sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rolezinho? Que nada! Rolezão no Maranhão…

Transcrito do Blog Miranda Sá



by mirandasa08
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
A governadora Roseana Sarney disse que a causa da violência no Maranhão é porque o estado ficou mais rico. Na verdade, segundo o IBGE na frieza dos números (e no regime lulo-petista quase todos são maquiados), o PIB cresceu lá 15,3% entre 2010 e 2011, acima da média brasileira, de 2,7%.
O problema é que esse crescimento não se traduziu em melhoria de vida do povo. Os números traduzem o desenvolvimento do agronegócio, que alcança também o norte do Piauí, e em ambos estados não alcançam maranhenses e piauienses, pois apresentam os piores índices sociais do país.
Escrevi sobre isto, quando o presídio de Pedrinhas, em São Luiz, ganhou as manchetes com indescritíveis cenas que ocorrem na prisão onde – voltando aos números – a estatística da violência registra o recorde nacional de presos assassinados por outros detentos, e a maioria dessas mortes é bárbara, muitas por decapitação.
Não bastasse a chacina autofágica, o modelo da desgraça apresenta o domínio de facções criminosas, superlotação e sua conseqüente má condição sanitária e quadro de enfermidades infecciosas. Pedrinhas é o retrato da negligência governamental.
No mais que perfeito escapismo lulista, Roseana se esconde ao ser procurada pela imprensa, e mantém um silêncio comprometedor. Quando o caso veio à tona, apareceu alvoroçada, visivelmente constrangida, e tergiversou saindo-se com o absurdo já relatado, dizendo que o aumento da criminalidade foi porque o Maranhão teria se tornado "mais rico".
Segundo os jornais que, embora timidamente reportem a conjuntura maranhense, há no Estado mais criminosos foragidos que presos. Basta isso para que se justifique o clamor popular pelo impeachment da Governadora, no mínimo negligente diante da calamidade.
Não será demais voltar a assinalar perversos assassinatos, estupros e conivência governamental com facções criminosas, dentro e fora das cadeias; e é imperativo mencionar a corrupta concessão à empresa privada ligada ao “primeiro damo”, a guarda e o fornecimento de refeições aos presos, com verbas superiores a R$ 170 milhões anuais.
Será muito difícil sair um impeachment da Assembléia Legislativa do Maranhão; a governadora Roseana é filha e herança política do capitão-mor José Sarney, cuja ficha política lista toda sujeira da politicagem brasileira, agravada pela convivência com o poder petista, corrupto e corruptor.
Nem pensar no Congresso; passemos por cima. Só há um modo, ir ao Supremo Tribunal Federal, onde resta a esperança de um julgamento presumivelmente correto, no pressuposto do Mensalão, que condenou a poderosa hierarquia petista e levou-a a prisão.
O redemoinho de ventos políticos, porém, traz rajadas díspares. A pressão atmosférica na República desloca ares democráticos, sem dúvida; mas ocasiona também turbilhões na opinião pública. Sinto um bom momento para mudanças rumo à liberdade e à justiça social; mas, por outro lado, vejo as manifestações da cidadania em turbamulta.
Entristece-me ver tanta gente boa perdendo tempo com as brincadeiras juvenis nos shoppings e tanta gente má querendo politizá-las. Para mim, rolezinho, que nada! Preocupo-me é com o rolezão do Maranhão...

MANGUAÇA CULTURAL, por Magu


Você Sabia ?
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. lula-bebadoResultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’ Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. História afixada num quadro no Museu do Homem do Nordeste.
Daí depreendemos que não basta beber, tem que conhecer! Bebum bem informado é outro departamento. Há provas cabais de que pode até chegar a ser presidente…

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Beneficiados do programa “Minha Casa” estão vendendo os imóveis

 fonte: Tribuna da Bahia

Com o início do ano, muitos planejam fechar grandes negócios e realizar o sonho da casa própria, um dos mais cobiçados pelos brasileiros


noticias meu financiamento  : Beneficiados do programa Minha Casa estão vendendo os imóveisDo outro lado, há quem prefira desfazer de algumas conquistas, como é o caso de alguns beneficiados pelo programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida. Na tarde de segunda-feira, a Tribuna flagrou alguns imóveis sendo comercializados ilegalmente, em Cajazeiras XI e Boca da Mata.
A Caixa Econômica Federal ressalta que sob hipótese alguma o morador pode vender ou alugar enquanto a moradia não estiver quitada. Para finalizar a quitação, os moradores ainda precisam pagar cerca de 18 anos.
Os imóveis são destinados a pessoas que se enquadram no perfil das famílias de baixa renda, uma das exigências do governo federal, e sonham em adquirir a casa própria. Por exigência da Caixa, quem não tem interesse em ocupar o imóvel deve devolver o apartamento para a Caixa Federal, responsável pelo financiamento. Assim, outras famílias seriam beneficiadas. Contudo, apesar de proibida, a comercialização destes imóveis é comum em muitos condomínios construídos no Estado. Em sites de anúncios na internet, também é possível encontrar publicações de vendas e procura de imóveis, através do Minha Casa Minha Vida.
Após denúncias de moradores da região, a Tribuna constatou ofertas de vendas e aluguéis de apartamentos no Condomínio Residencial Assis Valente, Boca da Mata. Apesar de terem sido beneficiados há cerca de dois anos, alguns moradores nunca moraram no imóvel e outros o colocam à venda. Dividido em dois quartos, sala, cozinha e banheiro, moradores garantem que o preço médio do aluguel está em torno de R$ 300. Já a efetivação da compra está em torno de R$ 25 mil. “Tem um vendendo no bloco 14 e outro no bloco 4. Os dois custam o mesmo valor R$ 25 mil”, conta um morador sem se identificar.
Questionada se eles já podem ser considerados donos dos apartamentos para vendê-los, uma moradora, identificada apenas como Domingas, foi taxativa. “Só seremos donos depois que pagarmos tudo. São 20 anos. Ainda faltam 18”, contou, completando que em outro empreendimento do mesmo programa Federal há imóveis à venda. “O de lá de baixo é novinho. Os moradores estão chegando agora, mas já tem alguns sendo vendidos”, disse. O imóvel só pode ser comercializado após 10 anos da assinatura do contrato ou quando o proprietário quita de forma integral o valor, devolvendo o subsídio ao Governo, q
Caixa vai apurar as denúncias
Sobre a denúncia, a Caixa Econômica Federal informou, através de nota, “que vai apurar as denúncias e, em se confirmando, adotará as providências legais cabíveis. Os imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida destinados às famílias com renda de até R$ 1.600,00 (faixa 1) não podem ser comercializados”.
O banco ainda pontuou que o cancelamento do contrato é a principal medida a ser tomada, caso a irregularidade seja constatada. “Em se constatando que houve desvio de finalidade nesta faixa do Programa, entre eles, o repasse do imóvel para terceiros, a CAIXA adota os procedimentos legais para cancelar o contrato e repassar a unidade para outra família que esteja inscrita e selecionada pelo Programa. Neste caso, o próprio contrato e a lei estabelecem que as famílias, ao longo de 10 anos, não poderão alugar, ceder ou vender as unidades habitacionais, sob pena de devolverem, integralmente, os subsídios recebidos ou, na falta deste procedimento, perderem o direito ao imóvel”.
Em 2011, outros registros da comercialização irregular foram apontados na Bahia. Após tomar conhecimento do fato,  a presidente Dilma Rousseff orientou o governo a retomar os apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida que foram vendidos irregularmente no Residencial Nova Conceição, em Feira de Santana. Na ocasião, a Controladoria Geral da União (CGU) prometeu análise da necessidade de mudanças nas regras do programa para coibir a inadimplência nos contratos e, principalmente, o repasse do imóvel.
Fonte: Tribuna da Bahia - Daniela Pereira

NSA monitora compra de empresas brasileiras por estrangeiros que são laranjas de políticos daqui


Posted: 15 Jan 2014 03:49 AM PST
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Usar dinheiro obtido via corrupção, desviado para exterior, retornando os recursos para o Brasil sob o disfarce de “investimentos” pretensamente estrangeiros. Eis a forma criativa e dificilmente identificável de se apossar do patrimônio empresarial brasileiro empregada pelo esquema capimunista petralha. Além da corrupção, da incompetência gerencial e do aparelhamento da coisa pública, que outras heranças malditas os petralhas deixarão como legado ao Brasil?

Só uma operação de “draw-back” com dinheiro corrupto justifica que, de 2007 a 2013, pelo menos 350 empresas brasileiras tenham sido vendidas total ou parcialmente, em sua maioria para compradores latinoamericanos – que não têm tanto fôlego de compra como os norte-americanos, europeus ou asiáticos. Os negócios de compra de empresas brasileiras – usando anônimos investidores de fora como laranjas - movimentaram US$ 390 bilhões, só nos últimos seis anos.

A malandragem dos corruptos tupiniquins na aquisição de empresas é um dos alvos de investigação pela Agência Nacional de Segurança dos EUA. A NSA monitora negócios suspeitos de lavagem de dinheiro na América Latina. Isto é o que mais apavora a petralhada que corre sérios riscos de virarem alvos de denúncias – principalmente no ano reeleitoral.

O DNA petralha pode estar por trás de muitos fundos de Private Equity que atuam no Brasil. A tática usada para não identificar os compradores consiste em duas jogadas. Se a empresa tem capital aberto, negociada em bolsa de valores, os compradores adquirem menos de 4% do capital para se manterem ocultos. Se a companhia tem capital fechado, laranjas são usados nas aquisições. Suspeita-se que muitos “empresários de fora” sejam políticos brasileiros ou parentes deles com nomes falsos de estrangeiros.

Um insuspeito levantamento da consultoria transnacional Ernest & Young revela que 77% das operações de compra de 350 empresas brasileiras foram lideradas por compradores de países da América Latina. Investidores europeus foram apenas 11% dos compradores. Outros 7% são asiáticos, 3% da África ou Oriente Médio e apenas 2% da América do Norte. O altíssimo percentual de “investidores” latinos – continente no qual países enfrentam problemas econômicos – merece uma investigação mais apurada de organismos que acompanham a lavagem ou enxugamento de dinheiro obtido criminosamente.

Entre o ano 2000 e 2012, quadruplicou o número de fundos operando no Brasil. Subiu de 45 para 185. Em 12 anos, o volume de capital levantado pelos fundos saltou de US$ 1 bilhão para US$ 80 bilhões. Evidentemente, nem todos os fundos têm ligação com o governo do crime organizado que comanda o Brasil. Os mais sérios não investem mais por falta de empresas com modelos de negócio consistentes e pelas conhecidas dificuldades do Custo Brasil: alta carga tributária, insegurança jurídica, problemas logísticos, alto custo e despreparo da mão de obra, além das elevadas “taxas de corrupção” cobradas para viabilizar negócios na maioria esmagadora dos estados e municípios.

O estudo da Ernest & Young – que não entra nos meandros de negociatas nas operações de compra de empresas brasileiras – informa que, das 350 companhias adquiridas entre 2007 e 2013, 10% são do setor de energia, 9% do setor de alimentos e bebidas, 7% do setor de mineração, 7% do setor de transporte e infraestrutura, 6% de telecomunicações e 4% do setor químico.

Ponto facultativo para comemorar


Eis a cópia de um decreto municipal expedido pela Prefeitura de Pureza, no Rio Grande do Norte, reproduzido pelo site Bestafubana.com.

Conhecida como Maria do Sindicato, a prefeita concedeu ponto facultativo para comemorar o próprio aniversário.

Maria da Conceição da Costa Fonseca tem orgulho de ser do mesmo partido a Presidenta Dilma Rousseff: o PT.

Só falta o rio...


A imagem acima é de uma obra da Prefeitura de Maricá (RJ), dirigida pelo petista Washington Luiz Cardoso Siqueira.

Mais conhecido por “Quaquá”, o Prefeito adora tirar onda como um dos grandes aliados de José Dirceu de Oliveira e Silva – agora um ilustre prisioneiro na Papuda.

Agora condenado e inelegível por abuso de poder político – por ter concedido gratificações aos servidores municipais de Maricá antes das eleições -, Quaquá bem que podia aproveitar a ponte que edificou para mandar constriuir, embaixo dela, um rio...

Maratona Global contra os Militares

Liderando a Campanha Brasil Acima de Tudo na internet, o Coronel na reserva do EB, Paulo Ricardo da Rocha Paiva, denuncia:

“Em março, a Rede Globo vai desencadear a "MARATONA DOSSIE/31 DE MARÇO" para nos esculachar ainda mais... Acho que apenas a CBADT/2014 vai constituir uma RESISTÊNCIA DOCUMENTAL à campanha deletéria que está sendo armada por aquela emissora, pelo que solicito sua atuação dinâmica na difusão de nossa campanha”.

A Rede Globo é a mesma que usou a personagem Natasha, na cena da novela Amor à Vida, a recomendar, na semana passada, a leitura do livro “Meus 13 dias com Che Guevara, de Flávio Tavares, publicado pela L&PM – obra que exalta o sanguinário “Porco Fedorento” vendido como um mártir santificado pela marketagem comunista.

Entregando Geral


Cubanagem

O governo cubano prepara uma limpeza de imagem, mandando soltar alguns presos políticos.

Mas a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional denuncia que, apenas em dezembro passado, o regime dos irmãos Castro prendeu 1.123 pessoas por motivos políticos.

O grupo dissidente União Patriótica de Cuba (UNPACU) denuncia que Cuba tem, oficialmente, 87 presos de consciência, sendo que 40 devem ser liberados agora para aliviar pressões vindas da União Europeia, principalmente da Espanha, governo com o qual os Castro pretendem fechar grandes negócios.

General bem na fita


Militares fazem circular pela internet reportagem do jornal norte-americano The Boston Globe com um elogio ao Exército Brasileiro pela firmeza com que liquidou no nascedouro outra guerra civil no Congo:

“A virada se deve, em parte, a um novo experimento: a criação duma unidade de força de paz dotada de equipamento e autoridade para ações ofensivas. A brigada de intervenção, composta de 3.000 soldados da Tanzania, Malawi e África do Sul, é algo inusitado na história das intervenções da ONU, e demonstra ao mundo o que é possível obter quando se combina força militar efetiva com hábil diplomacia. Comandada pelo Gen. Carlos Alberto dos Santos Cruz, do Brasil, a unidade especial deu crucial apoio ao exército congolês no rápido desbaratamento dos rebeldes nas últimas semanas. A força comandada por Santos Cruz, que já comandou operações de paz no Haiti, foi bastante elogiada por sua capacidade e profissionalismo. Até então, as campanhas dos capacetes azuis eram desmoralizadas por acusações de abusos sexuais contra os habitantes, e seu mandato era fraco demais para garantir efetiva proteção aos civis”.

A reportagem “Surprise victory in east Congo a credit to muscular UN force” foi publicada em 8 de novembro de 2013.

Subindo à cabeça


Contabilidade criativa


Abrindo a Caixinha


Gozada com o Padilha

Frase gaiata que circula em e-mail de estrangeiros, nos países de língua portuguesa, sobre o Brasil:

“No país onde o Ministro da Saúde diz que sexo é o melhor remédio para hipertensão, já tem gente usando a punheta como genérico”.


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Janeiro de 2014.

Stevie Ray Vaughan Riviera Paradise/Lenny Live In Tokyo 1080P

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MANIFESTO DE PUGGINA, por Anhangüera

Percival Puggina publicou* em seu blog http://www.puggina.org a carta que transcrevo abaixo, e que passo à consideração dos colegas prosepoliticanos.  Lá vai, sem restrições, vejam se não é isso mesmo que temos defendido aqui. Se é verdade, há crimes denunciados e as autoridades têm de se manifestar, se não é, cabe aos acusados o processo judicial – sob pena de que nós todos tomemos seu silêncio como confissão de culpa. O que não se pode admitir é um silêncio que dure apenas até as eleições do ano em curso.
Percival Puggina
Percival Puggina
ÀS AUTORIDADES DA REPÚBLICA! – Percival Puggina
Excelências. Li, de capa a capa, o volumoso livro de Romeu Tuma Júnior que leva o sugestivo título “Assassinato de reputações“. A obra ganhou uma espécie de lançamento nacional através da revista Veja, no início de dezembro último, e consta entre as mais vendidas no país. Presumo, por isso, que milhares de cidadãos a estejam lendo. Assim como eu, hão de estar perplexos e alarmados com as denúncias que faz.
É na condição de cidadão que redijo esta carta. Parece-me conveniente fazê-lo assim, aberta, para tornar pública a inquietação da maioria dos leitores que já percorreram as exaustivas páginas desse livro. Dirijo-a às autoridades porque são várias as que podem agir neste caso. Não alinharei, aqui, as acusações e denúncias descritas em “Assassinato dereputações“. De um lado porque muito pouco sei sobre o autor e, como simples cidadão, não tenho como averiguar a autenticidade do que dele se diz e do que ele relata. De outro, porque a honra alheia não encontra em mim alguém disposto a assassiná-la. A prudência exige que sobre ela só se emita juízo público negativo após sentença transitada em julgado.
No entanto… milhares estão lendo esse livro. Como eu, se fazem perguntas civicamente inquietantes. Por que persiste, decorrido um mês inteiro de seu lançamento, o perturbador e coletivo silêncio de quantos deveriam agilizar-se para contestá-lo? Por que, mais grave ainda, as próprias instituições tão fortemente atacadas e apontadas como objeto de aparelhamento político-partidário não bradam em sua própria defesa? As denúncias são graves e, se verdadeiras, descortinam a gênesis de um Estado policial e totalitário. Há crimes noticiados no livro. E o de prevaricação não me parece o maior deles.
Em meio ao inquietante silêncio de quem deveria falar, as solitárias reações que encontro ao explosivo texto são disparos laterais dirigidos ao seu autor, que se apresenta, na obra, como uma das vítimas dos assassinatos em série que menciona. Convenhamos que desacreditar o livro com uso do argumentum ad hominem, mediante ataque pessoal ao autor, não é satisfatório ou suficiente ante a torrente de denúncias que formula, relatando episódios que diz ter pessoalmente vivido.
Aos cidadãos brasileiros interessa saber se o que está dito no livro é verdade ou não. E quais as providências adotadas por quem as deve adotar. Inclusive contra o autor se for o caso. Num Estado de Direito, os fatos descritos exigem investigação e cabal esclarecimento. Não podem ser varridos para baixo do espesso tapete do tempo. Não são, também, prevaricação, o silêncio de quem deveria falar e a omissão de quem deveria agir?
Bem sei que a promiscuidade entre as funções de governo e as de Estado decorre do vício institucional que as vincula ao mesmo centro de poder. Nosso lamentável presidencialismo faz isso. É tentador, nele, confundir os espaços partidários (por isso provisórios) próprios do governo, com os espaços permanentes (e por isso não partidários) da administração pública e do Estado. No entanto, por mais que o modelo favoreça o aparelhamento das instituições, não é aceitável a ideia de que vivemos num país onde algumas delas servem para investigar ou não investigar, dependendo do lado para onde sopra o vento das más notícias. Gerar dossiês por encomenda política é coisa de Estado policial, totalitário.
* Também no Jornal Zero Hora, 12 de Janeiro de 2014

Corretor- Entenda as tribos e ganhe tempo nas vendas


Um olhar mais atento à sociedade do século XXI nos permite perceber sua divisão em tribos urbanas. Os avanços tecnológicos dos últimos 20 anos resultaram no fim da chamada “sociedade de massa”. Em seu lugar, o conceito de “indivíduo” ganhou maior importância e, com isso, temos agora um novo agrupamento social que faz com que as pessoas sejam vistas em nichos. Ou tribos. No entanto, a pergunta é: até que ponto esta mudança interfere no trabalho do corretor de imóveis?
É uma alteração profunda na relação corretor/cliente. O trabalho do corretor deve agora ser personalizado, de acordo com a demanda específica daquele cliente. Para que o profissional seja bem-sucedido nesta empreitada, é fundamental que ele compreenda de que maneira se configuram as tribos urbanas neste novo século. O domínio das peculiaridades de cada grupo social fará com que o corretor ganhe tempo nas vendas.
As redes sociais são uma excelente fonte de pesquisa. Nela, o profissional pode aprofundar seus conhecimentos a respeito das preferências de diversas tribos. Cultura, estilo de vida, esportes, viagens… Todos os tópicos estão lá. Com base nesses dados, o corretor pode criar um atendimento personalizado, lembrando-se sempre que, apesar de pertencerem à mesma tribo, as pessoas têm necessidades específicas.
Ao lidar com um cliente que gosta de praticar esportes, por exemplo, o corretor deve levar em conta pontos importantes para quem cultiva uma vida saudável. Possivelmente, este cliente terá preferência por um imóvel com sol durante a manhã. Outro aspecto importante – que seria talvez irrelevante para outros grupos – é a proximidade com academias e centros de atletismo. Sendo ligado a esportes, o natural é que esta pessoa durma cedo. Portanto, o corretor deve buscar imóveis em bairros que não tenham uma vida noturna agitada.
Por outro lado, pessoas ligadas ao mundo das artes terão outras necessidades. Esta tribo tem uma vida noturna intensa e, logicamente, não ficará satisfeita com um imóvel em que o sol bate de manhã. Além disso, pessoas que vivem em função da arte darão prioridade a casas e apartamentos que fiquem próximos a teatros, cinemas e casas de show. Também optarão por bairros silenciosos durante a manhã.
Observar tais peculiaridades fará com que o corretor poupe um tempo precioso, pois, quando apresentar opções de imóvel para cada tribo, já terá feito esta pré-seleção. Daí por diante, basta fazer apenas a “sintonia fina”, ou seja, se adequar a algumas necessidades específicas daquele cliente.

A venda terá tudo para dar certo.