quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

De onde vem a força do Congresso?, por Joaquim Falcão



Existe uma pergunta que intriga muita gente. Se o Congresso é tão negativo quanto sua imagem, com políticos ímprobos, que só desejam cargos no executivo, eleitos com recursos não contabilizados de grandes empresas ou corporações, por que ainda tem tanto poder? Por que os eleitores continuam votando na maioria dos congressistas? Os eleitores não se incomodam com a imagem negativa?
Visões conspiratórias ou apenas éticas do Congresso esclarecem situações. Mas não respondem a pergunta. Se a força política do Congresso não vem de sua força ética nem apenas de barganhas, de onde vem?
A sugestão é reler o último discurso do ex-presidente da Câmara, deputado Marco Maia. Ali, ele relaciona algumas decisões tomadas pela Câmara.
Ela regulamentou a política de valorização do salário mínimo, que entre 2002 e 2013 cresceu o poder de compra em 70%. Regulamentou a jornada máxima da profissão de motorista. Regulamentou as cooperativas de trabalho. Concedeu adicional de periculosidade aos vigilantes. Implantou o aviso prévio proporcional que desde 1988 aguardava vida. Criou o Vale Cultura. Aprovou a PEC da música com imunidade tributária sobre fonogramas produzidos no Brasil. Regulamentou a carreira de Procurador Municipal. E por aí vai.
Mais ainda. Aprovou e aguarda decisão no Senado da emenda à constituição sobre a proibição do trabalho escravo e a sobre igualdade de direitos das empregadas domésticas.
Estas decisões não precisam de intermediários, seja mídia, opinião pública ou qualquer outro, para chegar aos beneficiários, eleitores. E quem são estes beneficiários? Não são uma classe ou categoria social ou membro de um partido político, grupo ou comunidade. São muitas e muitos, múltiplos, o tempo todo, diversificados e fragmentados país afora.
A resposta, portanto, é mais ampla. Não se restringe a culpar o que um congressista indevidamente fez de ilícito. Trata-se de reconhecer o que Congresso como um todo fez de lícito. Como usou de seu poder constitucional de distribuir ou suprimir direitos e deveres?


Ou será que alguém duvida que a eventual aprovação dos direitos das empregadas domésticas trará a força da representação popular suficiente para dialogar com Supremo e Executivo?
Bom mesmo era o Congresso deter ambas as forças: a força da ética e a força da representação. Mas entre as duas, esta continua maior do que aquela. Alguns acham que a reforma partidária tudo resolveria. Talvez. Mas aí, trata-se de adminstrar o futuro. Por enquanto o Congresso adminstra o presente.

Joaquim Falcão escreve quinzenalmente para este Blog

O peso da dúvida e a certeza de não controlarmos o futuro nem o mundo pode tirar as pessoas dos seus objetivos. Aprenda a conviver com as incertezas da dúvida



A dúvida é uma realidade na vida de muitas pessoas: empreendedores, funcionários, pais de famílias e muito provavelmente, de todas as pessoas que estejam vivar nesse momento.
Muitas vezes nos sentimos como fraudes de nós mesmos, vivendo com o peso da incerteza e com isso temos uma (falsa) crença geral de que a chave para ser bem sucedido na vida exige a superação de todos os vestígios de dúvida.
Mas, essa não é uma crença verdadeira.
Ela é jogada sobre nós por palestrantes motivacionais que giram a roda do empreendedorismo como uma simples questão de sentir-se bem e autoestima, afim de vender seus produtos.
Todos nós carregamos conosco o peso das dúvidas.
Todos nós carregamos conosco o peso das dúvidas.

A grande maioria dos empreendedores nunca vai superar a sua dúvida

Na verdade, o dia em que superarmos todas as nossas dúvidas será provavelmente o dia em que iremos nos tornar cegos pelos nossos delírios de natureza e controle.
O que os empreendedores realmente precisam fazer é aprender a conviver com a dúvida. Aprender a viver com a dúvida, ser capaz de aceitar a dúvida é uma coisa muito poderosa pois permite que continuemos a questionar suposições e ainda avançar em face às incertezas.
Um dos efeitos colaterais negativos de esmagar a cultura que cada um tem em si é que, normalmente, isso vem acompanhado de uma forte dose de falsa confiança.
As pessoas que pensam assim vão dizer que você deveria acordar todos os dias como uma espécie de força da natureza pronto para enfrentar o mundo. Só que, muitas vezes, essas são as pessoas mais fracas.
Eles bravejam esse projeto como um disfarce e quando o mundo gira, o que acontece diariamente, eles são geralmente os primeiros a voltarem correndo pra casa, quando a sua falsa auto confiança é atingida por uma realidade de que o que eles fazem pode não dar certo.
Isso causa uma dissonância cognitiva em sua cabeça que só pode ser explicada por inventar falsas desculpas falsas ou abraçando uma auto imagem ilusória de sucesso que não é suportada na sociedade.
Por outro lado, aquelas pessoas que aprendem a conviver com a dúvida estão certas apenas de que o futuro virá. E que esse futuro é maleável.

Ninguém é 100% auto confiante

E é esta a capacidade de lidar com a dúvida que não só permite um empreendedor de experimentar, mas permite também que ele se adapte às novas circunstâncias.
Como empreendedor é bem lógico que a dúvida assole o seu comportamento. Você não sabe para onde está indo ou o que o futuro lhe reserva. Você optou por navegar em águas desconhecidas…
Mas, mesmo com essas incertezas batendo à sua porta você ainda está rumando para a frente, enquanto grande maioria das pessoas que parecem tão seguras de si estão de volta em terra firme.
Muitas pessoas pensam que a dúvida torna as pessoas fracas. Mas é o contrário, é a capacidade de viver com a dúvida que faz as pessoas serem fortes.
Aqueles que precisam da segurança de um futuro previsível, ou não podem deixar a sua auto imagem inflexível de quem são, ou o que supostamente acha que estão presos pela certeza daquilo que buscam.
Estas são as pessoas que você vê subindo escadas corporativas, ou sentadas em conferências procurando garantias e pílulas mágicas nos oradores dos palcos.
Estas são as pessoas que você vê colocando a palavra empreendedor, mas que sempre têm uma desculpa para isso de que não podem parar de trabalhar todos os dias e se arriscarem.
Pior de tudo, estas são as pessoas quem enganaram a si mesmas em acreditar que elas têm todas as respostas e as anunciam tão alto que os outros acabam sendo cegados por eles.

Não se engane, a dúvida sempre vai existir. Portanto, aprenda a dribá-la

Considere que o que Bruce Lee disse sobre artistas de segunda mão que cegamente seguem ou aceitam o outro como padrão.
Como resultado, a sua ação e, mais importante do que isso, o seu pensamento, se tornam mecânico.
Suas respostas se tornam automáticas, de acordo com os padrões estabelecidos, tornando as pessoas estreitas e limitadas.
Este é o destino daqueles que exigem a certeza de respostas claras e regras estabelecidas. Este é o destino daqueles que não querem ou não podem viver com a dúvida.
Não deixe o peso da dúvida e as incertezas façam com que você perca o rumo.
Não deixe o peso da dúvida e as incertezas façam com que você perca o rumo.

Não deixe que a dúvida impeça você de fazer o certo

Hoje estamos voltando do feriado de carnaval. Dizem as más línguas que, agora o ano começa pra valer no Brasil.
Sabemos que isso é uma ilusão e que tem muita gente trabalhando para mudar a sua realidade desde o dia 02 de janeiro.
Por isso, não permita que a dúvida tome conta da sua jornada, muito menos permita que ela ofusque a sua visão, manchando as suas perspectivas e metas para o primeiro trimestre.
Parabéns a você que, está batalhando pelos seus propósitos desde janeiro e, feliz ano novo, se você está começando atrasado o seu ano de 2013 agora.
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Este artigo foi adaptado do original: “Living with doubt”, do Pandodaily.

Autor

Enrico Cardoso – escreveu  posts no Jornal do Empreendedor.
Enrico Cardoso trabalha com criação de marcas online. Expert em marketing de conteúdo e branding, acredita que toda empresa tem uma única oportunidade de se transformar em uma grande marca: contando histórias e criando uma comunidade em torno de sua marca. "Por trás de uma grande marca sempre tem uma grande história".

FRANQUIAS IMOBILIÁRIAS: CONHEÇA UMA OPÇÃO SEGURA PARA ABRIR SUA IMOBILIÁRIA



Com a missão de ampliar as possibilidades de lucro e obter sucesso no mundo dos negócios, o público brasileiro aderiu ao sistema de franquias, iniciado nos Estados Unidos. As franquias internacionais também estão investindo no Brasil.

A prática de eleger representantes para vender produtos ou prestar serviços através de sua marca é antiga. Antes mesmo de ser denominada franquia, esta prática foi a solução para muitas empresas que chegaram à beira da falência, estavam sem perspectiva de crescimento ou para iniciantes.

O sistema de franquias hoje consiste em o franqueador ceder ao franqueado os direitos de uso da marca, divulgação do seu nome,  know-how e políticas. Conforme o tamanho e perfil da franqueadora, o franqueado pode usufruir também de sistemas, tecnologia, estruturas físicas e até profissionais especializados. Além disso, recebe o direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva dos produtos. Isso tudo, sem caracterizar o vínculo empregatício. Traduzindo para omercado imobiliário, o franqueado poderá trabalhar produtos exclusivos da franquia, o que é um ponto muito positivo.

Começar um negócio, lançar-se no mercado e arriscar o tão precioso capital, inevitavelmente, traz medo e insegurança.

As franquias imobiliárias podem ser uma opção mais segura e uma nova possibilidade para quem já pensa em desistir de se aventurar no mercado imobiliário.
                                              
A estrutura, consolidação e experiência no ramo é o grande diferencial para um novo negócio. É o apoio necessário para quem ainda está no começo, mas também é a solução para imobiliárias que querem beneficiar-se de tudo que uma franquia pode oferecer e ampliar seus horizontes.

Veja alguns itens relevantes:   

Suporte:
Logo após o recrutamento, a franqueadora tem por obrigação, prestar total suporte ao franqueado. Todas as etapas seguintes passam por acompanhamento especializado, para que a imobiliária tenha condições de se estruturar e dar continuidade ao trabalho.
 
Treinamentos e motivação:
O franqueado recebe treinamentos e é capacitado para trabalhar de acordo com os critérios da marca, bem como a ensinar sua nova equipe de colaboradores. O trabalho de motivação e troca de experiência com outras unidades traz animo para o negócio.
 
Loja/infraestrutura:
As lojas são personalizadas de acordo com a marca. As cores, a fachada, os uniformes, os adesivos e até os móveis são itens que podem entrar para a lista de personalização.

Divulgação/Marketing:
A franquia já possui estratégias testadas para a divulgação dos produtos, bem como seu público alvo definido. Trabalhando sozinho, o período para conquistar contratos fechados com mídia e grandes parceiros pode ser longo. A franquia pode lhe oferecer de imediato.
 
Padronização nos processos:
As rotinas administrativas e processos, em alguns casos, também são personalizadas. Organização dentro de uma empresa traz credibilidade.

 

MAS, ATENÇÃO!

Assumir uma franquia requer investimento financeiro. Os custos englobam a loja, os móveis, contratação de funcionários, capacitação dos mesmos, compra de material e ainda é preciso reservar uma quantia para o início do trabalho. Apesar de algumas franqueadoras oferecerem suporte (muitas vezes financeiro) no início da parceria, garantir um valor reserva é regra para o sucesso em todos os campos da vida. Lembre-se: por serem produtos personalizados, você provavelmente não poderá recorrer ao preço mais em conta. Pesquise todos os custos antes de se decidir. Uma vez franqueado, terá que seguir as definições estabelecidas.

Regulamentada por lei, as franqueadoras trabalham com uma política de clareza e apoio. Veja neste link, as definições completas da lei e, antes de se tornar um franqueado, verifique se a franqueadora trabalha dentro deste padrão: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8955.htm

Fonte: Carolina Silva

A felicidade, sintetizada por Abgar Renault



Neste poema, o professor, tradutor, ensaísta e poeta mineiro Abgar de Castro Araújo Renault (1901-1995), da Academia Brasileira de Letras,  definiu, sintética e peculiarmente, a  “felicidade” .
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FELICIDADE
Abgar Renault
Felicidade – o título tão comprido deste poema tão pequeno!
Felicidade – substantivo comum, feminino, singular, polissilábico.
Tão polissilábico. Tão singular. Tão feminino. E tão pouco comum.
Substantivo complicado, metafísico, que cabe todo
na beleza clara de alguém que eu sei
e no sorriso sem dentes de meu filho.
(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)



PT faz megaevento hoje, mas não lança a candidatura de Dilma...



Carlos Newton
Vejam como as coisas são estranhas no PT. O presidente do PT, Rui Falcão, voltou a anunciar a presidente Dilma Rousseff como candidata em 2014, mas faz uma intrigante e inexplicável ressalva. O megaevento de hoje, em São Paulo, que celebrará os dez anos do partido na Presidência, não terá a finalidade de começar a delinear a candidatura de Dilma à reeleição.
“Ela vai estar presente, mas o objetivo não é lançar candidaturas nem falar de eleição, mas celebrar esses dez primeiros anos” disse Falcão, acrescentando: “Eu me preocupo com a candidata do PT, a presidente Dilma. Ela é o nosso nome, e isso será homologado no devido momento, no encontro partidário convocado para esse fim”.
Traduzindo: a disputa da candidatura entre Dilma e Lula, dentro do PT, só será decidida em meados de 2014, na convenção. O PT até produziu um documento, para ser distribuído hoje à militância, que servirá de base para a campanha presidencial de 2014. O texto foi produzido pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo. Ou seja, não confirma a candidatura de Dilma…

Joaquim Barbosa cobra dos demais ministros do Supremo o desfecho do processo do mensalão



Débora Zampier (Agência Brasil)
O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ofício aos demais integrantes da Corte informando que terminou sua parte no acórdão da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Segundo o ministro, que é o relator do processo, o desfecho da ação depende dos colegas.
“Agora só estou aguardando os demais ministros. Fiz um ofício a eles com a comunicação, e espero que façam a sua parte”, disse Barbosa. A manifestação de todos os ministros é necessária para a redação do acordão, reunião dos votos e das principais decisões tomadas no julgamento. O acórdão só pode ser liberado depois que todos os ministros enviarem seus votos revisados.
O prazo regimental para a publicação do acordão – 60 dias, sem contar feriados e férias, após o término do julgamento – termina no dia 1º de abril. Além de Barbosa, concluíram seus votos os ministros aposentados Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso, que participaram de parte do julgamento. Depois da publicação do acórdão, os advogados terão cinco dias para apresentar recursos. O Ministério Público já informou que não deve questionar a decisão do Supremo.