Páginas
- Contatos e Perfil
- Tabelionatos em Porto Alegre
- Registros de Imóveis em Porto Alegre
- Cartórios de Registro Civil em Porto Alegre
- Salário Mínimo Nacional 2016
- Salário Mínimo Regional do RS 2015 (válido até 31.01.2016)
- RETENÇÃO IMPOSTO DE RENDA 2016
- TAXA REFERENCIAL (TR)
- INDICADORES ECONÔMICOS (IGP-M, INCC, IGP, ETC)
terça-feira, 18 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
FOTOS DO "BARRACO" DE UM DOS LÍDERES DO MST




Bruno Maranhão - Terrorista anistiado, da mesma época de DILMA, TARSO GENRO e a maior parte dos líderes do Governo e PT. Não é a toa que o Governo e Dilma doam milhões para esses companheros.
Eduardo Cunha Presidente? Dilma está frozen...
Posted: 16 Nov 2014 12:46 AM PST
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por que o espertíssimo parlamentar peemedebista Eduardo Cunha investiu pesado em sua reeleição para lutar pela Presidência da Câmara dos Deputados? Porque ele sabe que este é o atalho mais seguro para chegar à Presidência da República, em uma excelente hipótese, ou para exercer hegemonia política sobre sua inimiga pessoal Dilma Rousseff, em uma outra visão pragmaticamente concreta e muito possível de se tornar real, em curto prazo.
Eduardo Cunha aposta abertamente que é inviável a governabilidade de Dilma Rousseff no segundo mandato. Intimamente, avalia que é muito alto o risco de impeachment da Presidenta, por variados motivos, agravados pela incompetência em solucionar a crise econômica agendada para se agravar em 2015. Dilma pode cair pelos escândalos do Petrolão - que podem arrasar a Petrobras? Dilma pode ser impedida por crime de responsabilidade contra a Lei de Responsabilidade Fiscal? Ou ela pode ser engolida pelo próprio PT de cujos corruptos ela tenta se desvincular?
O negócio anda tão horrível para o lado da Dilma que ela deveria trocar seu marketeiro baiano por um bom pai de santo de lá da boa terra... Eduardo Cunha já é saudado como salvador da pátria na guerra contra o PT. Sexta-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o poderoso líder do PMDB foi festejado como herói pelos passageiros. Cunha recebeu apoios populares para continuar sua guerra contra os petistas pela conquista da presidência da Câmara dos Deputados. Do jeito que o avião desanda, Dilma acabará obrigada a pedir um autógrafo ao popstar Eduardo Cunha...
Eleito, em fevereiro, para o posto que deseja, Eduardo Cunha se transforma no terceiro na linha de substituição presidencial em caso de emergência, ausência do País ou vacância do cargo. Imagina se algo de errado também acontecer com o amigo dele, o justo e perfeito maçom inglês Michel Temer - que é o substituto eventual da Dilma? Eduardo Cunha está na boca do gol, torcendo pelo massacre alemão... Ninguém no PMDB aposta que a velha guerrilheira Dilma consiga suportar tanta pressão interna e externa que vai acuá-la (com chances de evacuá-la) do poder.
Os políticos profissionais da republiqueta de Bruzundanga, sob corrupto regime capimunista, estão à beira de um ataque de caganeira com os novos episódios da Operação Lava Jato. O roteiro do filme de terror já indica que, depois da "colaboração premiada", seguida dos acordos de leniência firmados com as empreiteiras, os alvos serão os políticos - uns 40 ou mais ladrões que se beneficiaram de esquemas de corrupção apenas na Petrobras. Imagina se o supremo ministro Teori Zavascki resolver divulgar o nome deles antes do fim do ano? Já pensou se a informal AJA (Associação dos Juízes Anticorrupção) conseguir avançar muito além do Mensalão e da Lava Jato, fisgando até molusco blindado em aquário de barril de cachaça ou de petróleo?
Voltemos ao problemão da Dilma. Seus aspones podem repetir o mantra de que ela está blindada porque tem a poderosa varinha mágica que assina o Diário Oficial e porque foi reeleita pela "vontade popular" (manifesta no sistema eletrônico de votação tão auditável quanto o do Cassino do Al Capone). Não adianta... Dilma foi a "presidente" do Conselho de Administração da Petrobras quando grandes roubos do Petrolão aconteceram. Se de nada sabia, foi "incompetenta". Se de algo desconfiou, mas não deu ordem para apurar ou anular (como a compra superfaturada da refinaria texana de Pasadena), Dilma pecou por responsabilidade.
Nos Estados Unidos, já tem juiz querendo comer o fígado dela. Imagine o vexame institucional para o Brasil de ter a primeira mulher a ocupar nossa Presidência da República sendo processada, civil ou criminalmente, pelos desmandos na Petrobras contra investidores e contra as leis anti-corrupção norte-americanas. O caso Pasadena é um Passadilma. E se a turma do Tio Sam resolver mexer em outros contratos menos votados, como o da Gemini, sobre o qual Dilma foi oficialmente alertada em vários documentos enviados, com protocolo, ao Palácio do Planalto e à Petrobras, a coisa pode ficar ainda mais preta que ouro negro.
Concretamente, contra Dilma, os tribunais norte-americanos podem usar argumentos comprovados pelo economista Fabio Fuzetti, gestor do fundo Antares Capital e conselheiro da ANA (Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários), em recente entrevista à Folha de S. Paulo: " A credibilidade da Petrobras já estava arranhada havia muito tempo. A defasagem dos preços dos combustíveis queimou mais de R$ 130 bilhões da empresa desde 2002. É mais do que a capitalização da empresa em 2010. Fizemos contas que mostram que os atrasos e os aumentos de custo nas obras das refinarias tiveram um perda adicional entre R$ 40 bilhões e R$ 48 bilhões. Todos esses números foram apresentados ao conselho da Petrobras e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários)".
O filme de Dilma está queimado lá fora. Ontem, deu no New York Times: "A possibilidade de que as denúncias de corrupção na Petrobras sejam a faísca inicial para desencadear um incêndio maior no Brasil não pode ser descartada". O mais famoso jornal dos EUA destacou que "os problemas na Petrobras, com denúncias de corrupção e prisão de executivos da companhia e de empreiteiras prestadoras de serviços, levantam preocupação mais ampla nos investidores estrangeiros, que detêm boa parte das ações e bônus da petroleira brasileira".
A fragilidade mais urgente contra Dilma nem é a avalanche de corrupção e incompetência gerencial na Petrobras, mas sim sua incapacidade de indicar soluções para a crise econômica no Brasil. O risco de tudo piorar é tão evidente que até Judas está recusando as sondagens dela para assumir o Ministério da Fazenda. A missão indigesta pode sobrar para algum burocrata sem força política ou prestígio diante da banqueiragem transnacional. O poderoso Lula insiste que Dilma bote Henrique Meirelles no (en)cargo. Além de não querer dormir com o inimigo pessoal, e tentar se desvencilhar de seu Chefão-Criador Dilma quer dar as cartas na economia - na ilusão de que tem capacidade para tal.
A pobre Dilma nem pode apelar para o Grande Arquiteto do Universo, porque o mestre maçom Temer já faz isto antes dela, naquelas reuniões secretas em que a turma do ritual de emulação faz um intervalo para saudar a Rainha da Inglaterra com uma talagada do melhor whisky escocês (não importa se antigo e aceito). Até o Temer teria muito a temer, porque já tem gente poderosa falando mal dele. Certamente é intriga com os gastos da bela Marcela com cartão de crédito nas viagens - assunto até de futricas, nas altas madrugadas, entre as maravilhosas meninas do Jô Soares...
Dilma está frozen... Se cantar "Let it go", Michel Temer não vai querer ir com ela. Mas Eduardo Cunha vai amar a cantada... E, se o economista, radialista e evangélico virar mesmo presidente da Câmara, assume o Palácio do Planalto numa boa, mesmo sem ter sido eleito para isto... "Afinal de contas, o povo mereeeeeeeeeeeece respeito" - bordão que ele usa no rádio... A turma da piscina do Golden Green está na torcida pelo sucesso dele... O baixo clero do Congresso nacional, também... E os inimigos rezam para o Jim Jones do PMDB se ferrar...
E a Dilma, numa frozen, lá no G-20, em Brisbane, na Austrália, conseguiu trocar umas breves palavrinhas com o Barack Obama. Mas a Presidenta preferiu não falar do rumo que dará à economia brasileira... Na prática, ela foi coerente com o discurso do partido que psicologicamente rejeita... Comprovou que não sabe de nada mesmo, nada falou de relevante e pt saudações...
O fato concreto é que a frozen Dilma terá de fazer como a princesa Elsa do desenho animado: terá de deixar as fileiras da tempestade, sair de seu reino de isolamento e romper com o passado... Como vai fazer isto nem ela sabe... Aliás, não sabe de nada mesmo...
O fato concreto é que a frozen Dilma terá de fazer como a princesa Elsa do desenho animado: terá de deixar as fileiras da tempestade, sair de seu reino de isolamento e romper com o passado... Como vai fazer isto nem ela sabe... Aliás, não sabe de nada mesmo...
O pedido de intervenção militar, nos cartazes de SOS Forças Armadas, dividiu as opiniões na passeata de ontem contra Dilma, o PT e a corrupção.
Apesar dessa discórdia, todos concordaram na oposição ao governo Dilma, com novas manifestações nas ruas das principais cidades do País.
O resto é divergência que faz parte de uma democracia a ser construída, de verdade, no Brasil...
Nem só de maus exemplos, graças a Deus, vive o Brasil...
Um programa de Qualificação Profissional em São Paulo comemorou ontem 20 anos oferecendo serviços gratuitos à comunidade, para aproximar os jovens da escolha profissional e abrir portas para o futuro.
Na Expo QP, feira que a Liga Solidária promoveu no feriadão de 15 de novembro, no Jardim Educandário (zona oeste de São Paulo), alunos apresentaram seus trabalhos pedagógicos e prestaram serviços à comunidade com trabalhos de penteados, esmaltação, maquiagem, além de degustação de alimentos preparados por eles.
Os cursos da Liga Solidária, com alta empregabilidade, com selo e certificação do Senai, são: Suporte Técnico em Informática, Assistente Administrativo, Cabeleireiro, Manicure e Gastronomia (garçom, chocolateiro, confeiteiro, salgadeiro, padeiro, pizzaiolo e chapeiro).
E quem milita por um bom salário...
Circula na internet este contracheque de militante profissional do PT, referente ao mês de fevereiro de 2014.
O profissional de militância no mundo virtual ganha nada menos que R$ 7.500 (brutos) - e recebe R$ 6.510.61 (descontados os assaltos a mão armada do INSS e do Imposto de Renda sobre o salário, um escroto confisco na fonte de renda de qualquer trabalhador).
Imagina do que este servidor político é capaz se alguma revés na conjuntura lhe tirar o confortável ganha pão?
Eis o triste Brasil Capimunista do aparelhamento estatal partidário e das bolsas vagabundagem que desvalorizam a produção e o empreendedorismo necessários ao real crescimento e desenvolvimento de uma nação.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Novembro de 2014.
Estadão diz que Lula e Dilma devem responder por crime de responsabilidade
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,crime-de-responsabilidade-imp-,1593545O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,crime-de-responsabilidade-imp-,1593545
O prosseguimento das apurações feitas pela Justiça Federal no Paraná, as denúncias da mídia e a pressão do povo nas ruas e mais a boa liderança de Aécio e das oposições, levarão inevitavelmente ao impeachment de Dilma, à prisão de Lula e ao expurgo do PT. Ao lado, foto de ontem em São Paulo.
CLIQUE AQUI para examinar video que de ponto fixo gravou todo o tamanho da passeata.
No editorial que publica neste domingo, o jornal O Esado de São Paulo defende abertamente a punição de Lula e de Dilma pelos crimes da Petrobrás.
CLIQUE AQUI para examinar video que de ponto fixo gravou todo o tamanho da passeata.
No editorial que publica neste domingo, o jornal O Esado de São Paulo defende abertamente a punição de Lula e de Dilma pelos crimes da Petrobrás.
. No caso de Lula, isto significa processo e cadeia, enquanto que no caso de Dilma isto significa impeachment.
. No editorial intitulado "Crime de Responsabilidade", o jornal descreve com precisão e síntese as responsabilidades de Lula e de Dilma pelos crimes:
Somente alguém extremamente ingênuo, coisa que Lula definitivamente não é, poderia ignorar de boa fé o que se passava sob suas barbas. Já Dilma Rousseff de tudo participou, como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil e, depois, como presidente da República.
Devem, todos os envolvidos no escândalo, pagar pelo que fizeram – ou não fizeram.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
POVO , por Miranda Sá
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A praça! A praça é do povo/Como o céu é do condor/É o antro onde a liberdade/Cria águias em seu calor!” (Castro Alves – “O Povo ao Poder”)
O último pleito presidencial, embora com graves suspeitas de fraudes nas urnas eletrônicas e censurável método de apuração, teve um mérito: sacudiu o povo brasileiro para a participação direta na política.
Antes, houve o ensaio das manifestações de junho, com multidões reivindicantes sem lideranças profissionais, sem partidos enganadores; nem falsas bandeiras ideológicas; mas o movimento foi desvirtuado pela infiltração dos blacks-blocs e congêneres, financiados pela pelegagem no poder.
Agora é diferente. O povo, consciente da realidade, vai às praças com o claro objetivo de condenar o PT-governo. Assim, se torna impossível que os agentes provocadores impeçam os protestos contra a corrupção generalizada e a venda do País a potências estrangeiras.
O povo é o povo. Como palavra dicionarizada, sua definição vem do latim, populus. Historicamente, o povo romano possuía a condição de cidadania, decidindo nos “comícios” os assuntos de Estado; a turba desqualificada politicamente e os escravos não eram povo, mas “plebe”.
Na Idade Média, os franceses colocaram o povo no "Terceiro Estado", sem direitos de cidadão. Atualmente, em alguns países onde a Democracia é mais do que uma palavra, o povo é o conjunto de indivíduos que constitui a Nação.
No português falado no Brasil, a palavra povo tem ambigüidades, algumas até com conotação pejorativa. No sentido culto, aprendi que a sociologia diferencia “povo” de “massa”; “povo” demarca segmentos sociais organizados, e a “massa”, a parcela alienada da sociedade.
Há um ditado antiqüíssimo que reza “A Voz do Povo é a Voz de Deus”. A origem é pagã, veio do ritual que se realizava no santuário do deus Hermes, na cidade grega de Acaia. O consulente fazia uma pergunta ao ouvido do ídolo, depois cobria a cabeça e se misturava com a multidão... As primeiras palavras ouvidas por ele, respondiam por Hermes as suas dúvidas.
Da minha parte, acredito que a voz do povo é a voz de Deus. O poeta Castro Alves, símbolo do patriotismo, tem um belo poema “O Povo ao Poder”, com a vigorosa quadra que trazemos em epígrafe.
O povo brasileiro foi para as ruas no Dia da República, 15 de novembro. Enfrentou o poder dominante, a indiferença dos partidos e a mídia vendida que distorce a realidade e divulga a contra-informação.
Ainda assim, o número de manifestantes em São Paulo surpreendeu até para os seus organizadores; Reuniram também um numeroso e entusiasmado público as bravas cidades de Belo Horizonte, Campina Grande, Campo Grande, Maceió, Porto Alegre, Recife e Salvador. Calcula-se em mais de 300 mil pessoas participando dos atos contra o PT-governo.
Reconhecemos que em alguns estados o protesto contra a corrupção e a traição nacional do lulo-petismo não conseguiu mobilizar muita gente; mas realizaram-se demonstrações qualificadas. E isto nos leva a outra divindade, Jesus Cristo, que falando aos seus discípulos disse: “Quando três se reunírem em meu nome, estarei presente”. Assim ocorre com o amor à Pátria; basta três patriotas se juntarem que a bandeira basileira tremulará com eles.
E sempre virão mais, desde que informados do que ocorre no País empesteado de roubalheira dos pelegos lulo-petistas. A escandalosa espoliação da Petrobras está escancarada, mas a 5ª coluna agindo para submeter o Brasil ao bolivarianismo ainda não está devidamente divulgada porque é uma espionagem silenciosa.
Os grandes jornais, porém, não podem esconder o fato de que esteve a pouco no Brasil o agitador chavista Elías Jaua, ministro do Poder Popular para as Comunas e os Movimentos Sociais da Venezuela. Veio com o beneplácito da presidente Dilma e reuniu-se em Guararema, SP, doutrinando e firmando convênio com o MST para organizar a revolução “que construirá a Pátria Grande, com capital em Havana”. Não é preciso dizer mais nada.
Então, voltemos a Castro Alves: “Existe um povo que a bandeira empresta/ Pr'a cobrir tanta infâmia e cobardia!.../ E deixa-a transformar-se nessa festa/ Em manto impuro de bacante fria!..
sábado, 15 de novembro de 2014
Análise: Governo Dilma enfrenta pior crise (Folha de SP)
IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1548108-analise-governo-dilma-enfrenta-pior-crise.shtml
Com a nova fase da Operação Lava Jato e a implosão da maior empresa brasileira, o governo Dilma Rousseff enfrenta sua maior crise –e ela está apenas no começo.
O alcance das consequências deste 14 de novembro ainda será conhecido, mas o fato é que a presidente reeleita terá muita dificuldade de dissociar-se do mar de óleo viscoso da corrupção que a Polícia Federal descobriu sob os porões da Petrobras.
O que a PF fez hoje entra para a história. Pela primeira vez, há clareza de todas as pontas e intermediários de uma teia criminosa desta dimensão. Altos executivos das maiores financiadoras de campanha do país foram presos. Foram pegos corruptos, corruptores e os agentes que operavam para eles.
Claro que ainda falta a cereja do bolo: os políticos que se beneficiaram do esquema. Até aqui, os nomes que circulam por Brasília e o tamanho de seu envolvimento ensejam a construção de uma ala nova na Papuda.
Claro que há gradações distintas entre citações, acusações e a prova real, mas o clima é de pânico.
A famosa lista com dezenas de parlamentares e membros do Executivo que pende como uma espada de Dâmocles sobre o Congresso e o governo. O momento de sua revelação está próximo.
Aqui se coloca um desafio para o governo: provar que de fato não irá atrapalhar as investigações, como Dilma repete a todo momento. A intimidação promovida pelo ministro da Justiça contra delegados que expressaram opiniões políticas em redes sociais fechadas não pareceu um começo promissor.
Além disso, o Planalto parece perdido com o escopo da desintegração da credibilidade da Petrobras no mercado. A trapalhada sobre o adiamento de seu balanço, que simplesmente não passou pelo crivo das auditorias, fez as ações da empresa derreterem.
Sob investigação em um ambiente ainda mais rígido, o mercado norte-americano, há um risco de dano permanente à petroleira.
Para completar o quadro, Dilma não teve um dia de paz desde que foi reeleita em 26 de outubro. Enfrenta uma rebelião de sua base no Congresso liderada pelo PMDB. Escancarou o que ela nega ser estelionato eleitoral: a adoção de uma agenda econômica não muito diferente daquela que Aécio Neves (PSDB) aplicaria caso tivesse a derrotado nas urnas.
Muito mais grave, o governo assumiu que estava a maquiar o buraco nas contas públicas e propôs ao Congresso uma gambiarra na Lei de Diretrizes Orçamentárias que lembra o proverbial "devo, não nego, pago quando puder".
É sob esta tormenta que a presidente terá de convencer a opinião pública de que seu governo não sabia das coisas escandalosas que ocorriam na Petrobras. Mal pode voltar à alegação de que demitiu alguns dos envolvidos, porque isso seria assumir que conhecia a roubalheira e tentou resolver as coisas discretamente, sem apuração verdadeira do Ministério Público Federal e da PF.
Antigamente, dizia-se que quando o presidente viaja, a crise viaja. Desta vez, ela explodiu em sua máxima intensidade sem a presença física da mandatária, que está na Austrália. O fuso adiantado dará algum tempo para Dilma traçar sua estratégia, mas o tempo corre contra o governo.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
O estranho mundo da presidente - EDITORIAL O ESTADÃO
O ESTADO DE S.PAULO - 14/11
Preocupante é o adjetivo mais suave para classificar a entrevista da presidente Dilma Rousseff em Doha, a caminho da Austrália, onde participará da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (G-20). Ao falar sobre a situação das contas públicas brasileiras, amplamente deficitárias, ela mostrou evidente dificuldade para reconhecer as condições econômicas e fiscais de seu país e das maiores potências, tanto desenvolvidas quanto emergentes. Incapaz de alcançar a meta fixada para as contas públicas neste ano, o Executivo mandou ao Congresso um projeto de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Tentando refutar as críticas ao projeto, a presidente se perdeu num cipoal de despropósitos.
O primeiro erro - e talvez o menos grave - foi a referência aos "20 países do G-20". Os integrantes do grupo são 19 países com representação nacional mais a União Europeia. Qualquer frequentador desse fórum deveria conhecer esse detalhe. A presidente deve conhecer, mas, como ocorre com frequência, deve ter falado sem dar atenção às palavras e, mais grave, às ideias.
Os despropósitos mais significativos surgiram em seguida, quando a presidente comparou a situação das contas públicas brasileiras com as condições fiscais dos demais países do grupo. Dezessete das 20 maiores economias, "hoje estão numa situação de ter déficit fiscal", segundo ela. "Nós estamos ali no zero. Não temos nem déficit nem superávit", acrescentou.
Mais uma vez Dilma parece ter confundido resultado primário (sem o pagamento de juros) e resultado nominal (no vermelho, com a inclusão do saldo financeiro). Mas as contas primárias do governo central do Brasil estão muito longe da robustez. Nos 12 meses até setembro, houve um esquálido superávit de R$ 29,14 bilhões, ou 0,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, de janeiro a setembro, o saldo foi um déficit de R$ 19,47% bilhões, ou 0,52% do PIB, segundo a estimativa do Banco Central. Não há esperança de se alcançar a meta, um excedente de R$ 80,8 bilhões, e até o mero equilíbrio é duvidoso. Por isso, o Executivo pediu ao Congresso a alteração da LDO, para acomodar qualquer resultado.
Quanto ao resultado nominal - mais importante e normalmente citado, quando se trata de países com tradição fiscal melhor que a brasileira -, é um desastre indisfarçável. Entre janeiro e setembro, houve um rombo, nas contas do governo central, de R$ 188,01 bilhões, ou 5,94% do PIB. Em 12 meses, o buracão ficou em R$ 190,12 bilhões, ou 4,92% do PIB.
O déficit fiscal da zona do euro ficou em 3% no ano passado e deve diminuir para 2,9% neste ano, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). O resultado fiscal dos países avançados do G-20 foi um déficit de 4,8% em 2013. Para 2014, o número deve passar a 4,5%. Para a Itália ainda se projetava em outubro um balanço de 3% no vermelho, neste ano, igual ao do ano anterior. Se for um pouco pior, ainda será provavelmente bem mais favorável que o do Brasil. A maior parte dos europeus tem contas fiscais menos desequilibradas que as brasileiras. Ao apontar as contas brasileiras como bem melhores que as de potências mais desenvolvidas, a presidente obviamente se perde numa fantasia.
Ela também se perde quando confronta a dívida pública brasileira com a de países mais avançados. Sim, a proporção pode ser menor, no caso do Brasil, mas o Tesouro Nacional paga juros muito maiores para rolar seus papéis. Isso está claramente relacionado com a classificação da dívida soberana do Brasil, ainda bem abaixo dos níveis dos países desenvolvidos.
A presidente Dilma Rousseff também mencionou a geração de postos de trabalho. Pela última Pnad, o desemprego no Brasil ficou em 6,8% no segundo trimestre. Nas sete maiores economias, a média foi de 6,4%. Em 17 dos 34 países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as taxas foram menores que no Brasil. Há motivos muito fortes de inquietação, quando uma presidente reeleita para mais quatro anos se mostra alheia a esse mundo.
Preocupante é o adjetivo mais suave para classificar a entrevista da presidente Dilma Rousseff em Doha, a caminho da Austrália, onde participará da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (G-20). Ao falar sobre a situação das contas públicas brasileiras, amplamente deficitárias, ela mostrou evidente dificuldade para reconhecer as condições econômicas e fiscais de seu país e das maiores potências, tanto desenvolvidas quanto emergentes. Incapaz de alcançar a meta fixada para as contas públicas neste ano, o Executivo mandou ao Congresso um projeto de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Tentando refutar as críticas ao projeto, a presidente se perdeu num cipoal de despropósitos.
O primeiro erro - e talvez o menos grave - foi a referência aos "20 países do G-20". Os integrantes do grupo são 19 países com representação nacional mais a União Europeia. Qualquer frequentador desse fórum deveria conhecer esse detalhe. A presidente deve conhecer, mas, como ocorre com frequência, deve ter falado sem dar atenção às palavras e, mais grave, às ideias.
Os despropósitos mais significativos surgiram em seguida, quando a presidente comparou a situação das contas públicas brasileiras com as condições fiscais dos demais países do grupo. Dezessete das 20 maiores economias, "hoje estão numa situação de ter déficit fiscal", segundo ela. "Nós estamos ali no zero. Não temos nem déficit nem superávit", acrescentou.
Mais uma vez Dilma parece ter confundido resultado primário (sem o pagamento de juros) e resultado nominal (no vermelho, com a inclusão do saldo financeiro). Mas as contas primárias do governo central do Brasil estão muito longe da robustez. Nos 12 meses até setembro, houve um esquálido superávit de R$ 29,14 bilhões, ou 0,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, de janeiro a setembro, o saldo foi um déficit de R$ 19,47% bilhões, ou 0,52% do PIB, segundo a estimativa do Banco Central. Não há esperança de se alcançar a meta, um excedente de R$ 80,8 bilhões, e até o mero equilíbrio é duvidoso. Por isso, o Executivo pediu ao Congresso a alteração da LDO, para acomodar qualquer resultado.
Quanto ao resultado nominal - mais importante e normalmente citado, quando se trata de países com tradição fiscal melhor que a brasileira -, é um desastre indisfarçável. Entre janeiro e setembro, houve um rombo, nas contas do governo central, de R$ 188,01 bilhões, ou 5,94% do PIB. Em 12 meses, o buracão ficou em R$ 190,12 bilhões, ou 4,92% do PIB.
O déficit fiscal da zona do euro ficou em 3% no ano passado e deve diminuir para 2,9% neste ano, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). O resultado fiscal dos países avançados do G-20 foi um déficit de 4,8% em 2013. Para 2014, o número deve passar a 4,5%. Para a Itália ainda se projetava em outubro um balanço de 3% no vermelho, neste ano, igual ao do ano anterior. Se for um pouco pior, ainda será provavelmente bem mais favorável que o do Brasil. A maior parte dos europeus tem contas fiscais menos desequilibradas que as brasileiras. Ao apontar as contas brasileiras como bem melhores que as de potências mais desenvolvidas, a presidente obviamente se perde numa fantasia.
Ela também se perde quando confronta a dívida pública brasileira com a de países mais avançados. Sim, a proporção pode ser menor, no caso do Brasil, mas o Tesouro Nacional paga juros muito maiores para rolar seus papéis. Isso está claramente relacionado com a classificação da dívida soberana do Brasil, ainda bem abaixo dos níveis dos países desenvolvidos.
A presidente Dilma Rousseff também mencionou a geração de postos de trabalho. Pela última Pnad, o desemprego no Brasil ficou em 6,8% no segundo trimestre. Nas sete maiores economias, a média foi de 6,4%. Em 17 dos 34 países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as taxas foram menores que no Brasil. Há motivos muito fortes de inquietação, quando uma presidente reeleita para mais quatro anos se mostra alheia a esse mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)





























