segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

RIGOR



Magu
O Dr. Roberto Romano, escritor, filósofo, professor de ética e filosofia, escreveu um belo artigo, como soe, publicado no Estadão, a respeito do julgamento do mensalão, e da troca de presidente do Supremo. Fez, de certa forma, uma elegia a Britto. Não como o termo hoje é usado, em poesia de tom terno e triste. Mas como a palavra também era usada na Grécia antiga, isto é, uma prosa elogiosa. Vamos e venhamos. Não fosse a presença de Ayres Britto atuando como almofada entre Joaquim e Ricardo, dificilmente chegaríamos ao termo do julgamento do mensalão.cagando copy O professor Roberto também destaca a mudança do ver jurídico no Brasil. O artigo é muito interessante, por isso o sr. editor dispos-se a publicá-lo. Vejamos as luzes do filósofo:
Ayres Britto, político – A Ação Penal 470 marca uma forte mudança no paradigma jurídico brasileiro. O termo “paradigma” surge num campo da língua grega antiga que se liga a deiknumi, cujo sentido é “mostrar”, “demonstrar”. A raiz (deik) remete ao ato de mostrar mediante a palavra “o que deve ser”, donde o elo etimológico com dike a lei, a regra (tal é a lição de Émile Benveniste no Vocabulário das Instituições Indo-Europeias). A norma legal passou a ser aplicada de fato pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Muitos julgam que o processo foi mais político do que técnico. Haveria um rigor excessivo contra certo partido ou tendência ideológica em favor de outras formas de pensamento. Tal problema não ocorre apenas em Brasília… A íntegra no link: Ayres Britto, político
É porque muitos julgam que certo partido, como disse o professor, recebeu um rigor excessivo? Penso que nada melhor que nossa ilustração acima para justificar a necessidade.

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