quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Despacho para reintegração previa confronto entre polícias militar e federal


FONTE: CARTA CAPITAL

Ao ordenar a reintegração de posse do assentamento Pinheirinho, no município de São José dos Campos (SP), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Ricardo Garisio Sartori, previu a possibilidade de enfrentamento entre a Polícia Militar e a Polícia Federal. É o que revela a leitura do despacho assinado pelo desembargador no sábado 21.

Justiça previa possibilidade de enfrentamento entre PM e PF
Ao autorizar o despejo das 1,3 mil famílias que ocupavam a área, Sartori destacou a necessidade de a PM paulista repelir “qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal, somente passível de utilização quando de intervenção federal decretada nos termos do art. 36 da Constituição Federal e mediante requisição do Supremo Tribunal Federal, o que inexiste (grifo do desembargador).”
Na ocasião, havia uma disputa entre as Justiças estadual e federal pela competência de decidir sobre o impasse. Somente na noite da segunda-feira 23 o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, considerou legal a decisão da Justiça paulista, que ordenou a reintegração de posse. O ministro negou o pedido de liminar feito pela União para validar uma decisão da Justiça federal que impedia a remoção das famílias.
No sábado 21, no entanto, o impasse ainda não estava resolvido. A 6ª Vara Cível de São José dos Campos havia decidido pela reintegração de posse, mas ainda era válida a decisão da Justiça Federal pela suspensão do despejo.
Mesmo antes de o STJ, a instância superior, decidir sobre a competência do caso, o desembargador Sartori ordenou o “imediato cumprimento” da ordem expedida pela Justiça paulista, ainda que a Polícia Federal pudesse se colocar contra a remoção das famílias.
O desfecho da história é conhecido: às seis da manhã de domingo, os policiais militares pegaram os moradores desprevenidos e ordenaram, com uso da força e de bombas de efeito moral, a remoção das famílias – a maioria, apenas com a roupa do corpo, levada a abrigos improvisados. Até agora nem estado nem a prefeitura explicaram aos moradores por que a área deveria ser evacuada naquelas condições.
"Não deu tempo de pegar nada", relata moradora
CartaCapital procurou o desembargador Sartori para pedir esclarecimentos sobre o despacho, que indica a possibilidade de enfrentamento entre as forças de segurança do estado e da União.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo informou que apenas o desembargador Rodrigo Capez, designado por Sartori para acompanhar a reintegração de posse, poderia se pronunciar sobre o caso.
A assessoria de Capez ainda não respondeu ao pedido de entrevista.

Os clientes falam bem do seu produto nas redes sociais?


Opiniões publicadas por consumidores nas redes sociais, influenciam e muito o seu potencial cliente ao decidir entre você e seu concorrente.

 fato que as pessoas, na maioria das vezes, antes de adquirem um produto ou serviço, consultam amigos, conhecidos ou outros consumidores. Isto acontece no mundo off-line quando você pergunta ao seu vizinho o que ele acha de determinada empresa ou de maneira online através das redes sociais, sites especializados, fóruns e muito mais. 

É assim ao comprar um carro, uma TV, fazer um curso, adquirir um gadget. O que muitos vendedores não se deram conta, é que as informações publicadas por outros consumidores nas redes sociais, influenciam e muito o seu potencial cliente na hora de escolher entre você e seu concorrente. 

Só para ter uma ideia do tamanho desta influência, o site Mercado Livre, encomendou uma pesquisa com 1258 pessoas em 6 países da América Latina e constatou que 71,4% buscam comentários e recomendações sobre os produtos e serviços que pretendem adquirir. 

79% preferem acreditar nas opiniões publicadas por amigos e conhecidos e o que comprova ainda mais o poder da recomendação é que 72% preferem seguir o que os colegas dizem a ter que ouvir os especialistas. Estes dados foram publicados na revista Venda Mais (Edição de Janeiro de 2012, na seção: Pesquisa de vendas). 

Então, o que você está esperando para construir um relacionamento com seu cliente e fazer com que ele recomende o seu produto para amigos e conhecidos através das redes sociais. Um forte abraço, bons negócios e grandes vendas!André Vinícius é palestrante de vendas com expertise em desenvolvimento de pessoas e marketing digital (Cursos online e palestras). Possui MBA em Gestão de Pessoas e certificação nacional em vendas. (Currículum) É colunista na área de negócios em dezenas de mídias impressas e eletrônicas do país (mídia). Autor do Livro: O melhor do desenvolvimento pessoal e empresarial (Editora Dracaena).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O banheiro pode ser o espaço mais bonito da sua casa


Posted: 23 Jan 2012 03:00 AM PST
Quando pensamos em reformar nossa casa, qual o primeiro cômodo nos vem à cabeça para a reforma? A resposta para essa pergunta pode ser o quarto, a sala, a fachada, a cozinha… e por último sempre aparece o banheiro, quando o orçamento já não está tão grande e os investimentos são mínimos.
Pois bem. Hoje vamos mostrar que o banheiro pode ser um dos espaços mais bonitos e elegantes do seu imóvel. Com pouco dinheiro e uma pesquisa nas principais tendências e detalhes de decoração de banheiro, você pode fazer com que este cômodo seja o diferencial da sua casa.
O que atualmente está mais na moda, em se tratando de decoração de banheiro, é o uso de cores fortes, misturados com detalhes inovadores e modernos, além do uso excessivo de porcelanato. Confira algumas fotos inspiradoras de lindos banheiros:






FONTE: EXAME PRIMEIRO LUGAR

Algumas dicas para aumentar a produtividade no home office


Dicas para aumentar a produtividade em seu home office

Como aumentar a produtividade no home office é uma pergunta que muita gente se faz. A maior dificuldade que eu senti quando passei atrabalhar em casa em meu home office foi a liberdade. Justamente ela, que é a maior vantagem para quem é independente, pode atrapalhar um freelancer de ser bem sucedido. A aparente liberdade confunde quem estava acostumado com a rotina de uma empresa formal e a regularidade de produtividade.
Para melhorar minha relação com o ambiente de trabalho em casa, pesquisei algumas dicas de produtividade e até fiz um post com 10 dicas de produtividade para trabalhar em qualquer lugar, tiradas de uma lista de 37 dicas fornecidas pelo blog Mashable. No entanto, vi que algumas coisas que faço para aumentar minha produtividade não foram listadas no artigo daquele blog. Então, seguem aí algumas dicas simples que você também pode aplicar no seu home office para aumentar a sua produtividade.

Produtividade no home office – Mantenha seu ambiente de trabalho organizado

A bagunça de canetas, papéis, pen drives, cartões de visita, anotações e tudo mais faz com que você perca um tempo que, no passar do dia, consome uma ou duas horas que poderiam ser usadas para concluir tarefas importantes e manter sua produtividade. Reserve lugares apropriados para material de escritório,documentos, equipamentos e coisas pessoas e sempre os guarde nesses mesmos locais.

Mantenha seu ambiente de trabalho limpo no seu home office

E quando eu faço de limpeza, digo tirar a poeira do computador, coletar o lixo todo dia (mesmo se for lixo seco) e não comer no home office. As migalhas, por menor que sejam, atraem umas formigas que depois chamam outros insetos para a festa e para desfazer isso gasta-se muito tempo que deveria ser usado para a produtividade no home office. Atenção especial para quem mora em áreas com grande incidência de cupins. Esses danados acabam com qualquer móvel e adoram fazer seus ninhos dentro de computadores.

Mantenha seu ambiente numa temperatura agradável

Quem mora no Recife sabe: de dezembro até a metade do ano seguinte o calor é grande. Trabalhar sentindo calor prejudica a concentração e deixa qualquer um irritado. O contrário também é ruim: muito frio pode dar dor de cabeça e, no meu caso, afeta até a digitação. Não tem produtividade que se mantenha quando o corpo não está bem. Ajuste a temperatura para a que mais lhe agrada e produza mais.

Mantenha seu ambiente de trabalho alegre

Não adianta fazer um home office moderno e limpo se ele é chato e desestimulante. Boa produtividade tem tudo a ver com motivação. Coloque fotos, quadros, brinquedos ou que quer que te deixe mais estimulado para continuar dia produtivo durante o dia.

Mantenha seu ambiente de trabalho tranquilo

Se você mora em um lugar de grande movimentação e barulho, procure diminuí-lo ao máximo, pois isso reduz bastante a produtividade no home office. Se você tem filhos que ficam muito tempo em casa, tente explicar para eles que em certa hora do dia você tem de ficar concentrado nas tarefas. Se tem cachorro, separe um momento específico para passear com ele. Concentração é tudo para quem está sozinho no home office e cheio de tarefas. Uma dica que aprendi na matéria do Mashable e inclui nesse quesito é o uso de fones de ouvido com minhas músicas preferidas. É incrível como você consegue manter sua produtividade com uma boa música.
FONTE: EMPRENDEWEB

Conheça o cartão de crédito com juros de 1.044% ao ano


Portador do cartão do Carrefour que atrasar o pagamento da fatura terá de arcar com uma taxa de juros efetiva que assusta até quem viveu períodos de hiperinflação


João Sandrini, de 

Claudio Rossi
Cartões
Cartões: quem não sabe usar o plástico direito pode ter de pagar um custo muito alto
São Paulo – A maior parte dos brasileiros já está careca de saber que os cartões de crédito costumam ser a forma mais cara de financiar uma compra – a não ser nos casos em que a loja oferece a opção do parcelamento sem juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa média de juros dos cartões alcançou 238,3% em dezembro. Ainda que percentuais tão altos não sejam encontrados em nenhuma outra economia minimamente organizada, essa taxa ainda poderia ser considerada moderada quando comparada às de alguns cartões específicos do mercado brasileiro.
No caso dos plásticos oferecidos pela rede de supermercados Carrefour, os juros máximos que podem ser cobrados dos clientes que não pagam a fatura na data do vencimento podem chegar a até 18,59% ao mês - ou 637% ao ano. Mas não é só isso. Considerando o IOF (imposto federal cobrado sobre operações financeiras), os juros de mora de 1% ao mês e a multa de mora de 2%, o custo efetivo de financiar uma compra com um cartão de crédito do Carrefour chega a um percentual impressionante de 1.044,20% ao ano (clique aqui e veja todos os custos).
Isso quer dizer que alguém que não paga uma fatura de 1.000 reais hoje terá de desembolsar mais de 11.000 reais para quitá-la daqui a 12 meses. Para efeito de comparação, o investidor que aplica os mesmos 1.000 reais na caderneta de poupança ganharia cerca de 70 reais no período - ou menos de 1% do que o Carrefour fatura colocando o mesmo dinheiro para trabalhar.
Parece razoável supor que esses juros seriam apenas os de tabela e que, em caso de inadimplência, o Carrefour abriria mão de parte dos encargos e aceitaria um acordo que permitisse o pagamento da dívida por um valor intermediário, que coubesse no bolso do cliente. No site Reclame Aqui, entretanto, é possível encontrar consumidores que dizem ter cometido o erro de não pagar faturas com o cartão Carrefour e que não conseguiram nenhuma facilidade da loja ao tentarem renegociar os débitos. 
Para Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, juros que superam 1.000% são emblemáticos para mostrar quão nocivos podem ser os cartões de crédito quando mal utilizados. A popularização do cartão de crédito em si não é o problema. Mesmo um plástico como o do Carrefour oferece uma série de vantagens, como períodos de até 40 dias para pagar as compras sem juros, descontos exclusivos para portadores do cartão ou maiores prazos de parcelamento para a compra de determinados itens.
Essas são exatamente as vantagens realçadas pela loja na hora de convencer o consumidor a contratar o serviço. O problema, diz Gonçalves, acontece quando o consumidor se deixa ludibriar pelas facilidades de aprovação de crédito concedidas pelos cartões e faz dívidas que crescem como uma bola de neve até que se tornam completamente impagáveis.
Entre as “facilidades” que sempre devem ser evitadas, estão o pagamento apenas da parcela mínima da fatura (que, por lei, é de 15% no Brasil), deixando o resto para ser financiado no chamado crédito rotativo. A fatura deve ser 100% quitada todos os meses. Outra opção do cartão que é muito fácil de contratar e bem difícil de pagar é o saque de dinheiro em caixas eletrônicos (juro de 15,99% ao mês mais IOF no caso do cartão do Carrefour). Muitos cartões de loja também incluem, além de juros e impostos, tarifas por serviço e anuidades, que encarecem ainda mais as operações.
Segundo Gonçalves, o consumidor que possui dívidas com juros elevados no cartão deve quitá-las assim que possível. Mesmo quem não tem dinheiro pode conseguir um empréstimo mais barato numa agência bancária ou em uma financeira e trocar uma dívida cara por outra menos salgada.
Lojas X bancos
Os cartões distribuídos por empresas de varejo costumam ser de dois tipos: private label (aquele com a bandeira da própria varejista e que só pode ser usado em algum estabelecimento da rede) ou híbridos (que pode ser usado tanto nas lojas da rede como no comércio em geral porque também possuem uma bandeira, como Visa ou Mastercard). A penetração desses plásticos cresce exponencialmente no Brasil porque eles podem ser acessíveis até mesmo a quem não tem conta em banco.
Reginaldo explica que os de cartões emitidos por lojas costumam embutir juros bem mais altos que os dos bancos porque geralmente não há nenhum tipo de pré-seleção dos clientes que terão ou não direito ao plástico. Praticamente qualquer um que apresente documentos de identidade e comprovante de endereço conseguirá ter acesso a boa parte desses plásticos. Já os bancos costumam exigir algum tipo de comprovação de renda para entregar um cartão.
Como o risco para o varejista é grande com esse tipo de operação, a solução encontrada foi cobrar juros elevadíssimos que compensem eventuais inadimplências. “É aquela pessoa que cumpre com todas suas obrigações que acaba financiando essa distribuição desenfreada de cartões para os maus pagadores”, afirma o professor. No final, o negócio acaba sendo ruim para todo mundo – menos para a loja.
Altas taxas de inadimplência, vale notar, não são boas nem para as empresas. A solução adotada pelo varejo para atrair os clientes bons e não morrer abraçada com os ruins é dar um cartão com um limite baixo de gastos mensais para os consumidores e, à medida que eles se mostrem responsáveis em termos de pagamento, possam requerer aumentos nos tetos para os gastos mensais.
Mesmo assim, as taxas de inadimplência do cartão estão elevadas. Segundo dados do Banco Central, o percentual de dívidas com atraso de mais de 90 dias para o pagamento alcançou 21,5% em 2011, o maior percentual em nove anos. É por esse motivo que bancos, lojas e empresas de cartões de crédito têm feito campanhas para que o consumidor faça o uso consciente do cartão. Todas as ações de conscientização estão, portanto, focadas no lado da demanda por crédito.
Para Gonçalves, entretanto, já está provado que esse modelo não funciona. É muito fácil empurrar um cartão para um consumidor ressaltando benefícios como um prazo maior de pagamento, descontos ou até mesmo prêmios e milhas aéreas. Mesmo com as regras que obrigam os varejistas e os bancos a dar um mínimo de publicidade também para os eventuais malefícios do cartão, muita gente simplesmente não consegue entender suas potenciais armadilhas. É por isso que ele acredita que deveria haver também algum tipo de restrição para a oferta de cartões. “O Banco Central precisa regular esse mercado e impedir que as lojas empurrem o serviço para quem não sabe usá-lo.”
O professor acredita que a primeira medida a ser adotada pelo BC deveria ser um teto para os juros do cartão. “Se deixar a coisa correr frouxa, em breve vai aparecer no mercado brasileiro um cartão que cobra taxas efetivas de 2.000% ao ano.”
Ele também defende a criação de um limite máximo para o comprometimento do salário com os gastos totais com cartões. Seria algo parecido com o que existe no Brasil no crédito imobiliário. Quem deseja comprar uma casa no Brasil não tem o financiamento aprovado se a prestação comprometer mais de 30% da renda nem pode tomar mais de um empréstimo imobiliário por vez.
“Eu acho que alguém que ganha 5.000 reais por mês não deveria ultrapassar o limite de mais de 20% dessa renda em gastos com o cartão [ou 1.000 reais por mês].” Você achou radical demais? “Os países ricos têm escancarado os efeitos nocivos de uma bolha de crédito na economia e deveriam servir de exemplo do que não deve ser feito no Brasil”, diz ele.
Outro lado
Procurada, a assessoria de imprensa do Carrefour optou por se manifestar por meio de nota, que EXAME.com publica na íntegra abaixo:
"O Carrefour Soluções Financeiras esclarece que a taxa informada se refere ao custo efetivo total da transação por ano, que é composto por IOF, juros, multa e mora, e não somente os encargos cobrados por atraso do pagamento da fatura. A empresa ressalta ainda que tem como política comercial estimular que seus clientes optem por programas de parcelamento sem juros, amplamente divulgados em suas lojas, e não incentiva em suas correspondências que o consumidor escolha pelo pagamento de valores inferiores ao total da fatura."

Antissemitismo está enraizado na sociedade alemã, aponta estudo


Memorial do Holocausto em Berlim, monumento em tributo aos judeus assassinados durante os anos do nazismo. Foto: Twicepix/Flickr
Após mais de 60 anos do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, o antissemitismo ainda está significativamente intrínseco na sociedade alemã, aponta um estudo realizado por especialistas escolhidos pelo Parlamento da Alemanha.
Segundo o grupo, criado em 2009 para fazer relatórios regulares sobre antissemitismo, 20% dos alemães concordam com declarações como “os judeus possuem muito poder nos negócios”.
De acordo com a BBC News, o estudo aponta que o sentimento anti-judeu está baseado no preconceito difundido socialmente e também na ignorância sobre o judaísmo. Além disso, destaca o papel fundamental da internet em espalhar a negação do holocausto e de visões de extrema direita.
Os pesquisadores também apontaram as partidas de futebol como um palco frequente da propagação de lemas da extrema direita na Alemanha, país com 82 milhões de habitantes, sendo a maioria de luteranos e católicos. Os judeus representam cerca de 200 mil pessoas.
Durante as partidas com times judeus, os responsáveis pelo estudo identificaram o uso de frases como “judeus nas câmaras de gás,” ou “reativem Auschwitz” e destacaram que a grande marioria dos crimes com motivação antissemita é cometida por extremistas de direita, estimados em cerca de 26 mil pessoas no país.
No cenário europeu, o estudo identificou níveis elevados de sentimentos antissemitas em partes da Polônia, Hungria e Portugal.
FONTE: CARTA CAPITAL

O doleiro do TRT


Sempre que há risco de se provocar susto ou indignação no respeitável público, o pessoal lá de cima capricha no vocabulário. No mais recente escândalo, que tem como palco o Poder Judiciário, a malandragem ganhou nas altas esferas o apelido pernóstico de "operações financeiras atípicas". Quem sabe, devem ter pensado os cidadãos diretamente interessados, assim o pessoal lá fora vai ficar mais tranquilo.

Esperemos que não. Afinal de contas, o leitor de jornal, o ouvinte de rádio e o espectador de TV já sabem traduzir a linguagem peculiar que predomina na chamada vida pública nacional. O escândalo envolveu o comércio de dólares nos cartórios e tribunais. As vendas foram consideradas "atípicas" principalmente na última década, quando envolveram um total de quase RS320 milhões. Um doleiro não identificado foi o atípico campeão, responsável por operações financeiras num total de mais de R$280 milhões, quase tudo dinheiro de prósperos membros ou funcionários do Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região, sediada no Rio. ...

Comprar dólares ainda não é crime ou pecado. Basta que a próspera turma da 1a Região possa explicar como enricou. Em outros cinco estados, investigações recentes do CNJ descobriram irregularidades sérias em pagamentos de auxílio- moradia. diárias para viagens de juízes, jetons e adicionais por tempo de serviço. E vêm mais revelações por aí: o CNJ está passando um pente-fino nos tribunais do país inteiro.

Até agora, conhecem-se os crimes, mas não os criminosos. O bom trabalho de limpeza que vem fazendo o CNJ não está sendo acompanhado pela identificação dos ilustres senhores que andaram sujando a barra de suas togas. Se forem punidos, não haverá dúvidas sobre seus pecados — e, obviamente, merecerão ser publicamente identificados, como acontece com quaisquer outros cidadãos que metem a mão no dinheiro da gente.

É bom não esquecer que o doleiro que prestava seus serviços ao pessoal do TRT do Rio era funcionário do tribunal. Alguém imagina que ele fazia qualquer coisa por lá. além de vender dólares? Essa é uma pergunta óbvia, mas absolutamente necessária. Para que não se corra o risco de que a demissão do doleiro seja considerada solução e fim desse triste episódio.
 
Por Luiz Garcia

Fonte: Jornal O Globo