quarta-feira, 20 de março de 2013

MAS É PILANTRA



Giulio Sanmartini
Antes de completar um ano de governo, a presidente Dilma Rousseff havia dado o bilhete azul para 7 ministros: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte) e Carlos Lupi (Trabalho). Com exceção de Jobim, que criticou publicamente o governo diversas vezes, todos os titulares deixam o cargo após acusações de corrupção.pilantra 1
Dilma a cada demissão faz sua pantomima; crispa o cenho, faz esgar de nojo, chama os picaretas ao gabinete. Arma um banzé-de-cuia que arranca aplausos da classe média incauta.
A parte da imprensa que bajula a “presidenta”, lhe dá o título de “faxineira”. Dilma finge não gostar do nome, mas bem que assume a postura de quem está fazendo uma limpeza. Ela havia dito em sue discurso na Organização das Nações Unidas – ONU (setembro de 2011): “Meu governo não terá compromisso com o malfeito”, covardemente usando um eufemismo para dizer corrupção.
Poderá me questionar o leitor: “Mas ele demitiu os que ‘faziam mal”.
Certo, mas a demissão sem punição perde todo o valor, o que é dos demitidos? Não estão pagando por nada e pior, alguns deles, esfriados os ânimos, voltaram a freqüentar o gabinete  de dona Dilma.
Palocci retomou a atividade de consultor que fez dele um milionário. Sumiu do PT. Rossi, trancado em seus rancores, também distanciou-se da rotina do PMDB. Só dá as caras de raro em raro, como na convenção que reconduziu o amigo Michel Temer à presidência da legenda.
Orlando ocupa uma cadeira do PCdoB na Câmara Municipal de São Paulo. Novaes (PMDB) e Negromonte (PP) retomaram seus mandatos no “baixíssimo clero” da Câmara federal.
Quanto a Carlos Lupi, mesmo que continuem suas suspeitas de corrupção foi reabilitado pelo Planalto, com a nomeação para o ministério do Trabalho  de Manoel Dias, secretário geral do PDT e fortemente ligado a ele.
Para finalizar: A presidente Dilma Rousseff, tem a cara, o mau humor e veste-se como se fosse uma pessoa séria, mas os fatos mostram que ela é tão pilantra quando os ministros que demitiu.
(1) Texto de apoio: Josias de Souza

O SOCIAL E O SOCIETÁRIO NO PETISMO



          Percival Puggina


          Não sei se já contei isto. Acho que já contei, sim, mas conto de novo porque a situação perdura. Eu havia estacionado em um posto de gasolina e quando me dirigia para o inevitável cafezinho, um rapaz, maltrapilho e maltratado como diria o Chico, aproximou-se de mim, declarando-se com fome, e me pediu um cachorro-quente. A frase - "Estou com fome" - não admite qualquer contestação. "Claro que sim, vem comigo".

            Suponhamos que eu parasse naquele posto diariamente e que, também diariamente, o rapaz estivesse ali, reiterando-me seu apelo. Ao cabo de um mês eu teria despendido uma boa quantia com ele sem elevá-lo um centímetro na escala social. Ao contrário, eu o teria degradado à condição de  dependente. Agora, ampliemos a cena. No meu lugar, coloque o governo federal, substitua o rapaz com fome por 22 milhões de famílias e o lanche por uma ajuda de custo para completar, em cada núcleo familiar, por pessoa, uma receita mínima de R$ 70 (o governo chama isso de renda...).

            O leitor pode estar pensando - "Será que o Percival Puggina prefere que as pessoas passem fome?". Não, claro que não. Eu não sou contra o Bolsa- Família. O Lula é que era contra o Bolsa-Escola, no tempo do FHC. Escrevo motivado pela recentíssima divulgação pela ONU dos novos Índices de Desenvolvimento Humano. Eles situam o Brasil na 85ª posição do ranking mundial, com uma visível estagnação nos últimos anos. Como é possível? Com 22 milhões de famílias recebendo do governo um complemento de "renda" mensal?

            Pois essa é a consequência do problema que muitos, entre os quais eu mesmo, já cansaram de advertir. O Bolsa-Família é um programa necessário, sim. FHC, aliás, já o havia instituído com o nome de Bolsa-Escola, sob severas críticas de Lula e do PT. É um programa que cria dependência em proporções que tornam desnecessário prová-la. Mas, isoladamente, nada faz que se possa denominar promoção social ou desenvolvimento humano. Em nada contribui para que as famílias em situação de miséria disponham, um dia, das condições necessárias para cuidar bem de si mesmas. Esse "cuidar bem de si mesmos" é o que fazem as pessoas nos países situados no topo da tabela da ONU. Na maior parte desses casos, não é o Estado que cuida bem das pessoas, mas as pessoas que têm habilitações que lhes permitem uma renda suficiente para fazê-lo.

            A pergunta que dirijo ao PT, ao seu parceiro PMDB, e aos demais membros dessa organização societária estabelecida no Brasil, é esta: - Quando é que vocês vão levar a sério o problema da Educação? Os indicadores sociais já mostram que estamos praticamente estagnados! Menos gente passa fome no Brasil e isso é muito bom. Mas cai nos ombros dos senhores, após uma década no poder, o peso dos anos perdidos e o desastre social que os números estão a apontar.

            Reconheço que o PT descobriu o Brasil em 2003. Reconheço que, assim como Cabral cravou uma cruz nas areias de Porto Seguro, Lula plantou uma estrela vermelha nos jardins do Palácio da Alvorada. Reconheço, também, que o PT realizou isso após haver inventado a roda, a roldana, o avião e a suíte presidencial a bordo do avião. Mas o fato é que nos setores fundamentais do bem estar social - Educação, Saúde e Segurança as coisas vão de mal a pior. A síndrome da dependência em que se afundou parcela significativa da população brasileira tornou-se elemento fundamental da organização societária que (vou usar um neologismo que a esquerda adora) se empoderou no Brasil.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões. 

CHARGE DO NANI



Esta charge do Nani foi feita originalmente para o

UMA QUADRILHA DE MAL-FEITORES



Giulio Sanmatini
O poder Legislativo brasileiro está vivendo, no momento, uma total situação de nocivo surrealismo.
O deputado Henrique Alves (PMDB-RN) foi eleito presidente da Câmara (4/2/2013), mesmo acusado pelo Ministério Público Federal de enriquecimento ilícito numa ação de improbidade administrativa. Essa mesma Câmara,  elegeu  (6/3) para presidente  da Comissão de Direitos Humanos e Minorias o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), mais que racista e homúfobo  racista declarado, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de estelionato.
Ronaldo Cunha Lima
Ronaldo Cunha Lima
Nesse  mesmo dia  passaram a fazer parte da  Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania além de Paulo Maluf (PP-SP), foragido da Interpol,  João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), ambos condenado pelo “mensalão.
No Senado Federal a coisa não muda, o seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL) é um comprovado peculatário.
Ontem, dia 18, disse ele em discurso, comemorando os 77 anos do já falecido Ronaldo Cunha Lima:  “Sinto a ausência de um grande amigo a quem hoje reverenciamos a sua memória. Todas as palavras serão insuficientes para representar o quando este paraibano honrado representou”.
O homenageado além de Senador, foi governador, vereador, prefeito, deputado federal,  estadual e escritor de poesias, que bem poucos conhecem.
Mas ninguém disse que Cunha Lima, foi autor de uma tentativa de homicídio, agravada pela premeditação, no dia 5/11/1993. Quando era governado da Paraíba, tentou matar a tiros o ex-governador do mesmo estado Tarcísio Burity.
Foram três disparos contra o seu antecessor, feitos no Restaurante Gulliver. Ao se dirigir para lá tinha planejado matar Buryti, em reação a supostas críticas que este teria feito contra deu filho Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene.
Burity sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. O episódio e o ferimento causaram-lhe outros problemas de saúde e, dez anos depois do crime, no dia 8 de julho de 2003, ele morreu de falência múltipla de órgãos.
Acho que está de bom tamanho, não deixa dúvidas que o poder legislativo está ocupado por uma quadrilha de mal-feitores.

O CELIBATO



Magu
Escrevi sobre o celibato, em artigo passado e não lembro bem quando, mas tudo bem. Dei minha modesta opinião a respeito, claro que os leitores podem não concordar com ela. Mas isto foi antes de ler um texto de Arnaldo Jabor, que se debruçou  também sobre o assunto. Jabor é polêmico, como soe a bons redatores. Também escreve abobrinhas, de vez em quando; eu, de vez em sempre. Mas como ele aborda o mesmo aspecto que abordei, achei interessante que nossos leitores vejam outra opinião que não a minha. Trata-se de culpabilizar diretamente o celibato sacerdotal pela revelação do desvio de conduta que está disfarçado no inconsciente daqueles que não podem lançar mão, desculpem a figura de linguagem, de forma legal e aparente, abençoada pela sacralização do casamento, de uma periquita. Falo (epa, tempo verbal, hein) do inconsciente para provocar meu amigo e redator Laurence, que pode nos brindar com seu ampliado conhecimento da matéria, como estudioso que é.igreja-catolica-e-pedofiliaProvocação à parte, deixo-os com o link onde poderão ler o polêmico Jabor, na íntegra:  pedofilia na igreja católica

A mágica das portas de correr



David Bastos decora uma elegante morada carioca

19/03/2013 | POR REDAÇÃO; FOTOS TUCA REINÉS

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  (Foto: Tuca Reinés)
Quando os proprietários deste apartamento carioca de 400 m² compraram o imóvel, ainda na planta, já tinham em mente a contratação de David Bastos. As mãos do arquiteto baiano tocaram a obra que transformou a propriedade numa morada sofisticada e contemporânea, cheia de cômodos altamente integrados – ou “integráveis”, seria mais apropriado dizer. A reforma empreendida pelo profissional, entre seus trunfos, tem a remoção de inúmeras paredes, substituindo-as por esguias portas de correr. A ideia, é claro, era dar versatilidade à vida no interior do lar.
De portas abertas, o estar, o jantar e o home theater são um grande salão só. A amplitude se faz necessária, pois a família é numerosa, e em dias de visitas, a casa fica cheia. Só no núcleo primário, além do casal, são cinco filhos (embora atualmente apenas uma menina viva com eles neste apartamento). Para acomodar a todos em jantares e almoços, os moradores pediram uma grande mesa na sala de jantar. Já para a área do home theater, a encomenda foi uma estante grande o suficiente para abrigar os muitos livros que são a paixão do casal. Neste âmbito, dos amores e das coleções, há também as obras de arte.
Justamente pela abundância de quadros coloridos, pela presença próxima do azul do mar e por uma preferência pessoal, Bastos apostou numa paleta neutra de cores nos acabamentos e no mobiliário. A grande vedete, em termos de materiais, é sem dúvida a madeira – encontrada em várias das paredes, inclusive. Muitos dos móveis não são novos, tendo pertencido às moradas anteriores dos donos. Entre eles, as mesas: uma sobre a qual está uma bela coleção de taças, e a escrivaninha do escritório, que descansa sob um quadro de Portinari. As malas que decoram o estar também são relíquias de vida passada.
Porque neste lar trabalha-se muito em casa, solicitou-se também um escritório mais reservado. A solução foi ocupar a área de um dos quartos, que acabou ligado ao estar por uma porta de correr similar à que une a sala ao home theater. Dessa maneira, esses dois espaços ficam abertos e integrados no dia a dia. Mas se o esforço intelectual exigir, cerram-se as portas. No escritório, a cor fica à cargo não só dos quadros; as lombadas dos livros ajudam a alegrar o ambiente. O design também figura ali. No mobiliário há peças assinadas por autores do calibre de Antonio Citterio e Piero Lissoni.
  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

  (Foto: Tuca Reinés)

Feliciano acusado de induzir fiéis a comprar consórcio imobiliário

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) que ocupou manchete enquanto presidente do Conselho de Direitos Humanos e Minorias agora vira notícia por outra razão. Em nome de Jesus, induzia fiéis à compra de consórcios imobiliários. Reportagem da última edição da revista “Isto É” mostra que o pastor sugeria que fiéis comprassem um consórcio de imóveis, na TV, que pertence a ele. “Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil”, dizia Feliciano. Sobre a GMF Consórcios, Feliciano dizia que apenas fazia propaganda de um patrocinador, mas a publicação revela que a empresa foi criada por ele e mais três pastores em 2007 e que hoje foi passada para o nome da mulher, Edileusa Feliciano. Fonte: paroutudo.com Read more: http://www.jornaldoimovelbrasil.com/2013/03/feliciano-acusado-de-induzir-fieis.html#ixzz2O6k8op9W