domingo, 5 de janeiro de 2014

RENAN TRAPAÇACALHEIROS, ENGARRAFAMENTO MORAL, MONTADORAS, ENGARRAFAMENTO GERAL


HELIO FERNANDES –

É impressionante, irresistível, irresponsável, na vida pública ou na privada. Imprevisível, o maior amigo de Collor, seu líder no Congresso, foi um dos artífices mais ativos e atuantes no impeachment do presidente. Hoje é novamente ligadíssimo ao ex-presidente.

Articula a candidatura a governador de Alagoas, com ampla circulação, mas uma exigência da parte dele. Pode ser candidato a governador (seu mandato no senado vai até 2018) ou lança o filho, deputado estadual.

Depois do impeachment, Ministro da Justiça de FHC

O Mundo político recebeu a sua nomeação para esse cargo que não é um ministério qualquer, com espantosa e inacreditável surpresa. Dividiam a extravagância entre o Ministro e o próprio presidente. Deixou o ministério, se elegeu senador. E logo, logo, “furou” todas as filas, foi eleito presidente da Casa.

Um filho fora do patrimônio

Desculpem o “erro” do Título destas notas, o filho foi fora do matrimônio, mas a palavra do título não é exagerada. Uma construtora pagava á “companheira”, mensalmente, mais do que ele ganhava.

Esteve para ser cassado, o escândalo ultrapassou os limites da residência oficial. Não se abalou. Articulou, se movimentou, conversou, mas não se arriscou. E na hora final, quando acreditavam que estava perdido e teria o mandato cassado, a grande vitória: renunciaria à presidência da “casa”, mas ficava com o mandato. Todos aceitaram, sem constrangimentos. Que República.

Trapaçacalheiros, “O filho do Rei Curiango, voltou de torna-viagem”


Reeleito em 2010, entrou imediata e novamente na “Fila” para voltar à presidência. Lógico, voltou. E com as mesmas artroses de caráter. Repetiu o “equívoco” de andar em avião da FAB sem pagar à vista, só mais tarde, “eu não sabia que voar pela FAB tinha um preço”.

Foi a Pernambuco fazer “infiltração” de cabelo. Apanhado em flagrante, respondeu-repetitivo: “Não sabia que isso não era possível, se não for, vou pagar”. E ainda usou horário OBRIGATÓRIO de televisão, para se explicar. E continua intocado.

“Perseguição” contra Renan   

O que fazem de campanha a respeito do presidente do Senado, além de lamentável é lancinante. Abriram manchetes nos jornais impressos, espaços enormes na televisão aberta ou por assinatura. E tudo por quê? Por causa de uma simples viagem ao Recife.

Renan Calheiros, um cidadão acima de qualquer suspeita, foi apenas dar um retoque na fisionomia, para se oferecer ao cidadão, diariamente, com boa aparência. Presidente do Senado, foi “retocar as pálpebras”, fazer “implante de cabelo”. O cidadão-contribuinte-eleitor verá como ele ficará mais bonito. Usou avião da FAB? Que mal há nisso, o avião estava parado.

O lucro das montadoras, é o mensalão do engarrafamento das ruas. E ainda reclamam  

As montadoras recebem privilégios de todos os governos, prejudicam milhões de brasileiros, favorecem as grandes multinacionais do setor. Assim que acabou a Segunda Guerra Mundial, colocaram em ação o plano executado numa realidade nova.

Constataram que vender para o exterior o carro pronto, era custoso, perdulário e desnecessário. E já tinham para entrar em ação, a criação das montadoras, nos mais diversos países. Sucesso total na América do Sul, Central, Ásia e África.

Só não penetraram na Europa, quase todos os países, principalmente Itália, França, Alemanha, tinham indústria automobilística poderosa e desenvolvida. Aqui, dominaram o mercado, os idiotas de sempre, retumbaram: “A visão do presidente JK, trouxe a indústria automobilística para o Brasil”. Ha! Ha! Ha!  

Ninguém mais suporta tanto carro parado 

Começaram trazendo 80 por cento do automóvel pronto, criaram fábricas aqui, cheias de isenção, para os outros 20 por cento. Em mais ou menos 50 anos, passaram a 50 por cento vindo de lá, a outra metade montada aqui. Lucros fantásticos nos dois lados.

Chegaram a exportar 80 mil carros por mês de uma produção mais ou menos de 160 mil. Quer dizer: 80 mil eram vendidos aqui mesmo, seus porta-vozes diziam como se fossemos todos estúpidos: “Colocamos nas ruas de São Paulo, por dia, 800 carros. Mais 400 no Rio”.

Por isso o cidadão, sem transporte coletivo, trem, ônibus, metrô, sai da garagem pela manhã, fica horas no meio da rua. E os prefeitos não acordam, no sentido verdadeiro ou de ficção.  

Querem triplicar a produção

Estão produzindo 150 mil mensais, o que atinge 1 milhão e 800 mil anuais. Pretendem passar para 6 milhões por ano, 500 mil por mês. Nas exportações, a mesma insanidade e falta de credibilidade. Exportam 40 mil mensais, o que dá 480 mil anuais. Mas os preços, tão exorbitantes, que na venda externa e interna os números caem cada vez mais, e a perspectiva de redução é visível.

Como a indústria automobilística é o maior anunciante de jornais impressos e de televisões abertas ou por assinatura, chega a ser comovente, a “defesa” que fazem de mais carros na rua. Produção passando de 1 milhão e 800 mil carros para 6 milhões por ano, os ricos não sairão de casa a não ser muito tarde. A classe média e os pobres, dobrarão para sair de casa ou do trabalho, chegarão, na ida e na volta perto das quatro horas diárias. 

PS- Maracanã emocionante. Há muito tempo não via nada tão bonito, fascinante, agradabilíssimo. O jogo que o Zico organiza há 10 anos, foi o ultimo, ele diz, “o joelho não permite mais”.

PS2- 70 mil pessoas praticamente lotando o estádio. Para entrar e assistir, nenhum dinheiro, apenas alimentos não perecíveis, arroz, feijão, açúcar, por aí. E aquela geração, alguns que deveriam ter sido campeões do mundo em 1978, 1982, 1986. Três títulos que não deveríamos ter perdido, também não devíamos ter ganhado em 1994.

PS3- Assisti os três, sofri com os três, revi tudo ontem. E bato palmas para o que o Tostão escreveu: ”Assistir um jogo no estádio, ótimo, melhor ainda ir ao estádio e ao mesmo conferir na televisão”.

PS4- E a homenagem fantástica a Ademir da Guia, neto do chamado “divino” Domingos da Guia, da seleção de 1934. Que maravilha viver.

PS5- E a frase do próprio Zico para um repórter, impressionado que ele fizesse um gol com 2 minutos de jogo: “Só podia ser assim, meu gás não dá para mais do que isso”.           

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