sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

BURGUESIA - by Miranda Sá

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

"Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!" (Ode ao Burguês – Mário de Andrade)
O velho Marx, numa nota à edição inglesa do Manifesto Comunista, definiu a burguesia como “a classe dos capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social e empregadores do trabalho assalariado”.
A História registra que a burguesia é uma classe social que ascendeu com a revolução industrial. Na Idade Média era formada de pessoas que residiam nas cidades, submetidas aos nobres e ao clero. Os burgueses eram açougueiros, artesãos, caçadores, carregadores, comerciantes e criadores de gado.
O cantor e compositor Cazuza, possivelmente inspirado na hipócrita poesia de Mário de Andrade – em epígrafe – foi, porém, mais pragmático, cantando: “A burguesia fede/ A burguesia quer ficar rica (...) Os guardanapos estão sempre limpos/ As empregadas, uniformizadas.”
Para desmentir os três, Mário, Marx e Cazuza, os sindicalistas petistas em nome do proletariado, se associaram aos empreiteiros corruptos e ladrões de vários tipos; transformando-se em falsos burgueses que eu insulto!
Isto que assistimos no Brasil contradiz a teoria marxista, os romances de ficção, poesias e canções pretensamente revolucionárias... Quem assume entre nós o papel da burguesia são os pelegos novos-ricos e os cafetões do ideal de justiça social.
Lembremos Karl Marx vivendo confortavelmente à custa da esposa filha de banqueiro; Mário de Andrade descendendo de opulento fazendeiro paulista e Cazuza era de família da alta classe média. Agasalhados como burgueses, defendiam o 'proletariado' pregando a transformação política e social.
Também nossos artistas e intelectuais defensores do “socialismo lulo-petista” ascenderam à burguesia pela produção intelectual. Vivem nababescamente e arremedam os burgueses.
Li uma entrevista do brilhante cineasta José Padilha, fantástico criador de “Tropa de Elite 1 e 2”, antes de se mandar para Hollywood. Ele disse que "o Brasil perdeu a sensibilidade para o absurdo”.
Contou Padilha uma passagem pitoresca: Sabendo que Gilberto Gil, família e amigos, assistiam ao seu filme em DVD pirata foi presenteá-lo com a cópia original. Chegando ao apartamento de Gil, abriu-lhe a porta uma empregada uniformizada e ele comprovou que viam o seu filme...
Assim, envolvidos de enredos nas suas mansões, muitos se emocionam com a pobreza e a romanceiam nas suas obras contestadoras; ...e assinam manifestos a favor dos governantes responsáveis pela falta de Educação, Saúde e Segurança; ...e arranjam desculpas para defender os corruptos de estimação.
Porém há piores do que eles. São os nojentos pelegos emergentes.  Estes fedem, realmente. Estão representados nas palavras do “herói” petista, José Dirceu, que perguntado sobre os R$ 120 mil mensais que a Engevix lhe dava de mesada, afirmou: “Esse preço é irrisório, doutor Moro, sem falsa modéstia”.
A pelegagem fede. O maior exemplo é a adaptação de Lula à burguesia usando ternos Armani, relógio rolex, viajando em aviões luxuosos com amigos e amigas e – parece incrível – defendendo-se da suspeição sobre a compra de um luxuoso triplex, diz que desistiu do negócio por que o apartamento não era adequado à sua família...
O quadro mais fedorento dos usufrutuários do poder é a comparação deles com a indigência no chão dos hospitais, sujos e de assistência precária; com a juventude sem escolas nem emprego levada à criminalidade e com pais de família assassinados por falta de segurança.
Também entra no rol a pompa exibida nas viagens da presidente Dilma e seus favoritos. São acintes à dignidade humana, mostrando que os ocupantes do poder são “burgueses” imitativos e alegóricos. Usando a máscara de 'trabalhadores'.
Diante disso, é revoltante ver-se as tropas de choque do lulo-petismo, iludidas ou mercenárias, repetirem chavões contra a “burguesia” sem saber do que se trata; e xingam os que denunciam a corrupção com a gíria paulistana de burguês: “Coxinhas”!

A zica do Planalto - RUTH DE AQUINO


RUTH DE AQUINO


Cada fala de Dilma sobre a zika vira uma festa para humoristas e um constrangimento para a população

RUTH DE AQUINO
29/01/2016 - 21h54 - Atualizado 29/01/2016 21h54
Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo-astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue. 
Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava Jato e dos delatores premiados.
Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2,793 trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor solução disponível”.
Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A zica que contaminou o país tem origem na Capital.

CONSELHO CONSULTIVO x CONSELHO FISCAL - QUAIS AS DIFERENÇAS



Cada dia mais as atribuições dos órgãos que compõem a administração do condomínio são colocadas em discussão, especialmente os “cargos que são auxiliares do síndico”.

Neste sentido, surgem diversas dúvidas sobre as atribuições dos famosos conselhos consultivo e fiscal. A grande maioria dos condôminos tem dúvidas sobre a função e atribuições de cada um, se eles são obrigatórios, se devem ou não ser remunerados, etc.

Pois bem. Inicialmente, é importante esclarecer que, com o advento do Código Civil de 2002, ocorreu uma revogação parcial da Lei nº. 4.591/64 (conhecida como Lei de Condomínios e Incorporações), que trazia toda a regulamentação da matéria atinentes aos condomínios, especialmente aos condomínios edilícios. Esta revogação só se deu em casos conflitantes da mencionada lei com o novo Código Civil, prevalecendo sempre o quanto disposto neste último.

Assim, a Lei de Condomínios e Incorporações (4.591/64) traz em seu artigo 23 que “Será eleito, na forma prevista na Convenção, um Conselho Consultivo, constituído de três condôminos, com mandatos que não poderão exceder de 2 anos, permitida a reeleição.”

Portanto, verifica-se que a Lei nº. 4.591/64 traz a previsão do conselho consultivo, constituído por três condôminos. É importante destacar que, conforme se depreende da redação do dispositivo legal, a existência ou não de um conselho consultivo é faculdade de cada condomínio no momento de sua instituição, ou seja, a convenção poderá ou não prever este órgão.

Quanto às suas funções, o próprio parágrafo único do artigo 23 indica expressamente as atribuições do Conselho Consultivo, a saber:

“Parágrafo único. Funcionará o Conselho como órgão consultivo do síndico, para assessorá-lo na solução dos problemas que digam respeito ao condomínio, podendo a Convenção definir suas atribuições específicas”

Assim, é perceptível que a função principal do conselho consultivo é de auxiliar o síndico, assessorando-o nas soluções dos problemas do condomínio. Desta forma, constata-se que o conselho consultivo nada mais é do que a união de alguns condôminos que doarão seu tempo e conhecimento para auxiliar o Síndico nas decisões em prol de seu condomínio, especialmente naqueles “mega-condomínios” (com um número elevado de unidades), nos quais os problemas são os mais variados possíveis, contribuindo com idéias e na busca de soluções e melhorias, sendo a função do Conselho Consultivo de grande valia no diaadia condominial.

Já o Conselho Fiscal está previsto no artigo 1.356 do Código Civil, da seguinte forma:“Art. 1.356. Poderá haver no condomínio um conselho fiscal, composto de três membros, eleitos pela assembléia, por prazo não superior a dois anos, ao qual compete dar parecer sobre as contas do síndico.”

Logo de plano, verifica-se que o Conselho Fiscal também é facultativo, ou seja, cada condomínio pode ou não instituir o Conselho Fiscal em sua convenção. No entanto, a diferença em relação ao Conselho Consultivo se mostra evidente já na leitura do dispositivo legal, uma vez que a função daquele é analisar e dar parecer sobre as contas do síndico.

Neste ponto, vale frisar que o parecer do Conselho Fiscal sobre as contas do síndico não é vinculativo e nem definitivo, de modo que a prestação de contas do condomínio sempre será discutida e deliberada (aprovada ou não) em assembleia geral. Assim, mesmo que exista um parecer desfavorável do Conselho Fiscal, os condôminos podem, em assembleia, aprovar as contas e vice-versa.

Não obstante, no tocante à remuneração destes dois órgãos, é essencial esclarecer que a matéria pode ser disciplinada pela convenção do condomínio, ou no silêncio desta, na própria assembleia de eleição dos seus membros. Em outras palavras, a remuneração, aqui incluída a isenção da cota condominial, pode ocorrer se não houver proibição na convenção (ou se houver permissão), ou nos casos em que a convenção for omissa, a própria assembleia de eleição de seus membros pode fixar-lhes uma remuneração.

Em resumo, podemos concluir que:

(i) Conselho Consultivo: tem como função assessorar e auxiliar o síndico na administração do condomínio; é composto por três membros; não é obrigatório, somente se houver previsão expressa na convenção; pode receber remuneração (p. Ex. Isenção de cota), se não houver proibição na convenção e se for aprovado em assembleia;

(ii) Conselho Fiscal: tem como função analisar e dar parecer sobre as contas do síndico; é composto por três membros, também não é obrigatório, mas deve ser eleito se houver previsão expressa na convenção; pode receber remuneração (p. Ex. Isenção de cota), se não houver proibição na convenção e se for aprovado em assembleia.

Destaca-se, ainda, que, como o dispositivo que trata sobre o conselho consultivo não foi revogado pelo Código Civil de 2002, podem existir condomínios que a convenção prevê a existência de ambos os conselhos (consultivo e fiscal), uma vez que cada um possui uma atribuição diferente.

Além disso, é possível que a convenção atribua ao conselho consultivo outras funções, como permite a lei, inclusive a função de analisar e dar parecer sobre as contas do síndico, acumulando, assim, as atribuições de conselho consultivo e fiscal.

Por fim, é importante para que a administração do condomínio ocorra de uma forma harmoniosa e agradável a todos moradores que, independente da nomenclatura (fiscal ou consultivo), estes órgãos trabalhem de forma colaborativa com o condomínio, auxiliando e contribuindo efetivamente na gestão condominial.

Lucas Bento Sampaio. Advogado - Especialista em Direito Imobiliário e Condominial. Sócio do escritório LBS - Advogados.
Fonte: Artigos JusBrasil

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Petrobras: o rombo e roubo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

Em Porto de Galinhas, no admirável litoral de Pernambuco, um amigo de grande vivência na vida pública nacional, dizia-me: “O rombo do caixa da Petrobrás foi 10 vezes maior do que o roubo do caixa investigado pela Operação Lava Jato”. Vale dizer, não é a competente operação da Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal a causa determinante para a crise que vive a estatal.

O “roubo do caixa”, envolvendo grandes empresas brasileiras, diretores delinquentes, funcionários graduados e políticos militantes não são os únicos responsáveis pela hecatombe. Em números: até agora as “propinas” da petroroubalheira representariam R$ 6 bilhões e mais R$ 44 bilhões de projetos superfaturados, desviados pelo cartel das empreiteiras e outros fornecedores que “roubaram” a Petrobrás por uma década. O assalto no caixa da estatal não é a causa determinante, como acredita a majoritária opinião pública nacional.
        
A situação dramática em que está atolada foi construída a partir de 2003, com o aparelhamento ideológico da sua diretoria, estendida ao Conselho de Administração, presidido por 7 anos pela ministra Dilma Rousseff. Eleita presidente da República, capturou a Petrobrás na execução de política suicida de subsídios e investimentos populistas em projetos superdimensionados.

O “rombo do caixa” é o principal responsável pelo endividamento que hoje representa R$ 520 bilhões, sendo a empresa mais endividada do mundo. Gerando essa realidade: em valor de mercado era a 28º empresa na economia mundial, atualmente ocupa o 432º lugar. Sua desvalorização está acima de 85% no mercado de capitais. As ações que chegaram ao valor médio de R$ 40, estão cotadas na faixa oscilante dos R$ 5, com brutal reflexo no patrimônio dos seus acionistas minoritários. A ingerência política, investimentos tresloucados alavancados em empréstimos externos são responsáveis pelo desastre patrimonial.

Com edital de licitação de 1997, dez anos depois, em 2007, o pré-sal tornou-se realidade. O ufanismo e a megalomania do governo com a nova fronteira petrolífera, adjetivada de “bilhete premiado”, a demagogia populista entrou em cena. Administradores temerários destituídos de visão de Estado, ignorantes da geopolítica petrolífera, optaram pelo nacionalismo primário na exploração da nova riqueza.

Atropelaram a Lei do Petróleo: 1) Ressuscitou o velho protecionismo arcaico determinando a obrigatoriedade do conteúdo nacional das compras para o pré-sal. Privilegiando número restrito de fornecedores com custo infinitamente maior do praticado no mercado internacional. Foi o determinante dos desvios, superfaturamento e corrupção que daria suporte à “Operação Lava Jato”. 2) Os ideólogos do atraso criaram a Lei de Partilha, determinando ser a Petrobrás a única empresa a operar as atividades de exploração e produção. O corpo técnico da estatal tinha posição contrária, mas foi ignorado e atropelado. Estabeleceu que 30% do capital de qualquer consórcio que se formasse para exploração das áreas petrolíferas seriam da Petrobrás. Ocorria que a empresa não tinha, como não tem hoje, dinheiro para executar a exigência. Foi obrigada a endividar-se em dólares. Ante o absurdo, com o petróleo cotado acima de 100 dólares o barril, muitas empresas transnacionais interessadas em participar da exploração desistiram.

Com o petróleo cotado entre 100/120 dólares a massacrante propaganda oficial anunciava a redenção da economia nacional. Os políticos no Congresso Nacional (para frustração dos minoritários parlamentares sérios) entraram no carnaval da irresponsabilidade aprovando leis antecipatórias destinando os futuros recursos do pré-sal para a educação e vários programas assistencialistas.

Os governadores e prefeitos dos estados das áreas produtoras de petróleo somaram-se às loucuras acreditando que os “royalties” seriam a solução para as suas administrações. Em linguagem popular já degustavam o omelete antes da galinha botar o ovo. Com o barril do óleo cotado a 30 dólares, os administradores carnavalescos vivem em clima de quarta-feira de cinza.

A Petrobrás foi a grande vítima do plano de poder megalomaníaco dos governos Lula/Dilma. Dilapidaram o patrimônio de uma empresa responsável por 10% dos investimentos no PIB brasileiro, atingindo estruturalmente o desenvolvimento nacional refletindo na recessão econômica de 2015 e que se repetirá em 2016.

Retomar o caminho do desenvolvimento sustentável com a Petrobrás em crise é missão impossível. Hoje ela está endividada em dólares no total de 73%. Com a desvalorização do real e a disparada de valor da moeda norte americana, sua perspectiva de futuro, sobretudo por ter perdido o grau de investimento a remeteu ao inferno de Dante. Por exemplo, para resgatar as dívidas de curto prazo até 2018, necessitará de R$ 160 bilhões.

O rombo do caixa é o grande determinante para a crise. O controle de preços populistas, o endividamento em dólar para sustentar projetos inviáveis, a partir de 2011, no governo Dilma Rousseff, fragilizou e levou à lona a maior empresa da América Latina por um desfalque no seu caixa de R$ 80 bilhões. Importava petróleo a 100 dólares e vendia no mercado interno a 70 dólares. Loucura difícil de se acreditar.

Na campanha da reeleição, Dilma Rousseff, na “Folha de S.Paulo” (2-7-2014), afirmava: “Quem olhar o que aconteceu com a Petrobrás nos últimos dez anos e projetar para o futuro concluí que fizemos um grande ciclo. Eu estive presente em todos os momentos”.


Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

Frente Parlamentar Agropecuária pensa em tocar impeachment no ministro do STF, Luiz Barroso - POLIBIO BRAGA


O colunista Augusto Nunes, Veja, acha que o ministro fez uma vigarice. CLIQUE AQUI para ler e ouvir o comentário do jornalista. 

A Frente Parlamentar Agropecuária (240 deputados e senadores) apresenta nesta quarta-feira, às 16h30, no Salão Verde, moção de repúdio ao posicionamento do Luís Roberto Barroso, do STF, no julgamento dos ritos do impeachment. 

Foi o que passou ao editor, ainda há pouco, o deputado gaúcho Jerônimo Goergen. 

O ministro poderá ser submetido a impeachment no Congresso, porque durante o julgamento do caso, a atitude dele foi considerada temerária.

"Algo como um crime de resposnabilidade", afirmou nota que o editor acaba de receber da Frente.

A nota dos deputados denunciará Barroso no seguinte ponto decisivo:

- Omissão intencional de termos do Regimento Interno da Câmara, visando induzir a voto falso por parte dos colegas. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

“NÃO É DESONESTIDADE, NÃO” - Augusto Nunes


Augusto Nunes

Augusto Nunes
Augusto Nunes

Na mais recente missa negra celebrada no Instituto Lula, com um bando de blogueiros de joelhos caprichando no papel de coroinha sabujo, Lula comunicou no meio do sermão que é ele o detentor do título de campeão brasileiro de honestidade. “Se tem uma coisa que eu me orgulho neste país é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu”, louvou-se o pregador. “Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual. Mais, eu duvido”.

Uma consulta a qualquer dicionário informa que só leva a sério o palavrório de Lula gente que acharia muito justa a vitória do seu colega Marcola no concurso que elegeu o Presidiário Modelo. O verbete ensina que o adjetivo honesto só é aplicável a alguém que seja 1) honrado, probo; 2) consciencioso, sério, digno de confiança; 3) justo, escrupuloso; 4) imparcial; 5) veraz; 6) decente, decoroso, virtuoso; 7) casto, pudico, recatado. Nem Marilena Chauí ousaria enquadrar seu santo padroeiro numa das sete opções.

O ex-presidente nasceu desprovido do sentimento da honra, nunca rimou com seriedade, inspira tanta confiança quanto um hipnotizador de circo mambembe, desconfia que escrúpulo é nome de inseto, é mais parcial que torcida organizada, mente como Dilma Rousseff, é tão virtuoso quanto Rosemary Noronha e acha que decência é coisa de otário. Para o homem que liderou a execução do projeto criminoso de poder, o único pecado mortal é perder eleição. A eternidade no poder é o fim que justifica todos os meios – do furto do cofrinho da bisavó à venda da mãe em suaves prestações.

Se os dicionários berram em coro que Lula não é honesto, o vídeo acrescenta que nunca foi. Os 22 segundos iniciais reproduzem a discurseira em que o camelô de empreiteira revelou aos blogueiros estatizados que será aprovado com louvor no Juízo Final. Os 68 segundos restantes registram o momento mais assombroso da conversa ocorrida em 25 de março de 2004 entre o então presidente e um faxineiro que, dias antes, havia devolvido ao dono a sacola com 10 mil dólares que encontrara no banheiro do aeroporto de Brasília.

Graças ao exemplo de honradez, o faxineiro Francisco Basílio Cavalcante conseguiu alguns minutos de notoriedade e um encontro com Lula no Palácio do Planalto. O visitante lutava pela sobrevivência permanentemente acossado por contas atrasadas. O anfitrião já entrava sem bater no clube dos milionários. Era o chefe supremo de um partido com os cofres abastecidos por dinheiro público ou negociatas com empresários generosos. E já havia pacificado o Congresso com a farra do Mensalão, que só seria descoberta em meados de 2005.

– Você acha que tem muitos brasileiros que fariam o que você faz? – pergunta Lula de saída, com a expressão de quem contempla uma esquisitice nativa.

– Tem – responde Francisco sem titubeios. – Tive alguns amigos que me disseram para ficar com o dinheiro, mas esse é o lado desonesto.

– Mas nem é desonestidade, não – discorda o presidente. – Quem acha um dinheiro assim, sem dono, pensa em melhorar de vida. Os que têm a consciência muito forte como você são muito poucos.

Ele nunca esteve entre esses “muito poucos”. Se fosse ele o faxineiro, o dono da sacola nunca mais veria a cor do dinheiro. Lula faria com os 10 mil dólares o que fizeram com os bilhões da Petrobras os canalhas que escolheu e apadrinhou.



Até quando seremos reféns de uma Elite omissa, uma Zelite rentista e da oligarquia de políticos corruptos?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O grande bandido a ser combatido é o ente fictício chamado Estado Brasileiro sem controle pela sociedade. Ele é o "Pai" de todos os bandidos. Os demais sujeitos, principalmente políticos, são perigosos coadjuvantes, que se reproduzem no ambiente e no modelo em vigor. Por isso precisa ser radicalmente mudada a estrutura Capimunista Rentista tupiniquim - centralizadora, cartorial, cartelizada e corrupta. Ela é a "Mãe" e matriz estrutural das sacanagens brasileiras.

Repita-se por 13 x 13: o Brasil precisa ser refundado sob uma nova matriz constitucional federalista, realmente republicana, que garanta o controle do direto do cidadão sobre a máquina estatal. Só uma inédita Intervenção Cívica Constitucional - que começa a ser debatida a partir das redes sociais - tem condições de colocar o Brasil nos eixos corretos. Se isto não acontecer, o Brasil não tem jeito: continuará aquela colônia de exploração, potencialmente rica, porém mantida artificialmente na miséria, por interesses transnacionais, pela ignorância da maioria esmagadora do povo, pela senvergonhice das Zelites e pela omissão ou fraqueza das Elites (os que deveriam liderar os processos efetivos de mudança).

O Brasil é uma Republiqueta baseada em conceitos errados e equívocos cometidos propositalmente, com fins corruptos. Enquanto o barril de petróleo despenca no mundo inteiro, por aqui nossa zelite e nossos governantes alertam que é necessário aumentar ainda mais os preços dos combustíveis para equilibrar as finanças públicas. Mesmo com estas chuvas torrenciais e os reservatórios cheios, não se desligam as termoelétricas e o preço da energia elétrica continua altíssimo.
O desemprego é avassalador e nossos governantes só apresentam novas formas de aumentar ainda mais o achaque fiscal e continuam a aterrorizar as empresas em busca de receitas para sustentar as bilionárias e inescrupulosas mordomias dos donos do poder. Agora querem arrumar garantias via FGTS para que os bancos emprestem a trabalhadores sem emprego e sem renda. Assim, aquecendo o consumo via dívidas, eles esperam ganhar algum fôlego. Pelo menos até as eleições municipais.
As prefeituras, falidas e mal administradas, não conseguem manter o nível mínimo de qualidade para o atendimento à população. A saúde no Brasil – pública e privada – está falida e sem perspectivas. A falta de segurança no Brasil está mais para um país em guerra civil do que qualquer outra coisa. Inútil analisar em outra direção. Que o digam as nossas quase 60 mil vítimas assassinatos por ano... Perdão, elas não podem dizer nada. Já morreram. Mas nós ficamos aqui como mortos-vivos, sobreviventes na agonia.
As privatizações e concessões de estradas e portos, ao invés de servir de promoção do desenvolvimento ou de solução de problemas estruturais da economia brasileira, viraram fontes de receitas para os governos. Os leilões buscam levantar dinheiro diretamente. Depois, indiretamente, os vencedores da disputa ficam obrigados, por negociatas ou pela via das gestapos fiscalizadoras, a pagar propinas para tocar os negócios. Sobem as tarifas, e socializam o pagamento da sacanagem com a sociedade.
Tudo o que as nossas zelites, nossos burocratas e nossos políticos apresentam como solução para a crise brasileira é apensas uma forma de arrecadar mais dinheiro para os cofres dos governos. Dinheiro que eles querem só serve para manter as estruturas corruptas e os privilégios corporativistas tão em foco neste momento. Mesmo com as massas desempregadas ocupando as ruas, cada vez em maior número, nossos governantes parecem não saber lidar com a gravidade da situação.
Não querem entender que a crise atual é causada por uma estrutura de estado perdulária, corrupta, ineficiente e que promove todo tipo de injustiça para justificar sua própria existência. Nos discursos vazios, insistem em mentir para a população, alegando que as crises são "conjunturais" ou "culpa de problemas mundiais". Persistem na famosa lei da tecnocracia: criar dificuldades para vender facilidades.
Os brasileiros estão cansados desse sentimento de impotência. Por mais que tentem, pacificamente, as zelites insistem em não ouvir. O pragmatismo cínico delas, no mais canalha e burro raciocínio rentista, só enxergam a manutenção das vantagens no curto prazo, custe o que custar para os outros, é claro! Os brasileiros, cidadãos-eleitores-contribuintes, novamente assistiram, neste início do ano, a toda uma fúria de aumentos em impostos, taxas, tributos, além de todo tipo de achaque fiscal possível de ser praticado.
Inconformados com a dificuldade de fazerem os desempregados contribuírem com esta farra fiscal, o Bando Central quer ressuscitar a CPMF, que atinge a todos inclusive aqueles sem emprego. Para não falar nos aposentados. Nisso a CPMF é justa: atinge a todos mesmo. Até quando a o povo brasileiro aceitará ter sua vida e da sua família maltratada por gente tão inescrupulosa?
Calma... A hora da reação nunca esteve tão próxima... Desta vez, a crise estrutural vai desandar... Conchavos oligárquicos não conseguirão conter a ira de um povo pt da vida...

Releia o artigo de domingo: Dilma, se liga na Cármem Lúcia...


Por que é importante mexer na Dívida Pública?


Quem não viu, vale refletir sobre a palestra da Maria Lucia Fattorelli.

Malvada Dilma


Recesso acabando...


Altos e baixos


Além das medidas


Reação burra



© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Janeiro de 2016.