1
De que serve a bondade
Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos Aqueles para quem foram bondosos?
De que serve a liberdade
Quando os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão
Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?
2
Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos
Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor; A faça supérflua!
Em vez de serdes só livres, esforçai-vos
Por criar uma situação que a todos liberte E também o amor da liberdade Faça supérfluo!
Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos
Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos Um mau negócio
FONTE - https://outlook.live.com/owa/?realm=hotmail.com&path=/mail/inbox/rp
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domingo, 18 de dezembro de 2016
POESIA DA NOITE- DE QUE SERVE A BONDADE de Bertold Brecht
sábado, 17 de dezembro de 2016
O projeto para coibir os supersalários é retaliação?

Leio no Globo que “A aprovação pelo Senado, na madrugada de ontem, do pacote com três projetos para coibir o pagamento dos chamados supersalários no serviço público foi vista por entidades que representam juízes e promotores como uma retaliação do Congresso em resposta às ações do Judiciário no combate à corrupção.”
A presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, Norma Cavalcanti, que também representa a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), afirmou que “Esse projeto está dentro de um pacote que veio em decorrência do trabalho da Operação Lava-Jato. Nós não estamos sendo punidos pelas nossas falhas, estamos sendo punidos pelas nossas virtudes. Tudo isso ocorreu, com a votação de vários projetos sistematicamente, depois da delação da Odebrecht.“ Já o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Germano Siqueira, disse que o projeto aprovado é um “constrangimento à magistratura”.
É, meus amigos, seria cômico, se não fosse trágico. Essa notícia demonstra com clareza cristalina a que ponto chegou Pindorama: a república do “meu pirão primeiro”. Como bem lembrou Alexandre Garcia, um projeto de lei que nada mais faz do que repetir o que diz a constituição virou, de uma hora para outra, “retaliação”, segundo representantes daqueles que a burlavam.
E ainda há aqueles que dão razão aos doutores, só porque os projetos foram “patrocinados” por Renan Calheiros, o mais novo inimigo número um na nação. Aqui, não se pensa mais. Se torce e comporta-se como manada.
Às vezes, por mais otimistas que sejamos, ficamos com a impressão de que Pindorama não tem solução. É um caso perdido.
FONTE - https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-projeto-para-coibir-os-supersalarios-e-retaliacao/
BRASIL, CASO DE POLÍCIA
Há poucas semanas, li sobre achados do INSS através do pente-fino que vem passando nos auxílios-doença que paga. Há falecidos que todo mês removem suas lápides para comparecer ao caixa. Há licenças de 15 dias que se prolongam por anos. Há gravidez de risco que persiste quando o nascituro já está alfabetizado. Mas esses são casos extravagantes. Contemplando todo o cenário, já recaem suspeitas sobre 80% dos benefícios de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário que vêm sendo pagos!
É mais ou menos dessa época, também, a notícia de que o MPF, cruzando dados de diversas fontes oficiais mediante ferramentas de inteligência, encontrou "perfis suspeitos" de irregularidades em mais de 870 mil beneficiários do Bolsa Família que teriam recebido indevidamente um valor total estimado de R$ 3,3 bilhões.
Nem o ambiente acadêmico, onde os recursos da mente sobressaem os reclamos do corpo, escapa às tentações da corrupção se o risco for baixo, a pena incerta e o processo criminal ardilosamente longo. Recentemente, a Operação PHD da Polícia Federal prendeu professores universitários e servidores ligados a um programa de pós-graduação em Saúde Coletiva na UFRGS.
Além de quantos se dedicam ao crime organizado nas suas expressões mais "profissionalizadas" - tráfico de drogas, roubo de automóveis e de cargas, contrabando, descaminho, abigeato, entre outras - existem na vida social milhões de pessoas dedicadas a ganhar o pão, o bolo e, melhor ainda, a charlotte française, com o suor do rosto alheio. A vitrine das corrupções possíveis atende as mais variadas expectativas. Do Bolsa Família supérfluo, ao pixuleco milionário. São operações relativamente fáceis porque o governo é meticuloso na receita e negligente no gasto.
As melhores notícias destes anos de cofres saqueados e raspados nos vêm de Curitiba, onde uma força-tarefa que opera junto à 13ª Vara da Justiça Federal, sem padrinhos e sem compadres, mostra denodo incomum no combate à corrupção dos hierarcas da República.
Falta-nos, agora, uma força-tarefa para, com igual vigor, agir contra as fraudes praticadas por multidões. Ali estão os eleitores que, por serem dados a desonestidades de pouca monta, não se importam de eleger e reeleger corruptos notórios e notáveis. Pessoas condenadas por tais práticas deveriam ter direitos políticos suspensos, tanto quanto é determinado em lei para políticos sentenciados. Quanto menor o número de eleitores corruptos, menor será, por certo, o número de criminosos eleitos.
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* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.
* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Parque temático infantil no Irã ensina a usar armas pesadas e odiar Israel
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Posted: 12 Dec 2016 02:37 AM PST
sábado, 10 de dezembro de 2016
De forma lúdica, governo treina soldados-mirins para “guerra contra o Ocidente”
O governo do Irã inaugurou um parque temático chamado “Cidade dos Jogos para Crianças Revolucionárias”, que ensina meninos a partir dos 8 anos de idade a usar uniformes militares e atacar os “inimigos”, como Israel e o Ocidente.
Usando armas de brinquedo que disparam balas de plástico, os alvos mais comuns são bandeiras dos Estados Unidos e fotografias de primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
No local, são feitas simulações de guerra e os visitantes podem “brincar” com réplicas de armamentos pesados, como rifles AK-47s e granadas. Além dos tutoriais de armamentos, as crianças são ensinadas a operar bombas e a desviar de minas terrestres.
Os instrutores gritam ordens das torres de controle pelo rádio e coordenam as ações dos soldados-mirins no solo. Dos alto-falantes ouve-se a gravação de sons de guerra verdadeiros como trilha sonora, incluindo ataques aéreos e metralhadoras.
Com idade variando entre 8 a 13 anos, os visitantes aprendem a escalar paredes e rastejar, além de táticas de formação militar. As instalações do parque, construído na região de Mashad, segunda maior cidade iraniana, lembram o programa da “Sagrada Defesa” que usou milhares de crianças e adolescentes na guerra contra o Iraque durante a década de 1980.
Hamid Sadeghi, que gerencia o parque, contou ao The Sun que “Na Cidade dos Jogos, tentamos passar para as crianças mensagens sobre lutas armadas e temas globais, utilizando para isso jogos, diversão e atividade de grupo”. O objetivo é estimular desde cedo os iranianos a se envolver na “luta contra o Ocidente”.
Objetivo é invadir Jerusalém
Entre as réplicas no local está a mesquita de Zanyab, que fica em Damasco, Síria, onde estariam os restos mortais da neta de Maomé. Segundo a tradição, eles têm o dever de protegê-la. Com isso, aprendem por que o Irã está ao lado do governo sírio na luta contra a Arábia Saudita, que apoia as forças rebeldes.
O último exercício do dia é onde eles têm os olhos vendados e devem atirar uma bola contra uma bandeira de Israel até derrubá-la. Não por acaso, o governo do Irã transmite pela TV uma campanha de recrutamento focado nos adolescentes. A esperança é que eles se alistem voluntariamente para a guerra na Síria e no Iraque.
O comercial em forma de clipe mostra adolescentes e crianças cantando uma canção chamada “Mártires que defendem o santuário sagrado.” Enquanto eles cantam, surgem imagens de jovens portando armas e sendo submetidos a treinamento militar. No final, fica claro que o objetivo após o final da guerra síria é “libertar Jerusalém”.
Fonte: Amigos da Direita
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domingo, 11 de dezembro de 2016
Sobre a roubalheira legalizada
11 de dezembro de 2016
Essa é a que mata. Essa é que é a grande. Cada funcionariozinho tem. Odebrecht e cia é troco…
sábado, 10 de dezembro de 2016
A POESIA INESQUECÍVEL DE DENISE LEVERTOV - OS MUDOS
Os Mudos
Um momento para lembrar Denise Levertov
Denise Levertov, inglesa nascida em Essex, a 24 de outubro de 1923, que se tornou figura exponencial da Beat Generation, chegou aos Estados Unidos no fim dos anos 40, já casada com o escritor norte-americano Levertov Russell Goodman. Ela se naturalizaria estadunidense em 1956, ano também de lançamento de seu primeiro livro de poemas, “Here and Now”. Denise publicou mais de 20 obras na área, além de quatro de prosa, sem contar que foi tradutora atuante.
A autora, que morreu em 1997, participou no Brasil, em 1980, da coletânea da Escrita “Quingumbo ─ Nova Poesia Norte-Americana”, que, em edição bilíngue, reuniu 20 autores e foi organizada pelo também poeta Kerry Shawn Keys. Nela se encontra o aqui reproduzido poema “Os Mudos” (The Mutes), cuja versão para o português é de autoria de Ary Gonzalez Galvão. Ele é tão "moderno" que parece ter sido escrito outro dia.
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| Nascida na Inglaterra, ela produziu praticamente sua obra toda nos Estados Unidos. |
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