quinta-feira, 14 de agosto de 2014

POEMA DA NOITE O que desejei as vezes, por António Tomás Botto


O que desejei às vezes 
Diante do teu olhar, 
Diante da tua boca!
Quase que choro de pena 
Medindo aquela ansiedade 
Pela de hoje - que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe!
De tudo quanto nós fomos, 
Apenas sei que sou triste.

António Tomás Botto (Casal de Concavada, Abrantes, Portugal, 17 de agosto de 1897 - Rio de Janeiro, 16 de março de 1959) - Poeta e contista português, causou polêmica nos meios religiosos conservadores em Portugal quando publicou o livro Canções. Também foi amigo de Fernando Pessoa. Mudou para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde morreu atropelad

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