quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Temer será o vice de Dilma em 2014



José Carlos Werneck
Michel Temer será novamente o companheiro de chapa da presidente Dilma Rousseff, nas eleições do próximo ano. A notícia foi confirmada nesta terça- feira, em Brasília, por fontes ligadas ao Palácio do Planalto.
A divulgação da notícia colocou-se uma pá de cal no receio de alguns setores do PMDB com as conversas que estavam sendo mantidas entre o PT e o PSB, partido de Eduardo Campos.
Alguns políticos do Partido dos Trabalhadores queriam que o governador de Pernambuco fosse o candidato a vice na chapa de Dilma, como forma de assegurar que ele não se candidatasse à Presidência no próximo ano. A presidente Dilma, no entanto, decidiu que continuará com Michel Temer em 2014.

O risco permanece



Carlos Chagas
Enquanto fica calado a respeito de sua candidatura a presidente da República em 2014, o Lula continua dando lições sobre como governar e que rumos o país deve adotar em política externa e em muitos setores da política interna. Além de confirmar o início de viagens por todo território nacional, certamente que não para caçar borboletas. Em vez dele, seus ex-ministros Paulo Okamotto, PauloVanuchi e Luiz Dulci acabam de declarar, ainda que sem muita ênfase, que o ex-presidente apóia a reeleição de Dilma Rousseff.
Pode ser, mas não deixa de se registrar no palácio do Planalto um certo receio de o antecessor atropelar a sucessora. É de mestre-escola o comportamento do Lula diante de Dilma, na medida em que permanece avançando palpites variados sobre funções que não exerce mais.
No fundo situam-se algumas variáveis. Primeiro, de que setores consideráveis do PT estimulam a volta do ex-presidente nas próximas eleições, frustrados que estão por Dilma não ter dividido o poder com eles, em condomínio. Depois, porque em dois anos a popularidade da presidente pode cair, caso a economia não se recupere. As forças que dão respaldo ao governo também poderão surpreender, exigindo mais espaços. Sempre em aberto estarão os inusitados.
Por tudo isso, o Lula mantém aberta a janela de sua candidatura, mobilizando seu “ministério das sombras” para dizer o que ele não diz. Está previsto para sexta-feira, em São Paulo, mais um encontro entre o criador e a criatura.
UM TERRORISMO SINGULAR
Há quem suponha mais do que a ação de bandidos comuns nos assaltos aos caixas eletrônicos de bancos, em todo o território nacional, bem como pode ser imaginada alguma motivação específica por trás da fúria popular que tem levado à queima de ônibus nas grandes cidades.
Não haverá que voltar ao passado dos diversos grupos dedicados à luta armada contra a ditadura. Saiu pelo ralo o sonho da implantação de repúblicas proletárias e socialistas.
No entanto, os métodos praticados pelos assaltantes de caixas eletrônicos, mais de 600 em todo o país, ano passado, assemelham-se às anteriores ações promovidas pelos subversivos. O uso do dinamite não parece característica do ladrão isolado. O dinheiro conseguido vai para o bolso dos meliantes, é claro, mas pode estar indo também para organizações empenhadas em adquirir armas, traficar tóxicos e aumentar sua influência nas comunidades pobres. Tenta-se criar um poder paralelo às instituições vigentes, com que objetivo?
É o terrorismo em nova fase, menos ideológica mas igualmente transcendendo o imediatismo da bandidagem rotineira.
Junte-se as frequentes queimas de ônibus, na maior parte promovidas por agentes das quadrilhas organizadas e se terá algo mais do que um simples episódio da eterna luta entre polícia e ladrão. Até mesmo quando exploram a indignação popular diante da inoperância dos serviços públicos ou da sucessão de vítimas do descaso da autoridade constituída, pode-se identificar um fator específico. Por que há uma técnica para queimar ônibus, pouco acessível ao cidadão normal.
Trata-se de outra faceta do terrorismo, que conduz a uma indagação inconclusa: se não são religiosas nem ideológicas as causas dessa expansão do terror em nova fase, serão quê?

Dona Dilma, acuada e intimidada, não sabe se o relacionamento com Lula é de coalizão ou de colisão. Lula, de passaporte médico já autenticado, nunca esteve tão feliz. O PSDB tem vários nomes e nenhum candidato. Eduardo Campos, de protagonista a mero personagem divulgador de confidências.



Helio Fernandes
Nos últimos 60 dias, mudança completa no roteiro da sucessão de Dona Dilma, os personagens se hostilizam e se contradizem abertamente. Há dois meses, Dilma dizia e insistia em jornais e televisões. “2013 não é ano de eleição e sim de administração”. Não passou muito tempo, a própria presidente, sem o menor constrangimento, se desdiz e se desmente.
No Nordeste, vestida de vaqueira, (que horror, fica mais deselegante do que o habitual) retumba sem a menor restrição: “Serei candidata à reeleição, já decidi”. Além da mudança radical de posição, esqueceu que precisa do aval e do referendo de Lula e do PT.
Ela não pertence ao PT, sua carreira foi feita no PDT, e mais elementar, no PT estadual. Só veio para o plano nacional e virou predileta do Lula, quando este percebeu que não conseguiria modificar os mandatos do Executivo, Legislativo e Judiciário. Seria o terceiro mandato.
Ministros do STF passariam à compulsória com 75 anos, governadores seriam prorrogados. Era muito, mesmo para Lula, teve que entregar o cargo a ela, depois de elegê-la.
Lula considerava Dilma inofensiva. Tinha certeza absoluta de que voltaria em 2014, altivo e altaneiro. Só que os planos e o planejamento de longo prazo têm obstáculos e inconvenientes. O de Lula foi o mais cruel, impiedoso e invencível: o câncer do esôfago, da laringe, da garganta.
LULA QUASE SOME ELEITORALMENTE,
SE RECUPERA, VOLTA ÀS MANCHETES
Para um homem que ascendeu politicamente e eleitoralmente pela palavra, mesmo intuitivo, perder a voz, não podendo mais discursar, significa o fim. Lula foi salvo pela obsessão da ambição, ficou bom. Como informamos há tempos, recebeu passe livre dos médicos do Sírio Libanês, “pode fazer o que quiser”.
Logo fez a declaração voltado diretamente para o Planalto: “Vou disputar qualquer coisa em 2014”. Analisei aqui que poderia ser o governo de São Paulo, se ganhasse (ou se ganhar, o projeto não está fechado), dominaria inteiramente o estado, governador e prefeito.
A propósito, por falar em prefeito: a invasão da privacidade do prefeito Haddad não foi por acaso, imprevisto ou coincidência, “eu estava perto”. Foi tudo planejado, levou fotógrafos, sentou no centro da mesa, quase sem olhar para o prefeito, se dirigindo (e ordenando) diretamente para os secretários.
Lógico, não tinha nada a ver com a prefeitura, o cargo está ocupado, nada com seus objetivos, era um recado (ou intimidação) para mais alto, mais longe e mais distante. Ou seja: o Poder para ele, o controle de tudo.
A INTIMAÇÃO OU INTIMIDAÇÃO
FOI ENTENDIDA E ACEITA
Dona Dilma, que já vem percebendo as coisas e não é de hoje, não queria a luta de frente, viu que não havia outra forma, reagiu duas vezes. A primeira, com roupa de vaqueira, garantindo que seria reeleita em 2014. E logo a seguir da forma política, usando o dócil e servil governador de Pernambuco: “Só para você, como prova de confiança. Haja o que houver serei candidata à reeleição em 2014”.
Viajaram, cada um para o seu lado. Eduardo Campos pensou (?) que fazia uma grande jogada, cumpria o objetivos de Dona Dilma. Chamou jornalistas, informou: “A presidente Dilma me confidenciou que disputará a reeleição em 2014”.
Dilma respondeu a Lula, enfraqueceu o governador de Pernambuco, que passou de personagem a fofoqueiro, e ainda mais, perdendo a confiança dos possíveis interlocutores. E Dona Dilma ficou aparentemente parecida com um estrategista, pelo menos fez o que ninguém esperava.
O ex-presidente não se considera atingido ou alijado, ficou um pouco surpreendido, logo deu uma gargalhada de satisfação, comentou com Okamotto: “A Dilma está sendo aconselhada e assessorada por quem? Eu ainda nem havia decidido o que disputaria em 2014, ela aplainou meu caminho”.
O PSDB TEM VÁRIOS CANDIDATOS,
NENHUM GANHA DE DILMA OU LULA
Depois de 2002, quando Lula assumiu, o PSDB não encontrou mais o caminho de casa. Perdeu a presidência três vezes, duas com Serra, uma com Alckmin. E agora os dois nomes voltam ao noticiário, lógico, em companhia de Aécio Neves, sempre cogitado como o “candidato jovem”. Pelo jeito, chegará aos 80 anos, não mais como cogitado, e sim o candidato indigitado, que palavra.
Serra perdeu duas vezes, na segunda teve mais de 40 milhões de votos, foi para o segundo turno. O desastre para sua candidatura e biografia foi a pressa de não completar mandatos. Se não tivesse perdido tão feio para prefeito, estaria ameaçando seriamente o ex-governador de Minas.
Alckmin já perdeu uma vez para presidente, afirma: “Tenho o direito de tentar outra vez, como Serra”. Mas tem um pacto de permanência com São Paulo, está no Poder lá desde 1994. Só saiu em 2006 para ver o Planalto mais distante. Foi vice de Covas doente em 1994. Em 1998, perderam para Lutfatta Maluf no primeiro turno, ganharam no segundo.
Covas nem governou, Alckmin exerceu, Covas morreu, Alckmin emplacou a terceira eleição seguida, na época me fartei de dizer que era ilegal e inconstitucional. Perdeu no plano nacional, voltou em 2010, SP não aguenta mais, quase certo que espere 2018. Lula e Dilma terão cumprido seus destinos. Aparecerão outros. Como Serra, Alckmin não será presidente.
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PS – Avulsos, ninguém. Tenho a maior simpatia por Dona Marina, mas ela não tem legenda, não tem votos, não tem caminhos presidenciais.
PS2 – Ao contrário do que todos diziam, 2014 está, agora, bom para a Dilma “gerentona”, se livra do 2013, administrativo.
PS3 – Alckmin tentará outro mandato em SP. Mas está em pânico com a possibilidade de ter Lula como adversário. Sabe que não ganha dele. Prefere Lula presidenciável, se ganhar termina o mandato com 72 anos. Para Alckmin, Lula não é um adversário, e sim um espantalho assustador.
PS4 – Como o futebol é a pátria de chuteiras (Nelson Rodrigues), não podemos desprezar a convocação da seleção. Ainda mais porque Maluf está em alta. Seu “vice-governador” na ditadura, José Maria Marin, anunciou os jogadores para a Copa de 2014. Feita por Scolari, que por suas vezes publicamente manifestou seu admiração pelo ditador-perseguidor-torturador Pinochet.
PS5 – O treinador que rebaixou o Palmeiras e foi promovido a treinador da seleção, manteve quase todas as indicações de Mano Menezes. Fez 4 “invenções”, chamou Ronaldinho Gáucho. (Não o melhor do mundo de 2002, e sim o de hoje, 11 anos depois).
PS6 – Reconvocou Julio Cesar, que era da Inter de Milan. “Saído” dela, está na Segunda Divisão da Inglaterra. Justificativa do goleiro: “Eu queria aprender inglês”. Não era melhor continuar na Primeira Divisão da Itália e contratar um professor de inglês?

Charge do Sponholz



Morosidade da Justiça é entrave ao desenvolvimento



Roberto Monteiro Pinho
Todos os indicadores de desenvolvimento apontam o sistema judiciário brasileiro como um dos seus maiores entraves, estando ao lado das altas taxas de impostos como o vilão, que evita a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. E mais, ressalte-se, a alta litigiosidade não significa acesso amplo à Justiça, mas do fato de poucas pessoas ou instituições utilizarem demais o Poder Judiciário. Isso ocorre porque a maior parte da população está afastada dos mecanismos formais de resolução de conflito.
De acordo com pesquisa do Banco Mundial divulgada em julho de 2003 (Report 26261-BR), 70% dos processos trabalhiostas em tramitação no País, simplesmente desaparecem, uma parte devido a acordos extrajudiciais ou ao pagamento. A maior parcela porque o credor não encontra bens e desiste; 48% dos processos não vão além do pedido inicial, porque o credor não dá continuidade (acordo extrajudicial ou desistência por falta de possibilidade de o devedor efetuar o pagamento) ou porque a justiça não encontra o devedor para a citação; 41% dos processos com continuidade não conseguem penhorar os bens, em geral por dificuldade em encontrá-los; 57% dos processos com penhora efetivada foram embargados. Em suma o problema dos processos de execução não é só a morosidade, mas também a sua não conclusão.
Quando se desrespeita o advogado, é o desrespeito ao jurisdicionado, que aquele representa conforme a própria etimologia da palavra, “do latim advocatu, de ad, para junto, e vocatus, chamado, invocado, ou seja, aquele que é chamado para ajudar”. E quando o Judiciário desrespeita o jurisdicionado, desrespeita a sua própria razão de ser; a justiça é para a sociedade e não vice-versa. Não podemos esquecer que a Justiça existe (em tese) para garantir o equilíbrio social. Se não funciona, ou funciona defeituosamente, deixa de cumprir sua finalidade.
A advocacia, como se depreende do cotejo entre os artigos 133 da Constituição e 2°, §1° da lei 8.906/ 94 (Estatuto da Advocacia) é uma função essencial à justiça em cujo ministério privado se presta serviço público e se exerce função social. A definição já basta para mostrar a relevância da atividade que, além disso, se encontra em paridade em relação às carreiras do Ministério Público e da Magistratura (art. 6º, lei 8.906). Quaisquer violações às prerrogativas de advogado são, portanto, não apenas ilegais como ferem frontalmente a Carta Magna.

Dia Nacional do Aposentado Brasileiro. Dia 24 de janeiro de 2013. Nada a Comemorar.



José Paulo de Resende
Infelizmente, a cada ano que passa os aposentados brasileiros que ganham acima do salário mínimo são mais espezinhados e humilhados pelo governo federal. Aliás, nos últimos 20 anos, nós, aposentados brasileiros que ganhamos acima do salário mínimo, fomos colocados a margém por quem governa ou governou o País.
Já não bastava o maldito fator previdenciário que foi imposto goela abaixo pelo governo FHC junto com o Congresso Nacional e que até hoje continua válido, ainda temos ainda que aguentar os parcos reajustes que nos são dados pelo atual governo federal do PT.
Lula e a senhora Dilma Rousseff viraram as costas para todos nós e não estão nem aí para os graves problemas por que passa esta enorme classe de trabalhadores que se dedicaram anos a fio para o engradecimento da Nação Brasileira. Nos dão, nestes 10 anos de mandato do PT no Poder, parcos reajustes,  acham que está tudo bem e ainda falam em Justiça Social.
Já é sabido por todos. Quando há aumento de reajuste para os aposentados que ganham até 1 salário mínimo, os demais aposentados  perdem cada vez mais. Tanto que muitos já estão ganhando apenas 1 salário mínimo, por causa do achatamento em seus reajustes. Os reajustes dado a nós não seguem o mesmo valor do reajuste dado para o salário mínimo. Este aumento recente foi de 9% por cento para quem ganha até 1 salário mínimo e para nós apenas nos foi dado 6% por cento.
ANTIGAMENTE, OS PETISTAS…
E dizer que os petistas que se encontram hoje no poder há mais de 10 anos criticavam os parcos reajustes que nos era dado pelo governos anteriores. Criticavam e depois que chegaram ao poder fazem a mesma coisa ou pior.
A incoerência no discurso é tamanha. Antes criticavam e como criticavam e até o próprio ex.presidente Lula dizia em 29 de outubro de 1989 no programa Sylvio Santos que queria que aposentado brasileiro tivesse o mesmo padrão de vida dos aposentados europeus. O que se vê hoje em dia é totalmente o contrário.
Os discursos bonitos de antigamente e as críticas que os petistas faziam antigamente hoje são consideradas falácias e mais falácias. O que eles queriam é chegarem ao poder para usufruirem tudo de bom que o poder poderia dar para eles e nada mais.
Hoje somos relegados a segundo plano. Há projetos  para serem votados e que podem beneficiar os aposentados brasileiros, mas o presidente da Câmara, deputado Marco Maia, do PT, não os colocou em votação. O atual vice-presidente da República, Michel Temer, que já foi presidente da Câmara, fez o mesmo em sua época.
Eles não estão interessados em beneficiar a quem tanto trabalhou para a grandeza deste País. A cada dia que passa e a cada ano que passa nos dão somente migalhas e nada mais.
Nos humilham e nos espezinham e não nos respeitam de forma alguma. Por isto neste  dia 24 de janeiro de 2013 não temos nada a comemorar. No Dia do Aposentado Brasileiro não há nada para comemorar.

Charge do Sponholz