quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos.

 

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.
O texto foi escrito pela Adriana Setti na coluna Mulheres pelo Mundo da Revista Época.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA Alice no País do Vazio


CARLOS VIEIRA
Alva, clara, de olhos esverdeados, quando anda traz movimentos leves como se fosse uma manequim. Graduada em Arquitetura mas nunca soube de fato o que almejava ser. Joga tênis, e religiosamente comparece a uma academia de ginástica de modo obsessivo. A vaidade é uma virtude que ultrapassa o cuidado afetivo consigo mesma. Aliás, diga-se de passagem se Alice tem algum afeto com ela mesma! Quando diante do espelho, objeto sem disfarces, sente defeituosa, feia, incompleta e malfeita de nascença, lembrando Shakespeare em Ricardo III. 
Aos olhos alheios é uma jovem linda, corpo provocante, pernas longas, curvas perfeitas e um jeito de estrela de cinema. Pena que a moça não enxerga, ou melhor, só enxerga o que gostaria de ser e ter. É o não ter, a sua angústia de existência. Estuda línguas, três: inglês, espanhol e mandarino. Pergunto o que Alice pretende com isso! No dia a dia de sua estrada de vida, não trabalha, filha de pais altamente abonados. Amigos, amigas e ficantes somente para o consumo. Fica, fica, nunca namora, nunca estabelece uma consistência afetiva em suas relações. Ás vezes, em seus solilóquios se questiona: “gosto de alguém? Sente-se superficial. 
Na intimidade de seu travesseiro lhe vem uma tristeza, ainda que não compreendida, mas uma tristeza e uma sensação de “futilidade” e “vacuidade”. Confesso que tenho dúvida se Alice tenha tido algum dia uma percepção maior, mais profunda da sua existência. Vive, consome, flutua como seus passos em mares mornos, sem cor, sem ondas turbulentas nem acalmias cálidas e belas. Alice é um personagem, vários personagens, ou como disse Luigi Pirandello: é um personagem em busca do autor. Personagens as pessoas vivem é claro, mas refiro-me aqui de personagens como formas de encobrir a natureza de uma pessoa. Somos e temos vários personagens em nossas vidas, mas sabemos, ou quem sabe não sabemos, que somos autores, responsáveis pelas várias facetas e funções nessa nossa existência. Alice não, Alice é perdida em si mesma, mesmo dentro da beleza externa e da aparente moça de classe alta, estudada, formada, socialmente presente na sociedade pós-moderna onde o Ter substitui o Ser. 
Essa minha Alice obviamente não é nem será a Alice do país das maravilhas. Aquela viveu o pão que o diabo amassou e aproveitou de metamorfoses da vida, tirando proveito quando caiu no buraco e descobriu o horror e a beleza da existência humana. A minha Alice está perdida sem saber que se perdeu. Outro dia, de súbito, teve uma crise de pânico! Que pânico foi o dela? O pânico do vazio de sua vida – a caída no buraco da vida liquida, amorfa, sem sentido e fadada a uma futura depressão. Depressão em sintomas mais objetivos pois deprimida ela já é sem saber. 
O que sempre me chama atenção nessa ninfeta é o desamor – a falta de amor por si própria (a autoestima imprescindível para suportar os trancos da vida) e a ausência de amorosidade por alguém. Os outros na vida de Alice são objetos, abjetos, não são pessoas. São “drogas” usadas para obtenção de prazer pelo prazer; não são parcerias que expandem a vitalidade e produzem a alegria de viver. O mundo pós-moderno se transformou num cenário da “drogadição” às pessoas, pessoas como drogas, além das drogas propriamente ditas. Viver drogado é um desespero da incapacidade de amar a si e aos demais, e a ânsia constante em ser amada. É trocar a parceria por uma vida “autista”, falsamente independente e profundamente dolorosa. 
Alice não tem amigos, não tem “brinquedos de adultos” que dão uma tonalidade e consistência afetiva à vida. Alice é um caos em silencio, um vulcão que nunca tem a ousadia de erupção para transformações fecundas e gravídicas. 
A minha metáfora(Alice) é a evidência do risco que a juventude atravessa nessa época de uma vida narcísica, consumista, vazia e abortiva. Alice é a dor que tem urgência em ser atendida. Atendida por seus pais (ausentes), atendida pela comunidade e por, quem sabe, um processo intenso de uma psicoterapia profunda. Alice é a “insustentável leveza de ser”, é o grito de uma juventude perdida, sem referenciais, sem governo, sem ética e sem fé, nesse mundo onde os valores éticos e humanos urge serem resgatados. 
A história de Alice trouxe à memória de um poema de Álvaro Alves de Faria em seu livro “Trajetória Poética”, Ed. Escrituras.
A Catástrofe
“Os gafanhotos brancos de asas de celuloide 
Arrasam o cafezal e comem os olhos das pombas. 
Antes devoram os bois 
E afugentam os cavalos que enfeitam a tarde. 
A noite era ainda um pomar, 
Até que os gafanhotos e os grilos 
Viraram gigantes 
E de tão grandes se engoliram a si mesmos 
Prédios e automóveis e um trem que ia para Curitiba. 
Ninguém soube notícia 
E nada mais havia a dizer.”
Carlos.A.Vieira, médico, psicanalista, Membro Efetivo da Sociedade de Psicanálise de Brasília e de Recife. Membro da FEBRAPSI e da I.P.A - London.

A charge de Amarildo



Doação de imóvel com reserva de usufruto elimina burocracia do inventário e preserva a herança




Priscilla Garcez tinha apenas 16 anos quando recebeu de sua avó de criação a doação de um imóvel em usufruto. Na época, pouco entendia sobre o que o termo significava. Hoje, aos 25, sabe que a intenção de dona Dagmar, de 96, era evitar as burocracias de um inventário, escolhendo, em vida, para quem queria deixar sua herança.

“Minha avó estava lúcida, aos 85 anos, quando decidiu doar um imóvel para minha mãe e deixar outro para mim, com reserva de usufruto para ela própria. Como eu era nova, ela temia que eu o vendesse. Fez isso justamente para que, caso sofresse algo, eu e minha mãe ficássemos seguras financeiramente. Hoje, ela tem 96 e sofre de mal de Alzheimer, mas já deixou tudo resolvido”, explica Priscilla, que recebe o aluguel do apartamento.

Doador protegido - Questões ligadas à doação de bens com reserva de usufruto estão entre as principais dúvidas dos leitores. Para o advogado Hamilton Quirino, especialista em Direito Imobiliário, o ato é mesmo aconselhável para quem quer evitar burocracias de um inventário e decidir em vida o destino dos bens, mas sem ficar desprotegido.

“É muito comum um casal querer doar um imóvel para um filho em vida, mas tendo a garantia de que o herdeiro não poderá vender o bem nem expulsá-los dele. Sendo assim, o doam com reserva de usufruto vitalício para eles próprios. A gente conhece os filhos, mas não os futuros genros”, afirma Hamilton Quirino.

Herdeiros legítimos têm direito a 50% - O imóvel não precisa ser doado necessariamente a um parente. O advogado Hamilton Quirino explica que os herdeiros diretos do doador não podem contestar a doação nem a reserva de usufruto. Mas os pais apenas podem dispor de metade de seus bens a quem não for filho.

” Um pai que briga com o filho não pode doar todos os bens a um terceiro ou a um único filho. Se ele o fizer, o herdeiro direto não privilegiado poderá requerer na Justiça a sua metade de direito”, explica o advogado.

Para doar um imóvel com reserva de usufruto, o proprietário do imóvel precisa pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que corresponde a 2% do valor do bem, ao estado (o tributo é pago à prefeitura apenas em negociação de compra e venda), mais as custas do cartório, que giram em torno de R$ 1.600.

“É um procedimento cada vez mais comum, principalmente de pais para filhos. Eles querem evitar as burocracias do inventário”, diz Edson de Carvalho, dono do cartório do 20 Ofício de Notas.

Fonte: Revista Zap 

Brasileiros financiam imóveis nos EUA com juros de 5% ao ano


by Felipe R. Magalhães

Regras para o crédito imobiliário ficaram mais rígidas no país após o estouro da bolha, mas os juros para estrangeiros continuam baixos em relação ao financiamento no Brasil

Mais brasileiros deixaram de comprar à vista para financiar imóveis nos Estados Unidos, depois que os bancos americanos voltaram a permitir o financiamento imobiliário para estrangeiros, há cerca de um ano e meio. O crédito havia sido congelado após o estouro da bolha imobiliária de 2008.
Empreendimento Paradise Palms, perto de Orlando, possui moradias com piscina, cinema e lazer a partir de US$ 268 mil. Foto: Lennar Corporation
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Em 2012, cerca de 90% dos brasileiros enviaram remessas com o valor total do imóvel – ou seja, compraram à vista. Já em 2013, metade deles transferiram 30% da entrada exigida para financiar, segundo dados dos clientes brasileiros da Moneycorp, que faz transações de câmbio em Orlando, na Flórida.
Mas as regras para obter crédito nos EUA ficaram mais rígidas após a crise, assemelhando-se ao mercado brasileiro, avalia Juliana Scolari, gerente de negócios da Moneycorp. "Hoje os bancos analisam a origem dos recursos e a possibilidade do pagamento, e exigem uma entrada maior que antes da crise, quando nem era preciso comprovar renda em alguns casos”.
Antes de aceitar o financiamento, o banco costuma exigir duas cópias do Imposto de Renda, holerites ou uma carta de comprovação da renda dos últimos dois anos, extrato bancário dos últimos três meses, certidão negativa de débito e um documento que mostre que o investidor possui ao menos seis meses das prestações financiadas em uma conta bancária ou aplicação.
O prazo para o banco aprovar o financiamento dura em média 45 dias e o investidor precisa estar presente nos EUA no dia da assinatura do contrato. A possibilidade de financiar o imóvel é geralmente informada pelo corretor, que dá as orientações ao interessado.
A opção mais comum de financiamento nos EUA, e a preferida dos brasileiros, permite parcelar o pagamento em 30 anos, com uma taxa média de juros que varia de 5% a 6% ao ano. No Brasil, os juros do crédito habitacional variam entre 8% e 10% ao ano no mesmo prazo.
Brasileiros também podem financiar imóveis nos EUA em 15 anos, a uma taxa média anual de 5%. “Antes da crise, os juros para estrangeiros eram mais altos do que para cidadãos americanos, mas hoje eles são praticamente iguais”, compara Juliana.
Gastos adicionais
Apesar dos juros relativamente baixos, o brasileiro que quiser financiar deve levar em conta não apenas estas taxas, mas os custos embutidos na operação. Há uma despesa para o fechamento do financiamento que oscila entre 5% e 7% do valor total do imóvel.
É preciso considerar, também, os custos da transferência financeira para os EUA. O processo é feito exclusivamente pelo Banco Central do Brasil, para o qual o investidor deve informar a origem dos recursos e o motivo da transferência do dinheiro.
É o BC que autoriza ou nega a remessa ao exterior após analisar as últimas declarações do Imposto de Renda do investidor. “Para facilitar o processo, é recomendável abrir uma conta bancária nos EUA”, orienta a executiva da Moneycorp.
O câmbio praticado na conversão do real para o dólar pode variar bastante de um estabelecimento para outro. Por isso, Juliana recomenda pesquisar a melhor taxa antes de fechar a transação – ainda mais com a recente alta da moeda americana, cotada a R$ 2,28 nesta terça-feira (30). Depois, o prazo para a chegada dos dólares ao banco pode demorar de 15 a 20 dias.
Além disso, os bancos podem exigir também uma documentação traduzida e o atendimento pode ser confuso e burocrático, alerta Juliana, da Moneycorp. “Para reduzir as dores de cabeça, um especialista em transferência internacional pode ajudar”.
Preços dos imóveis
Lennar Corporation
Condomínio Paradise Palm, com casas a partir de US$ 268 mil
Um estudo da S&P/Case-Shiller divulgado no fim de maio apontou que os preços dos imóveis residenciais nas 20 maiores cidades americanas sofreram uma alta anual de 10,9% em março deste ano. O aumento foi o maior desde 2006 no país.
Em Orlando, onde a procura de brasileiros por imóveis é expressiva, o valor médio dos imóveis subiu 23,95% em abril deste ano, ante o mesmo período de 2012, de US$ 117 mil para US$ 145 mil, segundo dados da Orlando Regional Realtor Association.
Apesar da alta expressiva dos preços dos imóveis, eles continuam convidativos para brasileiros, na opinião da corretora de imóveis Rosana Almeida, da Florida Connection. “Ainda há muito espaço para valorização”, afirma.
Para a corretora, muitos americanos que se endividaram com a crise estão com dificuldade em financiar imóveis e passaram a optar pelo aluguel, abrindo oportunidade para brasileiros que queiram investir. Segundo Rosana, 51% da população de Orlando aluga seus imóveis.
Uma casa de 205 metros quadrados em um condomínio fechado de Park Shore Beach District, na Flórida, com valor de compra de US$ 655 mil, pode render um aluguel de cerca de US$ 38 mil por ano para o investidor.
Invista com a maior entendedora do mercado americano, presente há mais de 100 anos, invista com a Coldwell Banker Brasil em http://www.cbdobrasil.com.br
Fonte: IG

Economista gaúcho avisa que Tarso está quebrando o Estado


Aviso que passa o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos aos ouvidos moucos dos atuais governantes do RS, na esperança de que interrompam a atual gestão temerária e evitem a quebradeira do Estado, replicando o que relatou o Tribunal de Contas sobre as contas de 2012, mas sem coragem para desaprová-las:

- O maior problema é a situação deficitária do Estado, que é histórica, mas que foi aprofundada no atual governo, que acabou deteriorando mais ainda as já cambaleantes contas públicas. Faço isto como um alerta, porque, entre o corrente exercício e o próximo, o déficit acumulado será  de R$ 4,5 bilhões, valor dos depósitos judiciais baixados para o caixa único no início do ano. Sem margem de endividamento, com os depósitos judiciais quase esgotados, sobrarão para o próximo governo, quando os déficits serão maiores, medidas drásticas e impopulares!

Um olhar estrangeiro sobre Ipanema


Casal francês declara sua paixão pelo Brasil

13/08/2013 | POR REDAÇÃO; FOTOS RODRIGO AZEVEDO/ DIVULGAÇÃO5
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  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)
O Brasil tem seu charme. Por ele, diversos estrangeiros já se apaixonaram, desde 1500. E a história não para de se repetir. Não foi diferente com o casal detentor deste amplo apartamento, de 700 m², que descansa plácido frente à praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Ela, uma francesa autêntica e ele, descendente indireto da mesma pátria – mas brasileiro, de fato. O deslumbre pelo cenário nacional domina a decoração do lar, que o par compartilha com dois filhos.
O apartamento, que possui pé-direito de 3,3 m, mais alto que os demais do edifício (dessas coisas inexplicáveis que só há no Rio), sofreu ampla reforma. O responsável pela transformação radical foi Chicô Gouvêa. A morada integrada e elegante que se vê hoje era antes dois apartamentos independentes. Depois da união, a casa ficou com seis dormitórios, além das salas de estar, jantar, de televisão, da grande cozinha com bancadas da Roma Mobili e cuba e metais Franke, e da área de serviço.
No décor, um – extenso – elemento foi a âncora de todo o projeto. Os moradores quiseram ter como protagonista o painel com paisagens brasileiras pintadas à mão, da marca francesa Zuber. A solução foi desmembrá-lo, tornando-o destaque de não apenas um ambiente, mas de vários. 
Para valorizar tais pinturas, inspiradas nos desenhos de viajantes do século 19, o arquiteto explorou o contraste. Buscou móveis contemporâneos, como sofás geométricos de tons neutros e itens que esbanjam um vermelho vivo. No piso, optou pelo mármore e pela ausência de tapetes. Já as paredes receberam um verde escolhido com base nas tonalidades presentes nos painéis.
De modo geral, trata-se de um projeto limpo, que dá ênfase às peças de linha clássica que a família já possuía, como os móveis Luís XVI reformados. Outro foco, talvez mais importante que os demais, foi dar o devido destaque à vista. E que vista! Por isso, para recobrir as janelas, há apenas suaves persianas da Orlean. Deste modo, o Rio de Janeiro nunca está ausente, nem que entre só um pouco, quando as telas são baixadas.
  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

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  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)

  (Foto: Rodrigo Azevedo/ divulgação)