domingo, 18 de novembro de 2012

Lamentavelmente Cuba e Brasil possuem uma mesma identidade: a estagnação de seus povos



Francisco Bendl
A jornalista Rosane de Oliveira (Zero Hora) acompanhou a delegação do governador Tarso Genro e empresários gaúchos à Cuba com vistas a possíveis negócios. Diariamente enviava notícias a respeito de suas impressões pela ilha caribenha e dotada de regime comunista.
 Dando um capricho no carrão…
Honesta, séria, bem conceituada na função, Rosane de Oliveira comentou sobre a situação do povo cubano, suas dificuldades, pobreza, miséria, a prostituição como fonte de renda, apesar do serviço de saúde e educação serem muito bons em termos básicos, mas que não garantem futuro aos profissionais liberais, em razão da falta de mercado em Cuba para admiti-los.
Impressionou-se com as construções de Havana que ainda conseguem se manter erguidas, mesmo em ruínas e mostrando um aspecto deprimente de uma cidade que teria as condições de se tornar uma das mais lindas e trepidantes do Caribe, caso não estivesse sob o tacão de uma ditadura que lhe roubou a alma, a alegria, a disposição, o entusiasmo!
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O PREÇO DA FELICIDADE
A utopia socialista cobra um preço impagável ao ser humano, repito, que é a sua felicidade, a sua realização pessoal, a sua escolha em ser o que o seu talento e vocação determinam, até mesmo o seu destino, em troca de um nivelamento decadente, e que obriga o povo ao padecimento permanente!
Enquanto a população sofre, a Nomenklatura se diverte, enriquece, torna-se mais cruel e não abandona o Poder, em detrimento da felicidade e sonho de um povo que um dia gostaria de ser o comandante da sua vida e não eternamente comandado por um títere, um déspota, um genocida como foi e é ainda Fidel Castro, um reles assassino que consegue fazer com que os petistas ainda lhe beijem a mão!
A facção de esquerda brasileira afronta nossas Forças Armadas pelas torturas e mortes ocasionadas em 21 anos de regime militar, que não atingiram quatrocentas vítimas, a se lamentar, evidentemente, mas não se revoltam com as mais de 30 mil vítimas mortas por Castro, dando a entender que os assassinatos da esquerda cometidos também no Brasil são justificados, menos quando contra ela que deseja ainda transformar o Brasil em uma republiqueta comunista, afora o barbudo, decrépito e senil Fidel estar no comando da ilha há mais de cinco décadas!!
Pois qual foi o progresso e desenvolvimento que Fidel trouxe ao povo cubano? Igualmente pergunto qual tem sido os esforços do nosso governo, do PT, para que o Brasil se desenvolva e saia definitivamente da condição de emergente?
Lamentavelmente Cuba e Brasil possuem uma identidade: a estagnação de seus países e, nós, ainda com agravantes: Educação, Saúde e Segurança como se fossem as ruínas do centro histórico de Havana!

CRÔNICA Cartas do Canadá: O que você sabe sobre o Brasil?



Imagino que a jovem brasileira Andressa Barbosa não imaginava a repercussão que o vídeo produzido paraInternational Week na Brook University de Ontario poderia produzir na internet.
“What do you know about Brazil?” (O que você sabe sobre o Brasil?) já foi visto mais de 80 mil vezes desde sua publicação na última terça-feira. No vídeo, Andressa pergunta a canadenses questões gerais sobre o Brasil e constata que muito pouco eles sabem sobre a nossa cultura e sociedade.
Sim, no Brasil se fala português. Brazilian não é um idioma, é uma nacionalidade. Buenos Aires não fica no Brasil e sim na Argentina. E a nossa terrinha é o quinto maior país do mundo em território e população. E sim, todo brasileiro vivendo no Canadá já viveu uma ou todas essas situações, e com um sorriso amarelo corrigiu o amigo canadense na mesa de pub.
O vídeo de Andressa seria mais do mesmo se não tivesse capturado uma qualidades mais nobres do canadense: o espírito esportivo! Na metade do vídeo, talvez encorajados por alguns acertos, os entrevistados começam a falar sobre o que eles realmente sabem sobre o Brasil. “No Rio, a estátua gigante de Jesus Cristo,” “É um país de mulheres bonitas,” “o melhor time de futebol do mundo,” e por aí vai.
Imagino que entre as perguntas e respostas muitos deles quiseram saber mais, conversar sobre o país de Andressa e ter uma boa história sobre o Brasil para dividir com os amigos no futuro.
E quando penso nessas histórias é que vejo o quanto nós, brasileiros no exterior e no Brasil, só permitimos que o mundo nos veja por nossas mulheres bonitas, samba e futebol. OK, talvez eu esteja exagerando, mas por que toda vez que vou a uma churrascaria brasileira no exterior o entretenimento é ligado a um ou uma combinação desses assuntos?
Por que não exportamos a Folia de Reis, por exemplo?
Se a única foto que mandamos para os nossos amigos no exterior é com um boto/papagaio/mico está certo eles pensarem que no nosso país existem animais selvagens, não?
Em “What do you know about Brazil?” também fala de multiculturalismo e como Brasil e Canadá estão próximos; o Brasil à frente do Canadá já que anos de miscigenação incorporaram culturas diferentes gerando algo que por eles é visto como uma cultura homogênea.
Ainda não sabemos o efeito que a nossa cultura vai produzir na formação de uma cultura única canadense, mas daqui ou daí temos todos o dever de representar o nosso país da melhor forma possível, com histórias que representem o nosso orgulho pela nossa terra e não como um anúncio clichê.
E você, o que você sabe sobre o Brasil?


Veronica Heringer é bacharel em Jornalismo pela PUC-Rio, mestre em Media Production pela Ryerson University e estrategista em marketing digital. Bloga noMadame Heringer.com e escreve para o Blog do Noblat aos domingos.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PRESTES A SOLUCIONAR PROBLEMA DE PRESÍDIOS


Ralph J. Hofmann
 Consta que o Minstro da Justiça (rsrsrs)  do Brasil José Eduardo Cardoso está
mostrando uma invejável eficiência em resolver os problemas surgidos com a inexistência de cárceres especiais para os condenados chapa branca deste país.
Um informante do seu gabinete vazou a informação de que esta semana mesmo é esperada a visita de um grupo de investidores de Dubai, dispostos a acomodar os condenados do mensalão e ainda alguns traficantes e dirigentes do Comando Vermelho, detentores de reservas adequadas, em instalações especiais.
Estas instalações seriam no próprio Dubai e já estão prontas, construídas que foram antes da crise econômica mundial atual.
As celas são suítes de 540m2 com hidromassagem Jacuzzi e serviço de quarto 24/7 (24 horas sete dias por semana). No local para exercício há a opção para qualquer esporte ou lazer. .
Haverá os serviços bancários essenciais para que os prisioneiros possam movimentar suas contas em moeda forte em qualquer banco do mundo com assessoria dos consultores financeiros de Dubai.
O custo desta prisão especial será pago pelas taxas de corretagem dos serviços bancários utilizados pelos apenados.
Há rumores de que ante esta perspectiva já exista uma tendência de novos acusados de corrupção colaborarem com as promotorias fornecendo novos elementos para assegurarem suas condenações.   
(1) Fotomontagem: Penitenciária em Dubai e Carcereira de Dubai

FOTOS DE VER PARA CRER: Casa em cima de árvore não é mais brincadeira de criança



Vai uma casinha na árvore aí?
Vai uma casinha na árvore aí?

Está decretado, a partir de agora, que casa na árvore não é mais brincadeira de criança!
As fotos dessas casas sobre árvores foram compiladas por Sandra Ganter de Castro e sugeridas aqui para o blog pelo leitor e amigo Fernando Portela.
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O chefe e os holofotes



Marco Maia: pose de presidente
Tem gente que, por mais que se esforce, não consegue conter a vaidade no poder. Isso é um perigo. Desta vez, a versão presidente da República de Marco Maia não lotou a agenda de compromissos, como fez em outras ocasiões. Mas nem por isso abriu mão dos holofotes. Não aguenta.
Hoje, a assessoria de imprensa de Maia enviou duas fotos dele: uma delas – posadíssima – ao telefone. A segunda, abraçado a Ideli Salvatti – quem diria! O texto diz que Ideli pediu ao presidente em exercício ajuda para Santa Catarina. Maia ficou todo bobo e resolveu mostrar serviço imediatamente.
Embaixo da imagem dele, empunhando o telefone no gabinete presidencial, há a informação de que Maia estava em contato com o governador Raimundo Colombo. Aproveita, presidente. Semana que vem está logo aí. Ainda bem (Mais detalhes em: País forte).
Por Lauro Jardim

A reação de Israel. Ou: Tarso Genro resolveu fazer parte da guerra e escolher um lado



Só nesta sexta-feira, o Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza, disparou 190 foguetes contra Israel. Um deles caiu nos arredores de Jerusalém – nada menos! O alvo era o Parlamento. A chuva de mísseis, na verdade, nunca cessou. O governo israelense decidiu reagir. Na quarta-feira, um ataque cirúrgico matou o terrorista e chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari. Gaza está sendo alvo de ataques aéreos. Considera-se grande a possibilidade de uma incursão terrestre. Que alternativa os terroristas deixaram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu?
O curioso é que se especula, aqui e ali, por que Netanyahu reagiu só agora. “Esperou a eleção americana”, dizem alguns. “Está de olho nas eleições israelenses de janeiro, quando pode ser referendado no cargo ou dele defenestrado”, dizem outros. Muito bem! Digamos que esses cálculos tenham também instruído a decisão, pergunto: é ilegítimo que o Estado de Israel decida a hora mais oportuna de reagir?
Também andei lendo que esse momento mais agudo da crise teve início com o decisão de Israel de eliminar Jabari. Mentira! O governo israelense reagiu à intensificação dos ataques organizados e executados pelo Hamas. Desta feita, os terroristas que governam Gaza nem se ocuparam de atribuir a iniciativa a grupos ainda mais radicais. Aqueles que muitos pretendem ver admitidos como parte legítima da negociação israelo-palestina assumem que tentaram jogar um foguete contra o… Parlamento israelense! Que país do mundo suporta esse tipo de ataque sem uma reação exemplar?
Por que o Hamas se sente fortalecido? Ora, por causa do novo momento – isso que chamam “Primavera Árabe”. O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, visitou Gaza, manifestou apoio integral aos terroristas e ainda teve tempo de segurar uma criança morta, supostamente atingida pelos bombardeios israelenses. Qandil e o presidente egípcio, Mohamed Mursi, pertencem à Irmandade Muçulmana, de onde brotou o Hamas.
Então vejam que curioso: quando o Hamas estava sob o comando indireto do ditador Bashar Al Assad, jogava seus mísseis contra Israel. Mandou o antigo aliado às favas – quem ainda aposta nele? – e resolveu integrar a nova metafísica influente da região. Como consequência, sente-se mais livre para… jogar ainda mais mísseis contra Israel!
Tarso Genro
É nesse ambiente que se vai realizar em Porto Alegre, entre 28 de novembro e 1º de dezembro, com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que, entre outras delicadezas, prega um boicote internacional a Israel e defende como legítimas as ações do Hamas contra o país.
De maneira clara, aberta e deliberada, Tarso está investindo dinheiro público num evento que apoia ações terroristas contra um país com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas. Numa nota que chega a ser cínica, o petista sugere que dá suporte à realização do encontro sem se comprometer com a sua pauta. Tarso é mesmo um homem inovador: dá apoio material a um evento que defende os atos de um grupo terrorista, mas sem sujar as mãos de sangue…
Nos próximos dez, 11 dias, o mais provável é que a crise se acirre. Tarso resolveu dar a sua contribuição à história, atraindo para o Brasil os amigos do Hamas.
Por Reinaldo Azevedo

Proust e o Google


NELSON MOTTA


Nos anos 60, eu lia entusiasmado as teorias anarquistas de Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), sonhando com a plena liberdade de expressão, associação e ação, baseada na responsabilidade individual, que só poderia existir com o fim do Estado — como nosso patrão, pai, mãe ou religião. Dizia Proudhon que "ser governado é ser observado, fiscalizado, controlado, numerado, doutrinado, avaliado, punido, autorizado, taxado, explorado, corrigido, licenciado, comandado — sob o pretexto da utilidade pública — por criaturas que não têm a sabedoria e nem a virtude para isto". Grande Proudhon.
Imagino Proudhon com a internet, desfrutando de uma liberdade sem fronteiras, sem limites e controles, sem monopólios, burocracias e aparelhamento político, sem Estado, com os cidadãos livres se reunindo em grupos autônomos, em comunidades unidas por interesses comuns e sem limitações de espaço e de distâncias físicas, em instantânea comunicação. Proudhon ia deitar e rolar, e certamente repensaria suas ideias libertárias.
Às vezes me divirto imaginando como Marx ou Freud desenvolveriam suas teorias em um mundo com essas liberdades e possibilidades, com o planeta todo interligado e interagindo, todo mundo vendo e falando com todo mundo, sem intermediários, como nem o mais otimista dos anarquistas ousaria sonhar.
Como Marx formularia sua revolução sabendo que as bolsas de valores do mundo estavam interligadas com colossais capitais transnacionais trocando de dono com um clique? Como Freud analisaria a revolução feminista, o poder gay, o sexo virtual e a cultura de celebridades?
Imagino o jovem Tom Jobim descobrindo a música e tendo à sua disposição teclados que reproduzem à perfeição os timbres de qualquer instrumento, ou de qualquer som da natureza, que podem ser tocados como notas ou acordes, em combinações ilimitadas de ritmos e harmonias. E poderia ouvir a música que quisesse, de qualquer época ou lugar, com um clique. Não sei se teria sido melhor músico, mas teria se divertido mais e perdido menos tempo.
Falando em tempo perdido, o que Proust escreveria com o Google e o Facebook?
Publicado no Globo de hoje.