sábado, 28 de dezembro de 2013

O General da Dilma - JORGE BASTOS MORENO

O GLOBO - 28/12

Que Mercadante, que nada! O queridinho da presidenta Dilma Rousseff agora é o ex-chefe de Logística do Ministério da Defesa e atual secretário Nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior.
Nestes dias, principalmente, com a chuva castigando metade do país, todas as informações são repassadas à presidente pelo general Adriano, que dá também a mesma atenção aos governadores das áreas atingidas.
Como comandante do Leste, o general participou ativamente dos últimos desastres climáticos do Rio e da desocupação das áreas comandadas pelo tráfico.
A cotação do general está tão alta que seu nome já foi especulado até para ser o comandante do Exército. Apesar de burocraticamente vinculado ao Ministério da Integração Nacional, que é a grande cobiça do PMDB, o general Adriano despacha diretamente com a presidente Dilma.
Duvido que o PMDB queira esse cargo. É só problema!

Pezão
Encontrei Pezão saindo do Complexo do Alemão em mais um dia de trabalho (ou campanha?).
Disse-me que estava muito mais entusiasmado do que antes, principalmente pela animação de Cabral, que ontem — ufa! — finalmente bingou o dia 31 de março como data de deixar o governo.
Cabral, na avaliação de Pezão, é a fênix da política: renasce das cinzas, sempre. Eu acrescento: e sempre pronto para outra.
Se bem que há uns dois meses que seus adversários não comemoram qualquer mancada sua.
Sérgio Cabral, como candidato a senador, quer criar uma grande caravana para percorrer o estado, incluindo na comitiva a ilustre presença do senador Francisco Dornelles.
No Senado, não há quem exerça o mandato com tanta dedicação.

Lindinho

Falei com Lindbergh quando este estava a caminho de Minas, onde passa a festa de fim de ano com a família.
Mal eu disse “alô”, e o candidato petista ao governo do Rio me detalha os planos para soluções de problemas crônicos do estado.
Lindinho fala como se já fosse governador.
Sua, já nem digo esperança, tranquilidade está no fato de ser ele a via entre a volta ao passado, com Garotinho, e a permanência de um presente cheio de altos e baixos.
Tudo bem que ele represente o novo, mas um novo que já aprontou no jardim de infância da administração municipal.
Isso não vai passar incólume.
E o novo não vai poder bater tanto no passado nem no presente.
O passado e o presente são futuros para a Dilma.

Furo
O Country Club é cheio de exigências para aceitar até as mais ilustres personalidades do Rio como sócios.
Mas a coluna acaba de descobrir a fórmula mais fácil para se entrar no fechadíssimo clube de bacanas.
Candidate-se e se eleja presidente da República.
É que, pelos estatutos, todos os ex-presidentes da República são sócios natos.
Se não frequentam, é porque não querem, viram Sarney, Collor, FH e Lula?!
( O que não faz a falta de notícia!)

Fado
Queixa-me ao telefone o Serra: como eu e metade dos homens acima dos 50, ele toma anticoagulantes, e um simples arranhão ou gengivite causa sangramentos desagradáveis.
( Não faço mais coluna em período sem notícia. O que você tem a ver com isso?)

Motivo
Mas o sangramento de Serra tem, sim, tudo a ver com a política, principalmente a paulista.
É só Aécio marcar encontro com ele, acontece hemorragia na boca do Serra.

Transição
Esperta é a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Já almoçou com todos os nomes especulados para suceder a ela.
Assim, quando o anúncio for feito, ela já terá passado o serviço para o sucessor.

Ano bom!
Feliz ano novo para Dilma, Marina Silva, Aécio Neves, Eduardo Campos e,
também, para o José Serra — a gente sempre se surpreende com ele. Muitas notícias em 2014!

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