembargador José Carlos Paes, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O vídeo caiu nas mãos do Ministério Público do Rio de Janeiro em 2009. Foi encaminhado no ano seguinte ao Ministério Público Federal, por envolver um desembargador. Depois de analisar as transcrições, os procuradores enxergaram indícios de pagamento de propina ao magistrado. Por isso, o caso foi remetido, em junho de 2012, ao Superior Tribunal de Justiça, a quem compete julgar desembargadores. Ao constatar o envolvimento de Lindbergh, o ministro Humberto Martins despachou: “Se um dos supostos envolvidos na prática do crime de corrupção ocupa hoje o cargo de senador da República, compete ao Supremo Tribunal Federal conduzir a presente sindicância”. O STF entendeu que havia elementos suficientes para autorizar a abertura do inquérito investigando Lindbergh e José Carlos Paes. Isso foi feito em 13 de fevereiro deste ano. Uma das primeiras providências autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso, foi mandar a Polícia Federal ouvir Murillo e levantar processos no Tribunal de Justiça que, entre 2004 e 2008, tivessem Lindbergh e Jayme como réus ou condenados. Lindbergh também será ouvido no Supremo. A investigação sobre o conteúdo do vídeo se dará em duas frentes: origem e destino do dinheiro e suspeita de compra de decisões judiciais. Há pistas sobre a questão da mala de dinheiro. Em depoimento prestado à Justiça Estadual em julho de 2010, Murillo afirmou que emprestara a quantia a Lindbergh – e que Jayme, o assessor da mochila, trouxe o dinheiro para quitar a dívida. Murillo disse que não sabia que destino Lindbergh daria ao dinheiro. Afirmou que “tinha o hábito de emprestar” recursos a Lindbergh. A relação entre Murillo e Lindbergh é antiga. Murillo foi assessor parlamentar de Lindbergh quando ele era deputado federal na década de 1990. Nos anos seguintes, Murillo se tornou operador do mercado financeiro, até ser flagrado pela CPI dos Correios. Graças a informações privilegiadas obtidas por meio de influência política, um grupo de corretores ganhava dinheiro, enquanto fundos de pensão, incluindo os de empresas estatais, tomavam prejuízo. A CPI concluiu que a artimanha provocou um rombo de R$ 780 milhões a 14 fundos. Por causa das transações, Murillo e sua mulher, Rogéria Beber, receberam uma multa de R$ 3 milhões da Comissão de Valores Mobiliários em 2012. No tocante à outra investigação – sobre o desembargador José Carlos Paes –, é útil assistir ao vídeo. Naquela manhã de 2008, quem abre a porta do apartamento é Rogéria, mulher de Murillo. Ela diz a Jayme que o marido ainda dorme. “Se ele está dormindo, estou deixando aqui para ele ver. Aqui tem dinheiro coletado. Eu me dei ao trabalho de contar justamente por causa disso”, diz Jayme. Os dois colocam o dinheiro na máquina. “Certinho”, diz Jayme. “Posso dar uma palavrinha com você? Quer uma água, alguma coisa?”, pergunta Rogéria. “Não, quero só lavar a mão”, responde Jayme. Jayme fala rispidamente. Tinha seus motivos. No começo da administração de Lindbergh, ele era presidente da Comissão de Licitações da prefeitura de Nova Iguaçu. As principais contratações do município passavam por suas mãos. A vida de Jayme mudou quando ele avalizou a contratação de uma empresa de publicidade que trabalhara na campanha de Lindbergh em 2004 – ocasião em que Lindbergh conseguiu seu primeiro mandato em Nova Iguaçu. Depois da campanha, a empresa levara um calote. O Ministério Público Estadual entendeu que a contratação visava pagar, com dinheiro público, a dívida de campanha. Jayme foi afastado do cargo e seus bens foram bloqueados pela Justiça Estadual. Rogéria quer arrancar novidades do assessor de Lindbergh. No meio da conversa, vem à tona o nome do desembargador José Carlos Paes. “O Zé Carlos assumiu um compromisso comigo. Ele... Ele... Foi uma forma de pressionar o Lindbergh, mas é uma coisa para mim. O que foi combinado comigo foi honrado. Então, ele tem que honrar a parte dele”, diz Jayme, segundo a degravação. “O Murillo não quer nem papo mais com o Zé Carlos”, afirma Rogéria. Jayme diz que Lindbergh, candidato à reeleição, tem muito a perder com a demora do desembargador em cumprir o combinado. “Já estou com bem indisponível. O maior interessado nisso é o Lindbergh, que não pode entrar na campanha com essa situação. Foi o que ficou combinado, que o Zé Carlos ia tirar isso no Tribunal, para que tirasse depois na Justiça; que também derrubada essa liminar, acabou essa história” (sic). Não se sabe a que processo Jayme se referia. Uma das linhas da apuração do inquérito no STF é justamente identificar sobre que ação o assessor falava. No vídeo, Jayme ainda cita o nome de um assessor informal de Lindbergh, Renato Coloci Figueiras. Ele não tinha vínculo empregatício com a prefeitura de Nova Iguaçu, mas, segundo Jayme, chegava a despachar na sala ao lado do gabinete de Lindbergh. Renato tinha prestígio por ter sido um importante operador político da aliança do PT com o DEM, que garantiu a eleição de Lindbergh em 2004. “O Renato é um cara que me surpreendeu absurdamente de forma negativa. Até hoje, eu não engulo a história do dinheiro aqui, que ele falou que era para o Zé Carlos”, afirma Jayme, dando a entender que Renato embolsou a quantia. “E aí eu falo isso para o Lindbergh e aí ele não entende, não sabe? Então, tem mais é que se f... mesmo”, afirma Jayme. Renato também é investigado no inquérito em tramitação no STF. Ele nega ter recebido dinheiro. Em sua defesa no processo, o desembargador José Carlos Paes disse que nunca julgara nenhum processo sobre Lindbergh ou o assessor Jayme e apresentou certidões do Tribunal de Justiça. Segundo ele, não fazia sentido que lhe oferecessem propina. Depoimentos tomados ainda na fase da Justiça Estadual e anexados ao inquérito mostram, porém, que José Carlos Paes se aproximou de Murillo e de Renato, o assessor informal de Lindbergh, em 2007. Naquele ano, José Carlos Paes almejava apoio político para conquistar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele queria se aproximar de deputados e senadores em Brasília. Murillo contou em depoimento que encampou essas pretensões. Ele diz que apresentou José Carlos Paes a Marcelo Sereno, ex-assessor do ex-mi­nistro José Dirceu, ao senador José Sarney (PMDB-AP) e ao advogado Roberto Teixeira, amigo do ex-presidente Lula. Outra providência de Murillo foi recrutar Renato, o assessor informal citado por Jayme no vídeo. Renato topou a missão rapidamente, pois achava que poderia ocupar um cargo no STF, se José Carlos Paes fosse escolhido ministro. Murillo afirma que pagava passagens aéreas para Renato viajar para Brasília e atuar na campanha dele. Os esforços foram inúteis, pois a vaga no Supremo, em 2007, ficou com o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu dois anos depois, dando lugar a José Antonio Dias Toffoli. Procurado por ÉPOCA, José Carlos Paes disse que conhece Renato e Murillo, mas nega ter sido apresentado a políticos pelos dois. Também afirma que Lindbergh não o apoiou. Procurado por ÉPOCA, Lindbergh Farias afirmou, por meio de sua assessoria, que nunca pediu dinheiro emprestado a Murillo. Lindbergh diz que Murillo foi seu assessor por poucos meses em 1994, quando exercia mandato de deputado. Ainda conforme a assessoria, o vídeo gravado teve o “estigma de armação” para prejudicá-lo na reeleição a prefeito em 2008. “Todos os personagens envolvidos no vídeo incorporado ao inquérito, ouvidos em juízo, afirmaram que as menções feitas a autoridades, entre elas o senador, eram baseadas em meros boatos”, diz a assessoria de Lindbergh. A investigação ordenada pelo STF agora apura os fatos".

RETROCESSO, por Magu


Charges por Roque Sponholz e Nani
Diante do espetáculo que se apresenta aos nossos olhos, onde parece o desenrolar de uma tragédia grega, no recinto do supremo, cabe bem a opinião da revista Época, publicada semanas atrás. O Risco do Retrocesso. Um exercício de profecia do editor que se realizou plenamente:
images-3images-1“A reabertura do julgamento do mensalão pode significar um passo atrás no combate à cultura das transgressões vigente no Brasil
Uma das características do Brasil é nosso apreço pela cultura bacharelesca. No Império, as primeiras elites do país eram formadas nos cursos de Direito. Desde então, cultivamos com fervor nosso “lado doutor”. “Eruditamos tudo”, como ironizava Oswald de Andrade, no Manifesto da poesia pau-brasil, em 1924. Um dos principais reflexos dessa cultura bacharelesca é nosso imenso arcabouço jurídico, em que leis, códigos, normas e regimentos se sobrepõem uns aos outros, de modo frequentemente contraditório. Por ironia, essa fúria legiferante foi um dos principais fatores para disseminar uma cultura de transgressões e impunidade e para a elitização da Justiça no país, como mostrou, em diversos estudos, o historiador José Murilo de Carvalho.
Na retomada do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, poderemos assistir a mais um episódio dessa triste confabulação. Os ministros decidirão se recursos apresentados pelos advogados dos réus condenados, conhecidos como embargos infringentes, serão julgados pelo Tribunal. Os embargos infringentes permitem a realização de um novo julgamento nos casos em que houve condenações por placares apertados. Se aceitos, eles poderão levar à revisão das penas decididas para 11 condenados no julgamento, entre eles José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, pelo crime de formação de quadrilha, e João Paulo Cunha, por lavagem de dinheiro. Não se trata de uma questão simples — justamente por causa do cipoal legal brasileiro.
O regimento interno do STF, estabelecido antes da Constituição de 1988, prevê esse tipo de recurso. Eles não são previstos, porém, por uma lei de 1990, que regula os julgamentos nos tribunais superiores.
Os ministros do Supremo estão divididos em relação ao tema. Há bons argumentos em favor e contra a aceitação dos embargos. A favor, a possibilidade do exercício do amplo direito de defesa para os réus. Contra, a falta de previsão na lei. A aceitação dos recursos colocará, no entanto, o Supremo na situação bizarra de reabrir um caso que se considerava encerrado e foi justamente celebrado pela cidadania como marco de uma tentativa de fixar novos padrões na política brasileira.

Um novo relator, um novo revisor e dois novos julgadores – os ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, que não participaram do primeiro julgamento – entrarão em ação. Isso adiará o término de um longo processo, que, desde a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, já consumiu mais de sete anos. As manobras protelatórias para adiar seu desfecho já inflamam os ânimos dos ministros, que bateram boca na semana passada. O presidente do STF, Joaquim Barbosa, acusou o ministro revisor Ricardo Lewandowski de fazer “chicanas” e quase houve agressão física. A aceitação dos embargos infringentes implica, portanto, um risco para o Supremo: a percepção de um passo atrás no combate à cultura de transgressões vigente no país.”

O Festival de canalhices que assolam o Brasil (Feccapá)


Posted: 13 Sep 2013 03:54 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Sérgio Silveira Costa

Nos últimos dias, tivemos várias noticias que demonstram o recrudescimento do festival de canalhices que assolam o País, em todos esses anos de governo petista, que redundam sempre em assalto aos cofres públicos e, pior, nesse câncer moral que, como metástase, se alastra pelo enfermo País. São elas:

 - Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, indiciada por formação de quadrilha, tráfico de influência, corrupção passiva e enriquecimento ilícito, tem uma equipe de 40 advogados, de escritórios renomados, com figurões em suas carteiras de clientes, para defendê-la daquelas acusações, evidentemente não bancados por ela, desempregada, mas por dinheiro alocado por PO, o japonês presidente do Instituto Lula, o Alocador-Geral de Recursos para o

Nosso Guia (como diria o Ancelmo, Nosso Guia é o cacete! É o guia deles!), sempre que ele necessite e determine, para si e os seus. Não é difícil imaginar que se trata de dinheiro sujo, proveniente de malfeitos, tráfico de influência, do “toma lá da cá”, do “é dando que se recebe”, marca característica dessa devassidão moral que acomete o País nos anos de governos petistas.

- No Ministério do Trabalho, feudo do PDT, nada mudou, repetindo-se, mais uma vez, a corrupção e desvio de recursos públicos, 400 milhões em cinco anos, sob o manto de Lupi, o dono do partido e do ministério. E o atual ministro nem se toca, não é com ele a lama de seus subordinados, que chega aos seus pés, cansados e arrastados, e nem com a presidente, pois o fisiologismo fala mais alto, ora bolas, as eleições estão aí, e são importantes os minutos no rádio e TV desse aliado partido. Não é o que diz o brocardo, que “tempo é dinheiro”? Até quando essa vergonha com os nossos escorchantes impostos?

 - O prefeito de São Paulo, Haddad, outro  poste do Lula, encontrou a prefeitura em situação financeira ruim, mas não pode reclamar de seu antecessor, Kassab, pois ele agora apoia Dilma e Lula. E está sofrendo ataque do PT paulista, pois colocou técnicos, em vez de “companheiros”, nas subprefeituras, valorizadas pelos políticos, pelo contato com o povão. É a máfia, que não perdoa mesmo a um dos seus, quando tenta sair do esquema e ser decente!

 - A funcionária do Banco do Brasil, Maria Suely Fernandes, foi retirada de Brasília pela polícia, com o filho pequeno, após as mensagens ameaçadoras que recebeu no celular. Agora está sob proteção. Foi ela quem denunciou que a Fundação Banco do Brasil (FBB), controlada por petistas, fez repasses de 36 milhões a ONG ligadas ao partido. A investigação das irregularidades implica o ex-presidente da FBB, Jacques Pena, ligado a José Dirceu e aos atuais diretores. Com o dinheiro público, Pena não tem pena. Que seja apenado!

Como se verifica, a opção preferencial é pelo dinheiro, mesmo que seja sujo, pelo partido, mesmo que seja aético, pela imagem, mesmo que seja oca, e pela manutenção do poder, não importa quão desonroso seja, muito menos que seja danoso para o País. Ou que o País se humilhe, como nos vários episódios do cocaleiro boliviano,  legalizador de carros roubados do Brasil, ou no recente, do ministro do Itamaraty se mandar lépido para Washington, para ouvir, constrito, que a espionagem vai continuar. Dilma sabe disso, mas tudo é marquetagem, como a ameaça de não ir lá, na visita programada, o Mais Médicos, etc, que geram mais uns pontinhos do seu alienado e desinformado eleitor, e agradam a seus trogloditas ideólogos, toc toc, verdadeiras peças de museu.

Salva pela Alerj, que aprovou lei que proíbe máscaras em protestos, Dilma não vai precisar usar a sua, falsa e já andrajosa, de faxineira, na assembléia da ONU, quando pretende protestar da espionagem do Obama. Enquanto isso, aqui, o nosso Ozama de araque desafia o STF,  fanfarronando que a “decisão não será o último capítulo”. Mais um chute para fora, como o Obina...

Quando, afinal,  vamos virar a última página desse almanaque de horrores?


Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado

Escritório do ministro Barroso faturou R$ 2 milhões sem licitação

Transcrito do blog do Jornalista Políbio Braga 13/9/13

Desde o meio da tarde destas sexta-feira circulam nas redes sociais inúmeros contratos assinados entre repartições do governo do PT e o escritório do ministro do STF, Luis Roberto Barroso. 

. O minsitro foi quem abriu a discussão sobre a admissibilidade dos embargos infringentes e nem sequer se julgou impedido, mesmo sabendo que até pouco tempo atrás ganhou milhões em cima do governo comandado pelo Partido cujos dirigentes são julgados.

. Sobre o caso, postou est anoite o escritor Rodrigo Constantino no seu blog:


Então é isso: o escritório do ministro Luis Roberto Barroso ganhou, sem licitação, mais de R$ 2 milhões em agosto desse ano. Sério? Não acreditei. Fui checar no site do Diário Oficial da União. E está lá! É verdade mesmo. Não tem montagem, photoshop, nada disso!

Não faria acusações levianas, naturalmente. Claro que o escritório renomado e respeitado no mercado pode ter merecido tal montante por seus serviços prestados e tudo mais. Só fica aquela dúvida no ar. Puxa vida, coincidências existem. Mas que desempenho do “novato” no julgamento dos embargos infringentes, não é mesmo?

Preços dos imóveis no Brasil não estão caros, diz Itaú


Preços dos imóveis no Brasil não estão caros, diz Itaú
Sep

13

2013


Banco descarta hipótese de bolha imobiliária no País e afirma que preços voltarão a subir nos próximos anos Divulgação Para o Itaú, preços dos imóveis no Brasil não estão caros
O patamar dos preços dos imóveis no Brasil é apenas uma correção à defasagem do mercado imobiliário, que ficou estagnado por 20 anos, afirmou o superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, Geraldo Soares, durante reunião pública da Apimec na Expo Money, realizada nesta quinta-feira (12) em São Paulo.
“Não acreditamos em uma bolha imobiliária no Brasil. Não há operações de crédito alavancadas, como houve nos Estados Unidos, que justifiquem essa hipótese por aqui”, disse.
Além de descartar uma queda nos preços para os próximos anos, o executivo projeta que os valores voltarão a subir no médio prazo, após a “pequena acomodação” pela qual passa o mercado no momento.
Para Soares, a mudança no marco regulatório do crédito imobiliário nos últimos anos foi o que permitiu o aumento de recursos disponíveis para o consumidor adquirir seu imóvel e para financiar a construção civil. “Isso possibilitou o boom neste mercado”, diz.
O otimismo no setor vai ao encontro da estratégia recente do banco de ampliar sua carteira de crédito imobiliário, em detrimento de outros produtos, como o financiamento de automóveis. “Acreditamos que esta carteira vai crescer entre 35% e 40% nos próximos seis anos”, afirma Soares.
O segmento cresceu 32,4% no ano, com cerca de R$ 20 bilhões em empréstimos, dando ao Itaú participação de 22% neste mercado, atrás da Caixa Econômica, ainda a maior fornecedora deste tipo de crédito no País.
fonte: CBIC

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O FIM DA JUSTIÇA NO BRASIL – Por Old man



Infelizmente este artigo publicado no blog Alerta Total, de autoria do médico Milton Simon Pires, mostrando a realidade nua e crua da passagem, do Estado de Direito para o socialismo disfarçado, que não alcança o povão,o qual continua nas trevas da ignorância,  enquanto a oposição que deveria ter a coragem de alertar o povo, espera a oportunidade de também locupletar-se e participar da distribuição do butim das riquezas do nosso país.
O Fim da Justiça no Brasil
Por Milton Pires

Imagino eu que talvez um dia esse período da história que estamos vivendo no Brasil fique conhecido como a época da “primeira impressão”. Não há absolutamente nenhuma capacidade das pessoas irem além daquilo que lhes foi apresentado em algum telejornal ou algum post de Facebook. Ontem, por exemplo, um dos fatos mais graves da história do Poder Judiciário no Brasil foi noticiado como simples possibilidade de um “novo julgamento” da quadrilha petista que tentou dar um golpe na democracia brasileira. Duvido que o número de brasileiros capazes de entender o que isso significa na verdade – a destruição completa do Estado de Direito no Brasil – tenha alguma representação política importante. Oferecer aos réus da Ação Penal 470 a possibilidade de recorrer aos embargos infringentes assemelha-se muito a chamar um médico para examinar um cadáver no necrotério! Não existe uma coisa dessas prevista na Lei atual do STF. Isso é evidente até para quem não é advogado, mas a grande ironia é que o processo que surgiu para punir a compra do Poder Legislativo pelo PT demonstrou que ele – PT – já tem “na mão” o Judiciário!
Triste é perceber que não se faça disso uma oportunidade para avaliar como se forma o quadro do STF aqui no país! Desgraça é não fazer desse fato uma oportunidade para se terminar de vez com as indicações políticas para nossa Suprema Corte!
Meus amigos, o pilar fundamental do Estado de Direito é a independência de seus poderes. Uma ditadura NÃO se caracteriza, nesse sentido, somente por prisões e por censura. Elas podem não estar ocorrendo no Brasil do PT, mas afirmar que ainda existe democracia nessa nação é ridículo! Eu já disse, e vou continuar dizendo, que não há um só aspecto da Administração Brasileira que não esteja dominado direta ou indiretamente pelo Partido dos Trabalhadores. Desde a Petrobras até os setores de compra de material hospitalar dos hospitais públicos, essa gente tem o poder de tudo.
No caso da Ação 470 prorrogou-se o tempo necessário para alcançar a aposentadoria de vários ministros do STF que poderiam “causa problemas” aos mensaleiros. Mesmo não participando do processo desde o início, novos ministros indicados pelo Governo Federal podem sim dizer que devem ser aceitos os tais embargos infringentes (leia-se “novo julgamento). Tal fato é uma cusparada na cara da Nação! É uma vergonha para um Governo corrupto que desdenha da indignação de milhões e milhões de pessoas de bem que trabalham e pagam suas contas e é um recado claro de que não existe mais justiça no Brasil.
Afirmo a vocês que não vão haver manifestações de rua por causa disso. Ninguém vai queimar nem quebrar coisa alguma! Não veremos Black Blocs contra o STF. Muito pelo contrário – essa gente fez o que fez em junho justamente para desviar a atenção do que se fez ontem e vai ser feito novamente hoje a tarde : dar aos mensaleiros uma nova chance para escapar da prisão! Nesse sentido eu afirmo a vocês – preocupar-se ou não com legalidade da vinda de cubanos para o Brasil a cfim de exercer medicina sem revalidar diploma é ridículo!
Trata-se de colocar um band-aid numa pessoa com câncer! Esqueçam isso tudo pois livrar José Dirceu da merecida prisão é a prova matemática de que não existe justiça nesse país, é a lembrança de que vivemos numa ditadura e de que o PT faz o que quiser com a Justiça.
Entender o que escrevi acima é antes de tudo desmentir um dos maiores picaretas de toda história da Filosofia Política – Karl Marx. Esse cidadão mais de uma vez afirmou que os filósofos tinham “até hoje tratado de interpretar o mundo; tratava-se então de transformá-lo.” Afirmo eu exatamente o contrário do que dizia esse charlatão: é urgente no Brasil de 2013 que se saiba interpretar o que está acontecendo com clareza antes de qualquer “ação”.
Quem não sabe o que enfrenta não pode agir corretamente nunca! Lembrem-se: o que estamos assistindo agora é o Fim da Justiça no Brasil!

A ponta do mar de lama em que se transformou a Esplanada dos Ministérios

Escândalo no Trabalho


17:04:48

Tudo dominado – Na terça-feira (10), após ser pressionado pelo Palácio do Planalto e também pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto, pediu demissão. De acordo com o ministro, a saída do número 2 do ministério foi uma medida para evitar “constrangimentos” ao governo. ...

Investigado pela Polícia Federal na Operação Esopo, que apura desvio de recursos públicos em montante que pode chegar a R$ 400 milhões, Paulo Roberto alega inocência, mas na última segunda-feira (9) foi levado à PF para prestar depoimento e esclarecer o esquema criminoso que funcionava a partir do Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania – uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) – e contava com a participação de empresas, pessoas físicas, agentes públicos, prefeituras, governos estaduais e ministérios.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o Instituto Mundial era uma entidade de fachada contratada para realizar projetos superfaturados e que jamais foram executados. Na opinião do delegado Marcelo Freitas, da PF de Minas Gerais, a função do ex-secretário-executivo do ministério era facilitar as atividades do Instituto na pasta.

Há nesse episódio, que até agora não mereceu uma só palavra da cúpula do governo petista de Dilma Rousseff, dois pontos importantes a serem considerados. O primeiro deles remete a algumas matérias do ucho.info sobre o loteamento da Esplanada dos Ministérios.

Depois que o esquema do Mensalão do PT foi descoberto e transformou-se no maior escândalo de corrupção da história nacional, o governo petista decidiu mudar a forma de cooptação de parlamentares no Congresso Nacional. Saiu de cena o pagamento regular de mesadas, principalmente a deputados federais, entrando em seu lugar a entrega, a partidos da chamada base aliada, de importantes ministérios.

Com essa mudança, o Palácio do Planalto conseguiu manter e ampliar a base de apoio, deixando com cada partido o ônus dos escândalos de corrupção, o que mais uma vez é confirmado pela Operação Esopo.

Não é primeira vez que o Ministério do Trabalho envolve-se em escândalos de corrupção. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afilhado político de Brizola, deixou a pasta debaixo de uma enxurrada de acusações.

Quem conhece os bastidores da política em Brasília sabe que dificilmente um escândalo como o detectado pela Operação Esopo acontece sem a aquiescência do titular da pasta, neste caso Manoel Dias. Acontece que em situações como esta normalmente preserva-se, em um primeiro momento, o ministro, até que a situação torne-se insustentável e exija a demissão. Porém, enganados estão os que esperam uma manifestação de Dilma Rousseff sobre o imbróglio, pois o PDT, “dono” da pasta, é o partido de origem da presidente.

De igual modo, que os brasileiros não se iludam que esse escândalo é um caso isolado, uma vez que na grande maioria dos ministérios há casos de corrupção. A única diferença é que alguns a polícia consegue interceptar. Contudo, a grande questão é saber até que ponto a Polícia Federal seguirá em suas investigações, já que sabe-se que a corporação deixou de ser uma polícia de Estado para ser uma polícia de governo.

Tudo dominado – Na terça-feira (10), após ser pressionado pelo Palácio do Planalto e também pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto, pediu demissão. De acordo com o ministro, a saída do número 2 do ministério foi uma medida para evitar “constrangimentos” ao governo.

Investigado pela Polícia Federal na Operação Esopo, que apura desvio de recursos públicos em montante que pode chegar a R$ 400 milhões, Paulo Roberto alega inocência, mas na última segunda-feira (9) foi levado à PF para prestar depoimento e esclarecer o esquema criminoso que funcionava a partir do Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania – uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) – e contava com a participação de empresas, pessoas físicas, agentes públicos, prefeituras, governos estaduais e ministérios.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o Instituto Mundial era uma entidade de fachada contratada para realizar projetos superfaturados e que jamais foram executados. Na opinião do delegado Marcelo Freitas, da PF de Minas Gerais, a função do ex-secretário-executivo do ministério era facilitar as atividades do Instituto na pasta.

Há nesse episódio, que até agora não mereceu uma só palavra da cúpula do governo petista de Dilma Rousseff, dois pontos importantes a serem considerados. O primeiro deles remete a algumas matérias do ucho.info sobre o loteamento da Esplanada dos Ministérios.

Depois que o esquema do Mensalão do PT foi descoberto e transformou-se no maior escândalo de corrupção da história nacional, o governo petista decidiu mudar a forma de cooptação de parlamentares no Congresso Nacional. Saiu de cena o pagamento regular de mesadas, principalmente a deputados federais, entrando em seu lugar a entrega, a partidos da chamada base aliada, de importantes ministérios.

Com essa mudança, o Palácio do Planalto conseguiu manter e ampliar a base de apoio, deixando com cada partido o ônus dos escândalos de corrupção, o que mais uma vez é confirmado pela Operação Esopo.

Não é primeira vez que o Ministério do Trabalho envolve-se em escândalos de corrupção. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afilhado político de Brizola, deixou a pasta debaixo de uma enxurrada de acusações.

Quem conhece os bastidores da política em Brasília sabe que dificilmente um escândalo como o detectado pela Operação Esopo acontece sem a aquiescência do titular da pasta, neste caso Manoel Dias. Acontece que em situações como esta normalmente preserva-se, em um primeiro momento, o ministro, até que a situação torne-se insustentável e exija a demissão. Porém, enganados estão os que esperam uma manifestação de Dilma Rousseff sobre o imbróglio, pois o PDT, “dono” da pasta, é o partido de origem da presidente.

De igual modo, que os brasileiros não se iludam que esse escândalo é um caso isolado, uma vez que na grande maioria dos ministérios há casos de corrupção. A única diferença é que alguns a polícia consegue interceptar. Contudo, a grande questão é saber até que ponto a Polícia Federal seguirá em suas investigações, já que sabe-se que a corporação deixou de ser uma polícia de Estado para ser uma polícia de governo.
Fonte: Ucho.info - 12/09/2013