sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CHARGE DO MYRRIA

Esta charge do Myrria foi feita originalmente para o

Árvores genealógicas - by Miranda Sá


MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Tempos atrás, numa radiosa tarde de setembro em Natal, Rio Grande do Norte, eu e o meu amigo Augusto Luiz Gomes, saímos do trabalho após uma exaustiva gravação de um vídeo e fizemos uma romaria pelos bares. Chegamos ao Bela Nápoles para lavar com chopes gelados.
Resolvemos pedir ostras frescas, aperitivo para o almoço tardio. Isto requer um ritual: quando as ostras veem abertas separamos o molusco da concha, esprememos limão sobre ele, polvilhamos pimenta do reino e pingamos azeite de oliva; tudo pronto chupamos a parte sólida e sorvemos o caldinho temperado.
Essa preparação permite alongarmos a conversa. Com a usual falsa moral, Augusto lamentou o sacrifício das ostras que levam 5 ou 6 anos para chegarem à idade adulta, quando um mergulhador as arranca da colônia, limpam-nas e transportam-nas de Santarém até Natal, onde são guardadas no gelo até um freguês aparecer.
Como Augusto tem Lula por apelido, resolvi sacaneá-lo falando da minha preferência pelas lulas, moluscos como as ostras, fáceis de pescar e cozinhar, pois não têm a casca externa e sua cartilagem é macia e gostosa.
Brigamos. O videomacker arrepiou: -“Não é porque você não gosta do presidente Lula que lhe dou o direito de me provocar!”. Aí eu me defendi: -“Nada contra você; a lula é dividida em duas classes, as octópodes (oito tentáculos) e as decápodes (dez tentáculos). O Lula, molusco-presidente, é de linhagem especial, a nonápode, “pois só tem nove tentáculos nas mãos...” Rimos e fizemos as pazes.
Como falei de linhagem nessa memória associei-a a genealogia, que mapeia a origem das pessoas, como o DNA reconstrói a genealogia de piolhos, peixes e ratos. Então,
recordando os bons tempos em Natal transfiro-os ao presente, para o noticiário desta semana sobre o veloz enriquecimento de Pedro Barros Mercadante Oliva, filho do ministro Aloízio Mercadante. Vejo que dá para pensar nas árvores genealógicas dos petistas.
Pedrinho Mercadante é sócio e vice-presidente da Petra Energia S/A, que faturou R$ 148,1 milhões do PT-governo entre 2013 e 2014, quando Mercadante foi para a Casa Civil da Presidência; e as verbas foram empenhadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, cujo titular na época (2011 a 2012) era o mesmo Aloizio Mercadante. Os dados são do Siafi.
Ajudada pelo Google, a memória também nos traz a uma reportagem da Folha de São Paulo sobre a vida empresarial vitoriosa dos dois filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio. Principalmente a extraordinária evolução de Fábio, conhecido como “Lulinha”.
O senador paraense Mário Couto, alertando para a corrupção no País, destacou a investigação da PF sobre enriquecimento de Lulinha; e mais irreverente do que ele, o deputado Jair Bolsonaro pediu diligências policiais para o aumento patrimonial do filho de Lula: - “Ele era limpador de estrume no Zoológico de São Paulo e, de repente, é um mega fazendeiro”.
Os inocentes, que nunca sabem de nada, dizem que tudo isso é boato. Mas acreditam os que vêem as facilidades de quem usufruí do “cartão corporativo” e do “passaporte diplomático”, em caráter excepcional e interesse nacional!
É admirável saber que há uma “heráldica” no Partido dos Trabalhadores, onde os filhos da alta hierarquia lulo-petista desfrutam do privilégio “QI” – “Quem Indica” – utilizando os nomes dos papais e das mamães. Lembram-se do filho de Erenice? Pois a mídia esqueceu...
Creio que os filhotes da pelegagem, como todos “novos ricos”, já encomendaram a institutos categorizados suas árvores genealógicas com ancestrais ilustres, dirigentes sindicais, advogados, políticos e até generais; mas para gozar tranquilamente a vida de nababos, precisam calar a imprensa e aparelhar a Justiça.
Por isso, funciona a estratégia do PT, do “controle da mídia”, do aparelhamento da máquina judiciária e dos órgãos de fiscalização da Receita Federal. O Brasil decente exige dos patriotas a mobilização e a conquista das ruas contra essas ameaças que pesam sobre a liberdade de imprensa, a Advocacia-Geral da União, o STF e o STJ.
Não podemos esquecer que os galhos da segunda geração de pelegos são abrangentes e venenosos. Semana passada postei no Twitter que essa árvore genealógica deve ser a figueira do diabo, aonde, segundo Mateus 27,5, Judas Iscariotes “se enforcou”...

CHARGE DO OTA


OS DONOS DO BRASIL – Vaccari tem apartamento no mesmo prédio do tríplex de Lula, aquele da falida (para os pobres-coitados!) Bancoop!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único sortudo a ter comprado um tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), uma das poucas obras iniciadas pela Bancoop que foram concluídas. O atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pagou por um apartamento no mesmo prédio. Seu nome consta de um documento oficial, feito em 2006 pela Bancoop, que lista os “cooperados ativos” do edifício – ou seja, que estavam com os pagamentos das parcelas em dia. A Bancoop quebrou em 2006, quando era presidida por Vaccari. Deixou 32 obras inacabadas e mais de 3 500 famílias na rua da amargura. O  edifício Solaris foi uma das oito obras assumidas pela OAS depois disso. À beira da praia e com vista para o mar, o prédio tem três tipos de apartamentos – as coberturas triplex, alguns duplex de 162 metros quadrados e outros de um pavimento, com cerca de 100 metros quadrados. O de Lula, que ficou pronto neste ano, pertence à primeira categoria. Fica no 16º andar, tem elevador privativo e 297 metros quadrados. Além de Vaccari, também constam da lista de cooperados do Solaris a mulher de Freud Godoy, o ex-assessor de Lula que ficou famoso no caso dos aloprados, em que militantes petistas foram presos tentando comprar um dossiê com informações falsas contra o tucano José Serra. O fato de o edifício onde o ex-presidente tem apartamento ter sido um dos poucos que ficaram prontos irritou cooperados que continuam até hoje sem ver a cor dos imóveis pelos quais passaram anos pagando. “Queremos saber por que há tantas obras inacabadas, enquanto algumas poucas são construídas tão rapidamente”, disse um dos conselheiros da entidade de lesados pela Bancoop, Marcos Sérgio Migliaccio.

A Bancoop quebrou, segundo o Ministério Público, com um rombo de pelo menos 100 milhões de reais, porque seus dirigentes desviaram dinheiro pago pelos mutuários para “fins escusos”. Segundo o promotor José Carlos Blat, parte do dinheiro foi para financiar campanhas eleitorais do PT. Vaccari é um dos cinco réus que respondem na Justiça por estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

sábado, 13 de dezembro de 2014

EMPRESA DE FILHO DE MINISTRO MERCADANTE FATURA R$ 148 MILHÕES

sábado, 13 de dezembro de 2014



A Petra Energia S/A, que tem como vice-presidente Pedro Barros Mercadante Oliva, filho do ministro Aloízio Mercadante, faturou R$ 148,1 milhões do governo federal entre 2013 e 2014, quando o petista se transformou no poderoso chefe da Casa Civil. Segundo o Sistema Integrado de Informações Financeiras do Governo Federal (Siafi), a verba foi empenhada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, que foi comandado pelo mesmo Aloizio Mercadante nos anos de 2011 a 2012. Da verba empenhada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do ministério, R$ 47,1 milhões já foram pagos à Petra Energia. Em 2013, o ministério empenhou R$ 42,8 milhões para a Petra Energia em agosto, e mais R$ 47,6 milhões no mês seguinte, setembro. Fundada em 2008 para explorar petróleo e gás, a Petra virou a maior concessionária de blocos de terra do País, tem áreas em Minas Gerais, Maranhão e Amazonas. O presidente da Petra, Roberto Viana, já perfurou 16 poços na Bacia de São Francisco (MG), e tem expandido negócios para a África. Não é fantástico? É outro Ronaldinho dos negócios no mundo petista.

Propina em domicílio

sábado, 13 de dezembro de 2014


As revelações do homem que entregava dinheiro desviado da Petrobras na casa de deputados, senadores, governadores, ministros e até na sede nacional do PT

Robson Bonin e Hugo Marques
Money delivery: Acompanhado de seus advogados, Rafael Ângulo Lopez negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Durante anos, ele distribuiu dinheiro desviado da Petrobras a “clientes” famos do esquema de corrupção
Money delivery: Acompanhado de seus advogados, Rafael Ângulo Lopez negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Durante anos, ele distribuiu dinheiro desviado da Petrobras a “clientes” famos do esquema de corrupção (Jefferson Coppola/VEJA)
Depois de tantas revelações sobre engenharias corruptas complexas de sobrepreços, aditivos, aceleração de obras e manobras cambiais engenhosas, a Operação Lava-Jato produziu agora uma história simples e de fácil entendimento. Ela se refere ao que ocorre na etapa final do esquema de corrupção, quando dinheiro vivo é entregue em domicílio aos participantes. Durante quase uma década, Rafael Ângulo Lopez, esse senhor de cabelos grisalhos e aparência frágil da fotografia acima, executou esse trabalho. Ele era o distribuidor da propina que a quadrilha desviou dos cofres da Petrobras. Era o responsável pelo atendimento das demandas financeiras de clientes especiais, como deputados, senadores, governadores e ministros. Braço-direito do doleiro Alberto Youssef, o caixa da organização, Rafael era “o homem das boas notícias”. Ele passou os últimos anos cruzando o País de Norte a Sul em vôos comerciais com fortunas em cédulas amarradas ao próprio corpo sem nunca ter sido apanhado. Em cada cidade, um ou mais destinatários desse Papai Noel da corrupção o aguardavam ansiosamente. Os vôos da alegria sempre começavam em São Paulo, onde funcionava o escritório central do grupo. As entregas de dinheiro em domicílio eram feitas em endereços elegantes de figurões de Brasília, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Maceió, São Luís. Eventualmente ele levava remessas para destinatários no Peru, na Bolívia e no Panamá. Discreto, falando só o estritamente necessário ao telefone, não deixou pistas de suas atividades em mensagens ou diálogos eletrônicos. Isso o manteve distante dos olhos e ouvidos da Polícia Federal nas primeiras etapas da operação Lava-Jato. Graças à dupla cidadania — espanhola e brasileira —, Rafael usava o passaporte europeu e ar naturalmente formal para transitar pelos aeroportos sem despertar suspeitas. Ele cumpria suas missões mais delicadas com praticamente todo o corpo coberto por camadas de notas fixadas com fita adesiva e filme plástico, daqueles usados para embalar alimentos. A muamba, segundo ele disse à polícia, era mais fácil e confortável de ser acomodada nas pernas. Quando os volumes era muito altos, Rafael contava com a ajuda de dois ou três comparsas. A rotina do trabalho permitiu que o entregador soubesse mais do que o recomendável sobre a vida paralela e criminosa de seus clientes famosos, o que pode ser prenúncio de um grande pesadelo. É que Rafael tinha uma outra característica que poucos sabiam: a organização. Ele anotava e guardava comprovantes de todas as suas operações clandestinas. É considerado, por isso, uma testemunha capaz de ajudar a fisgar em definitivo alguns figurões envolvidos no escândalo da Petrobras. VEJA apurou que o entregador já se ofereceu para fazer um acordo de delação premiada, a exemplo do seu ex-patrão. Veja dois dos destinatários da proprina que Rafael Ângulo Lopez transportava.