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sábado, 1 de agosto de 2015
FINANCIADA PELO TRÁFICO, INVASÃO DENOMINADA ‘CIDADE DAS LUZES’ CRESCE E AVANÇA SOBRE A FLORESTA
Kelly Melo, acritica.uol.com.br
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! CIDADE DAS LUZES !
Um buraco gigante no meio de uma Área de Preservação Ambiental (APA) produzido com dinheiro do tráfico de drogas. Assim, a invasão “Cidade das Luzes”, situada entre o ramal da Anaconda e à margem direita do rio Tarumã-Açu, no Tarumã, na Zona Oeste, pode ser vista de cima.
Sem qualquer intervenção do poder público, a invasão “rasga” agressivamente floresta e continua a expansão e degradação do meio ambiente rumo ao principal curso de água da região. Apesar de ser uma ocupação irregular, é possível ver que as ruas foram abertas por máquinas, mas ainda são de barro batido. Por baixo, além de uma placa como o nome da comunidade logo na entrada, observa-se que a Cidade das Luzes tenta se organizar, devido ao afastamento da cidade.
Logo, os comércios estão espalhados por todos os lados e os barracos continuam sendo construídos, sejam eles de resíduos de madeira ou alvenaria. A CRÍTICA esteve no local e verificou que as obras não param. De um lado, carros de material de construção entram e saem a todo momento. De outro, as condições de higiene também são precárias, uma vez que boa parte das casas são improvisadas, e na frente da comunidade, o lixo doméstico fica espalhado. No entanto, os moradores evitam falar sobre suas instalações, por medo de represálias.

Essa outra (Paris) também é chamada Cidade das Luzes
É que a invasão também tem como líderes, criminosos perigosos que possuem ligações com facções criminosas. Um exemplo deles é o assaltante Sebastião Ribeiro Marinho Filho, o “Velho Sabá”, preso em abril deste ano, durante uma ação da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), que apreendeu armas e drogas no local, além de encontrar o corpo de uma mulher que havia sido morta há três dias.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
CPI mantém convocação de Catta Preta. Faz bem! Eu era contra até ontem; agora, sou a favor. E explico, como sempre, por quê
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Eu me opunha à convocação da doutora Beatriz Catta Preta pela CPI da Petrobras até ontem. Depois da entrevista que ela concedeu ao Jornal Nacional, passei a ser a favor. Eu não quero que ela vá lá revelar o valor dos seus serviços. Também não lhe cabe dizer a origem do dinheiro daqueles que pagam seus honorários. Não é a ela que cabe fazer esse tipo de investigação. O Estado dispõe de instrumentos para isso. Agora, eu quero que a doutora Beatriz vá à CPI para dizer quem a ameaçou e de que modo. Lembrando sempre que um advogado não dispõe de prerrogativas para fazer falso comunicado de crime. A CPI manteve a convocação da doutora e fez muito bem. Dado o novo contexto, a OAB deveria aprová-la, em vez de tentar obstá-la. Na entrevista eivada de absurdos concedida ao Jornal Nacional, a doutora disse com todas as letras, nesta quinta-feira: “Depois de tudo que está acontecendo, e por zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos, eu decidi encerrar a minha carreira na advocacia. Eu fechei o escritório”. Em seguida, pergunta-lhe o repórter César Tralli: “A senhora consegue identificar de onde vem essa intimidação que a senhora enxerga tão claramente hoje?”. E ela responde: “Vem dos integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação”. Raramente ou nunca, estivemos diante de um absurdo de tal natureza, de tal monta. A doutora Beatriz está dizendo, sim, que está fechando o escritório e mudando de profissão, pensando na segurança de sua família, e as intimidações — que são, então, ameaças — estariam partindo de membros da CPI. Só porque ela foi convocada? Não é possível. A doutora Beatriz tem de ir à CPI para dizer quem, na comissão, a ameaça e por que uma simples convocação pode ser caracterizada como um molestamento até a sua família. Isso nada tem a ver com sigilo no exercício da profissão. Igualmente considero fora do sigilo uma questão que me parece elementar. Se Julio Camargo fala a verdade agora, quando diz que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu US$ 5 milhões de propina, então mentia antes, quando negava. A pergunta é óbvia: ele mentira também para a advogada ou ambos mentiam, unidos, para a Justiça? Não tem jeito. Doutora Beatriz e a OAB têm de ter clareza quando as coisas ultrapassam o limite do aceitável. Se há deputados na CPI que fazem ameaças, eles precisam ser denunciados e banidos da vida pública. E ela terá a chance de anunciar seus nomes em rede nacional. Todos estaremos atentos. Se não foi ameaça dessa ordem, mas, como ela disse, uma coisa indireta, que, ainda assim, revele como se deu. Eu tenho curiosidades que, espero, também estejam na mente dos deputados, e nenhuma delas tem a ver com sigilo profissional ou com especulações sobre a origem dos ganhos da advogada. EMBORA, ATENÇÃO, TUDO LHE POSSA SER INDAGADO. ELA NÃO É OBRIGADA A RESPONDER O QUE FIRA O CÓDIGO DE SUA PROFISSÃO. ESTÁ LÁ RESGUARDADA POR DECISÃO DO SUPREMO.
1 – A primeira questão é aquela já anunciada: Camargo mentiu para ela, ou ambos mentiram para a Corte?
2 – Dê exemplo de uma ameaça que a senhora ou sua família tenham sofrido.
3 – Em tempos de WhatsApp, e-mail, comunicação online, por que a senhora não desmentiu desde o primeiro dia a pretensão de se mudar para a Miami?
4 – Por que a senhora usou o verbo “fugir” para se referir à possível mudança para os EUA? A senhora fugiria de quem?
5 – A senhora não considera um despropósito abandonar a profissão em razão de ameaças que a senhora mesma diz terem sido indiretas?
6 – Não pergunto sobre nenhum caso em particular, mas em tese: na sua experiência profissional, diria que um delator premiado deve ter direito a quantas versões?
7 – Um advogado que cuida de várias delações premiadas não pode acabar cuidando das várias versões, de modo a evitar contradições entre elas?
8 – Procedem os comentários que circulam nos meios jurídicos segundo os quais a senhora é uma espécie de quarto elemento da força-tarefa?
9 – A senhora era vista até a semana retrasada como uma aliada e uma amiga do Ministério Público. A senhora tem receio de que isso possa mudar?
10 – Digamos que a senhora estivesse desgostosa com a Lava Jato e deixasse os clientes. Mas por que deixar a profissão? O que a impediria de exercê-la em outros casos? Os descontentes com a operação a perseguiriam até em outros processos?
11 – Como uma pessoa acostumada a defender pessoas, a senhora acha que faz sentido o ataque dirigido à CPI?
12 – A senhora reconhece a legitimidade do Congresso Nacional e das Comissões Parlamentares de Inquérito?
13 – A senhora tem ciência se, em algum momento, clientes a procuraram por indicação de algum membro da força-tarefa? Se isso acontecesse, seria ético, na sua opinião?
14 – A senhora teve alguma relação com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) antes desse episódio?
15 – Por que a senhora acha que se fizeram especulações só sobre seus honorários, não sobre o de outros, que também cuidaram de delações premiadas?
16 – Antes de a senhora tomar a drástica decisão que tomou, foi procurada por algum emissário de Eduardo Cunha para alguma conversa?
17 – Seu marido participa, de algum modo, da conversa ou da abordagem dos acusados que a procuram para fazer delações?
18 – Com o apoio da imprensa, da OAB e até de ministros da STF, a senhora não acha que há certo exagero em aparecer como vítima de uma CPI?
19 – O que a senhora acha que deve acontecer com alguém que, sendo beneficiário da delação premiada, mente?
20 – A senhora pretende dar início à carreira de roteirista?
Por Reinaldo Azevedo
terça-feira, 28 de julho de 2015
ANÁLISE, IGOR GIELOW, FOLHA - OPERAÇÃO ELETROLÃO ASSUSTA MEIOS POLÍTICOS EM BRASÍLIA
Postado por Polibio Braga on 7/28/2015 02:34:00 PM
Folha de S. Paulo em Brasília.
A nova fase da Operação Lava Jato, desta vez comedidamente nomeada Radioatividade, dispara enfim o chamado eletrolão, motivo para diversas dores de cabeça preventivas em Brasília.
Insinuado desde o começo da operação da PF em 2014 e dado como inevitável após a delação premiada do executivo Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, o eletrolão ainda precisa ser destrinchado pelos investigadores.
Mas amplia consideravelmente o potencial de a Lava Jato cumprir sua vocação de sanear diversos aspectos dos negócios entre público e privado no Brasil. Os responsáveis pela Lava Jato sempre falaram na "metástase" da corrupção em diversos setores, mas agora parecem chegar perto dos tumores em si.
No meio político, o temor é evidente. O setor elétrico tem personagens conhecidos, todos eles muito próximos de figuras graúdas do PT e PMDB. Mais ainda, era a área por excelência de Dilma Rousseff, que conduziu o Ministério das Minas e Energia com mão de ferro até assumir a Casa Civil e ser catapultada à Presidência por obra de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não há nada até aqui envolvendo a presidente, mas o fato de os olhos da Lava Jato se aproximarem deste seu antigo feudo causa desconforto no governo.
Além disso, a apuração sobre Angra 3 é só um começo. Investigadores querem puxar fios correlatos que levem a outros negócios bilionários com os protagonistas da Lava Jato.
SUBMARINOS
Um dos pontos que podem ser escrutinados é especialmente sensível: o programa de submarinos da Marinha.
Em 2009, como parte do maior acordo militar já assinado pelo Brasil, os franceses ganharam o direito de substituir os alemães na longa parceria de construção das embarcações.
O tíquete para a vitória foi a promessa de capacitar o Brasil a fazer um submarino nuclear nos anos 2020, fetiche de qualquer almirante. O preço foi trocar os confiáveis submarinos convencionais alemães pelos modelos diesel-elétricos franceses da classe Scorpène. O custo: astronômicos 6,7 bilhões de euros (à época algo como R$ 18 bilhões; em valores nominais de hoje, cerca de R$ 24 bilhões), a serem financiados por duas décadas.
A maior polêmica do contrato, contudo, dizia respeito à construção de um novo estaleiro no Rio para os submarinos. A obra foi subcontratada diretamente pelos franceses pela fatia considerável de 1,7 bilhão de euros para a Odebrecht, sem licitação.
Concorrentes sempre questionaram a escolha da empreiteira —a participação de uma sócia nacional era exigência brasileira. O negócio deu fôlego para a Odebrecht criar sua divisão de defesa e segurança e buscar diversificar suas frentes de atuação.
Basta nomear os atores em cena para entender o interesse dos investigadores. O acordo militar Brasil-França foi uma das meninas dos olhos do segundo e apoteótico mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e protegido pelas regulamentares cláusulas de soberania nacional.
Não ajuda muito o fato de a DCNS, a empresa francesa responsável pelo negócio, ter um longo currículo de acusação de pagamento de propinas e outras suspeitas em negócios com os mesmo submarinos Scorpène na Índia e Malásia, além de um escândalo bilionário na venda de navios para Taiwan.
Os franceses, controlados pelo Estado, sempre negaram irregularidades e, no Brasil, não foram alvo de nada além de fofocas de concorrentes nos bastidores.
Angra já foi explodida. Agora, quando será explodido o programa secreto de submarinos?
terça-feira, 28 de julho de 2015
O presidente licenciado da Eletronuclar, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso nesta terça-feira em nova fase da Operação Lava-Jato, teria recebido R$ 4,5 milhões em propinas pagas pelas empresas Andrade Gutierrez e Engevix, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Os pagamentos teriam sido realizados entre 2009 e 2014 por meio de empresas de fachada contratadas pelas empreiteiras apenas para repassar recursos ao dirigente da estatal. A Força-Tarefa disse que está apenas no início das investigações e que o caso pode ser “muito maior”, segundo o delegado federal Igor Romário de Paula. De acordo com os investigadores, um dos pagamentos direcionados a Othon ocorreu em dezembro do ano passado, dias depois da prisão de executivos de grandes empresas fornecedoras da Petrobras. Para o procurador Athayde Ribeiro Costa, integrante da Força-Tarefa da Lava-Jato, a realização de um pagamento dessa natureza em meio às investigações torna ainda mais grave a suspeita de envolvimento do dirigente da Eletronuclear. "Mais uma vez vimos que a corrupção é endêmica e os indicativos são de que ela está espalhada por vários órgãos e em metástase", disse o procurador na manhã desta terça-feira, em Curitiba, sobre a 16ª fase da Operação Lava-Jato. "A corrupção não está restrita à Petrobras, se espalhou por outros órgãos da administração pública", completou Igor Romário de Paula. O pagamento realizado em dezembro de 2014 foi realizado para a empresa Aratec Engenharia Consultoria & Representações, com sede em Barueri, no interior de São Paulo. De acordo com o registro da Receita Federal, as sócias da empresa são Ana Cristina da Silvia Toniolo e Ana Luiza Barbosa da Silva Bolognani. As duas são investigadas na operação e foram alvos de mandados de condução coercitiva na manhã desta terça-feira, para que prestem depoimento à Justiça. Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, Othon Luiz Pinheiro da Silva é o verdadeiro dono da Aratec. Os pagamentos a ele teriam sido realizados por meio de quatro empresas de fachada, subcontratadas pela Andrade Gutierrez e pela Engevix: CG consultoria, JNobre Engenharia, Link Projetos e Participações e Deutschebras Comercial e Engenharia. "Essas empresas são personagens novos na operação e detectamos indícios de que realmente havia repasse de propina, porque elas não tinham quadro técnico necessário para prestar serviços", afirmou Ribeiro Costa. A origem dos pagamentos ao presidente da estatal seriam um contrato da Andrade Gutierrez com a Eletronuclear, de 1983, que recebeu aditivo de R$ 1,2 bilhão, em 2009, e a licitação de Angra 3, que teria sido direcionada para sete empresas que formaram os dois consórcios vencedores da montagem da usina, entre elas a Andrade. Em 2014, os consórcios se uniram em uma única empresa, que passou a se chamar consórcio Angramon. Todos os integrantes são investigados nesta nova fase da Lava-Jato. "Houve reunião em que representantes das empreiteiras (que integram o consórcio Angramon) discutiram acerca de eventual repasse para o senhor Othon Luiz", disse Ribeiro Costa.
De acordo com o Ministério Público Federal, embora a Engevix não participe do consórcio principal de Angra 3, a empresa mantém outros contratos com a estatal. "A Engevix tem alguns contratos vinculados à Eletronuclear. Também há indícios de pagamento de propina desde então", disse o procurador. Com relação a Flavio Barra, o executivo da Andrade Guttierez que foi preso, “ele foi indicado, apontado por Dalton Avancini, como o representante da Andrade Guttierez que discutia valores a respeito da propina de Angra III”, disse Ribeiro da Costa. A nova operação é baseada em informações prestadas em delação premiada pelo diretor da Camargo Corrêa Dalton Avancini. Segundo o procurador, o depoimento não foi a única fonte para ação desta terça-feira e para o pedido de prisão de Othon. "A palavra do colaborador, por si só, não leva a medidas de prisão, ainda que temporária. Nós fizemos o nosso trabalho, fizemos investigações e corroboramos em grande parte tudo que foi dito pelo Dalton Avancini. As investigações ainda continuam. E elementos ainda vão ser trazidos aos autos", afirmou Ribeiro Costa, mencionando o material apreendido nesta terça-feira nas salas dos executivos e informações de contas de e-mails, que também seriam recolhidas. Para o delegado federal Igor Romário de Paula, esta é apenas uma primeira ação focada na área de energia. "Pode parecer um valor pequeno (a propina de R$ 4,5 milhões), mas é um primeiro passo da investigação na área de energia. Tem muito ainda a ser apurado", afirmou. Embora o único político alvo desta nova fase seja o presidente licenciado da Eletronuclear, o delegado acredita que, com a avanço das investigações, pode-se chegar a novos nomes vinculados a partidos. Igor disse ainda que há mais indícios de corrupção a apurar no setor de energia, “e isso ficou mais concreto com o Dalton, que trouxe muita documentação a respeito da participação da Camargo Corrêa neste consórcio, no acerto de preços”. "Não estão exauridos todos os contratos da Angramon, então isso pode ser muito maior", declarou o delegado.
Governadores adorariam fugir, mas Dilma quer dar “um abraçaço” neles, como diria Caetano… - REINALDO AZEVEDO
Ai, ai… Há coisas, como costumo escrever aqui, que nem erradas são. Apenas não existem. A “política de governadores”, que Dilma pretende ressuscitar, foi enterrada junto com a República Velha. E todas as tentativas de retomá-la, desde aquele tempo, deram em nada. Como dará de novo agora. A presidente pretende reunir os 27 chefes de Executivos estaduais na quinta-feira para que eles conversem com as respectivas bancadas federais de seus Estados, tentando impedir a aprovação da chamada “pauta-bomba” — medidas que provocariam um rombo no caixa, a exemplo do tal aumento de 56%, em média, concedido ao Judiciário, que ela teve de vetar. Qual é a justificativa para o encontro, tecnicamente procedente, mas politicamente inócua? Reajustes concedidos a funcionários federais e gastos impostos à União acabam, invariavelmente, impactando nos Estados. É verdade. A questão é saber qual é o real poder de fogo dos governadores nas bancadas federais. Os alinhamentos que se dão no Parlamento são de outra natureza. Nem mesmo o Senado está sujeito a uma influência muito forte dos governadores. A orientação partidária e as afinidades por setor da economia ou por convicção acabam tendo mais influência. De resto, a tal pauta-bomba é mero pretexto. Dilma está querendo é dar uma demonstração de força política num momento em que se considera que cresceu a possibilidade de ter sequência uma denúncia contra ela na Câmara, já que, por enquanto ao menos, o governo avalia que é altíssimo o risco de o TCU recomendar a rejeição das contas. Também esse tema ficará fora da pauta, mas, como se sabe, presente. Os governadores estão numa saia-justa. É provável que compareçam. Por outro lado, prefeririam ficar longe desse cálice. Nenhum chefe de Executivo estadual é hoje tão impopular como Dilma. O receio óbvio é que a impopularidade dela os acabe contaminando e que, vistos todos juntos, sejam considerados corresponsáveis pelo momento notavelmente ruim por que passa a economia. A presidente pretende fazer a reunião na quinta, dia 30, quase antevéspera de ir ao ar o programa político do PT, no qual ela vai falar. O panelaço, apitaço, buzinaço e outros superlativos do descontentamento pátrio já estão convocados. Dez dias depois, há o protesto, que já se aposta gigante, do dia 16 de agosto. Ninguém estava disposto a posar agora ao lado de Dilma, mas sabem como é… No federalismo à moda brasileira, em que presidente da República é quase imperador absolutista, fica difícil recusar. Já dá para antever o desânimo. Os governadores adorariam fugir, mas Dilma faz questão de dar “um abraçaço” neles, como diria Caetano… Por Reinaldo Azevedo
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