segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

COMEÇA NA CADEIRA DA “PRESIDENTA”



Giulio Sanmartini
O Brasil petista está muito mal servido de ministros e, entre os piores, não tenho medo de afirmar, estão aqueles da Justiça.
Nesses 10 anos os titulares foram 4 e o primeiro (1/1/2003 a 16/3/2007), Marcio Thomaz Bastos, apesar de ser um bom advogado criminal, joga para o alto, a ética indispensável, ao defender bandidos de colarinho branco.
José Eduardo Cardozo
José Eduardo Cardozo
Foi substituído pelo imbecil de truz Tarso Genro (16/3/2207 a 10/2/2010) que com sua equivocada ideologia, levou o país a uma crise diplomática, no caso Cesare Battisti.
Deixou o cargo para candidatar-se ao governo do Rio Grande do Sul e foi eleito governador.
O gabinete foi ocupado pelo ministro tampão, Luiz Paulo Barreto (10/2/2010 a 31/12/2010), que não fedeu nem cheirou.
Com a chegada da “presidenta”, também veio o atual ministro José Eduardo Cardozo. No início ficou quieto e calado, mas a primeira vez que abriu a boca foi para deitar merda. Em novembro passado,  provocou polêmica ao afirmar que preferia morrer a ser preso em prisões brasileiras, as quais classificou como “medievais”.
A segunda fala foi mais contundente. Em 28/12 ele teve a audácia de comparar a criminalidade em Alagoas com a criminalidade da Suíça, sendo que estado a que ele se refere o mais violento do Brasil e o país europeu registra o menor índice de criminalidade do planeta.
Em Maceió, Cardozo comemorou os primeiros resultados de um programa federal contra a violência, que serve de piloto para futura implementação em outras regiões do país. O elogiar o programa Brasil mais seguro, esbanjou otimismo ao afirmar:“São números suíços, governador   (de Alagoas Teotônio Vilela).
O ministro enganou-se em três zeros Segundo estatísticas da ONU, o Brasil registra mais de 40 mil assassinatos por ano, média de 21 por 100 mil habitantes, enquanto na Suíça são de 52 por ano ou 0,7 por 100 mil habitantes. Cardozo pensou que na Suíça matam-se 52 mil por ano. Mas são assassinadas apenas 52, em média.
Ao cometer esse erro, Cardozo mostrou-se totalmente incapaz para exercer seu cargo. Aliás, a incompetência que grassa nesse segundo governo petista, nos dá a certeza que esta emane da cadeira principal no Gabinete Presidencial.

A Charge do Amarildo



Golpe contra amigo, não pode. A favor de amigo, pode


BRASIL - VENEZUELA


Quer dizer: golpe aplicado por nossos amigos, pode. Aplicado contra nossos amigos, não.
É o que parece claro a se levar em conta o que aconteceu no Paraguai em 2012 e o que se prepara para acontecer na Venezuela, esta semana.
Fernando Lugo, ex-bispo, presidente do Paraguai, era amigo do Brasil. Melhor dizendo: do PT que governa o Brasil há 10 anos.
Todas as forças políticas paraguaias - entre elas o partido do próprio Lugo - se juntaram para derrubá-lo.
Na Câmara dos Deputados, Lugo perdeu por 73 votos contra 1. No Senado, 39 a 4.
A Corte Suprema do Paraguai avalizou a derrubada de Lugo. Foi um "golpe legal".
Lugo teve menos de 48 horas para se defender. Eram pífias as provas reunidas para tirá-lo do poder.
Os países que formam o Mercosul, Brasil à frente, saíram em defesa da "ordem democrática". Apoiaram Lugo. E expulsaram o Paraguai do Mercosul.
A Venezuela entrou no Mercosul aproveitando a vaga que fora do Paraguai. Não entrara antes porque o Paraguai via com restrições a democracia praticada na Venezuela.
Irônico, não?
Em dezembro passado, Dilma despachou seu assessor especial Marco Aurélio Garcia para ir ver o que estava se passando na Venezuela às vésperas da posse de Chávez para seu quarto mandato presidencial consecutivo de seis anos.
E Marco Aurélio voltou de Cuba, onde Chávez se trata de um câncer na pélvis, fingindo não ver o golpe que está pronto para ser servido na Venezuela.
A Constituição venezuelana manda que o presidente eleito assuma o cargo no dia 10 de janeiro do primeiro ano do seu mandato diante da Assembléia Nacional ou do Tribunal Superior de Justiça. Do contrário sua vaga será ocupada pelo presidente da Assembléia, que convocará nova eleição num prazo de 30 dias.
Chávez está em Cuba desde dezembro quando foi operado pela quarta vez. Para isso a Assembléia Nacional, onde conta com folgada maioria de votos, concedeu-lhe licença de 90 dias. Licença que poderá ser renovada por mais 90 dias.
Eis a essência do golpe: dá-se Chavez por licenciado do cargo durante 90 dias. Seu vice governa no lugar dele. Se Chávez não morrer antes do fim da licença em curso, ganhará outra.
Se não morrer, mas se não puder assumir o cargo ao cabo do segundo período de licença, aí, sim, haverá nova eleição.
A Constituição não prevê prorrogação do mandato anterior de um presidente reeleito. Nem por doença nem por nenhum outro motivo. E é de prorrogação que na verdade se trata.
Se não está na Constituição o que se planeja fazer, é golpe. E mais escandaloso do que o golpe que despachou Lugo.
Marco Aurélio é um um político experimentado.  Não lhe recomenda bem sugerir a Dilma avalizar o que até um simploes estagiário de Direito classificaria de  "golpe de mão".
Há menos de um mês, ao perceber que haveria resistência ao golpe dentro do Superior Tribunal de Justiça, Chavez demitiu de uma só vez seis ministros.
Sim, Chávez nomeia e demite ministros da mais alta instância da Justiça. A Constituição reformada em 2008 lhe concedeu tal poder. Assim como demite e pode nomear seu vice a qualquer momento.
A Igreja Católica venezuelana distribuiu, hoje, comunicado onde diz considerar "moralmente inconcebível" a manobra esboçada pelos "chavistas" para driblar o que determina a Constituição.
Caso deseje ser minimamente coerente, o governo brasileiro está obrigado a tomar posição pública contra o golpe. E se mesmo assim ele prevalecer, a batalhar para que a Venezuela seja expulsa do Mercosul. Como o Paraguai foi.

Congresso entrega-se à preguiça, por Everardo Maciel



Impressiona muito o contraste entre a atitude assumida, neste final de ano, pelos congressistas norte-americanos e brasileiros.
Lá, os parlamentares se dispuseram a trabalhar, ininterruptamente, no mês de dezembro, (inclusive no dia 31) e em 1º de janeiro, buscando uma saída para o chamado “abismo fiscal” (fiscal cliff), com elevado potencial de efeitos perversos sobre o nível da atividade econômica mundial.
Ainda que não se tenha logrado uma solução definitiva para a complexa combinação de corte de gastos e de impostos, o episódio valoriza a responsabilidade dos parlamentares e, sobretudo, a capacidade de negociação entre o Executivo e o Legislativo daquele país, sob a égide do consagrado princípio da harmonia e independência dos poderes.
Aqui, depois do prolongado recesso branco associado às eleições municipais, os senadores e deputados optaram por desfrutar das tradicionais férias de fim de ano que se prolongam até o início de fevereiro, sem que deliberassem, dentre inúmeras matérias relevantes, sobre o orçamento para 2013 e os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, malgrado todos saberem que os recursos desse fundo constituem fonte indispensável para financiamento dos gastos da esmagadora maioria dos Estados.
O que houve com o Congresso Nacional? Decidiu abdicar do exercício de suas funções constitucionais?
Mesmo em épocas difíceis, o Congresso jamais renunciou às suas responsabilidades. Ainda que desfalcado, nos governos militares, pela cassação de ilustres membros, novas gerações de parlamentares mantiveram o legado de combatividade, exercendo honradamente a atividade política na sua expressão mais nobre.
Paradoxalmente, a abertura democrática, que sucedeu os governos militares, e a Constituição de 1988 concorreram para o enfraquecimento da atividade parlamentar.
Em 1985, as novas bases de apoio governamental promoveram uma assustadora fúria fisiológica, privilegiando-se a filiação partidária em detrimento da habilitação técnica, cuja competência gozava de reconhecimento internacional.
Perdeu-se a compostura. A cobiça atingiu limites escandalosos, levando à criação de tantos cargos quantos fossem necessários para saciar a sede fisiológica. Era a pré-estreia do atual império do fisiologismo e aparelhamento.
A Constituição de 1988 introduziu institutos concebidos para uma pretensão de governo parlamentarista. Prevalecendo a tese presidencialista, esses mesmos institutos se converteram em armas contra o próprio Parlamento, a exemplo das Medidas Provisórias com força de lei.
O mais grave é que, com o passar do tempo, as Medidas Provisórias aumentaram sua toxicidade política, sendo utilizadas para tudo, desde a alteração do orçamento e das leis de diretrizes orçamentárias até a majoração de tributos, daí passando para verdadeiras colchas de retalho, recheadas pelos “contrabandos” dos projetos de lei de conversão.
O novo regime, introduzido pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001, estabelecendo o travamento das pautas legislativas até a votação das Medidas Provisórias editadas, infelizmente serviu apenas para paralisar de vez a atividade legislativa.
A boa intenção do legislador constitucional sucumbiu ante a prosaica indisposição para o exercício da prática legislativa.
A exigência constitucional do prévio exame dos requisitos de relevância e urgência das Medidas Provisórias, absurdamente, foi afastada por uma manobra regimental, no Congresso. Foi necessária a intervenção do STF, em decisão recente, para restabelecer essa trivial exigência.
Consolidou-se, dessa forma, a transferência da capacidade de legislar para o Poder Executivo, que dispõe ainda do recurso ao veto com poder de fulminar as parcas proposições do Legislativo.
De fato, não bastasse a exigência de quórum qualificado para sua derrubada, na prática, só remotamente os vetos são apreciados.
É espantoso constatar que existem mais três mil vetos na fila há mais de doze anos, a despeito de a Constituição prescrever prazo de trinta dias para sua apreciação pelo Congresso.
É o reinado da preguiça. O Congresso perdeu o gosto pela produção de leis, propiciando, inclusive, um crescente ativismo do Judiciário para suprir a mora legislativa.
A poder de fiscalização do Congresso foi garroteado pelo boicote à convocação de autoridades e pela farsa das CPIs, apequenadas pela maior capacidade investigatória dos órgãos especializados e pelo silêncio dos investigados, com base em direito sufragado pela Constituição.
O que sobra para o Congresso? Elevar verbas de representação, indicar apaniguados para funções públicas, cumprir os formalismos para aprovação de indicados para os cargos de ministros de tribunais, embaixadores e diretores de agências e, por fim, fazer o jogo das emendas parlamentares – fonte inesgotável da corrupção política. Eventualmente, se escutam protestos.
Os brasileiros cultivam grande apreço por reformas. Elas satisfazem o desejo de mudar e têm tamanha indeterminação que atendem a todas as vontades. A imprecisão do ânimo reformista não significa, contudo, negação dos problemas que pretende enfrentar. Usualmente, falta projeto.
A Reforma Política, por exemplo, a despeito de sequer lograr sua dimensão eleitoral, deveria, para ser eficaz, ambicionar a Reforma do Legislativo, abrangendo a revisão do instituto das Medidas Provisórias, a reconstrução do sistema orçamentário, a fixação de exigências para o provimento de cargos públicos, etc.
Essa tarefa, entretanto, requer o concurso de estadistas – espécie em extinção na política brasileira.

Everardo Maciel é ex-secretário da Receita Federal

CRÔNICA Cartas de Londres: minissaias, decotes e transparências



O vestuário feminino ousado não sai de moda no Reino Unido. Perto do zero grau de dezembro ou dos mais de 30 graus das Olimpíadas, a única diferença é saber se devem ou não usar uma pesada meia-calça cor de pele contra o frio. São micromicrossaias, blusas transparentes que às vezes só escondem os mamilos e enormes decotes. Não chega a ser lindo de se ver, mas não faz mal a ninguém.
Achei que fosse algo das meninas mais rebeldes, que afirmam assim sua sexualidade e sua liberdade. Ou um desafio a uma sociedade machista, ainda que menos do que a nossa. Ou para dizer às francesas, italianas e espanholas que, sim, as inglesas podem.
Caiu tudo por terra quando vi uma colega não muito bonita, megacatólica e pudica, usando um vestido que mostrava metade dos seus seios.
Não era por rebeldia ou para mostrar que tinha o que exibir. Apenas era. “Não entendi o que tem de errado com a minha roupa para minha mãe dizer que não ficou bem”, disse ela. Amigas também não entenderam. Seria um caso isolado.
Mas neste fim de semana, andando pela área dos artistas de rua, vi outras com perfil semelhante -- pouco atraentes, intelectualizadas, mas sem ar de irritação com o mundo. Seminuas.
Pergunto aos colegas porque têm fetiches com mulheres brasileiras, sendo que as daqui são ainda mais ousadas na forma de se vestirem. “Mas e os biquinis minusculos que usam no Rio?”, me devolve um deles. Respondo que ninguém usa traje de banho na cidade, é um vestuário exclusivo de praia. E ele. “Mas uma inglesa nunca vestiria algo tão provocante quanto aquilo.” Não entendi.
Outro colega me diz que dificilmente os britânicos 'cantam' qualquer garota, menos ainda as que se vestem de forma ousada. “Algumas ficam incríveis, mas sempre temos receio de olhar demais ou parecermos indelicados. Serve para termos um motivo para começar uma conversa. Mas nunca vi uma moça passar a noite com alguém só porque usava roupas provocantes em uma festa.” Algumas ganham uns gracejos nas ruas, mas não passa disso.
Muitas feministas britânicas -- as contrárias à liberdade total no vestuário -- detestam o que estrangeiras chamam de “moda puta britânica”. Acham vulgar, e não raro têm razão.
Em seis meses de Londres, quase todas as vezes só pude me interessar pelo fenômeno de forma antropológica. Mas quando alguém me fala da ousadia das moças brasileiras, ah, eu já tenho um microargumento na manga.

Maurício Savarese é mestrando em Jornalismo Interativo pela City University London. Foi repórter da agência Reuters e do site UOL. Freelancer da revista britânica FourFourTwo e autor do blog A Brazilian Operating in This Area No Twitter: msavarese. Email: savarese.mauricio@gmail.com. Maurício estará conosco todas as segundas-feiras.

Troféu Algemas de Ouro 2012, na reta final. Eleição no Facebook para o maior corrupto do ano



Altamir Tojal (site Este Mundo Possível)
A edição de 2012 do Troféu Algemas de Ouro está na reta final. O concurso, com votação pelo Facebook, premia os campeões da impunidade envolvidos em escândalos de corrupção no Brasil e que ainda não receberam a punição merecida. A iniciativa é do Movimento 31 de Julho contra a Corrupção e a Impunidade.
 Sarney venceu em 2011
OS CANDIDATOS
Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) – ex-senador, da Quadrilha Delta-Cachoeira.
Eduardo Azeredo (PSDB/MG) – deputado federal, envolvido no mensalão do PSDB de MG.
Erenice Guerra (PT) – ex-ministra da Casa Civil, afastada por tráfico de influência.
Fernando Pimentel (PT) – ministro do Desenvolvimento, acusado de consultorias fantasmas.
Fernando Cavendish (Delta) – ex-presidente da Delta, empresário líder no mercado da corrupção.
Jader Barbalho (PMDB/PA) – senador, escapou da Lei da Ficha Limpa; envolvido no escândalo da Sudam.
José Roberto Arruda (ex-DEM/DF) – ex-governador do DF, cassado por corrupção explícita.
Lula (PT) – ex-presidente, que não sabe do Mensalão nem do Rosegate, pelo conjunto da obra.
Paulo Maluf (PP/SP) – deputado federal, fugitivo da Interpol, pelo conjunto da obra.
Sérgio Cabral (PMDB/RJ) – governador do RJ, da Gang do Guardanapo, amigo da Delta.
COMO VOTAR
A votação é feita no Facebook até 15 de janeiro de 2013, no seguinte link:
https://www.facebook.com/questions/366939100067651/?notif_t=question_suggest
A premiação dos vencedores dos troféus (ouro, prata e bronze) será no dia 20 de janeiro, em festividade a ser divulgada oportunamente.
A primeira edição do Troféu Algemas de Ouro (2011) foi vencida pelo senadorJosé Sarney com 60% dos 7 mil votos. As Algemas de Prata ficaram com o ex-ministro José Dirceu. E as Algemas de Bronze ficaram com a deputada federalJaqueline Roriz.
MOVIMENTO 31 DE JULHO
O Movimento 31 de Julho organiza e participa de manifestações contra a corrupção e a impunidade desde meados de 2011. São passeatas, comícios e também ações na Internet, realizadas em conjunto com outros grupos do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Promoveu o abaixo-assinado pelo julgamento do Mensalão, o Troféu Algemas de Ouro e as campanhas Pega Ladrão e SOS STF. Vem contribuindo para causas vencedoras, como o reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a confirmação do poder do CNJ de investigar e punir irregularidades no Judiciário e a realização do julgamento do Mensalão.

Charge do Duke (O Tempo)