sábado, 2 de junho de 2012

Como seria possível alguém acreditar em Lula ou em Nelson Jobim?


sexta-feira, 01 de junho de 2012 | 18:23


Jorge Brennand
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ACREDITAR EM LULA?
Possui em seu currículo a ausência de escolaridade e a contumaz omissão perante situações patentes de corrupção no íntimo grupo político que faz parte. Isso, é claro, além de ser reconhecido como acentuadamente vaidoso.
Toda a nação presenciou – na boca de Lula, por seu interesse pessoal e político – José Sarney evoluir de demônio corrupto a imaculado santo milagroso. Lula acha que pode enganar a todos, por todo o tempo. Seu passado é farto em fatos comprobatórios que indicam colocar a luta pelo poder acima de qualquer decisão ética que tenha de tomar.
Corrupção, como tem demonstrado, é um ato necessário, desde que seja ele o beneficiário, como provou Sebastião Nery na matéria editada dia 30/5/2012 na Tribuna, na qual Paulo de Tarso Venceslau, fundador do PT, declarou na CPI dos Bingos ter entregado a Lula uma denúncia formal (escrita) e provas sobre corrupção nas prefeituras administradas pelo PT, nestes termos:
“Tentei levar a informação para dentro do partido, procurei todas as instâncias, mas não consegui ser ouvido. Registrei uma carta em cartório com a denúncia e mandei para Lula, então presidente do PT. Tirei uma cópia e entreguei na mão de Mercadante, Suplicy, Genoíno, Chinaglia, Greenhalgh”.
Lula não fez nada na ocasião nem em data alguma, pois o benefício da corrupção interessava a ele, e o arrecadador da propina (via empresa CPEM) era Roberto Teixeira, compadre de Lula, que cobrava 20% do valor das obras, contratadas sem licitação “para fazer um trabalho com base em notas falsas, rasuradas”. Essa grana era oriunda dos impostos pagos pelos cidadãos e usufruída por Lula e sua tropa de elite no PT.
Lula residiu de graça – com casa, comida e roupa lavada – por proveitoso tempo, numa casa do compadre Roberto Teixeira, o coletor da grana surrupiada dos impostos. Um final feliz para Lula. Fora esse aspecto meramente corrupto-monetário, ainda há o imoral caso dos lutadores de boxe cubanos que foram entregues ao “humanista” Fidel Castro (durante a ditadura, segundo a Anistia Internacional, Fidel Castro mandou matar 86.587 pessoas).
Lula adorou tirar retrato ao lado de Fidel Castro à beira de uma mansão com piscina em Havana, bem como financiar obras em Cuba com o dinheiro arrecadado dos impostos pagos pelos brasileiros…
E o caso do Cesare Battisti, condenado em 1993 à prisão perpétua pela corte de apelações de Milão, Itália, por ter cometido diversos assassinatos, dentre os quais o de um simples comerciante? Battisti foi mantido no Brasil, livre e faceiro, por ato isolado de Lula em seu último dia de mandato?
Ainda há o episódio de seu filho, o “Lulinha”, por ele tratado esportivamente de “fenômeno” empresarial; o orgulho da “famiglia”.
Peço desculpas, mas não posso acreditar em uma pessoa com esse passado. Muito menos sendo um político…
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ACREDITAR EM JOBIM?
Hélio Fernandes, em 31 de dezembro de 2009, na Tribuna da Imprensa, foi peremptório ao afirmar sobre Jobim que a participação dele em cada um dos Poderes foi marcada pela indignidade, irregularidade, até mesmo pela calamidade, confessada por ele.
Hélio Fernandes fez um balanço das atividades de Jobim, que maculou os três Poderes da República: “Como deputado-constituinte, um fracasso, nas comissões ou no plenário. Foi o responsável (em parte) pela derrota do Parlamentarismo. Toda a Constituinte se encaminhava para aprovar o sistema que tinha como grande defensor o senador Afonso Arinos. Ficamos com essa Constituição dúbia e desequilibrada. No conteúdo, Parlamentarismo. Na forma, Presidencialismo-pluripartidarismo, uma excrescência. Essa palavra se aplica maravilhosamente ao Jobim que nos subterrâneos da madrugada, na Comissão de Redação da Constituinte, emendou a “Constituição” que nascia. Ninguém soube. Era o crime perfeito. Como a maldição do crime perfeito é o fato de ninguém saber, passados alguns anos, ele mesmo veio a publico e REVELOU TUDO.”
Afinal, qual foi o delito cometido por Nelson Jobim? Augusto Nunes escreveu na VEJA(06/06/2009), com todas as letras: “Em outubro de 2003, o Brasil foi confrontado com um crime que, praticado 15 anos antes pelo deputado-constituinte Nelson Jobim, assumiu dimensões bem mais perturbadoras ao ser revelado por um Nelson Jobim já vestindo a toga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Com a naturalidade de quem explica por que prefere chimarrão a café, o ex-parlamentar do PMDB gaúcho confessou ter infiltrado na Constituição de 1988, cujo texto definitivo lhe coube redigir, dois artigos que não haviam sido votados, muito menos discutidos no plenário.”
Disse Jobim que viu o artigo acrescentado, sabia-o irregular, mas nada fez, deixou passar e pronto. Assim, acabou sendo votado e aprovado o texto final da Constituição com este artigo inserido SEM TER SIDO VOTADO sequer, no primeiro turno.
Pedro Antônio Dourado de Rezende e o advogado e consultor legislativo do Senado Adriano Benayon fizeram importante estudo sobre os efeitos causados no Brasil pela conduta de Nelson Jobim. Em 1988, a dívida externa e a inflação assombravam as contas públicas. A aprovação da alínea “b” do artigo 166 da Constituição (a “emenda” Nelson Jobim) serviu para beneficiar os credores dos mercados financeiros internacionais. “É um cheque em branco para o credor botar a mão na arrecadação”, disseram Rezende e Benayon. E citaram dados da Secretaria do Tesouro Nacional, atualizados em moeda corrente:
“Em 1986, a União pagou o equivalente a R$ 50,5 bilhões no chamado serviço da dívida, isto é, despesas com juros, taxas bancárias e outras obrigações relacionadas com os débitos externos. Quatro anos mais tarde, com a aprovação da nova Carta Magna, o valor passou para R$ 564,1 bilhões, em cifras atuais. Por outro lado, os investimentos caíram de R$ 20,9 bilhões para R$ 12,8 bilhões naquele mesmo período. Na opinião dos dois, a alínea “b” do artigo 166 (a “emenda” Nelson Jobim) contribuiu para essa discrepância.” Um belo presente de Nelson Jobim ao Brasil …
E Hélio Fernandes continua: “Não dá para contar o mínimo das barbaridades cometidas por ele, principalmente na presidência (do STF). Até que mais de 200 advogados e magistrados do Rio Grande do Sul (seu estado) exigiram a saída dele do Supremo. Esse movimento foi liderado no Rio, bravamente, pelo advogado Ivan Nunes Ferreira, que não descansou nunca. Nelson Jobim estava exatamente com 60 anos, a “expulsória” acontece aos 70, ele tinha portanto mais 10 anos no Supremo. Só que não dava para resistir, foi para casa. Literalmente.”
Peço desculpas, mas não posso acreditar em uma pessoa com esse passado. Muito menos sendo um político…

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