sexta-feira, 19 de julho de 2013

NELSON MOTTA - Fazendeiros do ar


Eles podem até acreditar que é tudo inveja e ressentimento dos que estão fora do ar, como devem lhes dizer seus assessores, mas os abusos de aviões da FAB pelos presidentes da Câmara e do Senado se tornaram um símbolo do ponto de saturação a que chegamos e de como estamos longe — e eles mais longe ainda — das transformações exigidas pelas ruas e que eles fingem que ouviram, votando projetos populistas de afogadilho, mas fazendo tudo para atrasar o fim de seus privilégios. 

Diante de tudo que aconteceu ultimamente, a melhor justificativa que eles poderiam dar para voar em jatos da FAB para casamentos e jogos de futebol seria a segurança, a que têm direito por lei. Como enfrentar um aeroporto lotado, escondido nas salas VIP e cercado de assessores e seguranças? Como entrar num avião de carreira sob vaias e insultos? Para os mais conhecidos já está difícil ir a bares e restaurantes, e os cinemas, mesmo escurinhos, ficam perigosos quando a luz acende. Estádios, nem pensar. Está dura a vida dos políticos brasileiros. 

Todo politico adora ser conhecido, ter um rosto familiar, ser cumprimentado nas ruas, afinal eles vivem disso. Mas agora, com raras e notórias exceções, eles querem passar despercebidos, se possível invisíveis, como se fossem, ó ironia, cidadãos anônimos e comuns. Mas suas fotos caíram na rede e vai ser arriscado enfrentar as multidões nas festas juninas do Nordeste sob a ameaça de vaias e insultos a qualquer parada da música ou imagem no telão. A quadrilha não pode parar. 

Mas eles não mudam, é da sua natureza, só vão trocando de nome e de partido. O presidente da Câmara, Henrique Alves, é o arquétipo do politico profissional brasileiro, com incontáveis mandatos, a mais completa tradução das oligarquias nordestinas e dos velhos políticos execrados pelas ruas. Ele não se contenta com um avião da FAB exclusivo para transportá-lo, faz questão de dar carona a amigos, parentes e correligionários, distribuir assentos e privilégios no velho estilo coronelesco, para impressionar provincianos deslumbrados e demonstrar seu poder. É como se o avião fosse a sua fazenda.
Publicado no Globo de hoje.

Governo de amadores, por Ricardo Noblat


Não pensei que viveria para ver o PMDB cobrar de um presidente da República a redução do número de ministérios.
Foi o que ocorreu ontem
Em entrevista a Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S. Paulo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, disse que considerava um exagero a existência de 39 ministérios.
O PMDB, segundo ele, apoiaria a extinção de pelo menos 14 ministérios.
O governo ficaria mais enxuto. E mais ágil. Haveria economia de recursos.
""Eu não consigo vislumbrar nenhuma modificação na estrutura de governo feito pela presidente Dilma. Eu quero inclusive avaliar, quero perguntar melhor para o PMDB em que consiste essa proposta", respondeu, hoje, a ministra Ideli Salvati, da Articulação Política.
É um governo de amadores!
Henrique saiu do episódio como o cara do bem - preocupado com despesas desnecessárias, com cargos desnecessários e com a modernização do governo.
Ideli, como a cara do mal. Muito parecida com a cara que o PMDB sempre teve.
A proposta de Henrique não era para valer - nunca foi. Era apenas para jogar no colo do governo a culpa por um ministério tão inchado.
Deu certo.

Um ruidoso silêncio, por Sandro Vaia


A voz das ruas às vezes é tão rouca que fica difícil entendê-la.
Com exceção dos últimos atos de vandalismo no Leblon, perto da casa do governador do Rio, Sérgio Cabral, o resto do Brasil parece ter entrado numa espécie de compasso de espera, entre o rumor da conquista da Copa das Confederações e a expectativa da visita do papa.
O resultado prático das manifestações foi manter o preço das passagens do transporte coletivo paradas por mais algum tempo (o que segundo alguns prefeitos ameaça cidades de falência, mas ninguém se comove com isso) e mostrar que o País das Maravilhas de Alice só existia na cabeça de João Santana e sua trupe de animadores de auditório.
A verdade é que o país permanece essencialmente o mesmo, ainda que vitimado por algumas gritantes barbeiragens gerenciais, mas a percepção sobre ele mudou do dia para a noite, sem que ninguém consiga avançar sobre a essência do problema.
Ontem estávamos às portas do Paraíso, hoje vislumbramos o inferno cada vez mais próximo.
As condições econômicas objetivas do mundo mudaram bastante, em nosso prejuízo, e não existe ninguém disposto a bancar a ideia de que tudo não passa de uma “marolinha”, pois quem fez isso no passado sabe muito bem que hoje estamos sofrendo as consequências da irresponsabilidade e da leviandade de ontem.
Num texto escrito para o jornal “Valor Econômico” e debatido na Feira Literária de Paraty, o economista André Lara Rezende, um dos pais do Plano Real, resumiu com uma frase aquilo que estamos sentindo, mas não sabemos explicitar com clareza: o “mal estar contemporâneo”.
Ele deixa claro que esse mal estar não é o mesmo das praças árabes, nem do Occupy Wall Street, nem dos desempregados da crise europeia.
É alguma coisa especificamente brasileira e que a classe política que nos dirige, com sua rudimentar insensibilidade e seu primarismo pragmático, não soube nem de longe decifrar ou traduzir e menos ainda administrar.
As tentativas de solução que apareceram, como um arremedo ridículo de reforma política, a proposta de reforma constitucional exclusiva ou de plebiscito limitado, não tangenciam nem de longe os problemas do mal estar.

 
Foto: Pedro Ladeira / AFP

O governo, em sua turrona insistência em dizer que tudo vai bem quando tudo ameaça desandar, mostra sua falta de grandeza e a sua miopia estratégica, guiada exclusivamente pelo faro das urnas, deixando claro que seu projeto de transformação da sociedade não passa de um projeto de manter-se no poder a qualquer custo.
A oposição não é muito melhor do que isso. A diferença é que seu projeto envolve outros nomes.
No intervalo entre o clamor da vitória no futebol e a visita do papa, há um estranho silêncio pairando no ar, quebrado apenas pelo fragor dos vândalos do Leblon.
As ruas parecem ter mais algo a dizer. O que será?

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

A segurança pública em xeque (Editorial)


O Globo
Os atos de vandalismo que têm feito parte do final de manifestações ultrapassam todos os limites aceitáveis, já são um grave problema de segurança pública, e não apenas no Rio.
Aqui eles ganharam características próprias na noite de quarta e madrugada de ontem, por transcorrerem a partir de mais um protesto nas proximidades da residência do governador Sérgio Cabral, provocando uma onda de destruição no Leblon, um dos bairros-símbolo daquilo que a cidade tem de mais positivo.
O problema, porém, cresce de dimensão desde junho, e há o risco de o vandalismo entrar no roteiro das cidades, algo impensável, por ser a negação do estado de direito. São Paulo, Brasília, Porto Alegre e centros menores têm enfrentado a mesma dificuldade.

Foto: Sergio Moraes / Reuters

O avanço desta violência requer um profundo exercício de reflexão das autoridades, assim como da sociedade, para que democracia não passe a ser entendida como sinônimo de insegurança e anarquia — que não é.
Trata-se de aperfeiçoar a atuação das forças de segurança, de forma integrada, e num sentido amplo. Afinal, vive-se um momento grave na segurança pública. E não é uma crise qualquer, como outras já enfrentadas.
Depois da reunião de emergência convocada pelo governador fluminense para ontem de manhã, a cúpula da Segurança do estado concedeu entrevista coletiva na qual a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, interpretou uma pergunta como de crítica à polícia e, com voz emocionada, explicou que nada pode ser feito à margem da lei. Por suposto.
Há, de fato, trâmites exigidos pela legislação que devem ser cumpridos. “Dano ao patrimônio”, por exemplo, explicou a delegada, requer a representação da vítima contra o acusado. E poucos se dispõem a ir à delegacia depor contra alguém. Martha Rocha lamentou, ainda, que pedidos encaminhados pela Polícia sobre vândalos não foram acolhidos pelo Ministério Público e Justiça.
Assim deve ser. Nem tudo o que a Polícia pede é razoável. Mas vivem-se tempos diferentes, que exigem uma operação fora do padrão. O momento é indicado à criação de um “gabinete de crise” em que, ao lado das polícias, já integradas, e outros organismos de segurança, haja também representantes da Justiça e do MP. Algo como o anunciado ontem pelo governo.
É inconcebível que pessoas disfarçadas de “manifestantes”, com vestimentas já características e inseparáveis mochilas, continuem a transitar em liberdade na área de passeatas, apenas à espera do momento de atacar. E não importa a sua motivação — se da delinquência da política regional, do crime organizado ou de delirantes organizações ideológicas.
Também partidos e organizações que, com legitimidade, têm ido às ruas levar reclamações justas precisam entender que se transformaram em pretexto e escudo para ações de banditismo.

Ó HENRIQUE ALVES, LARGA DE SER SACANA!


Giulio Sanmartini
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, só podia estar de sacanagem quando, nesse dia 18, reagindo às vaias no plenário afirmou: “Aqui ninguém é  picareta, não!”henrique alves largapicareta
Todavia, os fatos mostram que os  picaretas começam por ele: a empresa de um seu assessor recebeu recursos por meio de emendas parlamentares indicadas por ele, sendo que tinha como sede um lugar vigiado por um bode. Também é investigado pelo Ministério Público Federal, por repassar R$ 357 mil para duas locadoras de automóveis.
Esses fatos acima aconteceram antes que ele fosse o presidente da Casa, nesse cargo também foi pegado com a boca na botija, quando usou um avião da FAB para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção brasileira no Maracanã, domingo (30/6), para assistirem a final da Copa das Confederações.
Ele reconheceu  a culpa pois, quando o abuso tornou-se público, em nota comprometeu-se a reembolsar os cofres públicos com os valores correspondentes às passagens aéreas dos parentes e amigos.
Além dele, Um em cada cinco deputados responde a algum tipo de processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 566 deputados que assumiram mandato em 2011, entre titulares, suplentes e licenciados, 114 são alvos de investigação na mais alta corte do país. Esses parlamentares acumulam 243 inquéritos e ações penais. (Veja a relação dos deputados com pendências no STF).
Fica difícil saber o que o deputado entenda por picareta. O Dicionário Houaiss, ensina que picareta  é uma pessoa aproveitadora, que utiliza meios condenáveis para obter o que deseja. Exatamente como vem fazendo em sua vida política Henrique Alves

Novas tecnologias atraem clientes para lançamentos




Hot sites, QR Codes, aplicativos para dispositivo mobile se tornam instrumentos dos corretores na hora de vender um imóvel. Comunicação facilitada mostra as vantagens de cada empreendimento e se tornam tão básico quanto os folhetos de venda.

Na hora de ir em busca de um novo cliente, os corretores de imóveis já acrescentaram aos tradicionais materiais impressos outras ferramentas que permitem apresentar empreendimentos com qualidade e agilidade. Com a invasão das novas tecnologias no dia a dia das pessoas, as informações virtuais se tornaram essenciais para as estratégias de marketing e, mesmo à distância, é importante mostrar ao público alvo os diferenciais de um lançamento. Dos já tradicionais hotsites, passando pela presença agressiva nas redes sociais, as construtoras e imobiliárias começam a aderir a novidades, como QR Codes e aplicativos para mobile para divulgar os empreendimentos.

Para o lançamento do Portal das Flores, no Setor Negrão de Lima, Goiânia, a CMO Construtora imprimiu em todo o material de circulação, mais de 60 mil impressos, um QR Code para ser usado por clientes e corretores na hora de conhecer o novo empreendimento. A tecnologia é um código de barras em 2D, que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. Esse código, após a decodificação, dá acesso a um vídeo publicado no youtube com o projeto do condomínio clube.

Os QR Codes já vem sendo usados, nacionalmente, em revistas, campanhas publicitárias e até em games para divulgação de mensagens e dicas do jogo. Mas ainda é uma novidade para o mercado imobiliário goiano. De acordo com gerente de Marketing da CMO Construtora, Rafael Vilela Garcia, o objetivo principal é oferecer aos corretores um instrumento diferenciado, que apresente o empreendimento. Ao acessar o QR Code, qualquer portador de um dispositivo mobile irá assistir a um vídeo produzido sobre o Portal das Flores.

Além disso, na estratégia da construtora, foram criados um hotsite acessível para dispositivos mobiles com as informações sobre o novo produto. “A ideia é que, onde quer que este cliente esteja, possa ser atraído pela novidade e conheça o Portal sem precisar sair de casa”, explica Rafael. A construtora investiu em uma consultoria para marcar sua presença nas redes sociais, com produção exclusiva de conteúdo e promoções.


Fonte: Luisa Dias - Segs 

4 lições para criar líderes





Grande parte do sucesso de uma empresa é medido pelo número de líderes que ela desenvolve

Todos nós podemos reconhecer os líderes natos. Mas esse tipo de líder é (muito) difícil de ser encontrado. A grande verdade é que a maioria dos líderes são feitos.
Se você é, ou conhece alguém que tem o perfil e o potencial de se intensificar como líder mais ainda não conseguiu, há algumas coisas que você pode fazer para desenvolver esse potencial.

#1. Forneça às pessoas oportunidades de decisão

Bons líderes têm a confiança necessária para tomarem decisões por conta própria.
Uma das melhores maneiras de construir essa confiança para os outros funcionários é dar-lhes o poder de tomar algumas decisões importantes por conta própria.
Isso não apenas capacita e incentiva seus funcionários a tomar decisões e reforçar a sua confiança, bem como lhes permite pensar criticamente no melhor interesse da empresa.
Quando um funcionário é responsável por tomar decisões sem depender de um gerente, isso os obriga a ponderar melhor o interesse dos envolvidos e ficar em sintonia com as metas da organização.
A responsabilidade da tomada de decisão da aos funcionários um maior senso de propriedade e responsabilidade sobre o seu trabalho, o que leva as pessoas a aumentarem seu envolvimento no trabalho.
Da próxima vez que alguém perguntar a você como deve agir, em vez de dar uma resposta pronta, pergunte o que ele acha que deveria ser feito.
Um líder precisa aprender a fazer as escolhas certas.
Um líder precisa aprender a fazer as escolhas certas.

#2. Incentive as pessoas a seguirem suas paixões

Não há melhor motivação para realizar grandes coisas do que amar o que você faz. Outra maneira de transformar funcionários em líderes é conversar com eles sobre o que eles são apaixonados e onde eles gostariam de estar ou chegar na empresa.
Isso lhes permite enxergar através de projetos que irão ajuda-los a alcançar seus objetivos.
Saber o que realmente motiva as pessoas e dar a elas a chance de caminhar em direção aos seus objetivos vai, certamente, ajuda-los a se sentirem mais satisfeitos.
Mesmo que o sonho de seus funcionários sejam atividades fora do escritório, como futebol, ou voluntariado, incentive-os a organizar essas atividades e envolver os colegas de trabalho.

#3. Facilite a aprendizagem

O conhecimento constrói a confiança e capacita as pessoas. Bons líderes estão continuamente aprendendo e questionando como as coisas podem ser feitas de um jeito melhor.
Ao sugerir livros, artigos e blogs para ler, os funcionários podem se tornar pessoas motivadas e continuar aprendendo sempre.
Incentivar as pessoas a participar de webinars, assistir vídeos, ir a eventos de networking e workshops também pode ajudar a enfatizar a importância da aprendizagem.
Quanto mais experiências e conhecimento aprendemos, mais as pessoas podem contribuir para o crescimento e o sucesso das suas ideias e de seu trabalho.
Grandes líderes têm paixão pelo conhecimento.
Grandes líderes têm paixão pelo conhecimento.

#4. Reconheça as realizações

Reconhecer o trabalho duro das pessoas não apenas ajuda a construir a confiança deles, bem como alimenta um sentimento de orgulho no que eles estão fazendo.
Investir tempo e dinheiro no bem-estar e felicidade das pessoas também vai reforçar a cultura da empresa e trazer à tona as habilidades de liderança.
Quer se trate de um reconhecimento público em uma reunião, uma premiação no final do ano, ou um vale presente, os sinais de apreço são encorajadoras maneiras de assegurar um funcionário que ele está no caminho certo.
Além disso, quando as pessoas observarem o reconhecimento aberto por parte dos líderes, estarão mais suscetíveis a incentivarem seus colegas de trabalho.
Bons líderes, são peça fundamental nas empresas de sucesso. Como um empreendedor ou executivo é importante que a sua empresa promova um ambiente de trabalho onde líderes possam prosperar.
___
Este artigo foi adaptado do original, “Developing employees who aren’t born ‘leaders’” do Smart Blog.

Autor

Enrico Cardoso – escreveu  posts no Jornal do Empreendedor.
Enrico Cardoso trabalha com storytelling para construção de marcas. Acredita que toda empresa tem uma única oportunidade de se transformar em uma grande marca: contando histórias.