domingo, 14 de outubro de 2012

A NOVELA "MENSALÃO" Percival Puggina


            Aproximamo-nos dos últimos capítulos da novela "Mensalão", uma das poucas grandes obras da dramaturgia brasileira, encenada para tevê, que não foi mostrada nas telas da Globo. A novela rodou seus capítulos no até então obscuro canal da TV Justiça. Como convém às mais sadias exibições públicas, tudo parece apontar para uma consagradora vitória do bem sobre o mal. As patifarias, as maquinações, os fingimentos, foram, aos poucos, sendo descobertos. A maligna trama, que conspirou contra nossa democracia e contra os valores republicanos, foi aflorando do script e compondo um tecido lógico de participações, motivações e ações.
             Foi uma novela diferente. Muito diferente. Observe que o elenco principal jamais foi visto em cena. Trata-se, portanto, de uma concepção inovadora, digna de Nelson Rodrigues! Uma novela conduzida de tal forma que os personagens reais, malgrado terem sido objeto de todos os capítulos, cada qual tendo seu próprio rol e rolo desfiado ante os olhos do público, em momento algum se fizeram visíveis. Mais notável ainda: à medida em que a urdidura era desvelada e caminhava para seu grand finale, foi ganhando forma, por trás do numeroso grupo de personagens, a figura central do drama - o ator sem atuar, o motivador silencioso de toda a obra. Mesmo inominado no roteiro, mesmo envolto num véu de silêncios infinitos, ainda assim ele explode no centro da trama como parte de um processo de elaboração mental do próprio telespectador. E todos nós, sem exceção, se de repente nos fosse pedido, hoje, para indicar o nome do cara por trás dos caras, não divergiríamos quanto ao seu nome, ao seu apelido e ao seu sobrenome. É ou não coisa para se aplaudir de pé, jogando flores ao palco?
             Acertam-se, agora, os lances finais. Afere-se, na balança de Têmis, o peso das culpas. Os personagens pagarão por seus erros. Carregarão sobre si o encargo adicional de saberem que alguém, maior do que todos eles, está em casa, tomando uma cervejinha e assistindo a novela pela tevê. Tenho certeza de que o leitor destas linhas, ao compreender o quanto foi prodigiosa a novela que assistiu nos últimos meses, deve estar se perguntando: "Por que a colocas no nível de Nelson Rodrigues? Por que não Shakespeare?". Respondo: os personagens canalhas de Nelson Rodrigues foram insuperável. Não há nada assim em Shakespeare. A novela do Mensalão, leitores, enquanto exibe a aparência de produzir uma redentora vitória do bem sobre o mal, oculta uma segura vitória do mal sobre o bem. Em algum lugar do país, o cara por trás dos caras afirma que a novela não existiu e ri do drama vivido pelos que foram apanhados nas largas malhas com que nossas instituições capturam peixes!
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* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

sábado, 13 de outubro de 2012

Quarenta anos do livro que fundou a Teologia da Libertação



Leonardo Boff
Aconteceu em São Leopoldo, junto ao Instituto Humanitas da Unisinos dos Jesuítas, a celebração dos 40 anos do surgimento da Teologia da Libertação. Lá estiveram os principais representantes da América Latina, especialmente seu primeiro formulador, o peruano Gustavo Gutiérrez. Curiosamente, em 1971, sem que um soubesse do outro, tanto Gutiérrez (Peru), quanto Hugo Assman (Bolívia), Juan Luiz Segundo (Uruguai) e eu (Brasil) lançávamos nossos escritos, fundadores dessa teologia.
Eu, para burlar os órgãos de repressão dos militares, publicava todo mês, em 1971, um artigo numa revista para religiosas, “Sponsa Christi” (Esposa de Cristo), com o título “Jesus Cristo Libertador”. Em março de 1972, arrisquei sua publicação em forma de livro. As palavras “libertação” e “libertador” não podiam ser usadas publicamente. Custou muito ao advogado da Vozes convencer os agentes de que se tratava de um livro de teologia que não ameaçava a segurança nacional.
Qual a singularidade do livro (hoje na 21ª edição)? Ele apresentava, fundada numa exegese dos evangelhos, a figura de Jesus como libertador das opressões humanas. Com duas delas Ele se confrontou diretamente: a religiosa, sob a forma do farisaísmo da estrita observância das leis religiosas, e a política, a ocupação romana que requeria o reconhecimento do imperador como deus.
À opressão religiosa Jesus contrapôs uma “lei” maior, a do amor incondicional a Deus e ao próximo. À política, ao invés de submeter-se ao império dos césares, ele anunciou o Reino de Deus. Esse Reino comportava uma revolução absoluta do cosmos, da sociedade, de cada pessoa e uma redefinição do sentido da vida à luz de Deus.
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LIBERTAÇÃO
Jesus agia com a autoridade e a convicção de alguém enviado do Pai para libertar a criação ferida pelas injustiças. Mostrava um poder que aplacava tempestades, curava doentes, ressuscitava mortos e enchia de esperança todo o povo. Algo realmente revolucionário iria acontecer: a irrupção do Reino, que é de Deus, mas também dos humanos por seu engajamento.
Nas duas frentes criou um conflito que o levou à cruz, executado em consequência de sua mensagem e de sua prática. Tudo indicava que sua utopia fora frustrada. Mas eis que aconteceu um evento inaudito. Ele havia ressuscitado. A ressurreição não deve ser identificada com a reanimação de seu cadáver, como a de Lázaro. Mas como a irrupção do ser novo, não mais sujeito ao espaço-tempo e à entropia natural da vida. Por isso, atravessava paredes, aparecia e desaparecia. Sua utopia do Reino, como transfiguração de todas as coisas, não podendo se realizar globalmente, se concretizou em sua pessoa mediante a ressurreição. É o Reino de Deus concretizado nele.
A ressurreição é o dado maior do cristianismo, sem o qual ele não se sustenta. Sem esse evento bem-aventurado, Jesus seria como tantos profetas sacrificados pelos sistemas de opressão. A ressurreição significa a grande libertação e também uma insurreição contra este mundo. Quem ressuscita não é um César, mas um crucificado. A ressurreição dá razão aos crucificados da história. Ela nos assegura que o algoz não triunfa sobre a vítima.
Anunciar um Jesus Cristo libertador no contexto de opressão que existia e que ainda persiste no Brasil e na América Latina era e é perigoso. Não só para a sociedade dominante, mas também para a Igreja que discrimina mulheres e leigos. Por isso seu sonho sempre será retomado por aqueles que se recusam a aceitar o mundo assim como existe. Talvez seja este o sentido de um livro escrito há 40 anos.

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)



Que nome dar a este tempo



Mauro Santayana
No mundo só há passado, e o passado cresce a cada dia, como resumiu o escritor argentino Macedônio Fernandez: hoy hay más pasado que ayer. O passado cresce, e o futuro, na vida dos homens e das nações, é uma vaga hipótese. A morte do historiador Eric Hobsbawm suscita uma curiosidade: se ele vivesse mais meio século – e não sabemos como o mundo será então, se ainda houver o mundo – como ele definiria essa segunda década do milênio novo? Ele não chegou a tratar do tema, mas a sua formação marxista naturalmente o levaria a constatar, como outros pensadores do fim do século passado, que a inteligência política está se tornando escassa nestes anos.
 Hobsbawm e suas “Eras”
O neoliberalismo – essa mancebia entre o poderio militar dos Estados Unidos, os grandes bancos e a insensatez dos governantes dos maiores países do mundo – continua indestrutível e indiferente à crise que sua ganância provocou. Em Getafe, uma cidade ao sul de Madri, esta semana, 15 mil pessoas fizeram fila diante de uma empresa que necessita de 150 empregados: cem candidatos por vaga.
O recrutamento está sendo feito por uma empresa terceirizada, que não explica de que trabalho se trata (em uma fábrica de implementos agrícolas), não informa se o trabalho será permanente ou temporário, nem qual será a remuneração.
O desemprego na Europa, mais grave nos países meridionais, ameaça atingir as economias sólidas do continente. Há dias, o New York Times noticiava que famintos buscam comida nas latas de lixo da Espanha – e, em algumas cidades, as autoridades, com preocupação sanitária, colocaram cadeados nas tampas. Mas as elites espanholas passeiam nas nuvens. Ainda agora, houve quem dissesse, em Madri, que a Cúpula Iberoamericana de Cádiz, no mês que vem, demonstrará a “presença civilizatória da Espanha na América Latina”.
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DESEMPREGO
O problema mais grave é o do desemprego. As medidas de austeridade só beneficiam os grandes credores dos Estados, que são os banqueiros. Ora, todos os dias novas revelações demonstram que as maiores instituições mundiais de crédito se tornaram quadrilhas de bandidos. Os governos nacionais anunciam – como o da Inglaterra – legislações reguladoras severas, mas não vão adiante. Enquanto isso, o Goldman Sachs continua a governar diretamente a Itália, com Mário Monti, e a administrar as finanças da União Européia, com Mario Draghi no BCE.
Nos Estados Unidos, as eleições de novembro estão sendo disputadas polegada a polegada por Obama e Romney: desde Eisenhower, a grande nação do Norte vem sendo governada por homens menores – e Kennedy não escapa dessa definição. Para nós, da América Latina, Obama parece melhor, mas, tratando-se da Casa Branca, nunca se sabe. Em seu segundo mandato, ele poderá ser outro – e pior.
De qualquer forma, o grande país terá que encontrar, e já, um líder como foram Andrew Jackson, Lincoln ou Roosevelt, a fim de retornar aos princípios sob os quais conduziram o sistema. Do contrário será difícil impedir o declínio, apesar de seu imenso poderio militar.
Esse poderio, no entanto, está sendo posto à prova no Oriente Médio. Os Estados Unidos estão encontrando dificuldades em salvar a face na retirada do Iraque e do Afeganistão, por uma simples razão: eles já a perderam, desde que Bush decidiu invadir os dois países. Como confessou Richard Clarke, especialista em “contra-terrorismo” – desde o governo Reagan e encarregado do planejamento das operações de combate aos muçulmanos desde o governo Clinton -, tudo começou com uma deslavada mentira.
Todos sabiam que o Iraque nada tinha a ver com a Al Qaeda e menos ainda com a explosão das Torres Gêmeas. Mas era preciso mostrar o poderio americano contra o Iraque (já debilitado pelos bombardeios cotidianos, durante dez anos), o menos despótico dos países do Oriente Médio.
Talvez o historiador que vier a suceder Hobsbawm no futuro defina este nosso tempo como “A Era Vazia”. Mas há sinais de que a resistência da razão humanística pode vir a prevalecer. Os cidadãos começam a refletir e a ocupar as ruas das grandes cidades do mundo. O neoliberalismo globalizador tem sido contestado, desde seu início, pela lucidez de grandes pensadores, muitos deles europeus e norte-americanos. Entre eles, o próprio Hobsbawm, que nunca renegou o marxismo, mas soube repensá-lo, na análise da história e da sociedade dos homens.

A visão constitucional de um gênio chamado Graciliano Ramos



Carlos A. Vieira
Preocupado com a reforma da Constituição Brasileira, no final do Estado Novo de Vargas, Graciliano Ramos fez em artigo de jornal uma denúncia por demais atual, uma denúncia ao Poder Político. A seguir, são citados fragmentos dessa escrita, parecendo que o escritor alagoano já tinha consciência de fatos que até hoje existem em nosso país.
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BURACO NA CONSTITUIÇÃO
Graciliano Ramos
“A Constituição da República tem um buraco. É possível que tenha muitos, mas sou pouco exigente e satisfaço-me com referir-me a um só. Possuímos, segundo dizem os entendidos, três poderes – o Executivo, que é o dono da casa, o Legislativo e o Judiciário, moços de recados, gente assalariada para o patrão fazer figura e deitar empáfia diante das visitas. Resta ainda um quarto poder, coisa vaga, imponderável mas que é tacitamente considerado o sumários dos três
Aí está o rombo na constituição, rombo a ser preenchido quando ela for revista, metendo-se nela a figura interessante do chefe político, que é a única força de verdade. O resto é lorota… Todos eles são mais ou menos chefes. Não se sabe bem de que, mas é certo que o são. Graúdos, risonhos, nutridos, polidos, escovados, envernizados, lá estão inchando, inchando. São os grossos batráquios da lagoa republicana.
Muito menos volumosos, coaxam pelos cantos chefitos incolores, numerosos, em chusma, minúsculas pererecas de poças d’água… São, a um tempo, intendentes ou prefeitos, juízes, promotores, advogados e jurados, conselheiros municipais, comissários de policia e inspetores de quarteirão. Realizam a pluralidade na unidade! E ainda há quem duvide do mistério da Santíssima Trindade…
Ponha-se, pois, o chefe político no galarim (NR – ápice) e mande-se à fava o resto. Metam-no, honestamente, em letra de forma. Entre ele, triunfante, com armas e bagagens, em nosso magno estatuto.
Peguemos o chefe político, agitemo-lo no ar e berremos o estribilho com que a imprensa, há tempos, nos anda a amolar – a Constituição da República precisa de uma revisão.
(in Jornal de Alagoas – Maceió, março de 1945).

O impeachment foi apenas um rio que passou na vida dele: Collor continua o mesmo


Carlos Newton

A revista Época, na edição que está nas bancas, mostra que o ex-presidente Fernando Collor perdeu o poder, mas não abandonou os maus costumes. A reportagem mostra que Acemilton Gonçalves da Silva é jardineiro na Casa da Dinda, residência da família Collor de Mello desde a década de 1960 e atual morada do senador Fernando Collor (PTB-AL) em Brasília.
Mas, para o Senado, o funcionário consta como assistente parlamentar no gabinete de Collor, designado pela sigla burocrática AP08, com salário de R$ 2.200 mensais, pago pela instituição – ou seja, pelo contribuinte.
Além do jardineiro, duas colegas de gabinete são pagas para trabalhar no Senado, mas prestam serviços particulares a Collor: as arquivistas Carmem Valéria Soares Rocha e Sandra Regina Sasaki, que constam como assistentes parlamentares da categoria AP04, um cargo comissionado cujo salário é de R$ 6,4 mil. No entanto, elas trabalham no Centro de Memória do Presidente Fernando Collor – uma casa branca em frente à Casa da Dinda -, onde organizam o acervo e a biblioteca do local.
As informações da Revista Época destacam que Acemilton foi nomeado por Collor em fevereiro de 2007, uma semana depois da posse como senador. A nomeação saiu no ato número 1.343, de 7 de fevereiro de 2007, um dos famosos atos secretos do Senado, conjunto de medidas que, contrariando a lei, não foram publicadas e provocaram escândalos em 2009. Acemilton, Carmem e Sandra não precisam bater ponto.
Em nota enviada à Época, o chefe de gabinete de Collor, Joberto Mattos de Sant’Anna, respondeu que Acemilton não é jardineiro. “Desempenham, os três servidores (Acemilton, Carmem e Sandra), como assistentes parlamentares, as atividades de apoio que lhes são determinadas”, diz o texto.
A revista fez fotos do jardineiro na Casa da Dinda e informa que Acemilton se identifica como jardineiro no Sistema de Identificação do Distrito Federal. A assessoria de imprensa do Senado informou que é de “responsabilidade de cada gabinete a definição das atividades desenvolvidas pelos seus servidores”.
Traduzindo: Collor não tem jeito, mesmo.

Jornalistas dizem que Fidel Castro teve morte cerebral



Filho de líder cubano e irmã que vive em Miami, no entanto, desmentem boatos
O Globo
Conhecido por ter revelado que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, sofria de câncer, o jornalista Nelson Bocaranda deu como certo em seu blog um boato que toma conta das redes sociais desde a quarta-feira: segundo ele, o ex-presidente cubano Fidel Castro teria morrido.
De acordo com seu post, a morte de Fidel seria anunciada em até 72 horas - Havana só esperaria que Juanita Castro, irmã de Fidel, volte de Miami para um “anúncio familiar importante”. O próprio jornalista, no entanto, disse ao GLOBO por e-mail, nesta sexta-feira, que a morte de Fidel Castro ainda não era confirmada, mas que o líder cubano respirava por aparelhos.
Filho de Fidel, o fotógrafo Alex Castro desmentiu a informação durante uma visita à província de Guantánamo, a 900 quilômetros de Havana. Notícias sobre a suposta morte de Fidel circulam com certa frequência nas redes sociais.
“O comandante está bem, fazendo suas coisas diárias, lendo e praticando exercícios - disse Castro, de acordo com o blog “Soy la isla”, da jornalista cubana Arlin Alberty, que trabalha para meios de comunicação oficiais.
Juanita de Castro, irmã do líder cubano que vive na Flórida, negou na sexta-feira que iria viajar para visitar a família em Cuba:
- Eu não tenho nenhuma novidade. Não tenho planos de viajar. Isso não é verdade... São apenas rumores, tudo isso é absurdo - disse à agência AP.
O apresentador do canal americano Univisión Raúl de Molina também afirmou em sua conta no Twitter que “uma boa fonte” confirmava a morte do líder cubano. Em seu blog, o jornalista Nelson Bocaranda confirmou na quinta-feira a morte cerebral, também sem citar fontes.
“Sabemos que a saúde do ditador se deteriorou por mais de 50 anos de tal forma nos últimos meses que ele permaneceu ligado a um pulmão artificial como a única forma de o manter com ‘vida’, ainda que artificial”, escreveu. “Antes de 72 horas o governo de Raúl Castro fará o anúncio da morte do líder revolucionário”. Segundo ele, já estariam inclusive se preparando cerimônias de despedida, para as quais seriam esperados líderes de Estado liderados por Chávez.
Na quinta-feira, o blogueiro oficial Yohandry Fontana, já havia desmentido os boatos em seu blog.
“Tenho que dar uma má notícia aos terroristas do sul da Flórida: Fidel Castro está vivo. De três em três meses o Twitter mata Fidel”, escreveu o blogueiro, que garante que Castro tem conhecimento da reeleição de Hugo Chávez, no último domingo.
Desde quarta-feira, circulam rumores nas redes sociais de que Fidel, de 86 anos, teria sofrido morte cerebral. Pelo Twitter, a blogueira cubana opositora Yoani Sánchez disse que “seu telefone não para de tocar”, mas que ela “não tem nenhuma certeza” sobre a veracidade da notícia.
“São só rumores que estão circulando. A vida me mostrou que, cada vez que acontece alguma coisa a Fidel Castro, os cubanos são os últimos a saber”, escreveu.
O jornalista Nelson Bocaranda lembra que Fidel não aparece em público há meses e que a piora de seu estado de saúde foi mantida em sigilo para não prejudicar as eleições presidenciais venezuelanas, disputadas no domingo passado e das quais Hugo Chávez saiu vitorioso. Fidel se afastou da vida pública em 2006 por motivos de saúde. Em 2008, o governo cubano foi assumido por seu irmão Raúl Castro.