segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sobe o limite do SFH: Valor máximo de imóvel pago com FGTS sobe para R$ 750 mil

Governo anuncia elevação do teto para compra à vista ou financiamento de imóveis com recursos do FGTS

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Prédios: teto de R$ 750 mil valerá para alguns estados, como SP e RJ; nos demais estados, teto será de R$ 650 mil – Divulgação/Imovelweb
O governo elevou, nesta segunda-feira, o valor máximo dos imóveis que podem ser pagos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 500 mil reais para 750 mil reais.
A decisão tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) determina que o novo teto valerá para osestados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, “dadas as características do mercado imobiliário nessas Unidades da Federação”. Nos demais estados, o novo limite será de 650 mil reais.
A elevação do teto valerá tanto para imóveis quitados à vista com o saldo do FGTS quanto para financiamentos dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que costuma ter juros menores.
O CMN estabelece ainda que o valor do financiamento não seja superior a 80% do valor de avaliação do imóvel. A exceção fica por conta dos financiamentos que prevejam a utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC), quando esse percentual pode chegar a 90% do valor de avaliação do imóvel.
Os recursos do FGTS podem ser usados para pagar o imóvel residencial do trabalhador na cidade onde ele mora ou trabalha, desde que ele não tenha outro imóvel em seu nome nesta cidade ou municípios vizinhos. O imóvel precisa ser usado para a moradia do trabalhador.
Matéria atualizada às 17h48.
Fonte: Exame - Julia Wiltgen

Dilma, o diabo, e a fogueira do Pnad

ARTIGO

by mirandasa08

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Dizem que os brasileiros esquecem depressa os fatos mais extremamente agressivos, sejam políticos, econômicos ou sociais. É verdade em parte; muitos acontecimentos perdem-se na lembrança de muitos, mas não de todos.
Esmaeceu-se no tempo, por exemplo, a recordação das vigorosas demonstrações de força popular na “Primavera de Junho”; mas pior, muito pior foi o povo por de lado o gigantesco escândalo do Caso Rosemary com suas ações quadrilheiras em nome da Presidência da República, uso de passaporte e mala diplomáticos, os euros levados para Portugal e os diamantes africanos.
Nem se precisa falar do relacionamento amoroso com o ex-presidente Lula da Silva, porque se trata de problemas pessoais e nem mesmo a trombeteada espionagem da NSA deveria bisbilhotar. 
Os poucos brasileiros que não olvidam as coisas guardam como se fosse ontem a impressão negativa causada pela presidente Dilma ao dizer que faria o diabo para ganhar as próximas eleições.  E nem precisam ter boa memória; assistem quase diariamente a Governanta fazendo diabólicas traquinagens com uma desenvoltura de quem realmente vendeu a alma a satanás...
São recentes sortilégios satânicos, lançados após o abandono da vassoura para voar sobre a mentira. Imposturas tão explícitas que só teem a serventia de municiar os arautos lulo-petistas que mamam nas tetas do governo.
A dança das bruxas agitou-se em torno de duas fogueiras: A fogueira da crise econômica que os economistas chapas-branca disseram que seria uma marolinha e a fogueira do Pnad que avivou o braseiro do analfabetismo crescente nos onze anos de poder petista.
No caso da economia descontrolada no câmbio e na inflação, vemos Dilma – associada ao diabo – tentando explicar o inexplicável, ao dizer que a variação do dólar não influi na economia brasileira por causa das reservas, escamoteando assim a enorme influência que exerce a subida da moeda americana sobre a inflação.
A área econômica do PT-governo empalma – como um trapaceiro em jogos de azar – as improvisações, os desacertos, e o fracasso, aventurando-se em elevar o PIB medíocre sem conseguir, e culpando os EUA e a Zona do Euro pelo malogro na condução dos negócios públicos.
Para os desavisados, displicentes, a massa ignorante e a infantilidade doente do esquerdismo, o “imperialismo” ainda é um monstro assustador; mas para aqueles que sabem (como sabia o finado Mao-Tse-Tung) que o imperialismo é um “tigre de papel”, esta falseta dilmista não cola.
No ardor de outra fogueirinha, a do Pnad, não dá para apontar Tio Sam e os seguidores da Tia Merckel. Então, a desculpa melosa não tem efeito para ninguém. A alta do analfabetismo – registrando treze milhões de brasileiros sem saber ler e escrever são de responsabilidade, intransferível, dos governos do PT; oito de Lula e quase três de Dilma.
Um argumento malicioso diz que vale a pena para os pelegos no poder a existência de treze milhões de eleitores analfabetos. Sinceramente não creio nisso. Entretanto não é descartável para quem faz um pacto com o diabo.
Uma coisa é certa: Nos oito anos de Lula a Educação não mereceu atenção a não ser nas jogadas de marketing. As verbas cobriam laudas e laudas de papel sem sair delas a não ser para as facilidades conquistadas pelas ‘consultorias’ e as propinas nas compras de material escolar e impressão e distribuição de livros inconvenientes.
Assim temos treze milhões de brasileiros na orfandade propedêutica, conforme os dados oficiais recém-divulgados pelo IBGE. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma nova forma de escravidão em pleno século XXI.
Por falar em escravidão – quase ia me esquecendo de outra mentira do satanismo vigente – temos a falácia eleitoralista dos pobres médicos cubanos – de quem não podemos deixar de falar da maneira como disse o orador paraibano José Américo de Almeida: “falar e falar muito, e dizer tudo, custe o que custar”.
Assiste-se no Brasil anestesiado a injustiça que se pratica no Programas Mais Médicos, com os profissionais importados. Não por serem cubanos, menos por serem médicos, mas pelo tratamento desigual e desumano que estão recebendo do Governo do Diabo no mercado de trabalho, ferindo a Constituição Federal.
Transcrito do Blog do Miranda de Sá

domingo, 29 de setembro de 2013

PINTURA DO DIA - Três mulheres - Fernand Leger

Três mulheres - Fernand Leger
Artista: 
Data de Conclusão: 1921
Estilo: Cubismo
Gênero: retrato
Três mulheres é um exemplo de formas suaves de Léger, criado como uma máquina de solidez e uma reminiscência de precisão da tecnologia. Na tradição de imagens clássicas de nus femininos, as três mulheres reclinam em um apartamento chique, tomando suas bebidas. Os corpos das mulheres foram simplificados em formas limpas de formas suaves, sua pele lisa como metal polido. Depois de servir na Primeira Guerra Mundial, em que foi gravemente ferido, Leger esperava que os avanços tecnológicos ea idade da máquina iria curar o caos desencadeado pela guerra. Suas formas quase-mecânicos exemplificar sua intenção de usar a arte como uma representação das possibilidades da era da máquina.

    CHARGE DO MARIANO






    Mariano, especial para A Charge Online

    CHARGE DO AMÂNCIO

    Esta charge do Amâncio foi feita originalmente para o

    QUAL "CLAMOR POPULAR", MINISTRO? Percival Puggina






              Enquanto lia seu voto desempatador sobre a admissibilidade dos embargos infringentes, o ministro Celso de Mello ajeitou a toga, empinou o nariz, soprou o pó da gramática e nos impôs uma arenga sobre a inutilidade do que chamou clamor popular. "Viram garotos? Entenderam o que estou dizendo? Agora sejam bonzinhos e vão brincar no quintal! Aqui na Corte se aplica as leis e se faz justiça".

              Aos poucos, muito devagarzinho, pensei eu. Para os sem sorte nem padrinho... Aos 68 anos, minha audição não é mais a mesma, mas juro que não ouvi coisa alguma do tal clamor que o ministro diz ter escutado. Sei que você, leitor, também não ouviu. A tevê mostrou meia dúzia de gatos pingados à porta do STF. Estavam tão desajeitados! Quase solenes em seu silêncio. A solidão cívica roubou-lhes a voz. A lente da câmera os captou e seguiu adiante, bocejando.

              No entanto, o ministro se referiu a clamor popular durante a leitura que fez, usando para isso várias páginas do seu voto. O que teria ele ouvido, que ninguém mais escutou? Ou visto, que ninguém mais percebeu? Sim, eu sei. Já me deparei antes com tais silêncios. Eles acontecem quando não são as cordas vocais que falam mas é a própria alma que geme, num misto de desalento e tristeza. Com dimensão multitudinária. Imagine, leitor, um estádio de futebol em dia de jogo importante. A equipe dona da casa encaminha o jogo para uma gratificante vitória. Por um gol de diferença. Mas no último minuto, no último lance, o derradeiro chute adversário encontra o caminho das redes. O silêncio que, sobre o alarido do estádio, cai instantaneamente sobre a multidão, tem um pouco, só um pouco disso que estou falando.

              O que aconteceu no Brasil, no Brasil que ainda tinha esperança, foi algo muito mais poderoso e profundo. As pessoas gritavam interiormente a morte dessa esperança, num silêncio de cemitério. O mais triste, ministro, é que não houve clamor algum. Nem antes nem depois. Houve algo para si irrelevante, bem sei: a silenciosa frustração das melhores expectativas nacionais. Houve a lenta e penosa compreensão de que tudo quanto fora decidido meses antes não passara de imensa perda de tempo. E que os quatro votos então dados foram a conta certa ofertada às pessoas certas, para produzir o efeito certo no tempo certo. Errados, mesmo, apenas nós. Apenas nós que ainda teimávamos em crer que este país tivesse jeito.

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    * Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+. 

    Eric Clapton, Steve Winwood - Crossroads