domingo, 21 de outubro de 2012

Charge do Duke (O Tempo)



O Judiciário cumpre seu papel no Mensalão, mas esquece outros processos da maior importância



Carlos Frederico Alverga
Pela primeira vez na história do Brasil, políticos poderosos são considerados culpados de ilegalidades praticadas com dinheiro público. A Polícia Federal investigou e concluiu o inquérito, que foi enviado ao Ministério Público, que redigiu a peça acusatória remetida ao Poder Judiciário, representado pelo Supremo Tribunal Federal, que a acolheu e, no presente momento, a está julgando, assegurado o direito à ampla defesa dos réus, cujos direitos constitucionais foram devidamente respeitados.
O problema é que o Judiciário, como instituição, só funcionou efetivamente no caso do Mensalão do PT. Somente nesse caso específico é que o Poder Judiciário teve atuação plena e completa, exercendo na plenitude a sua função típica jurisdicional, de dizer o Direito no caso concreto. Faltou funcionar no caso do mensalão do PSDB em Minas Gerais em 98, envolvendo o ex-governador, ex-senador e atual deputado federal por MG, Eduardo Azeredo, esquema que também tinha como braço operacional o Marcos Valério.
O Judiciário deveria ter funcionado, mas não o fez, no caso do Mensalão do DEM/Arruda no Distrito Federal, no caso da compra de votos promovida por FHC/PSDB para aprovação da emenda da reeleição em 97 e, finalmente, no caso Serra/privatizações.
No final das contas, funcionou efetivamente somente contra Lula e o PT. Entretanto, antes isso do que nada. Não é porque não funcionou no que se refere ao PSDB e ao DEM que o Judiciário não deveria ter funcionado contra o PT. Um erro não justifica o outro. Porém, é estranho que tenha funcionado somente contra o PT e Lula e não tenha ocorrido o mesmo contra FHC/PSDB/Tucanos/Eduardo Azeredo e, também, contra Serra/família/privatizações, denunciado pelo livro “A privataria tucana”.
Entretanto, a Justiça não funcionou, também, no que se refere ao esquema de corrupção das prefeituras do PT no ABC paulista, o qual era abastecido por contribuições das empresas concessionárias de linhas de ônibus e por empresas contratadas para fazer a coleta do lixo urbano das cidades dessa região.
O problema central que envolve quase todos os casos supracitados é o do financiamento das campanhas políticas. Enquanto isso não for resolvido, nada mudará. O tema é importante, vamos voltar a ele.

Na vida e nas vendas: com amor é mais gostoso!




Desde que eu era criança (já faz muito tempo), cresci ouvindo as pessoas dizerem que a não havia melhor comida do que a da nossa mãe, porque um dos ingredientes adicionados ao alimento era “amor”. Isto vem para confirmar que tudo que é feito com amor, fica melhor. Você concorda?

Acredito que você concorde com o que eu escrevi no parágrafo anterior, mas creio que deva estar pensando: “O que isso tem haver com vendas?”. Então irei responder: Tem tudo haver. O mesmo vale para nossa área, visto que, quando colocamos amor no que fazemos, os resultados tendem a acontecer.

O cliente nota quando o vendedor está atendendo e fornecendo informações por obrigação ou quando está ali porque gosta de vender. A diferença é clara e se percebe na hora e também nos resultados. Para o vendedor que faz o serviço por obrigação, a coisa parece que não anda, todo cliente irrita, o produto não vende e os resultados não são alcançados.

O vendedor que vende com amor, que coloca paixão em tudo que faz, que atende o cliente com brilho nos olhos, leva grande vantagem, visto que as pessoas notam seu comportamento e a energia que ele passa influencia no momento de fechar o negócio. Não estou dizendo que o cliente comprará de você apenas por causa disso, mas que ajuda, ah isso ajuda e muito. Um abraço e boas vendas!

Para inocentar culpados, um hipócrita de carteirinha acusa o Supremo de hipocrisia

Augusto Nunes - Revista Veja

20/10/2012
 às 18:23 \ Direto ao Ponto

Inconformado com a condenação dos companheiros bandidos pelo Supremo Tribunal Federal, Lula repete de meia em meia hora seu diagnóstico sobre o julgamento do mensalão: “É uma hipocrisia”. O ex-presidente nunca escondeu que foge de leituras como o diabo da cruz, o vampiro da claridade e Dilma Rousseff da verdade. Pode-se deduzir, portanto, que nunca viu um dicionário a menos de um metro de distância.

Se provavelmente ignora a grafia da palavra que anda recitando, Lula decerto desconhece seu significado. Alguma alma caridosa deveria fazer-lhe o favor de contar que, segundo o Aurélio, hipocrisia quer dizer fingimento, falsidade; fingir sentimentos, crenças, virtudes, que na realidade não possui. Derivada do latim e do grego, a palavra se aplicava originalmente à representação dos atores que usavam máscaras de acordo com o papel interpretado.
Em 1997, por exemplo, Lula usava a máscara de chefe da oposição quando foi incluído no elenco de 52 protagonistas da História do Brasil entrevistados para um documentário patrocinado pelo BankBoston e produzido pela TV1. Numa das salas do Museu do Ipiranga, conversei por mais de uma hora com o então presidente de honra do PT. Ainda convalescendo da derrota que lhe impusera Fernando Henrique Cardoso três anos antes, já estava em campanha para o duelo de 1998.
Fiel ao script ditado pela máscara da vez, o entrevistado caprichou na pose de campeão da ética e da modernidade, pronto para erradicar a corrupção, o populismo e outras pragas que sempre infestaram a política brasileira. O vídeo mostra o que Lula disse sobre Jânio Quadros, FHC e o Congresso. “Enquanto o povo gostar de políticos como o Jânio, nós não saímos do atraso”, começa a discurseira. Confira três trechos:
SOBRE JÂNIO: “Sabe, o populista barato, o autoritário, o que acha que as pessoas tem que ter um chefe que mande, que dê ordem, que use a chibata, sabe, que não tem respeito pelas pessoas, que grita com o jornalista, que ofende os adversários… Eu, pela minha formação política, jamais me prestaria a ser um político desse tipo”.
SOBRE FERNANDO HENRIQUE“Quando é que a pessoa começa a ficar ditador? É quando a pessoa se sente superior aos demais…sabe, quando a pessoa se sente superior às instituições, às organizações da sociedade civil, quando a pessoa começa a entender que não precisa ouvir mais ninguém, quando a pessoa só tem boca, não tem ouvido, a pessoa começa a ficar com atitude de ditador”.
SOBRE O CONGRESSO: “Eu acho que o parlamento brasileiro funciona como uma espécie de bolsa de valores. A verdade é que as pessoas de boa índole, as pessoas sérias, as pessoas comprometida com as suas concepções ideológica são minoritárias no Congresso. Aquilo é um balcão de negócio”.
Passados 15 anos, o entrevistado incorporou o que Jânio tinha de mais detestável, enquadrou-se no figurino que atribuiu equivocadamente a FHC e faz o que pode para tornar o Congresso mais cafajeste do que era em 1997. O farsante que agora acusa o STF de hipocrisia é um perfeito hipócrita. Mas este talvez hoje seja um dos seus traços menos repulsivos. Os outros são muito piores.



Educador Nota 10: uma aula que leva à Lua



Reportagem de VEJA desta semana mostra o bom exemplo do biólogo que despertou em jovens e adultos o interesse pela ciência ensinando astronomia

Gabriele Jimenez
UM DOUTOR NA ESCOLA - Felipe Bandoni, destaque no prêmio Educador Nota 10: traduzindo ideias complexas
UM DOUTOR NA ESCOLA - Felipe Bandoni, destaque no prêmio Educador Nota 10: traduzindo ideias complexas (Claudio Gatti)
O biólogo Felipe Bandoni de Oliveira, 33 anos, integra um grupo raríssimo. Ele está entre o 0,08% dos professores do ensino fundamental brasileiro que enverniza o currículo com um título de doutor. Nascido no interior de São Paulo, Felipe especializou-se em genética, dedicando-se à investigação sobre a evolução do crânio dos macacos – pesquisa que o fez ficar imerso nos museus de história natural da Europa durante um ano. Voltou ao Brasil sabendo exatamente o que queria: retornar à sala de aula como professor de ciências, carreira que iniciou aos 23 anos inspirado na trajetória dos pais, um físico e uma psicóloga também docentes. Hoje à frente de classes noturnas no Colégio Santa Cruz, em São Paulo, ele lida com a complexidade de apresentar conceitos científicos a jovens e adultos de baixa renda nos anos finais do ensino fundamental. Não nivela a turma por baixo. Ao contrário: Felipe decidiu ensinar ali astronomia. Falou de Galileu, quebrou crenças levando à escola artigos de publicações respeitadas, projetou no teto da sala um céu estrelado em que se vê o movimento dos astros e proporcionou aos alunos uma experiência única: observar a Lua com um telescópio. “Atingi o meu objetivo de despertar o gosto pela ciência”, festeja.
Por esse trabalho, na semana passada ele recebeu o prêmio Educador Nota 10, concedido pela Fundação Victor Civita a dez professores do ensino básico e a um diretor de escola. Felipe foi o destaque do grupo. Suas lições reforçam a ideia de que não é preciso nada de muito mirabolante para dar uma boa aula, só o básico: que o professor domine o assunto e consiga traduzi-lo com o mesmo entusiasmo que espera ver em seus alunos. Fazer isso numa turma que volta a estudar na idade adulta, com tantas lacunas acumuladas, reforça seu mérito. No Brasil, há 5 milhões de jovens e adultos matriculados na escola. Seu retorno à sala de aula é bem-vindo num país onde quase um terço da população acima de 15 anos não consegue depreender o significado de um texto simples. Entre os jovens, metade não conclui o ensino médio. “Com mais estudo e treinamento profissionalizante, eles podem ajudar a resolver o apagão de mão de obra brasileiro”, diz o especialista Bruno Novelli, da ONG AlfaSol. O exemplo do biólogo Felipe Bandoni aponta o caminho.

Odebrecht é mais um grupo a criar braço na área de entretenimento



Mais um ramo de negócios
Odebrecht está criando um braço para atuar na área de entretenimento. Vai administrar estádios e cuidar de atrair público com shows e outros eventos. A empresa vai entrar na concorrência de privatização do Maracanã, cujo edital deve sair nos próximos dias.
Por Lauro Jardim

Saiba quantos milhões Kakay recebeu com a absolvição de Duda Mendonça



Cinco milhões de reais no bolso
A absolvição de Duda Mendonça rendeu a Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, 5 milhões de reais limpinhos. Kakay, que tornou-se advogado de Duda há poucos meses, acertou com ele uma taxa de sucesso: só cobraria do seu cliente se o livrasse da condenação.
Por Lauro Jardim