terça-feira, 31 de julho de 2012

Celso Arnaldo e a agenda do ministro da Preguiça: ‘O neto que não é neto tomou rumo incerto e não sabido desde a posse’



O comentário de Celso Arnaldo Araújo sobre a revelação feita por Marco Antonio Villa ─ o ministro do Trabalho não trabalha ─ merece ser reproduzido neste espaço. Volto depois do ponto final.
Carlos Daudt Brizola, vulgo Brizola Neto, é oficialmente, desde o dia 3 de maio, ministro do Trabalho e do Emprego. Nomeado pela gerentona Dilma depois de longa análise de possibilidades, e deixado então por sua livre conta, sem metas e sem cobrança, optou por ficar com o Emprego e deixar o Trabalho pra lá. É, no máximo, um meio ministro. A exemplo do ministro do Turismo, Gastão Vieira, o neto que não é Neto tomou rumo incerto e não sabido desde a posse. A gerentona o controla com tornozeleira eletrônica ou abriu pé dele?
Uma breve consulta ao site do Ministério — aliás de quinta categoria, à altura da pinta brava de seu atual titular – não o surpreende em nenhuma cerimônia, um evento, uma presença, uma audiência. Não há no portal um link para a agenda do ministro, informação obrigatória em qualquer site ministerial que não esconda seu principal funcionário – talvez porque datas e horários estejam todos vagos.
Mas há, na página inicial do site, tijolinhos com uma profusão de siglas de órgãos acessórios do Ministério onde devem estar homiziadas a cupinchada de Paulinho da Força e outras aberrações do lulopetismo. Uma delas me chamou a atenção –- uma certa ANTD, Agenda Nacional de Trabalho Decente. Petistas são especialistas em siglas impronunciáveis, talvez para não ter de dizê-las em voz alta ou tentar explicá-las.
Mas esta, particularmente, lida por extenso, é incompatível com o tipo de trabalho que presta ao país o caudilho-neto, que chega a envergonhar o sobrenome que já não é essas coisas – para se ter uma ideia de sua insignificância.
Como se vê, a superexecutiva de araque conseguiu piorar o mais bisonho primeiro escalão da história com duas maravilhas da fauna tropical: Brizola Neto e Gastão Vieira. O ministro do Trabalho pode ser enquadrado por vadiagem. O ministro do Turismo não dá as caras no local do emprego por fazer turismo o tempo todo.

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